França eleva ao máximo o nível de alerta terrorista após ataque em Moscovo

O primeiro-ministro francês, Gabriel Attal, anunciou hoje o reforço do plano de segurança do país para o nível mais elevado na sequência do ataque em Moscovo reivindicado pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI).

“Atendendo à reivindicação do atentado pelo Estado Islâmico e às ameaças sobre o nosso país, decidimos reforçar a postura Vigipirate ao nível mais elevado: urgência de atentado”, indicou Grabiel Attal na rede social X após uma reunião do Conselho de defesa no Eliseu presidida pelo Presidente, Emmanuel Macron.

O plano Vigipirate tinha sido reduzido em janeiro para o nível 2 (“segurança reforçada – risco de atentado”).

O ataque de sexta-feira a uma sala de concertos nos arredores de Moscovo que provocou mais pelo menos 137 mortos foi reivindicado por um grupo filiado no movimento ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI) e considerado o mais mortífero em solo russo os últimos anos.

O número de mortos no ataque aumentou para 137, incluindo três crianças, anunciaram hoje investigadores russos, referindo que foram encontradas armas e munições no local.

Até ao momento, as forças de segurança detiveram 11 pessoas relacionadas com o ataque, das quais quatro participaram pessoalmente no atentado, segundo as autoridades russas.

Os suspeitos do ataque de sexta-feira compareceram na noite de hoje num tribunal distrital da capital da Rússia. Perante forte presença policial em torno do Tribunal distrital Basmanny, espera-se que a instância determine as medidas de coação para os suspeitos pelo ato de terrorismo ocorrido no Crocus City Hall, um grande complexo comercial na periferia de Moscovo.

 

Com Agência Lusa.

 

 

MotoGP/Portugal: Vitória de Martin em dia agridoce de Oliveira

O piloto espanhol Jorge Martin (Ducati) venceu hoje o GP de Portugal de MotoGP, no Algarve, segunda prova do Mundial de Velocidade, e saltou para a liderança do campeonato num dia em que Miguel Oliveira (Aprilia) terminou em nono.

O piloto luso, natural de Almada, cortou a meta a 23,929 segundos do vencedor, com o italiano Enea Bastianini (Ducati) em segundo lugar, a 0,882 segundos, com o estreante Pedro Acosta (GasGas) em terceiro, a 5,362.

Acosta, que tem 19 anos e 304 dias, tornou-se no terceiro mais novo de sempre a subir ao pódio, apenas atrás de Randy Mamola (tinha 19 anos e 261 dias no GP da Finlândia de 1979) e de Eduardo Salatino (tinha 19 anos e 274 dias no GP da Argentina de 1962).

Saindo da terceira posição, Jorge Martin saltou para a liderança logo no arranque, não permitindo mais veleidades à concorrência.

Miguel Oliveira também arrancou bem. Saindo da 15.ª posição, era 11.º ainda na primeira volta, subindo ao 10.º pouco depois. O piloto luso da equipa Trackhouse chegou ao nono posto a seis voltas do final, depois de ter ultrapassado o francês Fábio Quartararo (Yamaha).

No entanto, Oliveira seria empurrado para fora da pista pelo italiano Marco Bezzechi (Ducati), baixando três posições, recuando até 12.º.

A parte final da prova algarvia foi de grande emoção, com lutas pelos lugares do pódio. Pedro Acosta, vindo de trás, passou o espanhol Marc Márquez (Ducati) e o campeão Francesco Bagnaia (Ducati), já depois de se desenvencilhar das duas KTM, de Brad Binder e Jack Miller.

Marc Márquez aproveitou a embalagem e também tentou passar Bagnaia na curva cinco. O italiano respondeu colocando a mota por dentro e acabou por tocar nas costas do espanhol, acabando os dois no solo.

Márquez ainda retomou a prova, enquanto o campeão se dirigiu para as boxes. A direção de corrida abriu uma investigação, mas a ação foi considerada incidente de corrida e não haverá penalização para nenhum deles.

Na entrada para a última volta, a caixa de velocidades da Aprilia de Maverick Viñales, que vinha em terceiro, cedeu e o piloto espanhol acabou no solo.

Desta forma, Miguel Oliveira ascendeu novamente ao nono lugar enquanto Jorge Martin se tornou no quarto vencedor diferente em Portimão, depois do português (2020), de Francesco Bagnaia (2021 e 2023) e de Fábio Quartararo (2022).

O madrileno, que já não ganhava desde o GP da Tailândia do ano passado, somou o sexto triunfo na carreira em MotoGP.

Com estes resultados, Jorge Martin saltou para o comando do Mundial, com 60 pontos, mais 18 do que o sul-africano Brad Binder (KTM), que hoje foi o quarto classificado. Bastianini é o terceiro, com 39 e Bagnaia o quarto, com 37.

Já Miguel Oliveira subiu para o 14.º lugar, graças aos sete pontos conquistados hoje. O piloto da Aprilia soma, agora, oito.

A próxima ronda será o GP das Américas, nos Estados Unidos, de 12 a 14 de abril.

 

Com Agência Lusa.

Desporto Associativo – 23 Março 2024

Um programa de Sousa Gomes. O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque.

Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão à 1h, na noite de segunda para terça-feira).

Ouça aqui:

 

Eleições/Portugal: Resultados publicados no Diário da República. Novo parlamento reúne 3.ª feira

Eleições: Publicação de resultados em Diário da República determina que novo parlamento se reúna 3.ª feira

 

A publicação ontem em Diário da República do mapa oficial com os resultados das eleições legislativas de 10 de março determina que a primeira reunião da Assembleia da República da nova legislatura se realize na próxima terça-feira, dia 26.

Após a publicação do mapa oficial em Diário da República, « a Assembleia da República reúne por direito próprio no terceiro dia posterior ao apuramento dos resultados gerais das eleições », conforme estabelece o artigo 173.º da Constituição.

A próxima terça-feira já era a data apontada como provável para o arranque da nova legislatura, tendo até na sexta-feira sido convocada a conferência de líderes para segunda-feira às 15:00, que terá como ponto único a “preparação da XVI legislatura”.

Na primeira sessão, os deputados irão eleger o próximo presidente da Assembleia da República, que sucederá ao socialista Augusto Santos Silva, que falhou a eleição pelo círculo Fora da Europa nas últimas legislativas.

A primeira reunião plenária da XVI legislatura – com nove partidos representados, mais um do que na anterior, o CDS-PP – divide-se em duas partes, uma de manhã e outra à tarde.

Segundo a súmula da última conferência de líderes, divulgada na quinta-feira, os trabalhos da primeira sessão terão início às 10:00 “e, de acordo com a praxe parlamentar, o líder do maior grupo parlamentar convida um deputado para presidir e conduzir os trabalhos”.

Como a essa hora não haverá ainda presidente da AR eleito e o presidente cessante, Augusto Santos Silva, não foi eleito deputado, caberá ao partido mais votado, o PSD, convidar um dos vice-presidentes cessantes que tenha sido reeleito, ou o deputado mais antigo, a dirigir os trabalhos.

A única vice-presidente cessante reeleita foi a deputada socialista Edite Estrela, que na passada legislatura presidiu aos trabalhos do primeiro plenário.

O deputado indicado para presidir e conduzir os trabalhos da primeira sessão convidará, de seguida, dois deputados para secretários da mesa provisória “que podem ser os que desempenharam essa função na legislatura precedente e que tenham sido eleitos, sendo um de cada um dos maiores grupos parlamentares”, PS e PSD.

Após a aprovação da resolução que aprova a comissão eventual de verificação de poderes, os trabalhos serão interrompidos e novamente retomados às 15:00, altura em que será eleito o novo presidente do parlamento.

A conferência de líderes irá decidir na segunda-feira se na primeira sessão se fará apenas a eleição do novo presidente da AR ou também da mesa – composta por quatro vice-presidentes, quatro secretários e quatro vice-secretários – e do novo conselho de administração.

Pela primeira vez, após alterações ao regimento introduzidas na última legislatura, os deputados terão que assinar um termo de posse, no qual afirmam solenemente que irão desempenhar fielmente as funções em que ficam investidos e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.

A Aliança Democrática (AD) venceu as eleições de 10 de março e o líder do PSD foi indigitado primeiro-ministro pelo Presidente da República. Luís Montenegro apresenta o seu Governo em 28 de março e a posse está prevista para 02 de abril.

No novo parlamento, o PSD terá 78 deputados (mais um que na anterior legislatura), o PS também 78 (menos 42), o Chega sobe de 12 para 50 parlamentares, a IL mantém os oito deputados e o BE os cinco que já tinha, enquanto o PCP desce de seis para quatro. O Livre cresce de um para quatro e o PAN mantém a sua deputada única.

O CDS-PP regressa ao parlamento com dois deputados, obtidos na coligação pré-eleitoral AD (com PSD e PPM), que, teoricamente, totaliza 80 deputados na Assembleia da República (as coligações desfazem-se após as eleições).

Alfa/ com Lusa

Passagem de Nível de 24/03 estará em direto da Feira de Nanterre, tal como outros programas da Alfa

Entrevistas.

Tal como outros programas da Rádio Alfa, o Passagem de Nível do dia 24/03 estará tembém em direto da Festa Feira e Romaria de Nanterre – das 12h às 14h.

Um programa de Artur Sllva

Artur Silva - Passagem de NÍvel
Podcast – Passagem de Nível

Costa elogia emigrantes portugueses em França que abriram caminho a uma « relação única » entre os dois países

Costa elogia emigrantes portugueses em França que abriram caminho a uma « relação única » entre os dois países

O primeiro-ministro cessante, António Costa, enalteceu ontem à noite a « relação única que a França e Portugal desenvolveram graças à comunidade portuguesa » naquele país e a capacidade empreendedora dos portugueses que emigraram desde a década de 1960.

Falando em francês, antes de um concerto comemorativo dos 50 anos do 25 de Abril, na Câmara de Paris, António Costa prestou homenagem aos mais de 900 mil portugueses que desde os anos 60 do século passado emigraram para França e que muito contribuíram para o desenvolvimento daquele país.

Acompanhado pela presidente da Câmara de Paris, a socialista Anne Hidalgo, que antes já tinha elogiado a comunidade lusa em França, o líder do executivo português salientou a capacidade empreendedora dos portugueses emigrados, que « vingaram na vida » e deram um « contributo muito importante » para o desenvolvimento daquele país.

Numa altura em que o radicalismo de direita usa o combate à imigração como bandeira política, António Costa fez o contraponto, lembrando que a terceira geração dos emigrantes da década de 60 não cortou as relações com Portugal, continuando com « a ligação ao seu povo ».

O primeiro-ministro lembrou a forma como os portugueses de Paris festejaram a conquista do Euro2016 em futebol, parecendo que estavam no seu país, para deixar a imagem da relação com as suas raízes e com o país de acolhimento.

Antes, Anne Hidalgo tinha elogiado também a comunidade portuguesa, apontando o caso dos festejos do Euro2016 como um caso de integração bem conseguida.

Como se estava a falar dos emigrantes, mas também dos exilados, António Costa aproveitou para lembrar Mário Soares, o socialista que seria o primeiro Presidente da República civil após o 25 de Abril, arrancado uma ovação da sala.

Costa e Hidalgo assistiram a um concerto franco-português, comemorativo da Revolução dos Cravos, pela Orquestra Parisiense Centenária “Colonne”, dirigida pelo maestro Cesário Costa, com muitas músicas de intervenção que marcaram o período revolucionário, como o Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso, E Depois do Adeus, de Paulo de Carvalho, ou mesmo Um Cheirinho de Alecrim, de Chico Buarque.

Antes o primeiro-ministro português e a autarca parisiense estiveram reunidos cerca de meia hora.

Alfa/ com Lusa

Pelo menos 115 mortos no atentado em Moscovo

Pelo menos 115 pessoas morreram no ataque de sexta-feira a uma sala de concertos nos arredores do Moscovo, reivindicado pelo Estado Islâmico (EI), anunciou hoje a Comissão de Investigação.

Os investigadores acrescentam ter descoberto “outros corpos durante a remoção dos escombros”, elevando assim para 115 o total de mortos encontrados até ao momento enquanto se mantêm as operações de busca e resgate, acrescenta a agência AFP, citando um comunicado da Comissão.

Segundo o governador da região de Moscovo, Andréi Vorobióv, quase vinte corpos foram encontrados sob os escombros do edifício Crocus City Hall, na cidade de cidade de Krasnogorsk, no noroeste da capital russa, refere a agência EFE.

“Mais vinte corpos foram também descobertos sob os escombros e as buscas decorrerão, pelo menos, durante mais uns dias”, escreveu o governado no Telegram.

Andréi Vorobióv informou ainda que já tinha visitado o local onde ocorrera o atentado terrorista, advertindo que o número de vítimas mortais “aumentará consideravelmente” à medida que prosseguem as operações de busca e resgate.

Num balanço anterior, as autoridades tinham avançado com um total de 93 mortos no atentado terrosrista perto de Moscovo, um dos maiores da história moderna da Rússia, acrescenta a EFE.

Para os investigadores, as mortes foram causadas por ferimentos de balas e pela inalação de fumos do incêndio provocado pelos atacantes.

O Serviço Federal de Segurança (FSB) informou ainda ter detido 11 pessoas relacionadas com o atentado.

Entre os detidos encontram-se quatro terroristas que participaram pessoalmente no ataque, segundo informou o diretor daquele organismo federal, Alexandr Bórtnikov, ao Presidente russo, Vladimir Putin.

Os suspeitos, que ofereceram resistência, foram detidos na estrada na região de Briansk, na fronteira com a Ucrânia.

De acordo com os serviços de segurança russos, os terroristas pretendiam atravessar a fronteira com a Ucrânia e tinham « contactos » com representantes ucranianos, informação rapidamente desmentida pela Ucrânia que se afasta de qualquer ligação com este atentado.

Até ao momento, 107 pessoas feridas no ataque encontram-se a receber cuidados médicos em hospital da capital russa e nos arredores.

Segundo fontes médicas, 16 feridos, entre os quais uma criança, encontram-se em estado considerado “muito grave”, e 44 em estado considerado “grave”.

Com Agência Lusa.

 

Princesa de Gales anuncia que tem cancro e iniciou quimioterapia

A princesa de Gales, Kate Middleton, mulher do herdeiro do trono britânico, anunciou hoje, num vídeo, que lhe foi diagnosticado cancro e que iniciou um tratamento de quimioterapia, pedindo respeito pela privacidade da família.

 

A princesa de Gales, de 42 anos, foi internada numa clínica de Londres a 16 de janeiro para uma cirurgia abdominal extensa. Na altura, a família real escusou-se a prestar qualquer esclarecimento sobre os motivos da intervenção. Fonte oficial garantiu apenas que não se tratava de cancro.

Kate revelou esta sexta-feira que só após a cirurgia lhe foi diagnosticado o cancro. Na mensagem divulgada, a princesa de Gales começa por agradecer as mensagens de apoio que tem recebido e garantiu que se sente bem e a ficar « mais forte a cada dia ».

« Têm sido ums meses muito duros para toda a nossa família, mas tenho uma equipa médica fantástica que tem tomado muito bem conta de mim e pela qual estou tão grata », sublinhou.

Referindo depois que a doença que a levou a precisar de cirurgia não era cancerígena, Kate explicou que foram os exames feitos após a intervenção que revelaram o cancro. « A minha equipa médica aconselhou-me então a fazer um ciclo de quimioterapia preventiva e estou agora na fase inicial desse tratamento », detalhou.

Garantindo que já disse aos filhos que vai recuperar da doença, Kate agradeceu ainda o apoio do marido, o príncipe de Gales. « Ter o William ao meu lado é uma grande fonte de conforto e tranquilidade. Tal como são o apoio e a gentileza que têm sido demonstrados por muitos de vós. Significa tanto para nós os dois », disse Kate.

« Nesta altura, também penso nas vidas daqueles que foram afetados pelo cancro. Todos aqueles que estão a enfrentar esta doença, em que forma for, por favor, não percam a fé ou a esperança. Não estão sozinhos », afirmou ainda.

Não foi revelado o tipo de cancro que foi diagnosticado a Kate.

Recorde-se que, em janeiro, também o rei Carlos III revelou que foi diagnosticado com cancro, depois de ter feito tratamento a um problema na próstata. O Palácio de Buckingham referiu apenas que o monarca, de 75 anos, não tem cancro na próstata, mas também não divulgou qual o cancro de Carlos.

Com Agência Lusa e Le Parisien.

 

 

 

Eleições. Paulo Pisco escreve sobre resultados na emigração. « Votação do Chega na Suíça é anómala »

CONSIDERAÇÕES SOBRE OS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

Apurados os resultados dos Círculos das Comunidades, gostaria de partilhar algumas considerações. Em primeiro lugar, queria agradecer a todos os que se envolveram e apoiaram a nossa campanha e as nossas iniciativas, muito particularmente aos colegas de lista, Nathalie Oliveira, Alfredo Stoffel e Joana Benzinho, mas também aos coordenadores das secções e aos militantes e simpatizantes que disseram presente nesta campanha e ainda a todos os que estiveram presentes nos nossos eventos e nos deram algum do seu tempo para ouvir as nossas propostas.

Foi uma campanha muito difícil, dadas as circunstâncias em que fomos para eleições, com a dissolução da Assembleia da República pelo Presidente da República, e a demissão do nosso Primeiro-ministro devido a um caso da justiça que, sublinhe-se, surgiu num momento que obviamente nos prejudicou e sem que, até agora, tenha havido desenvolvimentos que confirmem as razões da abertura do processo. É importante reter estes factos.

Infelizmente, o nosso camarada Augusto Santos Silva não foi eleito, por poucos votos (3.657). Ficou em segundo lugar o Chega, um partido destituído de humanidade, que tem ganho espaço com uma retórica contra os estrangeiros e contra a corrupção, que, assinale-se, tem os mecanismos institucionais para ser combatida e com meios à altura. Registe-se também que o Chega ficou em segundo lugar com a ajuda da rede de apoio do bolsonarismo, que tentou o assalto ao poder e às instituições democráticas no Brasil, a exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos com Donald Trump.

Na Europa, conseguimos manter o deputado, e o PSD não conseguiu eleger. Lamento também que não tenhamos conseguido manter o segundo lugar na Europa. O Chega ficou em primeiro lugar com 18,31% dos votos (42.972), o PS em segundo com 16,22% dos votos (38.061) e a AD com 14,21% dos votos (33.350). O PS ganhou na Alemanha, Bélgica, Reino Unido e França (em todos os consulados com exceção de Marselha, onde
ganhou o Chega), a AD ganhou em Espanha e em “Restantes Países da Europa” (agrega vários países com menos eleitores) e o Chega ganhou na Suíça e no Luxemburgo.

O resultado mais surpreendente é o da Suíça, onde o Chega obteve quase 40% do total dos seus votos, desequilibrando os resultados. Esta votação é anómala, porque em todas as mesas de voto houve uma proporção entre as três principais forças partidárias (PS, AD e Chega) quanto aos votos expressos, sendo que, nas 160 mesas de contagem de votos, 80 no primeiro dia e 80 no segundo, o PS ganhou em 87, o Chega em 59 e a AD em 14.

Mas esta situação na Suíça merece reflexão para se compreender o que se passou, porque a votação foge completamente do padrão. É preciso compreender se é apenas o efeito de descontentamento ou se há algo mais.

Relativamente ao Luxemburgo, onde o Chega também ganhou, é um pouco incompreensível, porque a presença dos deputados do PS é regular e os governos do PS têm dado imensa atenção à nossa comunidade no Grão- Ducado. Além disso, é constrangedor que, num país onde quase metade da população é estrangeira, a comunidade portuguesa possa vir a ficar rotulada como sendo apoiante da extrema-direita.

É algo, portanto, que precisamos de combater para que esta imagem injusta não fique colada à nossa comunidade no Luxemburgo.

Estes resultados, tanto na Europa como fora da Europa, são muito ilustrativos da necessidade de o PS reforçar a atenção às comunidades e fazer aquilo que ficou suspenso antes das eleições, que é uma renovação da estrutura do partido para estabelecer uma ligação sólida e permanente com as nossas estruturas e militantes no estrangeiro, sendo absolutamente necessário imprimir uma dinâmica diferente na informação, nos contactos,
na utilização das redes sociais e nas iniciativas.

Aliás, as atividades associadas às comunidades devem alargar-se para além dos que estão
diretamente implicados, e envolver também outros dirigentes do partido, deputados de outros círculos eleitorais e autarcas. É preciso criar uma estrutura bem identificada para as comunidades e para as secções e os militantes no estrangeiro.

Se, por um lado, podemos elogiar o aumento da participação nestas eleições, decorrente da implementação do recenseamento automático em 2017 por um governo do PS, que foi de 333.520 votantes, por outro, temos a lamentar que, tal como sobejamente alertámos, os votos nulos tenham ficado perto dos 40 por cento, a exemplo do que aconteceu nas três últimas eleições. Apesar da insistência do Grupo Parlamentar do PS para que fosse substituída a fotocópia do Cartão do Cidadão, o PSD manteve-se intransigente. E o resultado foi que os votos nulos representaram nos dois círculos eleitorais 36,68%, o equivalente a 122.327 votos anulados, muito mais do que o triplo que tiveram os partidos mais votados na Europa, o que é inaceitável.

Portanto, temos grandes desafios pela frente, em que além do PSD temos agora também um partido extremista para combater, para os quais precisamos de todos e de um partido forte, coeso e combativo, virado para o combate político contra os nossos adversários.

Temos de ter um partido mais forte e organizado nas comunidades, ter propostas importantes para a vida concreta dos nossos compatriotas residentes no estrangeiro, dinamizar as secções e torná-las mais operativas, para melhor defendermos as comunidades portuguesas e os nossos valores.

Estamos juntos neste combate.

Paulo Pisco
Deputado do PS

Portugal vence Suécia no primeiro jogo de preparação para o Euro2024

Portugal venceu hoje a Suécia por 5-2, no primeiro encontro de preparação para o Campeonato da Europa de futebol de 2024, disputado no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Rafael Leão, aos 24 minutos, Matheus Nunes, aos 33, Bruno Fernandes, aos 45, Bruma, aos 57, e Gonçalo Ramos, aos 61, selaram o triunfo luso, enquanto o ‘leão’ Viktor Gyökeres, aos 58, e Gustaf Nilsson, aos 90, marcaram para os suecos.

A formação das ‘quinas’, que somou o 11º triunfo em 11 jogos sob o comando do espanhol Roberto Martínez, volta a jogar na terça-feira, em Ljubljana, face à Eslovénia, cumprindo mais três jogos em junho antes da fase final do Euro2024.

 

Com Agência Lusa.