Lei da imigração francesa também toca os portugueses – Opinião, por Paulo Pisco

Lei da imigração francesa também toca os portugueses – artigo publicado no Diário de Notícias

 

A nova lei da imigração francesa, aprovada no passado mês de dezembro e agora retocada pelo Conselho Constitucional, inscreve-se numa tendência irracional e atentatória dos direitos humanos na forma de lidar com os fenómenos migratórios, uma vez que acentua a diferença entre os cidadãos, é estigmatizante, agrava as dificuldades de integração, divide a sociedade e cria mais tensões.

No debate que tem havido em França, os aspetos da lei mais referidos têm incidido sobretudo nos apoios de solidariedade para cidadãos extracomunitários, mas a verdade é que as questões relacionadas com a aquisição e perda de nacionalidade estiveram à beira de criar uma situação atentatória da história que une portugueses e franceses, uma vez que ficaria mais difícil obter por deixar de ser automática pelo direito de solo e mais fácil de perder em situação de condenação grave. Felizmente que o Conselho Constitucional reverteu estas medidas, embora fique bem claro o que pretende a direita e a extrema-direita, que neste domínio nem sequer poupa os cidadãos da União Europeia. Já quanto aos processos de expulsão, incluindo de portugueses, a situação mantém-se, indiferente aos laços especiais que ligam os dois povos, pela história e pelo sangue.

Todo o processo de elaboração da lei foi envolta em polémica e dividiu a sociedade francesa e, apesar do grande recuo imposto pelo Conselho Constitucional, isso não significa que a direita, que tem vindo a radicalizar as suas posições, e a extrema-direita do Rassemblement National, da dinastia Le Pen, mudem de opinião e desistam de avançar com novos projetos de lei. Pelo contrário, mantêm a intenção de o fazer.

Infelizmente, os migrantes estão a ser instrumentalizados, em França e na Europa, para criar um sentimento de medo, insegurança e perda de identidade cultural, levando por vezes os governos a adotar políticas duras, mas de alcance e eficácia duvidosa, relegando os estrangeiros para uma cidadania diminuída e hostilizada, atentatória dos direitos fundamentais.

Por isso, a nova lei da imigração francesa serve bem para ilustrar a ilusão dos portugueses e de outros migrantes que acham que a extrema-direita os aceita bem e que são diferentes de estrangeiros com outras origens. Apesar do recuo imposto pelo Conselho Constitucional, a tendência para endurecer o enquadramento legal aplicado aos migrantes vai manter-se, inclusivamente a supressão do direito de solo, mesmo para os portugueses e outros cidadãos comunitários estabelecidas há dezenas de anos em França.

Portanto, nem os portugueses nem os restantes cidadãos da União Europeia, mesmo tendo dupla nacionalidade, ficam imunes a esta deriva que vai aos poucos fazendo com que deixem de estar em pé de igualdade, visto que poderão ser mais facilmente expulsos, tendência que já se começa a verificar, e isto independentemente de terem muitos ou poucos laços familiares em França ou Portugal, à imagem do que hoje acontece com muitos descendentes de portugueses que vivem nos Estados Unidos ou na Canadá, fenómeno que é bem conhecido nos Açores.

Os imigrantes têm servido, assim, de instrumento para que a extrema-direita racista e xenófoba, indiferente à dignidade humana, tente ir mais longe nas suas ambições de poder, acicatando a rejeição contra os estrangeiros e provocando um aumento dos casos de hostilidade e agressão verbal e física contra eles. O que é humanamente inaceitável e social e economicamente irracional, visto que esses cidadãos são fundamentais para fazer funcionar muitos setores de atividade e para dar resposta ao despovoamento dos territórios e ao envelhecimento demográfico. Além de darem um importante contributo para a sustentabilidade da segurança social e para a diversidade cultural. Em Portugal, felizmente, tem havido um esforço para dar uma dimensão humana às políticas de imigração, apesar da oposição dos extremistas de direita.

Portanto, a direita cada vez mais racista e xenófoba e a extrema-direita que ainda é pior, vão continuar a manter a pressão para enterrar o lema inspirador saído da Revolução Francesa de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, com leis que diminuem as liberdades, criam mais desigualdade e exclusão social e são menos solidárias. O que, numa perspetiva dos portugueses em França, é manifestamente constrangedor, dada a história, os laços de sangue, a amizade e a cultura que liga os dois povos e países.

Por Paulo Pisco, deputado do PS (círculo da Europa)

Filme português de terror « A semente do mal » premiado em França onde estreia em 200 salas

Filme de Gabriel Abrantes premiado em França onde vai ter estreia em mais de 200 salas

 

O filme “A semente do mal”, do realizador português Gabriel Abrantes, foi premiado no festival de cinema fantástico de Gérardmer, em França, e tem estreia comercial esta semana neste país, revelou a distribuidora NOS Audiovisuais.

O filme venceu o prémio do júri naquele festival, cuja 31.ª edição terminou no domingo.

“A semente do mal”, que tem estreia comercial em França na quarta-feira, em mais de 200 salas de cinema, é a primeira incursão do artista visual Gabriel Abrantes no cinema de terror.

Com produção da Artificial Humors, também é a primeira longa-metragem de ficção assinada apenas por Gabriel Abrantes, depois de ter correalizado “Diamantino” (2018) com o norte-americano Daniel Schmidt.

O filme foi rodado em 2020 em Sintra, é protagonizado por Carloto Cotta, num duplo papel de gémeos que se reencontram em Portugal depois de décadas de uma separação forçada, pondo a descoberto um segredo macabro de família, envolvendo a mãe.

O elenco integra ainda a atriz norte-americana Brigette Lundy-Paine e as portuguesas Anabela Moreira, Alba Baptista, Rita Blanco e Beatriz Maia, entre outros atores, em papéis secundários.

“Eu gosto muito de cinema fantástico, bizarro, surreal, e o cinema de terror tem isso tudo no seu ADN. Um filme de terror tem coisas sobrenaturais, tem coisas fantásticas, tem fantasmas, bruxaria, etc.. Isso atraiu-me ao género. Por outro lado, também é um género mais democrático. Filmes de terror com muito poucos meios conseguem ter um alcance bastante maior”, disse Gabriel Abrantes em entrevista este mês à agência Lusa.

“A semente do mal”, que está atualmente em cartaz em Portugal, foi feito inteiramente com produção portuguesa, com apoio financeiro do Instituto do Cinema e do Audiovisual, e junta-se a uma curta cinematografia portuguesa de longas-metragens de terror.

“Em Portugal há pouco investimento nisso, mas muito do cinema que se faz cá é incrível, é um cinema autoral, puro e duro e tem o seu valor. Talvez não haja tanto essa cultura ou pode haver algum desprezo por um género como o cinema de terror. Eu gosto de abraçar essas formas populares mais desprezadas ou ‘esnobadas’”, considerou.

Gabriel Abrantes, que nasceu nos Estado Unidos em 1984, é um artista multidisciplinar que tem trabalhado em cinema e artes visuais. Expõe regularmente desde 2006, em particular instalação e videoarte.

Em 2009, venceu o Prémio EDP Novos Artistas e no ano seguinte foi premiado em Locarno com « A history of mutual respect », partilhando a realização com Daniel Schmidt. Em 2018, « Diamantino » venceu o Grande Prémio da Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes.

Alfa/ com texto da Lusa

1.387 portugueses estavam detidos no estrangeiro em 2022 – relatório

Quase 1.400 portugueses estavam detidos no estrangeiro em 2022 – relatório

 

Um total de 1.387 portugueses encontravam-se detidos no estrangeiro no final de 2022, três dos quais por crimes contra o Estado/terrorismo, embora o principal motivo das detenções seja o crime com estupefacientes, de acordo com o Relatório da Emigração.

Elaborado pelo Observatório da Emigração e a Rede Migra, no documento indica-se que, no ano passado, se registaram mais dez detenções de portugueses no estrangeiro do que no ano anterior.

Na Europa, o maior número de detidos está registado no Reino Unido (312), seguindo-se a França (248), Espanha (180), Suíça (179), Alemanha (120) e Luxemburgo (116).

Fora da Europa foram identificados 124 cidadãos nacionais detidos, com o Brasil a continuar a ser o país com o maior número de detenções de cidadãos nacionais fora do espaço europeu (40).

A grande maioria dos detidos são homens e a maior parte das detenções, de que é conhecido o motivo, deve-se a crimes com estupefacientes, seguidos dos crimes contra a pessoa (132), crimes sexuais (54) e homicídio (34).

Os autores do relatório destacam “uma ligeira diminuição do número de detidos em prisão preventiva (menos nove), consolidando-se o número de pessoas em prisão efetiva (mais 397)”.

O mesmo documento refere que em 2022, foram expulsos, afastados ou deportados para Portugal 267 cidadãos portugueses, dos quais 131 provenientes de países da União Europeia, Espaço Económico Europeu e Suíça: Alemanha (nove), Bélgica (seis), Espanha (23), Finlândia (seis), França (54), Islândia (um), Luxemburgo (21), Noruega (três), Países Baixos (quatro), República Checa (um), Suécia (um) e dois da Suíça.

Os restantes 136 cidadãos que foram expulsos, afastados ou deportados encontravam-se em países no resto do mundo: Andorra (três), Angola (dois), Canadá (38), Emirados Árabes Unidos (um), Estados Unidos (19), Filipinas (um), Kuwait (um), México (oito), Moçambique (cinco), Reino Unido (51) e Venezuela (sete).

O Estado português providenciou acolhimento a 11 cidadãos portugueses nestas situações, provenientes da Bélgica (um), Canadá (dois), Estados Unidos (dois), França (um), Reino Unido (dois), Suécia (um) e Suíça (dois).

O Relatório da Emigração 2022 foi elaborado pelo Observatório da Emigração e a Rede Migra, no quadro do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL).

Segundo este relatório, cerca de 60.000 portugueses emigraram em 2022, sendo a Suíça o principal destino destes cidadãos.

Alfa/ com Lusa

Albuquerque oficializou renúncia ao cargo de presidente do Governo da Madeira

O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque (PSD), oficializou hoje a renúncia ao cargo junto do representante da República, mas a demissão não tem efeitos imediatos, apesar de ter sido aceite.

O anúncio foi feito por Miguel Albuquerque em declarações aos jornalistas, após ter sido recebido, a seu pedido, pelo representante da República, Ireneu Barreto, no Palácio de São Lourenço, no Funchal.

Por seu turno, Ireneu Barreto revelou que aceitou a renúncia, mas que esta não tem, para já, efeitos imediatos.

« Estou a ponderar a melhor altura para que produza efeitos. Pode ser que seja ainda esta semana, pode ser que seja só depois do Orçamento aprovado. Neste momento, a data está em aberto », acrescentou.

O presidente do Governo Regional anunciou na sexta-feira que iria renunciar ao cargo, dois dias depois de ter sido constituído arguido no âmbito de um processo em que são investigadas suspeitas de corrupção na Madeira e que levou à detenção do presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado (PSD), e de dois empresários ligados ao setor da construção civil e do turismo.

De acordo com o artigo 62.º do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira, implica a demissão do executivo « a apresentação, pelo presidente do Governo Regional, do pedido de exoneração ».

A Madeira realizou eleições para a Assembleia Legislativa Regional em 24 de setembro, pelo que uma eventual dissolução pelo Presidente da República só poderá ocorrer depois de 24 de março, segundo a lei, que impede os parlamentos de serem dissolvidos durante seis meses após eleições.

“Eu aceitei a demissão do senhor presidente, mas ainda não demiti”, reiterou Ireneu Barreto, realçando que Miguel Albuquerque não lhe indicou nenhum nome para o substituir na liderança do Governo Regional, de coligação PSD/CDS-PP, cuja maioria absoluta na Assembleia Legislativa é suportada pela deputada única do PAN, através de um acordo de incidência parlamentar.

O representante da República esclareceu, por outro lado, que só ouvirá os nove partidos representados no parlamento regional – PSD, PS, JPP, Chega, CDS-PP, PCP, IL, BE e PAN – depois de o executivo estar demitido.

“Vou falar com os partidos, vou ouvir o que eles têm para me dizer. Eu estou aberto a toda a solução que seja aquela que eu considero a maior defesa dos interesses da Madeira”, disse.

Ireneu Barreto reiterou, no entanto, que a demissão de Miguel Albuquerque não tem efeitos imediatos.

“O senhor presidente vai analisar a sua situação, eu vou analisar a minha. Vamos ver os interesses da região e depois vamos tomar a decisão de acordo », explicou.

A discussão do Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 2024, no valor global de 2.238 milhões de euros, o maior de sempre, está agendada para o período entre 06 e 09 de fevereiro, mas no dia 07 fevereiro serão também votadas as moções de censura ao Governo Regional apresentadas pelo PS, o maior partido da oposição madeirense, e pelo Chega.

“Estou disponível para tudo aquilo, independentemente dos meus interesses, que seja do interesse da Região Autónoma da Madeira”, afirmou Miguel Albuquerque no final da reunião com o representante da República, sublinhando também a importância de o Orçamento Regional para 2024 ser aprovado, evitando a gestão por duodécimos.

Para o chefe do executivo demissionário, é determinante analisar os “interesses fundamentais da região”, para além da conjuntura e das questões política e mediática.

“Eu estive 30 anos de serviço à Madeira, ao desenvolvimento da Madeira, e neste momento tenho de continuar, aliás como fiz ao longo da minha vida, a olhar para os interesses primaciais, são as famílias, são as empresas”, disse, para logo acrescentar: “Nós não podemos ter aqui uma situação de instabilidade económica e social que traga regressão para o desenvolvimento da região”.

E reforçou: “A minha disponibilidade, o meu desprendimento é total. Quero dizer, neste momento, não estou agarrado de maneira nenhuma ao cargo”.

Miguel Albuquerque disse, por outro lado, que vai manter-se como presidente do PSD/Madeira até à realização de um novo congresso, ainda sem data marcada, mas que não vai ocupar o lugar de deputado na Assembleia Legislativa Regional.

 

Com Agência Lusa.

PSG empresta Cher Ndour ao Sporting de Braga até final da época

O médio italiano Cher Ndour vai jogar no Sporting de Braga até ao final da temporada, por empréstimo do Paris Saint-Germain, num negócio que não contempla cláusula de compra, anunciou hoje o clube da I Liga de futebol.

O internacional sub-21 transalpino, de 19 anos, regressa, assim, a Portugal, depois de ter representado o Benfica até ao último verão, quando terminou contrato com os ‘encarnados’ e assinou pelo emblema francês até 2028.

Segundo informação divulgada no site oficial dos minhotos, o médio vai utilizar o número ‘10’ – que ficou vago com a recente saída de André Horta para o Olympiacos, por empréstimo – e já treinou hoje integrado com a equipa comandada por Artur Jorge, que, no domingo, conquistou a Taça da Liga, numa final diante do Estoril Praia.

Ndour foi contratado pelo Benfica à Atalanta em 2020, quando tinha 16 anos, para integrar as equipas de formação das ‘águias’, tendo jogado pelos juniores, pela equipa de sub-23 e pela equipa B, antes de somar apenas uma presença ao serviço do conjunto principal, na época passada.

Terminado o contrato com o emblema lisboeta, rumou ao PSG no verão passado, sendo que, nos últimos seis meses, apenas participou em quatro partidas e marcou um golo pelos campeões franceses, num total de 115 minutos.

 

Com Agência Lusa.

 

https://twitter.com/SCBragaOficial/status/1751954166518263947

Cerca de 60.000 portugueses emigraram em 2022, Suíça volta a ser principal destino

Cerca de 60.000 portugueses emigraram em 2022, os mesmos que no ano anterior, com o Reino Unido a perder importância devido ao Brexit e a Suíça a voltar a ser o principal país de destino, segundo um relatório.

De acordo com o Relatório da Emigração 2022, elaborado pelo Observatório da Emigração e a Rede Migra, terão emigrado um pouco mais de 60 mil portugueses em 2022, o mesmo número que no ano anterior, mas a estagnação é aparente, uma vez que “praticamente todos os fluxos de saída cresceram, exceto o que teve o Reino Unido como destino”.

Para o Reino Unido – que já foi o principal destino dos emigrantes portugueses – a emigração diminuiu mais de 40%, tendo sido ultrapassado pela Suíça e, Espanha e França.

Portugal tem, de acordo com os dados das Nações Unidas citados no documento, “um pouco mais de 2,1 milhões de portugueses emigrados, isto é, de pessoas nascidas em Portugal a viver no estrangeiro”.

Ocupa assim a 26.º posição no ranking dos países com mais emigrantes, num top liderado pela índia (17,5 milhões).

Em 2022, a Suíça foi o principal país de destino da emigração portuguesa, com perto de 10.000 entradas de portugueses, seguindo-se a Espanha (8.272) e o Reino Unido (7.941). França registou 7.663 entradas e a Alemanha 5.935.

Acima das 3.000 entradas, os autores do relatório referem a Holanda (4.533), o Luxemburgo (3.633) e a Bélgica (3.529, em 2021).

Emigraram para a Dinamarca 1.812 portugueses e para Moçambique 1.439 (em 2016, último ano para o qual existem dados disponíveis).

No Luxemburgo, os portugueses representaram perto de 12% do total de entradas de imigrantes, em Macau essa percentagem foi de 3,6% e na Suíça de 5,9%.

No relatório indica-se que, em 2022, entre os imigrantes, os portugueses foram a nacionalidade com maior representação no Luxemburgo, a terceira em Macau e a quarta na Suíça.

Os portugueses foram a décima quinta nacionalidade mais representada entre os novos imigrantes, ainda que correspondendo apenas a 2,2% do valor total de entradas de estrangeiros.

Destaca-se o aumento no número de entradas para a Noruega (36,1%), a Suécia (34,1%), a Holanda (33,1%) e a Suíça (29,6%). Com valores inferiores, mas com aumentos na ordem dos 20%, surgem o Brasil (21,9%) e a Áustria (19,1%).

Há mais homens portugueses do que mulheres a emigrarem e maioritariamente em idade ativa jovem.

França permanece o país do mundo com maior número de imigrantes residentes nascidos em Portugal (573.000), seguindo-se a Suíça (204.000), os Estados Unidos (184.000), o Reino Unido (156.000), o Brasil (138.000), o Canadá (134.000) e a Alemanha (115.000).

Ainda que com dados de 2021, o relatório apresenta o Reino Unido como o país onde mais emigrantes portugueses adquiriram a nacionalidade do país de destino (2.561 processos), um fenómeno que os autores atribuem sobretudo aos receios induzidos pelo Brexit e pela redução de direitos associados ao estatuto de estrangeiro que daí poderá resultar.

Segue-se a Suíça (2.087 em 2021), os Estados Unidos (1.555), Luxemburgo (1.141) e França (1.128 em 2020).

Em 2021, os portugueses representaram, em 2021, 17% dos estrangeiros que obtiveram a nacionalidade luxemburguesa, percentagem elevada e que aumentou pela segunda vez nos últimos cinco anos.

Dos estrangeiros que obtiveram a nacionalidade suíça, 5,6% eram portugueses, a percentagem mais baixa verificada nos últimos sete anos.

O Relatório da Emigração 2022 foi elaborado pelo Observatório da Emigração e a Rede Migra, no quadro do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL).

 

Com Agência Lusa

Eleições/Portugal. Montenegro ataca Pedro Nuno, pede credibilidade e recusa prometer tudo a todos

Eleições: Montenegro pede credibilidade e recusa prometer tudo a todos 

 

O líder do PSD, Luís Montenegro, afirmou ontem que “credibilidade” é a palavra-chave para a campanha e governar o país e aos cabeças de lista da AD pediu para não prometerem tudo a todos, porque isso não é governar.

“Hoje a palavra que mais e ocorre é a palavra credibilidade. Ela está no centro daquilo que os eleitores portugueses, os nossos concidadãos esperam de quem se propõe governar o país”, assumiu Luís Montenegro.

No final do encontro da Aliança Democrática (AD) que reuniu no Luso, Mealhada, distrito de Aveiro, com os cabeças de lista para as eleições de 10 de março, o líder do PSD disse que “a credibilidade é uma coisa que se alcança, que se demonstra e que é o pressuposto de um bom Governo através de vários fatores”.

Ao longo de 30 minutos, Luís Montenegro acusou o PS e o seu candidato, Pedro Nuno Santos, de ser “a equipa da demissão, não é a do futuro, é a do passado” o que “chega quase a ser um atrevimento, arrogância”.

No seu entender, os socialistas, nos últimos anos, tiveram « todos os instrumentos para governar, tiveram maioria absoluta, condições de estabilidade institucional de cooperação institucional e recursos financeiros como nunca houve e será irrepetível, agora propõem fazer tudo a dobrar e a triplicar”.

“Sempre a toque de caixa, sempre a reboque do PSD, no essencial, e quando chega a altura de maior aperto, perdem-se as estribeiras e começa-se mesmo a passar para o exagero completo”, acusou.

Neste sentido deu como exemplo as propostas do PSD, antes do pedido de demissão de António Costa, para a contagem do tempo de serviço dos professores e às quais o PS “disse ser impossível, irrealizável” e “exigiam sempre as contas”.

A partir da demissão de António Costa, “aqueles que pediam as contas” ao PSD e que “diziam que era impossível, passaram também a defender essa proposta” e, depois, disse, os socialistas andaram “sempre a reboque propor mais ou menos as mesmas coisas, até chegar à parte do exagero”.

“A parte do exagero chega quando alguém tem a desfaçatez de vir anunciar, propor, o fim de pagamento de taxas de portagens quando tinha a responsabilidade de executar uma decisão tomada no Parlamento por iniciativa do PSD, que não era de eliminação no pagamento, era de redução do pagamento, e nem essa foi capaz de implementar. É caso para dizer que há petróleo no largo do Rato [sede do PS]”, acusou.

Luís Montenegro considerou que, desta forma, “de repente é possível dar tudo a todos” e dedicou parte do seu a falar sobre “o respeito pelas reivindicações” dos vários profissionais, entre eles, da Educação, Saúde, dos serviços judiciais, polícias.

“Já me disponibilizei para nos sentarmos com esses representantes e podermos analisar a sua situação laboral, a sua situação retributiva, mas quero dizer que, se aquilo que procuram é um primeiro-ministro que vai responder sim a todas as reivindicações, agora que está a cinco ou seis semanas das eleições, se é esse primeiro-ministro que procuram, eu não sou esse primeiro-ministro”, assumiu.

Neste sentido, pediu “imensa desculpa, mas quem quiser governar assim o país vai ter que escolher outra opção” e, continuou, “uma coisa é reconhecer que é preciso dar maiores condições de atração e retenção a todos estes profissionais”.

Mas, reforçou, “quem anda a seis semanas das eleições a dar razão a todos e na plenitude daquilo que está a ser reivindicado, esses, sinceramente, se é essa a experiência governativa que têm, então é melhor nunca mais a colocarem à disposição dos portugueses, porque não servem coisa nenhuma”.

“É aqui que se joga também a credibilidade. Vocês que são os nossos representantes, são os nossos porta-vozes, que andam na rua, quero que nunca se furtem ao diálogo com os cidadãos, para conquistar a sua confiança, mas, por favor, não se prestem a esta figura de andar a prometer tudo a todos. Prometer tudo a todos não é solução para o país”, assumiu.

Alfa/ com Lusa (Adaptação Alfa)

O Livro da Semana. Ozias Filho apresenta “Os cavalos adoram maçãs” e “Insanos”

O Livro da Semana. Próximas emissões:

31 de JANEIRO e 4 e 8 de FEVEREIRO: OZIAS FILHO, autor de “OS CAVALOS ADORAM MAÇÃS” e “INSANOS”

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (13h30), aos domingos (14h30) e às quintas (03h). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Ouça aqui:

 

Fotógrafo e poeta, Ozias Filho nasceu no Rio de Janeiro mas vive em Portugal há 30 anos, primeiro no Porto e depois em Cascais. Ele é também editor (fundou a editora Pasárgada em 2005) e colunista na excelente revista brasileira Rascunho.

Foi há mais de 20 anos que Ozias publicou o seu primeiro livro de poemas: “Poemas do Dilúvio” foi publicado em 2001 e contou com o prefácio do grande poeta português Urbano Tavares Rodrigues.

Já “Os cavalos adoram maçãs” e “Insanos” foram publicados, no ano passado, em Portugal e no Brasil, pois, tal como ele próprio, os seus livros também circulam pelas duas margens do Atlântico.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Ozias Filho e descubra uma das grandes vozes poéticas luso-brasileiras.

Entrevistador – O Livro da Semana

FC Porto vence em Faro e encurta distâncias para a liderança da I Liga

O FC Porto venceu hoje por 1-3 na visita ao Farense, com ‘bis’ de Evanilson, na 19ª jornada da I Liga de futebol, encurtando distâncias para o líder Sporting e o ‘vice’ Benfica, que só jogam na segunda-feira.

No Estádio de São Luís, o avançado brasileiro foi o protagonista, inaugurando o marcador aos 35 minutos e ‘bisando’ aos 76, numa contagem para a qual também contribuiu Alan Varela (41). Bruno Duarte ainda reduziu, aos 59, de grande penalidade, sem conseguir, no entanto, impedir a derrota dos algarvios, que são sétimos, com 24 pontos.

Já o FC Porto, que somou o terceiro triunfo consecutivo para o campeonato, é terceiro e soma 44 pontos, menos dois do que o líder Sporting e um do que o Benfica, que é segundo.

 

Resultados da 19ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Domingo, 28 jan:

Moreirense – Famalicão, 1-0 (0-0 ao intervalo)

Boavista – Portimonense, 1-4 (0-3)

Farense – FC Porto, 1-3 (0-2)

Arouca – Vizela, 5-0 (2-0)

Gil Vicente – Vitória de Guimarães, 1-0 (0-0)

 

– Segunda-feira, 29 jan:

Estrela Amadora – Benfica, 19:45

Sporting – Casa Pia, 21:45

 

– Quarta-feira, 31 jan:

Rio Ave – Estoril Praia, 19:45

Sporting de Braga – Desportivo de Chaves, 21:45

 

Com Agência Lusa.

Andebol/Europeu: Martim Costa termina na frente na lista dos melhores marcadores

O português Martim Costa foi um dos melhores marcadores do Europeu de andebol, com 54 golos, terminando a competição com o mesmo registo do dinamarquês Mathias Gidsel, que disputou mais jogos, incluindo a final de hoje.

Na final de Colónia, em que a França triunfou sobre a Dinamarca por 33-31, após prolongamento, Gidsel marcou por oito vezes, falhando por muito pouco o objetivo de ultrapassar Martim Costa.

Portugal disputou sete jogos neste Europeu que decorreu na Alemanha, enquanto a Dinamarca disputou nove, um dos quais sem Gidsel.

Gidsel tem, no entanto, um melhor registo em termos de eficácia, com 81,6% nos remates, contra 66,7% do luso.

Martim Costa supera também o recorde de golos de Carlos Resende numa fase final, que era de 38, e que lhe valeu o quinto lugar na lista de marcadores do Euro2000, na Croácia

Ainda antes da final, Martim Costa já tinha sido distinguido para a equipa ideal, na votação de mais de 20.000 adeptos.

O lateral esquerdo português foi o jogador em maior destaque na formação das ‘quinas’, que fechou a prova no sétimo lugar, conseguindo o apuramento para o torneio pré-olímpico de acesso a Paris2024.

Em termos globais, contabilizando todos os Europeus, o dinamarquês Mikkel Hansen, com nove golos hoje, chegou aos 296 e tornou-se o melhor marcador de sempre, com mais um do que o francês Nikola Karabatic.

 

Com Agência Lusa.

 

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