Covid-19: França regista quase 16 mil mortos devido ao vírus

As autoridades francesas registaram 541 novos mortos em meio hospitalar e 221 nos lares nas últimas 24 horas, somando um total de 15.729 mortos desde 01 de março de 2020 devido à covid-19 em França.

Os números foram divulgados por Jérôme Salomon, diretor-geral da Saúde, e dão conta de um total de mortos de 10.129 em meio hospitalar. Nos lares registaram-se, até agora, desde o início da pandemia, 5.600 óbitos.

Salomon estimou que entre 5% a 10% da população francesa já terá sido « tocada » por este vírus.

Há 32.282 pessoas hospitalizadas em França devido à covid-19 e 6.730 destes pacientes estão nos cuidados intensivos. É o sexto dia consecutivo em que o número de pacientes graves baixa nos hospitais franceses.

França registou até agora 103.573 casos de covid-19. Cerca de 28 mil pessoas já saíram curadas dos hospitais em França.

Questionado sobre a entrada no mercado de uma vacina, Jérôme Salomon indicou que os laboratórios dizem que talvez seja possível começar a testar uma vacina na segunda metade de 2020 e a sua difusão poderá acontecer a partir de 2021.

O diretor geral da Saúde relembrou ainda as novas regras para lidar com dejetos de pacientes com covid-19. Devem ser utilizados dois sacos do lixo para acomodar luvas, máscaras e lenços de papel, os dejetos devem ser mantidos em casa durante 24 horas e não são recicláveis.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 120 mil mortos e infetou mais de 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Dos casos de infeção, cerca de 402 mil são considerados curados.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19. Governo francês quer proteger trabalhadores que fazem a recolha do lixo

Para proteger os empregados do sector, o governo francês publicou uma série de recomendações particulares que envolvem, as luvas, os lenços de papel e as máscaras, potencialmente portadoras do novo coronavírus.

Com a pandemia e o respetivo confinamento, os organismos que tratam da recolha do lixo e os centros de triagem mudaram o sua forma de proceder.

 

 

 

O Ministério da Saúde francês aconselha por isso a utilização de um saco únicamente para o lixo relacionado com a covid-19 (máscaras, lenços de papel e luvas). Saco que deverá ser bem fechado e colocado por sua vez dentro de outro saco, mas nunca misturado, com o lixo que vai passar pela triagem, nem nos caixotes de lixo que têm a tampa de cor.

Covid-19: Consumo mundial de calçado deverá recuar 22,5% este ano

O consumo mundial de calçado deverá recuar 22,5% este ano devido ao impacto da pandemia de covid-19, com menos 5.100 milhões de pares de sapatos comercializados a nível global, segundo um estudo hoje divulgado.

De acordo com a segunda edição do ‘Business Conditions Survey’, realizado junto do painel internacional de especialistas do ‘World Footwear’, “o impacto da pandemia de covid-19 irá penalizar fortemente o setor de calçado em 2020”, ocorrendo “o cenário mais negativo” na Europa, com uma perda estimada de 27% no consumo, equivalente a menos 908 milhões de pares comercializados.

Já na América do Norte o recuo previsto é de 21% (menos 696 milhões de pares), enquanto na Ásia a queda esperada é de 20% (menos 2.400 milhões de pares).

Segundo nota a Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), “desde a edição anterior deste boletim, publicada em janeiro, a epidemia enfraqueceu fortemente a economia mundial”.

“Em consequência, três em cada quatro membros do painel espera que, nos próximos seis meses, as quantidades de calçado comercializado recuarão”, refere, acrescentando que “metade dos mais de 120 inquiridos, oriundos de 43 países, prevê uma quebra nos preços”.

Segundo as conclusões do estudo, “as perspetivas são globalmente negativas”, mas revelam-se “particularmente más” na Europa, onde nove em cada dez inquiridos antecipa um recuo nas vendas.

Criado em 2019, o painel internacional de especialistas do ‘World Footwear’ recolhe e analisa, semestralmente, informações sobre as condições de negócios nos mercados mundiais de calçado, redistribuindo depois a informação de forma a fornecer uma visão precisa da situação da indústria no plano internacional.

A segunda edição deste inquérito ‘online’ foi realizada durante o mês de março com base em 129 entrevistas a profissionais do setor, provenientes de 43 países (41% com origem na Europa, 31% na Ásia, 16% na América do Norte e os restantes dos outros continentes), sendo que perto de 40% dos inquiridos estão ligados à produção de calçado, 17% ao comércio e distribuição e 43% a outras atividades do setor (associações comerciais, consultoria e outras).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 120 mil mortos e infetou mais de 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Dos casos de infeção, cerca de 402 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O número total de infetados na China desde o início da pandemia é de 82.249, dos quais 3.341 morreram e, até ao momento, 77.738 pessoas tiveram alta.

Os Estados Unidos são o país que regista o maior número de mortes, contabilizando 23.649 até hoje, e aquele que tem mais infetados, com 582 mil casos confirmados.

O continente europeu, com mais de 973 mil infetados e mais de 81 mil mortos, é o que regista o maior número de casos, e a Itália é o segundo país do mundo com mais vítimas mortais, contando 20.465 óbitos e mais de 159 mil casos confirmados.

Em Espanha, as autoridades sanitárias apontam 18.056 mortos e mais de 172 mil casos de infeção.

Além de Estados Unidos, Itália e Espanha, os países mais afetados são França, com 14.967 mortos (mais de 137 mil casos), Reino Unido, com 11.329 mortos (88 mil casos), Irão, com 4.683 mortos (74 mil casos), Bélgica, com 4.157 mortos (31.119), China, com 3.339 mortos (82 mil casos), e Alemanha, com 2.969 mortes (125 mil casos).

O número de mortes provocadas pela covid-19 em África ultrapassou hoje as 800 com mais de 15 mil casos registados em 52 países, de acordo com a mais recente atualização dos dados da pandemia naquele continente.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 567 mortos, mais 32 do que na segunda-feira (+6,%), e 17.448 casos de infeção confirmados, o que representa um aumento de 514 (+3%).

Dos infetados, 1.227 estão internados, 218 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 347 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril.

 

Alfa/Lusa

Morreu a imunologista Maria de Sousa, vítima de covid-19

Maria de Sousa nasceu em 1939, em Lisboa. O seu percurso como investigadora decorreu entre Inglaterra, Escócia, Estados Unidos e Portugal, onde regressou em 1984, quando a ciência portuguesa estava muito pouco desenvolvida.

A imunologista Maria de Sousa morreu na noite desta terça-feira, aos 81 anos, nos cuidados intensivos do Hospital São José (em Lisboa), vítima de covid-19 e depois de uma semana de internamento. Maria de Sousa, professora emérita da Universidade do Porto, percebeu a migração organizada dos linfócitos, células do sistema imunitário, e tem hoje por essa descoberta o seu nome em qualquer manual sobre o sistema imunitário.

Maria de Sousa nasceu em Lisboa em 1939. Depois de se ter formado em Medicina em 1963, pela Faculdade de Medicina de Lisboa, começou a sua carreira dedicada à investigação científica. Inglaterra, Escócia, Estados Unidos e Portugal – assim se pode desenhar em traços largos a geografia científica da sua vida.

Entre 1964 e 1966, esteve nos Laboratórios de Biologia Experimental em Mill Hill, em Londres, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi em Londres que fez uma grande descoberta que consta hoje em qualquer manual de imunologia.

Até 1964, pensava-se que todos os tipos de linfócitos – células do sistema imunitário fundamentais no combate a doenças e infecções – vinham do timo, uma glândula situada no peito, entre o esterno e o coração. Pensava-se ainda que, depois do nosso nascimento, os linfócitos migravam do timo e iam proliferar e amadurecer nos órgãos linfáticos periféricos, como os gânglios linfáticos e o baço. Maria de Sousa percebeu que não era bem assim.

Fez experiências em ratinhos, aos quais foi removido o timo logo a seguir ao nascimento. Verificou então que esses ratinhos sem timo continuavam, afinal, a ter linfócitos nos órgãos linfáticos periféricos. Mais: percebeu que nestes órgãos linfáticos periféricos dos ratinhos desprovidos de timo havia espaços deixados vazios – ou seja, espaços destinados precisamente aos linfócitos do timo. Portanto, nos órgãos linfáticos periféricos havia assim áreas para os linfócitos do timo (os linfócitos T) e áreas para outro tipo de linfócitos, que estavam ocupadas por eles. Por outras palavras, havia áreas nos órgãos linfáticos periféricos dependentes dos linfócitos que migravam do timo. Essa zona reservada aos linfócitos do timo é hoje conhecida por Área T.

Estas descobertas foram publicadas na revista Journal of Experimental Medicine e na revista Nature, respectivamente em Janeiro e Dezembro de 1966. O título do primeiro artigo científico com as descobertas de Maria de Sousa é precisamente “Áreas dependentes do timo nos órgãos linfáticos em ratinhos recém-nascidos timectomizados”.

Mais tarde, em 1971, Maria de Sousa deu um nome ao fenómeno de migração dos linfócitos de diferentes origens – tanto do timo como da medula óssea, onde se forma outro tipo de linfócitos – com destino a microambientes específicos nos órgãos linfáticos periféricos para aí se organizarem em áreas bem delineadas. Chamou-lhe “ecotaxis”.

Em suma, é uma viagem com lugar reservado à partida.

Em entrevista a Anabela Mota Ribeiro, publicada em 2014 no PÚBLICO, Maria de Sousa falava das suas descobertas relativas à Área T e à ecotaxis. “Creio que todos saberão que temos linfócitos a circular. O que muitos não saberão é que os linfócitos não são uma população homogénea, com a mesma pátria. Uns nasceram no timo e saíram para a circulação no período a seguir à nascença (período neontal), outros fora do timo, na medula óssea. Essa distinção não era clara em 1964. Ainda se pensava que talvez viessem todos do timo”, explicava então.

“O meu trabalho consistiu na observação de lâminas de cortes de órgãos linfáticos periféricos de ratinhos que tinham tido o timo removido no período neonatal. As minhas observações demonstravam que esses animais timectomizados à nascença ainda tinham linfócitos. E mais, os espaços vazios de linfócitos eram distintos dos espaços onde havia linfócitos, o que significava que as células pareciam saber para onde ir.” Mais tarde, estes resultados foram demonstrados por uma técnica (a auto-radiografia) que permitia seguir células marcadas radioactivamente. “As do timo iam para o território a que chamámos ‘área dependente do timo’ e que hoje é conhecida por Área T. E achei esse fenómeno de as células saberem para onde vão tão importante que lhe dei um nome: ecotaxis.”

PÚBLICO -

Foto:
Maria de Sousa em Maio de 2014 NUNO FERREIRA SANTOS

Quando deu o nome à migração dos linfócitos, Maria de Sousa já tinha partido de Londres rumo à Escócia, em 1967. Na Universidade de Glasgow doutorou-se então em Imunologia em 1972, permanecendo na Escócia até 1975. Daí seguiu para os Estados Unidos – para o Instituto Sloan Kettering para a Investigação do Cancro (em Nova Iorque), a Faculdade de Medicina de Cornell (em Nova Iorque) e a Faculdade de Medicina de Harvard (em Cambridge, Boston).

O regresso a Portugal

A partir de 1978 começou a dedicar-se ao estudo de uma possível função do sistema imunitário na protecção da toxicidade do ferro. Este interesse conduziu-a a estudos do sistema imunitário em doentes com uma doença genética de sobrecarga de ferro – a hemocromatose hereditária, doença mais frequente no Norte de Portugal do que no resto do país. É esta linha de investigação que a traz ao Porto.

PÚBLICO -

Foto:
Maria de Sousa a ser entrevistada nas Jornadas Nacionais de Investigação Científica e Tecnológica em 1987, em Lisboa.

Em 1984, regressou a Portugal, tendo vindo a contribuir para o desenvolvimento científico e académico do país, integrando como professora o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e como investigadora o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), actual Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), ambos no Porto.

Logo em 1985 tornou-se professora catedrática de Imunologia no ICBAS. Também a partir de 1985 criou uma equipa de investigação na área da hemocromatose, repartida por três instituições da Universidade do Porto: o ICBAS, o Hospital Geral de Santo António e o então novo IBMC. Ainda em 1985, iniciou no ICBAS o mestrado de Imunologia.

Muito destacado por muita gente foi o contributo de Maria de Sousa para o desenvolvimento da ciência em Portugal graças à criação, em 1996, do Programa Graduado em Áreas da Biologia Básica e Aplicada (GABBA, na sigla em inglês). Em 1996, o mestrado de Imunologia do ICBAS fundiu-se com três outros mestrados da Universidade do Porto, nas faculdades de Medicina e de Ciências, resultando no primeiro programa doutoral de uma universidade portuguesa em biologia básica e aplicada. Maria de Sousa foi uma das fundadoras do GABBA, que já permitiu a centenas de investigadores fazerem o doutoramento.

A 16 de Outubro de 2009, aos 70 anos, jubilou-se da actividade docente no ICBAS, dando a sua última aula, intitulada “Uma escola sem muros”.

Também se destaca o seu contributo para a implantação da avaliação externa e independente dos centros de investigação portugueses, que não existia na década de 1980 em Portugal, ao ter sido convidada para coordenar esse processo na área das ciências da saúde por José Mariano Gago (1948-2015), então presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), que deu origem à actual Fundação para a Ciência e a Tecnologia, a principal financiadora pública do sistema científico português.

Nesse sentido, ficaram memoráveis as Jornadas Nacionais de Investigação Científica e Tecnológica, em 1987, organizadas por Mariano Gago e que reuniram a pequena comunidade científica portuguesa no Fórum Picoas, em Lisboa. Mariano Gago ouviu durante essas jornadas a comunidade científica, as suas propostas de desenvolvimento da ciência no país, as suas necessidades, dificuldades, atrasos, e depois lançou o Programa Mobilizador de Ciência e Tecnologia, para financiar projectos de investigação. Consideradas hoje um dos marcos da política de ciência e investigação em Portugal, Maria de Sousa esteve presente nas jornadas de 1987, tal como esteve presente em 2017 na celebração dos 30 anos desse encontro da comunidade científica.

Manuel Heitor, o actual ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, relembra agora num texto publicado no PÚBLICO que foi com Maria de Sousa, juntamente com o neurocientista Fernando Lopes da Silva, “que aprendemos a ser sujeitos em Portugal a uma avaliação científica independente, quando José Mariano Gago era presidente da JNICT no final dos anos 1980”: “Inicialmente testada para as ciências da vida sob a liderança da Maria, esta prática que hoje nos parece tão óbvia só viria a ser alargada a todas as outras áreas científicas há 25 anos, com a criação do Ministério da Ciência e Tecnologia.”

No rol de distinções e reconhecimento público incluem-se o Grande Prémio Bial de Medicina em 1995, o Prémio Estímulo à Excelência em 2004 e a Medalha de Ouro de Mérito Científico em 2009, ambos atribuídos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Seguiram-se, por exemplo, o Prémio Universidade de Coimbra 2011 e o Prémio Universidade de Lisboa 2017.

Ao mais alto nível, foi condecorada por três presidentes da República: em 1995 por Mário Soares com o grau de grande-oficial da Ordem Infante D. Henrique; em 2012 por Aníbal Cavaco Silva com o grau de grande-oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada; e em 2016 por Marcelo Rebelo de Sousa com a grã-cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, insígnia destinada a distinguir o mérito literário, científico e artístico.

O Presidente da República destaca não só a carreira académica e científica “brilhante” como também o “exemplo de cidadania” de Maria de Sousa. “Deixa um legado incontornável na ciência e um exemplo maior de rigor, de exigência e de compromisso cívico e cultural”, pelos quais o Presidente da República “gostaria de agradecer em nome de Portugal”.

“Na ciência, foi fundamental no desenvolvimento de várias instituições de referência em Portugal, bem como em todos os passos importantes na consolidação do sistema científico português ao longo das últimas três décadas. Nesse papel, soube sempre combinar, de modo inigualável, uma grande exigência científica com um elevado sentido crítico”, refere a mensagem. “Era uma mulher inconformada e persistente, procurando sempre transmitir um sentido de exigência a todos”, sublinha ainda Marcelo Rebelo de Sousa, que recentemente visitou Maria de Sousa. “Era também alguém que tinha uma visão ampla do mundo, que não se confinava à academia, mas que abraçava com entusiasmo a relação entre conhecimento e sociedade, ciência e arte.”

 

Reportagem Jornal Público.

Um ano depois, Paris continua « órfã » da sua catedral icónica

Os católicos em Paris, mas também os milhões que passaram por Notre Dame, « não esquecem » a catedral e sendo a mãe de todas as igrejas na capital francesa, deixa « um bocadinho órfãos » todos os que se identificam com ela.

« A catedral não é só um espaço de celebração. É a Igreja do Bispo, onde ele tem a sua cátedra. E é a Igreja mãe de todas as igrejas. Portanto, cada comunidade cristã tem na catedral a sua mãe, enquanto ela não estiver funcional, estamos um bocadinho órfãos », disse à agência Lusa o reitor do Santuário Nossa Senhora de Fátima de Paris, Nuno Aurélio.

À frente de uma igreja de culto mariano na capital francesa, o padre português considera que um ano após o incêndio de 15 de abril que devastou a catedral de Notre Dame, o « trauma » persiste por não haver local de culto que substitua uma catedral e por tocar a todos, crentes e não crentes.

« A catedral de Notre Dame, para além de ser uma igreja de Paris, é um espaço por onde passou a história da França e, para além da França, por onde passou a vida de muitos milhões de pessoas que vêm a Paris e que a visitaram. Daí a consternação, o choque que o incêndio provocou em todo o mundo », indicou Nuno Aurélio.

A data de reabertura da catedral foi estabelecida pelas autoridades francesas para 16 de abril de 2024, cinco anos após o incêndio. Uma meta na qual o padre português, antigo diretor do Secretariado dos Bens Culturais da Igreja entre 1999 e 2007, não tem muita fé.

« Por aquilo que fui ouvindo naquela época, a realidade dos prejuízos na catedral e escutando os especialistas que aqui vão falando nela, não me parece realista que neste prazo de cinco anos seja possível renová-la », considerou.

Nuno Aurélio argumenta que estes trabalhos são « demorados e delicados » já que não se trata de betão. O padre lembra ainda que neste momento, devido à pandemia, o estaleiro das obras se encontra fechado e que ainda nem há « um diagnóstico definitivo » sobre a estrutura da catedral.

« Eu acredito em milagres, mas milagres que envolvem pedras e outras coisas, é mais difícil », concluiu.

Alfa/Lusa

Covid-19: Europol deteta burla de milhões em venda de máscaras para a Alemanha

 A Europol desfez, juntamente com a Interpol e polícias de outros países europeus, uma burla de milhões de euros ligada à venda de máscaras de proteção para autoridades de saúde alemã, informou hoje este serviço europeu de polícia.

Uma nota da Europol refere que, em meados de março, já em plena pandemia de covid-19, as autoridades sanitárias alemãs, através de duas empresas em Zurique (Suíça) e Hamburgo (Alemanha), tentaram adquirir 15 milhões de euros em máscaras de proteção, num negócio fora dos canais comerciais comuns e habituais, por forma a suprir a escassez global de suprimentos de proteção médica.

Assim, entraram em contacto com o que parecia ser um `site´ legítimo em Espanha, que dizia vender máscaras faciais. Contudo, sem o conhecimento dos compradores, esse `site´ era falso, apesar de ter endereços de e-mail legítimos.

Por meio de correspondência por e-mail, a empresa declarou inicialmente ter 10 milhões de máscaras, tendo encaminhado os compradores para um revendedor supostamente confiável na Irlanda, tendo, por sua vez, o intermediário irlandês prometido colocá-los em contacto com um outro fornecedor na Holanda.

Alegando ter uma estreita relação comercial com a empresa holandesa, o intermediário garantiu que a firma a holandesa seria capaz de fornecer os 10 milhões de máscaras de proteção, tendo sido feito um acordo para uma entrega inicial de 1,5 milhões de máscaras, em troca de um pagamento adiantado de 1,5 milhões de euros.

Os compradores alemães iniciaram uma transferência bancária para a Irlanda e prepararam-se para o ato de entrega das máscaras, que envolvia 52 camiões e uma escolta policial para transportar as máscaras de um armazém na Holanda para o destino final na Alemanha.

Porém, pouco antes da data de entrega, os compradores alemães foram informados de que os fundos não tinham sido recebidos e que era preciso uma transferência de emergência de 880 mil euros diretamente para o fornecedor holandês, por forma a garantir a mercadoria.

Segundo relata agora a Europol, os compradores realizaram a transferência bancária, mas as máscaras de proteção nunca chegaram, e, embora a empresa holandesa existisse de facto, o seu `site´ tinha sido clonado pelos burlões, não havendo qualquer registo oficial da ordem de compra.

Ao perceberem que tinham sido enganados, os lesados contactaram imediatamente o Banco na Alemanha, dando início a uma operação internacional para intercetar os fundos financeiros e seguir o rasto do dinheiro transferido para os burlões.

A Europol foi assim chamada a intervir no caso, tendo sido ainda mobilizados os membros da Rede Interinstitucional de Camden Asset Recovery (CARIN) e alertados os parceiros da Parceria Público-Privada Europol de Inteligência Financeira (EFIPPP).

O rápido alerta destes investigadores permitiu que o banco do Reino Unido conseguisse recuperar o valor total do dinheiro, tendo os fundos sido devolvidos à Holanda e confiscados pelas autoridades.

Paralelamente, a Interpol contactou as autoridades judiciárias em Dublin, bem como o banco da Irlanda, o que possibilitou a intervenção imediata do departamento de crimes económicos daquele país “congelasse” 1,5 milhões euros de uma conta e identificasse a empresa irlandesa envolvida.

Por seu lado, O serviço holandês de Informação e Investigação Fiscal localizou os 880 mil euros transferidos pelos alemães, muito embora quase 500 mil euros desses fundos tivessem já sido enviados para o Reino Unido, todos destinados a uma conta na Nigéria.

Esta operação Europol levou já a duas detenções na Holanda, continuando os investigadores a trabalhar em outras pistas, com o “apoio contínuo” dos seus parceiros, incluindo a Interpol.

A Europol é um serviço europeu de polícia, dedicado ao tratamento e intercâmbio de informação criminal, tendo por missão proteger as leis da União Europeia no âmbito do combate à criminalidade organizada, mais grave e complexa.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 120 mil mortos e infetou mais de 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Dos casos de infeção, cerca de 402 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Alfa/Lusa

FMI prevê recessão de 8% em Portugal. A maior em quase 100 anos

FMI prevê recessão de 8% em Portugal. A maior em quase 100 anos – Expresso (por Jorge Nascimento Rodrigues)

Desde 1928 que a economia portuguesa não regista uma quebra tão elevada, a confirmar-se a previsão do Fundo divulgada esta terça-feira no World Economic Outlook. É um número mais pessimista do que o do Banco de Portugal e aponta para um impacto da covid-19 pior do que o registado com a pandemia da pneumónica e Primeira Guerra Mundial em 1918

A economia portuguesa vai cair 8% em 2020 em virtude do impacto da pandemia da covid-19, segundo a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgada esta terça-feira com a publicação do World Economic Outlook (WEO) em Washington.

É uma previsão de recessão mais pessimista do que a avançada pelo Banco de Portugal, que apontava para uma contração entre 3,7% e 5,7%. Uma queda de 8% do PIB está dentro do intervalo esperado pelo ministro Mário Centeno, que, em entrevista à TVI na segunda-feira de Páscoa, disse esperar que a recessão fique abaixo dos dois dígitos.

As previsões do Fundo para a economia portuguesa em 2020 apontam ainda para um disparo da taxa de desemprego para mais do dobro – de 6,5% para 13,9% – e para uma queda quebra de preços no consumidor de 0,2%, a entrada numa situação de deflação.

A confirmar-se a previsão do FMI, será a maior quebra do PIB desde 1928, quando a economia portuguesa registou um verdadeiro desastre económico, com uma recessão de quase 10%, a pior desde o início do século XX. Uma outra quebra de quase 8% ocorreria em 1936.

DO CLUBE DOS RAZOÁVEIS PARA O CLUBE DOS PIORES

A recessão de 2020 vai interromper abruptamente a convergência da economia portuguesa com a zona euro que vinha a verificar-se desde 2016, com o PIB português a crescer, então, acima da média da região durante quatro anos consecutivos.

Na realidade, a pandemia do coronavírus vai provocar a passagem de Portugal do clube dos razoáveis (que cresciam acima da média da zona euro, ainda que abaixo da dinâmica dos ‘tigres’, como Irlanda e Malta, por exemplo) para o clube dos piores, emparceirando com um grupo de oito membros do euro que vão registar quebras entre 8% e 10% do PIB, muito mais profundas do que a recessão de 7,5% para o conjunto da zona euro. Esse clube na zona euro junta a Grécia (quebra de 10% do PIB), Itália (9,1%), Letónia (8,6%), Lituânia (8,1%), Espanha, Portugal e Eslovénia (com 8%).

Nessa galeria dos piores em 2020, a economia portuguesa vai registar um desemprego de 13,9%, o terceiro mais elevado da zona euro, depois da Grécia (22,3%) e de Espanha (20,8%), e à frente de Itália e Irlanda. Portugal vai entrar, também, no clube da deflação, ou seja, de quebra de preços no consumidor, um grupo onde também vão estar Espanha, Grécia, Lituânia e Letónia.

MAS RECUPERAÇÃO ACIMA DA MÉDIA DA ZONA EURO

O FMI continua a apostar, como cenário principal, num ciclo do impacto da pandemia próximo de um “V”, com uma recuperação de 4,7% na zona euro e de 5% em Portugal, de novo, com uma dinâmica acima da média da região.

A concretizar-se essa retoma, o desemprego em Portugal cairá para 8,7%, abaixo da média da zona euro, e o país descerá do terceiro para o quinto lugar no clube das economias com desemprego mais elevado. Grécia e Espanha continuarão a liderar o desemprego na União Europeia e França e Itália passarão à frente de Portugal.

A previsão do impacto da profunda recessão de 2020 nas contas públicas portuguesas só será divulgada na quarta-feira quando for publicado o Fiscal Monitor, o relatório da equipa do ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar.

O cenário base do FMI de uma recessão profunda à escala mundial (com uma quebra de 3% do PIB mundial) em 2020 seguida de uma recuperação de quase 6% em 2021 está envolto numa “incerteza extrema”, como sublinhou Gita Gopinath, a economista-chefe do Fundo, na apresentação do WEO esta terça-feira.

Incerteza que levou os técnicos do FMI a projetarem três cenários alternativos para a economia mundial em 2020 e 2021, no caso de a pandemia durar mais tempo do que o previsto este ano e poder haver um segundo surto no próximo. Esses cenários implicam uma recessão ainda mais profunda em 2020 e o risco de uma retoma no ano seguinte ir por água abaixo. Num quadro de cenários mais pessimistas, a recessão em Portugal poderá ser mais profunda este ano e a recuperação ficar frustrada.

Costa admite que idosos possam ficar confinados mais tempo. « Não é guetização, é proteção »

António Costa admite que o país pode vir a funcionar a « múltiplas velocidades ». Idosos podem ficar isolados mais tempo. Férias, só cá dentro.

Sem arriscar uma data para o regresso à normalidade, o primeiro-ministro admitiu em entrevista à Rádio Observador que antes de maio não haverá espaço para alívio de restrições. Em todo o caso, qualquer “alívio das medidas aumenta risco de contágio”. António Costa não quis entrar em “adivinhação”, mas admitiu que retoma das atividades será “gradual e progressiva” e vai depender das regiões do país e da idade da população. Idosos poderão ter de se manter resguardados até ao fim do ano, como defendeu a presidente da Comissão Europeia. Costa deu o exemplo da sua própria mãe e rejeitou a ideia de “guetização”.

O país a “múltiplas velocidades” é uma realidade em cima da mesa para o período do regresso à normalidade, com António Costa a admitir que teremos de conviver com o vírus durante mais um ano, num equilíbrio que terá de ser feito entre o regresso das atividades económicas e evitar o aumento descontrolado dos contágios. Sobre a eventual nacionalização de empresas como a TAP, Costa não rejeita e até dá a entender que essa possibilidade está em cima da mesa, dada a “importância” estratégica da empresa de aviação.

Sobre a substituição de Mário Centeno nas Finanças, Costa chutou para canto, afirmando que não é tempo de falar de questões “políticas”, mas deixou elogios ao secretário de Estado Ricardo Mourinho Félix, que tem sido o rosto de Portugal na pasta das Finanças enquanto Centeno está no Eurogrupo.

 

Costa admite país a “múltiplas velocidades”. Levantamento de restrições pode ser feito em função da região e idade da população

Há uma data na sua cabeça para começar esta retirada gradual de medidas? “A generalidade das atividades não foram encerradas, desde que se mantenham em teletrabalho. Sobre as escolas o calendário está defendido, eu não tenho escondido que gostaríamos que as aulas presenciais no secundário deviam começar o mais cedo possível a partir de 4 de maio, porque menos afetaria o processo educativo”, diz.

“Os políticos devem ter o cuidado de evitar que a sua vontade se sobreponha ao conhecimento da ciência”, diz ainda, remetendo para as recomendações de hoje da Comissão Europeia. “Conforme formos levantando as medidas, o risco de contaminação aumenta”, diz, dando a entender que não podemos sujeitar-nos a que haja um descontrolo. Costa diz que há quem defenda que entre o levantamento de uma medida e de outra deve haver um espaço de um mês.

Medidas de restrição mais exigentes para idosos. “Não se trata de guetizar, trata-se de proteger”

Questionado sobre uma entrevista recente da presidente da Comissão Europeia, onde defendeu que os idosos poderão ter de ficar resguardados até ao fim do ano, Costa não excluiu essa possibilidade. “É evidente que os mais idosos são o grupo de maior risco e o grupo daqueles que sendo atingidos pela doença, mais grau de consequências sofrem. Basta comparar a taxa de letalidade dos maiores de 70 e 80 anos (…) Isso significa, obviamente, que vamos ter de manter as medidas de contenção e distanciamento até podermos viver em total segurança com o vírus, e isso só acontecerá quando houver uma vacina ou tratamento, é evidente que vamos ter de manter essas restrições e elas serão mais exigentes para quem tiver maior risco”, disse.

Costa rejeita “guetos” e dá exemplo da mãe. “A minha mãe foi sempre a pessoa mais indisciplinada que eu alguma vez conheci, e sempre amante da liberdade, e tem sido agora a pessoa mais disciplinada porque diz que está ali a ganhar anos de vida. Não está num gueto, está a ganhar anos de vida. E nós temos um dever especial de proteger os nossos idosos se queremos ser uma sociedade decente. Não se trata de guetizar, trata-se de proteger”, afirma.

Limites à circulação vão manter-se até final de abril

O Governo só se deve pronunciar sobre renovação do estado de emergência depois de o PR se pronunciar, nota o primeiro-ministro. “Eu diria que haverá algumas restrições institucionais em matéria de direitos coletivos dos trabalhadores que serão eliminadas, mas sobre as limitações à circulação e ao limite de atividades não creio que vá haver alterações”, anuncia.

“Planeiem as férias de verão cá dentro”

Sobre férias de verão, Costa confia que será possível gozá-las mas não devem ser marcadas já, nem para locais distantes para que as pessoas não sejam surpreendidas com cancelamento de voos ou encerramento de fronteiras.

“Até ao verão a situação deverá estar minimamente controlada para podermos ter as férias e para as podermos gozar”, diz. Um conselho: “Planeiem as férias cá dentro”.

“No próximo ano letivo temos de estar preparados para esta situação sem termos de improvisar como agora”

Sobre tudo estar a tempo e horas no próximo ano letivo, nomeadamente a garantia de redes e equipamentos para quem não tem hoje acesso, Costa diz que esse é o objetivo: “Temos de trabalhar para isso, é esse o objetivo que nos propusemos, estamos a trabalhar com as operadoras e as indústrias”, diz Costa, admitindo que o reforço da cobertura mais robusta da TDT estava previsto, foi apenas antecipado.

“O avanço para a transição digital é sempre necessário, não me peça agora adivinhação sobre o que vai ser o próximo ano letivo. Temos de olhar desejando o melhor, mas preparando-nos sempre para o pior. Temos de estar no próximo ano letivo preparados para responder a uma questão como esta mais prolongada mas sem termos de improvisar, como agora. Há equipamentos de proteção individual, não podemos estar um ano inteiro confinados em casa, mas também temos estes equipamentos digitais porque pode haver picos. Nessas situações temos de ter uma rede de segurança para continuar a funcionar”, diz.

“Não podemos excluir a necessidade de nacionalizar a TAP, porque não podemos correr o risco de a perder”

Sobre possibilidade de nacionalização de algumas empresas, Costa, à semelhança de Mário Centeno, admite que esse instrumento não deve ser excluído.

Mas hipótese está em cima da mesa? Está: “Relativamente à TAP, onde o Estado já é acionista, todos sabemos que o setor da aviação sofreu de forma devastadora esta crise, sabemos já que havia alguma vontade dos acionistas em puderem alienar as suas posições, e é uma empresa estratégica para o país…”.

“A TAP é fundamental”, diz, sublinhando que tem assegurado a circulação entre o continente e as regiões autónomas para garantir a liberdade constitucional. “Adquirimos uma posição de 50% no primeiro ano do meu governo, os privados já tinham manifestado o seu interesse em alienar, neste momento seguramente não há nenhuma companhia aérea a pensar em novos investimentos, por isso nesse quadro não podemos excluir a necessidade de nacionalizar a TAP, ou outra empresa fundamental para o país, porque não podemos correr o risco de a perder”, diz.

“Medidas de austeridade e de asfixia seriam contraproducentes”

Sobre a austeridade que se poderá seguir, Costa insiste que se “a crise deste ano é diferente a terapia também tem de ser diferente”. “Temos de fazer tudo para que seja um episódio conjuntural que não crie danos estruturais na nossa economia e nas nossas finanças. Proteger as empresas, empregos e rendimentos é fundamental para que todos estejamos nas melhores condições possíveis para podermos relançar a economia. Se começarmos a cortar rendimentos, os restaurantes podem reabrir mas deixam de ter clientes porque não têm dinheiro”.

Questionado sobre se não haverá cortes salariais independentemente de tudo, Costa não se compromete. “Tudo o que seja medidas de asfixia dos trabalhadores, empresas e famílias será mau para o futuro”, diz apenas. “É muito importante que se faça o que o Eurogrupo abriu a porta que é começar a trabalhar num programa de relançamento da economia, porque é a forma de agir sobre a oferta e a procura sem a estar a asfixiar. Todas as medidas de austeridade seriam contraproducentes para a retoma”, diz, afirmando que não faz sentido agora falar em austeridade.

Novo aeroporto é para manter. “O calendário de investimento é para manter como previsto”

Sobre o novo aeroporto internacional, Costa defende que investimento não deve parar. “O novo aeroporto internacional será sempre necessário, espero que o investimento se mantenha de acordo com o previsto no calendário. Têm de ser criadas as condições para que esse investimento seja possível de realizar. Ganhámos tempo, relativamente ao atraso que tínhamos”, diz.

“Os contactos que tenho tido com a ANA são no sentido de que é manter o calendário de investimento como previsto e nós vamos mantendo os diálogos que tínhamos com as câmaras municipais, sobretudo com a da Moita, para mitigar os efeitos ambientais”, acrescenta.

Substituição do ministro das Finanças? “Não há nenhum cargo político que não seja a prazo”

Sobre o ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo, Costa diz que é uma sorte o Eurogrupo ter um presidente como Mário Centeno nesta fase. “Quem tem de expressar a voz de Portugal e o ponto de vista de Portugal sem ter condições de arbitragem é quem representa Portugal nestas reuniões que é o secretário de Estado Ricardo Mourinho Félix”, diz.

Questionado sobre a eventual substituição do ministro das Finanças no verão, como estava pensado, Costa diz que essa hipótese “apenas se dizia”. “Tal como se dizia, pode-se continuar a dizer. Tal como não estava garantido que fosse, continua a não estar garantido”, diz Costa esquivando-se a falar sobre a substituição de Centeno nas Finanças.

“Os contactos [para a substituição do governador do Banco de Portugal] serão feitos no tempo próprio. Devemos respeitar o mandato do atual governador até ao final”, diz ainda, sublinhando o papel importante do governador nesta fase.

“Não há nenhum cargo político que não seja a prazo. As pessoas não são ministros, estão no exercício dessas funções. Não vale a pena especular sobre o futuro dos ministros ou sobre o meu próprio futuro”, atira. Questionado sobre se o mandato do governador do Banco de Portugal pode ser prolongado, Costa também não rejeita, mas defende manutenção ao máximo da “normalidade institucional”.

 

Reportagem Observador.pt

Covid-19/Portugal: 32 mortes, mais do dobro dos recuperados e 514 infetados em 24h

Covid-19 em Portugal: 32 mortes, mais do dobro dos recuperados e 514 infetados em 24 horas. O balanço total de infetados em Portugal é de 17.448, há 567 mortos e 347 recuperados. Covid-19: Portugal com 567 mortos e 17.448 infetados – oficial

Covid-19: Portugal com 567 mortos e 17.448 infetados

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Portugal regista hoje 567 mortos associados à covid-19, mais 32 do que na segunda-feira, e 17.448 infetados (mais 514), indica o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de segunda-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortos (321), seguida pelo Centro (131), pela região de Lisboa e Vale Tejo (102) e do Algarve, com nove mortos.

O boletim regista quatro óbitos nos Açores.

Relativamente a segunda-feira, em que se registavam 535 mortos, hoje observou-se um aumento percentual de 6% (mais 32).

De acordo com os dados disponibilizados pela DGS, há 17.448 casos confirmados, mais 514, o que representa um aumento de 3% face a segunda-feira.

Não se pode apertar a mão a ninguém. Todos podem ser nossos inimigos. É horrível

« Todos podem ser nossos inimigos, é horrível ».

A 10 dias do 25 de abril.

Crónica de Daniel Ribeiro para ouvir n Rádio Alfa, na quarta, 15