Tribunal valida acordo e suspende processo de plágio de Tony Carreira

O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa validou o acordo aceite pelo Ministério Público e por Tony Carreira e suspendeu o processo em que o cantor é acusado de plágio, pelo que o músico não vai a julgamento.

 

O despacho da juíza de instrução criminal Maria Antónia Andrade, com data de 11 de maio, e a que a agência Lusa teve hoje acesso, confirma a suspensão provisória do processo nos termos do acordo assumido em novembro de 2017, a qual só foi possível porque nem a Companhia Nacional de Música nem o Ministério Público recorreram da perda da qualidade de assistente da editora.

Em 27 de novembro do ano passado, todas as partes alcançaram um princípio de acordo, proposto pela juíza, que prevê a suspensão provisória do processo durante quatro meses, na condição de, no prazo de 60 dias, Tony Carreira entregar 10.000 euros à Câmara da Pampilhosa da Serra, para apoio aos danos causados pelos incêndios, e mais 10.000 euros à Associação de Apoio às Vítimas de Pedrógão Grande, presidida por Nádia Piazza.

O compositor Ricardo Landum, também arguido no processo, terá de pagar, nos 60 dias, 2.000 euros a uma instituição particular de solidariedade social à sua escolha.

Contudo, na resposta por escrito enviada posteriormente ao tribunal, o proprietário da Companhia Nacional de Música (CNM), Nuno Rodrigues, acabou por voltar atrás e rejeitar o acordo, que só seria válido se todas as partes o aceitassem, incluindo a editora, que, à data, ainda era assistente no processo, qualidade em que foi admitida ainda na fase de inquérito.

Mas, em março deste ano, a juíza de instrução criminal afastou a CNM do processo, justificando que a editora discográfica deixou de ter legitimidade para se manter como assistente nos autos. A decisão surgiu após um requerimento apresentado pela defesa do cantor a pedir ao TIC de Lisboa que declarasse a perda pela CNM da qualidade de assistente e determinasse, consequentemente, a suspensão provisória do processo, ficando válido o acordo assumido em novembro do ano passado.

A decisão era passível de recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa, mas nem a CNM nem o Ministério Público recorreram, permitindo a decisão agora tomada pelo TIC de Lisboa de suspender provisoriamente o processo e manter o acordo de novembro.

“No caso dos presentes autos mostram-se reunidos os elementos objetivos da aplicação da suspensão provisória do processo, ou seja: os crimes de que os arguidos estão acusados são punidos com pena de prisão não superior a cinco anos; os arguidos não têm antecedentes criminais pela prática de crime da mesma natureza; nem consta dos autos que tenham alguma vez beneficiado de suspensão provisória do processo; não há lugar a medida de segurança de internamento; e a culpa assume caráter diminuto”, explica a juíza de instrução criminal.

O despacho da juíza Maria Antónia Andrade acrescenta que “é ainda de prever, face ao que dos autos resulta, que o cumprimento da injunção proposta aos arguidos [entregas de dinheiro], e pelos mesmos aceite, responda suficientemente às exigências de prevenção, que no caso se fazem sentir”.

Tony Carreira e o compositor Ricardo Landum têm agora dois meses para entregar os valores definidos às respetivas entidades e depois o processo será arquivado.

Na segunda-feira, à margem da apresentação da sua autobiografia, “O Homem que Sou”, quando celebra 30 anos de carreira, o cantor afirmou, em Lisboa, que aborda a questão de plágio num dos capítulos da obra, dizendo que foi ilibado da acusação.

Segundo o despacho de acusação do Ministério Público, que a Lusa divulgou em setembro do ano passado, Tony Carreira e Ricardo Landum “arrogaram-se autores de obras alheias”, após modificarem os temas originais.

Tony Carreira está acusado de 11 crimes de usurpação e de outros tantos de contrafação, enquanto Ricardo Landum, autor de alguns dos maiores êxitos da música ligeira portuguesa, responde por nove crimes de usurpação e por nove crimes de contrafação.

“Depois de ti mais nada”, “Sonhos de menino”, “Se acordo e tu não estás eu morro”, “Adeus até um dia”, “Esta falta de ti”, “Já que te vais”, “Leva-me ao céu”, « Nas horas da dor”, “O anjo que era eu”, “Por ti” e “Porque é que vens” são as 11 canções alegadamente plagiadas, de acordo com a acusação.

 

Alfa/Lusa

Vhils mostra em Paris fragmentos de reflexão sobre condição humana na cidade

O artista português Alexandre Farto, conhecido como Vhils, vai inaugurar, este sábado, duas exposições em Paris que apresentam “fragmentos” de uma reflexão sobre a “condição humana na cidade”.

 

Instalações monumentais e imersivas, com vídeo, portas de madeira, esferovite, objetos de sucata e cartazes, vão estar expostas no centro cultural Centquatre-Paris, sob o título “Fragments Urbains” (“Fragmentos Urbanos”), até 29 de julho, enquanto a galeria Danysz, vai complementar a exposição com a mostra “Décombres” (“Escombros”), até 16 de junho.

“São, se calhar, estes retalhos de memórias ou de fragmentos que me fizeram refletir ou criar este corpo de trabalho que todos juntos fazem uma reflexão ainda maior. Ou seja, é o juntar destes fragmentos todos que me permite fazer a reflexão sobre a condição humana na cidade”, disse à Lusa o artista, a propósito do título “Fragmentos Urbanos”.

As duas exposições são a continuação do trabalho de Vhils sobre as influências recíprocas entre as cidades e os homens, numa altura em que “mais de 50% da população mundial vive em espaço urbano”, e sobre o impacto da globalização que “traz muita coisa mas, ao mesmo tempo, também tira muito daquilo que tornava muito especiais” indivíduos em diferentes partes do mundo.

“O que eu tento fazer não é uma crítica, mas uma reflexão sobre aquilo que abandonámos em nome do nosso conforto, da nossa ‘ostentabilidade’, em detrimento da sustentabilidade do planeta em si. E nós enquanto cidade também”, explicou.

Desta vez, a reflexão para “expor o que está por trás da superfície” é feita num “contexto muito mais contemplativo”, um espaço museológico em que as cidades entram no Centquatre, são desconstruídas e reconstruídas com retratos humanos e múltiplas perspetivas.

No átrio, Vhils ocupou o espaço com uma mega-instalação com automóveis, eletrodomésticos e vários objetos abandonados, todos pintados de branco, por onde o visitante pode passear e ver-se dentro da própria obra ao ser filmado e refletido em vários ecrãs.

“Há esta reutilização de uma série de elementos que fomos recolhendo de coisas que a cidade ia expelindo, os quais uniformizei com uma cor e tentei construir com eles algo em que as pessoas consigam ter diferentes leituras: primeiro a vista de uma obra de arte, depois algo que relativizas e vês como lixo e, depois, ao mesmo tempo, fazes uma outra leitura em que te vês tu próprio dentro de uma obra”, descreveu.

Em torno do átrio, seis salas acolhem várias obras, incluindo aquela que Vhils considera como a “peça inicial”: um filme composto por vídeos recolhidos em sete cidades, nomeadamente Paris, que é projetado em câmara lenta num ecrã panorâmico, numa tentativa de “fazer quase o inverso do que o que a cidade faz”.

“Aquele é o processo conceptual que faço para tentar desacelerar o ritmo todo da cidade e tentar olhar para os detalhes que perdemos no dia-a-dia mundano da nossa vida, que muitas vezes perdemos pelo ritmo da cidade”, acrescentou.

Imagens desaceleradas são também as que são exibidas na sala dos “Detritos”, em que são projetados os vídeos das suas “explosões” em paredes de todo o mundo, feitas ao longo dos anos, para esculpir retratos em baixo-relevo.

Noutra galeria, Vhils apresenta uma escultura monumental inédita, “Babel”, construída em pirâmide e na qual há portas recolhidas em várias cidades que apresentam sobreposições de rostos e padrões geométricos esculpidos.

Há, também, uma escultura monumental em esferovite a figurar uma cidade de grandes dimensões, cujo reflexo num espelho de grande escala revela dois rostos a emergir dos prédios e, noutra sala escura, os cortes e buracos numa parede branca, em pladur, desenham um rosto de onde sai uma luz intermitente.

Mais rostos se desvendam na sala das “Camadas”, na qual pilhas verticais de centenas de cartazes servem de suporte a retratos esculpidos, que foram colocados em frente a um quadro feito de “camadas” de cartazes, de onde sobressaem uma paisagem urbana e várias silhuetas.

No fundo, “cada uma das obras é mais um eternizar dessas reflexões” em que o artista quer que as pessoas “entrem” na peça e reflitam tanto sobre os elementos urbanos que as estão a envolver, quanto sobre a própria condição humana e a relação dos homens com as cidades.

Em Paris, Vhils já tinha apresentado as exposições individuais “Vestiges” e “Entropie”, na galeria Magda Danysz, em 2012 e em 2014, e esteve em várias mostras coletivas, como “Choices”, no Palais de Tokyo, em 2016, “#Street Art – L’innovation au coeur d’un mouvement”, no Espace Fondation EDF, em 2014, e “Ex Situ”, no Centro Pompidou, em 2013, entre outras.

O artista é um dos criadores inseridos no percurso de arte urbana do 13.º bairro de Paris, onde há mais de 50 murais monumentais, e fez parte do projeto “Tour Paris 13”, em que um prédio de nove andares, destinado a demolição, foi transformado num « museu de arte efémera » por cerca de 80 nomes internacionais de Arte Urbana.

Alfa/Lusa

Olhão firma acordo para atrair investimento francês

A Câmara de Olhão assinou hoje, em Paris, um acordo com a Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa (CCIFP) para promover a internacionalização das empresas do concelho e atrair investimento francês, disse à Lusa o presidente da autarquia.

« Trata-se de um acordo de cooperação entre duas instituições para apoiar o processo de internacionalização das empresas sediadas em Olhão junto do mercado francês, assim como prestar apoio às empresas francesas que queiram instalar-se no nosso concelho », disse à Lusa António Miguel Pina.

Segundo o autarca, a comunidade francesa continua a ser a mais representativa em termos de número de residentes no concelho de Olhão (distrito de Faro), que tem vindo a aumentar muito nos últimos anos, embora mais recentemente também se tenha verificado um aumento de residentes de nacionalidade italiana.

O acordo hoje assinado visa também prestar apoio às empresas de Olhão que queiram divulgar os seus serviços ou produtos junto do mercado francês.

« Um dos objetivos deste protocolo de cooperação é divulgar os produtos típicos do concelho com capacidade exportadora, nomeadamente as nossas conservas, o azeite ou os licores », exemplificou António Miguel Pina.

O acordo entre o presidente da autarquia algarvia e o presidente da CCIFP, Carlos Vinhas Pereira, foi hoje assinado no primeiro dia do Salão do Imobiliário e do Turismo Português de Paris, que decorre até domingo na capital francesa.

No ano passado, a Câmara de Olhão marcou pela primeira vez presença no Salão e este ano consolidou a sua presença, levando consigo seis agentes imobiliários e uma mostra de serviços e produtos locais.

Em 2017, estiveram presentes no evento – que vai agora na sua sétima edição – mais de 200 empresas portuguesas, que receberam mais de 16.000 visitantes, 80% dos quais franceses.

Com este acordo, a Câmara de Olhão visa reforçar a aposta no empreendedorismo, mas também consolidar a relação com a diáspora portuguesa, particularmente com os empresários portugueses em França naturais do município.

Assim, ambas as entidades se comprometem a prestar aconselhamento e acompanhamento, por um lado, às empresas sediadas em Olhão e, por outro, aos associados da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, nas deslocações comerciais efetuadas a França ou à cidade algarvia.

O protocolo prevê também a divulgação de eventos culturais, da gastronomia regional e dos recursos naturais, paisagísticos, patrimoniais e arquitetónicos do concelho de Olhão em França.

Os franceses já são os estrangeiros que mais casas compram em Portugal, beneficiando das vantagens fiscais decorrentes do Estatuto de Residente Não Habitual.

Alfa/Lusa

João Couto em entrevista na Rádio Alfa !

“Quero fazer música que seja a banda sonora da vida das pessoas ”

 

 

Foi o vencedor do programa de caça talentos Ídolos (da Sic) em 2015, três anos depois, lançou o seu disco de estreia.

« Carta Aberta » o primeiro álbum de originais do músico João Couto, foi editado em março de 2018 e vai estar em destaque este sábado (19) no programa Back Stage da Rádio Alfa.

Música e entrevista entre as 15H e as 16H com Ester de Sousa.

SOM/CRÓNICA. PORTUGAL ABANDONA ENSINO DO PORTUGUÊS NA CÓRSEGA. Por Carlos Pereira

Volte a ouvir, aqui

a última crónica do diretor do Lusojornal. Não há professores de língua portuguesa na ilha da Córsega, onde vivem 15 mil portugueses.

Rúben Dias é novidade nos eleitos de Portugal para o Mundial2018

 O estreante central benfiquista Rúben Dias é a principal novidade na lista dos 23 eleitos de Portugal para a fase final do Mundial de futebol de 2018, que não inclui o ‘herói’ Éder nem Nani.

Autor do golo que deu a vitória na final do Europeu de 2016, Éder foi um dos preteridos do selecionador luso, Fernando Santos, em relação à lista de pré-selecionados, tal como Nani, que conta 112 jogos e 24 pela seleção ‘AA’.

Do lote de 35 anunciados na segunda-feira, saíram ainda Nélson Semedo e André Gomes (FC Barcelona), João Cancelo (Valência), Antunes (Getafe), Rolando (Marselha), Luís Neto (Fenerbahçe), Rúben Neves (Wolverhampton), Sérgio Oliveira (FC Porto), Paulinho (Sporting de Braga) e Rony Lopes (Mónaco).

Na fase final do Mundial de 2018, que se realiza na Rússia, de 14 de junho a 15 de julho, Portugal está integrado no Grupo B, defrontando Espanha (15 de junho, em Sochi), Marrocos (20 de junho, em Moscovo) e Irão (25 de junho, em Saransk). Alfa/Lusa.

Lista dos 23 convocados:

– Guarda-redes: Anthony Lopes (Lyon, Fra), Beto (Goztepe, Tur) e Rui Patrício (Sporting).

– Defesas: Bruno Alves (Rangers, Esc), Cédric (Southampton, Ing), José Fonte (Dalian Yifang, Chn), Mário Rui (Nápoles, Ita), Pepe (Besiktas, Tur), Raphaël Guerreiro (Borussia Dortmund, Ale), Ricardo Pereira (FC Porto) e Rúben Dias (Benfica).

– Médios: Adrien Silva (Leicester, Ing), Bruno Fernandes (Sporting), João Mário (West Ham, Ing), João Moutinho (Mónaco, Fra), Manuel Fernandes (Lokomotiv Moscovo, Rus) e William Carvalho (Sporting).

– Avançados: André Silva (AC Milan, Ita), Bernardo Silva (Manchester City, Ing), Cristiano Ronaldo (Real Madrid, Esp), Gelson Martins (Sporting), Gonçalo Guedes (Valência, Esp) e Ricardo Quaresma (Besiktas, Tur).

Os 23 da França para a Rússia

O selecionador francês, Didier Deschamps, anunciou nesta quinta-feira os 23 convocados para o Mundial 2018, que se realiza na Rússia.

Destaque para a chamada de Benjamin Mendy, jogador do Manchester City, que passou grande parte da temporada lesionado mas que, ainda assim, merece a confiança de Deschamps, e para as ausências de Anthony Martial, do Manchester United, Payet, do Marselha, e Lacazette, do Arsenal.

A França integra o grupo C da prova, juntamente com a Austrália, o Perú e a Dinamarca.

Lista dos 23 da Seleção Francesa :

Guarda-redes (3) : Hugo Lloris (Tottenham/ANG), Steve Mandanda (OM), Alphonse Areola (PSG).

Defesas (8) : Djibril Sidibé (Monaco), Benjamin Pavard (Stuttgart/ALL), Samuel Umtiti (FC Barcelone), Raphaël Varane (Real Madrid), Presnel Kimpembe (PSG), Adil Rami (OM), Benjamin Mendy (Man. City/ANG), Lucas Hernandez (Atlético de Madrid/ESP).

Médios (5) : Paul Pogba (Man. United/ANG), Corentin Tolisso (Bayern Munich/ALL), Blaise Matuidi (Juventus Turin/ITA), Ngolo Kanté (Chelsea/ANG), Steven Nzonzi (Sevilha FC/ESP)

Atacantes (7) : Antoine Griezmann (Atlético de Madrid/ESP), Olivier Giroud (Chelsea/ANG), Kylian Mbappé (PSG), Ousmane Dembélé (FC Barcelona/ESP), Florian Thauvin (OM), Nabil Fekir (Lyon), Thomas Lemar (Monaco).

Ciência : Foi o frio que moldou a espécie humana

Investigador espanhol defende que as baixas temperaturas também influenciaram a cultura e a história.

O clima é o motor da evolução desde que a vida surgiu na Terra há 3,5 milhões de anos, afirma um investigador espanhol que defende que foi o frio que moldou os humanos.

Num livro chamado « Homo Climaticus », que lançou em Espanha, José Enrique Campillo indica que as eras glaciares alternadas com aquecimentos globais quase levaram à extinção da vida, mas também permitiram « a solução mais versátil e eficaz para a sobrevivência: o cérebro ».

« O clima criou o cérebro humano, que é um produto do frio e é a ferramenta que nos permitiu superar a maior parte das adversidades climáticas », disse o autor à agência Efe.

A cultura e a história também foram influenciadas da mesma forma determinante, como no caso em que o frio « foi o único inimigo a que Roma não foi capaz de fazer frente ».

O auge do império aconteceu durante uma época de aquecimento global « superior ao atual » e decaiu quando o clima arrefeceu, trazendo a fome e levando as tribos bárbaras do norte a descer para conquistar a península que é hoje Itália, que com os rios congelados tinham caminho aberto para atravessar a Europa.

Alguns séculos mais à frente, entre 1783 e 1784, o vulcão islandês Laki entrou em erupção e espalhou cinzas e gases tóxicos que atravessaram o Atlântico e chegaram à Europa, « envenenando o ar, aumentado o desastre agrícola e pecuário » que já se verificava.

« A mistura de baixas temperaturas, a fome, o caos civil e a iluminação filosófica » combinaram-se para a Revolução Francesa surgir uns anos mais tarde, em 1789, argumenta o autor.

Campillo sugere que « o homem sobreviveu a alterações climáticas mais severas » do que a que se verifica hoje, considerando que se trata de « um fenómeno natural que está a ser influenciado de forma significativa pelos humanos, algo que acontece pela primeira vez na história do planeta ».

As consequências da intervenção humana no clima « são imprevisíveis », e a única coisa de que se pode ter certeza é que « o futuro pertence às bactérias », que sobreviverão à extinção dos seres humanos, « condenados a desaparecer ».

 

Alfa/LUSA/DN

Portugal tem 390 praias com “Qualidade de Ouro” para a época balnear – Quercus

 A associação ambientalista Quercus atribuiu este ano a classificação “Qualidade de Ouro” a 390 praias portuguesas, menos seis do que em 2017, num total de 640, foi hoje anunciado.

“O concelho com maior número de praias com ‘Qualidade de Ouro’ é Albufeira com 22 praias, seguido de Almada com 17, Vila Nova de Gaia com 16, Vila do Bispo com 13, e Torres Vedras com 12”, revelou a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza em comunicado.

Das estâncias balneares classificadas este ano, “342 são praias costeiras, 39 são praias interiores e nove são de transição”, indicou a associação ambientalista, acrescentando que, “em comparação com 2017, há menos nove praias costeiras galardoadas, existem mais três praias interiores e igual número de transição”.

“Nos Açores foram distinguidas 39 praias (mais uma em relação a 2017), na Madeira foram distinguidas 19 praias (igual a 2017), e em Portugal continental 332 (menos sete do que em 2017)”, apurou a Quercus, explicando que a identificação das águas balneares classificadas como tendo “Qualidade de Ouro” é feita com base na informação pública oficial disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), tendo “apenas em consideração as análises efetuadas nos laboratórios das diferentes Administrações Regionais Hidrográficas”.

Neste sentido, as 390 praias identificadas com “Qualidade de Ouro” cumprem com os critérios de “qualidade da água excelente nas cinco últimas épocas balneares, de 2012 a 2017” e de “todas as análises realizadas, sem exceção, na última época balnear (de 2017) deverão apresentar valores inferiores a 100ufc/100ml para os Enterococos intestinaise, inferiores a 250ufc/100ml para a Escherichia coli e, para águas interiores, 200ufc/100mle 500ufc/100ml, respetivamente”.

“O objetivo da Quercus é realçar as praias que ao longo de vários anos (cinco, neste caso), apresentam sistematicamente uma água balnear de qualidade excelente (tendo em conta a classificação da legislação em vigor) e que, nesse sentido, oferecem assim uma maior fiabilidade no que respeita à qualidade da água”, afirmou a organização ambientalista, referindo que todos os municípios nacionais, com praias galardoadas, podem solicitar a impressão da respetiva bandeira “Praia com Qualidade de Ouro”.

O hastear da primeira bandeira “Praia Qualidade de Ouro” vai realizar-se na praia da Pampilhosa da Serra, em data oportunamente a definir, avançou a Quercus.

A época balnear deste ano começou na terça-feira, porém “a maioria das praias inicia a época balnear a partir de 01 de junho”, informou a associação ambientalista.

Alfa/Lusa.