Antigo treinador André Villas-Boas ameaça destronar Pinto da Costa, “rei” do FC Porto há 42 anos com uma história repleta de títulos.
Ex-treinador é o primeiro a colocar seriamente em causa a liderança até agora quase unânime do presidente portista, dando voz ao descontentamento cada vez maior dos sócios com a gestão do FC Porto, que vive atualmente numa situação financeira difícil.
Os sócios votam neste sábado das 9h às 20h, no Estádio do Dragão, num ambiente de alguma tensão entre os sócios e sob vigilância das forças da ordem.
Pinto da Costa é protagonista do mais longo reinado na história do futebol mundial.
Villas-Boas é o concorrente mais difícil que Pinto da Costa enfrentou em toda a sua longa e rica carreira.
Madeleine Pereira est artiste, scénariste, dessinatrice. Elle vient de publier sa première bande-dessinée : Borboleta, aux éditions Sarbacane. Un album touchant qui relève à la fois de l’autobiographie familiale et de la BD historique, bien que la fiction y occupe une part importante.
Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 26 avril 2024, un jour après le cinquantenaire de la Révolution des Œillets :
Madeleine Pereira a 27 ans. Elle a deux sœurs (Alice et Louise) et une mère franco-brésilienne. Mais le sujet de sa première bande-dessinée, c’est son père.
Hélio Pereira (Pedro dans la BD) est né au Portugal dans les années 1960, il est arrivé en France en 1973 (à l’âge de 13 ans) et a visiblement toujours été avare de paroles concernant son passé. Ne répondant jamais aux questions de ses filles, esquivant sans cesse le sujet, Madeleine s’est donc donné un objectif : saisir les rares mots de son père en plein vol, comme qui chasse un papillon. Son filet ? Un feutre et un crayon, des couleurs et tons sensibles, la fragilité de son trait et un mensonge. Elle prétexte la préparation d’une BD sur l’histoire familiale pour que son père lui parle enfin. Raté. Il la renvoie vers des amis : Maria M., Manuel F., José R., Helder G., Luis R. et sa tante Elsa – qui, librement réinterprétés, deviennent Guida, Nuno, João, Jaime et Joana.
Et comme la chenille en papillon, le mensonge se mue en vérité. Toutes ces petites histoires font la grande et Borboleta vient de naître. Un titre curieux que Madeleine justifie dans l’entretien ci-dessus.
Madeleine Pereira était aujourd’hui accompagnée de son père, et l’heure passée dans l’ALFA 10/13 était sa première fois à la radio… Nous croyons et lui souhaitons que ce ne sera pas la dernière. Nous nous reverrons, Madeleine !
« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo, 28 de abril 2024. Entre as 12h00 e as 14h00
-Departamento do Val-de-Marne (94), três anos de gestão da maioria de direita criticadas pela oposição de esquerda.
Convidada: FATIHA AGGOUNE, Presidente do Groupe Val-de-Marne en commun
–50 Anos da Revolução dos Cravos, testemunho da luso-descendente Christine Pires Beaune, deputada do grupo socialista e vice-presidente do Grupo de Amizade França-Portugal da Assembleia Nacional francesa.
-Livro: La Révolution des Oeillets, Regard d’un correspondant du Monde à Lisbonne, éditions de l’Atelier.
Convidado : José Rebelo, antigo jornalista, correspondente em Portugal do diário francês entre 1974 e 1976.
–Changer de Vie, a vida e a obra de José Mário Branco, um documentário de Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo, projecção seguida por um debate, sábado 4 de maio às 18h00, no Ciné Malraux de Bondy, 25 cours de la République – Bondy
Convidado: Pedro Fidalgo, realizador, que vai participar no debate
-Dia 8 de Maio, concerto de Pedro Abrunhosa, na sala do Olympia, a 08 de maio, em Paris, com a participação do Grupo Cultural e Etnográfico Os Camponeses de Pias
Convidado: António Lebre, coordenador do Grupo de Cante
Apresentação e Coordenação: Artur Silva
Podcast – Passagem de Nível
Emissão com redifusão na noite de 3ª para 4a feira, entre as 0h00 e as 2h00
-Nota: no domingo 5 de Maio as barreiras da “passagem de nível” vão estar « fechadas »
REPORTAGEM 25 Abril: Centenas de milhares de pessoas desfilaram em Lisboa na festa dos 50 anos. Foi uma das maiores manifestações de sempre na capital portuguesa.
A festa dos 50 anos de democracia levou à rua centenas de milhares de pessoas que encheram a Avenida da Liberdade, em Lisboa, para celebrar o 25 de Abril no tradicional desfile comemorativo.
Pintada com as cores dos cravos vermelhos, dos cartazes e das bandeiras de Portugal, de partidos e movimentos da sociedade civil, a Avenida da Liberdade voltou hoje a ser palco do tradicional desfile comemorativo do 25 de Abril. Hoje, uma festa especial, que assinalou o cinquentenário da revolução dos cravos.
« É a primeira vez. O meu pai costumava vir muito. Em honra dele vim aqui com a minha irmã e as minhas duas filhas », conta à Lusa João Cabral, de 42 anos.
De mão dada com a filha de quatro anos, explica que a trouxe ao desfile, embora considere ser « muito cedo » para falar com ela sobre a importância do 25 de Abril.
Atrás das duas chaimites, que seguiram na frente do desfile, uma coluna de centenas de milhares de pessoas fazia a festa de cravo ao peito ou em punho, num desfile que percorreu lentamente a avenida ao longo de mais de quatro horas.
« Se alguém pudesse duvidar que eles não passarão, temos aqui a demonstração disso mesmo », disse o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, já no discurso de encerramento do desfile, quando muitos ainda não tinham sequer chegado a meio do percurso.
Como habitualmente, o desfile foi também um encontro de gerações, algumas que já tinham saído à rua há 50 anos, outras que nasceram em democracia e fazem questão de a celebrar, e até os filhos dessas, que viveram hoje o seu primeiro 25 de Abril.
« Eu não estava lá, mas estou aqui », lia-se num dos muitos cartazes que enfeitavam a multidão.
Com um brilho nos olhos, enquanto observa o início do desfile, Isabel Lagoa, de 72 anos, não tem dúvidas em afirmar que o 25 de Abril « foi o dia mais feliz » da sua vida.
« Significa tudo. A liberdade das amarras do fascismo », sublinha.
Com a mesma idade que Isabel Lagoa tinha em 1974 (22 anos), a jovem Catarina Rocha diz à Lusa que vê reflectido nos avós a importância que teve a revolução dos cravos.
« Vejo pelos meus avós a alegria que foi o 25 de Abril. Para os jovens o 25 de Abril é liberdade », afirma.
Nas faixas centrais da Avenida, centenas de milhares de pessoas participaram no desfile, desde a rotunda do Marquês de Pombal até à Praça do Rossio, num passo lento, que às 16:30, uma hora após começar, deixava as pessoas que ainda não tinham saído do ponto de partida a questionarem-se se a marcha ainda não teria arrancado.
Nas laterais, outras tantas aproveitaram a sombra das árvores para ver o desfile passar, vendo-se também muitos jovens sentados no cimo das árvores e das paragens de autocarro. Apesar de não estarem a participar na marcha, não esqueceram o cravo vermelho, nem as palavras de ordem.
No meio da felicidade e festejos, José Marques, de 80 anos e ex-preso político, reconheceu que « há muita coisa que falta », ressalvando que « a democracia vai-se fazendo ao longo da vida ».
Após 50 anos, mais de metade da sua vida já foi passada em democracia, mas no cinquentenário da revolução dos cravos, lamenta que o país tenha descoberto finalmente « aqueles que no 25 de Abril preferiam estar no 24 de Abril », referindo-se ao partido de extrema-direita Chega.
O alerta foi também deixado por Vasco Lourenço, sem referir o partido de André Ventura, falando em « tempos de incerteza e enorme preocupação », pelo contexto internacional, mas não só.
Sem especificar, alertou que « novos ditadores estão no terreno ou ameaçam surgir no horizonte », pondo em causa os valores de Abril e encerrou o discurso, antes de se ouvir a segunda senha da revolução – « Grândola, Vila Morena », de José Afonso – com a frase que, durante a tarde, foi sendo repetida em uníssono: 25 de Abril sempre, fascismo nunca mais ».
O treinador Sérgio Conceição prolongou contrato com o FC Porto por mais quatro épocas, até junho de 2028, anunciou hoje o vice-campeão nacional de futebol, na antevéspera das eleições ‘azuis e brancas’ para o quadriénio 2024-2028.
“A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD vem, nos termos do artigo 29º Q do Código dos Valores Mobiliários, informar o mercado que chegou a acordo para prolongar por quatro épocas desportivas, ou seja, até 30 de junho de 2028, o contrato de trabalho que liga a sociedade ao treinador da sua equipa principal de futebol, Sérgio Paulo Marceneiro Conceição », indicou a SAD portista, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Recordista de jogos, vitórias e conquistas no comando do FC Porto, que já orienta desde 2017/18, o técnico, de 49 anos, foi campeão nacional em 2017/18, 2019/20 e 2021/22 e tinha renovado pela última vez há três anos, ficando ligado até ao final desta temporada.
Além das conquistas alternadas de três edições da I Liga, o antigo extremo internacional português venceu três taças de Portugal (2019/20, 2021/22 e 2022/23), três supertaças Cândido de Oliveira (2018, 2020 e 2022) e uma Taça da Liga (2022/23), mas vive agora o momento de menor fulgor desportivo dessas quase sete épocas inteiras nos ‘dragões’.
O FC Porto já está arredado do título de campeão nacional e quase afastado da próxima Liga dos Campeões, ao ser terceiro colocado da I Liga a quatro jornadas do final, com os mesmos 62 pontos do Sporting de Braga, a 18 do líder isolado Sporting – que enfrenta no domingo, no Dragão, num encontro da 31.ª ronda -, e a 11 do Benfica, detentor do cetro.
A época iniciou com uma derrota face às ‘águias’ na Supertaça Cândido de Oliveira (2-0), em Aveiro, prosseguindo com os afastamentos na fase de grupos da Taça da Liga e nos oitavos de final da Liga dos Campeões, ao perder no desempate por grandes penalidades (4-2, após igualdade 1-1 nas duas mãos) com o Arsenal, vice-campeão e líder da Liga inglesa.
A única chance de o FC Porto evitar uma inédita época em ‘branco’ sob alçada de Sérgio Conceição passa pela final da Taça de Portugal, em 26 de maio, no Estádio Nacional, em Oeiras, com os vencedores das últimas duas edições da prova a defrontarem o Sporting.
O treinador natural de Coimbra tinha sido contratado para suceder a Nuno Espírito Santo no verão de 2017, regressando ao clube no qual acabou a sua formação como jogador e conquistou cinco troféus em duas passagens pelo conjunto principal (1996-1998 e 2004).
Antes do FC Porto, Sérgio Conceição treinou Olhanense (2012-2013), Académica (2013-2014), Sporting de Braga (2014/15), Vitória de Guimarães (2015/16) ou os franceses do Nantes (2016/17), iniciando a carreira nos bancos como adjunto dos belgas do Standard Liège (2010/11), um dos clubes representados durante uma década e meia como atleta.
A renovação do treinador tinha sido avançada desde quarta-feira por Pinto da Costa e foi consumada no último dia de campanha previsto no regulamento eleitoral ‘azul e branco’.
As eleições dos órgãos sociais do FC Porto para o quadriénio 2024-2028 são disputadas por três candidaturas, lideradas por Pinto da Costa (lista A), André Villas-Boas (B), antigo treinador da equipa de futebol, e Nuno Lobo (C), empresário e professor, incluindo ainda uma lista independente ao Conselho Superior comandada por Miguel Brás da Cunha (D).
O ato eleitoral decorrerá no sábado, entre as 09:00 e as 20:00, no Estádio do Dragão, no Porto, numa altura em que Pinto da Costa está a cumprir o 15.º mandato seguido, desde 1982, e detém o estatuto de dirigente com mais títulos e longevidade do futebol mundial.
A Rádio Alfa assinala os 50 anos da Revolução dos Cravos com Histórias de Abril. Testemunhos na primeira pessoa de quem viveu o 25 de Abril de 1974.
Revolução dos Cravos! 25 de Abril, sempre!
Entre dia 1 e 24 de Abril de 2024, a Rádio Alfa deu a palavra à homens e mulheres que viveram, há 50 anos, a Revolução dos Cravos. De segunda à sexta-feira, no ALFA 10/13 com Didier Caramalho, pôde ouvir às 10h30 em português e às 12h30 em francês, um testemunho seguido sempre da leitura de um poema e da análise de uma música relacionada com a Revolução dos Cravos.
António Manuel Ribeiro, cantor e líder dos UHF. ‘É urgente o amor’ de Eugénio de Andrade, ‘Venham mais cinco’ de Zeca Afonso:
Artur Silva, jornalista e co-fundador da Rádio Alfa em 1987. ‘Para que tu, liberdade’ de José Jorge Letria, ‘A cantiga é uma arma’ do GAC (testemunho em francês):
Carlos Brito, cartunista. ‘Pedra filosofal’ de António Gedeão, ‘Pedra Filosofal’ de Manuel Freire:
Francisco Fanhais, cantor exilado em França e ex-sacerdote. ‘Grândola, Vila Morena’ de Zeca Afonso:
Jean-Marc Hémion, professor de filosofia. ‘O Futuro’ de Ary dos Santos, ‘E depois do Adeus’ de Paulo de Carvalho (testemunho em francês):
Daniel Ribeiro (1953-2025), jornalista e ex-diretor da Rádio Alfa. ‘Mulheres do meu país’ de Maria Teresa Horta, ‘Tanto mar’ de Chico Buarque:
João Heitor, livreiro. ‘Flor da liberdade’ de Miguel Torga, ‘Somos Livres’ de Ermelinda Duarte:
Luís Filipe Pedrosa, professor de história e diretor da secção portuguesa no liceu internacional de Saint-Germain-en-Laye:
Manuel Miranda, guitarrista e fadista. ‘Fado Peniche’ de David Mourão-Ferreira, ‘Abandono’ de Amália Rodrigues:
Dominique Hummel, turista francesa em Portugal, em 1975. ‘A cor da Liberdade’ de Jorge de Sena, ‘O que faz falta’ de Zeca Afonso:
Manuel do Nascimento, escritor e historiador. ‘Cantata da paz’ de Sofia de Mello Breyner, ‘Cantata da paz’ de Francisco Fanhais:
Manuel Dante (Nello), artista e diretor dum cabaret em França. ‘Abril de Abril’ de Manuel Alegre, ‘Põe-te a pau, companheiro’ de Paulo de Carvalho (testemunho em francês):
Nuno Cabeleira, vice-consûl de Portugal em Paris em 1974. ‘Revolução’ de Sofia de Mello Breyner, ‘O Patrão e Nós’ de Fausto:
Pauline Santiago, amiga de Zélia e Zeca Afonso. ‘Meu país liberto’ de Frassino Machado, ‘Trova do vento que passa’ de Adriano Correia de Oliveira:
Sérgio Godinho, cantor exilado em França e no Canadá. ‘Liberdade para a Liberdade’ de José Augusto Seabra, ‘Eu vim de longe’ de José Mario Branco:
Tim, cantor e líder dos Xutos E Pontapés. ‘Salgueiro Maia’ de Manuel Alegre, ‘O povo unido jamais será vencido’ de Luís Cilia:
Ricardo José, jornalista e retornado:
Helena Morna, jornalista, apresentadora e filha de Alvaro Morna (estemunho em francês):
François Hollande, Presidente da República Francesa de 2012 a 2017, deputado do PS (testemunho em francês):
Nuno Saraiva, ilustrador, cartunista e filho de um capitão de Abril:
Os testemunhos (portugueses e franceses) foram recolhidos, os guiões foram escritos e os poemas narrados por Didier Caramalho. A sonoplastia é de Jorge Leandro. O genérico inical tem vozes de Zeca Afonso e Inês Cordeiro. Um agradecimento especial a todos os convidados.
« Histórias de Abril » é uma rúbrica especial do ALFA 10/13 nos 50 anos do 25 de Abril de 1974.
Para completar os testemunhos, a Rádio Alfa propõe agora:
uma bibliografia seletiva sobre a Revolução dos Cravos:
LEONARD, Yves. Sous les œillets la révolution. Le 25 avril 1974 au Portugal. Paris : Chandeigne, avril 2023. 136 p.
REZOLA, Maria Inácia. Mitos de Uma Revolução. Lisboa : A Esfera dos Livros, 2008. 436 p.
CANIVET DA COSTA, Sandra. La Révolution des œillets – 25 avril 1974, le jour de la Liberté. Bourges : Cadamoste, avril 2024. 50 p.
FANHA, José. Era uma Vez o 25 de Abril. Lisboa : Nuvem de Tinta, abril de 2023. 88 p.
PALHETA, Ugo. Découvrir la Révolution des œillets. Portugal (1974-1975). Paris : Editions Sociales – Les Propédeutiques, avril 2024. 200 p.
PEREIRA, Victor. C’est le peuple qui commande : la Révolution des Œillets : 1974-1976. Paris : Editions du Détour, 2023, 265 p.
MATEUS, José ; GAUDÊNCIO, Suzana ; VARELA, Raquel. 25 de Abril – Roteiro da Revolução. Lisboa : Parsifal PT, Março de 2017. 192 p.
FILOCHE, Gérard. La Révolution des Œillets. Portugal. 1974. Paris : Editions Atlande, avril 2024, 712 p.
uma série de entrevistas (em português e em francês) sobre a Revolução dos Cravos. Realizadas por Didier Caramalho:
Radio Alfa célèbre les 50 ans de la Révolution des Œillets avec Histoires d’avril. Des récits à la première personne de celles et ceux qui ont vécu le 25 avril 1974.
Révolution des Œillets ! 25 avril, toujours !
Du 1er au 24 avril 2024, Radio Alfa a donné la parole aux hommes et aux femmes qui ont vécu, il y a 50 ans, la Révolution des Œillets. Du lundi au vendredi, dans l’émission ALFA 10/13 préparée et présentée parDidier Caramalho, vous pouviez écouter, à 10h30 en portugais et à 12h30 en français, un témoignage, suivi de la lecture d’un poème et de l’analyse d’une chanson en lien avec la Révolution des Œillets.
António Manuel Ribeiro, chanteur et leader des UHF. ‘É urgente o amor’ de Eugénio de Andrade, ‘Venham mais cinco’ de Zeca Afonso :
Artur Silva, journaliste et cofondateur de Radio Alfa en octobre 1987. ‘Para que tu, liberdade’ de José Jorge Letria, ‘A cantiga é uma arma’ du GAC :
Carlos Brito, dessinateur de presse et caricaturiste. ‘Pedra filosofal’ d’António Gedeão, ‘Pedra Filosofal’ de Manuel Freire :
Francisco Fanhais, chanteur exilé en France et ancien prêtre. ‘Grândola, Vila Morena’ de Zeca Afonso :
Jean-Marc Hémion, agrégé et docteur en philosophie, professeur dans les classes préparatoires aux grandes écoles du lycée Chateaubriand de Rennes. ‘O Futuro’ de Ary dos Santos, ‘E depois do Adeus’ de Paulo de Carvalho :
François Hollande, président de la République française de 2012 à 2017 :
Daniel Ribeiro (1953-2025), journaliste et ancien directeur d’antenne de Radio Alfa. ‘Mulheres do meu país’ de Maria Teresa Horta, ‘Tanto mar’ de Chico Buarque :
João Heitor, libraire. ‘Flor da liberdade’ de Miguel Torga, ‘Somos Livres’ d’Ermelinda Duarte :
Luís Filipe Pedrosa, professeur d’histoire et directeur de la section portugaise au lycée international de Saint-Germain-en-Laye :
Manuel Miranda, guitariste et fadiste. ‘Fado Peniche’ de David Mourão-Ferreira, ‘Abandono’ d’Amália Rodrigues :
Dominique Hummel, une Française au Portugal en 1975. ‘A cor da Liberdade’ de Jorge de Sena, ‘O que faz falta’ de Zeca Afonso :
Manuel do Nascimento, écrivain et historien. ‘Cantata da paz’ de Sofia de Mello Breyner, ‘Cantata da paz’ de Francisco Fanhais :
Manuel Dante (Nello), artiste et cabaretier à Tours, ‘retornado’. ‘Abril de Abril’ de Manuel Alegre, ‘Põe-te a pau, companheiro’ de Paulo de Carvalho :
Nuno Cabeleira, vice-consul du Portugal à Paris en 1974. ‘Revolução’ de Sofia de Mello Breyner, ‘O Patrão e Nós’ de Fausto :
Pauline Santiago, amie de Zélia et Zeca Afonso. ‘Meu país liberto’ de Frassino Machado, ‘Trova do vento que passa’ d’Adriano Correia de Oliveira :
Helena Morna, journaliste, animatrice et fille d’Alvaro Morna :
Sérgio Godinho, chanteur-compositeur exilé en France puis au Canada. ‘Liberdade para a Liberdade’ de José Augusto Seabra, ‘Eu vim de longe’ de José Mário Branco :
Tim, chanteur et leader des Xutos & Pontapés. ‘Salgueiro Maia’ de Manuel Alegre, ‘O povo unido jamais será vencido’ de Luís Cilia :
Ricardo José, ancien journaliste de Radio Alfa et ‘retornado’ :
Les témoignages ont été recueillis, les textes rédigés et les poèmes narrés par Didier Caramalho. Le générique d’ouverture inclut les voix de Zeca Afonso et d’Inês Cordeiro. Les traductions en français sont interprétées par Rémi Caramalho. Un remerciement tout particulier à tous les invités.
« Histoires d’avril » est une rubrique spéciale de l’émission ALFA 10/13 à l’occasion des 50 ans du 25 avril 1974.
Pour compléter les témoignages, Radio Alfa propose également une bibliographie sur la Révolution des Œillets :
LEONARD, Yves. Sous les œillets la révolution. Le 25 avril 1974 au Portugal. Paris : Chandeigne, avril 2023. 136 p.
REZOLA, Maria Inácia. Mitos de Uma Revolução. Lisbonne : A Esfera dos Livros, 2008. 436 p.
CANIVET DA COSTA, Sandra. La Révolution des œillets – 25 avril 1974, le jour de la Liberté. Bourges : Cadamoste, avril 2024. 50 p.
FANHA, José. Era uma Vez o 25 de Abril. Lisbonne : Nuvem de Tinta, avril 2023. 88 p.
PALHETA, Ugo. Découvrir la Révolution des œillets. Portugal (1974-1975). Paris : Éditions Sociales – Les Propédeutiques, avril 2024. 200 p.
PEREIRA, Victor. C’est le peuple qui commande : la Révolution des Œillets : 1974-1976. Paris : Éditions du Détour, 2023. 265 p.
MATEUS, José ; GAUDÊNCIO, Suzana ; VARELA, Raquel. 25 de Abril – Roteiro da Revolução. Lisbonne : Parsifal PT, mars 2017. 192 p.
FILOCHE, Gérard. La Révolution des Œillets. Portugal. 1974. Paris : Éditions Atlande, avril 2024. 712 p.
Radio Alfa propose aussi une série d’entretiens (en portugais et en français) sur la Révolution des Œillets, réalisés par Didier Caramalho:
Portugal – Revolução dos Cravos, 50 anos – Liberdade
« Uma ideia de futuro » – concerto e projeção do Video Mapping « 25 de Abril, quinta-feira »
Espetáculo de projeção do Video Mapping « 25 de Abril, quinta-feira », na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, 24 de abril de 2024. TIAGO PETINGA/LUSA
« Uma ideia de futuro » – concerto e projeção do Video Mapping « 25 de Abril, quinta-feira » promovido pela Câmara Municipal de Lisboa e produzida pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), no âmbito das Festas de Abril, na Praça do Comércio, em Lisboa, 24 de abril de 2024. – Videomapping composto por fotografias de Alfredo Cunha e música de Rodrigo Leão, numa parceria com a Comissão Comemorativa 50 anos do 25 de abril. MANUEL DE ALMEIDA/LUSAEspetáculo pirotécnico e drones .promovido pela Câmara Municipal de Lisboa e produzida pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), no âmbito das Festas de Abril, na Praça do Comércio, em Lisboa, 24 de abril de 2024. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
25 Abril: Macron enaltece papel dos portugueses na democracia europeia
O Presidente francês, Emmanuel Macron, enalteceu a importância da revolução do 25 de abril no caminho democrático europeu, recordando que “a Europa de hoje deve muito” à coragem dos então jovens ‘capitães de abril’.
“Amanhã (quinta-feira), celebram-se os 50 anos da Revolução dos Cravos. Gostaria de associar-me aos nossos amigos em Portugal, aos portugueses em França e a todos os nossos compatriotas de origem portuguesa para celebrar este aniversário, tão importante para a democracia na Europa”, afirmou o chefe de Estado francês num vídeo divulgado por ocasião dos 50 anos do 25 de abril.
Na mesma mensagem, o Presidente francês não esqueceu os jovens ‘capitães de abril’ que “manifestaram a esperança de um povo inteiro na paz e na democracia ». « Nem trinta anos tinham e já eram heróis. A Europa de hoje deve muito à sua coragem”, afirma Macron.
Para o chefe de Estado francês, a amizade entre Portugal e França é até hoje reforçada pelo fluxo de cidadãos, desde a ditadura quando muitos portugueses procuraram uma vida melhor em França e até hoje vivem entre os dois países.
“A França orgulha-se de ter acolhido no seu território centenas de milhares de portuguesas e portugueses nos anos 50 e 60, desterrados pela pobreza, pela violação sistemática dos seus direitos, pela repressão política arbitrária e cruel, e por recusarem-se em participar neste sistema e nestas guerras injustas”, disse o Presidente francês.
Atualmente, os dois países partilham “laços seculares”, preparam o futuro da União Europeia e defendem as causas que determinam o futuro, partilhando “a mesma visão de um mundo livre, democrático e justo”, defendeu o Presidente francês.
“Devemo-lo à memória dos ‘capitães de abril’ e ao povo português que, há cinquenta anos, se levantou contra a injustiça e a pobreza e conquistou a admiração da França, da Europa e do mundo com um cravo vermelho na mão”, disse Macron, finalizando a sua mensagem com “25 de abril, sempre! Viva Portugal! Obrigado a Portugal!”.
No vídeo, Macron ainda enumerou algumas personalidades portuguesas que lutaram pela democracia, como Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, que lutaram pelos direitos das mulheres, bem como Mário Soares, Álvaro Cunhal e Emídio Guerreiro, que se refugiaram na França antes da revolução, tendo regressado a Portugal após o 25 de abril de 1974.
Presidente Marcelo diz que “temos de pagar” pela escravatura em África e massacres coloniais.
As declarações foram proferidas durante um jantar na terça-feira, 23, com jornalistas correspondentes estrangeiros.
A este respeito, o Presidente da República prometeu designadamente “ver como podemos reparar” as ações criminosas “em que os responsáveis não foram presos”, bem como vir a devolver “os bens que foram saqueados”.
A este respeito a agência Lusa publicou o despacho seguinte:
Marcelo Rebelo de Sousa defende pagamento de reparações por crimes da era colonial
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reconheceu responsabilidades de Portugal por crimes cometidos durante a era colonial, sugerindo o pagamento de reparações pelos erros do passado.
« Temos de pagar os custos. Há ações que não foram punidas e os responsáveis não foram presos? Há bens que foram saqueados e não foram devolvidos? Vamos ver como podemos reparar isto », afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, citado pela agência Reuters.
O Presidente da República falava, na terça-feira, durante um jantar com correspondentes estrangeiros em Portugal.
No evento, Rebelo de Sousa disse que Portugal « assume toda a responsabilidade » pelos erros do passado e lembra que esses crimes, incluindo os massacres coloniais, tiveram custos.
Há um ano, na sessão de boas-vindas ao Presidente brasileiro Lula da Silva, que antecedeu a sessão solene comemorativa do 49.º aniversário do 25 de Abril na Assembleia da República, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que Portugal devia um pedido de desculpa, mas acima de tudo devia assumir plenamente a responsabilidade pela exploração e pela escravatura no período colonial.
« Não é apenas pedir desculpa – devida, sem dúvida – por aquilo que fizemos, porque pedir desculpa é às vezes o que há de mais fácil, pede-se desculpa, vira-se as costas, e está cumprida a função. Não, é o assumir a responsabilidade para o futuro daquilo que de bom e de mau fizemos no passado », defendeu.
Durante mais de quatro séculos, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram raptados, transportados à força para longas distâncias por navios e mercadores maioritariamente europeus e vendidos como escravos.
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