Ainda que não tivesse participado no Grand Slam parisiense a judoca esteve no estágio ‘habitual’ na Capital francesa com Rochele Nunes e Jorge Fonseca.
Os Atletas estiveram acompanhados pelos Treinadores – Marco Morais e Pedro Soares.
A Rádio Alfa falou com Patrícia Sampaio depois do estágio. Ficam as principais impressões e sentimentos da judoca a poucos meses dos Jogos Paris2024:
A seleção portuguesa de râguebi venceu hoje na Roménia por 24-49, na terceira jornada do Rugby Europe Championsip 2024 (REC24), e qualificou-se para as meias-finais pelo segundo ano consecutivo, ao assegurar o primeiro ligar do Grupo B.
Portugal não vencia na Roménia desde 2009 e estava praticamente obrigado a fazê-lo para garantir as meias-finais, mas nem sequer precisava do ponto de bónus ofensivo, que conquistou com o sexto ensaio, de Nicolas Martins (80+3 minutos), já para além da hora, assegurando uma diferença de três ensaios em relação aos romenos.
Para além do jogador ao Angoulême, cruzaram ainda a ‘meta’, para Portugal, Manuel Cardoso Pinto (13 e 70 minutos), Tomás Appleton (38) e Lucas Martins (52 e 79), enquanto o abertura Hugo Aubry transformou os primeiros cinco ensaios e somou ainda três penalidades (19, 34 e 64).
Portugal entrou mais forte no relvado do Estádio Arcul de Triumf, em Bucareste, e passou os primeiros 20 minutos instalado no meio-campo adversário, mas desse domínio territorial resultou apenas uma vantagem de 10-0, com o primeiro ensaio de Cardoso Pinto (13) e uma penalidade de Aubry (19).
Na primeira vez que chegou à área de 22 metros portuguesa, a Roménia ‘destapou’ uma fragilidade antiga dos ‘lobos’, que tinha sido erradicada no Mundial, e aproveitou uma penalidade para colocar a bola na ‘touche’ a cinco metros da linha, montar o ‘maul’ a partir do alinhamento e fazer um ensaio fácil por Ovidiu Cojocaru (21 minutos).
Uma penalidade para Hugo Aubry (34 minutos) e um ‘drop goal’ de Alin Conache mantiveram as distâncias, até Tomás Appleton (39) fazer o segundo ensaio de Portugal e garantir uma vantagem mais confortável (20-10) para iniciar a segunda parte.
A entrada romena foi fortíssima após o descanso, mas Lucas Martins (52 minutos), num grande contra ataque, um pouco contra a corrente do jogo, reagiu ao segundo ensaio romeno, de Taylor Gontineac (44).
Ovidiu Neagu (60 minutos) recolocou a Roménia a três pontos de distância (27-24), aproveitando um momento de grande pressão nos últimos cinco metros portugueses e o cartão amarelo visto por Vasco Baptista, mas, mesmo em inferioridade numérica, Portugal meteu-se a quase dois ensaios transformados de distância (37-24), graças a uma penalidade de Aubry (64) e ao ‘bis’ de Cardoso Pinto (70).
Num momento em que os ‘lobos’ já jogavam com o cronómetro para segurar a vitória, Lucas Martins (79 minutos) fugiu pelo lado fechado e acabou com todas as dúvidas, mas Portugal, com a vitória garantida, não chutou para fora nas suas posses de bola e foi à procura do ponto de bónus, que nem precisava, e conseguiu no toque de meta de Nicolas Martins (80+3).
O resultado garantiu o primeiro lugar do Grupo B a Portugal, com 11 pontos, mais dois do que a Roménia, fruto de duas vitórias e uma derrota, o que garante o direito de disputar as meias-finais em casa.
Dessa forma, Portugal vai receber, em 02 ou 03 de março, a Espanha, que hoje perdeu por 38-3 na Geórgia e terminou o Grupo A em segundo lugar. A outra meia-final será disputada entre Geórgia e Roménia.
O nadador português Diogo Ribeiro sagrou-se hoje campeão mundial dos 100 metros mariposa, nos Mundiais aquáticos, a decorrer em Doha, no Qatar, repetindo o título conquistado na prova de 50 metros mariposa.
Diogo Ribeiro venceu a prova em 51,17 segundos, um novo recorde nacional, depois de já ter conseguido na sexta-feira o melhor tempo das meias-finais, com máximo luso (51,30).
O nadador do Benfica já tinha conseguido na segunda-feira o título mundial nos 50 metros mariposa, o primeiro de sempre de Portugal em natação pura, depois de ter sido vice-campeão em 2023, em Fukuoka, para arrebatar então a primeira medalha lusa.
Diogo Ribeiro feliz com primeira medalha nos 100 mariposa
O português Diogo Ribeiro assumiu hoje a satisfação com a conquista da sua primeira medalha na estreia em finais dos 100 mariposa nos Mundiais de desportos aquáticos, admitindo a dificuldade na prova.
“Foi uma corrida difícil, mas quero agradecer aos meus colegas e aos que me apoiam. Obrigado”, começou por dizer o nadador, de 19 anos, pouco depois de ter repetido na distância olímpica o triunfo dos 50 metros mariposa alcançado na segunda-feira.
Diogo Ribeiro venceu a prova em 51,17 segundos, um novo recorde nacional, depois de já ter conseguido na sexta-feira o melhor tempo das meias-finais, com máximo luso (51,30).
Esta foi a terceira medalha em mundiais do nadador natural de Coimbra, a segunda de ouro em Doha, depois da depois da prata, também nos 50 mariposa, em 2023, em Fukuoka,
“Nunca tinha chegado a uma final nos 100 mariposa, consegui, cheguei à medalha, são três em três [finais]”, concluiu Diogo Ribeiro, igualmente o primeiro luso a chegar a três finais em mundiais.
O nadador português, recordista mundial júnior dos 50 metros mariposa, chegou ainda às meias-finais dos 100 metros livres, não indo além das eliminatórias nos 50 livres, distâncias em que, tal como para a que hoje se sagrou campeão tem já tem garantido o apuramento para os Jogos Olímpicos Paris2024.
Navalny: MNE português responsabiliza Putin por morte de opositor russo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, responsabilizou hoje o Presidente russo Vladimir Putin pela morte de Alexei Navalny, homenageando o opositor do Kremlin pela sua resistência e luta pela democracia na Rússia.
« Putin, que exerceu o seu poder arbitrário prendendo-o em circunstâncias cada vez mais draconianas, é responsável pela sua morte » escreveu João Gomes Cravinho na rede social X (antigo Twitter).
Navalny morreu hoje, aos 47 anos, numa colónia penal no Ártico, para onde tinha sido transferido em dezembro, depois de ter estado numa prisão na região de Vladimir, a menos de 200 quilómetros de Moscovo.
A notícia foi divulgada pelos serviços prisionais da Rússia, mas a equipa de Navalny ainda não confirmou a morte do dissidente.
« Presto homenagem a Alexei Navalny, que resistiu ao regime de Putin e lutou pela democracia na Rússia », acrescentou, na sua mensagem, o MNE português, que apresentou condolências à família e ao povo russo.
O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes com a Cap Magellan.
Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.
A Léa, Julie, Toni e o Édouard agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.
Esta semana em estúdio esteve Lyana esteve em estúdio, vários singles, a jovem cantora já acumula mais de 4 milhões de streams nas plataformas.
« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo,18 de fevereiro 2024. Das 12h às 14h
Em destaque:
-Comemoração dos Resistentes estrangeiros em França, 4ª feira 21 de fevereiro, em
Paris, e conferência-debate sobre os Portugueses na Resistência em França, às 16h00 na Mairie do 14° bairro parisiense.
Convidados:
–Manuel Dias, do Comité Sousa Mendes e da Ligue des Droits de l’Homme (LDH)
–Cristina Clímaco, historiadora e professora na Universidade de Paris 8
–Eleições legislativas antecipadas em Portugal, dia 10 de Março 2024.
Continuação da série de entrevistas com representantes de diversos partidos para
abordar a situação económica, política e social em Portugal, e as suas propostas para as comunidades portuguesas residentes no estrangeiro.
Convidados:
–Joana Abreu Carvalho, cabeça de lista da CDU (PCP – PEV) pelo círculo da Europa
–Paulo Vieira de Castro, cabeça de lista do PAN (Partido dos animais e da natureza)
pelo círculo da Europa
-A campanha eleitoral para as legislativas em Portugal despoletou uma série de manifestações racistas e de estigmatização de imigrantes. Vale a pena relembrar que o país tem múltiplas influências em todos os aspectos e que datam de séculos atrás, daí voltarmos a falar do livro “Lisbonne dans la ville musulmane” de Marc Terrisse, éditions Chandeigne.
–Le Fusionnaire: Quand les langues s’unissent, um dicionário participativo para cultivar a
dupla cultura linguística. Filipe Vilas-Boas, artista plástico e poeta « numérico » lançou um
convite para dialogar sobre o seu dicionário. 6ª Feira, dia 23 de Fevereiro às 19h30, Maison du Portugal – André de Gouveia, na Cidade Universitária de Paris.
–SOU, autor, compositor e intérprete, em concerto no dia 25 de fevereiro às 18h00, no
C33 – Ivry-sur-Seine (94) para apresentar as suas mais recentes composições.
Apresentação e Coordenação: Artur Silva
Podcast – Passagem de Nível
Programa com redifusão na noite de 3ª para 4a feira, entre as 0h00 e as 2h00
A apresentação dos candidatos do Partido Socialista pelo círculo da Europa ocorreu esta quinta-feira 15 na sede da Federação do PS de Paris, Place du Colonel Fabien no décimo bairro da capital. Contou com as participações de Paulo Pisco, Nathalie de Oliveira, Alfredo Stoffel, Joana Benzinho e Francisco André, secretário internacional do PS. O mote da noite: mais ação!
Meia centena de militantes estavam reunidos, ao final da tarde de quinta-feira, na sede da Federação do PS de Paris, para ouvir e aplaudir os quatro membros da lista do PS no círculo da Europa bem como o secretário internacional do partido. Um evento com apresentação de António Oliveira, Secretário Coordenador do PS português de Paris. Na lista encabeçada por Paulo Pisco, aprovada em Comissão Política Nacional no passado mês de janeiro, estão presentes também Nathalie de Oliveira (deputada franco portuguesa desde 2022), Alfredo Stoffel da Alemanha, « um homem da velha escola política » segundo as palavras do cabeça de lista e Joana Benzinho da Bélgica. Todos discursaram, numa noite dividida entre autocongratulações e críticas à direita e extrema-direita.
Paulo Pisco respondeu às perguntas da Rádio Alfa, antes de começar o comício:
Antes de Paulo Pisco subir ao púlpito, falaram os outros candidatos. Joana Benzinho abriu o baile: a luso belga disse defender « o projeto mais válido, o trabalho mais positivo » dessas eleições legislativas. Seguiu-se a intervenção de Alfredo Stoffel que insistiu primeiro na importância de apelar os Portugueses a irem votar. « Nós, nas comunidades, temos muito a mania de dizermos que não contamos », lamentou. O luso alemão levantou ainda a questão do ensino do português no estrangeiro: « que tipo de ensino queremos para os nossos filhos? » Defendeu claramente as iniciativas do PS.
Nathalie de Oliveira, deputada e candidata da lista PS pelo círculo da Europa ® António Borga
Antes de Nathalie de Oliveira discursar, as luzes da sala apagaram-se e difundiu-se um video de campanha – que contou com o apoio de Luís Gonçalves, Presidente cessante da Academia do Bacalhau, Nelson Costa, ex-Presidente de uma associação portuguesa em Champigny-sur-Marne, Mathias Isidoro Silva, Presidente da associação Portugal do Norte ao Sul de Saint Brice-sous-Forêt, Rafael Baptista de Matos, filho do falecido dirigente associativo de Fontenay-sous-Bois José Baptista de Matos, e a escritora Altina Ribeiro. « Um filme que me deixou comovida » começou por dizer Nathalie de Oliveira, de microfone na mão. A eleita que apoiou Pedro Nuno Santos (ao contrário de Paulo Pisco) salientou que « a causa dos Portugueses de Europa é a causa política » da sua vida. Filha de pai que veio « à pé » para França, ser deputada na Assembleia da República é um orgulho que ela gostava de repetir. Nathalie de Oliveira, entre dois sorrisos para as câmaras presentes, relembrou a necessidade das associações portuguesas em França: elas « fazem muito por os Portugueses e apoiam o PS ». Acabou as suas declarações com ares de uma candidata à presidência: « Vamos vencer! Viva o PS! Viva Portugal! »
« A sociedade portuguesa esquece-se às vezes da dívida enorme que tem aos Portugueses de lá fora »
Chegou a hora do cabeça de lista. Paulo Pisco insistiu para falar sem microfone. Ele deu-se ao desafio de cativar a assembleia reunida, só com a sua voz: missão bem-sucedida. Com uma particular confiança, Paulo Pisco fez um discurso de quase uma hora.
O deputado do PS pela Europa agradeceu primeiro aos militantes presentes: « os Portugueses que aqui estão, não desistiram e ainda acreditam na política, nós precisamos de vocês ». Agradeceu depois a presença da comunicação social (acabando por citar a Rádio Alfa).
Paulo Pisco defendeu com unhas e dentes o balanço do Partido Socialista desde 2015, falando por exemplo do aumento do salário mínimo em Portugal, e pontuando ocasionalmente com « merecemos [ganhar] por o trabalho que fizemos […] embora haja sempre muita coisa para fazer ». Relembrou rapidamente e de forma clara os seus três pilares de ação: o atendimento consular, o ensino do português no estrangeiro e o movimento associativo. Paulo Pisco insistiu na importância de ir ao encontro dos jovens e apelou ao orgulho de ser Português: « Nós, Portugueses, estamos em todo lado, estamos em 186 países dos 193 que existem nas Nações Unidas ».
Alfredo Stoffel, Joana Benzinho, Nathalie de Oliveira e Francisco André a ouvir Paulo Pisco ® António Borga
Aos membros do PS francês presentes – nomeadamente Rémi Féraud, senador PS de Paris – Paulo Pisco endereçou umas palavras de camaradagem, num francês perfeito: « même si le Parti Socialiste français est en difficulté aujourd’hui, nos valeurs demeurent éternelles et il nous faut toujours lutter pour ramener à nos démocraties les valeurs du PS ». Voltando ao português, Paulo Pisco não poupou nas palavras e deu mote de motivação para todos os militantes reunidos. « Nós pretendemos transformar Portugal: a política só vale a pena se é para mudar a vida das pessoas », salientou.
« A França, apesar das ligações históricas com Portugal, é o país que mais expulsa Portugueses »
Paulo Pisco atacou vivamente a extrema direita e, evocando-o uma só vez, o partido CHEGA de André Ventura. « Estas eleições também são um combate pela democracia, pelos valores de abril », insistiu o candidato a sua própria reeleição, « a extrema-direita é um perigo para a Europa e para as democracias ». « Como é possível ter tanta desumanidade perante os estrangeiros? » questionou retoricamente Paulo Pisco.
O candidato relembrou que a extrema-direita, fundamentalmente, é contra os direitos dos estrangeiros e contra « a herança socialista da tolerância ». Em Portugal, essa ideologia política é incarnada pelo Chega de André Ventura. « O Chega manipula e engana de maneira escandalosa os Portugueses », afirmou somente o deputado PS. Numa breve digressão europeia pelas palavras, Paulo Pisco apontou depois para o Fratelli d’Italia de Giorgia Meloni, para a subida do partido AfD alemão, mas também para cá: « nenhuma sociedade democrática pode aceitar a lei imigração » do ministro Gérald Darmanin. Paulo Pisco abordou com firmeza um aspeto habitualmente pouco evidenciado: « a França, apesar das ligações históricas entre os dois países, é o país que mais expulsa Portugueses ». Questionado depois pela Rádio Alfa, o candidato insistiu: « isso vem no relatório da Administração Interna que todos os anos é produzido a nível da Administração Interna, e portanto são os últimos dados: a França é atualmente dos países que mais está a expulsar Portugueses ». Até agora, a Rádio Alfa não teve acesso a esse documento.
Video de apoio de Emmanuel Demarcy-Mota, encenador e diretor do Théâtre de la Ville:
« Mas qual é a moral que Carlos Gonçalves nos pode fazer? »
Paulo Pisco não deixou de evocar o seu mais perigoso adversário a estas eleições legislativas. De facto, Carlos Gonçalves é cabeça de lista pela Aliança Democrática que está à frente do Partido Socialista nas intenções de voto. Recorde-se que segundo a última sondagem da Intercampus para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã, divulgada esta quarta-feira 14 de fevereiro, a AD (24,3%) surge na liderança das intenções de voto, superando o PS (22,4%). Segundo essa mesma sondagem, a coligação da direita aumenta 3,5% enquanto os socialistas perdem 4%.
Paulo Pisco não podia então deixar de evocar o nome de Carlos Gonçalves. Mas no seu discurso, o candidato PS disse querer responder à uma frase do candidato AD: « Carlos Gonçalves teve o desaire de dizer que os deputados PS na Assembleia da República não fizeram nada… é de uma falta de pudor enorme! » Sem querer entrar em polémicas porque « não vale tudo em política, isto não é uma selva », Paulo Pisco deixou a sua resposta à Carlos Gonçalves. Citando o caso de um ex-deputado PSD que tinha acabado por deixar o partido social-democrata uma vez que « desprezava as comunidades portuguesas do estrangeiro », Paulo Pisco colocou esta pergunta fatal: « Mas qual é a moral que Carlos Gonçalves nos vem fazer? Um pouco de decência e de ética não lhe fazia nada mal porque é disso que precisamos na política ».
Meia centena de militantes estavam reunidos na sede da Federação do PS de Paris ® António Borga
Através a figura do Carlos Gonçalves, foi o PSD todo que foi alvo de críticas. O atendimento consular sempre foi modernizado graças ao PS, « o PSD nunca fez nada » salientou Paulo Pisco. O cabeça da lista PS pelo círculo da Europa finalizou ao dizer que « o Partido Socialista considera as comunidades e considera a sua diaspora » e pediu « humildemente uma ajuda com o voto ».
Paulo Pisco contou com o apoio de membros influentes da comunidade portuguesa em França. Estavam presentes personalidades como José Brito, Presidente da associação ARCOP de Nanterre, Lurdes Fernandes, Maire-adjointe LR em Paris 17 ou ainda Emília Ribeiro, Maire-adjointe em Les Ulis. Vários presidentes de associações da CCPF, membros do Consulado Geral de Portugal em Paris ou ainda da Caixa Geral de Depósitos marcaram presença.
« Il est important de s’entraider entre socialistes européens, il est important de construire l’Europe ensemble »
O senador PS de Paris, Rémi Féraud, estava presente e também falou. Pedindo desculpas de forma humorística por ainda não falar português, o eleito parisiense afirmou a solidariedade do PS francês para com o PS português. « Nous, socialistes français, sommes admiratifs des victoires de la gauche socialiste au Portugal », disse. Neste ano em que Portugal festeja os 50 anos da Revolução dos Cravos, o senador achou « émouvant accueillir le PS portugais » na sede da Federação do PS de Paris, Place du Colonel Fabien no décimo bairro da capital – frente à sede do Partido Comunista francês.
Paulo Pisco e Francisco André ® António Borga
A representar Lisboa – na falta de Pedro Nuno Santos, impedido pelos debates televisivos de marcar presença em Paris – estava « um modelo de virtudes e humanismo » para Paulo Pisco: Francisco André. O Secretario Internacional do Partido Socialista e também Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação no atual Governo lembrou a íntima relação que une o PS francês ao PS português, a amizade que liga António Costa e Fernando Medina à Anne Hidalgo. Neste seu regresso à Paris, cidade onde viveu antes de começar a sua carreira política, Francisco André martelou a ideia de que Portugal estava bem pior há oito anos, antes do PS ter chegado ao poder. O homem político reconheceu também o valor da comunidade portuguesa em França: « as comunidades são a nossa linha da frente; muitas das grandes empresas que nascem hoje em Portugal, nascem graças ao investimento dos empresários portugueses em França ». Finalizou de forma sentenciosa. Segundo ele, dia 10 de março, só há um caminho: « um para trás, outro para frente; e o único que consegue ir para frente é o PS ».
Depois de tudo ter acabado com a Portuguesa a soar, a noite prolongou-se com uns petiscos fornecidos pela Pastelaria Belém da Natália Martins. O companheirismo ambiente ajudou a soltar línguas. Alguns militantes confiaram seus medos e suas dúvidas à Rádio Alfa: « as pessoas tentadas pelo Chega são incompreensíveis… estamos a falar de um partido extremista e racista », « votar no Chega, não é solução », « nós que já vivemos em bairros de lata, nós que viemos à salto para França, nós, estrangeiros num país estrangeiro, como podemos votar no Chega? »
O Benfica bateu hoje os franceses do Toulouse por 2-1, em encontro da primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga Europa em futebol, disputado no Estádio da Luz, em Lisboa.
O argentino Ángel Di María, aos 68 e 90+8 minutos, em duas grandes penalidades, marcou os tentos do ‘onze’ de Roger Schmidt, enquanto o dinamarquês Mikkel Desler apontou o golo dos forasteiros, aos 75.
A formação ‘encarnada’ – que se desloca a França na próxima quinta-feira (22 de fevereiro) – procura a sexta presença no top 16 da Liga Europa, replicando 2009/10, 2010/11, 2012/13, 2013/14 e 2018/19, sendo que perdeu as finais de 2013 e 2014.
Sporting de Braga compromete apuramento para ‘oitavos’.
Qarabag players celebrate the fourth goal against Braga during their UEFA Europa League knockout round playoff first leg match, in Braga, north of Portugal, 15 February 2024. HUGO DELGADO/LUSA
O Sporting de Braga comprometeu hoje as aspirações de apuramento para os oitavos de final da Liga Europa de futebol, ao perder 2-4 em casa com os azeris do Qarabag, na primeira mão do play-off de acesso.
Sempre em desvantagem no encontro, a equipa ‘arsenalista’ ainda chegou igualada ao intervalo, depois de Simon Banza ter empatado a um, aos 44 minutos, respondendo a um golo de Jankovic, aos 21, de grande penalidade, mas, na segunda parte, no espaço de 15 minutos, a formação azeri ameaçou a goleada, com tentos de Zoubir (54 e 69) e de Juninho (65), atenuada com o golo de João Moutinho (90+1), na conversão de uma grande penalidade.
A segunda mão da eliminatória disputa-se dentro de uma semana, no Azerbaijão.
Resultados dos encontros da primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga Europa em futebol (horas em Paris):
O Sporting venceu hoje no sintético dos suíços do Young Boys por 1-3, em encontro da primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga Europa em futebol, disputado em Berna.
Aurele Amenda, aos 31 minutos, na própria baliza, o sueco Viktor Gyökeres, aos 41, de grande penalidade, e Gonçalo Inácio, aos 48, marcaram os tentos dos ‘leões’, enquanto Filip Ugrinic apontou, aos 42, o golo dos anfitriões, que acabaram com 10, por expulsão do guineense Mohamed Camara, aos 89.
A formação ‘verde e branca’ – que será anfitriã da segunda mão, na próxima quinta-feira (22 de fevereiro) – procura a quinta presença nos oitavos de final da Liga Europa, repetindo 2009/10, 2011/12, 2017/18 e 2022/23.
Resultados dos encontros da primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga Europa em futebol:
Eleições: AD, BE e Livre defendem teste do voto eletrónico a emigrantes para diminuir abstenção
A coligação Aliança Democrática (AD), o Bloco de Esquerda e o partido Livre defendem, nos seus programas eleitorais, que o voto eletrónico deve ser testado pelos emigrantes portugueses para facilitar o processo eleitoral e diminuir a abstenção.
A AD, liderada pelo Partido Social Democrata (PSD) e que integra o CDS – Partido Popular e o Partido Popular Monárquico, defende que a participação dos cidadãos nas eleições deve ser aumentada e aprofundada, defendendo a « uniformização dos métodos de votação nos círculos das comunidades portuguesas », garantindo « a transparência, a fiabilidade, o voto secreto e pessoal » para « ajudar a combater a abstenção desses eleitores ».
Para a coligação, o « voto por correspondência já provou ser um fator relevante no aumento da participação eleitoral. Ao que acresce a necessidade de testar o voto eletrónico não presencial nesses círculos, ainda que numa primeira fase sem caráter vinculativo, de modo a avaliar a exequibilidade e segurança desse método de votação ».
Defende, ainda, tal como o Bloco de Esquerda e o Partido Livre, que se deve reduzir a idade legal para o exercício do direito de voto para os 16 anos de idade.
O Chega quer promover uma « maior participação democrática », nomeadamente, « através da instituição do voto obrigatório » e defende a criação do Ministério das Comunidades, o qual, nomeadamente, adotaria os mecanismos necessários « para uma plena participação das comunidades nos diversos processos eleitorais ».
A Iniciativa Liberal (IL) propõe que passe a ser possível, para todas as eleições, o voto antecipado e, se desejado, em mobilidade, « sem restrições, em qualquer sede de município ou posto de recenseamento no estrangeiro, sendo apenas necessária inscrição para o efeito ».
O Bloco de Esquerda (BE) defende um aumento das assembleias eleitorais nos consulados para exercício do voto presencial e reforço do uso do voto postal, mas refer que deve ser feito um teste ao voto eletrónico à distância, « com a participação de especialistas de segurança das Universidades portuguesas, utilização de código aberto, e amplo escrutínio público ».
O Livre quer uma revisão constitucional que permita o voto em referendo de pessoas emigradas fora de Portugal e defende uma revisão dos processos eleitorais que « invista no desenvolvimento e experimentação de sistemas de voto eletrónico não presencial, particularmente nos círculos eleitorais da emigração »; « possibilite à diáspora a votação por correspondência em todos os atos eleitorais, incluindo as presidenciais e do Conselho das Comunidades Portuguesas »; e « alargue as possibilidades de voto em mobilidade e antecipado para todos os eleitores ».
O grupo parlamentar do Partido Socialista (PS) recomendou ao Governo, a 01 de fevereiro de 2023, através de um projeto de resolução, que fosse realizada uma experiência de voto eletrónico presencial em mobilidade para os eleitores recenseados num país estrangeiro.
Todavia, em março do mesmo ano, o PS absteve-se na votação da proposta do PSD para testar o voto eletrónico pela primeira vez.
O diploma do PSD foi aprovado na generalidade com os votos favoráveis do PSD e Chega, abstenção do PS, IL, PAN e Livre, e votos contra do Partido Comunista Português e BE.
O PS refere no programa da candidatura às eleições de 10 de março que pretende « reformar os procedimentos eleitorais de forma a assegurar a qualidade e condições de igualdade da participação dos cidadãos residentes no estrangeiro nos atos eleitorais, com maior conforto, segurança e proximidade dos locais de voto ».
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