Margem direita do canal do rio Mondego rebentou junto à A1

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A margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, rebentou hoje à tarde, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), disse à agência Lusa o presidente da Associação de Agricultores do Vale do Mondego.

João Grilo, que tem uma propriedade agrícola perto do local, estava a vistoriar as margens quando aquela parte do canal principal do Mondego rebentou, pelas 17:45. Fonte da Proteção Civil confirmou à Lusa que ocorreu uma rutura do dique em Casais, na margem direita do Mondego, junto da ponte da autoestrada, ao quilómetro 191.

De acordo com este empresário agrícola, há o perigo de haver um novo rebentamento também na margem direita, junto ao Centro Hípico de Coimbra, mais a montante.

Já Armindo Valente, também empresário agrícola e vice-presidente da Associação de Beneficiários da Obra Hidroagrícola do Mondego, confirmou o rebentamento do dique direito do canal principal do Mondego, tendo assistido à água a galgar a margem direita do rio para dentro do canal de rega adjacente.

“Eu estava lá em cima, na autoestrada [A1], porque fui informado que a água estava a galgar de dentro do Mondego para dentro do canal de rega. Saí de lá e, nem cinco minutos depois, o dique cedeu debaixo da autoestrada”, explicou.

Indicou que a água que está a sair do canal principal do Mondego está a inundar os campos do bloco de rega de São Martinho do Bispo, na margem direita, no município de Coimbra.

A povoação de São Martinho do Bispo fica na margem esquerda do Mondego, e não está a ser diretamente afetada por este rebentamento.

Questionado sobre qual o percurso desta água nas próximas horas, Armindo Valente explicou que a enxurrada irá, à partida, na direção do município de Montemor-o-Velho e povoações de Casal Novo do Rio e Ereira, esta última isolada há uma semana precisamente pela água acumulada no vale central.

Armindo Valente frisou que com o rebentamento da margem a água poderá ficar nos campos agrícolas, entre o canal principal do Mondego e o chamado leito periférico direito – que recolhe água das povoações ao longo da estrada nacional (EN) 111 e as canaliza para o Mondego, a jusante da povoação de Alfarelos (Soure) – mas também poderá partir o dique esquerdo do periférico direito e ameaçar diretamente o município de Montemor-o-Velho, tal como sucedeu em 2019.

“Se a água entrar no periférico direito [partindo a margem esquerda desse leito], depois só a margem direita impedirá que chegue ao Casal Novo do Rio, a Montemor-o-Velho e à Ereira. Vamos ver se as margens aguentam”, explicou.

Por outro lado, após as cheias de 2019, o município de Montemor-o-Velho fez pressão para que fosse instalado (o que sucedeu) um “dique fusível” entre os campos agrícolas e o periférico direito, precisamente para poder receber água que vem do vale central, sem que a margem desse leito quebrasse.

Esse dique só poderá funcionar se a altura de água acumulada nos campos for superior à que corre no periférico direito, o que agora deverá suceder, com o rebentamento do dique.

Com Agência Lusa.

Ministra da Administração Interna demite-se e Presidente aceita – oficial

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A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, pediu a demissão e o Presidente da República aceitou-a, segundo uma nota oficial divulgada.

« O Presidente da República aceitou o pedido de demissão da Ministra das Administração Interna, que entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo, e que lhe foi proposta pelo Primeiro-Ministro, que assumirá transitoriamente as respetivas competências, nos termos do artigo 6.º, n.º 2, da Lei Orgânica do Governo (Decreto-Lei n.º 87-A/2025, de 25 de julho), logo que a exoneração se torne efetiva », refere uma nota oficial de Belém.

A constitucionalista Maria Lúcia Amaral assumiu a pasta da ministra da Administração Interna em 05 de junho 2025, com a posse do XXV Governo, depois de ter estado oito anos à frente da Provedoria de Justiça, instituição responsável por receber queixas de cidadãos que vejam os direitos fundamentais violados.

Com 68 anos, Maria Lúcia Amaral substituiu no cargo Margarida Blasco.

Maria Lúcia Amaral, que foi a primeira mulher à frente da Provedoria de Justiça, foi eleita pela Assembleia da República para o Tribunal Constitucional em 2007 e cinco anos mais tarde tornou-se vice-presidente do Palácio Ratton, cargo que ocupou até 2016.

Nascida em Angola a 10 de junho de 1957, a ministra da Administração Interna é jurista e professora catedrática da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, onde lecionou as disciplinas de Direito Constitucional, Direito Público Comparado, História das Ideias Políticas, Direitos Fundamentais, Justiça Constitucional e Metodologia Jurídica.

É membro de várias associações científicas de Direito Público e de Direito Constitucional, disciplinas às quais dedicou toda a sua atividade de investigação e publicação.

 

Com Agência Lusa.

Presidenciais 2026: Seguro garante vitória na Europa pela margem mínima

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António José Seguro venceu o voto dos portugueses residentes na Europa por uma diferença de 216 votos face a André Ventura.

O apuramento dos votos dos portugueses residentes na Europa terminou com uma diferença mínima entre os dois candidatos mais votados. António José Seguro acabou por superar André Ventura por 216 votos no conjunto dos consulados europeus.

A contagem ficou concluída após serem conhecidos os resultados da Áustria, o último consulado a fechar o processo. Entre os 2.423 eleitores inscritos naquele país, apenas 392 exerceram o direito de voto. A maioria optou por Seguro, que reuniu 332 votos, enquanto Ventura ficou com 49.

Com os 42 consulados europeus contabilizados, Seguro alcançou 31.505 votos, contra 31.289 do líder do Chega.

Apesar de Ventura ter obtido vantagem em países com comunidades portuguesas mais expressivas, como França e Suíça, o desfecho acabou por ser decidido pelo voto registado em Viena (Áustria).

No total, a participação dos eleitores portugueses na Europa fixou-se nos 6,1%.

Confira os resultados aqui

Com Agências.

Mau tempo: Ministra do Ambiente admite redirecionar fundos europeus para reparar estragos

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A ministra do Ambiente e Energia afirmou hoje que o Governo vai ter de redirecionar verbas dos fundos europeus para responder aos estragos provocados pelas sucessivas depressões, incluindo danos em diques, margens de rios, arribas e pequenas barragens.

Em declarações aos jornalistas na Valada, no concelho do Cartaxo, Maria da Graça Carvalho adiantou que o Governo vai analisar os fundos disponíveis (Fundo de Coesão, Fundo Ambiental e Plano de Recuperação e Resiliência) para redirecionar prioridades e financiar as obras urgentes, acrescentando que o Governo está a avaliar as necessidades com o apoio das autarquias.

A decisão sobre a reorientação de fundos será tomada “pelo primeiro-ministro, em conjunto com os ministros da Economia e da Coesão”, disse a governante.

Maria da Graça Carvalho explicou ainda que o levantamento dos prejuízos “ainda não está concluído”, devido à persistência de chuva intensa em várias zonas do país, mas adiantou que há danos “em praticamente todo o litoral”, com particular preocupação nas arribas, onde os deslizamentos “são rápidos” e não permitem retirar pessoas com a mesma antecedência que nas cheias.

 

Com Agência Lusa.

Mau tempo: Primeiro-ministro responde 4ª feira no parlamento sobre atuação do Governo

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O primeiro-ministro regressa na quarta-feira ao parlamento para um debate quinzenal que deverá ficar marcado pela resposta do Governo às consequências do mau tempo que causou 15 mortes nas últimas duas semanas.

Com parte do país (68 concelhos) em situação de calamidade até domingo, Luís Montenegro responderá, pela primeira vez, na Assembleia da República à oposição, que criticou a atuação do executivo, sobretudo na fase inicial de resposta à depressão Kristin, com vários partidos a pedirem a demissão da ministra da Administração Interna.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

O debate quinzenal realiza-se ainda três dias depois da eleição do novo Presidente da República, o antigo secretário-geral do PS António José Seguro, que venceu com quase 67% e 3,48 milhões de votos, quando faltam votar 20 freguesias, de oito municípios, que pediram o adiamento do sufrágio para o próximo domingo devido ao mau tempo.

O outro candidato, o presidente do Chega, André Ventura, obteve mais de 1,7 milhões de votos (cerca de 33%), o que o levou a autointitular-se no domingo “líder da direita.

Já o primeiro-ministro defendeu no domingo que “nada mudou” para a governação com esta eleição presidencial e insistiu, por várias vezes, que se abre agora um período de 3,5 anos sem eleições nacionais, referindo-se ao final previsto da legislatura, no outono de 2029.

O debate quinzenal abrirá com uma intervenção inicial de Luís Montenegro, e André Ventura – que retomará o mandato de deputado que suspendeu durante a campanha – será o primeiro a questionar o chefe do Governo, seguindo-se PS, IL, Livre, PCP, BE, PAN, JPP, antes das bancadas que suportam o Governo, CDS-PP e PSD.

Sobre a resposta ao mau tempo, o primeiro-ministro tem defendido que o Governo fez tudo o que era possível desde o início e que este ainda não é o momento de fazer a avaliação do executivo, mas de responder às situações de emergência no terreno.

Nas duas últimas semanas, o Governo realizou dois Conselho de Ministros centrados na resposta ao mau tempo – um extraordinário, a 01 de fevereiro, onde aprovou os primeiros apoios a famílias e empresas, quer para ajuda à subsistência quer à reconstrução das habitações e fábricas destruídas, que o primeiro-ministro estimou totalizaram 2,5 mil milhões de euros.

Na quinta-feira passada, além de ter sido prolongada a situação de calamidade até ao próximo domingo, foi formalizada a isenção de portagens em alguns trechos de autoestradas das zonas afetadas pelo mau tempo e aprovado um regime jurídico excecional e transitório de simplificação administrativa e financeira destinado a viabilizar a reconstrução e reabilitação, sem controlo administrativo prévio.

A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, tem sido o alvo preferencial das críticas da oposição – com vários partidos a pedirem a sua substituição no Governo -, mas estas estenderam-se a outros membros do executivo na gestão da crise, como o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o da Defesa Nacional, Nuno Melo, ou o da Economia e da Gestão Territorial, Manuel Castro Almeida.

O último debate quinzenal com o primeiro-ministro no parlamento realizou-se a 21 de janeiro, dominado pelo tema das presidenciais, e o próximo já está marcado para 25 deste mês.

 

Com Agência Lusa.

UE prepara sistema de mensagens via satélite para funcionar mesmo em apagão total

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A Comissão Europeia está a preparar um sistema de comunicação por satélite que permitirá alertar todos os cidadãos da União Europeia em caso de emergência, mesmo em caso de apagão total, foi hoje anunciado em Estrasburgo.

 

Num debate no Parlamento Europeu (PE) sobre fenómenos meteorológicos extremos, em particular em Portugal, sul de Itália, Malta e Grécia, a comissária europeia para a Preparação e a Gestão de Crises, Hadja Lahbib, adiantou que, « através do sistema de satélites Galileu, vai ser possível dentro em breve enviar mensagens a todos os cidadãos da UE em caso de emergência, mesmo que haja um apagão total ».

A comissária reconheceu que as políticas atuais já não estão à altura das catástrofes: « Precisamos de prevenção, reparação e recuperação, mais instrumentos e mais bem adaptados » e, nesse sentido, Bruxelas irá apresentar em breve uma estratégia integrada para o clima e uma comunicação sobre combate a incêndios florestais.

No debate de hoje, o executivo comunitário estabeleceu que a UE « não está suficientemente preparada para os impactos » das catástrofes naturais, que colocam « desafios crescentes », defendendo ser « preciso pensar para além da resposta imediata, nas consequências a longo prazo ».

Neste sentido, a comissária adiantou que, perante o risco de incêndios florestais no próximo verão, o executivo comunitário está preparar uma « comunicação sobre o combate aos incêndios e gestão de risco ».

« Infelizmente, sabemos que estes eventos trágicos em Espanha, Portugal, Malta e Grécia não serão os últimos desta magnitude », referiu também, Lahbib, destacando que Bruxelas « está a preparar também uma estratégia integrada para a resiliência climática com medidas para as pessoas e as empresas, que traz mais clareza e informação sobre os riscos próprios de cada Estado-membro ».

A comissária destacou que a UE está pronta para ajudar os Estados-membros recentemente afetadas por tempestades, referindo ainda que a luta contra as alterações climáticas pode ser reforçada com fundos de Coesão, da política agrícola, fundo social europeu, do programa Eramus+ nomeadamente na qualificação das forças de intervenção no sentido da recuperação.

« A UE tem de melhorar a preparação, combinar as forças nacionais com a coordenação europeia para melhor responder às necessidades perante fenómenos meteorológicos extremos », defendeu a comissária.

No debate, intervieram eurodeputados portugueses, tendo Lídia Pereira (PSD) destacado que « os eventos extremos deixaram de ser exceção » e avisando que, « se os tempos mudaram, a ação política também tem de mudar ».

João Cotrim Figueiredo (IL) sugeriu a criação de um plano europeu de adaptação a catástrofes naturais e o fortalecimento do mecanismo de solidariedade europeu.

O eurodeputado João Oliveira (PCP) manifestou « incompreensão face à ausência de pedido de auxílio » pelo Governo de Lisboa ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil e pediu « medidas de fundo » e mecanismos de apoio financeiro para além do Programa de Recuperação e Resiliência.

Já Marta Temido (PS) lembrou que a bacia do Mediterrâneo e a Península Ibérica se tornaram a « zona zero da crise climática da Europa: vivemos entre incêndios devastadores e inundações catastróficas » e considerou que a coordenação nacional é essencial, « qualquer que seja o mecanismo europeu que está por detrás ».

O eurodeputado Tiago Moreira de Sá (Chega) sublinhou que, em situações de emergência, « os apoios europeus têm de ser mais rápidos, eficazes e menos burocráticos », referindo também que « quando as populações precisam de ajuda imediata, a reposta não pode ficar refém de burocracias, procedimentos lentos ou calendários administrativos ».

Catarina Martins (BE) apontou o dedo a « uma maioria de irresponsáveis » no PE que « recua em todos os compromissos climáticos », apelando a que a UE « esteja à altura do enorme movimento de solidariedade », nomeadamente em Portugal.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

Hoje de manhã estavam ainda 35 mil clientes da E-Redes sem abastecimento de energia elétrica em consequência do mau tempo.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas e o Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

 

Com Agência Lusa.

 FC Porto e Sporting empatam clássico e mantêm diferenças

FC Porto e Sporting empataram hoje 1-1, no clássico da 21ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, que manteve os ‘azuis e brancos’ na liderança com quatro pontos de vantagem.

No Estádio do Dragão, no Porto, Luís Suárez marcou o golo da igualdade, aos 90+10 minutos, na recarga a uma grande penalidade defendida por Diogo Costa, depois de o estreante Seko Fofana ter dado vantagem aos anfitriões, aos 77.

O FC Porto, que persegue o 31º título de campeão desde 2021/22, somou o segundo jogo sem vencer e permanece destacado na liderança, com 56 pontos, mais quatro do que o bicampeão Sporting, segundo classificado, e mais sete do que o Benfica, terceiro.

 

Resultados da 21ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sábado, 07 fev:

Moreirense – Gil Vicente, 1-2 (0-1 ao intervalo)

Estrela da Amadora – Santa Clara, 1-0 (0-0)

Estoril Praia – Tondela, 2-2 (2-2)

Arouca – Vitória de Guimarães, 3-2 (1-2)

– Domingo, 08 fev:

Nacional – Casa Pia, 0-0

Sporting de Braga – Rio Ave, 3-0 (1-0)

Benfica – Alverca, 2-1 (1-1)

– Segunda-feira, 09 fev:

Famalicão – AVS, 3-1 (0-0)

FC Porto – Sporting, 1-1 (0-0)

Programa da 22.ª jornada:

– Sexta-feira, 13 fev:

Santa Clara – Benfica, 19:30

Tondela – Alverca, 21:45

– Sábado, 14 fev:

Casa Pia – Arouca, 16:30

Vitória de Guimarães – Estrela da Amadora, 19:00

Gil Vicente – Sporting de Braga, 21:30

– Domingo, 15 fev:

Nacional – FC Porto, 16:30

AVS – Estoril Praia, 19:00

Sporting – Famalicão, 21:30

– Segunda-feira, 16 fev:

Rio Ave – Moreirense, 21:15

 

Com Agência Lusa.

 

« PASSAGE À NIVEAU » – 08 Fevereiro de 2026

Passagem de Nível, magazine de informação na Rádio Alfa com coordenação e apresentação de Artur Silva, aos domingos entre as 12h-14h.

Redifusão na noite de terça para quarta-feira (seguinte) às 00h.

 

Ou aqui:

 

Passagem de Nível – Domingo 08 Fevereiro de 2026. Os destaques

Mau tempo: Um morto e um ferido em trabalhos de reparação de estruturas elétricas em Leiria

Um homem morreu hoje e outro ficou ferido num acidente de trabalho, em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes, na sequência da depressão Kristin, disseram à agência Lusa várias fontes.

Segundo o Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública (PSP), a vítima mortal tem 37 anos e o ferido, cujo estado era desconhecido, 40 anos.

Fonte da PSP adiantou que o trabalhador morreu eletrocutado e ambos trabalhavam para a empresa Canas, que está a prestar serviço à E-Redes na reparação de estruturas elétricas na sequência do mau tempo.

Fonte oficial da E-Redes, a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, confirmou que as vítimas, um morto e um ferido grave, são funcionários da empresa Canas que estavam ao serviço da operadora.

O alerta para o acidente de trabalho, na Zona Industrial da Cova das Faias, chegou às autoridades às 09:58, via número nacional de emergência, revelou o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria, tendo acorrido ao local meios da PSP, bombeiros Sapadores e Voluntários de Leiria, Instituto Nacional de Emergência Médica e E-Redes.

 

Com Agência Lusa.

Presidenciais. Imprensa internacional destaca vitória do « moderado » sem esquecer ameaça da extrema-direita

O resultado das eleições presidenciais não passa despercebido lá fora, com a imprensa internacional a destacar a vitória do « socialista » e « moderado » António José Seguro sobre o « populista » André Ventura. Apesar da « vitória expressiva » de Seguro, destacam também a percentagem recorde de votos de Ventura.

“Portugal elegeu no domingo António José Seguro, antigo líder do Partido Socialista de Portugal com amplo apoio do sistema, numa vitória esmagadora sobre o seu adversário nacionalista, André Ventura”, escreve o New York Times.

“Apesar de uma vitória decisiva de António José Seguro”, o jornal norte-americano lembra que “a presença de um nacionalista na segunda volta mostrou que Portugal não está imune à crescente maré de extrema-direita na Europa”.

“Portugal, outrora considerado um dos últimos bastiões do continente contra o nacionalismo de linha dura, já não está imune à onda populista”, escreve o New York Times.

Guardian também destaca a “vitória expressiva” de Seguro, mas observa que Ventura, ainda assim, conseguiu uma percentagem recorde de votos.

O francês Libération escreve que o socialista “derrotou com folga” o seu adversário. “Mas a sua vitória não consegue mascarar nem a ascensão da extrema-direita, nem as divisões sociais que atravessam o país”, acrescenta.

Le Monde chama candidato da “extrema-direita” a Ventura e recorda que o recém-eleito chefe de Estado assegurou “o apoio de numerosas personalidades políticas da extrema-esquerda, do centro e mesmo da direita, mas não do primeiro-ministro, Luís Montenegro”.

Politico escreve que “Seguro, um moderado que a ganhou a primeira volta em 18 de janeiro, tornou-se uma escolha segura para contrariar o candidato do Chega”, que descreve como “anti-ciganos, anti-imigrantes e antissistema”.

António José Seguro é o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. Com as 20 freguesias que adiaram a votação devido ao mau tempo e sete consulados por apurar, Seguro tem 3.482.481 votos (66,82%), com André Ventura com 1.729.381 (33,18%).

Seguro ultrapassou Mário Soares e é o presidente com mais votos de sempre.

Apesar de sair derrotado, André Ventura destacou que conseguiu mais votos do que a Aliança Democrática nas eleições legislativas.

Confira todos os resultados oficiais no site da presidenciais2026

Com RTP