Cristiano Ronaldo. Só volta ao Manchester United… como dono do clube

O internacional Português garantiu que irá comprar um grande emblema. Cristiano Ronaldo falou nos Globe Soccer Awards, onde acabou por receber o prémio de melhor jogador a atuar no Médio Oriente.

Cristiano Ronaldo afirmou ser «difícil» regressar ao Manchester United enquanto jogador, recordando as palavras que disse quando saiu do clube, no final de 2022: «A Premier League é a liga mais difícil do mundo, todas as equipas são boas, lutam, são fortes, hoje o futebol também é diferente. Eu disse isto quando saí de lá, o problema não são os treinadores. Dou sempre este exemplo, se tivermos um aquário com um peixe doente, se o tirarmos de lá, tratarmos dele e voltarmos a pô-lo no aquário, voltará a ficar doente. Este é o problema do Manchester United».

«Se eu for dono do clube, vou clarificar as coisas e ajustar o que eu acho que está mal», completou o jogador do Al Nassr.

O português fez parte de um painel com Thibaut Courtois, no início da cerimónia dos Globe Soccer Awards, onde também deixou uma garantia sobre o seu futuro: «Ainda sou muito novo, tenho muitos planos, mas registem as minhas palavras – vou ser dono de um grande clube, de certeza».

«Não sou treinador, nunca serei, presidente ainda não sei? Dono de um clube talvez, provavelmente, depende do momento, das oportunidades, já pensei nalguns clubes», reforçou Cristiano Ronaldo.

Após estas declarações, Ronaldo conquistou o prémio de melhor jogador no Médio Oriente, batendo a concorrência de Salem Al Dawsari, Riyad Mahrez, Milinkovic-Savic e de Soufiane Rahimi, delineando depois um objetivo a alcançar pelo Al Nassr: « Quero ser campeão da Liga Saudita, fui campeão por todos os clubes onde passei. Mas aqui está a ser difícil, o Al Hilal é uma equipa melhor. Temos de dar tudo para sermos campeões e acredito que chegaremos lá ».

 

Com Jornal aBola e MaisFutebol.

 

 

Léon Marchand vence Prémio de Desportista Europeu do Ano para as agências

O nadador francês Léon Marchand, que conquistou quatro ouros e um bronze nos Jogos Olímpicos Paris2024, venceu hoje o Prémio de Desportista Europeu do Ano, atribuído pelas agências de notícias da Europa.

 

A 67ª edição do galardão, promovido pela agência polaca PAP e com a participação de 21 outras agências de notícias, incluindo a Lusa, premiou o ano dourado do nadador de 22 anos, uma das grandes figuras dos últimos Jogos.

Marchand, campeão olímpico dos 200 bruços, 200 mariposa, 200 estilos e 400 estilos, somando ainda um bronze na estafeta de 4×100 estilos, figurou na lista de 20 das 21 agências, cinco vezes no primeiro lugar, somando um total de 155 pontos.

O nadador francês segue-se ao tenista sérvio Novak Djokovic, distinguido em 2023, e entrega à França o quarto galardão, depois de Michel Jazy (1965) e Jean-Claude Killy (1967 e 1968).

A grande estrela dos Jogos Olímpicos na capital francesa tornou-se ainda apenas no quarto nadador, e terceiro nadador masculino, a conquistar quatro medalhas de ouro em eventos individuais numa única edição, sendo recordista mundial nos 400 estilos, em piscina de 50 metros, e nos 200 estilos em piscina curta, com recordes olímpicos nos 200 mariposa, 200 bruços, 200 estilos e 400 estilos.

Em segundo lugar ficou o ciclista esloveno Tadej Pogacar, vencedor da Volta a Itália e da Volta a França, além do título mundial de fundo e muitas outras vitórias num 2024 dominador, com 148 pontos.

No terceiro lugar, pela segunda vez seguida, ficou o sueco Armand Duplantis, campeão olímpico e recordista mundial do salto com vara, com 142.

 

Com Agência Lusa.

 

 

Gouveia e Melo condecorado pelo PR e futuro « presidenciável »?

Marcelo destaca “toque pessoal” de Gouveia e Melo na chefia da Armada e papel em diversas crises. Antes de entregar a Gouveia e Melo as insígnias da Grã Cruz da Ordem Militar de Cristo, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que a atribuição desta condecoração “ultrapassa o mero proforma”.

O Presidente da República condecorou hoje o almirante Henrique Gouveia e Melo, destacando o seu “toque pessoal” na chefia da Armada e salientando “as circunstâncias” que marcaram o seu percurso, como o papel no combate à pandemia.

A cerimónia de condecoração decorreu na sala dos Embaixadores, no Palácio de Belém, em Lisboa, escassos momentos depois de o novo chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Nobre de Sousa, ter tomado posse para suceder a Gouveia e Melo.

Antes de entregar a Gouveia e Melo as insígnias da Grã Cruz da Ordem Militar de Cristo, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que a atribuição desta condecoração “ultrapassa o mero proforma”.

“Trata-se a reconhecer o mérito no exercício de funções da parte do senhor almirante Henrique Gouveia e Melo, enquanto chefe de Estado-Maior da Armada. E essa prática, largamente tributária das experiências dos seus antecessores, mas com um toque pessoal muito específico, beneficiou da sua carreira, mas definiu-se de forma singular no exercício da função”, salientou o Presidente da República.

Marcelo enumerou “os contactos internacionais, que tinham percorrido várias fases da sua carreira e foram muito acentuados” na chefia da Armada, a cooperação com a academia e a indústria de Defesa ou a atenção dada à utilização de sistemas não tripulados (drones), numa tentativa de modernização do ramo.

“Mas para sermos justos, como dizia um clássico, todas as personalidades, todas as pessoas são elas próprias e a sua circunstância. E para se compreender o desempenho que foi o seu, tem de se compreender a circunstância”, ressalvou o chefe de Estado.

Entre as várias circunstâncias que marcaram o percurso de Gouveia e Melo, Marcelo Rebelo de Sousa começou por lembrar que o almirante fez carreira como submarinista e em vários momentos foi porta-voz da Armada e do Estado-Maior-General das Forças Armadas, “o que lhe permitiu um contacto privilegiado com a sociedade civil e uma compreensão do fenómeno mediático em transformação da sociedade portuguesa”.

Além disto, Marcelo destacou o papel que Gouveia e Melo teve em diversas crises nas quais as Forças Armadas foram chamadas a intervir, como os incêndios de 2017 ou a pandemia da covid-19, cuja equipa responsável pelo plano de vacinação foi coordenada pelo almirante.

“E é este somatório, como tudo na vida, depara com quem compreende melhor, compreende pior e se ajusta melhor ou pior àquilo que foi vivido, que está presente no momento da entrega das insígnias correspondentes à Grande Cruz da Ordem Militar de Cristo. É o somatório que acaba por se traduzir num exercício de funções que realmente foram importantes para a Armada, foram importantes para as Forças Armadas Portuguesas e foram importantes para Portugal”, rematou.

 

Com Agência Lusa.

Moçambique/Eleições: Pelo menos 152 mortos em manifestações, metade desde segunda-feira

Moçambique/Eleições: Pelo menos 152 mortos em manifestações, metade desde segunda-feira – ONG

Pelo menos 252 pessoas morreram nas manifestações pós-eleitorais em Moçambique desde 21 de outubro, metade das quais apenas desde o anúncio dos resultados finais, na segunda-feira, segundo novo balanço feito hoje pela plataforma eleitoral Decide.

De acordo com o mais recente balanço daquela Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana que monitoriza os processos eleitorais, com dados até às 09:00 (menos duas horas em Lisboa) de hoje, só desde 23 de dezembro já morreram nestas manifestações 125 pessoas, das quais 34 na província de Maputo e 18 na cidade capital, sul do país.

Há ainda registo de 26 mortos na província de Nampula (norte) e 33 em Sofala em menos de três dias.

Ainda desde segunda-feira, aquela ONG contabilizou 224 pessoas baleadas, das quais 59 na cidade de Maputo e 37 na província de Maputo, bem como 43 em Nampula e 65 em Sofala.

Desde 21 de outubro, o registo da plataforma eleitoral Decide contabiliza 569 pessoas baleadas em todo o país, além de 252 mortos e seis desaparecidos.

Somam-se ainda 4.175 detidos desde o início da contestação pós-eleitoral, 137 dos quais desde segunda-feira.

Moçambique vive hoje o quarto dia de tensão social na sequência do anúncio dos resultados finais das eleições gerais, marcados nos anteriores por saques, vandalizações e barricadas, nomeadamente em Maputo.

O Conselho Constitucional de Moçambique proclamou na tarde de segunda-feira Daniel Chapo, candidato apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder), como vencedor da eleição a Presidente da República, com 65,17% dos votos, sucedendo no cargo a Filipe Nyusi, bem como a vitória da Frelimo, que manteve a maioria parlamentar, nas eleições gerais de 09 de outubro.

Este anúncio provocou o caos em todo o país, com manifestantes pró-Venâncio Mondlane – que segundo o Conselho Constitucional obteve apenas 24% dos votos – nas ruas, barricadas, pilhagens e confrontos com a polícia, que tem vindo a realizar disparos para tentar a desmobilização.

Pelo menos 1.534 reclusos evadiram-se na tarde de quarta-feira da Cadeia Central de Maputo, de máxima segurança, disse o comandante-geral da polícia, afirmando tratar-se de uma ação “premeditada” e da responsabilidade de manifestantes pós-eleitorais em que morreram 33 pessoas.

“Esperamos nas próximas 48 horas uma subida vertiginosa de todo o tipo de criminalidade na cidade de Maputo”, afirmou Bernardino Rafael, em conferência de imprensa na noite de quarta-feira, garantindo que entre os reclusos em fuga, dos quais apenas 150 foram recapturados, estão 29 terroristas, alguns “altamente perigosos”.

Segundo o comandante-geral da polícia, a evasão da Cadeia Central de Maputo, na cidade da Matola, a 14 quilómetros do centro da capital moçambicana e que contava com cerca de 2.500 condenados e detidos, resultou da “agitação” de um “grupo de manifestantes subversivos” nas imediações.

Contudo, antes desta conferência de imprensa, a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, tinha garantido que esta fuga resultou de um motim no estabelecimento prisional e que não estava relacionada com os protestos pós-eleitorais.

Numa intervenção a partir da rede social Facebook, Venâncio Mondlane acusou hoje as autoridades de terem propositadamente deixado sair estes reclusos, com o objetivo de manipular as massas e desviar o foco da sociedade.

“Foi tudo propositado. São técnicas de manipulação de massas à moda dos serviços secretos soviéticos (…) para que as pessoas parem de falar na fraude eleitoral. Querem desviar o nosso foco”, declarou Mondlane, acusando também as autoridades de terem “sacrificado” alguns dos reclusos evadidos.

Mondlane afirmou que as manifestações não vão parar, pedindo aos seus apoiantes que “intensifiquem” os protestos, evitando, no entanto, a destruição de bens públicos e privados: “O nosso foco não são os empresários e os seus estabelecimentos comerciais. O nosso foco são as instituições que fizeram esta fraude. É lá onde as manifestações devem ocorrer”.

 

Com Agência Lusa.

O tsunami no Sudeste Asiático foi há 20 anos

Esta quinta-feira passam duas décadas desde o tsunami no Sudeste Asiático que fez mais de 227 mil mortos.

 

 

 

No dia 26 de dezembro de 2004, um terramoto de magnitude 9,1 ao largo da Indonésia gerou ondas gigantescas que varreram também o Sri Lanka, a Índia, a Tailândia e nove outros países do Oceano Índico, libertando uma energia equivalente a 23 mil vezes a potência da bomba atómica de Hiroshima.

 

Portugal. Portagens, rendas e transportes aumentam em 2025

O ano de 2025 deverá ser marcado por uma descida da taxa de inflação, mas as famílias vão deparar-se com a subida generalizada dos preços de alguns serviços e bens, como as portagens, rendas, telecomunicações e o pão.

Os preços da eletricidade são uma exceção, já que tanto no mercado regulado, como no mercado liberalizado, as tarifas devem baixar no próximo ano.As famílias no mercado regulado de eletricidade teriam um aumento tarifário de 2,1% a partir de janeiro, mas, na prática, com taxas e impostos, vão ter reduções de entre 0,82 e 0,88 euros, devido à alteração legislativa que aumenta o valor do consumo de energia sujeito à taxa reduzida de IVA (6%), aprovada no parlamento.

Para minimizar os efeitos do protesto, a autarquia decidiu implementar um conjunto de medidas (que podem ser consultadas em https://www.lisboa.pt/deposicao-de-residuos), nomeadamente criar uma equipa de gestão de crise, disponível 24 horas; distribuir contentores de obra, em várias zonas da cidade, para deposição de lixo; pedir aos cidadãos que não coloquem o lixo na rua, sobretudo papel e cartão; apelar aos grandes produtores que façam a sua recolha durante estes dias; e pedir a colaboração dos municípios vizinhos, com possibilidade de utilização de eco-ilhas móveis.

Há também conselhos gerais da Câmara de Lisboa para os dias de greve, como minimizar a produção de resíduos; se possível, manter o lixo em casa até que a recolha seja retomada; não colocar o lixo no chão ou à volta dos contentores e ecopontos; e acondicionar bem o cartão, permitindo mais espaço dentro do contentor.

 

Com Agência Lusa.

 

Oficial. Rui Borges rende João Pereira no comando técnico do Sporting

Rui Borges, até agora treinador do Vitória de Guimarães, sucede a João Pereira, que deixa o comando técnico do Sporting após três vitórias em oito jogos, anunciaram hoje os campeões nacionais de futebol.

Em comunicado enviado à CMVM, o clube de Alvadade oficializou a « contratação do treinador Rui Manuel Gomes Borges, bem como dos treinadores adjuntos Tiago Manuel Barroso Valtelhas de Aguiar, Ricardo Alberto Medeiros Chaves, Fernando Manuel Nascimento Alves e José Pedro Ferreira Gaspar Lage Meireles » com contratos « válidos até ao dia 30 de Junho de 2026, prorrogáveis até 30 de Junho de 2027, em função da obtenção de objectivos desportivos ou por opção da Sporting SAD ».

« Em contrapartida do acordo celebrado com a Vitória Sport Clube – Futebol, SAD a Sporting SAD pagará o valor total de € 4.100.000,00 (quatro milhões e cem mil euros) », lê-se ainda no comunicado.

João Pereira, de 40 anos, orientou a equipa B dos ‘leões’ até ao passado dia 11 de novembro, quando sucedeu a Ruben Amorim, que saiu para o Manchester United, tendo desde então vencido três jogos (dois na Taça de Portugal e um na I Liga), somado um empate, no domingo em casa do Gil Vicente (0-0), e quatro derrotas como treinador da equipa principal.

O Sporting partilha o segundo lugar da I Liga com o FC Porto, ambos com 37 pontos, a um do líder Benfica, próximo adversário da equipa de Alvalade, no domingo, em jogo da 16.ª jornada.

Aos 43 anos, Rui Borges chega a um ‘grande’, após ter iniciado a temporada no Vitória, que segue no sexto posto, depois do quinto lugar conquistado ao serviço do Moreirense.

O transmontano de Mirandela treinou ainda clubes como Académico de Viseu, Académica, Nacional, Vilafranquense e Mafra.

 

Varandas lamenta não ter podido ajudar João Pereira, que não quis “um cêntimo”.

 

Frederico Varandas (Foto Ilustração).

“A única coisa que lamento é não ter conseguido ajudar mais o João Pereira. Ao João, desejamos-lhe todas as felicidades e não temos dúvidas de que, quando puder ser o João Pereira, terá o devido sucesso, pelo seu mérito, competência e caráter. Quando me sentei com o João Pereira para negociar a rescisão, o João Pereira não quis nem um cêntimo de dois anos e meio de contrato. Esta nobreza de caráter diz tudo”, salientou, na apresentação do novo técnico, Rui Borges.

No auditório do Estádio José Alvalade, em Lisboa, Frederico Varandas apresentou Rui Borges, com contrato válido até junho de 2026, tendo mais uma temporada de opção, mediante objetivos desportivos, deixando antes uma “palavra especial” a João Pereira.

“Entrou num desafio extremamente complicado e desafiante. Infelizmente, chegámos a conclusão de que não correu bem. Sabíamos das dificuldades, do choque emocional brutal pela saída de Ruben Amorim, uma onda de lesões e arbitragens extremamente infelizes que prejudicaram a carreira do treinador”, enumerou o presidente dos ‘leões’.

Contudo, Frederico Varandas apontou o principal motivo para o insucesso do técnico, que ascendeu desde a equipa B dos ‘verde e brancos’ para suceder a Ruben Amorim, que rumou aos ingleses do Manchester United após um grande início de temporada.

“Olhando para trás, o principal problema foi o João Pereira não poder ter sido o João Pereira. Inconscientemente, ele tinha de se adaptar e fazer com que uma máquina já montada continuasse a rolar à medida do ex-treinador. Fosse o João Pereira ou outro qualquer, infelizmente ia passar por isto”, realçou o dirigente da equipa sportinguista.

Por outro lado, Varandas assegurou não ter dúvidas de que, agora, o novo treinador poderá ser ele próprio no cargo, revelando que Rui Borges já estava no radar do clube lisboeta “há mais de um ano”, elogiando a subida a pulso ao longo de toda a carreira.

“Subiu por vários projetos e clubes cada vez mais exigentes, sempre com a sua ideia de jogo e liderança. Reconhecemos-lhe não só uma ideia de jogo e a competência técnico-tática, pois é um homem que lidera pelo simples discurso e que os jogadores o seguem para onde ele diz para ir. O Sporting está em todas as frentes e o Sporting de hoje, que voltou a ser o que era há muitas décadas, luta e continuará a lutar por títulos”, frisou.

João Pereira, de 40 anos, venceu três partidas (duas na Taça de Portugal e uma na I Liga), somando um empate, no domingo em casa do Gil Vicente, por 0-0, e quatro derrotas como treinador da equipa principal, depois de orientar a formação B até 11 de novembro.

O Sporting partilha o segundo lugar da I Liga com o FC Porto, ambos com 37 pontos, a um do líder Benfica, o próximo adversário dos ‘leões’, no domingo, no Estádio José Alvalade, para a 16.ª jornada.

Aos 43 anos, Rui Borges chega a um ‘grande’, após ter iniciado a temporada no Vitória de Guimarães, que segue no sexto posto, na sequência do quinto lugar conquistado ao serviço do Moreirense, tendo o transmontano de Mirandela treinado ainda clubes como o Académico de Viseu, a Académica, o Nacional, o Vilafranquense e o Mafra.

 

Com Agência Lusa.

PM Montenegro diz que 2024 foi “ano de viragem” e promete rigor nas contas públicas

O primeiro-ministro defendeu que 2024 foi “um ano de viragem e de mudança” e assegurou que a “nova política de baixar os impostos e valorizar os salários e as pensões” está a ser realizada “com rigor e equilíbrio orçamental”.

Na sua primeira mensagem de Natal enquanto primeiro-ministro, Luís Montenegro inclui nas prioridades para o futuro a promoção de uma “imigração regulada” e o combate à criminalidade – sem ligar os dois temas -, a par do reforço dos serviços de saúde, educação, transportes e da execução do “maior investimento em habitação pública desde os anos 90”.

O primeiro-ministro considerou que o governo PSD/CDS-PP que lidera desde 02 de abril “trouxe novas prioridades e novas opções”, numa mensagem gravada na residência oficial, em São Bento, e hoje transmitida pela RTP.

“Não viemos para olhar ou criticar o passado. Viemos para cuidar do presente e construir o futuro”, afirmou.

Montenegro passou em revista várias decisões do executivo, como a valorização salarial geral e de várias carreiras, medidas específicas para jovens e idosos, e deixou uma garantia sobre as contas públicas.

“Esta nova política de baixar os impostos e valorizar os salários e as pensões é realizada com rigor e equilíbrio orçamental. E é um elemento de política económica e social”, referiu.

O primeiro-ministro assegurou que Portugal “é um referencial de estabilidade e um país de oportunidades” num “mundo em convulsão” e “numa Europa apreensiva com a estagnação da Alemanha e o défice e o endividamento da França”.

Na parte mais virada para o futuro, Montenegro afirmou que o Governo pretende “continuar a reforçar os serviços de saúde e a garantir uma escola pública de qualidade, desde a creche até à universidade, sem esquecer o ensino profissional e tecnológico”.

Melhorar os transportes públicos e executar “o maior investimento em habitação pública” desde os anos 90 são outras das promessas, numa mensagem em que também se refere às políticas de imigração e de segurança.

“Vamos promover uma imigração regulada para acolher com dignidade e humanismo aqueles que escolherem viver e trabalhar no nosso país”, referiu Montenegro.

Mais à frente, o primeiro-ministro prometeu o combate à “criminalidade económica, o tráfico de droga e a criminalidade violenta”.

“Somos um dos países mais seguros do mundo, mas temos de salvaguardar esse ativo para não o perdermos”, reiterou.

O chefe do Governo defendeu que “Portugal tem tudo para vencer e criar mais riqueza”, determinante para conseguir “juntar os pais e os avós com os filhos e netos de Portugal em Portugal” e para “continuar a salvar o Estado Social, cumprindo a essência da democracia e da justiça, que é a igualdade de oportunidades”.

Na mensagem em que começou por desejar festas felizes a todos os portugueses, o primeiro-ministro deixou “uma palavra especial” aos que estão sozinhos e desprotegidos, às vítimas de violência – “em particular as muitas mulheres e crianças que vivem ou viveram o terror desumano do ataque à sua dignidade” -, aos doentes, desempregados, presos e aos que vivem em situação de pobreza.

“Saúdo também os que estão a trabalhar nos hospitais, nas forças de segurança, nas instituições sociais, nos bombeiros, na comunicação social e em todas as demais atividades que permitem o bem-estar de todos nestes dias”, disse, reiterando o reconhecimento aos soldados que se encontram ausentes do país e integram as Forças Nacionais Destacadas em missões de paz e segurança.

Montenegro terminou a mensagem recordando várias efemérides que se assinalaram em 2024, como os 500 anos do nascimento de Luís de Camões e da morte de Vasco da Gama, os 50 anos do 25 de Abril e os 90 e 100 anos de nascimento de Francisco Sá Carneiro e Mário Soares, “dois artífices da democracia”.

“O Governo acredita na capacidade de superação de todos vós, no vosso espírito de solidariedade e tolerância. Trabalhamos juntos para não deixar ninguém para trás”, concluiu.

« Que se calem as armas » – Papa Francisco

Papa Francisco pede fim dos conflitos no mundo na sua mensagem de Natal

 

O Papa Francisco pediu hoje que as armas sejam silenciadas na “Ucrânia martirizada” e no Médio Oriente, invocando a situação humanitária “extremamente grave” em Gaza, e defendeu “soluções para a harmonia social” no continente americano, incluindo Venezuela e Haiti.

Na varanda da Basílica de São Pedro, no Vaticano, Francisco refletiu sobre os conflitos e os males que afetam o mundo, na sua mensagem de Natal, dirigida às cerca de 30.000 pessoas que se reuniram na Praça de São Pedro.

“Que as armas se calem na Ucrânia martirizada. Que eles tenham a audácia de abrir a porta às negociações e aos gestos de diálogo e de encontro, para alcançar uma paz justa e duradoura”, disse o Papa.

E continuou: “Que se calem as armas no Médio Oriente. Com os olhos fixos no berço de Belém, dirijo o meu pensamento às comunidades cristãs em Israel e na Palestina, em particular em Gaza, onde a situação humanitária é extremamente grave”.

“Que cesse o fogo, que os reféns sejam libertados e que se ajude a população exausta pela fome e pela guerra”, acrescentou o pontífice, sentado numa cadeira na varanda da sala central.

O líder da Igreja Católica afirmou que tem também no seu coração “a comunidade cristã no Líbano, especialmente no Sul, e na Síria, neste momento tão delicado” e encorajou a procura de soluções que permitam a reconciliação nacional na Líbia.

“Que se abram as portas do diálogo e da paz em toda a região dilacerada pelos conflitos”, acrescentou.

Francisco recordou que a Porta Santa foi aberta na terça-feira para assinalar o início do Jubileu, que se celebra de 25 em 25 anos.

“Que ajude a reconciliar-nos connosco próprios, uns com os outros, mesmo com os nossos inimigos”, pediu.

“Neste Natal, início do Ano Jubilar, convido todas as pessoas, todos os povos e nações a terem a coragem de atravessar a Porta, a tornarem-se peregrinos da esperança, a calarem as armas e a vencerem as divisões”, apelou.

Na sua mensagem, o Papa também pediu “que o nascimento do Salvador traga um tempo de esperança às famílias de milhares de crianças que estão a morrer devido à epidemia de sarampo na República Democrática do Congo, bem como às populações do leste do Congo e às do Burkina Faso, Mali, Níger e Moçambique”.

Apelou também à paz para os países do Corno de África e “ao acesso à ajuda humanitária para a população civil do Sudão e ao lançamento de novas negociações para um cessar-fogo”.

“Que o Menino Jesus inspire as autoridades políticas e todas as pessoas de boa vontade no continente americano a encontrar o mais rapidamente possível soluções eficazes na verdade e na justiça, para promover a harmonia social, particularmente no Haiti, na Venezuela, na Colômbia e na Nicarágua”, pediu ainda o Papa na sua mensagem.

O Papa não esqueceu o povo de Myanmar, que, devido aos contínuos confrontos armados, é obrigado a fugir das suas casas.

Francisco deixou o desejo de que “o Jubileu seja uma oportunidade para derrubar todos os muros de separação: os ideológicos, que tantas vezes marcam a vida política, e os materiais”, referindo em particular “a divisão que afeta a ilha de Chipre desde há 50 anos e que rasgou o tecido humano e social”.

Francisco aproveitou ainda a ocasião para pedir “que o Jubileu seja uma oportunidade para perdoar as dívidas, especialmente as dos países mais pobres”.

Concluiu desejando “um Natal sereno e santo” e dando a bênção “Urbi et Orbi”.

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