1º de maio. Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não. Opinião

1º de maio. Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não. 

Canções ao vento que passa. Mesmo na noite mais triste em tempo de servidão há sempre alguém que resiste há sempre alguém que diz não (Manuel Alegre).

Crónica do jornalista Artur Silva, para ouvir na segunda-feira na Rádio Alfa.

Ou ouça aqui:

 

1º de maio vai ser « quente » em França. Os destaques do Passagem de Nível de 30/04

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo, 30 de abril de 2023. Entre as 12h00 e as 14h00

Destaques:

França, 1º maio: 
Estamos em vésperas da grande mobilização da totalidade dos sindicatos, das organizações estudantis e partidos de esquerda para celebrar o l° de Maio, num contexto de luta contra a nova lei das pensões de reforma
-Paralelamente na Région Île-de-France continua a mobilização contra a privatização de linhas da RATP e da SNCF
Convidado: Fabien Guillaud-Bataille, conselheiro regional Île-de-France do Groupe Gauche Communiste, Ecologiste et Citoyenne, administrador de Île-de-France Mobilités

-Os ferroviários prosseguem a luta contra a nova lei das pensões de reforma
Convidado: Yann Pirolli, responsável sindical CGT-Cheminots

–25 de abril 1974: a lusodescendente Nathalie de Oliveira, deputada PS pelo Círculo da Europa, Festejou a Revolução dos Cravos na Assembleia da República, em Lisboa, e depois fez um périplo pela Alemanha, Luxemburgo e vai estar no domingo 30 de Abril em Champigny-sur-Marne, participando a cerimónias alusivas à queda do regime fascista.

-Livro: De Palavra Em Punho – Antologia Poética da Resistência, de Fernando Pessoa ao 25 De Abril, nas edições Campo das Letras. Organização e apresentação do poeta e escritor José Fanha

–Soupir du Sable, um momento de cumplicidade entre um pai, Philippe de Sousa, compositor e músico (guitarra portuguesa), e a sua filha, Zoë de Sousa, dançarina. Na base do duo, um passado em comum: a cultura do fado, as suas canções e as suas vitalidades, um diálogo filial e artístico

–Gêmeos (Jumeaux) é o título do novo álbum da autora, compositora e interprete Bévinda, em breve à venda. Falta apenas encontrar um distribuidor…

 

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Programa com redifusão na noite de 4ª para 5a feira, entre as 0h00 e as 2h00

Ana Moura conquista melhor álbum e galardão da crítica nos prémios da música Play

A cantora Ana Moura conquistou o título de melhor álbum do ano, com o disco “Casa Guilhermina”, o prémio da crítica e o de melhor artista feminina na quinta edição dos prémios da música portuguesa Play, hoje entregues.

Já o prémio de melhor artista masculino foi para Ivandro, que também arrecadou a distinção de canção do ano, a única categoria com votação do público, por « Lua ».

A cerimónia, que decorreu no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, aplaudiu ainda, de pé, Sérgio Godinho, distinguido com o prémio Carreira “pelo percurso artístico de invejável longevidade, que há quase 50 anos se vai entrecruzando com a própria história do país”, como indicou a organização.

O músico de « A Noite Passada » assistiu ainda, ladeado pelo ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, que lhe entregou o prémio, a um tributo, prestado pela banda Os Assessores com Jorge Palma, Manuela Azevedo e Diogo Piçarra, que interpretaram alguns dos temas mais conhecidos de Godinho.

No discurso de agradecimento, Godinho sublinhou a « pujança e a diversidade » da música portuguesa atual: « Não só não nos podemos queixar da falta de música como a música corre em nós ».

Logo de seguida, Filomena Cautela, uma das anfitriãs da cerimónia, disse falar por muitos na sala quando se dirigiu a Pedro Adão e Silva para apelar para que a quota de música portuguesa na rádio volte aos 30% em que esteve até ao começo do ano passado, arrancando um aplauso ao público presente.

Horas antes, o prémio de melhor grupo foi atribuído à dupla Calema, dos irmãos António Mendes Ferreira e Fradique Mendes Ferreira.

“Tudo Recomeça”, de Aldina Duarte, foi considerado o melhor álbum de fado e, no jazz, “Chasing Contradictions”, do Ricardo Toscano Trio, venceu o prémio de melhor disco.

Na música clássica, o título coube a “Lamentationes Hebdomadæ Sanctæ”, do Ensemble Bonne Corde.

O prémio Lusofonia foi conquistado pelo tema “Dançarina”, de Pedro Sampaio com MC Pedrinho, enquanto o melhor videoclipe foi “Caro”, de X-Tense com Slow-J, realizado por Gonçalo Carvoeiras e X-Tense.

Já o prémio de artista revelação foi entregue a Nena.

Os prémios Play são promovidos pela SAPM – Associação Prémios da Música, criada pela Audiogest e pela GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas.

 

Com Agência Lusa.

Portugal com 432 zonas balneares esta época, mas menos praias fluviais devido à seca

Portugal conta este ano com 432 praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul, mais uma do que em 2022, apesar de uma diminuição de praias fluviais devido à seca e aos incêndios, anunciou hoje a Associação Bandeira Azul Europa.

O anúncio foi feito no Aquário Vasco da Gama, no Dafundo, concelho de Oeiras, pelo presidente da Associação Bandeira Azul da Europa, José Archer, adiantando que na próxima época balnear vão hastear a Bandeira Azul 394 praias, distribuídas por 103 municípios, tendo Coruche e Montemor-o-Velho candidatado praias pela primeira vez.

“Portugal, no que toca a praias do interior, é o segundo país do mundo com maior número de praias galardoadas. Estamos logo a seguir a França, que tem outra realidade e dimensão, e muito acima de Espanha”, disse José Archer, referindo que foram galardoadas 47 praias fluviais, menos três do que no ano passado.

O responsável reconheceu que se trata do “reflexo do esforço das comunidades e autarquias do interior » relativamente à aposta na Bandeira Azul.

José Archer lembrou, igualmente, que este ano houve menos praias do interior galardoadas tendo em conta a seca e os incêndios ocorridos em 2022.

“No ano passado tivemos um verão extremamente complicado no interior, o que afetou algumas recandidaturas, mas mesmo assim continuamos a crescer só de praias, zonas balneares, já estamos perto das 400”, disse, lembrando que há dez anos este número rondava as 200.

Questionado sobre o concelho de Sintra não ter nenhuma praia com Bandeira Azul, tendo em conta a sua extensão marítima, José Archer afirmou tratar-se de “uma decisão dos próprios autarcas” quanto à candidatura ao galardão.

Em relação às vantagens de se frequentar uma praia distinguida, o responsável lembrou os quatro pontos essenciais para obtenção do galardão: qualidade da água e espaço (ordenamento) segurança e serviços, vigilância e sensibilização das pessoas (educação ambiental).

A nível internacional, Portugal ocupa o segundo lugar no que diz respeito a embarcações ecoturísticas galardoadas, com 21, tendo sido igualmente galardoadas 17 marinas.

A cerimónia oficial de hastear da primeira Bandeira Azul em praia costeira vai decorrer na praia do Mar, nas Caldas da Rainha, em 01 de junho, enquanto o primeiro hastear de Bandeira Azul em praia fluvial vai realizar-se em Reconquinho, Penacova, em 15 de junho. A bandeira será ainda hasteada na Marina de Troia, no concelho de Grândola, em 05 de junho.

As praias costeiras e fluviais distinguidas estão distribuídas pelo Norte (87, mais cinco do que no ano passado), Centro (47, menos três), Tejo (76, menos uma), Alentejo (39, menos uma), Algarve (85, menos uma), Açores (44, mais duas) e Madeira (16, igual ao ano passado).

O Programa Bandeira Azul é um programa de educação para o desenvolvimento sustentável, promovido em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa, secção portuguesa da Fundação para a Educação Ambiental.

 

Com Agência Lusa.

‘Pelé’ incluído em dicionário de língua portuguesa como sinónimo de único e incomparável

‘Pelé’ incluído em dicionário de língua portuguesa como sinónimo de único e incomparável

 

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‘Pelé’ tornou-se a mais nova palavra da língua portuguesa, ao ser incluída como um novo adjetivo no dicionário Michaelis, como sinónimo de “excecional, incomparável, único”.

“Aquele que é fora do comum, que ou quem em virtude de sua qualidade, valor ou superioridade não pode ser igualado a nada ou a ninguém, assim como Pelé®, apelido de Edson Arantes do Nascimento (1940-2022), considerado o maior atleta de todos os tempos; excecional, incomparável, único. Ele é o pelé do basquete. Ela é a pelé do ténis. Ela é a pelé da dramaturgia brasileira », lê-se no texto da Michaelis.

A inclusão de ‘Pelé’ no dicionário foi o resultado de uma campanha da Fundação Pelé, que recolheu 125.000 assinaturas na Internet em poucos meses.

A campanha foi apoiada pelo Santos, o clube onde « O Rei » jogou a maior parte da sua carreira desportiva, e pelo grupo de comunicação social Globo.

A Academia Brasileira de Letras (ABL), que rege a língua no país onde vivem dois terços dos falantes de português, lançou o seu próprio dicionário em 2021, mas ainda não inclui a palavra « Pelé ».

Edson Arantes do Nascimento ‘Pelé’, considerado por muitos como o maior jogador de futebol de todos os tempos, morreu a 29 de dezembro de 2022 aos 82 anos de idade, como resultado da falência de múltiplos órgãos devido ao cancro do cólon de que sofria durante o ano anterior.

Até agora, é o único jogador a ter ganhado três Taças do Mundo com a sua equipa nacional: Suécia 1958, Chile 1962 e México 1970.

TEMPESTADE 2.1 PODCAST – 22 DE ABRIL 2023 : La Harissa

“TEMPESTADE 2.1”

O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes com a Cap Magellan. Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Antonin agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.

Esta semana em estúdio ‘La Harissa’ e o ‘DJ Tween X’.

Aqui fica a emissão:

 

FC Porto vence em Famalicão e fica mais perto da final da Taça de Portugal

O detentor do troféu FC Porto deu hoje um passo de ‘gigante’ rumo à final da Taça de Portugal em futebol, ao vencer no reduto do Famalicão por 1-2, em encontro da primeira mão das meias-finais.

Em Vila Nova de Famalicão, Iván Marcano, aos 16 minutos, e Toni Martínez, aos 63 marcaram os tentos dos ‘dragões’, enquanto Alexandre Penetra faturou para os anfitriões, aos 36.

O FC Porto procura a 33.ª presença na final da Taça de Portugal, que já venceu em 18 ocasiões (1955/56, 1957/58, 1967/68, 1976/77, 1983/84, 1987/88, 1990/91, 1993/94, 1997/98, 1999/00, 2000/01, 2002/03, 2005/06, 2008/09, 2009/10, 2010/11, 2019/20 e 2021/22), enquanto o Famalicão nunca esteve no jogo decisivo.

O encontro da segunda mão está marcado para 04 de maio, pelas 20:30, no Estádio do Dragão, enquanto a final realiza-se em 04 de junho, no Estádio Nacional, no Jamor, e o Sporting de Braga já garantiu o apuramento, ao bater na outra meia-final o Nacional, da II Liga, por um total de 7-2 (5-0 fora e 2-2 em casa).

 

Resultados das meias-finais da Taça de Portugal de futebol, que se disputam entre 12 de abril e 04 de maio.

MEIAS-FINAIS:

– Primeira mão:

– Quarta-feira, 12 abr:

Nacional (II) – Sporting de Braga (I), 0-5 (Racic 25, 53 gp, Pizzi 43, Banza 76 gp, 90+1)

– Quarta-feira, 26 abr:

Famalicão (I) – FC Porto (I), 1-2 (Alexandre Penetra 36/ Marcano 16, Toni Martínez 63)

– Segunda mão:

– Terça-feira, 25 abr:

Sporting de Braga (I) – Nacional (II), 2-2 (Racic 33 gp, Rodrigo Gomes 48/ Clayton 72, Dudu 90+3 gp)

– Quinta-feira, 04 mai:

FC Porto (I) – Famalicão (I), 21:30

FINAL:

– Domingo, 04 jun (Estádio Nacional, no Jamor)

Sporting de Braga (I) – Famalicão (I)/FC Porto (I), 18:00 (hora em Paris)

 

Com Agência Lusa.

PASSAGE À NIVEAU – 23 AVRIL 2023

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Domingo 23 de Abril 2023
Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão:

 

Apelo à lucidez. O 25 de abril e a ditadura. « Dantes é que era bom »? – Vamos lá falar sobre isso

Portugal, o 25 de abril e a ditadura.

« Dantes é que era bom »? – Vamos lá falar um pouco sobre isso.

Crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir na quinta-feira na Rádio Alfa.

Ou ouça aqui:

Santos Silva exclui Chega de delegações das suas visitas a parlamentos estrangeiros

Santos Silva exclui Chega de delegações das suas visitas a parlamentos estrangeiros

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linkedin sharing buttonAlfa/ com Lusa
whatsapp sharing buttonO presidente da Assembleia da República excluiu o Chega das delegações das visitas a parlamentos estrangeiros, após o incidente na sessão de boas-vindas a Lula da Silva, que será discutido em conferência de líderes em 10 de maio.

De acordo com uma nota do gabinete do presidente da Assembleia da República, Santos Silva comunicou hoje à conferência de líderes que, “sempre que as suas deslocações em visita oficial a outros parlamentos incluam contactos com chefes de Estado, chefes de Governo ou ministros dos Negócios Estrangeiros”, deixará de ser acompanhado por deputados do Chega.

Na nota, Santos Silva considera que, pela sua prática, os representantes do Chega demonstraram que não garantem, “a 100%, que respeitam essas altas entidades e, em geral, as obrigações de respeito e cortesia que há muito caracterizam e distinguem a ação externa de Portugal”.

“Este critério aplica-se de imediato e significa a exclusão de qualquer representante do Grupo Parlamentar do Chega”, lê-se na nota.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o líder do Chega, André Ventura, considerou que esta decisão constitui “o grau zero da democracia” e qualificou-a de “atitude vingativa, infantil e ditatorial”.

“O Chega manifestou-se ontem [terça-feira], como o país todo viu, foi uma manifestação dentro do nosso mandato de deputados e enquanto representantes do povo português. A aplicação de sanções apenas desprestigiam o parlamento e acentuam um clima de conflitualidade já de si latente”, disse.

O líder do Chega acrescentou ainda que não há “nenhuma norma regulamentar nem regimental que permita a aplicação de sanções” e defendeu que a decisão de Santos Silva é “pura arbitrariedade e discricionariedade”.

Contrariando esta versão, Pedro Delgado Alves salientou que esta decisão tem « toda a base formal », uma vez que só cabe ao presidente da Assembleia da República decidir a composição das delegações que o acompanham ao estrangeiro.

“Não é uma sanção, é apenas dizer que, quem não está disponível no exterior, nem disponível esteve em sua casa, para respeitar um chefe de Estado estrangeiro (…) seguramente não pode arriscar a credibilidade, o prestígio, o respeito que a Assembleia da República quer que os outros Estados aliados, amigos, tenham pela República Portuguesa”, disse.

Na conferência de líderes, ficou também decidido que, no dia 10 de maio, será feita uma análise e reflexão sobre o incidente protagonizado pelo Chega durante a sessão de boas-vindas ao Presidente do Brasil, Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva.

Nessa sessão, no início do discurso de Lula da Silva, os deputados do Chega levantaram-se e empunharam três tipos de cartazes, nos quais se lia “Chega de corrupção”, “Lugar de ladrão é na prisão” e outros com as cores das bandeiras ucranianas.

O Presidente do Brasil continuou o seu discurso durante mais alguns minutos, mas mal houve uma pausa, as bancadas à esquerda e do PSD aplaudiram entusiasticamente, enquanto os deputados do Chega batiam na mesa, em jeito de pateada, o que levou Augusto Santos Silva a intervir.

“Os deputados que querem permanecer na sala têm de se comportar com urbanidade, cortesia e a educação exigida a qualquer representante do povo português. Chega de insultos, chega de degradarem as instituições, chega de porem vergonha no nome de Portugal”, afirmou Santos Silva, visivelmente irritado.