Euro2024: Portugal perde com Croácia no segundo jogo de preparação

A seleção portuguesa de futebol perdeu hoje com a Croácia, por 1-2, no segundo jogo de preparação para o Euro2024, no regresso, 10 anos depois, ao Estádio Nacional, em Oeiras.

Depois do triunfo no primeiro particular frente à Finlândia (4-2), a seleção lusa viu hoje os croatas marcarem por intermédio de Modric, aos oito minutos, de penálti, e por Budimir, aos 56, enquanto Diogo Jota marcou o golo de Portugal, aos 48.

Depois do segundo desaire sob o comando de Roberto Martínez, Portugal tem ainda mais um jogo antes de viajar para a Alemanha, país que vai organizar o Europeu entre 14 de junho e 14 de julho, defrontando a República da Irlanda, na terça-feira, em Aveiro.

No Euro2024, Portugal vai disputar o Grupo F, juntamente com República Checa (18 de junho, em Leipzig), Turquia (22, em Dortmund) e Geórgia (26, em Gelsenkirchen).

 

Com Agência Lusa.

Marcelo e Montenegro comemoram Dia de Portugal, na Suiça

10 Junho/Dia de Portugal: Muitos emigrantes na Suíça com regresso ‘forçado’ a Portugal após reforma

Muitos dos portugueses que rumaram à Suíça no ‘pico’ da emigração na década de 1980 e atingiram entretanto a idade de reforma regressam a Portugal, e nem sempre pelo simples desejo de voltar a ‘casa’, mas por constrangimentos económicos.

A Suíça, o país estrangeiro escolhido para a “dupla comemoração” do 10 de Junho este ano, com a presença do Presidente da República e do primeiro-ministro nas celebrações previstas para terça e quarta-feira, alberga a segunda maior comunidade de emigrantes portugueses na Europa e no mundo, mas aqueles que protagonizaram a grande vaga migratória do final dos anos 1970, início dos anos 80, representam hoje apenas uma ínfima parte dos cerca de 260 mil residentes com cartão de cidadão português: apenas 2,8% têm mais de 65 anos.

Em declarações à Lusa, o coordenador científico do Observatório da Emigração, Rui Pena Pires, sublinha precisamente que, “olhando para os dados, há algo que chama a atenção, que é o facto de, apesar de continuar a haver emigração para a Suíça, e em números significativos todos os anos, a população nascida em Portugal a residir na Suíça tem vindo a diminuir, o que só é possível por haver neste momento mais regressos para Portugal do que saídas” para o país helvético.

“Tendo em conta que a emigração portuguesa para a Suíça já foi maior no passado, era expectável que estivesse a haver um envelhecimento desta população, e o facto de isso não se estar a verificar indicará que uma parte importante dos regressos se faz depois da reforma”, assinala.

Quem tem estudado esta questão em profundidade é a socióloga Liliana Azevedo, investigadora associada do Observatório, especializada em migração de regresso e envelhecimento e mobilidade, e autora de uma tese de doutoramento intitulada “Partir ou ficar? Transição para a reforma e migração de regresso de casais portugueses na Suíça”.

Em entrevista à Lusa, a socióloga, ela própria atualmente radicada na Suíça – é investigadora de pós-doutoramento na Universidade de Neuchâtel –, explica que o número significativo de portugueses que optam por regressar a Portugal quando deixam de trabalhar na Suíça deve-se a uma conjugação de múltiplos fatores, mas admite que “o próprio sistema social, de pensões e de saúde” na Suíça “acaba por ser um constrangimento à decisão de ficar, porque a quebra de rendimentos é substancial, tornando-se complicado chegar ao final do mês”.

Assinalando que a emigração portuguesa de trabalho para a Suíça teve início de forma muito lenta e tímida ainda nos anos 1960, cresceu progressivamente nos anos 70, “mas foi realmente nos anos 80, ou seja, há cerca de quatro décadas, que se avolumou e a Suíça se tornou um destino importante”, Liliana Azevedo explica que aqueles que vieram, jovens, durante esse ‘pico’, foram ficando, “muitas vezes por causa dos filhos que entretanto começaram a estudar, outros porque avaliaram que não valia a pena voltar a Portugal com 50 anos e mais valia esperar pela reforma”.

“Acontece que esses emigrantes, quatro décadas depois, chegam à idade de reforma, e na última década temos assistido, de facto, a um maior regresso a Portugal de pessoas em idade de reforma”, que, para muitos dos portugueses, é em torno dos 60 anos, já que trabalharam em setores com profissões perenes, como o da construção civil.

Admitindo que há “um conjunto de pessoas que sempre pensaram em voltar, mais cedo ou mais tarde”, a investigadora aponta que há, contudo, também um número significativo de emigrantes que foram permanecendo na Suíça muito além do objetivo inicial de “alguns anos”, por variadíssimas razões – “porque se integraram perfeitamente, porque mudaram os seus projetos migratórios, porque entretanto nasceram netos, e porque os laços com Portugal foram-se distendendo, pois os seus pais em Portugal faleceram ou a família, irmãos e irmãs, estão espalhados por vários países, e há um apelo menos forte para regressar”.

No entanto, muitos destes portugueses acabam mesmo por regressar quando deixam o mercado de trabalho, “momento em que repensam a sua vida”, e entra em cena então um fator que se tem revelado preponderante para a sua decisão de regressar ao país de origem, o financeiro, até porque muitos têm casa em Portugal, e “na Suíça, contrariamente aos casos do Luxemburgo e França, a camada mais velha de emigrantes raramente acederam à propriedade”, vivendo em muitos casos em apartamentos ao longo de décadas.

Mas um dos fatores que tem mais peso na decisão de regressar a Portugal é o complexo sistema de pensões que se pratica na Suíça, e de forma muito distinta dependendo do cantão, mas que invariavelmente se revela insuficiente para os portugueses permanecerem neste país, com um elevado custo de vida.

Liliana Azevedo explica que o sistema de pensões assenta em diferentes pilares, não só a carreira contributiva mas também, por exemplo, a chamada previdência profissional, um complemento, e, para aceder a todos os benefícios, é preciso preencher uma série de requisitos que muitos portugueses não preenchem, por variadas razões, como o facto de uma parte considerável de emigrantes terem acumulado trabalhos em tempo parcial, em muitos casos trabalho informal, sendo designadamente o caso das mulheres que emigraram na década de 1980, quando “a única via de inserção, ao abrigo do antigo regime migratório, era através das limpezas”.

“A maior parte dos portugueses [reformados] não chegam aos dois mil euros por mês, muitos só têm 1.500 euros, 1.300 euros”, manifestamente insuficiente para viver na Suíça, explica.

Por outro lado, outro fator com muito peso na hora de os emigrantes acima dos 60, 65 anos decidirem permanecer ou voltar é o do acesso aos cuidados de saúde, dos quais muitos necessitam nesta idade após uma vida laboral muitas vezes iniciada na adolescência, e “na Suíça não há sistema nacional de saúde, mas sim seguros privados de saúde, que são obrigatórios”, com custo variado, mas que em regra representa, “no mínimo, 500 ou 600 euros mensais por membro do casal”.

Deste modo, “para se manterem na Suíça” após atingirem a reforma, muitos emigrantes portugueses sabem que “consumirão todo o capital poupado ao longo da vida ativa”, em vez de o deixar de herança aos filhos, por exemplo.

“Quando atingem a reforma e fazem contas à vida, decidem regressar, pois o nível baixo das pensões relativamente ao elevado custo de vida e um sistema de saúde bastante caro vai consumir parte substancial das poupanças, delapidando todo o capital acumulado ao longo da vida”, sintetiza a socióloga.

Alfa/ com Lusa (adaptação Alfa)

Cônsul-Geral, Carlos Oliveira de partida de Paris: Entrevista de balanço no Passagem de Nível de 09/06

ADENDA ao programa « Passagem de nível » de domingo, 9 de junho das 12h00 às 14h00

-O Cônsul-Geral de Portugal em Paris, Carlos Oliveira, vai deixar o seu cargo em Paris e fará o balanço dos seus quatro anos no posto da capital francesa, em directo na Rádio Alfa, no quadro do programa de Artur Silva.

Artur Silva - Passagem de NÍvel
Podcast – Passagem de Nível

-A entrevista, integrada no Passagem de Nível, terá igualmente redifusão na noite de 3ª para 4a feira, entre as 0h00 e as 2h00

« Mon rêve c’est de faire un ‘Marrakech du Rire’ au Portugal » – Mike Desa

À la ville comme à la scène, Mike Desa nous embarque avec son sourire contagieux à la recherche des nouvelles frontières du rire. L’humoriste franco-portugais est un volcan d’ambitions qui n’est pas prêt de s’éteindre.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 07 juin 2024 :

 

Mike Desa s’est lancé dans le stand-up en 2020. Le jeune homme de 30 ans est à l’origine du Portugal Comedy Club. Le concept ? Une soirée pendant laquelle tous les humoristes présents doivent proposer un sketch de trois minutes sur le Portugal ou tout autre pays lusophone (l’Angola, le Brésil, le Cap-Vert, la Guinée-Bissau, le Mozambique, São Tomé-et-Príncipe et le Timor oriental). « Vous faire voyager moins cher que la moins chère des compagnies low-cost mais avec la qualité et le service en plus » selon l’organisation.

Le projet est né d’une rencontre avec Jamel Debbouze. Il ne devait durer que quatre dates mais cela fait maintenant deux ans que tous les mois le Portugal Comedy Club se tient dans les murs du Jamel Comedy Club. Un projet inédit qu’aucune autre communauté en France n’a réussi à mettre en place.

En plus du Portugal Comedy Club, Mike Desa est « en rodage » avec son nouveau spectacle. Sur scène, l’humoriste enchaîne les anecdotes sur lui, sa famille, son milieu. Avec un storytelling interactif, il ose l’autodérision et fait tomber les préjugés et les clichés pour que chacun puisse se sentir concerné. Un spectacle généreux qu’il joue samedi 8 juin à 21h30 à l’Appart’ de la Villette.

L’humour a de l’avenir ! Impossible d’en douter en écoutant l’entretien exclusif que Mike Desa donne à l’ALFA 10/13.

Didier Caramalho

Europeias em França onde tudo indica que Lepenistas vão vencer. Entrevistas com 3 candidatos luso-franceses

Em França, as listas nacionalistas do partido de Marine le Pen estão largamente à frente nas sondagens

Europeias: Candidatos luso-franceses veem eleição como crucial para UE – reportagem da Lusa

 

Os candidatos às eleições europeias de origem portuguesa em França concordam na importância do escrutínio de domingo para o futuro da União Europeia (UE), com os de centro-direita e esquerda preocupados com a prevista ascensão da extrema-direita.

Em França, maior comunidade da diáspora portuguesa, vários portugueses e lusodescendentes ocupam cargos políticos de relevo, caso de Camille dos Santos de Oliveira, filha de pai português, que é delegada departamental na região de Creuse (a sul de Paris) e número 74 da lista do partido União Nacional (RN), da extrema-direita. Embora se considere “plenamente francesa”, orgulha-se das suas raízes portuguesas.

“Tenho profunda admiração pelo caminho percorrido pelos meus avós e pelo meu pai (…) conseguiram integrar-se e contribuir ativamente para a sociedade francesa », disse a candidata em entrevista à Lusa.

Para Camille dos Santos de Oliveira, os franceses sentem-se “cada vez mais privados das suas escolhas a nível nacional, que são muitas vezes a consequência de escolhas europeias e da sobreposição de leis francesas e europeias”.

As eleições europeias de domingo “são um momento crucial” para o país, oportunidade para “mudar a governação da Europa” e “garantir que a França continue a ser a França”, preservando a sua identidade e soberania, afirmou a candidata nas listas da RN, lideradas por Jordan Bardella, que em todas as sondagens têm perto de 15 pontos de vantagem sobre o partido do Presidente Emmanuel Macron.

Já Rosa André, vereadora municipal de Saint-Germain-en-Laye (a oeste de Paris) e número 33 da lista presidencial Besoin d’Europe, nasceu em Portugal e, por isso, considera-se “duplamente europeia” e defensora de uma « Europa forte e unida, segura e independente ».

« Quando eu tinha quinze anos, Portugal entrou na União Europeia e eu vi o meu país de origem transformar-se graças à Europa e isso ficou gravado em mim: porque a Europa é um formidável terreno de oportunidades e de liberdade », disse Rosa André à Lusa.

Embora considere não estar em posição elegível, para Rosa « isso não importa », o importante é dar voz aos valores que acredita: « a força da Europa, o humanismo, a responsabilidade”.

Questionada sobre as sondagens, que indicam o segundo lugar para o seu partido, liderado por Valérie Hayer (16% nas sondagens), Rosa acredita que estas “representam uma reação à situação política francesa, interna à França, mas os franceses gostam da Europa e precisam da Europa e não vão deixar perder tudo pelo qual lutaram até agora”.

“São as eleições europeias mais importantes porque por todas as partes vimos correntes que atacam as fundações da Europa, correntes de extrema-direita que exploram as dificuldades que enfrentamos, e tentam desunir-nos e temos que resistir agora mais do que nunca”, acrescentou.

João Martins Pereira, vice-presidente dos Jovens Socialistas Europeus e número 47 da lista de esquerda do Partido Socialista-Place Publique, de Raphaël Glucksmann (14,5% nas sondagens), defende “um projeto radicalmente europeu, social e ecologista, feminista, que responde às necessidades e aos anseios dos franceses e dos europeus”.

“É um orgulho ser português nesta lista (…) ao lado de camaradas de toda França, e com um programa denso, completo, realista e de profunda transformação da UE”, disse Pereira à Lusa, acrescentando que teve “a sorte de poder contribuir para a redação do programa”.

Enquanto eleito pelo Conselho das Comunidades Portuguesas, na área consular (Paris), Pereira não esquece a comunidade portuguesa e as suas ambições, como uma « melhor cooperação entre Estados, acesso ao mercado do trabalho, acesso ao ensino do português em toda Europa, fim da dupla tributação, acesso aos direitos cívicos e sociais, habitação, acesso ao ensino superior, liberdade de circulação ».

Questionado sobre o crescimento da extrema-direita, Pereira defende que “a reflexão na Europa não deve acabar na noite de 09 de junho” e que estas eleições « são fundamentais para a União Europeia ».

As eleições para o Parlamento Europeu ocorrem entre 06 e 09 de junho, e a França elegerá 81 deputados dos 720 eleitos por todos os países da União Europeia.

« Alô Consulado » (n°12) – Eleições Europeias 2024 – ALFA 10/13

Alô Consulado‘ é uma rubrica mensal do ALFA 10/13. Uma vez por mês, Didier Caramalho recebe Miguel Costa, adido social do Consulado Geral de Portugal em Paris. Desta vez, falou-se nomeadamente das eleições europeias, dois dias antes delas decorrerem.

 

Entrevista conduzida por Didier Caramalho no ALFA 10/13 do dia 7 de Junho de 2024.

Corrupão, O dia em que, pela 1.ª vez na história, um ex-governante português foi condenado à prisão

Caso EDP: Manuel Pinho, ex-ministro, foi condenado a 10 anos de prisão e Ricardo Salgado a seis anos e três meses de prisão.

 

O ex-ministro da Economia Manuel Pinho e o ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) Ricardo Salgado foram ontem condenados a penas de 10 anos e de seis anos e três meses de prisão, respetivamente, no julgamento do Caso EDP.

O coletivo de juízes presidido pela magistrada Ana Paula Rosa, do Juízo Central Criminal de Lisboa, condenou ainda a mulher do ex-governante, Alexandra Pinho, a uma pena de quatro anos e oito meses, suspensa na execução. As penas resultam do cúmulo jurídico das penas aplicadas nas condenações pelos crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento.

O tribunal deu como provada a existência de um pacto corruptivo entre Manuel Pinho e Ricardo Salgado, com vista à defesa e promoção dos interesses do Grupo Espírito Santo (GES) enquanto o primeiro esteve no Governo, entre 2005 e 2009.

Numa leitura resumida do acórdão de cerca de 700 páginas, a juíza-presidente sublinhou ainda que Manuel Pinho e Alexandra Pinho receberam cerca de 4,9 milhões de euros no âmbito das contrapartidas estabelecidas neste acordo.

“Sabia ainda o arguido Manuel Pinho que ao aceitar as vantagens pecuniárias que não lhe eram devidas mercadejava com o cargo público, pondo em causa a confiança pública”, afirmou a magistrada, realçando que Ricardo Salgado e Manuel Pinho “sabiam que lesavam a imagem da República e atentavam contra a confiança do cidadão” com as suas condutas.

Entre os 1.030 factos dados como provados na acusação, a juíza elencou o favorecimento ao GES na atribuição de projetos PIN à Comporta e Herdade do Pinheirinho ou na reversão da decisão da Autoridade da Concorrência sobre a compra da Autoestradas do Atlântico pela Brisa, entre outras situações, além de dar como provada a constituição de sociedades ‘offshore’ para ocultar o património de Manuel Pinho e Alexandra Pinho.

Ana Paula Rosa considerou também “inverosímeis, incoerentes e ilógicas” as declarações de Manuel Pinho em tribunal para explicar as situações que lhe eram imputadas pela acusação do Ministério Público (MP).

“Estas justificações aparecem-nos completamente ilógicas, apenas enquadráveis numa realidade virtual, sem correspondência com a realidade da vida. Analisando as declarações e a prova produzida, o arguido procurou normalizar e branquear as verbas recebidas”, frisou, resumindo que « a atuação do arguido nos cargos e a criação de estruturas financeiras provam a existência de pacto corruptivo entre Manuel Pinho e Ricardo Salgado”.

O tribunal impôs também ao antigo ministro da Economia o pagamento ao Estado de 4,9 milhões de euros, esclarecendo ainda que vai continuar em prisão domiciliária e com os saldos bancários apreendidos e bens móveis arrestados.

Assinalando a “elevada ilicitude” dos factos e o dolo direto dos arguidos, a juíza-presidente justificou a aplicação das penas com as “elevadíssimas exigências de prevenção” e que importa “dar ao cidadão cumpridor um sinal de que essa é a opção que compensa”.

“No caso concreto, a gravidade sai acrescida por ter ocorrido no seio do Governo, mais concretamente no exercício de funções de ministro, a quem competia zelar pelo interesse geral, colocando em causa a confiança do publico na idoneidade do Governo”, referiu, sem deixar de apontar a época de “escândalos financeiros” e de “corrupção das elites”.

Manuel Pinho, em prisão domiciliária desde dezembro de 2021, estava acusado de corrupção passiva para ato ilícito, corrupção passiva, branqueamento e fraude fiscal.

A sua mulher, Alexandra Pinho, respondia por branqueamento e fraude fiscal – em coautoria material com o marido -, enquanto ao ex-banqueiro Ricardo Salgado eram imputados os crimes de corrupção ativa para ato ilícito, corrupção ativa e branqueamento.

Paulo Pisco analisa política do Governo para as Comunidades. Os destaques do Passagem de Nível de 09/06

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo, 9 de Junho 2024. Das 12h00 às 14h00

-O programa do Governo AD para as comunidades portuguesas no estrangeiro analisado por Paulo Pisco, deputado PS pelo Círculo da Europa

-O CDMH (Centre de Documentation sur les Migrations Humaines) do Luxemburgo, está a desenvolver um projecto no bairro Italie “Moving Lusitália”, para recuperar as memórias de vivências antigas, que cruzam diversas nacionalidades entre as quais a portuguesa
Convidada: Heidi Martins, socióloga, coordenadora do projecto

-A situação da população palestiniana da Faixa de Gaza é dramática e as organizações
humanitárias são impedidas de ajudar os civis, enquanto que em Cabo Delgado (Norte de
Moçambique) os ataques terroristas provocaram êxodo dos habitantes
Convidado: Xavier Lauth, Director das operações de SOLIDARITÉS INTERNATIONAL

Mouvements / Movimentos, é a temática da 17ª edição de Parfums de Lisbonne – Festvival d’urbanités croisées entre Lisbonne et Paris, lançamento domingo dia 16 de Junho às 16h00 na Maison du Portugal/Maison do Brasil, Cité Internationale Universitaire de Paris
Convidada: Graça dos Santos, da Companhia de Teatro Cá e Lá, organizadora do evento

-No âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de abril 1974, o município de Houilles (78), organiza, no sábado, dia 15 de junho entre as 10 e as 19h00 – no centro da localidade inteiramente fechado ao trânsito – a Festa de Portugal
Convidado: Julien Chambon, Maire de Houilles

Bévinda, em concerto dia 15 de junho às 20h30 no Théâtre Triton, 11 bis rue du Coq Français, Les Lilas (93), métro Mairie des Lilas

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Artur Silva - Passagem de NÍvel
Podcast – Passagem de Nível

Emissão com redifusão na noite de 3ª para 4a feira, entre as 0h00 e as 2h00

Oficial. Vítor Bruno é o novo treinador do FC Porto

 Agora é oficial, o treinador Vítor Bruno vai orientar o FC Porto nas próximas duas temporadas, substituindo Sérgio Conceição, de quem era seu adjunto há 12 anos, anunciou hoje o terceiro classificado da edição 2023/24 da I Liga portuguesa de futebol.

“Vítor Bruno é o novo treinador do FC Porto. O técnico rubricou um contrato válido até 2026 com o clube que representa desde 2017”, indicaram os ‘dragões’, em comunicado.

O técnico, de 41 anos, tinha sido adjunto dos ‘dragões’ nas últimas sete temporadas e estreia-se agora como treinador principal, na sequência de uma polémica e mediatizada rutura laboral com Sérgio Conceição, cujo percurso técnico acompanhou desde o início.

 

Com Agência Lusa.

« Caso das Gémeas ». Ex-governante Lacerda Sales é arguido. Nomes de PR Marcelo e filho envolvidos

Caso Gémeas: Lacerda Sales constituído arguido

O ex-secretário de Estado da Saúde António Lacerda Sales foi constituído arguido na segunda-feira no âmbito da investigação ao caso das gémeas que foram tratadas no Hospital Santa Maria, disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.

Segundo a mesma fonte, a casa do ex-governante, em Leiria, foi alvo de buscas judiciárias na segunda-feira.

No âmbito do mesmo processo, a Polícia Judiciária (PJ) está hoje a fazer buscas em duas unidades do Serviço Nacional de Saúde (uma delas o Hospital Santa Maria) e em instalações da Segurança Social.

Uma nota do Ministério Publico (MP) divulgada na página do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa, explica que estão em causa factos suscetíveis de configurar « crime de prevaricação, em concurso aparente com o de abuso de poderes, crime de abuso de poder na previsão do Código Penal e burla qualificada ».

Contactada pela Lusa, fonte da Unidade Local de Saúde (ULS) de Santa Maria disse que prestará « toda a colaboração às autoridades » e que esta semana foi enviado à Comissão Parlamentar de Inquérito « um extenso dossiê » com as respostas às questões feitas pelos deputados.

A informação sobre as buscas foi avançada hoje pelo Correio da Manhã e pela CNN Portugal.

Em comunicado, a PJ adianta que são 11 os mandados de busca e que as operações decorrem na Área Metropolitana de Lisboa com a participação de 40 inspetores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, peritos informáticos, magistrados do MP e juízes.

A Polícia Judiciária adianta que nas diligências de hoje se procura recolher equipamento de telecomunicações, informáticos, prova de natureza documental, correio eletrónico.

Em causa está o tratamento em 2020 de duas gémeas residentes no Brasil, que adquiriram nacionalidade portuguesa, com o medicamento Zolgensma. Com um custo total de quatro milhões de euros (dois milhões de euros por pessoa), este fármaco tem como objetivo controlar a propagação da atrofia muscular espinal, uma doença neurodegenerativa.

O caso foi divulgado pela TVI em novembro passado e está ainda a ser investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), tendo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) já concluído que o acesso à consulta de neuropediatria destas crianças foi ilegal.

Também uma auditoria interna do Hospital Santa Maria concluiu que a marcação de uma primeira consulta hospitalar pela Secretaria de Estado da Saúde foi a única exceção ao cumprimento das regras neste caso.

A comissão de inquérito ao caso das gémeas tratadas com o medicamento Zolgensma agendou já o início das audições para 17 de junho, com depoimento do antigo secretário de Estado Adjunto e da Saúde António Lacerda Sales.

Lacerda Sales teve conhecimento do caso de saúde das duas crianças após uma reunião com Nuno Rebelo de Sousa, filho de Marcelo Rebelo de Sousa. Posteriormente terá pedido, através da sua secretária, que se marcasse uma consulta às gémeas no Hospital Santa Maria. As autoridades desconfiam que tenha havido igualmente pressões do filho do Presidente da República junto do Palácio de Belém para abrir portas às consultas e tratamento das gémeas luso-brasileiras.

Alfa/ com Lusa e jornais portugueses

 

Flash Info

Flash INFO

0:00
0:00
Advertising will end in 

Journal Desporto

0:00
0:00
Advertising will end in 

x