Líder Benfica vence Gil Vicente e mantém oito pontos de avanço sobre concorrência

O líder Benfica segurou hoje a vantagem de oito pontos para o campeão FC Porto, ao vencer em casa o Gil Vicente por 3-1, em encontro da 13ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Os golos dos anfitriões foram de João Mário, aos nove minutos, de grande penalidade, e Gonçalo Ramos, aos 36 e 53, para se isolar na liderança dos marcadores, com nove, enquanto o espanhol Fran Navarro marcou de penálti para os forasteiros, aos 17.

Os comandados do alemão Roger Schmidt, que seguem invictos em 2022/23 em todas as provas, com 21 vitorias e quatro empates, passaram a somar 37 pontos, contra 29 do FC Porto, que tinha vencido no sábado no reduto do Boavista por 4-1.

 

Resultados da 13ª jornada da I Liga de futebol:

– Sábado, 12 nov:

Arouca – Rio Ave, 0-1 (0-0 ao intervalo)

Boavista – FC Porto, 1-4 (0-1)

 

– Domingo, 13 nov:

Paços de Ferreira – Vizela, 0-2 (0-0)

Vitória de Guimarães – Marítimo, 1-0 (0-0)

Benfica – Gil Vicente, 3-1 (2-1)

Portimonense – Sporting de Braga, 1-2 (1-0)

Casa Pia – Desportivo de Chaves, 1-2 (1-0)

Famalicão – Sporting, 21:30

 

– Segunda-feira, 14 nov:

Santa Clara – Estoril Praia, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Irão acusa PR francês de incentivo à violência com « declarações vergonhosas »

O Governo iraniano acusou hoje o Presidente francês, Emmanuel Macron, de fazer declarações “lamentáveis e vergonhosas” sobre a contestação em curso no Irão, considerando mesmo tratar-se de um incentivo à violência.

Macron recebeu quatro ativistas iranianas em Paris, na sexta-feira, à margem do Fórum da Paz, e elogiou a “revolução que estão a liderar” no Irão.

“É uma violação flagrante das responsabilidades internacionais da França na luta contra o terrorismo e a violência e consideramos que favorece estes fenómenos sinistros”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Nasser Kanani, citado pela agência francesa AFP.

O Irão tem sido palco de protestos desde a morte, em 16 de setembro, de Mahsa Amini, uma mulher curda iraniana de 22 anos que tinha sido presa três dias antes pela polícia moral por violar o rigoroso código de vestuário da República Islâmica.

O protesto, que começou como uma rejeição das restrições de vestuário impostas às mulheres após a morte da jovem, evoluiu para um movimento dirigido contra a teocracia que tem governado o Irão desde a revolução islâmica de 1979.

A organização não-governamental Iran Human Rights, com sede em Oslo, anunciou, no sábado, que a repressão dos protestos provocou 326 mortos.

O balanço anterior divulgado pela mesma organização, que tem uma rede de informadores no Irão, era de 304 mortos.

A delegação recebida por Macron integrava Masih Alinejad, uma ativista iraniana baseada em Nova Iorque que está a encorajar as mulheres iranianas a protestar contra o véu obrigatório.

Macron manifestou às ativistas “respeito e admiração no contexto da revolução que estão a liderar”, segundo a AFP.

“As declarações de Macron sobre o seu apoio a esta chamada revolução liderada por estas pessoas são lamentáveis e vergonhosas”, disse Kanani.

O porta-voz referiu-se especificamente a Masih Alinejad, considerando “surpreendente que o Presidente de um país que reivindica a liberdade se rebaixasse a encontrar-se com uma pessoa odiada”.

Kanani acusou a ativista baseada em Nova Iorque de tentar “espalhar o ódio e levar a cabo atos violentos e terroristas no Irão e contra as representações diplomáticas do Irão no estrangeiro”.

 

 

Com Agência Lusa.

Crise em Portugal, onde já se roubam produtos básicos nos supermercados. Crónica

Foto de abertura do jornal Expresso: Latas de atum num supermercado com proteção contra o roubo

Crise em Portugal, onde já se roubam produtos básicos, como latas de conservas de atum e até pão, nos supermercados.

Crónica de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo, para ouvir na terça-feira, na Rádio Alfa.

Ou ouça aqui:

 

EUA. Democratas vencem no Arizona e mantêm controlo do Senado

Democratas vencem no Arizona e mantêm controlo do Senado dos EUA; Na Câmara dos Representantes, os republicanos ainda podem conquistar a maioria.

 

Alfa/com Lusalinkedin sharing button
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O Partido Democrata irá manter o controlo da câmara alta do Congresso, o parlamento dos Estados Unidos, após Catherine Cortez Masto ter conquistado a última vaga no Senado em representação do estado do Arizona (sudoeste).

Segundo projeções da agência Associated Press (AP), Cortez Masto tinha recebido até sábado o número de votos suficiente para garantir a vitória sobre o candidato republicano Adam Laxalt, apoiado pelo ex-presidente Donald Trump.

A democrata, a primeira mulher hispânica a ser eleita para o Senado, tinha uma vantagem de milhares de votos face a Laxalt, sendo que a maioria dos boletins ainda por contar vêm do condado de Clark.

O republicano Adam Laxalt tinha reconhecido, na rede social Twitter, que “a janela de vitória se reduziu”, uma vez que Clark, que inclui a cidade de Las Vegas, é um condado tradicionalmente democrata.

A contagem de votos levou vários dias, em parte por causa do sistema de votação por correio criado pelo parlamento estadual do Nevada em 2020, que exige que os condados aceitem votos enviados no dia da eleição (terça-feira), se chegarem até quatro dias depois.

Catherine Cortez Masto concentrou a sua campanha para o Senado na crescente ameaça ao acesso ao aborto em todo o país e prometeu um caminho permanente para a cidadania norte-americana aos imigrantes indocumentados que chegaram ao país antes dos 18 anos.

Com a vitória de Cortez Masto confirmada, os democratas conseguem 50 assentos no Senado, mais um que os republicanos, num total de 100 assentos em disputa.

Mesmo que os republicanos vençam o último lugar ‘disponível’, que está a ser disputado no estado de Geórgia, só conseguirão um empate a 50 lugares no Senado. Nessa situação, algo que acontece atualmente na câmara alta do Congresso, a vice-Presidente Kamala Harris (democrata) fica com o voto de desempate.

Com o controlo do Senado, os democratas garantem um processo mais suave para as nomeações do executivo e escolhas de juízes, incluindo aquelas para possíveis lugares no Supremo Tribunal, nos dois últimos anos do mandato do Presidente Joe Biden.

O Senado poderá ainda rejeitar qualquer legislação aprovada pela câmara baixa do Congresso, a Câmara dos Representantes, onde os republicanos ainda podem conquistar a maioria.

Com 435 cadeiras em jogo e a contagem de votos ainda em andamento, as projeções da AP colocam os republicanos à frente, concedendo-lhes 211 assentos e 203 aos democratas, sendo 218 necessários para formar uma maioria na Câmara de Representantes.

Ao quinto dia de contagem de votos, os republicanos ainda lideram a corrida pela maioria na câmara baixa, mas têm perdido ‘velocidade’ para os democratas.

À medida que a contagem continua, particularmente em estados que aderiram massivamente ao voto por correspondência, os democratas têm vencido a maior parte das disputas mais apertadas.

Quatro países da UE alertam que não podem receber tantas chegadas de migrantes

Quatro países mediterrânicos membros da União Europeia (UE) emitiram hoje uma declaração sobre um acordo para a Europa apoiar conjuntamente requerentes de asilo, alegando que não podem acolher tantos migrantes

Na declaração conjunta, Itália, Grécia, Malta e Chipre reafirmaram a sua posição de que “não podem subscrever a ideia de que os países de primeira entrada são os únicos locais de desembarque europeus possíveis para imigrantes ilegais”.

Acrescentaram ainda que o número de migrantes acolhidos por outros Estados-membros da UE “representa apenas uma fração muito pequena do número real de chegadas irregulares” ao continente europeu.

Os quatro países criticaram também as operações de embarcações humanitárias privadas, alegando que agem em “total autonomia em relação às autoridades estatais competentes” para salvar centenas de migrantes resgatados no mar.

O novo governo italiano liderado pela extrema-direita esteve envolvido num impasse nas últimas semanas com grupos humanitários, argumentado que os países sob cuja bandeira esses navios navegam deveriam acolher os migrantes recolhidos, uma posição contestada por associações humanitárias, peritos jurídicos e ativistas dos direitos humanos.

Na sexta-feira, a Comissão Europeia afirmou que o recente caso do navio humanitário ‘Ocean Viking’, cuja atracagem foi impedida pela Itália acabando por fazê-la em França, mostra “mais uma vez” a necessidade de uma política migratória e de asilo única.

“A situação a que assistimos no Mediterrâneo expõe mais uma vez a necessidade urgente de uma política de migração e asilo única e coerente”, destacou o executivo comunitário, quando questionado pela Lusa sobre esta questão.

Bruxelas recordou, na mesma resposta à Lusa, ter apresentado há já dois anos uma proposta nesse sentido, aproveitando para “renovar o apelo aos Estados-membros e ao Parlamento Europeu para que adiantem trabalho no sentido da sua adoção”.

Só a criação de um “quadro adequado e durável de gestão das migrações ao nível da União Europeia (UE), sob a forma de um novo pacto sobre a migração e asilo” poderá responder a situações como a do navio ‘Ocean Viking’, indicou a mesma fonte.

Segundo as autoridades marítimas francesas, após uma decisão tomada a “título excecional”, os 234 migrantes resgatados há três semanas no Mediterrâneo ao largo da costa da Líbia pelo navio humanitário ‘Ocean Viking’ desembarcaram em Toulon, no sul de França, com Paris a lançar duras críticas a Roma por nunca ter permitido à embarcação gerida pela organização não-governamental (ONG) SOS Méditerranée aportar em Itália.

Num gesto de solidariedade partilhado com outros Estados-membros, Portugal garantiu que irá acolher “alguns migrantes” do navio humanitário ‘Ocean Viking’, sem precisar números.

Em 23 de setembro de 2020, a Comissão Europeia apresentou o Novo Pacto em Matéria de Migração e Asilo a fim de dar um novo impulso à reforma do Sistema Europeu Comum de Asilo.

A Política de Asilo é a forma como a UE organiza a capacidade de resposta dos Estados-Membros aos migrantes que chegam às fronteiras externas da UE e pedem asilo.

 

Com Agência Lusa.

Portuguesas ficam em terceiro no Mundial de hóquei em patins

A seleção portuguesa feminina de hóquei em patins garantiu hoje o terceiro lugar do campeonato do Mundo, que se realiza em San Juan, na Argentina, depois de vencer a Itália, por 3-0.

Portugal, que tinha sido afastado da final pela anfitriã Argentina nas meias-finais, saiu da prova com o ‘bronze’ e uma exibição irrepreensível.

Inês Severino esteve em destaque, ao apontar todos os golos da seleção portuguesa.

O primeiro surgiu já bem perto do intervalo, aos 24 minutos, enquanto os outros dois aconteceram na segunda parte, aos 37, de livre direto, e aos 41.

A final masculina, entre Portugal e Argentina, realiza-se na noite de domingo para segunda-feira às 00h30 com relato na Rádio Alfa em cadeia com a Antena 1.

 

Jogo de apuramento do terceiro e quarto lugares:

Itália – Portugal, 0-3

Piloto português António Félix da Costa campeão mundial de resistência em LMP2

O piloto português António Félix da Costa (Jota) sagrou-se hoje campeão mundial de resistência, após ser terceiro classificado na derradeira prova da temporada, as 8 Horas do Bahrain.

O piloto luso, que partia com 28 pontos de vantagem, assegurou o título juntamente com os companheiros Will Stevens e Roberto González, batendo Oliver Jarvis, Alex Lynn e Josh Pierson (United Autosport).

O piloto de Cascais já tinha sido campeão de Fórmula E, em 2020, ano em que Filipe Albuquerque venceu precisamente o campeonato de LMP2.

 

Com Agência Lusa.

FC Porto vence Boavista e reforça segundo lugar da I Liga

O campeão FC Porto reforçou hoje o segundo lugar da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer por 1-4 no reduto do Boavista, no dérbi portuense da 13ª jornada, disputado no Estádio do Bessa.

Iván Marcano inaugurou o marcador, aos 41 minutos, e, após a expulsão de Reggie Cannon, que deixou os anfitriões com 10, aos 58, também faturaram Stephen Eustáquio, aos 64, e Galeno, aos 83 e 90+2, o último logo após um autogolo de Diogo Costa, aos 90+1.

Na classificação, o FC Porto passou a somar 29 pontos, colocando-se, provisoriamente, com mais quatro do que o Sporting de Braga, terceiro, e com menos cinco do que o líder invicto Benfica.

 

Resultados da 13ª jornada da I Liga de futebol:

– Sábado, 12 nov:

Arouca – Rio Ave, 0-1 (0-0 ao intervalo)

Boavista – FC Porto, 1-4 (0-1)

 

– Domingo, 13 nov:

Paços de Ferreira – Vizela, 16:30

Vitória de Guimarães – Marítimo, 16:30

Benfica – Gil Vicente, 19:00

Portimonense – Sporting de Braga, 19:00

Casa Pia – Desportivo de Chaves, 19:00

Famalicão – Sporting, 21:30

 

– Segunda-feira, 14 nov:

Santa Clara – Estoril Praia, 21:15

 

Com Agência Lusa.

 

Portugal ‘esmaga’ Quénia e fica a um ‘passo’ do Mundial de râguebi

A seleção portuguesa de râguebi venceu hoje o Quénia por 85-0, no Dubai, em encontro da segunda jornada do torneio final de repescagem, ficando a um ‘passo’ do apuramento para o Mundial de 2023.

Depois do triunfo por 42-14 face a Honk Kong, na estreia, a formação das ‘quinas’ superou sem problemas o conjunto africano, num embate em que ao intervalo já liderava por 35-0.

Face a este resultado, Portugal parte para a última ronda da repescagem dependente de si próprio para repetir a presença de 2007, saldada com quatro desaires, sendo que na sexta-feira garantirá o apuramento se vencer os Estados Unidos.

O empate com os norte-americanos também poderá ser suficiente, dependente do resultado que os Estados Unidos conseguirem hoje face a Hong Kong.

 

Com Agência Lusa.

Migrações: PM italiana criticou « resposta agressiva » de França no caso do navio ‘Ocean Viking’

Migrações: PM italiana, Giorgia Meloni, criticou « resposta agressiva » de França no caso do navio ‘Ocean Viking’

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“Quando se fala em retaliação no âmbito da União Europeia (UE), há alguma coisa que não está a funcionar”, afirmou Giorgia Meloni, numa conferência de imprensa.

“Fiquei impressionada com a reação agressiva, incompreensível e injustificável do Governo francês”, garantiu, alegando que a Itália não pode ser o único destino para os migrantes procedentes de África.

Segundo Meloni, é preciso encontrar “uma solução europeia” para a questão da migração.

“Não é inteligente discutir com França, Espanha, Grécia, Malta ou com outros países. Quero procurar uma solução comum”, assegurou.

O ministro francês do Interior, Gérald Darmani, avançou, em conferência de imprensa realizada na quinta-feira em Paris, que França tinha decidido acolher “a título excecional” o navio humanitário ‘Ocean Viking’, com 234 migrantes resgatados no Mediterrâneo, mas acrescentou que ia adotar sanções contra Itália pela recusa de receber a embarcação, pedindo à UE para fazer o mesmo.

Além da “suspensão com efeitos imediatos” do acolhimento de 3.500 refugiados, França decidiu reforçar os controlos fronteiriços com Itália, afirmou o ministro.

“O Governo italiano é quem perde”, considerou, reiterando que “haverá consequências extremamente fortes no relacionamento bilateral” entre os dois países e no relacionamento de Itália com a UE.

Os 3.500 migrantes que deveriam ser transferidos, no próximo verão, de Itália para França faziam parte de um acordo no âmbito do mecanismo europeu para a recolocação noutros países europeus de refugiados que chegam aos principais países recetores, nomeadamente Itália.

Nas mesmas declarações, Gérald Darmani defendeu ainda que “todos os outros participantes [neste mecanismo], em particular a Alemanha”, deveriam suspender também o acolhimento previsto de refugiados atualmente instalados em território italiano.

O navio humanitário ‘Ocean Viking’, da organização não-governamental (ONG) europeia SOS Méditerranée, com bandeira norueguesa, estava há 19 dias no mar, com 234 migrantes a bordo, à espera de uma autorização das autoridades de Itália para atracar num porto italiano.

O ‘Ocean Viking’ atracou hoje no porto militar de Toulon, no sul de França, por volta das 08:50 locais (menos uma hora em Lisboa), e os mais de 200 migrantes resgatados no Mediterrâneo ao largo da costa da Líbia começaram a desembarcar, segundo as autoridades marítimas locais.

Itália é abrangida pela chamada rota do Mediterrâneo Central, uma das rotas migratórias mais mortais, que sai da Líbia, Argélia e da Tunísia em direção à Europa, nomeadamente aos territórios italiano e maltês.