Jean Moulin em Lisboa, em 1941. Herói da resistência francesa. Homenagem na capital portuguesa

Jean Moulin esteve clandestinamente em Lisboa um mês e uma semana em 1941, de onde partiu para se juntar ao General de Gaulle, então em Londres. Herói e líder da resistência francesa ao nazismo e ao colaboracionismo teve recentemente a devida homenagem na capital portuguesa impulsionada por cinco portugueses que inspirou – o ex-ministro da Cultura, ex-presidente da Câmara e ex-deputado, João Soares, o escritor e editor João Paulo Cotrim, o artista gráfico Jorge Silva, o jornalista José Manuel Saraiva e a escritora Manuela Rêgo.

 

Jean Moulin, símbolo da França Livre,  está no Panteão, em Paris, desde 19 de dezembro de 1964. Foi torturado pelos nazis, morreu sem nunca revelar nada sobre ele nem sobre as atividades da resistência e ainda hoje o registo das suas memória e bravura está escrito em letras de rara beleza em páginas oficiais do Governo Francês:

 

« Le 27 mai 1943, Jean Moulin, émissaire du général de Gaulle, convoque la désormais célèbre réunion inaugurale du Conseil national de la Résistance (CNR) au 48, rue du Four à Paris, dans le VIe arrondissement. « Ce n’est pas sans difficultés que je suis parvenu à constituer et à réunir le Conseil de la Résistance », écrit-il, le 4 juin 1943, dans son rapport au général situé à Londres. Cette réunion inaugurale consacre enfin l’unité de la Résistance.

Le 9 juin suivant, l’arrestation à Paris du général Delestraint, chef de l’Armée secrète unifiée, contraint Jean Moulin à organiser rapidement la relève et à désigner son successeur, avec l’accord de l’ensemble des mouvements de Résistance. C’est l’objet de la réunion clandestine de Caluire, près de Lyon, le 21 juin 1943. Mais peu de temps après l’arrivée des participants, une dizaine d’hommes commandés par Klaus Barbie, chef de la Gestapo de Lyon, investissent les lieux et arrêtent toutes les personnes présentes.

Incarcéré au fort Montluc de Lyon, torturé, le supplice de Jean Moulin se termine le 8 juillet 1943. Il décède sans avoir parlé, en gare de Metz, lors de son transfert par train en Allemagne.
 

La cérémonie au Panthéon, un hommage solennel resté célèbre

À l’occasion du vingtième anniversaire de la Libération de la France, le 19 décembre 1964, André Malraux, alors ministre des Affaires culturelles, décide d’organiser le transfert au Panthéon des cendres de Jean Moulin. La Nation rend ainsi hommage à ce Résistant de la première heure, mort sous la torture sans avoir parlé, symbole de la France libre.

En ce 19 décembre 1964, place du Panthéon, le froid glacial accompagne le cénotaphe (tombeau élevé à la mémoire d’un mort). Dans la tribune officielle a pris place le général de Gaulle, accompagné des plus hautes autorités de l’État. André Malraux s’installe derrière son pupitre, et prononce l’oraison funèbre du héros de la Résistance. « Monsieur le président de la République, voici donc plus de vingt ans que Jean Moulin partit, par un temps de décembre sans doute semblable à celui-ci, pour être parachuté sur la terre de Provence, et devenir le chef d’un peuple de la nuit », commence-t-il.
 

Aujourd’hui, jeunesse, puisses-tu penser à cet homme

Pendant plus de vingt minutes, André Malraux énonce à la manière des grands orateurs tragiques un discours qui restera gravé dans les mémoires comme son plus beau discours. Il conclut : « Comme Leclerc entra aux Invalides, avec son cortège d’exaltation dans le soleil d’Afrique, entre ici, Jean Moulin, avec ton terrible cortège ; avec ceux qui sont morts dans les caves sans avoir parlé, comme toi ; et même, ce qui est peut-être plus atroce, en ayant parlé […]. Aujourd’hui, jeunesse, puisses-tu penser à cet homme comme tu aurais approché tes mains de sa pauvre face informe du dernier jour, de ses lèvres qui n’avaient pas parlé ; ce jour-là, elle était le visage de la France. » »

Em Portugal, a sua passagem, por muitos desconhecida, por Lisboa, foi assinalada por debates e outras homenagens e está para sempre registada na calçada do jardim São Pedro de Alcântara e num belo texto assinado por João Soares, que começa com esta citação: « Atingiu os limites do sofrimento humano sem nunca trair um só segredo – ele que os sabia todos ».

Foto: MK – DR

 

 

 

 

 

Governo contrata mais de 100 funcionários consulares em vésperas de eleições. « Tarde é o que nunca vem ». Opinião

Governo contrata mais de 100 funcionários consulares para todo o mundo, depois da dissolução do Parlamento e com eleições legislativas antecipadas à porta.

O PSD, através dos deputados e antigos secretários de Estado das Comunidades, José Cesário e Carlos Gonçalves, critica, dizendo que se trata de uma clara manobra (demagogia) eleitoralista.

O nosso cronista, Carlos Pereira, acha que os recrutamentos, embora muito tardios, se justificam por que « tarde é o que nunca vem » e, por esse motivo, acha que Cesário e Gonçalves não têm razão nas críticas.

Crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir na Rádo Alfa, na quinta-feira, 18, às 7h15, 13h15, 16h30 e 19h45.

Ou ouça aqui: 

 

 

Morreu capitão de Abril Rui Borges Santos Silva

 O capitão de Abril Rui Borges Santos Silva, que comandou o esquadrão de reconhecimento para a tomada e ocupação do Terreiro do Paço na Revolução dos Cravos, morreu em Coimbra, foi hoje anunciado.

O falecimento do coronel Rui Borges Santos Silva, aos 76 anos, na segunda-feira foi divulgado através de uma nota à imprensa de uma empresa de serviços funerários, comunicando que esteve em câmara ardente, na terça-feira, na Capela Mortuária da Ressurreição da Igreja de Nossa Senhora de Lurdes, em Coimbra.

As exéquias fúnebres terão início hoje pelas 11:00, com celebração de cerimónia religiosa, seguindo depois para o Crematório de Coimbra, informa ainda a mesma fonte.

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital publicou no seu sítio oficial na internet uma nota de pesar pelo falecimento de Rui Borges Santos Silva, que nasceu a 27 de fevereiro de 1945 na freguesia de Lagares da Beira daquele município.

Licenciado em Ciências Militares, Rui Borges Santos Silva aderiu ao movimento dos capitães e comandou o esquadrão de reconhecimento que tinha como finalidade a tomada e ocupação do Terreiro do Paço, em Lisboa, no dia 25 de Abril de 1974, assinala-se na mesma nota.

De acordo com o Exército, o oficial de cavalaria foi promovido ao posto de coronel em dezembro de 1998.

Em 2006, Rui Borges Santos Silva foi condecorado pelo Presidente da República Jorge Sampaio com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade, tendo doado a insígnia à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, que em 2004 lhe tinha atribuído a medalha de Mérito Municipal.

Com Agência Lusa.

Foto. © Global Imagens.

Uso de máscara na rua volta a ser obrigatório e controlo nas fronteiras pode ser reforçado. Covid-19/Portugal

Alfa

A Direção Geral da Saúde (DGS) considera que pode haver necessidade de exercer um maior controlo nas fronteiras, devido ao aumento de novos casos de covid-19 em Portugal.

Pelo seu lado, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defende reposição do uso de máscara na rua, mas sublinha que decisões sobre novas restrições para conter a propagação de covid-19 serão analisadas na próxima sexta-feira, numa reunião das entidades oficiais com peritos, no Infarmed.

No entanto, sobre o regresso ao uso obrigatório de máscara na rua, o chefe de Estado respondeu claramente: « Isso, claro, isso é evidente ».linkedin sharing button

Marcelo Rebelo de Sousa realçou que atualmente o número de casos de infeção diários pelo novo coronavírus, « 1500, 1600, 1700 », e o número de mortes por covid-19, « inferior a 20 », são inferiores aos de há um ano, quando se registavam « 80 e tal mortes » e « cinco mil a seis mil » casos por dia. Os internamentos de doentes com covid-19 também voltaram a subir sensivelmente, em Portugal, nos últimos dias.

Interrogado sobre as medidas que podem ser adotadas sem recurso ao estado de emergência, aconselhou: « Vamos esperar ».

Pelo seu lado, em declarações aos jornalistas, o subdiretor da DGS, Rui Portugal, disse que “o controlo das fronteiras é uma das medidas relevantes”.

“Como sabem, estamos integrados numa comunidade própria, temos um certificado digital europeu que prova que as pessoas tenham três condições para circular livremente. É verdade que o controlo de fronteiras e restrições em termos de viagens é uma medida possível mas terá de ser muito bem justificada”, explicou.

 

Na reunião no Infarmed vai ser avaliada a situação pandémica de modo a preparar o país para a época natalícia, sendo a principal principal missão desta reunião “salvar” o Natal.

 

Neste sentido, a reunião visa analisar os últimos números da pandemia e preparar o Natal, que é “um período sempre complicado”. O turismo também será evocado, com o objetivo de perceber se a abertura do país aos viajantes vindos do estrangeiros representa, ou não, um perigo para a situação pandémica portuguesa.

Alguns especialistas dizem que Portugal pode estar a entrar na 5.ª vaga da Covid-19, prevendo-se, por isso, um regresso a algumas medidas restritivas, como o uso obrigatório de máscara na rua ou em espaços fechados e o regresso ao teletrabalho.

No entanto, a generalidade dos especialistas que têm acompanhado a situação epidemiológica de Portugal, considera que o reforço das medidas básicas de higiene e segurança, aliado à vacinação e a uma testagem massiva, poderão ser suficientes para travar o aumento de casos.

 

Ouça hoje, na Rádio Alfa, a última crónica de Daniel Ribeiro sobre este assunto. Ou aqui: 

Covid-19/Portugal. É oficial: o perigo voltou, apesar de 88% de vacinados. Costa convoca reunião de peritos

Berta Nunes defende apoio para transladação de nacionais. Caso da morte de um português no Luxemburgo pode acelerar medidas

A propósito da morte de um cidadão português no Luxemburgo, durante o passado fim de semana, e cuja família está a apelar a donativos para poder proceder ao funeral na terra de origem, Sameice, no concelho de Seia, a secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, defende apoio para transladação de nacionais. 

Alfa/Lusa (adaptação Alfa)

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A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas defendeu ontem “algum tipo de medidas de apoio” para a transladação de cidadãos nacionais que morram no estrangeiro e em situações de comprovada incapacidade financeira.

Berta Nunes falava à agência Lusa a propósito da morte de um cidadão português no Luxemburgo, durante o passado fim de semana, e cuja família está a apelar a donativos para poder proceder ao funeral na terra de origem, Sameice, no concelho de Seia.

O português, 44 anos, morreu no domingo num acidente de trânsito em Bascharage, no Luxemburgo, e a família está a realizar um peditório público para a trasladação do corpo para Portugal.

Segundo Berta Nunes, “o cônsul português no Luxemburgo já contactou a família e já se disponibilizou para dar toda a ajuda em relação aos documentos necessários e tudo o que está no âmbito das atribuições do consulado”.

Questionada sobre uma eventual resposta a este pedido da família, a governante esclareceu: “Não temos e nunca existiu nenhuma medida de apoio monetário à transladação e, normalmente, as comunidades têm resolvido isso com uma solidariedade entre as pessoas”.

Reconhecendo que este “é um problema”, principalmente porque a transladação é um processo “muito caro”, que pode atingir os 10.000 euros, dependendo do país onde o cidadão morreu, Berta Nunes advogou uma reflexão sobre o assunto.

“Eu defendo que este é um problema que temos de olhar para ele, porque o que verificamos é que era preciso algum tipo de medidas de apoio em situações em que as pessoas manifestamente não têm capacidade de, sozinhas, pagar as custas desta transladação” e recorrem à solidariedade, afirmou.

A governante concluiu: “É uma das questões que nos tem preocupado e temos que refletir sobre elas, quem quer que seja que esteja no próximo executivo”.

Centros de Atendimento Consular para emigrantes receberam meio milhão de contactos. Em França abre um em 2022

Centros de Atendimento Consular (CAC) que apoiam emigrantes receberam meio milhão de contactos. Os CAC abrangem neste momento 10 países, sendo o mais mais recente os Países Baixos, que recebeu, em 14 dias, mais de 700 chamadas. O próximo a país a ter acesso ao CAC será a França, a partir do próximo ano, prometeu Berta Nunes, secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, em declarações à agência Lusa, no fim de uma visita ao CAC, em Lisboa.

 

Alfa/ com Lusa (adaptação Alfa)

Os Centros de Atendimento Consular (CAC), que apoiam a comunidade portuguesa residente em 10 países, já receberam meio milhão de contactos, sendo os Países Baixos o mais recente e que em 14 dias recebeu mais de 700 chamadas.

Consulado Portugal Paris. Aberto concurso para admissão de 5 funcionários. Até ao fim do mês

Consulado-Geral de Portugal em Paris. Aberto concurso para admissão de cinco funcionários – assistentes técnicos. Até ao fim deste mês:

Concurso público para admissão de pessoal

Cinco vagas para assistente técnico


Concurso público para admissão de pessoal

O Consulado Geral de Portugal em Paris informa que abriu um concurso externo para o preenchimento de 5 postos de trabalho, na categoria de Assistente Técnico, da carreira de Assistente Técnico.

Veja aqui o aviso com os detalhes da abertura do concurso.

Prazo de candidatura: 30 de Novembro de 2021.

 

 

Portugal perde com a França por 5-3 na segunda jornada do Europeu de hóquei em patins

Portugal, vice-campeão europeu, perdeu hoje com a França por 5-3 na segunda jornada do Campeonato da Europa, a decorrer até domingo no Pavilhão Multiusos de Paredes.

Roberto Di Benedetto (02, 45 e 50 minutos) e Carlo Di Benedetto (11 e 47) marcaram os golos dos franceses, enquanto João Rodrigues (26) e Gonçalo Alves, que ‘bisou’ (49 e 50), reduziram para a seleção portuguesa.

A França lidera esta fase de grupos do Europeu de hóquei em patins, somando duas vitórias em duas jornadas. Beneficou, assim, do empate 4-4 entre dois dos favoritos, Itália e Espanha.

A formação de Renato Garrido defronta esta quarta-feira a Itália em mais um jogo de dificuldades acrescidas.

Portugal é o recordista de títulos europeus, somando 21 vitórias, contra 17 da Espanha, campeã em título.

Com Agência Lusa.

Mundial 2022. OS POSSÍVEIS ADVERSÁRIOS DE PORTUGAL NO ‘PLAY-OFF’

Já conhecido o panorama dos play-offs da qualificação europeia para o Mundial-2022. Fase em que Portugal, recorde-se, vai participar devido à derrota com a Sérvia (1-2) que atirou a equipa de Fernando Santos para o segundo lugar.

Ao invés do formato habitual, a UEFA alterou os moldes em que o play-off se vai disputar, que se explica da seguinte forma:

– As 12 equipas (10 segundos classificados de cada grupo e dois melhores vencedores dos grupos da Liga das Nações que não conseguiram a qualificação) vão ser sorteadas em três grupos de quatro.

– Cada grupo vai disputar-se num formato de torneio com jogos a uma mão: meias-finais e uma final, cujo vencedor vai ser apurado para o Mundial-2022.

– As meias-finais (24 e 25 de março) vão-se disputar em casa da equipa cabeça-de-série (Portugal joga em território nacional), sendo que o local da final (28/29 de março) é sorteado entre as nações que a vão disputar.

O sorteio vai realizar-se no dia 26 de novembro, sendo que para as meias-finais estão definidos seis cabeças-de-série que não se vão poder defrontar. Desta forma, Turquia, Polónia, Macedónia do Norte, Ucrânia, Áustria e República Checa vão ser os possíveis adversários de Portugal.

Para além de Portugal, serão cabeças de série a Escócia, Itália, Rússia, Suécia, Gales.

 

Com Jornal a Bola

Portugal goleia Chipre e lidera apuramento para Europeu de sub-21

A seleção portuguesa de futebol manteve hoje o percurso 100% vitorioso na qualificação para o Europeu de sub-21, ao golear em casa o Chipre, por 6-0, em jogo do Grupo D.

Gonçalo Ramos, com um ‘hat-trick’, aos 06, 53 e 61 minutos, Gonçalo Inácio (21), Fábio Vieira (51) e Henrique Araújo (71) marcaram os golos da ‘equipa das quinas’, que somou o quinto triunfo no Grupo D, numa partida em que Fábio Silva desperdiçou um penálti (29).

Com este triunfo, Portugal passou a somar 15 pontos, mais um do que a Grécia, que tem mais um jogo, com Chipre e Islândia a terem sete e a Bielorrússia três, enquanto o Liechtenstein ainda não pontuou.

Com Agência Lusa.