Sporting perde Troféu Cinco Violinos para o Sevilha nas grandes penalidades

O Sporting saiu hoje derrotado nas grandes penalidades no Troféu Cinco Violinos em futebol, que é também o jogo de apresentação aos sócios, diante dos espanhóis do Sevilha, por 5-6, depois do 1-1 verificado no tempo regulamentar.

Os andaluzes abriram a contagem por intermédio do mexicano Jesús Corona, aos 15 minutos, mas Paulinho empatou o encontro já na etapa final, aos 82. Da marca dos 11 metros, o jovem ganês Fatawu foi o único a falhar, ao atirar com força contra a trave.

O avançado Francisco Trincão, emprestado pelos espanhóis do FC Barcelona, iniciou a partida como titular, no lugar que era de Pablo Sarabia, num ‘onze’ idêntico à base da temporada passada, com Rúben Amorim a manter o habitual esquema tático ‘3x4x3’.

Desta forma, o Sporting começou com os centrais Gonçalo Inácio, o ‘capitão’ Coates e Matheus Reis à frente do guarda-redes Adán, com Pedro Porro e Nuno Santos nas alas. O meio campo ficou entregue a Ugarte e Matheus Nunes, enquanto Pedro Gonçalves e Paulinho se juntaram, na frente de ataque, ao reforço internacional português Trincão.

Num nível de intensidade ainda longe do que é exigido quando forem jogos ‘a doer’, os ‘leões’ entraram desinspirados e sem grandes ideias para contrariar a formação do ex-FC Porto Julen Lopetegui, que viu outra antiga figura dos portistas abrir o ativo, aos 15.

O mexicano Jesús Corona, que saiu dos ‘dragões’ a meio da última época, aproveitou o erro defensivo dos sportinguistas, iniciado num mau alívio de Adán, na direção de um jogador contrário, com o eixo recuado desposicionado, para finalizar, sem dificuldades.

Durante a primeira pausa para hidratação, a meio da primeira parte, Rúben Amorim foi forçado a apostar mais cedo em outra ‘cara nova’ do plantel, o japonês Morita, em vez do ‘tocado’ Ugarte, mas o ritmo lento permaneceu até ao descanso, quando, aos 45+1, Nuno Santos ‘disparou’, de longe, na recarga a um canto, para uma boa defesa de Bono.

O Sporting manteve o mesmo ‘onze’ na segunda parte, ao contrário do Sevilha, que fez sete alterações, tendo a turma ‘leonina’ – com o terceiro equipamento, apresentado ao intervalo -, surgido de ‘cara lavada’ e a aproximar-se com mais perigo no último terço.

No entanto, os primeiros instantes da etapa complementar ficaram marcados por uma enorme confusão protagonizada por Marcos Acuña, com os ânimos a exaltarem-se na zona técnica dos ‘leões’ e também nas bancadas, com os adeptos a mostrarem o seu grande desagrado com a atitude do ex-sportinguista, substituído com muitos assobios.

Aos 62 minutos, Matheus Reis cabeceou sozinho ao primeiro poste, na sequência de um canto, falhando o alvo por pouco, antecedendo outras duas alterações no Sporting: saíram Matheus Nunes e Trincão, entraram Marcus Edwards e a contratação Rochinha.

Com Pedro Gonçalves a recuar e a fazer dupla com Morita no ‘miolo’, o inglês recém-entrado esteve muito perto de igualar o jogo, aos 75, num belo trabalho individual, em que ‘driblou’ até o guarda-redes, mas a finalização foi contra a malha lateral da baliza.

A insistência do Sporting neste segundo tempo acabou por ‘dar frutos’ aos 82, numa ‘bomba’ de Paulinho a empatar o jogo, após recuperação e passe de Pedro Gonçalves.

Até ao apito final, nota ainda para as entradas de Bruno Tabata e de Fatawu, além de uma queda de Marcus Edwards no interior da área, que foi assinalada pelo árbitro António Nobre, mas que, com a ajuda do videoárbitro, acabou por reverter a decisão.

Com a igualdade no final do tempo regulamentar, o vencedor do Troféu Cinco Violinos teve de ser conhecido através da marca das grandes penalidades, na qual o Sevilha foi mais forte, devido ao remate à barra do ‘miúdo’ Fatawu, no sexto disparo da decisão.

 

Com Agência Lusa.

Tour: Dinamarquês Jonas Vingegaard é o vencedor da 109ª edição, Nélson Oliveira 52º da classificação geral

O ciclista dinamarquês Jonas Vingegaard venceu hoje a 109ª Volta a França, ao cortar a meta, nos Campos Elísios, ao lado dos companheiros da Jumbo-Visma, no final da 21ª e última etapa conquistada pelo belga Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck).

Vingegaard, de 25 anos, tornou-se hoje no segundo dinamarquês a ganhar o Tour, depois de Bjarne Riis em 1996, e vai ser acompanhado no pódio final pelo esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates), o bicampeão que este ano foi segundo a 03.34 minutos, e pelo britânico Geraint Thomas (INEOS), terceiro a 08.13 minutos.

A 21ª e última etapa, uma ligação de 115,6 quilómetros entre a zona parisiense de La Défense e os Campos Elísios, foi ganha por Philipsen, que cortou a meta com o tempo de 02:58.32 horas, diante do neerlandês Dylan Groenewegen (BikeExchange-Jayco) e do norueguês Alexander Kristoff (Intermarché-Wanty-Gobert), respetivamente segundo e terceiro.

O português Nélson Oliveira, de 30 anos (Movistar), que partiu para a derradeira etapa na 55ª posição, concluiu-a integrado no pelotão, na 40ª posição (com o mesmo tempo do vencedor), terminando em 52º posto da classificação geral final a 2h57m39s.

 

Com Agência Lusa.

 Foto. AFP.

Paulo Cafôfo diz que está a preparar reforma do sistema consular

Secretário de Estado das Comunidades diz que está a preparar reforma do sistema consular

 

facebook sharing buttonAlfa/com Lusa
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whatsapp sharing buttonO secretário de Estado das Comunidades, Paulo Cafôfo, disse ontem à agência Lusa, em Boston, nos Estados Unidos, que está a ser desenvolvido um plano de reforma do sistema consular para o tornar mais digital.

“O que está a ser preconizado é uma reforma do sistema consular com uma parte que diz respeito à digitalização e desmaterialização, que vai possibilitar que determinados atos possam ser feitos no consulado virtual e dispensar a presença física das pessoas nos consulados”, adiantou.

O governante terminou uma visita de quatro dias aos Estados Unidos, que passou pelos estados norte-americanos de Nova Iorque, Nova Jersey e Massachusetts, onde residem algumas das maiores comunidades de portugueses e lusodescendentes naquele país.

“Os serviços consulares são importantíssimos no apoio que dão à nossa comunidade. É uma ligação direta que têm com o Estado português”, afirmou Paulo Cafôfo, que se reuniu com funcionários e chefias dos postos consulares.

“Estamos a trabalhar para que os problemas possam ser resolvidos”, assegurou, referindo-se aos atrasos causados pela pandemia de covid-19.

Além da criação de mais serviços consulares acessíveis ‘online’, o governo planeia uma reestruturação nos recursos humanos, processo que inclui “uma valorização das carreiras dos funcionários”, com revisão da tabela salarial e um novo mecanismo de correção cambial, agora que o euro e o dólar estão perto da paridade, precisou o secretário de Estado.

Estão também em análise concursos para a contratação de mais funcionários nalguns consulados, algo que visará responder a “necessidades de caráter permanente” nos postos.

“Estamos a trabalhar de forma séria e espero que possa ser uma mudança para estes funcionários do Estado, que desempenham uma função administrativa mas também social perante a nossa comunidade”, afirmou o secretário de Estado.

A visita de Paulo Cafôfo, que termina hoje em Boston, aconteceu numa altura em que Portugal regista “um aumento substancial do pedido de nacionalidade portuguesa” a partir dos Estados Unidos.

“Eu diria que Portugal está mesmo na moda e estas novas gerações têm procurado aproximar-se do nosso país”, disse o governante.

O reforço das ligações entre Portugal e a comunidade luso-americana foi o grande objetivo da deslocação de Paulo Cafôfo, a primeira aos EUA desde que assumiu o cargo.

“A comunidade, apesar da distância temporal e física, acaba por ser um importante ativo da afirmação do nosso país aqui. Há aqui portugueses e portuguesas que nunca foram a Portugal e que mantêm laços afetivos com o nosso país. São americanos autênticos, mas passados tantos anos continuam a ter esta forte ligação”, frisou.

A existência de espaços culturais e de memória ajuda a manter esses laços, pelo que outro projeto em curso é a criação de uma rede digital museológica dedicada à emigração portuguesa, algo que foi iniciado durante o mandato da antecessora Berta Nunes.

O projeto tem financiamento e está a ser trabalhado em termos de conceito e conteúdo, com horizonte de lançamento possível em 2023.

Além da componente da cultura portuguesa, o ensino da língua estive também em destaque nesta deslocação.

“Temos feito um investimento na língua, não só como língua de herança, virada para as nossas comunidades, mas o português é cada vez mais apetecível para os próprios americanos”, frisou Cafofo-

O governante referiu que há agora 189 escolas norte-americanas onde se leciona o português no currículo, com mais de 400 professores num universo de 20 mil alunos no ensino básico e secundário.

O governante participou ainda na abertura e numa mesa-redonda do Diálogo de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável de África na ONU, que “foi muito importante”, segundo avaliou.

“Portugal acaba por ter aqui um papel de dianteira, também pelas relações privilegiadas que temos nos países de língua portuguesa, e há aqui um compromisso das Nações Unidas no sentido do desenvolvimento sustentável do continente africano ser uma realidade e passarmos das palavras aos atos”, destacou.

Num contexto de crise energética e da distribuição alimentar, “a solução é esta ação multilateral com a bandeira das Nações Unidas”, afirmou.

Pedro Pichardo campeão do mundo do triplo salto

Pedro Pichardo campeão do mundo do triplo salto

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whatsapp sharing buttonO português Pedro Pablo Pichardo conquistou o título de campeão do mundo do triplo salto, em Eugene, nos Estados Unidos, ao ‘voar’ 17,95 metros, na sua primeira tentativa.

Pedro Pablo Pichardo juntou o título de campeão do mundo à medalha de ouro conquistada nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, em 05 de agosto de 2021, com 17,95 metros alcançados no primeiro salto, naquela que foi a melhor marca mundial do ano, seguindo-se 17,92, a segunda de 2022, 17,57, num concurso em que abdicou da quarta tentativa e terminou com 17,51, depois de um nulo.

O português, de 29 anos, impôs-se a Hugues Fabrice Zango, do Burkina Faso, medalha de bronze em Tóquio2020 e nos Mundiais Doha2019, e ao chinês Yaming Zhu, prata nos últimos Jogos Olímpicos, que, com 17,55 e 17,31, ambos com as suas melhores marcas do ano, terminaram na segunda e terceira posições, respetivamente.

Pichardo tornou-se no sétimo português a conquistar um título mundial no atletismo, depois de Fernanda Ribeiro, Manuela Machado, Carla Sacramento, Inês Henriques, Rosa Mota e Nelson Évora, conquistando a primeira medalha para Portugal em Eugene2022 e juntando este título à liderança do ‘ranking’ mundial e ao da Liga de Diamante de 2021, depois dos segundos lugares nos campeonatos do mundo Moscovo2013 e Pequim2015, ainda como cubano.

Em Doha2019, na estreia em Mundiais como português, o saltador do Benfica terminou na quarta posição.

A consagração de Pichardo, com a cerimónia das medalhas do triplo salto masculino, está marcada para as 20:09 locais (04:09 de domingo em Lisboa), fazendo soar o hino português no Hayward Field, em Eugene.

França apura-se para as meias-finais ao ‘bater’ os Países Baixos por 1-0 (a.p.)

A França qualificou-se esta noite para as meias-finais do Campeonato da Europa da UEFA Inglaterra-2022, ao vencer, no último encontro dos quartos de final, os Países Baixos por 1-0, após prolongamento.

O único golo do jogo foi apontado pela lateral-direita Ève Périsset, de penálti aos 102’, após carga de Dominique Janssen sobre Diani Kadidiatou na grande área da seleção ‘laranja’, confirmada pela própria árbitra após VAR e visionamento das imagens do lance.

A França vai defrontar, na segunda meia-final deste Euro-2022, a jogar-se na quarta-feira, dia 27 do corrente mês, no MK Stadium, em Milton Keynes, a Alemanha, quinta do ranking da FIFA, e que nos quartos de final do torneio eliminou a Áustria (2-0).

 

Na outra ‘meia’, estarão a número dois do ranking mundial, a Suécia, que sexta-feira venceu a Bélgica, 19ª da hierarquia da FIFA por 1-0 nos ‘quartos’ e a anfitriã Inglaterra, oitava da tabela mundial, que derrotou a Espanha (2-1 após prolongamento).

 

Com RTP e aBola.

FC Porto triunfa por 2-1 na apresentação frente ao AS Monaco

O FC Porto venceu o Mónaco por 2-1, no jogo de apresentação aos sócios e adeptos.

 

Os adeptos do campeão nacional saíram satisfeitos com a nova equipa para a época 2022/23. Numa noite quente na Invicta, foram 38.911 os espectadores que vibraram com as emoções da partida no Estádio do Dragão.

O FC Porto de Sérgio Conceição apresentou duas caras novas: o recém-chegado brasileiro Gabriel Veron e o defesa David Carmo (ex-Sporting de Braga), que ainda viu esta noite um golo ser anulado.

O FC Porto teve ser paciente e esperar pela segunda parte para ser feliz nas redes do AS Monaco.
Primeiro, por Taremi, ao marcar um penálti e fazer o 1-0.
Depois, a « arte » de Galeno a « pentear » a bola para o fundo da baliza.
David Carmo marcou quase quando entrou, mas o golo foi invalidado.
O AS Monaco reduziu perto do fim para 2-1, na transformação de um penálti por Ben Yedder.
A estreia oficial na nova temporada terá lugar dentro de uma semana em jogo da Supertaça Cândido de Oliveira frente ao Tondela, finalista vencido da Taça de Portugal.
Com RTP.
Foto. aBola.

Seca em Portugal. Tejo já se atravessa a pé em Santarém

Tejo já se atravessa a pé em Santarém – escreve o jornal Nascer do Sol, com fotos a apoiar.

« Pescadores sem peixe, agricultores sem água, barqueiros que se veem obrigados a alterar os trajetos, atletas de canoagem que precisam de fugir às pedras. O caudal do Tejo nunca esteve tão baixo, há zonas onde é possível atravessá-lo a pé. Estaremos a assistir à ‘morte’ do maior rio português? », pergunta o semanário, que acrescenta:

« Rio Tejo, o rio mais extenso da Península Ibérica. O rio que todos os portugueses conhecem e de que muito se orgulham. Alexandre O’Neil considerava-o «o curso do tempo já vivido»; escrevia Alberto Caeiro que «pelo Tejo vai-se para o mundo». Pela sua dimensão e singularidade, serviu de tema para os mais bonitos poemas, as mais sentidas canções. É casa de alguns e pão de outros, nele correm intermináveis histórias… No entanto, com o passar dos anos, o cenário tem-se transformado e, de ano para ano, ouve-se cada vez mais falar da ‘morte’ deste ícone nacional. Pescadores que não pescam, agricultores que não cultivam, barqueiros que se veem obrigados a alterar as suas travessias, desportistas que têm de se contentar com pouco. Pior: com a seca, veio a possibilidade, em algumas zonas, de o atravessar a pé.

São 10h30 da manhã e o sol já queima. A viagem de Lisboa até Santarém é curta e a beleza dos extensos campos de milho e girassóis dão-nos a impressão de estar no cenário de um filme. O Jardim das Portas do Sol é o local de onde melhor se vê o rio. «Bom dia! Muito bom dia! Que paisagem maravilhosa, não é? Vão sair daí umas belas fotografias!», ouve-se ao longe. Mas algo parece errado na paisagem. Ao invés de um espaço coberto de água, ao longe, veem-se grandes «ilhas» que se misturam criando inúmeros areais e possibilitando a travessia a pé de um lado para o outro.

Suspeita-se que o caudal estará a ser cortado algures em Espanha, até porque, como revelou a CNN Portugal esta semana, nalgumas zonas do percurso no país vizinho, as águas do Tejo encontram-se completamente verdes, o que indicia a falta de circulação. Possivelmente, nem sequer o caudal mínimo ecológico está a ser respeitado ».

Foto: Mafalda Gomes

 

MNE repudia “tom e conteúdo” da embaixada russa sobre concerto de Pedro Abrunhosa

MNE repudia “tom e conteúdo” da embaixada russa sobre concerto de Pedro Abrunhosa

O Ministério dos Negócios Estrangeiros repudiou o “tom e conteúdo” do comunicado da Embaixada da Rússia em Portugal sobre um concerto de Pedro Abrunhosa onde este músico condenou a guerra na Ucrânia, e defendeu a liberdade de expressão como “inalienável”.

“Foi transmitida à embaixada da Federação Russa, através dos canais diplomáticos, o repúdio pelo tom e conteúdo do comunicado da embaixada relativo ao concerto do músico Pedro Abrunhosa”, adiantou ontem à agência Lusa fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A mesma fonte do ministério liderado por João Gomes Cravinho destacou ainda que foi sublinhada à embaixada russa “a liberdade de expressão, com particular ênfase no domínio cultural e artístico, como um valor inalienável em Portugal”.

Durante um concerto em Águeda, em 02 de julho, disponível na íntegra na plataforma Youtube, Pedro Abrunhosa falou sobre a guerra na Ucrânia, antes de começar a cantar o tema “Talvez Foder”, no qual aborda questões como a guerra, a fome e o fascismo.

“Não podemos, nem vamos esquecer, que a Europa vive uma guerra. E a guerra mais estúpida de todas, uma guerra perfeitamente evitável, uma guerra de ódios, uma guerra em que famílias como as nossas todos os dias têm que fugir”, afirmou na altura.

O músico lembrou que também “há quem não fuja, e numa ilha da Ucrânia um marinheiro respondeu a um apelo de um barco russo dizendo: ‘Barco russo, go fuck yourself’, que é como quem diz ‘russian boat …’, que é como quem diz ‘Vladimir Putin, go fuck yourself’”.

“Este grito hoje tem que se ouvir em Moscovo e em Kiev”, disse.

A Embaixada da Federação Russa na República Portuguesa publicou esta semana, no seu ‘site’, um “comentário”, motivado pelas “declarações inaceitáveis do cantor Pedro Abrunhosa”.

A representação russa dá conta que “tem recebido cartas dos compatriotas russos zangados que afirmam estar chocados pelo comportamento dum dos famosos cantores portugueses Pedro Abrunhosa”.

“Durante o concerto no festival AgitÁgueda 2022 ele se permitiu dizer várias coisas grosseiras e inaceitáveis sobre os cidadãos da Federação da Rússia, bem como os seus mais altos dirigentes. Além disso, Pedro Abrunhosa incentivava em êxtase os espectadores, entre os quais os russos que também pagaram os bilhetes, que repetissem o que estava a gritar, tendo no final expressado o desejo que as palavras dele fossem ouvidas em Moscovo”, relata a embaixada.

A embaixada russa, no comunicado, faz saber que as palavras do músico português, “indignas do homem de cultura que ainda por cima representa o país, que está a se manifestar abertamente contra qualquer tipo de ódio e discriminação, foram ouvidas” e que “as respetivas conclusões serão tiradas”.

Já hoje, o músico Pedro Abrunhosa e a agência que o representa, Sons em Trânsito, pediram um “posicionamento do Governo português” em relação à “intimidação” que o artista diz ter sofrido por parte da Embaixada da Rússia em Portugal.

Pedro Abrunhosa e a Sons em Trânsito consideram que a embaixada quis dizer que a voz do artista “se ouviu nos corredores do poder russo e que as autoridades daquele país ficarão atentas às atividades do músico”.

No comunicado, a embaixada refere ainda que os “gritos vergonhosos” de Pedro Abrunhosa “enquadram-se em mais de que um artigo da legislação penal portuguesa, sendo que neste contexto informámos através dos canais diplomáticos os órgãos competentes de aplicação da lei”.

“A Embaixada da Rússia continua a vigiar os interesses dos cidadãos russos residentes em Portugal, e nenhumas provocações ignóbeis contra eles ficarão sem resposta”, conclui.

Já Pedro Abrunhosa, que deseja “a obtenção da Paz o mais rapidamente possível para o povo ucraniano e o povo russo”, garante que irá continuar “a utilizar a sua voz e a sua visibilidade para esse fim, ou para outras causas que lhe pareçam justas, sempre que assim o entender”.

Marcelo alerta para momento « muito difícil » para os portugueses com aumento dos juros

Marcelo alerta para momento « muito difícil » para os portugueses com aumento dos juros

Alfa/Lusa

O Chefe do Estado alertou ontem para o momento « muito difícil » que as famílias e as empresas terão de enfrentar com as subidas das taxas de juro e da energia, às quais acresce o aumento da inflação que se tem observado.

“Não escondo que a inflação e o aumento do custo de vida, o aumento do custo da energia e, naturalmente, também, as medidas tomadas contra a inflação, através da elevação dos juros, criam uma situação muito difícil para famílias e para empresas no nosso país”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas.

Falando à margem de uma iniciativa da Câmara de Fafe, no distrito de Braga, que assinalou os 48 anos de democracia em Portugal, o presidente considerou que a situação que se vivia no final de 2021 ou nos três primeiros meses de 2022, antes da guerra, “não tem comparação, em muitos aspetos, com a situação atual”.

“Atualmente, temos uma situação mais difícil para os portugueses do que havia há quatro meses ou há sete meses”, indicou.

Contudo, para Marcelo, a situação difícil, que também inclui a guerra na Ucrânia, “não pode servir de desculpa para não se dar os passos que interessam ao país, no que seja possível fazer”.

“Isso aplica-se à educação, à saúde, à atividade económica, ao aeroporto e à descentralização”, frisou, sugerindo: “Que se deem os espaços no que depender de nós. No que não depender de nós, é possível que os portugueses percebam que há limitações que nós não ultrapassamos e a inflação é uma delas.

Questionado, por outro lado, sobre as conversas entre o Governo e o PSD sobre o novo aeroporto de Lisboa, disse haver “caminho para andar, de um lado e de outro, num consenso mais alargado, considerando não ser “um problema impossível”.

“É possível fazer a avaliação pelo LNEC, é possível fazer as obras em Lisboa, é possível tomar em consideração as condições estabelecidas no ano passado em relação ao Montijo, é possível avaliar tudo isso simultaneamente. Leva algum tempo, mas com a participação de todas as partes interessadas é possível chegar-se a um acordo”, observou.

Emmanuel Macron. Primeira visita de um chefe de Estado francês à Guiné-Bissau

Visita do PR francês é um “presente interessante” para o regime na Guiné-Bissau – Analista à Lusa

O analista político guineense Armando Lona disse à Lusa que a visita do Presidente francês, Emmanuel Macron, na próxima quinta-feira a Bissau, “é um bom presente” para as atuais autoridades na Guiné-Bissau.

Armando Lona não vê de concreto o que aquela que é a primeira visita de um chefe de Estado francês a Bissau poderá representar para a vida dos cidadãos guineenses, mas antevê ganhos para o poder dos governantes.

“Para o regime que está em vigor na Guiné-Bissau sim. É um presente interessante. Como é um regime também que do ponto de vista interno está a ter muitas dificuldades em todas as frentes, ter esse presente de dirigir a CEDEAO e ter agora a visita […] que não é neutra à nova realidade que é a Guiné-Bissau a dirigir a CEDEAO”, observou Armando Lona.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, assumiu, no passado dia 03, a presidência rotativa da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), por um período de 12 meses.

Lona, que é comentador de assuntos políticos na rádio privada Bombolom FM, observou ainda que a visita de Emmanuel Macron terá impacto a nível de mediatismo e na opinião pública interna e pouco mais do que isso, disse.

“Vai ser, quer queiramos, quer não, um evento importante para o país porque nunca aconteceu. Agora do ponto de vista real para o impacto na vida dos cidadãos é que eu não vejo ganhos”, destacou o analista guineense.

Armando Lona lembra ainda que neste momento a Guiné-Bissau não tem um parlamento eleito, após a dissolução do órgão pelo chefe de Estado, em maio passado, e o Governo em funções é de mera gestão, pelo que, disse, em caso de assinatura de qualquer acordo entre Macron e o país a sua efetividade será após as eleições legislativas antecipadas, marcadas para 18 de dezembro.

Além do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, Armando Lona aponta o chefe de Estado do senegalês, Macky Sall, como outro beneficiário imediato com a visita do líder francês à Guiné-Bissau.

O analista guineense refere que a visita acontece numa altura em que Macky Sall é alvo de contestações nas ruas lideradas pelo seu principal opositor, Ousmane Sonko, que disse ser um político que se assume contra a presença da França no Senegal.

“É um recado também para a opinião pública senegalesa. É como dizer-lhes que vocês estão a criar uma situação de hostilidade em relação à França, nós podemos mudar de aliado”, sublinhou Armando Lona.

O Presidente francês visitará os Camarões, Benim e a Guiné-Bissau entre segunda-feira e quinta-feira, anunciou a Presidência francesa.

Esta viagem é a primeira deslocação de Macron a África desde a sua reeleição, em abril.

A crise alimentar causada pela guerra na Ucrânia, a produção agrícola e as questões de segurança estarão no centro desta viagem, adiantou a Presidência francesa.

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