Sporting de Braga vence ‘vizinho’ Moreirense com golos na segunda parte

O Sporting de Braga venceu hoje na receção ao rival minhoto Moreirense por 2-0, em jogo da 20ª jornada da I Liga de futebol, que resolveu com golos anotados na segunda parte.

Após o nulo verificado ao intervalo, os ‘arsenalistas’, comodamente instalados no quarto lugar, entraram melhor na segunda parte e adiantaram-se logo aos 48 minutos, por Al Musrati, tendo ampliado aos 72, por Ricardo Horta, na conversão de uma grande penalidade, frente a um Moreirense que somou o terceiro encontro sem vencer, segunda derrota consecutiva.

Com esta vitória, o Sporting de Braga ocupa o quarto lugar, com 38 pontos, menos seis do que o Benfica, terceiro, e mais oito do que o Gil Vicente, quinto, enquanto o Moreirense está em zona de descida, na 17.ª e penúltima posição, com 16 pontos.

Resultados da 20ª jornada da I Liga de futebol (horas em Paris):

– Domingo, 30 jan:

Portimonense – Tondela, 1-2 (1-0 ao intervalo)

Vizela – Vitória Guimarães, 3-2 (1-1)

Sporting de Braga– Moreirense, 2-0 (0-0)

FC Porto – Marítimo, 21:30

– Segunda-feira, 31 jan:

Estoril Praia – Paços de Ferreira, 20:00

Famalicão – Arouca, 22:15

– Terça-feira, 01 fev:

Santa Clara – Boavista, 21:15

– Quarta-feira, 02 fev:

Benfica – Gil Vicente, 20:00

Belenenses SAD – Sporting, 21:15

Com Agência Lusa.

Legislativas/Portugal. PS ganha eleições e fica perto da maioria. PSD em segundo, Chega e IL acima de CDU e BE

Eleições legislativas. Sondagem SIC à boca das urnas. Projeções: PS ganha e fica perto da maioria absoluta, PSD muito longe, Chega e IL acima de CDU e BE

De acordo com a projeção ICS/ISCTE-GFK Metris/Sic, em 3.º lugar deve ficar o Chega e em 4.º a Iniciativa Liberal. Abstenção é estimada entre os 45% e os 49%.

Pelo seu lado, na sondagem RTP, o PS consegue de 37 a 42% – e pode conseguir de 102 a 116 deputados (116 seria uma maioria absoluta). O PSD ficaria com 30 a 35%, com 84 a 94 deputados.

O terceiro, nesta sondagem, seria o Chega – 5 a 8%, 7 a 13 deputados. Seguido da IL, com 4 a 7%, 5 a 9 deputados.

Mais abaixo, a esquerda: BE com 3a 6%, 3 a 7 deputados apenas. A CDU com 3 a 5%, 3 a 7 deputados também.

Abaixo ainda, CDS, PAN e Livre têm aqui estimativa de 1 a 3%. O Livre consegue eleger de 1 a 2 deputados, o CDS e PAN de 0 a 2.

A LUSA indica: Projeções dão vitória ao PS com entre 36,6 % e 42,6%, PSD entre 26,7% e 32,7%.

Projeções de algumas sondagens:

Projeções das televisões dão vitória destacada ao PS

Universidade Católica/RTP
PS – 37-42
PSD- 30-35
CH-5-8
IL – 4-7
BE-3-6
CDU – 3-5
CDS-1-3
PAN-1-3
L-1-3

ICS/ISCTE-GFK/METRIS/SIC:
PS – 37,4 – 41,4
PSD -26,9 – 30,9
CH – 5,0 – 8,0
IL – 4,7 – 7,7
BE – 3,0 – 6,0
CDU – 3,0 – 6,0
CDS – 0,6 – 2,6
PAN – 0,5 – 3,1
L – 0,4 – 2,4

Pitagórica/TVI/CNN
PS- 37,5-42,5
PSD – 26,7 – 31,7
CH – 4,5 – 8,5
IL – 4,5 – 8,5
BE – 3,0 – 7.0
CDU – 2,5 – 6,5
CDS – 0,9 – 2,9
PAN – 0,8 – 2,8
L – 0,7 – 3,7

 

Filipe Albuquerque em segundo nas 24 Horas de Daytona

O piloto português Filipe Albuquerque (Acura) terminou hoje na segunda posição nas 24 Horas de Daytona, prova de abertura do campeonato americano de resistência automóvel.

Filipe Albuquerque, que fez equipa com os norte-americanos Ricky Taylor, Alexander Rossi e o britânico Will Stevens, largou da ‘pole position’, mas terminou a 3,028 segundos do vencedor, o brasileiro Hélio Castroneves (Acura).

“É sempre duro perder quando estamos tão perto de uma vitória numa grande corrida como são as 24 Horas de Daytona”, começou por dizer o piloto de Coimbra.

Apesar da desilusão por não ter podido repetir o triunfo conseguido em 2021, Filipe Albuquerque mostrou-se satisfeito pelos pontos amealhados para o campeonato.

“Demos o nosso melhor, toda a equipa fez um grande trabalho. Por três segundos perdemos uma grande vitória. No ano passado ganhámos, mas agora ficámos em segundo. A tristeza invade-nos, mas as corridas são assim. É um bom resultado para o campeonato”, concluiu Albuquerque.

Em terceiro lugar terminou o francês Loic Duval (Cadillac), a 4,420 segundos do vencedor, após 761 voltas realizadas.

Com Agência Lusa.

Andebol/Europeu: Suécia sagra-se campeã 20 anos depois

A Suécia sagrou-se hoje campeã europeia de andebol, em Budapeste, 20 anos após o último título, com um triunfo por 27-26 sobre a Espanha, que perseguia o ‘tri’, com um livre de sete metros no último segundo.

A formação sueca, vice-campeã mundial em título, conquistou o quinto troféu europeu da sua história, sendo a seleção com mais títulos (1994, 1998, 2000, 2002 e 2022) e impediu a Espanha de conquistar o ‘tri’, depois dos triunfos em 2018 e 2020.

A Suécia, que na fase de grupos perdeu com a Espanha, por 32-28, acabou por ser a seleção mais consistente, do ponto de vista defensivo, com o guarda-redes Andreas Palicka em destaque, e ofensivo, e inverteu a tendência dos últimos anos nos confrontos entre ambos os conjuntos.

O terceiro lugar do pódio do Euro2022, que teve a fase final na Arena de Budapeste, na Hungria, foi entregue à campeã mundial Dinamarca, que venceu no prolongamento por 35-32 a campeã olímpica França.

Com Agência Lusa.

Open da Austrália: Nadal vence 21º ‘major’ após reviravolta com Medvedev

O espanhol Rafael Nadal tornou-se hoje o primeiro tenista masculino a vencer 21 torneios do ‘Grand Slam’, ao derrotar o russo Daniil Medvedev, num encontro em que esteve a perder por dois ‘sets’ a zero.

Vencedor em Melbourne em 2009, Nadal, quinto do ‘ranking’ mundial, somou o seu segundo título na Austrália, ao vencer Medvedev, número dois da hierarquia, por 2-6, 6-7 (5-7), 6-4, 6-4, 7-5, em cinco horas e 24 minutos.

Com este triunfo na sua 29.ª final do ‘Grand Slam’, Nadal, de 35 anos, somou o seu 21.º ‘major’, superando o suíço Roger Federer e o sérvio Novak Djokovic.

Com Agência Lusa.

Seleção portuguesa de judo encerra Grande Prémio de Portugal com quatro medalhas

A seleção portuguesa de judo encerrou hoje a participação no Grande Prémio de Portugal com quatro medalhas, duas de ouro e duas de bronze, após Jorge Fonseca subir ao lugar mais alto do pódio dos -100 kg masculinos.

O judoca do Sporting, bicampeão mundial e medalha de bronze nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, conquistou a primeira medalha de ouro no circuito mundial da Federação Internacional de Judo (IJF), após bater o suíço Daniel Eich, por ‘ippon’, em apenas 43 segundos.

Fonseca esteve, de resto, irrepreensível no último dia do torneio da IJF, que se disputou pela primeira vez em Portugal, vencendo por ‘ippon’ todos os combates que disputou.

Antes da final, presenciada por 500 espetadores, lotação máxima permitida para este torneio no Complexo Municipal dos Desportos Cidade de Almada, o judoca do Sporting derrotou o mongol Khangal Odbaatar em 1.19 minutos, o georgiano Giorgi Beriashvili em 1.57 minutos e o norte-americano L.A. Smith III, nas meias-finais, em apenas 13 segundos.

A quarta medalha portuguesa seguiu-se a três outras conquistadas na sexta-feira, primeiro dia da competição, todas elas no setor feminino.

Catarina Costa, na categoria de -48 kg, foi a primeira portuguesa a subir ao pódio, para receber, também, uma medalha de ouro, seguindo-se Joana Diogo (-52 kg) e Telma Monteiro (-57 kg), ambas vencedoras de uma medalha de bronze.

Nesse primeiro dia de competição, Gonçalo Oliveira (-66 kg) terminou em sétimo, depois de realizar quatro combates, com duas vitórias na zona de poule, uma derrota frente ao líder mundial, o sul-coreano Na Baul, já nas meias-finais, e novo desaire na repescagem.

Raquel Brito, Inês Ribeiro e Denisa Grecu, (-48 kg), Mariana Esteves e Maria Inês Rosário (-57 kg), Bruno Bento, Francisco Mendes, Rafael Chambel e Rodrigo Lopes (-60 kg), Bernardo Tralhão e Bruno Barros (-66 kg) perderam logo na estreia, enquanto Kainan Pires saiu derrotado, e lesionado, no segundo combate.

No sábado, os judocas nacionais não lograram qualquer medalha, num dia em que, no setor masculino, Thelmo Gomes (-73 kg) foi eliminado no primeiro combate, enquanto na categoria -81 kg, Eduardo Silva e Bruno Silva ‘caíram’ no primeiro combate disputado, ao passo que João Fernando e Manuel Rodrigues ainda superaram a primeira luta mas caíram na eliminatória seguinte.

No setor feminino, em -63 kg, Adriana Torres e Margarida Brás foram afastadas na primeira ronda, enquanto Wisla Gomes caiu apenas no segundo combate do dia, e Joana Crisóstomo  (-70 kg), isenta na primeira ronda da ‘poule’, mas não passou do primeiro combate disputado.

Hoje, apenas Jorge Fonseca logrou o apuramento para o bloco de finais, enquanto, na mesma categoria, João Pires ficou pela ronda preliminar, Diogo Brites ‘caiu’ no primeiro combate e Ailton Cardoso cedeu com o norte-americano L.A. Smith III.

Em -90 kg, Miguel Rato teve um teste positivo à covid-19 e não compareceu nos ‘tatamis’, enquanto Anri Egutidze, judoca do Benfica, que ficou isento da primeira ronda, perdeu a nove segundos do final do primeiro combate.

No setor feminino, em -78 kg, a olímpica Patrícia Sampaio, isenta na primeira ronda, foi eliminada no ‘golden score’ do primeiro combate disputado, enquanto Carolina Paiva teve um teste positivo à covid-19 e não compareceu.

Com Agência Lusa.

Legislativas/Portugal. Preparem-se para uma noite eleitoral com o voto dos emigrantes fora do baralho. Opinião

Alfa/Daniel Ribeiro

Legislativas/Portugal.

Há problemas com os votos dos emigrantes (muitos não conseguem votar), como sempre houve e continuará a haver – e isso é um escândalo.

Os sucessivos Governos têm reconhecido esses problemas. (Mas falar nisso nada resolve).

A questão, no entanto, tem pouca importância – sobre os emigrantes, os partidos estarão a chorar lágrimas de crocodilo até ao fecho das mesas de voto em Portugal. Depois tudo passa e ninguém voltará a falar dos eleitores emigrantes.

Os votos dos emigrantes (apenas quatro deputados – na Europa e Resto do Mundo – sempre os mesmos ou representando sempre os mesmos partidos) não contam, nunca contaram nem contarão, para formar maiorias de Governo.

Por isso, preparem-se para uma noite eleitoral – com o voto dos emigrantes fora do baralho.

 

 

 

Legislativas. Pessoas com problemas para votar no estrangeiro “não terão estado atentas”.

Pessoas sem votar no estrangeiro “não terão estado atentas”

Secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, diz que nas eleições legislativas o voto é postal, e não presencial, e que se este chegar até 9 de fevereiro ainda “há uma possibilidade de ele ser contado”

Alfa/Lusa/Expresso

A secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, sugeriu que as pessoas que não conseguiram votar este sábado no estrangeiro “não terão estado atentas” às comunicações oficiais quanto ao voto nas eleições legislativas, acrescentando que “deviam ter-se inscrito”. A governante respondia assim a uma pergunta da agência Lusa sobre os cerca de 40 portugueses residentes na área de Madrid, Espanha, que quiseram votar ontem presencialmente no consulado, mas não o conseguiram fazer por estarem inscritos nos cadernos eleitorais para o voto por correspondência.

“Acontece que algumas pessoas não terão estado atentas e chegaram para votar presencialmente, talvez confundindo, por exemplo, com as eleições presidenciais, em que o voto é presencial”, disse Berta Nunes à Lusa numa conversa telefónica.

A secretária de Estado rejeitou, no entanto, qualquer “falta de informação” sobre o ato eleitoral, já que tudo foi “divulgado não só pelos consulados e secções consulares”, mas também pelos “órgãos de comunicação social da diáspora”, estando a informação “amplamente disponível”.

“Nós atempadamente divulgamos a informação pertinente, ou seja, nas eleições legislativas o voto é o voto postal, as pessoas que queiram votar presencialmente devem inscrever-se –  ou deviam ter-se inscrito – para votar até ao dia 5 de dezembro”, explicou.

Questionada sobre se tinha informação de que situações semelhantes às de Madrid estariam a ocorrer noutros locais do mundo, a governante disse não ter sido recebida “nenhuma outra reclamação ou pergunta”, mas reconheceu ser “natural que aconteça noutros locais, porque já aconteceu em eleições anteriores”.

Berta Nunes disse que em todo o mundo há “2.872 pessoas inscritas para o voto presencial e é por causa destas pessoas estarem inscritas para o voto presencial que as mesas estão a funcionar”, e vincou que “onde não há inscrição para o voto presencial, nem sequer a mesa está a funcionar”.

A governante assegurou que “todas as pessoas receberam ou a carta – porque a carta é registada – ou receberam uma notificação para levantar a carta nos correios”, e se não receberam o motivo pode ser uma morada errada ou falta de levantamento no correio.

No caso espanhol, a secretária de Estado disse que os votos “foram enviados nos dias 2 e 3 de janeiro e chegaram nos dois dias seguintes”, sendo ainda possível a cada eleitor “saber onde está a sua carta com o voto”. Berta Nunes também descartou problemas de atraso nos correios “no caso de Espanha ou da Europa”, mas reconheceu que essa questão “pode pôr-se em países em que não funcionem tão bem” ou “onde haja outro tipo de situações”.

Para as pessoas que ficaram hoje sem votar, a governante disse que “se o voto chegar até ao dia 9 de fevereiro há uma possibilidade de ele ser contado”.

Confrontada com o facto de “uma possibilidade” não ser uma opção que dê segurança aos eleitores, Berta Nunes reconheceu que de facto “não dá”, mas relembrou que a lei estabelece que “as pessoas deveriam ter enviado o voto até ao dia de hoje para ele ser contado e só serão contados os que chegarem até dia 9 de fevereiro”. No caso de um eleitor que não tenha enviado o voto até hoje, mas o consiga enviar depois, “não se pode dirigir a ninguém” para garantir que o seu voto é contado, “porque a lei é clara nesse sentido”. “Essas pessoas, de facto, e infelizmente, têm muito poucas possibilidades de votar nesta altura, na situação em que ainda não enviaram o voto postal”, reconheceu.

A governante defendeu também que “é preciso aperfeiçoar a lei” e o “o sistema eleitoral no estrangeiro, que é relativamente recente”.

Mais de 10 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são no domingo chamados às urnas para escolher a constituição da Assembleia da República na próxima legislatura e de onde sairá o novo Governo. Concorrem a estas eleições legislativas antecipadas 21 forças políticas, o mesmo número do que em 2019, mas apenas 13 concorrem em todos os círculos eleitorais.

A 9 de fevereiro serão contados os votos dos círculos da Europa e Fora da Europa, que elegem quatro deputados. Após o apuramento destes dois círculos, fica fechado o apuramento geral dos resultados das legislativas.

A legislatura atual, que terminaria apenas em 2023, foi interrompida depois do ‘chumbo’ do Orçamento do Estado para 2022 ter gerado uma crise política que levou à dissolução do parlamento e à convocação de eleições antecipadas.

Sporting conquista quarta Taça da Liga ao bater Benfica com reviravolta

O Sporting conquistou hoje pela quarta vez a Taça da Liga em futebol, ao vencer com reviravolta o Benfica por 2-1, na final da 15ª edição da prova, disputada em Leiria.

Os ‘encarnados’ chegaram ao intervalo em vantagem, depois de um golo do brasileiro Everton, aos 23 minutos, mas os ‘leões’ deram a volta na segunda metade, com tentos de Gonçalo Inácio, aos 49, e do espanhol Sarabia, aos 78.

No ranking da prova, os ‘leões’, que já tinham vencido em 2017/18, 2018/19, e 2020/21 e perdido as finais de 2007/08 e 2008/09, sempre nos penáltis, destacam-se no segundo lugar, com quatro cetros, agora a apenas três do Benfica, que lidera com sete.

MEIAS-FINAIS

– Terça-feira, 25 jan 2022:

Benfica (I) – Boavista, 1-1, 3-2ap

– Quarta-feira, 20 jan:

Sporting (I) – Santa Clara (I), 2-1

FINAL

Sábado, 29 jan:

Benfica (I) – Sporting (I), 1-2

Sporting vence a Taça da Liga 2021/22

Com Agência Lusa.

Legislativas: PR apela ao voto “em consciência e segurança” e alerta para desafios pós-pandemia

O Presidente da República apelou hoje aos portugueses que votem “em consciência e segurança” nas legislativas de domingo e digam o que pensam do futuro pós-pandemia de um país a precisar de uma “urgente reconstrução da economia”.

Numa declaração ao país de apelo ao voto, através da televisão e rádio, Marcelo Rebelo de Sousa faz um balanço da campanha eleitoral, avisa para as dificuldades em sair da crise causada pela pandemia, e pede aos portugueses que vençam o cansaço e o conformismo e vão votar “sem temores nem inibições”.

“Amanhã eu lá estarei, como sempre, com o meu [voto], um em milhões, a dizer o que penso sobre os próximos anos para Portugal. Anos de saída de uma penosa pandemia, de urgente reconstrução da economia, da sociedade, do ambiente, da vida das pessoas, de difíceis desafios europeus, e de tensão mundial como já não existia há quase 20 anos”, afirmou.

Marcelo admitiu que a “pandemia, cansaço, conformismo, e outras razões do foro íntimo, são, para muitos, argumentos para escolher não escolher”.

“Mas, nestas eleições tão diferentes, num tempo tão diferente e tão exigente, votar é também uma maneira de dizermos que estamos vivos e bem vivos, e que nada, nem ninguém, cala a nossa voz”, pediu, dando o exemplo da participação nas eleições autárquicas, em setembro, e até nas presidenciais de há um ano em que se registavam “mais de trezentos mortos por dia, mais de oitocentos em cuidados intensivos e mais de seis mil internados” e “sem vacinas”.

Resta, então, “votar em consciência e em segurança” e “a pensar em Portugal”.

Antes do apelo à participação dos portugueses na votação, o chefe do Estado fez uma análise à campanha destas eleições “diferentes”, durante a qual a sua agenda foi reduzida ao mínimo, e aos temas que a marcaram.

São eleições diferentes, porque nelas se confirma, sublinhou, que “o choque da pandemia tem sido tão abrupto e prolongado que recuperar economia e mitigar pobreza e desigualdades sem mudanças de fundo, corre o risco de ser encharcar com milhões as areias de um deserto”.

E foi uma campanha em que, segundo apontou, se tornaram evidentes três temas – “a própria pandemia e a saúde, a urgente melhoria das condições de vida, a próxima fórmula governativa, por cada qual preconizada”.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou ainda outras diferenças, sugerindo uma reflexão sobre a revisão da “rígida” lei eleitoral, que exclui a votação fora dos domingos e dias feriados, e não permite horários flexíveis e sublinhou a importância do voto antecipado em mobilidade.

Destacou, igualmente, a forma como decorreu a campanha, com uma “audiência sem precedente nos numerosos e mobilizadores debates e entrevistas, em clássicos e novos meios digitais, a testemunhar o elevado empenhamento de partidos e seus dirigentes e o profissionalismo de jornalistas, e a aconselhar cuidado acrescido naqueles que pensam regressar, no futuro, a poucos e seletivos debates audiovisuais”.

Mais de 10,8 milhões de eleitores são chamados a votar nas legislativas de domingo, antecipadas após o chumbo do Orçamento do Estado, para eleger 230 deputados à Assembleia da República.

Esta é 16.ª vez, desde 1976, que os portugueses votam para eleições parlamentares, em democracia.

Atualmente, há nove partidos representados no parlamento – PS, PSD, Bloco de Esquerda, PCP, CDS-PP, Verdes, Pessoas-Animais-Natureza (PAN), Iniciativa Liberal (IL) e Chega.

Com Agência Lusa.