Portugal/Reino Unido. A História complexa da mais antiga Aliança diplomática do mundo. Opinião

A História complexa de Portugal e do Reino Unido, que assinaram a mais antiga Aliança diplomática e militar do mundo.

Há 650 anos, quando o Tratado foi assinado, nem existiam muitos dos países que formam hoje a Europa.

Mas no mundo não há só rosas e muitos problemas tiveram de ser resolvidos entre os dois países.

Hoje, 15, O Presidente da República, que foi recebido pelo Rei Carlos III no Palácio de Buckingham, em Londres, condecorou o Monarca britânico com o Grande-Colar da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a mesma condecoração que havia sido atribuída a sua Mãe, a Rainha Isabel II.

Crónica de Ricardo Figueira, jornalista da Euronews, para ouvir na Rádio Alfa na seta-feira, 16.

Ou ouça aqui:

 

Série Rabo de Peixe (Netflix) vai ter nova temporada

Alfa

Depois do sucesso da primeira apresentação, a série da Netflix, “Rabo de Peixe” (com enfoque nos Açores) vai ter uma segunda temporada.

O jornal Expresso informa que o realizador promete mais intensidade na futura série e que deixa em aberto a história do protagonista.

Ouça aqui o podcast que a Rádio Alfa publicou (com crítica) sobre a já famosa série:

O êxito da série Rabo de Peixe, da Netflix. Elogio e crítica – falta o sotaque dos Açores. Opinião

 

TEMPESTADE 2.1 PODCAST – 10 DE JUNHO 2023: FESTIVAL DO EMIGRANTE

“TEMPESTADE 2.1”

O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes com a Cap Magellan. Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Antonin agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.

Esta semana a equipa esteve em direto e ao vivo do Festival do Emigrante onde tiveram a oportunidade de entrevistar Soraia Ramos.

Emissão Tempestade 2.1 ao vivo no Festival do Emigrante

Aqui está a emissão:

 

Migrações: Guterres horrorizado com naufrágio na Grécia. 79 mortos, barco levava 750 pessoas a bordo

Migrações: Guterres horrorizado com naufrágio na Grécia pede mais medidas. De acordo com o mais recente balanço, a guarda costeira grega referiu que recuperou 79 corpos e resgatou cerca de 100 pessoas, mas os sobreviventes relataram que quase 750 pessoas estavam a bordo.

email sharing button
linkedin sharing buttonAlfa/ com Lusa (adaptação Alfa) 
whatsapp sharing buttonO secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se horrorizado com o naufrágio de um barco de migrantes ao largo da costa grega, que resultou em pelo menos 79 mortos, defendendo mais medidas de segurança para a migração.

“Este é mais um exemplo da necessidade dos Estados-membros se unirem e criarem vias ordenadas e seguras para as pessoas forçadas a fugir (…), para salvar vidas no mar e reduzir as viagens perigosas”, frisou o diplomata português, através do seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

Segundo Dujarric, o líder das Nações Unidas insiste que « todos aqueles que procura uma vida melhor precisam de dignidade e segurança ».

O governo da Grécia decretou três dias de luto após o naufrágio, a sudoeste da Grécia, de um barco de pesca transportando centenas de migrantes, numa das piores catástrofes deste tipo ocorridas na região.

De acordo com o mais recente balanço, a guarda costeira grega referiu que recuperou 79 corpos e resgatou cerca de 100 pessoas, mas os sobreviventes relataram que quase 750 pessoas estavam a bordo.

Uma vasta operação de salvamento foi iniciada hoje de manhã e permitiu resgatar um total de 104 pessoas, quatro das quais foram hospitalizadas em Kalamata, uma cidade do sul do Peloponeso, acrescentou a guarda costeira.

As estações de televisão gregas mostraram imagens dos sobreviventes, envoltos em cobertores cinzentos e com máscaras protetoras no rosto, a sair de um iate que foi socorrê-los em alto mar, com a inscrição Georgetown, capital das ilhas Caimão. Outros foram retirados em macas.

Nenhuma informação foi até agora fornecida sobre nacionalidade, género e idades destas pessoas.

As águas ao largo da Grécia têm sido cenário de muitos naufrágios de embarcações de migrantes, muitas vezes em mau estado e sobrelotadas, mas este foi, até agora, o maior balanço de vítimas humanas desde que, a 03 de junho de 2016, pelo menos 320 pessoas morreram ou desapareceram quando o barco em que seguiam se afundou no mar.

A guarda costeira grega precisou que, no momento da tragédia, na noite de terça para quarta-feira, a 47 milhas náuticas (87 quilómetros) de Pilos, no mar Jónico, nenhum dos migrantes a bordo do barco de pesca estava equipado com colete salva-vidas.

A embarcação foi localizada na terça-feira à tarde por um avião da Frontex, a agência europeia de segurança fronteiriça e costeira, mas os migrantes a bordo “recusaram qualquer ajuda”, indicaram num comunicado anterior as autoridades portuárias gregas.

Além dos barcos de patrulha da polícia portuária, uma fragata da Marinha de guerra grega, um avião e um helicóptero da Força Aérea, bem como seis barcos que navegavam naquela zona participaram na operação de salvamento.

Segundo informações das autoridades, a embarcação naufragada tinha zarpado da Líbia com destino a Itália.

Desde o início do ano, 44 pessoas morreram afogadas no Mediterrâneo oriental, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). No ano passado, o número de pessoas que morreram dessa forma ascendeu a 372.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou-se “profundamente triste” e defendeu, na rede social Twitter, que os Estados-membros da UE devem “continuar a trabalhar em conjunto, com (…) os países terceiros para impedir tais tragédias”.

A missão grega do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) descreveu este incidente como uma « tragédia inconcebível », sublinhando ainda que estas mortes poderiam ter sido evitadas se tivessem sido estabelecidas rotas de migração mais seguras no Mediterrâneo.

650.º aniversário da Aliança Luso-Britânica junta rei Carlos III e Presidente Marcelo em Londres

650 anos da Aliança Luso-Britânica junta rei Carlos III e Presidente português em Londres. Ontem, o Presindente Marcelo jantou em Londres com membros da Câmara de Comércio Portuguesa do Reino-Unido  e do Conselho da Diáspora Portuguesa. Foto do jantar de Rui Ochoa (Presidência da República): 

 

 

email sharing button
Alfa/com Lusa (adaptação Alfa)linkedin sharing button
whatsapp sharing buttonO Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai hoje ser recebido no Palácio de Buckingham pelo rei Carlos III para assinalar o 650.º aniversário da Aliança Luso-Britânica.

Após os hinos nacionais, os dois chefes de Estado vão passar revista a militares ingleses e portugueses em parada.

A guarda de honra portuguesa será formada por 18 militares representando os três ramos (Exército, Armada e Força Aérea), juntamente com o comandante do pelotão, o porta-estandarte e o guarda do estandarte, num total de 21 elementos.

Posteriormente, Carlos III e Marcelo Rebelo de Sousa vão assistir juntos a uma cerimónia na Capela da Rainha do Palácio de Saint James, que era usada pela rainha Catarina de Bragança (1638-1705), casada com o rei inglês Carlos II.

O serviço religioso anglicano deverá durar cerca de 40 minutos e contar com a presença de representantes oficiais dos dois países, entre os quais os Ministros dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho e James Cleverly.

O evento foi promovido pela Portugal-UK 650, uma iniciativa não oficial de caráter voluntário e sem fins lucrativos que organizou as celebrações dos 650 anos da Aliança Luso-Britânica.

A mais antiga relação diplomática entre dois países ainda em vigor remonta ao Tratado de Tagilde, assinado em 10 de julho de 1372, reforçado pelo Tratado de Paz, Amizade e Aliança em 16 de junho de 1373 celebrado pelo rei Eduardo III de Inglaterra e Afonso I de Portugal.

Após a cerimónia, o presidente português está convidado para uma receção oferecida pelo atual Duque de Wellington, Charles of Wellesley, em Apsley House, a antiga residência da família que atualmente é património histórico e funciona como museu.

O rei britânico não estará presente, mas será representado pelo primo da mãe, o Duque de Gloucester, Príncipe Ricardo, e pela esposa, a Duquesa de Gloucester, Birgitte van Deurs Henriksen.

O Dia de Portugal no Palais d’Iéna em Paris. Uma comemoração digna, uma boa iniciativa do embaixador em França. Opinião

(Na imagem de abertura, o embaixador de Portugal, José Augusto DUARTE, a 13 de Janeiro, com o Presidente Emmanuel Macron. Foto com a menção: DR: Présidence de la République)

O Dia de Portugal no Palais d’Iéna em Paris.

Uma comemoração digna, uma boa iniciativa do embaixador em França.

Crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir na quinta-feira na Rádio Alfa.

Ou ouça aqui: 

 

« Direito a saber » (n°4) – Obrigações relacionadas ao alojamento – ALFA 10/13

« Direito a saber » é uma rubrica do ALFA 10/13. Todos os meses, Didier Caramalho recebe Paula Manuel para abordar um tema relativos ao direito e às leis. Este mês, a jurista e professora de direito veio falar das obrigações relacionadas ao alojamento.

 

Entrevista conduzida por Didier Caramalho no ALFA 10/13 do dia 14 de junho de 2023.

Portugal. Franceses da Alstom à frente no concurso para vender 117 comboios à CP. Prevista construção de uma fábrica

Projeto prevê também a constução em Portugal de uma fábrica de comboios. 

« Consórcio liderado pela multinacional francesa tem a melhor pontuação em concurso de 819 milhões, o maior de sempre da CP », infoma o jornal Público na sua edição de hoje.

Com efeito, segundo este diário, a Alstom tem a melhor pontuação no concurso de comboios para a CP.

« Apesar de não ter o preço mais baixo, júri propõe adjudicação à Alstom. Stadler e CAF deverão contestar decisão. Os três ficaram empatados no requisito de construir uma fábrica de comboios », acrescenta o jornal.

« O relatório preliminar que analisou as versões finais dos três concorrentes ao fornecimento de 117 comboios à CP concluiu que o consórcio Alstom-DST (Domingos da Silva Teixeira) reúne as melhores condições para lhe ser adjudicada aquela encomenda », informa o matutino.

De acordo com informações que circulam em Portugal a Alstom propõe construir uma fábrica em Matosinhos e uma oficina em Guifões, criando 300 postos de trabalho diretos.

ONU aponta para novo recorde de 110 milhões de deslocados à força

(imagem de abertura da SIC. Notícias)

ONU aponta para novo recorde de 110 milhões de deslocados à força

email sharing button
linkedin sharing buttonAlfa/ com Lusa
whatsapp sharing buttonO número de deslocados forçados alcançou até maio deste ano 110 milhões, disse hoje a ONU, que aponta os conflitos na Ucrânia e no Sudão como fatores que contribuíram para o « maior aumento de sempre ».

O relatório Tendências Globais do Deslocamento Forçado em 2022, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), já indicava que, no final do ano passado, o número de pessoas deslocadas pela guerra, perseguição, violência e violação dos direitos humanos atingira um recorde de 108,4 milhões, mais 19,1 milhões do que no ano anterior.

A invasão russa da Ucrânia, juntamente com outros conflitos e alterações climáticas, fez com que, no ano passado, « mais pessoas do que nunca tenham permanecido longe das suas casas, aumentando a urgência de uma ação coletiva e imediata para aliviar as causas e o impacto do deslocamento », continuou.

A trajetória ascendente do deslocamento forçado a nível global não mostrou sinais de um abrandamento este ano, sublinhou o ACNUR, referindo que « novos fluxos » decorrentes do conflito do Sudão vieram elevar o valor para 110 milhões de deslocados até maio.

“Estes números mostram-nos que algumas pessoas recorrem demasiado rápido ao conflito e são muito lentas a encontrar soluções. A consequência é devastação, deslocamento e angústia para as milhões de pessoas que são arrancadas de casa de forma forçada”, disse, citado pelo comunicado, o alto comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi.

Deste total, explicou a agência da ONU, 35,3 milhões são refugiados, ou seja, pessoas que atravessam as fronteiras internacionais para procurar segurança, enquanto 50% – 62,5 milhões de pessoas – tornaram-se deslocadas nos próprios países devido ao conflito e à violência.

A guerra na Ucrânia foi o principal impulsionador do deslocamento em 2022. O número de refugiados do país aumentou de 27.300, no final de 2021, para 5,7 milhões, no final de 2022, « representando o mais rápido fluxo de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial », ainda de acordo com o ACNUR.

« As estimativas do número de refugiados do Afeganistão também eram significativamente superiores no final de 2022, devido à revisão das estimativas dos afegãos acolhidos no Irão, sendo que muitos destes chegaram nos anos anteriores », acrescentou.

Por outro lado, o ACNUR sublinhou que, no ano que passou, o financiamento para as diferentes situações de deslocamento e para apoiar os anfitriões « ficou aquém do necessário », e « permanece lento em 2023 ».

“As pessoas em todo o mundo continuam a mostrar uma hospitalidade extraordinária para com os refugiados, ao oferecerem proteção e ajuda”, acrescentou Grandi, notando, porém, que “é preciso muito mais apoio internacional e partilha de responsabilidade, sobretudo com os países que recebem a maior parte dos deslocados do mundo”.

Em 2022, referiu o documento, mais de 339 mil refugiados regressaram a 38 países e, apesar de os números serem inferiores aos valores dos anos anteriores, houve regressos voluntários significativos em países como Camarões, Costa do Marfim, Síria e Sudão do Sul. Entretanto, 5,7 milhões de deslocados internos regressaram a casa em 2022, sobretudo em Moçambique, Myanmar (antiga Birmânia), Etiópia, Síria e República Democrática do Congo.

No final de 2022, um número estimado de 4,4 milhões de pessoas eram apátridas ou tinham nacionalidade indeterminada, representando mais 2% do que no final de 2021, concluiu o comunicado.