Eleições/Madeira: Albuquerque diz que não há equívocos sobre o que os madeirenses querem

O líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou hoje que “não há qualquer equívoco » em relação àquilo que os madeirenses querem, destacando que o partido alcançou a maior votação desde 2015 nas legislativas regionais deste domingo.

“Foi a maior votação de sempre desde que assumi a liderança”, referiu, acrescentando que o PSD ficou apenas a 300 votos da maioria absoluta na Assembleia Legislativa da Madeira.

Numa declaração na sede do PSD/Madeira, no Funchal, Miguel Albuquerque disse ainda que “hoje é dia de festejar” e que não falou com mais nenhum partido esta noite.

“Quero deixar um agradecimento muito sentido quanto à confiança depositada no meu partido e na minha liderança como o nosso povo uma vez mais demonstrou, não há qualquer equívoco”, salientou o líder do PSD/Madeira e presidente do Governo Regional desde 2015, nas únicas eleições que até agora venceu com maioria absoluta.

Além disso, acrescentou, nas regionais antecipadas de hoje, as terceiras em ano e meio, o povo da Madeira manifestou “uma atitude civicamente elevada”, confirmando “mais uma vez aquilo que quer: que é estabilidade e um governo para quatro anos, não quer brincadeiras de partidos”.

Numa declaração por vezes interrompidas pelas dezenas de apoiantes que se deslocaram até à sede do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque destacou, “para quem ainda tinha dúvidas”, que os sociais-democratas venceram este domingo em 10 dos 11 concelhos e em 50 das 54 freguesias da Madeira, obtendo mais 13 mil votos que no último ato eleitoral, em maio de 2024.

Por outro lado, continuou, a votação de hoje “é também uma clara derrota da coligação de esquerda e da agenda da maledicência que imperou durante toda a campanha eleitoral”.

“Da nossa parte vamos continuar a manter uma atitude política de humildade, de contacto com as populações”, prometeu, assegurando ainda prosseguir o “diálogo franco e aberto com todos os agentes, económicos, sociais e políticos”.

Questionado mais do que uma vez se já falou com algum partido para estabelecer futuros entendimentos, na medida em que ficou a um deputado da maioria absoluta, o líder do PSD/Madeira disse que não, nem com o CDS-PP, que já foi seu parceiro de coligação no Governo Regional.

“Não falei ainda com ninguém”, respondeu, argumentando querer fazer as coisas “com calma e ponderação”.

Contudo, admitiu, todos sabem quem são os “parceiros privilegiados” do PSD.

Interrogado se colocará à disposição o cargo de presidente do Governo Regional se for acusado no processo que investiga suspeitas de corrupção na Madeira, e em que é arguido, Miguel Albuquerque não respondeu diretamente, dizendo apenas que “o estatuto de arguido é para conferir direitos a quem é investigado”.

“Essa ideia que uma pessoa em Portugal com este sistema de denuncias anónimas pode-se demitir se for constituído arguido, significa que partidos radicais utilizam denúncias anónimas como instrumento político”, acrescentou.

Depois de falar aos jornalistas, Miguel Albuquerque e algumas dezenas de militantes desceram da sede do partido a pé até à Praça do Município, para festejar brevemente a vitória desta noite, com o líder do PSD/Madeira a agradecer novamente o apoio demonstrado.

O PSD venceu hoje as eleições legislativas regionais antecipadas da Madeira, falhando por um deputado a maioria absoluta, de acordo com os dados oficiais provisórios, com todas as freguesias apuradas.

Segundo informação disponibilizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, os sociais-democratas obtiveram 43,43% dos votos e 23 lugares (mais quatro) na Assembleia Legislativa Regional, constituída por um total de 47 deputados.

O CDS-PP, que já governou com o PSD e que nesta legislatura tinha um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas, tem um deputado (perdeu um), com 3,00% dos votos.

A maioria absoluta requer 24 assentos. Em 2019 e 2023 os sociais-democratas precisaram fazer acordos parlamentares (primeiro com o CDS-PP e depois com o PAN) para atingir este número.

Após as eleições de 2024, também antecipadas, o PSD (19 deputados) formou um executivo minoritário, já que o acordo firmado com o CDS-PP (dois eleitos) foi insuficiente para a maioria absoluta. O PS e o JPP, que totalizaram 20 deputados, chegaram então a propor uma solução de governo.

O JPP, que passou hoje para segunda força política na Madeira, elegeu 11 deputados, mais dois, com 21,05% dos votos, enquanto o PS obteve oito deputados (menos três), com 15,64%.

O Chega, que no ano passado elegeu quatro deputados, mas viu uma eleita desvincular-se do partido, obteve três mandatos, com 5,47%.

A IL conseguiu manter um deputado, com 2,17%.

Em relação à atual composição, a assembleia passou de sete para seis forças políticas, uma vez que o PAN não conseguiu reeleger a sua deputada única, com 1,62%.

A abstenção foi este ano de 44,02%.

 

Com Agência Lusa.

Liga Nações: Portugal avança para as ‘meias’ ao eliminar Dinamarca no prolongamento

Portugal qualificou-se hoje para as meias-finais da Liga das Nações em futebol, ao vencer a Dinamarca, em Lisboa, por 5-2 no prolongamento, após 3-2 no tempo regulamentar, recuperando da desvantagem de 1-0 da primeira mão.

Os suplentes Francisco Trincão, com os seus primeiros dois golos com a camisola das ‘quinas’, aos 86 e 91, e Gonçalo Ramos, aos 115, selaram o apuramento de Portugal para a ‘final four’, fase em que vai defrontar a anfitriã Alemanha, em junho.

Joachim Andersen, na própria baliza, aos 38, e Cristiano Ronaldo, aos 72, tinham dado vantagem a Portugal, já depois de o capitão da seleção lusa ter desperdiçado uma grande penalidade, defendida por Kasper Schmeichel, aos seis, tendo a Dinamarca igualado a eliminatória duas vezes, primeiro por Rasmus Kristensen, aos 56, e, depois, por Christian Eriksen, aos 76.

Com este desfecho, Portugal vai disputar a sua nona presença na fase final de um Campeonato do Mundo, a sétima seguida, frente a Hungria, Irlanda e Arménia, no Grupo F da qualificação europeia.

 

QUARTOS DE FINAL:

Liga A:

1ª mão:

– Quinta-feira, 20 mar:

Croácia – França, 2-0

Itália – Alemanha, 1-2

Países Baixos – Espanha, 2-2

Dinamarca – Portugal, 1-0

2ª mão:

– Domingo, 23 mar:

(+) Portugal – Dinamarca, 3-2 (5-2 ap)

(+) Alemanha – Itália, 3-3

(+) França – Croácia, 2-0 (2-0 ap, 5-4 gp)

(+) Espanha – Países Baixos, 2-2 (3-3 ap, 5-4 gp)

(+) Apurado para a ‘final four’, que se disputa na Alemanha, entre quatro e oito de junho de 2025.

 

FINAL FOUR:

MEIAS-FINAIS:

– Quarta-feira, 04 jun:

Alemanha – Portugal, 20:45

– Quinta-feira, 05 jun:

França – Espanha, 20:45

FINAL:

– Domingo, 08 jun:

Alemanha/Portugal – França/Espanha, 20:45

 

 

Com Agência Lusa.

Eleições/Madeira: PSD à beira da maioria absoluta – projeção Católica

O PSD poderá eleger entre 21 e 24 deputados, alcançando o limiar para a maioria absoluta no parlamento regional da Madeira, nas eleições legislativas antecipadas de hoje, segundo uma projeção da Universidade Católica para a RTP.

De acordo com a projeção do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa, divulgada pelas 20:00 (hora de Paris), o PPD/PSD poderá ter uma votação entre 41 e 46% dos votos, elegendo entre 21 a 24 deputados.

A maioria absoluta situa-se nos 24 eleitos na Assembleia Legislativa da Madeira, que tem um total de 47 assentos.

O JPP – Juntos Pelo Povo deverá ter entre 18% e 22% dos votos, obtendo de nove a 12 assentos.

Já o PS poderá eleger entre sete e 10 deputados, com uma votação entre 14% e 18%.

Segundo a projeção, o Chega poderá alcançar entre dois e quatro lugares no parlamento regional, correspondendo a uma votação de 4% a 7%.

A projeção dá entre zero e dois lugares para o CDS-PP e Iniciativa Liberal, respetivamente, atribuindo aos dois partidos uma votação entre 1% e 4%.

O PAN poderá alcançar entre zero e um mandatos, com uma votação de 1% a 3%.

CDU e Bloco de Esquerda poderão voltar ao parlamento, com a projeção a atribuir-lhes entre zero e um mandatos, respetivamente, com a coligação PCP/Verdes a ter uma votação entre 1% e 3%, ligeiramente superior que os 1% a 2% dos votos que os bloquistas deverão obter.

A abstenção nas legislativas regionais antecipadas de hoje na Madeira deverá situar-se entre 41% e 47%, de acordo com uma estimativa do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa, divulgada pela RTP às 18:35.

A estimativa foi calculada com base nos resultados da participação eleitoral às 16:00 indicados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).

Mais de 255 mil eleitores foram hoje chamados a votar nas legislativas regionais antecipadas da Madeira, as terceiras em cerca de um ano e meio, para escolher a nova composição do parlamento do arquipélago, com 14 candidaturas na corrida.

As secções de voto distribuídas pelas 54 freguesias dos 11 concelhos da Região Autónoma da Madeira funcionaram entre as 09:00 e as 20:00 (horas em Paris).

Nas últimas regionais, realizadas em 26 de maio de 2024, o PSD conseguiu eleger 19 deputados, o PS 11, o JPP nove, o Chega quatro (mas, uma deputada tornou-se, entretanto, independente) e o CDS-PP dois. PAN e IL garantiram um assento cada. A abstenção foi de 46,60%.

Às legislativas de hoje da Madeira, concorreram 14 candidaturas que vão disputar os 47 lugares no parlamento regional, num círculo único: CDU (PCP/PEV), PSD, Livre, JPP, Nova Direita, PAN, Força Madeira (PTP/MPT/RIR), PS, IL, PPM, BE, Chega, ADN e CDS-PP.

Nas legislativas regionais, o representante da República, cargo ocupado por Ireneu Barreto, convida uma força política a formar governo em função dos resultados (que têm de ser publicados), após a auscultação dos partidos com assento parlamentar na atual legislatura.

Encabeçam as candidaturas deste ano Edgar Silva (CDU), Miguel Albuquerque (PSD), Marta Sofia Silva (Livre), Élvio Sousa (JPP), Paulo Azevedo (Nova Direita), Mónica Freitas (PAN), Raquel Coelho (Força Madeira), Paulo Cafôfo (PS), Gonçalo Maia Camelo (IL), Paulo Brito (PPM), Roberto Almada (BE), Miguel Castro (Chega), Miguel Pita (ADN) e José Manuel Rodrigues (CDS-PP).

As eleições antecipadas ocorrem na sequência da aprovação de uma moção de censura apresentada pelo Chega – que a justificou com as investigações judiciais envolvendo membros do Governo Regional, inclusive o presidente, Miguel Albuquerque (PSD) – e da dissolução da Assembleia Legislativa pelo Presidente da República.

 

Com Agência Lusa.

Atletismo/Mundiais: Patrícia Silva foi o destaque de um seleção de alto nível

Patrícia Silva, medalhada de bronze nos Mundiais de Nanjing, é a mais nova estrela do atletismo português, sobressaindo numa delegação lusa que conseguiu na China resultados de grande qualidade, dos melhores de sempre na pista curta.

A atleta tinha pouco mais de um ano de vida quando o pai, Rui Silva, se sagrou campeão do mundo dos 1.500 metros ‘indoor’, em Lisboa. Uma corrida que ela viu e reviu, em gravações, com o desejo crescente de emular o feito, o que acaba de fazer, com grande classe.

Treinada pela mãe, Susana Silva, antiga atleta internacional, Patrícia evoluiu imenso nas duas últimas épocas, tanto em 800 como 1.500 metros, em que já é, na pista curta, recordista nacional e segunda melhor lusa de sempre, respetivamente.

Com recordes pessoais amplamente melhorados, este inverno apostou nos 1.500 metros nos Europeus, há duas semanas em Apeldoorn, com resultados aquém do que esperava, ao ser sétima.

Em Nanjing, chegou com mínimos feitos nas duas distâncias, remetendo a escolha final para as vésperas dos Mundiais – acabou por ‘vingar’, desta vez, e muito acertadamente, a opção mais curta.

Venceu sem sobressalto nas séries, nas semifinais teve a ajuda da queda de duas adversárias e chegou à final com tudo em aberto.

Na final, o ‘sonho’ parecia perdido, distanciada que foi por uma corrida bastante rápida. No entanto, fez a última volta em crescendo e lançou-se para a frente no sprint final, chamando a si o bronze, com o recorde nacional melhorado em um segundo, para 1.59,80.

Patrícia fecha a época ‘indoor’ como nona melhor mundial, segunda europeia, reforçando um estatuto de corredora de excelência, que já a levou a ser contratada para distâncias mais longas como ‘lebre’.

Nos 1.500 metros de Nanjing, fica uma sensação ‘agridoce’ pelas classificações de Isaac Nader e Salomé Afonso, respetivamente quarto e oitava, a repetirem as classificações de Glasgow2024.

Nader pagou caro a iniciativa de tentar seguir a passada do norueguês Jakob Ingebrigtsen e Salomé Afonso, vice-campeã da Europa, não respondeu à aceleração das etíopes, na final.

Com muito mais concorrência do que nos Países Baixos, onde foram terceiro e vice-campeã, Isaac Nader e Salomé Afonso continuam na elite europeia – em classificação ‘virtual’, ele foi o terceiro europeu e ela a segunda.

Oitavo na final direta do salto em comprimento, Gerson Baldé, também o terceiro europeu, foi o único português nos saltos e não desiludiu. Com Pedro Pablo Pichardo, Patrícia Mamona, Tiago Luís Pereira e Agate Sousa ausentes, era irreal pedir mais.

Jessica Inchude foi sexta no peso, o que lhe dá o terceiro lugar em contabilidade estritamente europeia. Um pouco abaixo do seu nível habitual, desta vez, Auriol Dongmo foi oitava.

O único dos atletas portugueses que não chegou à final foi Abdel Larrinaga, nos 60 metros barreiras. Passou uma ronda e depois ficou-se pelas semifinais, sendo o 19.º, em ordenação por marcas (nono europeu).

Portugal fecha assim a sua participação nos Mundiais de Nanjing com uma medalha, sendo 27.º entre os países medalhados, mas em 16.º lugar, com 17 pontos, graças a seis finalistas, na classificação por pontos.

Os resultados estão em linha com o que aconteceu há um ano em Glasgow, então com uma medalha de bronze e cinco finalistas, e 17 pontos também.

Na Escócia, competiram 15 lusos e na China somente sete, o que dá bem indicação da excelência dos resultados deste fim de semana.

 

Com Agência Lusa.

Surfista brasileiro Yago Dora estreia-se a vencer em Peniche

O brasileiro Yago Dora bateu hoje o compatriota Ítalo Ferreira na final da etapa portuguesa do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL), em Peniche, conquistando pela primeira vez a prova disputada na Praia dos Supertubos.

Na bateria decisiva, que foi bastante equilibrada entre dois dos melhores executantes de manobras aéreas do mundo, Yago Dora fez 13,37 pontos (em 20 possíveis) nas duas melhores ondas (6,70 e 6,67), enquanto o líder do ranking mundial, Ítalo Ferreira, marcou 12,43 (7,43 e 5,00).

Ao conquistar o Meo Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do circuito mundial, Yago Dora disparou 11 posições na classificação da temporada, ficando no quarto posto, enquanto Ítalo Ferreira, campeão mundial em 2019, e vencedor em Peniche em 2018 e 2019, mantém a ‘lycra amarela’ de líder.

Yago Dora, que impediu que Ítalo Ferreira se tornasse o primeiro tricampeão de provas em Portugal, é o sexto surfista ‘canarinho’ a levantar o troféu em Supertubos, juntando-se a Adriano de Souza (2011), Filipe Toledo (2015), Gabriel Medina (2017), Ítalo Ferreira (2018 e 2019) e João Chianca (2023).

Antes de a prova portuguesa da elite mundial ser disputada em Peniche, algo que acontece desde 2009, nenhum surfista brasileiro tinha vencido em Portugal.

 

Com Agência Lusa.

PASSAGE À NIVEAU – 23 Março 2025

Passagem de Nível, magazine de informação da Rádio Alfa com coordenação e apresentação de Artur Silva, aos domingos entre as 12h-14h.

Redifusão na noite de terça para quarta-feira (seguinte) às 00h.

Ou aqui:

 

Passagem de Nível – domingo 23/03/25. Os destaques

 

Eleições/Madeira: Urnas das regionais antecipadas abriram às 08:00

As urnas das legislativas regionais antecipadas da Madeira, nas quais podem votar mais de 255 mil eleitores, abriram hoje às 08:00 (locais), encerrando às 19:00.

De acordo com dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, o número de inscritos « habilitados para votar » no sufrágio é de 255.380, dos quais 249.840 na ilha da Madeira e 5.540 na ilha do Porto Santo.

Em comparação com as anteriores regionais, em maio de 2024 (também antecipadas), com base no mapa oficial de resultados, hoje podem votar mais 858 cidadãos.

Contactado pela Lusa, pelas 08:40, o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), André Wemans, disse que não havia « informação de nenhum problema na abertura das mesas ».

Nas eleições do ano passado, a abstenção foi de 46,60%. O valor recorde da abstenção desde 1976, ano das primeiras eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira, registou-se em 2015, quando não foram votar 50,42% dos 256.755 eleitores inscritos.

Ao círculo eleitoral único do arquipélago, com 47 assentos parlamentares, concorrem hoje 14 listas: CDU (PCP/PEV), PSD, Livre, JPP, Nova Direita, PAN, Força Madeira (PTP/MPT/RIR), PS, IL, PPM, BE, Chega, ADN e CDS-PP.

No sufrágio anterior, o PSD conseguiu eleger 19 deputados, o PS 11, o JPP nove, o Chega quatro (mas, uma deputada tornou-se, entretanto, independente) e o CDS-PP dois. PAN e IL garantiram um assento cada.

As eleições antecipadas ocorrem na sequência da aprovação de uma moção de censura apresentada pelo Chega – que a justificou com as investigações judiciais envolvendo membros do Governo Regional minoritário, inclusive o presidente, Miguel Albuquerque (PSD) – e da dissolução da Assembleia Legislativa pelo Presidente da República.

Nas legislativas regionais, o representante da República, cargo ocupado por Ireneu Barreto, convida uma força política a formar governo em função dos resultados (que têm de ser publicados), após a auscultação dos partidos com assento parlamentar na atual legislatura.

 

Com Agência Lusa.

Veiga e Neto passam de titulares em Copenhaga para a ‘bancada’ em Alvalade

Renato Veiga e Pedro Neto, titulares em Copenhaga, foram excluídos da ficha de jogo de Portugal e vão hoje falhar o segundo duelo com a Dinamarca, que dá acesso à ‘final four’ da Liga das Nações de futebol.

Os dois jogadores estiveram no ‘onze’ inicial da seleção nacional na última quinta-feira no Estádio Parken, na primeira mão dos quartos de final, num encontro que os dinamarqueses venceram por 1-0, mas passaram agora para a ‘bancada’ de Alvalade.

Com 25 jogadores convocados, o selecionador Roberto Martínez foi obrigado a ‘cortar’ dois para a ficha de jogo, já que só pode ter um máximo de 23.

Em Copenhaga, Francisco Conceição e Gonçalo Ramos foram os excluídos, estando ambos agora entre o lote de disponíveis para a segunda partida.

No primeiro jogo, Pedro Neto esteve a tempo inteiro e foi o responsável pelos dois remates à baliza que Portugal fez em todo o jogo, enquanto Renato Veiga saiu aos 76 minutos, dando lugar a Gonçalo Inácio, já depois de ter cometido uma grande penalidade, com o guarda-redes Diogo Costa a defender o remate de Eriksen.

Isto significa que Roberto Martínez vai fazer, no mínimo, duas alterações no ‘onze’, isto depois de já ter divulgado que Bernardo Silva iria ser titular, após ter ficado no banco na capital dinamarquesa.

Aos 30 anos, Bernardo Silva vai somar a 100.ª internacionalização ‘AA’ da carreira e tornar-se apenas o oitavo jogador da história da seleção nacional a alcançar tal feito.

O jogador do Manchester City poderá ocupar o lugar de Pedro Neto, com Gonçalo Inácio a ser o candidato principal a fazer dupla com Rúben Dias no centro da defesa, embora António Silva também possa ser o escolhido.

Portugal está obrigado a vencer a Dinamarca para poder chegar à ‘final four’ da Liga das Nações de futebol e apagar a péssima imagem deixada na primeira mão em Copenhaga.

Para, no mínimo, empatar a eliminatória e enviar a decisão para prolongamento, ou até para as grandes penalidades, Portugal tem de vencer por um golo e, para isso, tem de fazer muito mais do que mostrou na primeira mão, naquele que foi o pior jogo da ‘era’ Roberto Martínez, facto assumido pelo próprio selecionador luso.

O Portugal-Dinamarca está agendado para as 20:45, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, e vai ser arbitrado pelo esloveno Slavko Vincic.

Portugal conquistou a primeira edição da Liga das Nações, em 2019, tendo depois falhado a qualificação para a ‘final four’ em 2020/21 e 2022/23.

Além do futuro na Liga das Nações, Portugal fica a conhecer o grupo em que vai disputar a fase de qualificação para o próximo Campeonato do Mundo, que será em setembro, outubro e novembro deste ano.

Caso vença e ultrapasse a Dinamarca, a seleção nacional ficará no Grupo F, com Irlanda, Hungria e Arménia, enquanto, se for eliminado, vai encontrar Escócia, Grécia e Bielorrússia, no Grupo C.

 

Com Agência Lusa.

Perseguição em Paris terminou com vários feridos e carros destruídos

Treze pessoas, incluindo 10 polícias, sofreram ferimentos ligeiros e vários carros ficaram danificados em Paris, no sábado, depois de um condutor ter recusado uma ordem de paragem da polícia, dando início a uma perseguição matinal no sul da capital francesa.

 

A intensa perseguição automóvel percorreu vários quilómetros na cidade de Paris, culminou com o condutor a perder o controlo do veículo e a colidir contra um semáforo. Durante a sequência do incidente, três viaturas da polícia, que estavam em perseguição, acabaram por embater no carro do fugitivo.

O condutor e os dois passageiros foram detidos e, apesar dos ferimentos, foram transportados para o hospital, onde se encontra estável, sem risco de vida, conforme as autoridades confirmaram.

As imagens de videovigilância, analisadas pela AFP, mostram claramente o momento em que o veículo em fuga embate num semáforo, sendo posteriormente atingido por uma das viaturas policiais. Em seguida, um segundo carro da polícia colide com o primeiro, e logo depois um terceiro veículo também se envolve na colisão.

A situação teve início por volta das 5h45 no 14º bairro de Paris, quando o condutor, ao ser abordado durante um controlo de rotina, ignorou a ordem de paragem e iniciou a fuga. A partir daí, o condutor atravessou um sinal vermelho, o que fez com que três viaturas da polícia começassem a persegui-lo.

A perseguição continuou até ao cruzamento da Avenue du Maine com a Boulevard du Montparnasse, no 15º bairro, onde o condutor perdeu o controlo do veículo e colidiu contra um semáforo. Os três carros policiais, que ainda o seguiam de perto, acabaram por colidir entre si e com o veículo em fuga.

No total, dez agentes da polícia sofreram ferimentos ligeiros, sendo hospitalizados por um curto período de tempo, mas receberam alta ainda na tarde do sábado. O chefe da polícia de Paris, Laurent Nunez, expressou a sua satisfação, elogiando a coragem e a atitude profissional demonstrada durante o incidente.

As três pessoas detidas têm idades entre os 19 e os 30 anos, sendo que duas delas possuíam antecedentes criminais, segundo informações da polícia. O sindicato Unsa-Police divulgou uma fotografia do acidente, onde se pode ver, um dos veículos policiais em cima de um carro preto danificado, descrevendo a imagem como “assustadora” e acusando o condutor de colocar em risco a vida de todos os envolvidos.

Em relação à visibilidade durante a perseguição, o chefe da polícia comentou que as condições não eram ideais, o que agravou a situação e contribuiu para a violência do acidente.

No ano anterior, a região da Grande Paris registou cerca de 2.300 incidentes de recusa de cumprimento de ordens policiais, com 40% desses casos a ocorrerem durante a noite, conforme dados divulgados por Nunez.

Com Imprensa.