Crise/Energia: TAP sobe sobretaxa de combustível e admite aumentar preço das viagens

A TAP anunciou hoje que vai aumentar a sobretaxa de combustível devido à subida do preço do petróleo, indicando que “a curto prazo, é inevitável que os preços das viagens” subam, de acordo com um comunicado.

“Em consonância com outras grandes companhias aéreas, a TAP Air Portugal vai aumentar a taxa YQ (conhecida como taxa de combustível) devido ao aumento do preço do ‘jetfuel’ [combustível para aviação], um dos principais fatores de custo na aviação”, referiu.

“Alguns analistas preveem para o setor da aviação um impacto ‘extremo’ causado por este aumento brutal do combustível, mas acredita-se que, a longo prazo, a situação poderá estabilizar. No entanto, a curto prazo, é inevitável que os preços das viagens aumentem”, explicou.

 Impacto no preço dos bilhetes pode variar entre 3 e 25 euros

A presidente executiva da TAP disse hoje, em Lisboa, que o impacto da subida da sobretaxa dos combustíveis nos bilhetes poderá representar um aumento entre três a 25 euros nos preços, consoante o destino da viagem.

“Decidimos ontem [quarta-feira] aumentar a taxa sobre o combustível perante um aumento significativo do preço dos combustíveis, sentido desde o início do ano. Estamos a acompanhar o mercado e os nossos concorrentes na Europa”, afirmou Christine Ourmières-Widener, que falava aos jornalistas na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), à margem de uma apresentação sobre as apostas da companhia para este verão.

Perante esta situação, a líder da TAP admitiu que se irá verificar um aumento no preço final dos bilhetes entre “três e 25 euros”.

Ourmières-Widener sublinhou que esta “não é uma decisão fácil” e que a companhia vai monitorizar o impacto desta decisão na procura, ressalvando que o aumento vai variar consoante os voos sejam de médio, longo ou curto curso.

“O intervalo será entre os três e os 25 euros”, reiterou.

Antes, a TAP tinha anunciado que vai aumentar a sobretaxa de combustível devido à subida do preço do petróleo, indicando que « a curto prazo, é inevitável que os preços das viagens » subam.

« Em consonância com outras grandes companhias aéreas, a TAP Air Portugal vai aumentar a taxa YQ (conhecida como taxa de combustível) devido ao aumento do preço do ‘jetfuel’ [combustível para aviação], um dos principais fatores de custo na aviação », referiu em comunicado hoje.

« Alguns analistas preveem para o setor da aviação um impacto ‘extremo’ causado por este aumento brutal do combustível, mas acredita-se que, a longo prazo, a situação poderá estabilizar. No entanto, a curto prazo, é inevitável que os preços das viagens aumentem », explicou ainda.

Com Agência Lusa.

Imagem de Nossa Senhora de Fátima já está na Ucrânia

Chegou esta quinta-feira à comunidade greco-católica da cidade de Lviv a imagem da Senhora de Fátima, enviada pelo santuário de Fátima a 14 de março.

Um momento de alguma emoção onde a população se vestiu com algum rigor para acolher a imagem.
Veja aqui a Reportagem  efetuada pela Zhyve.tv

Hugo Viana apontado ao Paris SG

O Paris Saint-Germain prepara uma profunda remodelação na equipa e da direção desportiva, pelo que a imprensa inglesa revela que o nome de Hugo Viana, diretor desportivo do Sporting, estará entre as hipóteses para substituir o brasileiro Leonardo no mesmo cargo no emblema parisiense.

 

O Telegraph, citado pelo jornal a Bola, destaca o facto de o dirigente leonino ter ajudado na reconstrução da equipa que conquistou o título português, ainda por cima com um orçamento substancialmente mais baixo do que os de Benfica e FC Porto.

Hugo Viana também esteve na arriscada aposta na contratação do técnico Rúben Amorim junto do SC Braga por 10 milhões de euros.

Além do diretor desportivo do Sporting, o PSG estará interessado em Michael Edwards, do Liverpool, que esteve recentemente em destaque ao garantir a contratação de Luis Díaz junto do FC Porto.

 

Com Jornal aBola.

Mundial2022: Gonçalo Inácio, Cédric e Otávio na seleção portuguesa para o ‘play-off’

Os defesas Gonçalo Inácio, Cédric e Raphaël Guerreiro e o médio Otávio regressaram hoje aos convocados da seleção portuguesa de futebol para os ‘play-off’ de qualificação para o Mundial2022.

Sem os lesionados Nélson Semedo, Rúben Dias e Renato Sanches, o selecionador português chamou Cédric, Gonçalo Inácio, Raphaël Guerreiro, numa lista de 25 convocados que integra João Cancelo, que vai falhar por castigo o embate com a Turquia, marcado para dia 24, no Estádio do Dragão, no Porto.

Fernando Santos convocou ainda o médio do FC Porto Otávio, em detrimento de Palhinha, do Sporting, face à última convocatória, para os jogos com República da Irlanda e Sérvia, em novembro de 2021.

Relativamente a esses embates, o selecionador luso abdicou ainda do guarda-redes José Sá, que, na altura, tinha substituído o lesionado Anthony Lopes, assim como João Mário e Rafa, ambos do Benfica, que tinham integrado a convocatória inicial.

Portugal inicia o ‘play-off’ frente à Turquia na próxima quinta-feira, dia 24, às 20:45 (em Paris), e, caso vença, vai disputar a final do caminho C do ‘play-off’ de qualificação para o Mundial2022, também no Estádio do Dragão, no Porto, cinco dias depois, no dia 29, frente ao vencedor do embate entre Itália e Macedónia do Norte.

Lista dos 25 convocados:

– Guarda-redes: Rui Patrício (Roma, Ita), Diogo Costa (FC Porto) e Anthony Lopes (Lyon, Fra).

– Defesas: Cédric (Arsenal, Ing), Diogo Dalot (Manchester United, Ing), João Cancelo (Manchester City, Ing), José Fonte (Lille, Fra), Pepe (FC Porto), Gonçalo Inácio (Sporting), Raphaël Guerreiro (Borussia Dortmund, Ale) e Nuno Mendes (Paris Saint-Germain, Fra).

– Médios: Danilo Pereira (Paris Saint-Germain, Fra), Rúben Neves (Wolverhampton, Ing), Bruno Fernandes (Manchester United, Ing), João Moutinho (Wolverhampton, Ing), Matheus Nunes (Sporting), William Carvalho (Betis, Esp), Otávio (FC Porto) e Bernardo Silva (Manchester City, Ing).

– Avançados: André Silva (Leipzig, Ale), Diogo Jota (Liverpool, Ing), Cristiano Ronaldo (Manchester United, Ing), João Félix (Atlético Madrid, Esp), Rafael Leão (AC Milan, Ita) e Gonçalo Guedes (Valência, Esp).


O selecionador português de futebol, Fernando Santos, assumiu hoje que “este é o momento de ganhar” e que Portugal quer cumprir o objetivo de ultrapassar o ‘play-off’ e apurar-se para o campeonato do mundo de 2022.

“É o momento para ganhar e estarmos presentes no campeonato do mundo. É o foco total de todos nós e do povo. Não há muito mais conversa. Tudo o resto é menos importante”, começou por afirmar o selecionador nacional, em conferência de imprensa, após divulgar os convocados para o encontro com a Turquia, em 24 de março, e, em caso de triunfo sobre os turcos, para a final do caminho C do ‘play-off’, em 29 de março.

Fernando Santos manifestou-se convicto da presença de Portugal no Mundial2022, que vai ser disputado no Qatar, e reforçou que “o que importa neste momento é o presente, que é jogar uma meia-final e vencer, e depois jogar uma final e vencer”, tendo relativizado as consequências imediatas de uma possível eliminação no ‘play-off’.

Em novembro do ano passado, após a derrota com a Sérvia, que impediu Portugal de se qualificar diretamente para o Mundial2022, Fernando Santos admitiu que, caso a seleção nacional não se apurasse no ‘play-off’, deixaria o cargo de selecionador.

“O futuro não tem de nos afetar. Não é o momento mais difícil à frente da seleção, mas é o mais importante, seguramente. Temos um objetivo e queremos cumpri-lo. Temos de nos focar nisso. Estamos a jogar por Portugal. É importante pensarmos menos em cada um individualmente e focarmo-nos, sim, na equipa e em ganhar esta meia-final”, referiu.

Por outro lado, o técnico assumiu que, “jogando em casa, naturalmente que Portugal é favorito”, embora deixando um alerta para o duelo com a Turquia, no Estádio do Dragão, no Porto.

“O favoritismo vamos ter de mostrar em campo. A Turquia tem bastante qualidade individual e coletiva. É uma equipa bastante agressiva, que tende a partir o jogo. Conhecemos bem a Turquia e sabemos bem o que querem, mas também sabemos da nossa qualidade. Vamos ter respeito pela Turquia, mas não podemos ter medo ou entrar em stress. Temos de confiar em nós e saber o que temos de fazer. Se respeitarmos o adversário, estaremos mais perto da vitória. O talento por si só não ganha jogos”, vincou.

Apesar de ter apenas três dias para preparar o encontro com os turcos, Fernando Santos foi perentório na análise a esse eventual problema: “Não podemos falar no handicap do pouco tempo. É o tempo que temos e temos de ganhar.”

Portugal e Turquia jogam em 24 de março, pelas 20:45, no Estádio do Dragão, no Porto, numa das meias-finais do caminho C do ‘play-off’ de qualificação para o Mundial2022.

Em caso de triunfo frente aos turcos, a seleção nacional terá pela frente na final do ‘play-off’, novamente no Estádio do Dragão, em 29 de março, a campeão europeia, Itália, ou a Macedónia do Norte, que se defrontam na outra meia-final.

Portugal precisa de vencer os dois encontros para chegar à fase final do Mundial de 2022, sendo que, se isso não acontecer, falhará a primeira grande competição no século XXI, depois de 11 presenças consecutivas, desde 2000 – a última ausência aconteceu no campeonato do mundo de 1998, disputado em França.

Com Agência Lusa.

Legislativas: PS e PSD trocaram acusações sobre responsabilidade da repetição de eleições na Europa

Legislativas/Repetição do voto na Europa: PS e PSD trocaram acusações sobre responsabilidade da repetição de eleições na Europa. O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, acusou o PSD de “duplicidade” e “calculismo político” e associou-se ao pedido de desculpas aos emigrantes já formulado pelo primeiro-ministro, embora considerando que os socialistas são “alheios ao sucedido”

Alfa/ com Lusa (adaptação Alfa)

PS e PSD trocaram ontem acusações sobre a responsabilidade da repetição das eleições legislativas no círculo da Europa, com os socialistas a acusaram os sociais-democratas de “duplicidade” e “calculismo político”.

No final do debate parlamentar com a ministra da Administração Interna, requerido pelo PSD, o vice-presidente da bancada do PS Pedro Delgado Alves afirmou que a discussão foi “uma oportunidade perdida” para os sociais-democratas explicaram aos eleitores emigrantes os seus “ziguezagues” no processo que culminou na decisão do Tribunal Constitucional de repetir as eleições no círculo da Europa.

O deputado único e líder do Chega, André Ventura, tinha responsabilizado, um pouco antes, os dois maiores partidos pela anulação de mais de 150 mil votos dos emigrantes, citando notícias segundo as quais os líderes do PS e do PSD, António Costa e Rui Rio, teriam conversado no sentido de serem retirados os protestos à última hora.

“O PS não podia retirar as reclamações porque não as tinha apresentado. O PSD nessa mesma noite, diga ou não se é verdade, tentou recuar e deixar de fora da agenda os protestos que tinha apresentado”, respondeu Pedro Delgado Alves.

O PSD, que já não tinha tempo no debate, recorreu à figura da defesa da honra da bancada: “Que eu saiba, em termos de PSD, isso não é verdade, mas pode completar essa situação pedindo aos dirigentes do seu partido para lhe explicar”, afirmou o deputado e secretário-geral José Silvano.

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, acusou o PSD de “duplicidade” e “calculismo político” e associou-se ao pedido de desculpas aos emigrantes já formulado pelo primeiro-ministro, embora considerando que os socialistas são “alheios ao sucedido”.

Também a ministra da Administração Interna, Francisca Van Dunem, considerou que não foram apontadas ao longo do debate “nenhuma falha ou omissão” do Governo que possam ter originado a situação de “semiparalisia do poder legislativo e executivo”, apelando ao “bom senso” dos partidos para que não haja “novo impasse” neste ato eleitoral no círculo da Europa, que já obrigou ao adiamento da posse do Governo e do novo parlamento por mais de um mês.

Também o BE, através do líder parlamentar Pedro Filipe Soares, fez uma “crítica firme e direta a todo o papel do PSD neste processo”, considerando que o partido liderado por Rui Rio teve “dois pesos e duas medidas”.

Pedro Filipe Soares formulou um “pedido de desculpas pela parte do BE a todos os emigrantes” pelo desenrolar dos acontecimentos, já que estas eleições legislativas deviam ter sido preparadas de forma diferentes porque “a lei estava errada e devia ter sido mexida”.

Da parte do PCP, o deputado António Filipe elencou uma “soma de infelicidades” que rodearam o ato eleitoral de 30 de janeiro, e criticou e lamentou a queixa-crime do PSD contra os membros das mesas de voto da emigração, afirmando que estes “não atuaram de má-fé, nem com dolo”.

O deputado comunista deixou ainda um alerta: “As eleições em democracia não são campo de experimentalismos”.

A deputada e porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, considerou a anulação dos votos dos emigrantes na Europa “lamentável” e, sobre a exigência de uma cópia da identificação do eleitor, afirmou que já depois de conhecida a decisão do TC continuou a ser transmitida publicidade televisiva que não incluía a referência a essa obrigatoriedade, informação que a ministra disse não estar correta.

Inês Sousa Real questionou ainda a ministra sobre a data para a alteração da lei eleitoral, com Francisca Van Dunem a afirmar que essa é uma questão para a deputada colocar “ao próximo parlamento”.

Pelos Verdes, Mariana Silva acusou o Governo de “não ter empenhado os meios necessários” para divulgar a informação necessária ao ato eleitoral, considerando que “também aqui se sentem os efeitos da redução das representações de Portugal no estrangeiro, do encerramento de embaixadas e de consulados e a redução do pessoal diplomático”.

O deputado e presidente da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, afirmou que o debate reforçou as dúvidas do seu partido sobre todo o processo, questionando os valores hoje apresentados pela ministra de que entre 72 e 99% dos emigrantes teriam recebido os boletins de voto.

“Estes 27% não são de somenos”, criticou.

Leia mais sobre este tema, aqui: 

Legislativas: Governo estima que metade dos emigrantes da Europa não repita votação

Ucrânia: “Centenas de vítimas » em ataque russo a teatro, diz Zelensky. Rússia desmente autoria deste ataque

Ucrânia: “Centenas de vítimas » em ataque russo a teatro, diz Zelensky

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Alfa/ com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonO Presidente da Ucrânia acusou a Rússia de causar « centenas de vítimas » no bombardeamento de um teatro em Mariupol (sudeste), num ataque que o Ministério da Defesa russo atribuiu às forças ucranianas.

« Em Mariupol, a Força Aérea Russa lançou conscientemente uma bomba no Teatro Dramático, no centro da cidade », disse Volodymyr Zelensky, na noite de quarta-feira, acrescentando ser « ainda desconhecido o número de mortos ».

« O mundo deve finalmente admitir que a Rússia se tornou um estado terrorista », alertou.

O Ministério da Defesa russo negou ter bombardeado a cidade e alegou que o edifício foi destruído pelo batalhão ultranacionalista ucraniano Azov.

Na semana passada, Moscovo já tinha culpado o batalhão Azov pelo bombardeamento de uma maternidade e hospital pediátrico perto de Mariupol, que causou três mortos e 17 feridos.

Mais de mil pessoas estavam no teatro, de acordo com uma mensagem da prefeitura de Mariupol na plataforma Telegram.

Autoridades ucranianas publicaram uma foto que parece mostrar o prédio de três andares em chamas e devastado por uma explosão.

Para o prefeito de Mariupol, Vadym Boichenko, o ataque só pode ser descrito como um genocídio: « o genocídio da nossa nação, do nosso povo ucraniano ».

« As pessoas estavam escondidas lá. Algumas tiveram sorte de sobreviver, mas infelizmente nem todas tiveram sorte », lamentou, num vídeo.

A empresa norte-americana de tecnologia espacial Maxar Technologies, especializada em imagens de satélite, divulgou uma foto do teatro que disse ter tirado na segunda-feira.

Nesta foto, vista pela agência de notícias France Presse, a palavra « crianças » estava escrita no chão, em enormes letras brancas e em russo, na frente e nas traseiras do edifício.

A situação é desesperada, há dias, em Mariupol, cidade portuária estratégica, situada na costa do mar Azov, entre a península da Crimeia (anexada pela Rússia em 2014) e o leste separatista de Donbass, pelo que a conquista é um objetivo prioritário das tropas russas.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 726 mortos e mais de 1.170 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Legislativas: Governo estima que metade dos emigrantes da Europa não repita votação

Legislativas: Governo estima que metade dos emigrantes da Europa não repita votação

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linkedin sharing buttonAlfa/Lusa – e outras fontes: leia artigo relacionado
whatsapp sharing buttonO Governo estima que metade dos emigrantes que participaram na primeira votação para o círculo da Europa não volte a exercer o seu direito na repetição do ato eleitoral, anunciou hoje a ministra da Administração Interna.

No debate que decore hoje na Comissão Permanente da Assembleia da República sobre as eleições do círculo da Europa, a ministra Francisca Van Dunem adiantou que, até ao dia de hoje, “por comparação com o período idêntico do primeiro período de votação”, há “menos 43% de pessoas a votar do que no período correspondente anterior”.

“Nas projeções que fazemos provavelmente isto andará pelos 50%. Vai haver seguramente bastante muito menos pessoas a votar no círculo da Europa”, revelou Van Dunem em resposta ao deputado do CDS-PP Pedro Morais Soares.

A ministra da Administração Interna referiu que as “pessoas fizeram um grande esforço de participação num ato nacional no qual se empenharam, viram esse esforço gorado, frustrado e, portanto, muitas estão incomodadas, como é compreensível, porque consideram que o país não as respeitou”.

“Há muita gente, seguramente, que não vai voltar a votar”, afirmou.

Leia mais aqui:

Legislativas: Ministra da Administração Interna no parlamento sobre votação dos emigrantes

Ucrânia: Conselho da Europa expulsa Rússia e Amnistia Internacional considera decisão trágica

Ucrânia: Conselho da Europa expulsa Rússia e Amnistia Internacional considera decisão trágica

 

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O Conselho da Europa expulsou hoje a Rússia do principal órgão de direitos humanos do continente devido à invasão e guerra na Ucrânia, numa ação sem precedentes, cujo processo já tinha sido iniciado por Moscovo.

O comité da organização, composta por 47 Estados-membros, disse, em comunicado, que “a Federação Russa deixou de ser membro do Conselho da Europa a partir de hoje, 26 anos após a sua adesão”.

A decisão surge após semanas de condenação das ações da Rússia na Ucrânia, tendo, no início da semana (a 15 de março), a assembleia parlamentar da organização iniciado um processo de expulsão aprovado por unanimidade.

No mesmo dia, a Rússia informou o secretário-geral do Conselho da Europa de que se iria retirar da organização e que tinha intenção de denunciar a Convenção Europeia dos Direitos do Homem.

A Rússia aderiu ao Conselho da Europa a 28 de fevereiro de 1996.

“A retirada da Rússia do Conselho da Europa é uma tragédia para as vítimas dos abusos do Kremlin”, considerou hoje a organização humanitária Amnistia Internacional.

A decisão foi tomada “logo a seguir ao ato de agressão contra a Ucrânia, em que as tropas russas cometeram possíveis crimes de guerra e graves violações dos direitos humanos”, afirmou a diretora da Amnistia Internacional para a Europa de Leste e Ásia Central, Marie Struthers, citada num comunicado hoje divulgado.

“Fora do Conselho da Europa e dada a maior degradação do Estado de Direito na Rússia, caem algumas das últimas salvaguardas que ainda existiam contra os abusos dos direitos humanos e [a Rússia] fica fora dos limites”, o que constitui « uma tragédia » para aqueles que mais precisam desses direitos humanos na Rússia de hoje, acrescentou.

“Todas as partes interessadas na Rússia, incluindo os seus legisladores, devem tomar medidas para se opor a esse movimento imprudente e evitar que o país caia cada vez mais fundo num abismo de total desrespeito pelos direitos humanos”, pediu Marie Struthers.

Na votação da decisão, os representantes dos Estados presentes no Conselho da Europa descreveram as ações da Rússia como “uma violação da paz de magnitude sem precedentes no continente europeu desde a criação do Conselho de Europa”.

Na história da organização, apenas um Estado, a Grécia, foi suspenso do Conselho da Europa, em 1969, durante a ditadura dos coronéis, que durou entre 1967 e 1974, quando o país foi submetido a uma ditadura militar de direita.

Em 1974, após a queda da última junta militar no poder, a Grécia foi readmitida na organização.

Ensino do português em França/secções internacionais. A importância de inscrever os seus filhos nestas secções. Ouça esta crónica

O ensino da Língua Portuguesa nas Secções Internacionais em França.

Abertura de mais uma Secção Internacional em França, agora no Collège La Nacelle em Corbeil Essonne (91), na região parisiense.

Saiba qual é a importância de inscrever os seus filhos para estudar português nas secções internacionais dos « colégios » e liceus franceses.

Ouça aqui esta crónica de Carlos Pereira, jornalista diretor do Lusojornal:

 

 

Legislativas: Ministra da Administração Interna no parlamento sobre votação dos emigrantes

Legislativas: Ministra da Administração Interna no parlamento sobre votação dos emigrantes

Num « Ofício » com o título, « alerta sobre informações contraditórias acerca da data limite para o envio dos boletins de voto no contexto da repetição das eleições legislativas no círculo da Europa » enviado à secretária de Estado das Comunidades portuguesas, Berta Nunes, Pedro Rupio, presidente do CRCPE,  realça  » informações contraditórias » sobre o envio dos votos para Portugal.

« Além de ser um entrave à participação eleitoral dos portugueses residentes no continente europeu, o Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa teme que estas informações contraditórias possam ter consequências indesejáveis, nomeadamente a apresentação de queixas que possam levar a um novo atraso das tomadas de posse do Parlamento e do Governo », escreve o CRCPE.

 

Alfa/ com Lusa e Conselho das Comunidades (Europa)

 

A ministra da Administração Interna vai hoje à Comissão Permanente da Assembleia da República, que substitui o plenário, prestar esclarecimentos sobre o processo eleitoral dos emigrantes no círculo da Europa, que foi anulado e está a ser repetido.

A ida de Francisca Van Dunem foi requerida pelo PSD e aconteceu após o Tribunal Constitucional ter determinado a nulidade e repetição do ato eleitoral nas assembleias do círculo da Europa.

A votação presencial decorreu no fim de semana passado, tendo optado por esta modalidade 152 eleitores, mais 36 do que em janeiro. Estavam previamente inscritos 400 eleitores, de um total de 946.841 inscritos no círculo da Europa.

Os restantes podem optar pelo voto por via postal, que terá de chegar a Portugal até 23 de março.

A repetição deveu-se à falta de uma cópia do documento de identificação em numerosos votos de emigrantes.

Mais de 157 mil votos dos eleitores do círculo da Europa, 80% do total, foram anulados após, durante a contagem, terem sido misturados votos válidos com inválidos, não acompanhados de cópia do documento de identificação, como exige a lei.

Chamado a pronunciar-se sobre a anulação desses votos, o Tribunal Constitucional (TC) declarou a nulidade das eleições nestas assembleias.

Desde então, registaram-se várias queixas de atrasos na chegada dos boletins de voto para votação por via postal e o Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa (CRCPE) manifestou receio de que as eleições na Europa sejam novamente anuladas por estarem a ser indicadas datas-limite diferentes para os votos por via postal serem expedidos para Portugal.

Segundo o presidente do CRCPE, Pedro Rupio, com os mais de 965.000 boletins de voto que foram enviados para os eleitores na Europa, e que queiram exercer a sua escolha por via postal, seguiu uma informação que aponta como 12 de março a data-limite para o boletim de voto ser remetido para Portugal, devendo este chegar ao destino até 23 de março.

O mesmo acontece com o vídeo explicativo que o Ministério dos Negócios Estrangeiros divulgou no seu ‘site’ e nas redes sociais, no qual indica que, para ser considerado válido, o envelope que contém o voto tem de ser “expedido até ao dia 12 de março”.

Contudo, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) deliberou, no dia 08, que “a ausência de marca do dia ou a existência de marca do dia posterior a 12 de março no envelope branco que capeia a correspondência eleitoral não deve ser causa de nulidade do voto”.

Pedro Rupio receia que essa « dupla informação que está a ser veiculada » possa levar a que os eleitores, apoiados na informação que consta do envelope que receberam com o boletim de voto, já não façam as suas escolhas após 12 de março.

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