Grande exposição de Vieira da Silva e teatro de Tiago Rodrigues. A não perder em Paris. Opinião. Ouça aqui

Há acontecimentos culturais portugueses que não pode perder nos próximos dias em Paris.  De uma exaustiva exposição (gratuita) da grande pintora Vieira da Silva, a retratos de Jorge Molder e ao muito aplaudido teatro de Tiago Rodrigues. A não falhar.

Volte a ouvir aqui a última crónica, desta segunda-feira, de João Pinharanda, adido cultural da Embaixada de Portugal e diretor do Instituto Camões em Paris, na Rádio Alfa:

 

 

 

60 líderes mundiais juntam-se hoje para encontrar um caminho capaz de salvar o planeta

Marcelo Rebelo de Sousa é um dos 60 dirigentes e empresários que vão participar na Cimeira da Ação Climática. Na véspera, a Alemanha comprometeu-se a fechar todas as centrais a carvão até 2038.

Manifestação na antiga capital da Birmânia, Yangon. © Reuters/Ann Wang

« Hoje, a paz enfrenta um novo perigo, a emergência climática, que ameaça a nossa segurança, a nossa subsistência e as nossas vidas. É por isso que estou a convocar uma Cimeira da Ação Climática. É uma crise global. Só se trabalharmos juntos podemos tornar a nossa única casa pacífica, próspera e segura para nós e para as gerações futuras », disse o secretário-geral da ONU.

Como o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, disse à Lusa, o principal objetivo da cimeira, que decorre ao mesmo tempo que a Assembleia Geral da ONU, é que o maior número de Estados se comprometam com a neutralidade carbónica em 2050.

Na véspera, a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas, divulgou um relatório que confirma os piores receios sobre as alterações climáticas e o aquecimento global. A temperatura média no período 2015-2019 será de 1,1° C superior à do período 1850-1900.

Os dados mais recentes confirmam a tendência dos quatro anos anteriores, que já eram os mais quentes alguma vez registados, ou seja, desde 1850.

O relatório também assinala que as ondas de calor foram o perigo climático mais mortal no período 2015-19, afetando todos os continentes e estabelecendo novos recordes nacionais de temperatura. O verão de 2019, que incluiu o mês mais quente de todos os tempos (julho), viu incêndios florestais sem precedentes no Ártico. Em junho, estes foram responsáveis pela emissão de 50 megatoneladas de dióxido de carbono.

E as emissões de CO2 continuaram a aumentar em 2018 e serão pelo menos tão elevadas em 2019, segundo os cientistas que ultimaram o relatório para a ONU em preparação para a cimeira de segunda-feira.

Roteiro português

É o ministro do Ambiente quem vai apresentar o roteiro com as metas para Portugal em Nova Iorque. « É uma peça de uma estratégia onde o território tem uma componente muito relevante, e onde a remuneração dos serviços de ecossistema é da maior importância para uma transição justa, tanto quanto possível igualitária no próprio território, e que garanta que o rendimento nunca baixará nos territórios de baixa densidade, porque só dessa forma é que o país como um todo pode de maneira justa ser neutro em carbono », diz Matos Fernandes.

Segundo o governante, o país « não irá chegar a 2050 com emissões zero » de CO2. « As 68 megatoneladas de CO2 de há dois anos serão, correndo as coisas de acordo com a nossa ambição, 13 megatoneladas em 2050 », disse.

É o antigo primeiro-ministro português e alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados quem dá as boas-vindas aos participantes e irá falar com jovens ativistas. No sábado, Guterres fez parte de um painel na Cimeira da Ação Climática para a Juventude, que contou com a participação da sueca Greta Thunberg e também dos jovens Bruno Rodríguez (Argentina), Wanjuhi Njoroge (Quénia) e Komal Karishma Kumar (Fiji).

Antes das alocuções sobre temas específicos irão fazer uso da palavra três mulheres — Angela Merkel, da Alemanha, Jacinda Ardern, da Nova Zelândia, e Hilda Heine, das Ilhas Marshall — e um homem, o primeiro-ministro da maior democracia do mundo, Narendra Modi (Índia).

Alemanha junta-se a Portugal na aliança contra o carvão

Na véspera, o governo de Angela Merkel anunciou que a Alemanha vai aderir a uma aliança internacional de países que se comprometeram a abandonar gradualmente a eletricidade produzida a partir do carvão. « Abandonar o carvão é um pilar essencial da proteção climática global », disse a ministra do Ambiente, Svenja Schulze.

« Quando um grande país industrial como a Alemanha vira as costas ao nuclear e ao carvão e está em transição para as energias renováveis para satisfazer as suas necessidades energéticas, envia um sinal forte a outras partes do mundo », disse ainda a ministra.

A Powering Past Coal Alliance, fundada em 2017, junta 30 governos, entre os quais o de Portugal, bem como de mais de 20 governos estaduais ou autárquicos (em especial na América do Norte, na Austrália e no Reino Unido) e mais de três dezenas de empresas. Os signatários comprometem-se a suspender a construção de novas centrais elétricas a carvão, a suspender o financiamento do carvão à escala internacional, a fixar uma data para a saída efetiva desta fonte de energia e a respeitar as metas do Acordo de Paris. A Alemanha pretende encerrar todas as suas centrais elétricas a carvão até 2038, o mais tardar.

Na entrevista à Lusa, o ministro português do Ambiente afirmou que, apesar de o país ter como objetivo encerrar as duas centrais termoelétricas até 2030, espera que em 2025 a central do Pego esteja encerrada e a de Sines também encerrada ou prestes a encerrar.

Expectativa para o painel de intervenções sobre os planos para um mundo com neutralidade de carbono. Nele vão intervir os presidentes do Chile (Sebastián Piñera) e da Finlândia (Sauli Niinistö), o enviado especial da ONU para a ação climática, o ex-mayor de Nova Iorque Michael Bloomberg, a autarca de Montreal Valérie Plante e o administrador da Allianz, Emmanuel Faber, bem como para o encerramento da cimeira, no qual voltará a falar António Guterres.

A alocução do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, junta-se a de outros líderes mundiais como os primeiros-ministros de Espanha, Itália, Reino Unido ou Suécia, ou os presidentes do Egito, da Turquia ou da Colômbia.

Países como os Estados Unidos ou o Brasil primam pela ausência, enquanto a China (o mais populoso) e a Rússia (o maior em superfície) não se fazem representar pelo chefe de Estado ou de governo. Moscovo envia o vice-primeiro-ministro, Alexei Gordeyev, e Pequim o representante especial do presidente Xi Jinping, Wang Yi.

 

Alfa/DN/Lusa

Portugueses entre quem mais se distrai com o telemóvel ao volante

Telefone ao alcance da mão, em modo de som e com as notificações ativadas. Os condutores portugueses, sobretudo os jovens, são os que mais mantêm o telefone operacional enquanto estão ao volante, indica um estudo feito pela seguradora Liberty Mutual também nos Estados Unidos, Espanha, Irlanda, França e Reino Unido.

Quando questionados sobre as maiores distrações, são de novo os portugueses e espanhóis quem mais aponta o telemóvel: metade ou mais desvia o olhar para ver mensagens, chamadas e notificações e um em cada quatro portugueses chegam a ler emails e mensagens ou a surfar na Internet.

Entre os chamados « millennials » (quem nasceu em torno do virar do milénio), oito em cada dez usam, de alguma forma, o telemóvel enquanto conduzem.

Os semáforos vermelhos são também aproveitados para espreitar chamadas ou mensagens entradas por 72% dos condutores, ver notificações (63%) e usar apps de redes sociais (23%).

Comparando com os condutores dos outros países, os portugueses usam pouco os serviços de conversão de voz para mensagem.

Quanto às razões pelas quais as pessoas se atrasam, os portugueses são quem mais se queixa de trânsito inesperado ou de atrasos dos familiares. No global, nove em cada dez dizem que o atraso não foi culpa sua (os espanhóis estão em segundo lugar, com 88%).

Os condutores ingleses são os que têm menos comportamentos de risco. O Reino Unido é um dos países com menor sinistralidade rodoviária.

Alfa/JN

Thomas Cook anuncia falência e obriga a repatriar 600 mil turistas

Thomas Cook anuncia falência e obriga a repatriar 600 mil turistas. O mais antigo operador de turismo do mundo, com 178 anos de actividade, faliu, deixando centenas de milhares de turistas com contas por pagar e sem transporte para casa. Milhares de empregados ameaçados de desemprego

Foto
LUSA/ARMANDO BABANI

O operador turístico britânico Thomas Cook anunciou hoje falência depois de não ter conseguido encontrar, durante o fim-de-semana, os fundos necessários para garantir a sua sobrevivência e, por isso, entrará em “liquidação imediata”.

As autoridades terão agora de organizar um repatriamento maciço de cerca de 600 mil turistas em todo o mundo, incluindo 150.000 para a Grã-Bretanha. O ministro dos Transportes Grant Shapps já disse mesmo que este é o maior esforço de “repatriação em tempo de paz” na história do Reino Unido.

O grupo precisava de arrecadar 200 milhões de libras (cerca de 227 milhões de euros) em fundos adicionais, reivindicados pelos bancos, como o RBS ou o Lloyds. Em causa estão também cerca de nove mil empregos só na Grã-Bretanha.

A grave situação financeira da empresa teve impacto imediato junto de clientes que gozam pacotes de férias organizados pela operadora de viagens no exterior. Estes não conseguiram sair dos hotéis e resorts sem pagar os valores decorrentes das estadas, já depois de terem efectuado o mesmo pagamento à Thomas Cook. Vários cidadãos que estavam de férias na Tunísia disseram no domingo à BBC que foram impedidos de sair dos hotéis.

A empresa, com 178 anos de actividade, tinha previsto assinar esta semana um pacote de resgate com o seu maior accionista, o grupo chinês Fosun, estimado em 900 milhões de libras (1.023 milhões de euros), mas tal foi adiado pela exigência dos bancos que o grupo tivesse novas reservas para o inverno.

As dificuldades financeiras da empresa acumularam-se no ano passado, mas em Agosto foram anunciadas negociações com o grupo chinês Fosun, que detém múltiplos activos a nível mundial, nos sectores de saúde, bem-estar, turismo (como o Clube Med), financeiro e até futebol (o clube inglês Wolverhampton Wanderers, treinado pelo português Nuno Espírito Santo).

Em Portugal é dona da seguradora Fidelidade, que comprou à Caixa Geral de Depósitos (CGD) em 2014 e, através da seguradora, 5% da REN – Redes Energéticas Nacionais, é a maior accionista do banco BCP (com 27,25%) e é a dona da Luz Saúde.

Legislativas. Emigrantes criticam ausência de “real estratégia” dos partidos

Emigrantes criticam ausência de “real estratégia” dos partidos. Não se procura a plena inclusão politica, social, cultural e identitária dos portugueses e luso-descendentes, lamenta o Conselho das Comunidades.

Emigrantes portugueses numa celebração no Parque das Nações Foto: NUNO FERREIRA SANTOS

Os representantes dos emigrantes portugueses manifestaram-se este domingo preocupados com as propostas dos partidos para a diáspora, nas eleições legislativas, apontando a ausência de “uma real estratégia para valorizar as comunidades no estrangeiro”.

Numa nota aprovada no primeiro dia da campanha eleitoral para as legislativas, o conselho permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP, órgão consultivo do Governo para as questões da emigração) considera que, “na sua maioria”, os programas eleitorais consistem em “textos vagos, evidenciando a ausência de propostas de políticas estruturantes devidamente assentes numa real estratégia partilhada para valorizar essas comunidades no estrangeiro”.

No comunicado, enviado à agência Lusa, o conselho permanente do CCP manifesta a sua “preocupação com a omissão no conjunto das propostas dos programas eleitorais”, considerando que não se procura “a plena inclusão política, social, cultual e identitária das portuguesas, portugueses e luso-descendentes no todo nacional”.

Para o conselho permanente, nenhum partido “afirma a autonomia e identidade do CCP, com o reconhecimento da sua legitimidade institucional enquanto órgão representativo dos que vivem no estrangeiro”.

Além disso, sustentam que não se distinguem as políticas de internacionalização da cultura portuguesa e as políticas de cultura e identidade destinadas à diáspora para evitar uma rápida assimilação cultural nos países de acolhimento.

O CCP reclama ainda que o reforço da participação cívica e política dos emigrantes, após o alargamento do recenseamento automático, “pressupõe uma maior atenção e empenho por parte do Governo, dos partidos, da Comissão Nacional de Eleições e outras esferas políticas no investimento em campanhas específicas e destinadas a um processo conducente a motivar o voto, visando o combate à abstenção”.

O Conselho das Comunidades apela aos emigrantes para que tenham “uma efectiva participação” nas eleições legislativas de 6 de Outubro e afirma-se aberto “ao constante, autónomo e leal diálogo com as forças políticas e os órgãos de soberania”.

No ano passado também foi aprovado o recenseamento automático dos portugueses residentes no estrangeiro, que permitiu alargar o número de eleitores de cerca de 300 mil para 1,4 milhões. Esta é a primeira vez em que foi dada aos emigrantes a opção entre o voto por correspondência e o voto presencial, sendo que, dos 1.466.750 eleitores registados, apenas 2.242 (0,15%) escolheram votar directamente nas urnas, normalmente situadas nos consulados.

Nas últimas legislativas de 2015, o universo eleitoral era de 242.852 inscritos e votaram 28.354 eleitores (11,68%).

PSD vence na Madeira. Sem maioria, pode governar com CDS

Miguel Albuquerque admite « coligação de governo » na Madeira com CDS-PP

Miguel Albuquerque admite coligação de governo na Madeira com CDS-PP

Alfa/Lusa

O líder do PSD da Madeira, Miguel Albuquerque, disse hoje que um eventual acordo com o CDS-PP para ter uma maioria que permita a governação na Madeira passará por “uma coligação de governo”.

“Será um acordo de coligação de governo”, disse o líder social-democrata madeirense na reação ao resultado das eleições legislativas regionais de hoje na Madeira.

O também cabeça de lista do PSD insular considerou ainda ser “fundamental que os partidos coligados tenham elementos” dentro do executivo para “dar mais consistência à governação”.

Miguel Albuquerque assegurou que já falou com o líder do CDS-PP da Madeira, Rui Barreto, sublinhando que já houve manifestação pública de ambos para uma coligação.

O atual presidente do Governo Regional anunciou também que o possível entendimento acontecerá “no quadro de uma negociação ».

Albuquerque sublinhou que os sociais-democratas estão disponíveis para « governar dentro daqueles que são os princípios doutrinários do partido, defendendo sempre a estabilidade política, o desenvolvimento e os interesses fundamentais” da Madeira, num quadro da autonomia política.

O PSD “mais uma vez ganhou as eleições regionais”, vencendo este ato eleitoral de “forma clara e inequívoca, recebendo a confiança da maioria dos madeirenses e porto-santenses”, afirmou.

Miguel Albuquerque destacou que o PSD da Madeira “manteve exatamente a mesma votação que em 2015”, já que hoje conseguiu 56.448 votos e em 2015 56.569.

“O PSD da Madeira assumirá, mais uma vez, a responsabilidade que lhe foi delegada” pelo voto dos madeirenses e “constituirá governo num quadro de estabilidade parlamentar como sempre defendeu”, afirmou.

Albuquerque prometeu “governar para todos os madeirenses sem qualquer reserva ou discriminação”.

Por outro lado, realçou que “a extrema esquerda e o Partido Socialista mais uma vez foram derrotados na Madeira”.

“Não posso deixar de dizer aos nossos adversários políticos, a quem cumprimento, e desejar que façam um esforço no sentido de cumprir a sua função de oposição com responsabilidade, pensando sempre nos interesses primaciais da Madeira e do seu povo”, realçou.

Questionado sobre o desafio lançado esta noite pelo candidato do PS, Paulo Cafôfo, para uma coligação negativa com outros partidos, afirmou que isso seria “o pior cenário que podia acontecer à Madeira”.

“Tudo faremos, no quadro de uma negociação entre os partidos, para termos um governo de coligação a governar em prol do desenvolvimento integral da nossa terra”, sustentou.

O governante madeirense sublinhou ainda que a esquerda teve “um problema” que levou ao desaparecimento de “todos os partidos pequenos”, à redução “para metade do número de deputados do JPP (de cinco para três), enquanto o PCP “ficou reduzido a um” parlamentar.

Miguel Albuquerque elogiou igualmente a “lição de participação democrática” dada hoje pelos madeirenses ao país neste ato eleitoral para escolher os 47 deputados que compõem a Assembleia Legislativa da Madeira, “aumentando a afluência às urnas”.

“Amanhã vamos iniciar outra batalha”, destinada a ajudar o PSD nacional a ganhar as legislativas nacionais de 06 de outubro e eleger deputados para a Assembleia da República, para “defender a autonomia e o desenvolvimento integral” desta região.

A festa do PSD da Madeira continuou dentro das instalações da sede e estendeu-se à rua, ouvindo-se « Madeira livre, olé » e « Só queremos Miguel a Presidente ».

O PSD venceu hoje as eleições legislativas regionais da Madeira, com 39,42% dos votos, mas perdeu, pela primeira vez, a maioria absoluta, elegendo 21 dos 47 deputados, depois de apuradas todas as freguesias, segundo dados oficiais.

De acordo com informação disponibilizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, o PS obteve 35,76% e elegeu 19 deputados.

O CDS-PP, com 5,76% dos votos e três deputados, foi a terceira força política mais votada, seguido pelo JPP, com 5,47% e também três parlamentares.

A CDU conquista um lugar, depois de alcançar 1,80% dos votos.

Cimeira sobre o clima em Nova Iorque abre sem Trump nem Bolsonaro. PR Marcelo fala hoje

António Guterres fala em « urgência »


O secretário geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, com a militante Greta Thunberg em Nova Iorque, neste sábado. Foto:
Carlo Allegri, Reuters

A Cimeira sobre o clima em Nova Iorque começa hoje, 23 de setembro, sem a presença de Trump nem de Bolsonaro.

O português António Guterres fala em urgência sobre as mudanças climáticas e apela ao fim dos « belos discursos » e a « compromissos concretos ».

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, discursa na abertura hoje em Nova Iorque nesta Cimeira da Ação Climática, convocada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.

António Guterres pretende que sejam apresentados pelos participantes nesta cimeira planos concretos para cumprir os objetivos de redução de emissões de gases com efeito de estufa estabelecidos no Acordo de Paris.

Guterres expressa orgulho em ver Portugal « na linha da frente » nas alterações climáticas.

FC Porto iguala Benfica na liderança provisória ao vencer Santa Clara por 2-0

O FC Porto venceu hoje na receção ao Santa Clara por 2-0, em jogo da sexta jornada da I Liga portuguesa de futebol, e igualou pontualmente o Benfica na liderança, um dia antes de o Famalicão visitar o Sporting.

O cabo-verdiano Zé Luís marcou pela sexta vez no campeonato, igualando Pizzi na lista de melhores marcadores, aos 15 minutos, e o brasileiro César, na própria baliza, aos 41, assinaram os golos da quinta vitória consecutiva dos ‘dragões’, na receção aos micaelenses, que não perdiam desde a primeira jornada e desceram ao nono lugar, com os mesmos oito pontos de Tondela e Sporting, que tem menos um jogo.

O FC Porto soma agora os mesmos 15 pontos dos campeões nacionais, que, no sábado, subiram provisoriamente ao primeiro lugar ao vencerem por 2-1 no terreno do Moreirense, com mais dois pontos do que o Famalicão, terceiro com 13.

 

Resultados da sexta jornada da I Liga de futebol:

 

– Sexta-feira, 20 set:

Paços de Ferreira – Desportivo das Aves, 2-1 (0-1 ao intervalo)

 

– Sábado, 21 set:

Belenenses – Rio Ave, 0-2 (0-1)

Moreirense – Benfica, 1-2 (0-0)

 

– Domingo, 22 set:

Gil Vicente – Boavista, 0-0

Vitória de Setúbal – Portimonense, 0-0

Tondela – Vitória de Guimarães, 1-3 (1-3)

FC Porto – Santa Clara, 2-0 (0-0)

 

– Segunda-feira, 23 set:

Sporting de Braga – Marítimo, 20:00

Sporting – Famalicão, 22:00

 

Alfa/Lusa.

Artista português faz sucesso na Suíça com calçado desportivo personalizado

Em Lausana, Suíça, o português Carlos Pequito começou por transformar calçado desportivo em peças de arte e hoje o projeto artístico transformou-se num negócio de sucesso.

 

 

Nascido em Luanda, capital de Angola, e filho de pais alentejanos, Carlos Pequito vive na Suíça há 33 anos, país onde acabou por descobrir a sua paixão pelas artes plásticas.

O projeto de personalizar sapatilhas nasceu em 2016, fruto de um acaso que virou negócio”.

“Quando cheguei à Suíça fui viver para a cidade de Montreux, num prédio onde residiam vários alunos da Escola de Artes da região. Na altura, tinha bastante tempo livre e passava muito tempo com eles, nos ateliês, a pintar e a desenhar. Foi nessa altura que me apaixonei verdadeiramente pelas artes plásticas”, explicou.

Apresentando-se como um artista “multidisciplinar”, Pequito começou pela pintura em acrílico e rapidamente divergiu para várias experiências artísticas; escultura, o ‘street-art’, decoração de móveis e ‘body-painting’.

A viver na Suíça desde os 21 anos, depois de cumprir o serviço militar em Portugal, o artista plástico não esconde que gosta de “explorar e desafiar os próprios limites, experimentando novos materiais”.

“Eu pinto o que sinto, as minhas próprias experiências, sejam elas boas ou más”, disse, admitindo que as suas obras sejam também, o reflexo dos tempos atuais, “um mundo um pouco negro”.

Como acontece com muitos, Carlos Pequito não vive exclusivamente da produção artística.

“A arte, para mim, nunca foi um ganha-pão, mas sobretudo uma forma de expressão. Vi na arte uma forma de me exprimir através das imagens, das formas e das cores”, disse.

A ideia de personalizar sapatilhas, tornando-as numa peça de arte única, surgiu “por acaso”, num episódio da vida de Carlos em que estava à procura de uma ideia original para um presente para uma amiga que, na altura, se encontrava grávida.

“«Fui comprar umas sapatilhas para bebé em algodão, brancas e pintei-as”, recordou.

Segundo o artista plástico, os primeiros pedidos começaram a surgir a partir dessa primeira experiência.

“Fiz um par, dois, três e as encomendas não pararam de aumentar. Foi aí que tomei consciência que se poderia tornar num negócio”, disse Pequito.

Em entrevista à Lusa, o artista explicou que escolhe modelos simples, em algodão, com poucas costuras e cujo modelo seja intemporal, para que possa agradar a todos.

Desde o início, conseguiu vender 30 pares. “Tenho muitas encomendas, mas falta-me o tempo”, afirmou.

As sapatilhas são pintadas à mão e levam cerca de 200 horas a serem ilustradas. O material de eleição do artista é o algodão e as tintas utilizadas para a ilustração são tintas cujo pigmento é inalterável e resistente à água. Os desenhos são geralmente escolhidos pelo cliente.

“São os adolescentes que mais me procuram, sobretudo mulheres. Usar as minhas sapatilhas é uma forma de dar a conhecer o meu trabalho”, declarou.

O artista admitiu à agência Lusa que, num futuro próximo, gostaria de criar a sua própria marca de sapatilhas.

 

Alfa/Lusa.

Chuva de gás lacrimogéneo em Paris põe turistas em pânico

Chuva de gás lacrimogéneo em Paris põe turistas em pânico

YOAN VALAT

Os incidentes e confrontos deste sábado, em Paris, começaram antes das 10h locais, duraram mais de 12 horas e provocaram cenas surrealistas atingindo autocarros descapotáveis repletos de turistas porque a circulação não foi cortada em diversos dos locais onde decorreram as manifestações

 

Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro

 

Aviolência e um número incalculável de disparos de bombas lacrimogéneas voltaram a marcar mais um sábado de manifestações na capital francesa, desta vez durante todo o dia e parte da noite.

Os incidentes e a chuva de gás lacrimogéneo começaram muito cedo – antes das 10h locais (uma hora a menos em Lisboa) – atravessaram toda a cidade e só pararam mais de 12 horas depois, já a noite tinha caído há muito sobre a cidade. Correrias de manifestantes e de turistas foram uma constante durante todo o dia e noite em Paris.

As forças da ordem optaram por não permitir concentrações, mesmo pequenas, de manifestantes “coletes amarelos” em zonas não autorizadas e, logo de manhã, começaram a disparar nos Campos Elísios e em redor do Arco do Triunfo.

Provocaram desse modo um autêntico pânico nos numerosos turistas que passeavam na zona e bombas atingiram mesmo autocarros descapotáveis que por lá passavam, como o Expresso constatou no local. O trânsito não tinha a essa hora sido cortado nesse quarteirão chique da capital.

O mesmo voltou a acontecer mais tarde, quase ininterruptamente, quando a violência se acentuou a partir das 12h porque se realizaram no mesmo dia em Paris mais duas manifestações – uma em defesa do clima e outra contra a reforma do sistema da aposentações.

Na região do bairro estudantil do Quartier Latin grupos de centenas de militantes radicais de esquerda infiltraram a manifestação em defesa do clima, atacaram as forças policiais e incendiaram caixotes de lixo e barricadas, bem como motos e bicicletas. Atacaram também algumas fachadas de bancos e turistas que passavam por acaso no quarteirão voltaram a ser atingidos pelos gases.

Durante a noite, os incidentes continuaram nas zonas de Bercy, da Bastilha e ainda, de novo, nos Campos Elísios, onde turistas foram novamente atingidos pelos gases. Alguns queixaram-se mesmo de terem sido fisicamente molestados.

A atuação das forças policiais foi contestada e criticada por elas terem disparado uma imensidão de bombas de gases lacrimogéneos de forma indiscriminada quase por toda a cidade e em bairros de forte concentração turística.

160 pessoas foram detidas durante os tumultos deste sábado. As autoridades receavam grande violência e destacaram um vasto dispositivo com veículos blindados e 7500 agentes, muitos deles em brigadas móveis com motos.