Montenegro reitera objetivos de reforçar rede consular e ter português como língua da ONU

Montenegro reitera objetivos de reforçar rede consular e ter português como língua da ONU

O primeiro-ministro reiterou hoje, perante representantes do Conselho das Comunidades Portuguesas, os objetivos de reforçar a rede consular nacional e, em conjunto com o Brasil, fazer com que o português seja língua oficial das Nações Unidas.

Estas linhas de ação do executivo foram transmitidas por Luís Montenegro, durante uma receção que concedeu em São Bento aos conselheiros das comunidades portuguesas, em que também estiveram presentes o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e o secretário de Estado José Cesário.

Com a antiga secretária de Estado social-democrata Manuela Aguiar também presente na sessão, o primeiro-ministro procurou assegurar que o seu Governo está “fortemente empenhado numa relação de grande proximidade com as comunidades portuguesas”.

“O Conselho das Comunidades Portuguesas é uma instituição já muito consolidada, a segunda mais antiga da Europa do género, e é um órgão de consulta que nenhum Governo pode prescindir – e este não vai prescindir seguramente”, acentuou.

Até ao final da legislatura, de acordo com Luís Montenegro, o Governo pretende “dar mais dinamismo e eficácia ao trabalho da rede consular”.

“Estamos a tentar reforçá-la e também aprimorá-la para os próximos anos. É um fator indispensável de apoio às comunidades portuguesas, e de ligação da administração pública portuguesa com as pessoas individualmente consideradas e com as associações e empresas, considerou.

Um segundo objetivo, referiu o primeiro-ministro, é tornar o português língua oficial das Nações Unidas.

“Aproveitei a minha recente passagem pela Assembleia Geral das Nações Unidas [em Nova Iorque], há duas semanas, para interagir com o Presidente do Brasil, Lula da Silva, e aproveitar a disponibilidade que ele já tinha manifestado para podermos apostar na consagração do português como língua oficial das Nações Unidas. Será um passo que, se conseguirmos concretizar, será marcante”, defendeu.

Neste contexto, Luís Montenegro assinalou que o Brasil, “pela sua dimensão, por ter cerca de 220 milhões de cidadãos a falar português, obviamente tem que ter aqui um esforço compatível com essa dimensão”.

“Mas Portugal não está fora da equação – e bem assim todos os países que falam português. Será uma forma de podermos exponenciar o valor que a língua tem para toda esta comunidade”, acrescentou.

Antes do primeiro-ministro, o presidente cessante do Conselho das Comunidades Portuguesas, Flávio Martins, começou por referir que a sua entidade junta empresários, trabalhadores e estudantes de diferentes países onde há portugueses emigrantes.

“Temos confiança no Governo de Portugal. Acreditamos que terá a sensibilidade e a proximidade com as comunidades portuguesas que precisamos. Somos tão portugueses como os portugueses que residem em território nacional. Defendemos Portugal no exterior”, frisou Flávio Martins.

No fim da sessão, os representantes do Conselho das Comunidades Portugueses tiraram uma fotografia de família com Luís Montenegro nas escadas do jardim da residência oficial do primeiro-ministro.

Alfa/ com Lusa

« Mon roman est le premier au Portugal à parler des soldats portugais dans les tranchées de la Flandre » assure José Rodrigues dos Santos

José Rodrigues dos Santos présente Oubliés, publié aux éditions Hervé Chopin. Ce roman nous plonge dans les tranchées de la Flandre française en 1917. Dans cet entretien, l’auteur revient sur la genèse de ce livre, le premier d’une œuvre prolifique comptant aujourd’hui près de trente titres.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 8 octobre 2024 :

 

Pour rappel, 55 000 soldats du Corps Expéditionnaire Portugais ont combattu pendant la Première Guerre mondiale dans la Flandre française. Le Portugal est entré en guerre en 1917, peu de temps après la chute de la monarchie, alors que la République était encore fragile. Les soldats portugais ont tenu la ligne de front pendant l’hiver 1917-1918. La veille de leur retrait, les Allemands, probablement informés de leurs faiblesses, ont lancé une attaque féroce.

La Bataille de la Lys qui s’ensuivit, est considérée comme la plus grande défaite militaire du Portugal depuis celle d’Alcácer-Quibir au Maroc, le 4 août 1578. Pour l’ancien ambassadeur du Portugal en France, Jorge Torres-Pereira, « la bataille de la Lys, pour les Portugais, est l’équivalent de la bataille de Verdun, pour les Français ».

José Rodrigues dos Santos | Oubliés. Hervé Chopin, 576 p., 22,50€
José Rodrigues dos Santos | Oubliés. Hervé Chopin, 576 p., 22,50€

C’est ce moment crucial pour l’histoire du Portugal, et pour celle de la Première Guerre mondiale, que José Rodrigues dos Santos explore dans Oubliés. Il sera d’ailleurs présent à la librairie La Griffe Noire, à Saint-Maur-des-Fossés (94), ce 8 octobre de 17h à 19h, pour présenter cette édition française de son roman culte A Filha do Capitão, publié en 2004 au Portugal.

Sur ce même thème, en 2018, le journaliste Carlos Pereira a réalisé un documentaire intitulé Les Héritiers de la bataille de la Lys. Tourné en avril 2018 lors des cérémonies commémoratives du centenaire de la bataille, le film rassemble les témoignages d’enfants et de petits-enfants d’anciens combattants. Ce documentaire a été présenté au festival international du film d’histoire de Pessac, en novembre 2018.

Didier Caramalho

Propina no Ensino de Português no Estrangeiro acaba no próximo ano letivo – Governo

Propina no Ensino de Português no Estrangeiro acaba no próximo ano letivo – Governo

A propina para a frequência do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE) vai terminar a partir do próximo ano letivo e serão ajustados os horários deste ensino, anunciou hoje o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

José Cesário falava na sessão de abertura da sessão plenária na Assembleia da República do plenário mundial do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), que começou hoje e decorre até quinta-feira, em Lisboa.

O governante manifestou-se desiludido com os resultados recentes do ensino de português no mundo, nomeadamente “a perda de milhares e milhares de alunos na Europa”.

“É algo que não me deixa satisfeito e é uma perda relativamente recente, em parte devido à pandemia que vivemos”, observou.

Para tentar alterar este panorama, o secretário de Estado disse que será eliminada a propina, sobretudo para ao Ensino de Português (EPE), a partir do próximo ano letivo.

“Mas não basta isso. Tem de haver um reajustamento dos horários à realidade das nossas comunidades. As comunidades mudaram, mas os horários na maior parte dos casos estão intocáveis há décadas”, disse.

E anunciou que já deu instruções aos coordenadores para começarem a “trabalhar com os professores e as comunidades no sentido de fazerem esses ajustamentos”.

“Não fico nada descansado ao olhar para o Reino Unido e ver que temos os horários todos à volta de Londres e o resto do Reino Unido praticamente nada tem”, disse.

E prosseguiu: “Não posso aceitar que países como a Dinamarca, Noruega, Suécia, Emirados, onde temos novas vagas de emigração, não tenhamos uma única oferta de ensino do português”.

José Cesário reconheceu que existem “problemas sociais tremendos” a afetar os portugueses e lusodescendentes em algumas partes do mundo, “sobretudo em países que vivem situações de crise”, como a África do Sul, Argentina, Venezuela, algumas áreas do Brasil e também Angola e Moçambique.

“Vamos ter de dar passos muito significativos no sentido de superar estas dificuldades e problemas”, afirmou, sublinhando a importância do envolvimento das associações para se chegar às pessoas afetadas.

E anunciou: “Em breve vamos lançar um novo programa, que está a ser acertado com a Segurança Social que espero venha a conseguir completar o ASIC [Apoio Social a Idosos Carenciados das Comunidades Portuguesas] e o ASEC [Apoio Social a Emigrantes Carenciados das Comunidades Portuguesas], já tradicionais, e que em alguns aspetos estão demasiado burocratizados e espero que seja um programa mais simples e que permita apoiar os mais frágeis”.

O compromisso do Governo com o voto eletrónico em mobilidade, mas desde que garantidas as condições necessárias para tal, foi reiterado nesta intervenção.

Os conselheiros hoje reunidos foram eleitos em 26 de novembro de 2023 e após alterações legislativas que mudaram a sua estrutura, como o número de conselheiros que passou de 80 para 90, embora tenham sido preenchidos apenas 76 lugares.

Neste plenário deverá ainda ser escolhido o presidente do Conselho Permanente (CP) do CCP, que será o novo rosto deste órgão consultivo, sucedendo a Flávio Martins (Brasil), atual deputado do PSD, eleito pelo círculo fora da Europa.

Alfa/ com Lusa

12 e 13 de Outubro. Salão “PARTIR ÉTUDIER À L’ÉTRANGER” / CONFERÊNCIA – EM PARIS

É já no próximo domingo, 13 de Outubro que tem lugar a conferência « Étudier et Faire de la Recherche au Portugal », incluída no salão “Partir Étudier à l’Étranger”, que decorre durante o fim-de-semana.

Esta conferência, marcada para as 11h30, é organizada pela CAP Magellan que tem intensificado o seu trabalho de promoção do ensino superior português, com particular destaque para o «contingente especial destinado aos jovens lusodescendentes e emigrantes portugueses em França», correspondente à “quota dos 7%.”

Trata-se, segundo a organização, de uma ocasião única para os jovens descobrirem as oportunidades de estudo e investigação em Portugal.

Hermano Sanches, coordenador na CAP Magellan da promoção do ensino superior português, fala-nos do interesse desta conferência e do próprio salão:

Hermano Sanches – Conferência e Salão

 

Na conferência será feita uma apresentação do ensino superior português, das modalidades de admissão e das oportunidades existentes no âmbito do programa Erasmus+.

Estão presentes a Agência Nacional Erasmus+ e a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), o Instituto Politécnico de Leiria (IPL), o Instituto Piaget, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e a Cap Magellan.

Não perca, então, o Salão « Partir Étudier à l’Etranger »
Sábado 12, e domingo 13 de Outubro, das 10h às 18h
Porte De Versailles – Pavillon 3.2,
Place de la Porte de Versailles,
PARIS 15

A entrada é gratuita mediante inscrição obrigatória em: https://salon-etudier-a-l-etranger-paris.salon.letudiant.fr/

A conferência « Estudar e Fazer Investigação em Portugal »
é no domingo, 13 de outubro, às 11h30,
no « Salão Partir Estudar no Estrangeiro », Pavilhão 7.2,
igualmente, com entrada gratuita mediante inscrição obrigatória: info@capmagellan.org

Mais informações: https://capmagellan.com/un-espace-portugal-au-salon-partir-etudier-a-letranger/

Com o apoio da Rádio Alfa.

Novo Conselho das Comunidades Portuguesas reúne na AR, em Lisboa, em plenário mundial

Novo Conselho das Comunidades Portuguesas reúne-se em Lisboa em plenário mundial

 

O Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) reúne-se hoje e até quinta-feira, em Lisboa, no primeiro plenário mundial desde as eleições de 2023 e após alterações na legislação que regula este órgão consultivo do Governo para a emigração.

Os novos conselheiros foram escolhidos em eleições realizadas em 26 de novembro de 2023 e já estão em funções, mas sem poder desempenhar os seus papéis até que um plenário mundial organize o CCP em comissões regionais e comissões temáticas.

O plenário deverá ainda escolher o presidente do Conselho Permanente (CP) do CCP, que será o novo rosto deste órgão consultivo, sucedendo a Flávio Martins (Brasil), atual deputado do PSD, eleito pelo círculo fora da Europa.

A reunião plenária arranca hoje e decorrerá até quinta-feira, em três dias de trabalhos que começarão com uma sessão plenária na Assembleia da República e a participação do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, e do presidente cessante do Conselho Permanente.

A sessão contará com a presença de Maria Manuela Aguiar, a primeira mulher a assumir o cargo de secretária de Estado das Comunidades Portuguesas (1980-1987).

Após uma receção na residência oficial do primeiro-ministro pelo chefe do Governo, Luís Montenegro, que contará também com a presença do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, os conselheiros seguem para a Assembleia da República, onde irão deliberar sobre o programa de ação para o quadriénio.

Na quarta-feira, os trabalhos decorrerão no Ministério dos Negócios Estrangeiros e incidirão sobre as escolhas para os conselhos regionais e comissões temáticas.

Ao final do dia serão apresentadas as atividades do Conselho da Diáspora e na quinta-feira a manhã será preenchida com as comissões temáticas do CCP, no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Ao início da tarde do último dia de trabalhos decorrerá a sessão de encerramento desta reunião plenária, com a presença do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, o diretor-geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas e o novo presidente do Conselho Permanente (CP) do CCP, que será eleito durante este encontro.

O dia terminará com uma cerimónia nos Paços do Concelho do Município de Lisboa, com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, a ser o anfitrião deste ato, em que participará também o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e o novo presidente do plenário do CCP.

O CCP reúne-se ordinariamente em plenário, uma vez por mandato, e extraordinariamente quando, por motivos especialmente relevantes, isso se justifique.

Alfa/ com Lusa

Tribuna Desportiva – 07 Outubro 2024

Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.

Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).

Tribuna Desportiva é um dos programas mais antigos da Rádio Alfa.

Primeira hora:

 

Segunda hora:

 

Tribuna Desportiva 07 Outubro 2024 (Com Valter Viegas em Estúdio).

Revolta no PS das Comunidades contra a direção do partido em Portugal

Desilusão com a direção do Partido Socialista. « Apesar do compromisso partilhado com os valores e princípios do partido, as secções têm enfrentado um contínuo desprezo pelas suas opiniões e contributos ».

 

A supreendente contestação, com palavras duras – « desprezo », « desilusão », « arrogância », « exclusão », « defraudadas » –  de várias secções do PS no estrangeiro foi enviada à imprensa, através de um comunicado que se transcreve aqui:

 

« No seguimento de uma carta enviada ao Presidente do Partido Socialista, Carlos César e ao Secretário-Geral do Partido Socialista, Pedro Nuno Santos, várias secções do partido, tanto na Europa como fora da Europa, manifestam publicamente a sua profunda desilusão face ao tratamento que têm recebido da atual direção do PS.

Apesar do compromisso partilhado com os valores e princípios do partido, as secções
têm enfrentado um contínuo desprezo pelas suas opiniões e contributos.

A ausência de uma resposta à referida carta, enviada recentemente ao Secretário- Geral, só vem reforçar o sentimento de abandono que estas secções têm vivenciado.

A carta destacava, entre outras preocupações, a postura autoritária do secretário coordenador da organização e o incumprimento das decisões do último congresso do
PS, nomeadamente a falta de análise das moções setoriais aprovadas em plenário.

Das 45 moções apresentadas, uma delas – Para que os Portugueses nas Comunidades sejam Integrados por Inteiro – reflete as inquietações das secções espalhadas pela Europa e pelo mundo, que se sentem desconsideradas e excluídas dos processos de decisão.

Esta moção destaca a importância das comunidades portuguesas no estrangeiro para
o fortalecimento da identidade nacional e do desenvolvimento económico de Portugal.

Propõe medidas concretas para garantir que essas comunidades sejam devidamente
representadas e ouvidas no seio do Partido Socialista, incluindo a nomeação de representantes na Comissão Nacional e a criação de um Secretário Internacional para
as Comunidades. Além disso, apela à implementação progressiva do voto eletrónico e à modernização dos processos eleitorais, de modo a assegurar a plena participação cívica de todos os portugueses, independentemente da sua localização geográfica.

Também é defendida a desmaterialização dos cadernos eleitorais, a simplificação dos
processos consulares, e o fortalecimento da promoção da língua portuguesa, nomeadamente através de acesso gratuito a formações. A moção visa reforçar os
laços entre Portugal e os portugueses no estrangeiro, promovendo uma democracia
mais inclusiva e uma representação mais justa dessas comunidades nos órgãos do
partido e do país.

Esta situação, de não ter sido ainda internamente debatida uma moção do congresso
é um desrespeito pelos estatutos do partido por parte da direção, nomeadamente do
presidente Carlos César, põe em causa a credibilidade do PS como força progressista
e defensora dos valores democráticos e inclusivos.

Por estas e outras razões as secções sentem-se defraudadas pela falta de diálogo e
pela postura de arrogância demonstrada pela liderança atual.

Apelamos à direção do Partido Socialista que restabeleça urgentemente um canal de diálogo aberto e transparente com todas as suas secções, garantindo que os membros do partido, independentemente da sua localização geográfica, sejam respeitados e
ouvidos.

A pluralidade de opiniões e a coesão interna são essenciais para que o PS possa
continuar a ser uma força de mudança e progresso.

 

Esperamos que este apelo seja levado em consideração e que, finalmente, se retomem os princípios de participação democrática que sempre guiaram o nosso partido.

Os signatários da carta original continuam a aguardar uma resposta e estão determinados a alertar a opinião pública para esta situação ».

Este documento é assinado por: 

« Vitor Moutinho (coordenador da Seção de Macau), militante 116 889
Nelson Santos Sousa Rodrigues, militante 85195, seção de Münster/Alemanha
Isabel Barradas  (coordenadora da seção de Bordéus)
Daniel de Oliveira Soares (Coordenador em Bremerhaven-Alemanha)
João Marciano de Jesus Reis, militante 110.930, Coordenador Geral Seção Rio de
Janeiro
Alcino Manuel Gomes Francisco, militante 158374, Secção Londres
Hugo José  Gil Lapinha, militante 111156, Secretário Adjunto Seção Metz França
Diogo Simão Marques Costa, militante 165312, Coordenador Geral, Secção de
Londres
Carlos Ramos, Secção do Ps em Neuchatel Suisse número de militante 000
067 313