Filmagens de «Velocidade Furiosa» cortam estradas em Portugal em Junho e Julho

As gravações do filme «Velocidade Furiosa 10», que decorrem na região de Viseu, vão obrigar ao corte de várias estradas em junho e julho.

O filme mais recente – «Fast 9» – foi lançado em 2021 e agora prepara-se «Fast e Furious 10» – conhecido como «Fast X», que leva já 10 semanas de produção.

A Centro de Portugal Film Commission informou este sábado que alguns troços de estrada vão estar encerrados para filmagens em segurança.

Como forma de compensar os utentes as portagens não serão cobradas nos dias de corte. A estreia do filme está prevista para maio de 2023.

Veja abaixo os constrangimentos:
A24 – CORTE TOTAL – AMBOS OS SENTIDOS
28 de Junho – 6h às 22h
Nó 9 – Moimenta da beira e Lamego até Nó 10 – Armamar e Valdigem
29 de Junho – 6h às 22h
Nó 5 – Carvalhal até Nó 7 Castro Daire Norte
30 de Junho – 6h às 22h
Nó 11 Peso da Régua até Nó 12 – Nogueira
6 de Julho a 8 de Julho – 6h às 22h
Nó 15 – Vilarinho da Samardã até Nó 16 – Vila Pouca de Aguiar
11 de Julho a 13 de Julho – 6h às 22h
Nó 15 – Vilarinho da Samardã até Nó 16 – Vila Pouca de Aguiar
14 de Julho a 15 de Julho – 6h às 22h
Nó 5 – Carvalhal até Nó 7 Castro Daire Norte
18 de Julho – 6h às 22h
Nó 9 – Moimenta da beira e Lamego até Nó 10 – Armamar e Valdigem
19 de Julho – 6h às 22h
Nó 15 – Vilarinho da Samardã até Nó 16 – Vila Pouca de Aguiar
20 de Julho – 6h às 22h
Nó 15 – Vilarinho da Samardã até Nó 16 – Vila Pouca de Aguiar
21 de Julho – 6h às 22h
Nó 15 – Vilarinho da Samardã até Nó 16 – Vila Pouca de Aguiar
22 de Julho a 26 de Julho – 6h às 22h
Nó 11 Peso da Régua até Nó 12 – Nogueira
A24 – CORTE TOTAL – SENTIDO NORTE/SUL
22 de Julho a 26 de Julho – 24HORAS
Nó 11 Peso da Régua até Nó 12 – Nogueira

 

Jean-Paul Delfino apresenta “Isla Negra” – O Livro da Semana

Programa O Livro da Semana: 29 junho, 3 e 5 julho: JEAN-PAUL DELFINO, autor de « ISLA NEGRA »

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (12h30), aos domingos (14h30) e às terças (01h30). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Ouça aqui:

O escritor francês Jean-Paul Delfino tem três paixões. A literatura, a música e o Brasil. Esta paixão pelo gigante sul-americano materializou-se na sua “série brasileira”, uma longa sucessão de nove romances dedicados ao Brasil que começou com o premiado “Corcovado” de 2005 e que termina com “12, rue carioca”.

Depois de, em 2019, ter lançado o excelente “Assassins”, um romance que retrata os últimos dias de Zola, Delfino lançou há pouco “Isla Negra”, um romance que alguns já apelidaram de “fábula ecológica” e que conta a história de Jonas, um homem de 70 anos que se recusa a obedecer a uma ordem de despejo, continuando a viver calmamente na sua mansão neogótica construída à beira de um precipício.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Jean-Paul Delfino e descubra um grande escritor francês que fala português e que possui alma brasileira.

 

Na Rádio Alfa, na quarta-feira às 12h30 (versão curta) e no domingo às 14h30 (versão longa). Repetição na terça-feira à 01h30 (versão longa).

Entrevistador – O Livro da Semana

Oito sinais inquietantes para a economia mundial. Opinião

Economia.

Oito sinais inquietantes para a economia mundial.

Crónica de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo, para ouvir na terça-feira, 28, na Rádio Alfa.

Ou ouça aqui:

 

João Almeida sagra-se campeão português de ciclismo

O ciclista português João Almeida (UAE-Emirates) sagrou-se hoje pela primeira vez campeão português de ciclismo de fundo, ao vencer isolado a prova de elites dos Nacionais, disputados em Mogadouro.

Na sua primeira prova em linha depois de ter sido obrigado a desistir da Volta a Itália devido a um positivo ao coronavírus, João Almeida conquistou o seu primeiro título nacional de fundo, depois de se ter sagrado campeão de contrarrelógio em 2021.

 

 

Almeida cortou isolado a meta em Mogadouro, cumprindo os 167,5 quilómetros do percurso em 4:08.42 horas, menos 52 segundos do que Tiago Antunes (Efapel), segundo, Fábio Costa (Glassdrive-Q8-Anicolor), terceiro, e Rui Oliveira (UAE-Emirates), quarto.

O anterior campeão nacional, José Neves (W52-FC Porto), não concluiu a prova, tal como Rafael Reis (Glassdrive-Q8-Anicolor), que tinha conquistado o título de contrarrelógio na sexta-feira.

 

Com Agência Lusa.

Sporting sagra-se bicampeão nacional de futsal

O Sporting sagrou-se bicampeão nacional de futsal, ao impor-se novamente ao Benfica, em casa, por 4-3, no terceiro jogo da final do ‘play-off’ do campeonato.

Depois dos triunfos por 5-4 e 4-3, ambos no prolongamento, os ‘leões’ consumaram a terceira vitória no mesmo número de jogos da decisão com golos de Pauleta (cinco minutos), Cavinato (13), Cardinal (18) e Zicky Té (33), de nada valendo aos ‘encarnados’ os tentos de André Sousa (26) e Arthur (34 e 39).

O clube de Alvalade arrecadou, assim, o 17º título de campeão nacional de futsal, reforçando ainda mais o estatuto de recordista de troféus, agora com mais nove do que o rival lisboeta, que soma oito.

 

Com Agência Lusa.

Oceanos: Números para compreender os mares e os problemas que enfrentam

A proteção dos oceanos discute-se em Lisboa de 27 de junho a 01 de julho na segunda Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, procurando soluções para problemas como a poluição marinha e as ameaças à biodiversidade.

 

 

 

Eis alguns números relevantes para a compreensão dos oceanos e das questões em discussão:

– Cinco oceanos e sete mares cobrem 363 milhões de quilómetros quadrados, o equivalente a 72 por cento da superfície terrestre.

– O maior oceano do mundo é o Pacífico, com uma superfície de 161 milhões de quilómetros quadrados, seguido do Atlântico, Índico, Oceano do Sul e Ártico.

– O Oceano do Sul, reconhecido em 2021 pela National Geographic Society, liga todos os outros na região antártica.

– O volume de água nos oceanos está calculado em mais de 1,38 mil milhões de quilómetros cúbicos, equivalente a cerca de 97% da água existente na Terra.

– Mais de 600 milhões de pessoas vivem a menos de dez metros acima do nível da água do mar e quase 2,4 mil milhões residem a menos de 100 quilómetros da costa.

– Atualmente, o nível das águas do mar sobe mais de três milímetros todos os anos, mais do dobro do ritmo anual de subida verificado durante o século XX.

– O ponto mais profundo do leito marinho que se conhece fica a 10.935 metros de profundidade no Oceano Pacífico, na fossa das Marianas e é conhecido por ‘Challenger Deep’.

– O cálculo científico mais aproximado estima em 3,5 biliões o número de peixes no oceano.

– Cerca de 200 milhões de toneladas de peixe são pescadas dos mares todos os anos, mais de 100 milhões das quais produzidas em regime de aquacultura.

– Quanto a espécies marinhas, os cientistas catalogaram até agora 210.000, mas admitem que o número total seja até 10 vezes superior.

– Nos últimos 500 anos, 15 espécies de peixes, aves e mamíferos marinhos foram declaradas extintas.

– O tráfego marítimo mundial gera cerca de 1.000 milhões de toneladas de dióxido de carbono, cerca de 3% das emissões globais.

– No fundo do mar estima-se que estejam os destroços de três milhões de navios, menos de 1% dos quais explorados.

– O Canadá é o país com a maior linha de costa, numa extensão de 202 mil quilómetros, mais de metade dos 356 mil quilómetros de costa de todos os países do mundo.

– Portugal tem uma zona económica exclusiva superior a 1,7 milhões de quilómetros quadrados, a 20.ª maior do mundo e a terceira maior da União Europeia. Se for alargada a plataforma continental, aumentará para 3,8 milhões de quilómetros quadrados.

– Os oceanos absorvem 30% do dióxido de carbono libertado para a atmosfera. Estima-se que contenham 38 biliões de toneladas de Co2.

– Desde o início da era industrial, os oceanos tornaram-se mais ácidos por causa da quantidade maior de dióxido de carbono, subindo 0,1 na escala de pH de 8,1 para 8,2.

– Cerca de um quarto das reservas acessíveis de petróleo mundiais, estimadas em 41 mil milhões de toneladas, encontra-se sob o leito marinho.

– Entre energia eólica, energia das marés e outras renováveis, os oceanos podem produzir em teoria entre 20.000 e 80.000 terawatts de energia por hora, ou seja entre 100% e 400% do consumo de eletricidade global.

 

Com Agência Lusa.

Cimeira do G7. Zelensky vai pedir mais apoio militar face a “chuva de mísseis” russos

Zelensky vai pedir ao G7 mais apoio militar face a “chuva de mísseis” russos

 

Alfa / com Lusa

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que irá pedir mais assistência militar na cimeira do G7, que começa hoje, perante o que chamou de “chuva de mísseis” russos.

No vídeo diário dirigido ao povo da Ucrânia, na noite de sábado, Zelensky disse que o país « precisa mais do que qualquer outro lugar do mundo » dos « sistemas modernos” de defesa militar que fazem parte dos arsenais de vários países ocidentais.

A Força Aérea da Ucrânia anunciou no sábado um « ataque russo maciço (…) com mais de 50 mísseis de vários tipos disparados do ar, mar e terra », sublinhando que os mísseis utilizados são « extremamente difíceis » de intercetar pelas defesas ucranianas.

Zelensky disse que as tropas russas foram « forçadas a organizar uma chuva de mísseis » tendo como alvo “cidades de todo o país”, devido ao arrastar do conflito, que já dura cinco meses.

O líder da Ucrânia admitiu que os ataques criam uma pressão « calculada nas emoções” da população.

« Esta é uma fase moralmente difícil da guerra. Sabemos que o inimigo não terá sucesso, entendemos que ainda podemos defender o nosso estado, mas não vemos os limites temporais”, disse.

Zelensky garantiu, ainda assim, que « nenhum míssil russo, nenhum ataque pode quebrar o espírito dos ucranianos”.

“Cada um dos mísseis” russos “é um argumento” que a Ucrânia pode usar nas negociações com os aliados, defendeu o Presidente.

O líder ucraniano acrescentou que irá reiterar nas cimeiras do G7 e da NATO que os atuais pacotes de sanções contra a Rússia são insuficientes.

A cimeira do G7 arranca hoje e continua até terça-feira no Castelo d’Elmau, a cem quilómetros de distância de Munique, no sopé dos Alpes bávaros.

A reunião vai concluir com “um conjunto de propostas concretas para aumentar a pressão sobre a Federação Russa e mostrar um apoio coletivo à Ucrânia”, disse na quarta-feira um dirigente da Casa Branca.

A cimeira da NATO, que se realiza a 29 e 30 de junho na capital espanhola, Madrid, vai contar com a participação da Austrália, Japão, Nova Zelândia e Coreia do Sul.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra também causou a fuga de mais de 16 milhões de pessoas das suas casas, oito milhões das quais abandonaram o país, ainda segundo a ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Seleção portuguesa de râguebi perde com Itália em jogo de preparação

A seleção portuguesa de râguebi perdeu hoje com a Itália por 38-31 no Estádio do Restelo, em Lisboa, em encontro de preparação para o torneio de repescagem para o Mundial de França2023.

Portugal vencia ao intervalo por 17-10, com um ensaio de penalidade (17 minutos) e um toque de meta de Rodrigo Marta (37), transformado por Samuel Marques (38), que também tinha concretizado uma penalidade (07).

Na segunda parte, após novo ensaio Tomás Appleton (43) e novamente Rodrigo Marta (67), ambos transformados por Samuel Marques, Portugal esteve na frente até aos 73 minutos.

Porém, os italianos mantiveram-se sempre ‘dentro’ de resultado e acabaram por vencer com um ensaio de penalidade (80) em cima do final.

Árbitra do Portugal-Itália destaca “enorme momento para o râguebi”

A árbitra Hollie Davidson afirmou hoje que a participação no encontro entre Portugal e Itália foi “um enorme momento para o râguebi”, mas admitiu que estava “emocionada e com as pernas a tremer” ao chegar ao Estádio do Restelo.

A escocesa liderou, pela primeira vez na história da modalidade, uma equipa de arbitragem integralmente feminina num jogo internacional masculino e destacou também a importância que o momento teve para si própria “e restante equipa”.

“Estou bastante emocionada após o final do jogo. Estava emocionada e com as pernas a tremer quando cheguei ao estádio, mas já está. Agora é hora de refletir. Foi um enorme momento para o râguebi, para a minha carreira e também para elas”, comentou, ainda no relvado do Estádio do Restelo.

Após um jogo com quatro cartões amarelos, dois para cada equipa, Hollie Davidson admitiu que “não esperava tantas faltas”, mas frisou que “após refletir sobre os lances, os cartões foram bem mostrados”.

Uma indisciplina aparente que contrasta com o seu estilo de arbitragem, que aplicou no Portugal-Itália de hoje, e que se pauta por um diálogo permanente com os jogadores.

“Se eles perceberem o meu ponto de vista, podem ajustar os seus comportamentos e cometer menos faltas, o que resulta num râguebi mais escorreito. Em vez de estar sempre a apitar, uma boa conversa é a melhor solução”, destacou a escocesa.

Além disso, garantiu, o respeito dos jogadores para com a sua ‘figura’ é o mesmo, “independentemente de ser masculino ou feminino”.

“[O râguebi masculino] É apenas um pouco mais rápido, provavelmente. Mas o respeito faz parte do râguebi desde as bases até ao topo e, por isso, os jogadores respeitam sempre o árbitro, felizmente”, concluiu a árbitra internacional.

A escocesa Hollie Davidson tornou-se hoje na primeira árbitra a liderar uma equipa de arbitragem integralmente feminina num jogo internacional de râguebi masculino, onde teve como assistentes a inglesa Sara Cox, a francesa Aurélie Groizeleau e a inglesa Claire Hodnett nas funções de videoárbitro.

Foi, ainda, a primeira vez que um jogo oficial de uma equipa do torneio das Seis Nações, no caso a Itália, foi arbitrado por uma mulher.

A árbitra escocesa já foi nomeada anteriormente para um jogo masculino da Rugby Europe Conference (terceiro escalão europeu), entre Malta e Chipre.

Davidson faz parte do painel de 18 árbitras anunciado, em maio, para o Campeonato do Mundo de râguebi feminino, que se disputa entre 08 de outubro e 12 de novembro, na Nova Zelândia, e que, pela primeira vez, será composto exclusivamente por mulheres.

Com Agência Lusa.

Portugal volta a vencer a Grécia na preparação para o Euro2022 de futebol feminino

A seleção portuguesa de futebol feminino voltou hoje a vencer a Grécia, por 1-0, em jogo de preparação para o Campeonato da Europa, que vai decorrer em Inglaterra, entre 06 e 31 de julho.

No Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril, uma grande penalidade convertida por Carole Costa, aos 61 minutos, ditou o triunfo da equipa comandada por Francisco Neto, que na quarta-feira tinha goleado as helénicas, por 4-0.

Na terça-feira, Portugal defronta a Austrália, novamente no Estoril, em mais um encontro de preparação para o Europeu.

No Euro2022, a equipa das ‘quinas’, que vai estar presente pela segunda vez numa fase final, ficou integrada no Grupo C e vai enfrentar a Suíça (09 de julho), Países Baixos (13 julho) e Suécia (17 julho).

Com Agência Lusa.

Franceses aprendem a fazer pastéis de nata em Paris com ‘chef’ franco-português

Um grupo de 15 franceses seguiu esta semana um mini-curso de cozinha com o ‘chef’ franco-português Steven dos Santos, no restaurante “La Rive Droite”, em Paris, onde aprenderam a fazer pastéis de nata e a ultrapassar preconceitos.

O grupo estava animado antes de lançar literalmente mãos à massa no supermercado ‘Grande Épicerie’, no 16.º bairro de Paris, onde fica localizado o restaurante “La Rive Droite”. Desde maio que o supermercado de luxo na capital francesa tem levado a cabo uma operação de promoção de produtos portugueses, financiada pela AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e o mini curso de cozinha é o culminar da iniciativa.

Todos os participantes são recebidos pelo ‘chef’ de 30 anos, filho de pais portugueses oriundos da região de Aveiro. Steven dos Santos nasceu já em Paris, formou-se em cozinha, tendo trabalhado em restaurantes distinguidos com estrelas e está agora à frente do “La Rive Droite”.

« Eu não era muito bom na escola e na altura era preciso escolher uma profissão. Lembro-me sempre de ver o meu pai a cozinhar, sempre comida portuguesa, claro, e o amor da cozinha veio daí », explicou Steven dos Santos à agência Lusa.

Após as mãos lavadas, avental posto e lugar assumido na mesa de trabalho, os segredos dos pastéis de nata abriram-se aos franceses que se inscreveram para esta atividade. O creme foi feito pelo ‘chef’, sob o olhar atento de Elisabete Frias Delabarre, que ia questionando sobre os passos da confeção da iguaria lusa.

A empresária de recursos humanos instalada na região parisense nasceu em Portugal, mas vive em França desde 1 ano de idade. O caminho para se reaproximar das suas raízes tem sido longo e tem passado pela cozinha. Veio até ao “La Rive Droite” para ter a certeza de que os seus pastéis de nata andavam a ser bem feitos em casa.

« A cozinha portuguesa é algo muito familiar e que usa muitos produtos frescos, não há coisas muito industrializadas. Eu tinha vontade de voltar a isso e, como gosto de cozinhar, já fiz pastéis de nata em casa », declarou.

No entanto, a receita de Steven dos Santos não cumpre os cânones nacionais. Para adaptar ao gosto francês e facilitar a introdução deste bolo em França, o ‘chef’ explica que trocou a canela pela baunilha por ser um sabor mais familiar para os gauleses.

Se o creme ficou a cargo do ‘chef’, o momento de enformar a massa ficou para os participantes. Para alguns dos presentes era uma estreia na pastelaria e moldar a massa folhada nas formas de alumínio revelou-se um desafio, mas o formador ia ajudando e motivando os alunos, lembrando a importância de deixar um rebordo sólido para que o creme não escorra.

Steven dos Santos lidera agora seis pessoas na cozinha do “La Rive Droite” e cabe-lhe fazer os menus e pensar no conceito do restaurante, apostando em ementas sazonais e escolhendo os seus fornecedores.

No seu restaurante, o ‘chef’ gosta de servir porções « generosas » como em Portugal, mas só agora, com a divulgação dos produtos portugueses, teve oportunidade de incluir alguns pratos no menu.

« Eu quis muito integrar certas coisas da cozinha portuguesa. Todas as semanas, durante um mês e meio, fizemos pastéis de bacalhau, polvo à lagareiro, pastéis de nata, bolo de bolacha e também pudim caseiro. Os clientes adoraram e ficaram tristes quando acabou », referiu.

Com uma curiosidade por diferentes cozinhas, as amigas Charlotte, Caroline e Emeline inscreveram-se neste curso de cozinha porque gostam de viajar e fazer atividades em conjunto. Dizem que « não é difícil » fazer pastéis de nata, mas não têm a certeza que em casa corra tão bem.

Quando questionadas sobre que ideias associam a Portugal, as palavras das três amigas franceses são bastante positivas.

« Faz-me pensar na música, no fado », disse Charlotte, enquanto Caroline indicou que o país está muito ligado « à comida » e que em todas as cidades francesas « há um bom restaurante português ». Das três viagens que já fez a Portugal, Emeline destacou « a simpatia e autenticidade das pessoas ».

Mas esta imagem de Portugal é recente e não foi com essa imagem que Elisabete cresceu na região parisiense.

« Numa certa altura aqui em França, eu tinha quase vergonha de dizer que era portuguesa porque estava associado a certos preconceitos, era algo negativo. Há cerca de sete anos as coisas começaram a mudar, hoje os franceses vivem em Portugal, e eu comecei a querer saber mais sobre o meu país e hoje é um orgulho para mim », disse Elisabete Dias Delabarre.

Para Steven dos Santos ainda falta em Paris um restaurante português que « saia um pouco da cozinha mais tradicional », mas este jovem ‘chef’ tem o sonho de abrir um negócio em Portugal, mais precisamente no Douro, introduzindo os portugueses à cozinha francesa.

« Eu quero abrir algo no Douro, um alojamento local com um restaurante bom, onde as pessoas se sintam à vontade. Gostava de trazer algumas coisas boas que se fazem em França, como, por exemplo, os croissants », contou Steven dos Santos.

Quando os pastéis de nata saíram do forno, os alunos aplicados levaram para casa não só bolos quentinhos, a receita e os truques técnicos, mas sobretudo um momento de partilha sobre Portugal e a sua gastronomia.

 

*** Catarina Falcão, da agência Lusa ***