A morte do jovem Nahel, abatido a tiro por um polícia, e a violência urbana que dura desde há quatro dias em França.
Análise do jornalista Artur Silva para ouvir na Rádio Alfa na segunda-feira, 03.
Ou ouça aqui:
“Como todos os franceses, ficámos abalados e chocados com a morte brutal do jovem Nahel. […] Evidentemente, não podemos ser alheios às circunstâncias em que esta morte inaceitável teve lugar”, lê-se num comunicado publicado, nomeadamente, na conta do jogador do Paris Saint-Germain na rede social Twitter.
O texto nota que, “após o trágico acontecimento”, está a assistir-se “a uma manifestação de ira popular”.
“Partilhamos igualmente esses sentimentos de dor e tristeza. Mas a esse sofrimento junta-se o de assistirmos impotentes a um verdadeiro processo de autodestruição. A violência não resolve nada […]. São os vossos bens que vocês estão a destruir, os vossos bairros, as vossas cidades, os vossos locais de desenvolvimento e proximidade”, alertam.
Liderados por Kylian Mbappé, que foi o primeiro a divulgar o comunicado no Twitter, os futebolistas alegam não poder ficar em silêncio: “a nossa consciência cívica incita-nos a apelar à calma, à consciencialização e à responsabilização”.
“O tempo da violência deve parar para dar lugar ao do luto, do diálogo e da reconstrução”, concluem.
A morte de Nahel, provocada pelo disparo de um polícia na terça-feira, num controlo de trânsito, fez regressar a tensão entre jovens e a polícia em França.
A morte de Nahel, que será sepultado no sábado na cidade de Nanterre – onde residia e onde foi morto -, chocou boa parte do país e provocou a enérgica condenação da esquerda e de movimentos sociais, por considerarem que se tratou de um ato de racismo.
Os alvos dos manifestantes têm sido carros da polícia e dos bombeiros, mas também edifícios públicos e lojas, muitas das quais pilhadas.
Com Agência Lusa.
https://twitter.com/KMbappe/status/1674892267667038212
A atribuição do nome de Linda de Suza, que morreu em 28 de dezembro de 2022, ao Centro Cultural de Beringel tem por objetivo homenagear a cantora que deu a conhecer a localidade “ao mundo”, explicou à agência Lusa o presidente da Junta de Freguesia, Vítor Besugo.
Segundo o eleito, a proposta, aprovada esta semana “por unanimidade”, visa também “imortalizar Linda de Suza, por tudo o que ela simbolizou para a comunidade emigrante”.
Além de atribuir o nome de Linda de Suza ao Centro Cultural de Beringel, a Junta de Freguesia alentejana vai também criar “uma exposição permanente sobre a cantora nascida em Beringel, de forma a que todos os que visitem a freguesia possam conhecer a sua história”, acrescentou Vítor Besugo.
Teolinda Joaquina de Sousa Lança, conhecida por Linda de Suza, nasceu em Beringel, no concelho de Beja, em 22 de Fevereiro de 1948 e emigrou para França em 1970.
Linda de Suza estreou-se como cantora no restaurante Chez Loisette, em Saint-Ouen, a norte de Paris, e no início da carreira ficou conhecida pela música « Um Português (Mala de Cartão) », no qual cantou os lamentos da saudade de quem deixou o país.
Acabou por se tornar na cantora da comunidade emigrante portuguesa, cantando as suas dificuldades e saudades, em temas como « J’ai deux pays pour un seul coeur » ou « La Symphonie du Portugal ».
No seu repertório incluiu temas do cancioneiro popular como « Lírio Roxo » e « Malhão, Malhão », e gravou « Coimbra/Avril au Portugal ».
A sua história foi adaptada à televisão numa minissérie intitulada « Mala de Cartão » (1988).
Linda de Suza morreu em 28 de dezembro de 2022, aos 74 anos, num hospital em Gisors, França, por « insuficiência respiratória » e diagnosticada com covid-19, tendo ficado sepultada em Paris.
Cerca de mil detidos em nova noite de violência em França, anunciou este sábado, 01 de julho, de manhã, o ministério do interior. Os tumultos repetiram-se na na noite de 30/06 para 01/07 na região parisiense e em várias localidades do norte e do sul do país.
O funeral de Nahel, o adolescente abatido a tiro por um agente policial na terça-feira passada, terá lugar este sábado, 01 de julho.
As novas cenas de violência urbana começaram a verificar-se na sexta-feira ao fim da tarde, como referimos aqui no site da Rádio Alfa:
« Depois de três dias de extrema violência urbana um pouco por toda França, nesta sexta-feira, 30, continuavam a verificar-se ao fim da tarde confrontos no centro de grandes cidades como Paris (Praça da Concórdia), Lyon, Grenoble, Marselha e noutras localidades.
O ministro do interior, Gérald Darmanin, anunciou que as forças da ordem foram reforçadas e são agora, no total, 45 mil em todo o pais.
O governante anunciou que autocarros e « elétricos » (metropolitanos de superfície) não circularão à noite em toda a região parisiense (a partir das 21h), « até nova ordem ». E pediu às autoridades locais de outras regiões que façam o mesmo.
Nalgumas cidades e vilas já está em vigor o recolher obrigatório durante a noite.
Gérald Darmanin afirmou que o Governo « não afasta nenhuma hipótese », incluindo a declaração do estado de emergência no país. »
(Leia mais sobre os tumultos em França noutros artigos relacionados, aqui, no site da Rádio Alfa)
-24 De Setembro: eleição para renovar metade do Senado. No departamento do Val-de-Marne, os grandes eleitores vão eleger 6 Senadores. Os nossos convidados são membros da lista “Fiers du Val-de-Marne”
Laurent Lafon, Senador (UDI) cabeça da lista
Marie-Christine Ségui, Presidente do município de Ormesson-sur-Marne (Horizonts)
-A Secção de Paris do PSD reuniu na capital francesa para analisar a situação política nacional e das comunidades portuguesas
Convidado: Carlos Gonçalves, antigo secretário de Estado das Comunidades e eleito várias vezes deputado PSD pelo Círculo da Europa
-Estão abertas as inscrições para a 10ª edição do “Encontro Europeu de Jovens
Lusodescendentes” que vai decorrer em Braga entre os dias 8 e 13 de Agosto 2023.
O alojamento e a alimentação são gratuitos, e as viagens reembolsadas!
Convidada: Luciana Gouveia, Delegada-geral da associação Cap Magellan organizadora do evento
-O Centre Européen de Musique (CEM) lançou uma campanha de financiamento participativo para trazer do Canadá, instalar e apresentar na Villa Viardot (Bugival-78) a colecção de pintura e de objectos “Memorabilia Garcia”
Convidado:
Jorge Chaminé, Presidente do Centre Européen de Musique
-A peça de teatro musical “Saudade, ici et là-bas” vai estar presente no Festival Off Avignon, Théâtre des 3 soleils, de 7 ao 29 de Julho.
Convidado:
Dan Inger dos Santos, actor, autor, compositor e intérprete
Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Programa com redifusão na noite de 4ª para 5a feira, entre as 0h00 e as 2h00
Durante a noite verificaram-se novas cenas de pilhagens, incêndios e confrontos, apesar de terem sido mobilizados 40 mil polícias e de terem sido tomadas medidas de restrição à circulação dos transportes públicos e de pessoas em diversas localidades.
Pelo menos 400 detenções aconteceram na região de Paris, tendo a maioria dos detidos idades entre os 14 e os 18 anos, segundo informaram as autoridades.
A polícia recebeu « instruções sistemáticas de intervenção », escreveu o ministro Gérald Darmanin, na rede social Twitter, na qual manifestou apoio às forças de segurança francesas « que estão a fazer um trabalho corajoso ».
A morte do jovem Nahel de 17 anos, abatido a tiro em Nanterre por um agente num controlo de trânsito na terça-feira, filmada pelas câmaras de vigilância, está na origem desta nova vaga de violência em França que alastrou a diversas cidades e localidades um pouco por todo o país.
O agente da polícia suspeito da morte do jovem, acusado de homicídio, foi detido e está em prisão preventiva.
A porta-voz do Ministério do Interior francês, Camille Chaize, indicou que a marcha tinha começado de forma calma, mas que, depois, a situação mudou, tendo sido incendiados vários veículos, contentores e mobiliário urbano.
Segundo a prefeitura de Nanterre, 6.200 pessoas participaram na manifestação, convocada pela mãe do jovem morto pela polícia, que carregavam faixas com várias frases de ordem inscritas, como “Justiça para Nahel” ou “A polícia mata”.
Durante a marcha foram ouvidas outras palavras de ordem, como “polícia assassina” e gritos a exigir a demissão do ministro do Interior francês, Gérald Darmanin.
Vários dirigentes do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI), como Raquel Garrido, Clémentine Autain, Alexis Corbière e Manon Aubry, bem como o secretário nacional do Partido Comunista Francês (PCF), Fabien Roussel, anunciaram a presença na manifestação.
Nahel, de 17 anos, foi morto na terça-feira passada à queima-roupa por um polícia, quando tentava fugir de um posto de controlo num Mercedes desportivo que conduzia sem carta e que lhe tinha sido apreendido depois de ter cometido várias infrações de trânsito.
O agente que o matou, de 38 anos, alegou inicialmente que tinha usado a arma por considerar que Nahel era uma ameaça à sua integridade física e à do colega com quem fazia o controlo de trânsito.
No entanto, as imagens registadas por testemunhas mostraram que a versão dos factos apresentada pelo agente não se confirmou e que a fuga do veículo não pôs em perigo os dois polícias.
O Ministério Público francês já pediu uma acusação por homicídio voluntário do agente, que foi apresentado a dois juízes de instrução, bem como a prisão preventiva.
Os acontecimentos de terça-feira estão na origem dos tumultos que ocorreram nas duas últimas noites em França, que resultaram na detenção de mais de 180 pessoas e em ferimentos ligeiros em cerca de 170 agentes das forças de segurança, bem como em incêndios de edifícios públicos, como câmaras municipais, escolas, esquadras de polícia e tribunais, e de dezenas de veículos.
Para tentar conter a situação, o Ministério do Interior francês decidiu destacar nas próximas horas para as ruas de todo o país cerca de 40.000 polícias e gendarmes (polícia militarizada), quatro vezes mais do que na noite passada.
Na região de Paris foi decidido que todos os elétricos e autocarros deixarão de circular a partir das 21h locais.
A agência Lusa indica que várias carruagens do metropolitano de Paris foram incendiadas durante os tumultos.
Foi entretanto confirmado que o polícia responsável pela morte a tiro do adolescente de 17 anos foi indiciado de homicídio com dolo e colocado em prisão preventiva, anunciou o Ministério Público (MP) francês.
Embora o número de quilómetros da Volta hoje apresentada seja idêntico ao da passada edição – os ciclistas vão percorrer ‘apenas’ mais 38,9, num total de 1.598,6 -, as distâncias entre partidas e chegadas, nomeadamente nas terceira e quarta tiradas, serão um fator extra de desgaste para um pelotão que terá ainda de ‘suportar’ a canícula esperada entre 09 e 20 de agosto.
A organização da prova ‘rainha’ do ciclismo nacional inovou para ficar tudo igual, exceto o sempre reclamado – pelo público, não pelos corredores – regresso ao Algarve, que não figurava no traçado desde 2018, ou o contrarrelógio ‘noturno’ da última etapa, que deverá terminar cerca das 20:00, e no alto de Santa Luzia.
De resto, repetem-se os locais decisivos: a inevitável Torre, a primeira grande dificuldade, à quinta etapa, seguindo-se o Larouco, ponto mais alto de Montalegre (7.ª), e a Senhora da Graça (9.ª), antes do exercício individual de 16,3 quilómetros nas ruas de Viana do Castelo, com Joaquim Gomes, o diretor da Volta, a ‘abdicar’ do Observatório de Vila Nova, em Miranda do Corvo, que em 2022, na sua primeira ‘presença’ no percurso, foi ‘palco’ de uma das mais espetaculares chegadas de etapa em anos recentes.
Com as dificuldades da prova todas concentradas na segunda metade, os cinco primeiros dias servirão para outros, que não os homens da geral, brilharem, a começar logo no prólogo de Viseu, meros 3,6 quilómetros que vão atribuir a primeira amarela.
Os cerca de 130 ciclistas, de 19 equipas (as nove portuguesas e 10 ‘convidadas’ estrangeiras, entre as quais as quatro ProTeams espanholas) rumarão depois ao Velódromo Nacional, em Sangalhos (Anadia), ponto inicial dos 188,5 quilómetros até Ourém.
Seguem-se outras três tiradas reservadas a sprinters: a ligação de 177,3 quilómetros entre Abrantes e Vila Franca de Xira, a travessia entre Sines e Loulé (191,8), cidade que regressa ao percurso da Volta após 20 anos de ausência, e nova promissora jornada de altas temperaturas, entre Estremoz e Castelo Branco (184,5) – só nestas duas etapas os ciclistas vão percorrer, a pedalar ou nos carros das equipas, quase 700 quilómetros.
Só ao sexto dia é que o uruguaio Mauricio Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor) e os candidatos a ‘destroná-lo’ enfrentarão o primeiro grande teste, nos 184,3 quilómetros entre Mação, ‘estreante’ na Volta, e o alto da Torre, a única contagem de categoria especial do percurso que os ciclistas vão alcançar após 20,1 quilómetros de ascensão desde a Covilhã.
Antes do dia de descanso, marcado para 16 de agosto, há ainda tempo para a complicada chegada à Guarda, onde a meta coincide com uma contagem de montanha de terceira categoria, numa ligação de 168,5 quilómetros desde Penamacor.
Cumprida a jornada de pausa, o pelotão regressa à estrada para a penúltima das etapas de montanha, com a sétima tirada a unir Torre de Moncorvo ao alto do Larouco, em Montalegre, no total de 162,6 quilómetros, pontuados por duas contagens de primeira categoria, a última das quais a coincidir com a meta.
O regresso do ‘sterrato’ em Fafe está reservado para a oitava etapa, que parte de Boticas e cumpre 146,7 quilómetros, e antecede a sempre emblemática subida à Senhora da Graça, ponto final de 174,5 desde Paredes, endurecidos por três contagens de primeira categoria.
Como sempre, o último dia será dedicado ao ‘crono’, exercício que no ano passado valeu o triunfo da geral a Moreira, que destronou o seu colega português Frederico Figueiredo do primeiro lugar no derradeiro ‘suspiro’ da Volta.
« Finalmente, pusemo-nos de acordo e, em primeira mão, posso anunciar que o final do contrarrelógio será em Santa Luzia », revelou Joaquim Gomes durante a apresentação da 84ª edição, que decorreu em Lisboa. Assim, o ‘crono’ acabará no Santuário de Santa Luzia, ponto mais ‘elevado’ da cidade de Viana do Castelo, com os derradeiros quilómetros do exercício individual a serem feitos em subida, numa ‘mini’ cronoescalada.
Com Agência Lusa.
Ecoutez ci-dessous l’entretien mené par Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 29 juin 2023 :
Publié en octobre 2022 aux éditions Cadamoste, L’Histoire du Portugal dans mon assiette a reçu, fin mai 2023, le Prix du Meilleur livre au monde de cuisine et culture portugaise. Les Gourmand World CookBook Awards, fondés en 1995, récompensent chaque année les meilleurs livres de cuisine et du vin.
Parallèlement à son activité d’auteur, Tiago Martins se dit aussi « vulgarisateur culturel » et tient un compte de culture générale sur le Portugal, @PortuguesesFacts, qui compte déjà quelques 16 100 abonnés. Et c’est via ses réseaux sociaux que notre invité a lancé un « Grand sondage des Luso-français » auquel ont répondu 1511 personnes. Un sondage duquel se dégagent plusieurs chiffres intéressants : 90,5% des participants parlent portugais mais seuls 17% l’ont appris à l’école ; 57,6% des participants expriment la volonté de transmettre la nationalité portugaise à leurs enfants ; 32,1% des participants s’identifient comme franco-portugais…
Didier Caramalho
Depois de no ranking anterior, divulgado em 06 de abril, terem assumido a liderança, por troca com a França, os argentinos continuam no comando da tabela, mas com uma diferença inferior a um ponto em relação aos gauleses.
No top 10, a Inglaterra subiu ao quarto lugar por troca com a Bélgica, que desceu à quinta posição, enquanto a Croácia ascendeu ao sexto posto, que era ocupado pelos Países Baixos, que são agora sétimos classificados da tabela.
Portugal, que desde a publicação do ranking anterior somou duas vitórias, frente à Bósnia-Herzegovina (3-0) e Islândia (1-0), ambas na qualificação para o Euro2024, manteve a nona posição atrás da Itália, que é oitava, e à frente da Espanha, 10.ª
Entre as seleções lideradas por técnicos portugueses, o Egito, de Rui Vitória, subiu da 35.ª para a 34.ª posição, a Nigéria, de José Peseiro, ascendeu também um lugar, do 40.º para o 39.º, e o Togo, de Paulo Duarte, progrediu sete lugares, para 122.º.
A Polónia, orientada por Fernando Santos, desceu três lugares, ocupando o 26.º posto, enquanto o Bahrain, de Hélio Sousa, desceu do 85.º para o 86.º lugar, e o Qatar, liderado por Carlos Queiroz, subiu de 61.º para o 58.º.
Entre os países de língua oficial portuguesa, com exceção do Brasil, situado no pódio, Cabo Verde é o mais bem posicionado, tendo subido da 71.ª para a 66.ª posição, enquanto a seleção de Angola, liderada pelo português Pedro Gonçalves, ascendeu quatro lugares, do 118.º para o 114.º
– Ranking da FIFA:
1. (1) Argentina, 1.843,73 pontos.
2. (2) França, 1.843,54.
3. (3) Brasil, 1.828.
4. (5) Inglaterra, 1.797.
5. (4) Bélgica, 1.788.
6. (7) Croácia, 1.742.
7. (6) Países Baixos, 1.731.
8. (8) Itália, 1.726.
9. (9) PORTUGAL, 1.718.
10. (10) Espanha, 1.682.
(…)
66. (71) Cabo Verde, 1.354.
111. (113) Guiné-Bissau, 1.178
114. (118) Angola, 1.170.
117. (119) Moçambique, 1.165.
182. (182) Macau, 913.
187. (184) São Tomé e Príncipe, 900.
195. (196) Timor-Leste, 860.
Com Agência Lusa.