Sporting escorrega em Guimarães, nevoeiro adia jogo do FC Porto

Um empate do Sporting por 4-4 na visita ao Vitória SC, ditou a subida, à condição, dos ‘leões’ à liderança isolada do campeonato, pois a visita do FC Porto ao Nacional foi adiada devido ao nevoeiro.

O Sporting comanda com 41 pontos em 17 jogos, mais um do que o FC Porto, com uma partida a menos, tal como o Benfica, terceiro, com 38, e que no sábado pode colar-se ao comandante, caso vença na receção ao Sporting de Braga, quinto, com 28.

No regresso do treinador Rui Borges à Cidade Berço, agora defrontando a sua antiga equipa, no que foi o seu segundo encontro pelo Sporting, após triunfo por 1-0 sobre o Benfica, os verde e brancos desperdiçaram vantagem de 1-3, porém também resgataram um ponto, pois sofreram a reviravolta e igualaram já no derradeiro suspiro, aos 90+6.

Num jogo muito intenso, Viktor Gyökeres ainda conseguiu um ‘hat-trick’ (02, 14 e 37 minutos), porém os minhotos, sem nunca se renderem, lutaram acerrimamente pelos pontos e foram premiados com três tentos em cerca de 15 minutos, embora o sabor a fel no lance final: nenhuma das equipas ficou satisfeita pelo resultado.

Tiago Silva tinha igualado aos sete minutos, Kaio César (69), João Mendes (82) e Michel (85) tinham virado o resultado de 1-3 para 4-3, porém Francisco Trincão ainda igualou, aos 90+5.

O Vitória de Guimarães é sexto, com 25 pontos, mas com a amargura desta época ter deixado fugir já quatro triunfos ‘cantados’ já nos descontos, em casa com o Boavista, Nacional e Sporting, e na derradeira jornada em casa do Farense, aos 90+8, na estreia de Daniel Sousa.

Na Madeira, e à semelhança do que já tinha acontecido com o Benfica, a partida entre o Nacional e o FC Porto foi suspensa e adiada, no caso para 15 de janeiro, às 18:00 (em Paris).

Depois de uma primeira pausa, aos sete minutos, o embate foi interrompido, definitivamente, aos 15 minutos, com o resultado ainda em 0-0, com o árbitro Tiago Martins, da Associação de Futebol do Lisboa, a cumprir um período de espera regulamentar, conforme previsto nos regulamentos da Liga, mas sem se verificaram condições para o desafio ser retomado.

 

Resultados da 17ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 03 jan:

Vitória de Guimarães – Sporting, 4-4 (1-2 ao intervalo)

 

– Sábado, 04 jan:

Moreirense – AVS, 16:30

Benfica – Sporting de Braga, 19:00

Boavista – Arouca, 21:30

 

– Domingo, 05 jan:

Santa Clara – Farense, 16:30

Casa Pia – Famalicão, 19:00

Estrela da Amadora – Estoril Praia, 21:30

 

– Segunda-feira, 06 jan:

Gil Vicente – Rio Ave, 21:15

 

– Quarta-feira, 15 jan:

Nacional – FC Porto, 18:00 (jogo interrompido aos 15 minutos devido ao nevoeiro)

 

Com Agência Lusa.

EUA/Terrorismo. Lusodescendente de 25 anos entre as vítimas do atentado de Nova Orleães

Lusodescendente de 25 anos entre as vítimas do atentado de Nova Orleães. Foto publicada em Portugal pelo Diário de Notícias

 

Uma das vítimas do ataque com um veículo em Nova Orleães, que fez pelo menos 14 mortos na quarta-feira, é um lusodescendente de 25 anos, noticiou na quinta-feira o Jornal Luso-Americano, citado pela agência Lusa.

Este jornal publicou no seu sítio na Internet, citando fontes familiares, que Matthew Tenedório, de 25 anos, era filho do emigrante português Luís Tenedório e neto paterno dos emigrantes João e Dalila Tenedório, naturais de Vila Nova de Cerveira, distrito de Viana do Castelo.

Matthew Tenedório estava no local e foi baleado pelo autor do ataque, que depois de atropelar dezenas de pessoas também efetuou disparos, antes de ser abatido pela polícia.

Ainda de acordo com o Jornal Luso-Americano, Matthew Tenedório, que nasceu em Huntington, Long Island, no Estado de Nova Iorque, esteve num jantar para celebrar o Ano Novo com os pais e decidiu ir com amigos para a Bourbon Street, onde ocorreu o ataque.

Quer Matthew, quer o pai, Lou Tenedório, eram técnicos de audiovisual no Superdome and Smoothie King Center, uma arena no centro da cidade de Nova Orleães, destacou também este jornal.

A equipa de futebol americano de Nova Orleães, New Orleans Saints, transmitiram as condolências à família pela morte de Matthew Tenedório, frisando que era um « membro valiosos » da equipa de produção de vídeo ».

« Matthew era jovem, talentoso e tinha um futuro brilhante, ajudando a produzir conteúdos de qualidade quer para os New Orleans Saints e Pellicans [basquetebol] », pode ler-se.

O ataque ao longo da Bourbon Street matou 14 pessoas, juntamente com o autor do atentado Shamsud-Din Jabbar.

O FBI (polícia federal norte-americana) alterou na quinta-feira a sua avaliação inicial, referindo agora que este veterano do Exército agiu sozinho, após ter dito que possivelmente tinha coordenado o ataque com outras pessoas.

Esta força policial revelou ainda que Shamsud-Din Jabbar, cidadão norte-americano do Texas, publicou cinco vídeos na sua conta de Facebook nas horas anteriores ao ataque em que proclamava o seu apoio ao Estado Islâmico (EI).

Foi o ataque mais mortífero inspirado pelo EI em solo norte-americano em vários anos, revelando o que as autoridades federais alertaram ser uma ameaça ressurgente do terrorismo internacional.

Ocorreu também numa altura em que o FBI e outras agências de segurança se preparam para uma mudança de liderança – e prováveis mudanças políticas – após a tomada de posse da administração do Presidente eleito Donald Trump.

O FBI continua a procurar pistas sobre Jabbar, de 42 anos, mas disse que, um dia após o início da investigação, estava agora confiante de que não foi ajudado por mais ninguém no ataque.

Os planos de ataque incluíam também a colocação de bombas rudimentares no bairro, numa aparente tentativa de causar mais carnificina, disseram as autoridades.

Jabbar ingressou no Exército em 2007, servindo no ativo nas áreas dos recursos humanos e da tecnologia da informação e foi destacado para o Afeganistão de 2009 a 2010. Foi transferido para a Reserva do Exército em 2015 e saiu em 2020 com o posto de sargento.

Morreu o artista Pedro Falcão ‘Donfalcon’ aos 50 anos

O artista português Pedro Falcão, cantor, autor e compositor faleceu na noite do 31 de dezembro, vitima de uma paragem cardiorrespiratória.

 

Conhecido pelo nome de artista ‘DonFalcon’, Pedro Falcão tinha celebrado o seu 50° aniversário a 2 dezembro. Natural da Costa da Caparica, residia na região de Paris em França há mais de 20 anos onde se dedicava, entre outras coisas, ao ‘RAP’.

Cantor, autor, compositor e produtor musical, Pedro Falcão era um amigo da Rádio Alfa e era reconhecido pela sua capacidade de mesclar a música tradicional portuguesa com elementos contemporâneos e pela sua ligação profunda com as questões e vivências dos emigrantes portugueses.

 

A direção da Rádio Alfa e todos os seus colaboradores apresentam as mais sinceras condolências a toda a família e amigos.

 

 

 

 

Aqui fica uma carta dos filhos de Pedro Falcão, Natacha e Dilan, no sentido de poderem contribuir com uma pequena ajuda financeira.

A todos,

Como muitos de vocês já sabem, temos a triste responsabilidade de anunciar o falecimento do nosso pai, Pedro Falcão, ocorrido no dia 31 de dezembro de 2024.

Hoje, enfrentamos a difícil tarefa de organizar seu funeral. Infelizmente, meu irmão e eu não temos os meios financeiros para oferecer a ele um funeral digno de sua memória.

Por isso, decidimos criar uma ‘vaquinha’ no Leetchi para que aqueles que desejarem e puderem nos apoiar tenham essa oportunidade.

Obrigado pelo seu apoio e pelo seu amor a sua mémoria.

Natacha e Dilan

 

Pode clicar aqui.

António Costa recebido em Belém. « Muito bem-disposto », disse o PR ao ex-PM

PR Marcelo recebeu Costa em Belém para audiência seguida de almoço.

Enquanto atravessavam a sala, lado a lado, o ex-primeiro-ministro perguntou a Marcelo Rebelo de Sousa se estava bem-disposto. « Muito bem-disposto », respondeu o Presidente da República

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu hoje, cerca das 12:35, o presidente do Conselho Europeu e anterior primeiro-ministro, António Costa, no Palácio de Belém, para uma audiência seguida de almoço.

De acordo com a Presidência da República, o objetivo deste encontro é os dois poderem discutir assuntos internacionais e europeus.

À chegada ao Palácio de Belém, em Lisboa, António Costa foi recebido pelo chefe de Estado na Sala das Bicas, perante a comunicação social.

Enquanto atravessavam a sala, lado a lado, o ex-primeiro-ministro perguntou a Marcelo Rebelo de Sousa se estava bem-disposto. « Muito bem-disposto », respondeu o Presidente da República.

2025. PR Marcelo apela a solidariedade institucional que garanta estabilidade – Portugal, política

Presidente da República apela a solidariedade institucional que garanta estabilidade em 2025. Mensagem de Ano Novo

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, alertou para a necessidade de solidariedade institucional e cooperação estratégica em 2025, que garanta que o país tem estabilidade e previsibilidade no ano que hoje começa.

« Precisamos que o bom senso que nos levou a reforçar a solidariedade institucional e até a cooperação estratégica entre órgãos de soberania, nomeadamente Presidente da República e primeiro-ministro, prossiga, e que nos levou também a aprovar os orçamentos 2024 e 2025, continue a garantir estabilidade, previsibilidade e respeito cá dentro e lá fora », afirmou o chefe de Estado na tradicional mensagem de Ano Novo, a partir do Palácio de Belém.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que é preciso « renovar a democracia, não a deixar envelhecer », no que toca à « juventude, no papel da mulher, no combate à corrupção, na construção da tolerância e do diálogo, na recusa da violência pessoal, doméstica, familiar e social, na capacidade das forças políticas, económicas e sociais, mas também do sistema de justiça, mas também na administração pública, para se virarem para o futuro, para melhor servirem a comunidade ».

Nesta mensagem, de cerca de oito minutos, o Presidente da República pediu mais combate a pobreza, afirmando que « a pobreza, os dois milhões de portugueses, é um problema de fundo estrutural que a democracia não conseguiu resolver ».

Apontando que em 2024 Portugal assinalou os 50 anos da revolução de 25 de Abril de 1974 e o centenário do nascimento de Mário Soares, o chefe de Estado afirmou que os portugueses não querem « perder nem liberdade nem democracia », mas perceberam que « um ciclo se fechou, de 50 anos, e evocar Abril é olhar para o futuro, não é repetir o passado ».

« Precisamos de mais igualdade social e territorial, precisamos de ainda mais educação, de melhor saúde, de melhor habitação. Para isso precisamos de qualificar mais os recursos humanos, inovar mais, competir com mais produtividade, continuar a antecipar e bem no domínio da energia limpa, no domínio do digital, na tecnologia de ponta, mas não deixar que se aprofunde o fosso, a distância, entre os jovens que avançam e os que o não podem fazer, entre os jovens que avançam e aqueles de mais de 55, 60, 65 anos, que cada vez mais entram em becos com poucas ou nenhumas saídas », alertou.

E resumiu: « Numa palavra, uma economia que cresça e possa pagar melhor e aumentar os rendimentos dos portugueses, assim corrigindo também as suas desigualdades ».

O Presidente da República alertou que é preciso que « os números económicos e financeiros, vindos do passado próximo, naquilo que tiveram e têm de positivo, e confirmados no presente, se consolidem e acentuem ».

Marcelo insistiu também na aplicação dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

« Precisamos que os 16 mil milhões do PRR que temos para gastar nos próximos dois anos sejam mesmo usados e façam esquecer os 6.300 milhões que gastámos, que usámos, no mesmo tempo ou ainda maior, até hoje », reforçou, defendendo que Portugal tem de ficar « mais preparado para enfrentar as aceleradas mudanças na Europa e no mundo ».

« Precisamos de afirmar a atualidade da visão universal de Camões, tão lembrado e a justo título este ano. Ser português é ser universal. Isto é decisivo na nossa identidade nacional », salientou.

Nesta que foi a oitava e penúltima mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto chefe de Estado, referiu-se também às eleições autárquicas, afirmando que « o povo será o juiz supremo da resposta perante tantos desafios ».

« Eu acredito na vontade experiente e determinada do povo português, eu acredito nos portugueses, eu acredito, como sempre, em Portugal », afirmou.

O Presidente da República disse também que os portugueses aprendem « com tudo e todos, com todos » e não têm « o monopólio da verdade », nem deitam « nada fora ».

« Guardamos para a nossa memória coletiva de séculos », acrescentou.

Terrorismo. Mortos e vários feridos em atropelamento em Nova Orleães (EUA)

Pelo menos 10 mortos e 30 feridos em atropelamento em Nova Orleães

 

Pelo menos dez pessoas morreram e 30 ficaram hoje feridas depois de um veículo se ter dirigido contra uma multidão na Bourbon Street, em Nova Orleães, de acordo com a agência de emergências da cidade norte-americana.

A polícia de Nova Orleães disse anteriormente que estava a responder a um incidente com vítimas em massa, incluindo vítimas mortais. A agência de emergências NOLA Ready aconselhou as pessoas a manterem-se afastadas da zona.

Os feridos foram transportados para cinco hospitais locais.

O incidente ocorreu no final das celebrações do Ano Novo em Nova Orleães e horas antes do pontapé de saída do AllState Bowl, um jogo de futebol americano universitário realizado no Caesars Superdome, na cidade, com a presença esperada de milhares de pessoas.

Os meios de comunicação social norte-americanos citaram várias testemunhas que afirmaram que um camião se dirigiu a alta velocidade contra uma multidão na Bourbon Street, tendo o condutor saído e começado a disparar uma arma e a polícia respondido aos tiros.

2025. PR Macron fala em ano de recuperação coletiva e estabilidade e reconhece erro da dissolução

Na sua mensagem de Ano Novo, o Presidente Emmanuel Macron antecipou um ano de recuperação coletiva e estabilidade e fez ‘mea culpa’ pela dissolução do parlamento.

Na sua intervenção, o Presidente francês admitiu que a dissolução do parlamento, decidida em junho, trouxe mais divisões do que soluções para os franceses e gerou « mais instabilidade do que serenidade ».