Aos 88 anos. Morreu Jean-Paul Belmondo, uma grande estrela popular do cinema francês

Foi conhecido como « O Magnífico » e era tratado familiarmente por « Bébel ».

O jornal Le Monde anuncia a morte desta lenda do cinema francês deste modo:

La mort de Jean-Paul Belmondo, star populaire du cinéma français

Inoubliable dans « A Bout de souffle », « L’As des as », « Un singe en hiver », acteur parmi les plus populaires, « Bébel » a commencé avec Godard et la Nouvelle Vague avant de prendre le virage de la comédie et du film d’action. Avec plus de 80 films en soixante ans de carrière, il est mort lundi à l’âge de 88 ans à Paris.

A sua morte foi anunciada nesta segunda-feira pelo seu advogado.

Belmondo era, desde há muitos anos, uma lenda do cinema francês. Tem no CV mais de 80 filmes, dos mais exigentes, de autor, aos mais populares, de comédia e de ação.

Jean-Paul Belmondo nasceu em Neuilly-sur-Seine, nos arredores de Paris, a 9 de abril de 1933.

Eis o despacho que acaba de editar a agência Lusa sobre a morte deste gigante do cinema francês:

« O ator francês Jean-Paul Belmondo, um dos mais consagrados do cinema, morreu hoje, aos 88 anos, em Paris, disse o seu advogado à Agência France Presse (AFP).

“Ele estava cansado há algum tempo. Morreu tranquilamente”, precisou o advogado de Jean-Paul Belmondo, em declarações à AFP.

O ator, a quem chamavam ‘Bébel’, participou em cerca de 80 filmes e interpretou papéis inesquecíveis em filmes como “O acossado”, de Jean-Luc Godard, no início da carreira, e “O irresistível aventureiro”, de Georges Lautner, na década de 1980. »

 

Começa na 4ª feira o julgamento dos atentados de Paris, o maior na história jurídica de França. 2 portugueses morreram nos atentados

Começa esta semana o julgamento dos atentados de Paris, o maior na história jurídica de França. Dois portugueses morrreram a 13 de novembro, numa noite de terror há seis anos. 

 

Alfa / fontes próprias e com Lusa

Seis anos após o maior ataque terrorista em solo francês, começa esta semana o maior processo da história jurídica em França, numa sala especial e com a presença do único terrorista vivo que participou diretamente nos atentados de Paris.

Salah Abdeslam é o único terrorista que participou ativamente nos atentados de 13 de novembro de 2015, contra o portão D do estádio de futebol Stade de France, em Saint-Denis, cafés e restaurantes de dois bairros da capital e a sala de espetáculos Bataclan, em que morreram 130 pessoas e mais de 4.000 ficaram feridas, e sobreviveu.

Este belga de origem marroquina ajudou a preparar os ataques coordenados, deixou os seus companheiros no Stade de France para cometerem o ataque, mas acabou por deitar fora o seu próprio colete de explosivos.

Desde a sua prisão, no início de 2016, Abdeslam está em silêncio, recusando cooperar com as autoridades, referindo apenas que o que fez foi a pedido do irmão, Brahim, que morreu nos atentados. Agora, ele comparecerá em público e será questionado pelos seus crimes.

No banco dos réus, no processo com início marcado para quarta-feira, estão mais 13 acusados por implicação na logística dos ataques. Seis pessoas vão ser julgadas sem se conhecer o seu paradeiro, perfazendo assim um total de 20 acusados.

Quanto às vítimas, há pelo menos 1.765 pessoas que se constituíram como partes civis, ou seja, diretamente afetadas pelo ataque. Entre elas há os feridos, mas também as famílias das vítimas mortais, assim como todas as pessoas que testemunharam o terror naquela noite no Stade de France e no 11.º bairro de Paris.

No total, há 330 advogados que vão intervir diretamente no processo, alguns para defender os alegados terroristas, mas a maior parte pertencem à acusação. Alguns dos melhores escritórios de advogados da capital defendem associações de vítimas, outros vítimas individuais ou ainda grupos de vítimas que não se inserem nas associações.

Ao contrário de muitos crimes graves em França, os crimes de terrorismo não têm júri.

O caso vai, portanto, ser julgado por cinco juízes, com outros quatro juízes de reserva, caso haja necessidade de fazer trocas durante as audiências.

De forma a acolher esta logística, foi construída no secular Palácio de Justiça de Paris, junto à Catedral de Notre Dame, uma sala especial que tem uma lotação de mais de 500 pessoas, com 750 metros quadrados, para a audiência.

Haverá 10 câmaras que vão filmar em permanência o processo e as audiências vão ser retransmitidas para 10 salas, onde vítimas, advogados e jornalistas vão acompanhar os trabalhos.

A sala principal vai ser também utilizada no julgamento do ataque terrorista de Nice, que aconteceu a 14 de julho de 2016. Este processo deve começar a ser julgado em setembro de 2022.

Quanto aos atentados de Paris, o processo conta com 542 volumes, cerca de um milhão de páginas de investigação e provas.

As audiências devem decorrer, pelo menos, durante oito meses, com cerca de 145 dias de julgamento nesse espaço de tempo.

De forma a proteger todos os intervenientes no processo, o julgamento decorre num clima de alta segurança, com reforço do policiamento na Île de la Cité, onde se localiza o Palácio de Justiça.

Um perímetro de segurança vai ser instalado até dia 25 de maio, data prevista do veredicto, permitindo apenas acesso às imediações do palácio pessoas autorizadas como vítimas, advogados ou jornalista.

Precília Correia e Manuel Dias, dois portugueses mortos durante os atentados

Manuel Colaço Dias, com 63 anos, natural do Alentejo e emigrante em França há 45 anos, casado e pai de um rapaz com 28 anos e uma rapariga com 30, era motorista e levou três pessoas ao estádio de França para assistirem ao jogo particular de futebol entre França e Alemanha. Perdeu a vida numa das explosões que ocorreram perto do estádio, na periferia norte de Paris, um dos locais da onda de ataques conjugados que fez 130 mortos e centenas de feridos.

Pelo seu lado, Precília Correia morreu nessa mesma noite. Estava nessa altura no concerto da banda norte-americana Eagles of Death Metal na sala do teatro Le Bataclan que estava cheia nessa noite de sexta-feira.

Filha de pai português e mãe francesa, trabalhava numa loja da Fnac na capital francesa. A última fotografia que colocou na página do Facebook tinha a data de 23 de julho.

Precília Correia foi morta em Paris, onde vivia, a 13 de novembro de 2015

Covid-19/França. Novos casos de infeção baixam 20% numa semana

Covid-19: Novos casos de coronavírus baixam 20% em França numa semana

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linkedin sharing buttonAlfa / com Lusa
whatsapp sharing buttonOs novos casos de contágio pelo coronavírus diminuíram 20% na França, numa semana, anunciou ontem o diretor-geral de Saúde, Jérôme Salomon, numa entrevista ao canal BFMTV.

« A quarta onda evolui favoravelmente », constatou Salomon sobre a situação pandémica em França, que registou 49 mortes relacionadas com a Covid-19 em 24 horas, enquanto dois dias antes tinham falecido 85.

De acordo com os dados oficiais divulgados ontem pela França, foram detetados 10.410 novos casos em 24 horas, e a pressão sobre os hospitais continua a diminuir, com 10.644 pacientes a entrar com covid-19, menos 10 que na véspera.

Nos cuidados intensivos estão menos seis pessoas, num total de 2.217.

A França acumula 6,83 milhões de infetados registados, e 114.905 mortos no balanço pandémico, contando com 45,45 milhões de pessoas com a vacinação completa, o que representa 67,4% da população.

A covid-19 provocou pelo menos 4.560.565 mortes em todo o mundo, entre mais de 220,27 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.798 pessoas e foram contabilizados 1.047.047 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

Covid-19/Portugal. 85% da população com 1ª dose da vacina, 75% com vacinação competa

Alfa

Até ao final de setembro, o país deverá alcançar 85% com a vacinação completa, ou seja a quase totalidade da população, se forem contabilizadas as crianças até aos 12 anos, que não são chamadas para as vacinas e que representam 12/13% dos residentes em Portugal. Apenas 4% dos habitantes em Portugal recusaram a vacina.  

O político Luís Marques Mendes, comentador da SIC, realçou um “dia histórico” e o sucesso do processo de vacinação.

A meta foi alcançada em “oito meses e uma semana” e a expectativa é de que a meta de ter 85% da população com a vacinação completa seja alcançada “dentro de duas ou três semanas”, ou seja, ainda antes do fim do mês de setembro, indicou o canal televisivo.

É essa meta que irá determinar o avanço para a última etapa de levantamento de medidas, que poderá ser antecipada, e com a qual terminarão os limites de lotação nos estabelecimentos, nos espetáculos culturais, em eventos como casamentos e batizados, além de deixarem de existir limites de pessoas por grupo, quer no interior, que no exterior dos restaurantes, cafés e pastelarias.

Também bares e discotecas reabrirão a sua atividade habitual mediante apresentação de certificado digital ou teste negativo.

Portugal é, neste momento, o 2.º país do mundo com maior taxa de vacinação com a primeira dose, apenas atrás dos Emirados Árabes Unidos.

Angola doa duas esculturas do séc. XVIII ao Palácio de Versalhes. Protocolo de Acordo cultural França-Angola

No quadro de um Protocolo de Acordo entre os Ministérios da Cultura angolano e francês, assinado no passado dia 2/09, na Embaixada de Angola, o Estado deste país lusófono vai doar duas esculturas do séc. XVIII que se encontram nos jardins da Embaixada (em Paris) ao Palácio de Versalhes, que serão entregues oficialmente em Fevereiro de 2022, durante uma visita à França do Ministro da Cultura, Turismo e Ambiente.

Ambas as esculturas vão sofrer trabalhos de manutenção e serão construídas duas réplicas que ficarão nos jardins da representação diplomática angolana, informa a Embaixada angolana.

No quadro do acordo, técnicos franceses de Museologia deslocar-se-ão ao país africano para dar formação específica que inclui, igualmente, a ida a Versalhes de vários técnicos angolanos da especialidade.

« Esta parceria confirma mais uma vez a excelência das relações entre Angola e a França », realça um comunicado da Embaixada de Angola em França.

 

Paralímpicos: Portugal com edição menos medalhada desde 1972

Portugal sai dos Jogos Paralímpicos Tóquio2020, disputados num contexto de pandemia e um ano depois do previsto, com a prestação menos medalhada desde 1972, com duas subidas ao pódio e 23 diplomas.

Com uma representação de 33 atletas, que competiram em oito modalidades, Portugal conseguiu duas medalhas de bronze: uma no lançamento do peso F40, conquistada por Miguel Monteiro, e outra nos 200 metros VL2, conseguida pelo canoísta Norberto Mourão.

Os dois bronzes conseguidos em Tóquio, numa competição disputada sem público e sob medidas sanitárias apertadas, aumentaram para 94 o número de medalhas lusas em competições paralímpicas.

O atletismo é a modalidade com mais medalhas conquistadas, somando 54, seguido do boccia, que soma 26, e que nesta edição, pela primeira vez desde que Portugal se estreou na modalidade, em 1984, sai sem qualquer medalha conquistada.

A natação é a terceira modalidade lusa mais medalhada, com nove, seguida do ciclismo, com duas, do futebol, do ténis de mesa e da canoagem, todos com uma medalha cada.

Portugal, que somou em Tóquio a sua 11.ª participação em Jogos Paralímpicos, a 10.ª consecutiva, tem no palmarés 25 medalhas de ouro, 30 de prata e 39 de bronze.

Os Jogos Sydney2000, nos quais Portugal teve a maior comitiva de sempre, com 52 atletas, foram os que mais medalhas renderam, com 15 lugares no pódio.

Na estreia em competições paralímpicas, em Heidelberg1972, onde teve uma representação de 11 atletas, que competiram no torneio de basquetebol em cadeira de rodas, Portugal não conquistou qualquer medalha.

Nas edições mais recentes, o número de medalhas conquistadas tem vindo a diminuir, com sete conquistadas em Pequim2008, três em Londres2012, quatro no Rio2016 e duas nos Jogos Tóquio2020.

– Medalhas conquistadas por Portugal em Jogos Paralímpicos:

EDIÇÃO ATLETAS-MEDALHAS

Heidelberg1972 11-0

Nova Iorque1984 29-14

Seul1988 13-14

Barcelona1992 29-9

Atlanta1996 35-14

Sydney2000 52-15

Atenas2004 41-12

Pequim2008 35-7

Londres2012 30-3

Rio2016 37-4

Tóquio2020 33-2

Com Agência Lusa.

Governo vai reforçar diálogo com regiões autónomas para que aceitem Programa Regressar

Governo vai reforçar diálogo com regiões autónomas para que aceitem Programa Regressar

Alfa/com Lusa

whatsapp sharing buttonO Governo português anunciou hoje que vai reforçar o diálogo com as Regiões Autónomas para tentar que aceitem adotar as medidas do Programa Regressar, de apoio aos emigrantes que queiram voltar para Portugal.

A secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, numa entrevista conjunta à Lusa com o seu colega de Governo, Miguel Cabrita, Secretário de Estado do Emprego, garantiu que vai reunir-se este mês com os responsáveis das Regiões Autónomas « para tentar que os Açores e a Madeira também adotem medidas semelhantes [às do Programa Regressar no Continente], uma vez que estão no âmbito da sua autonomia”.

“Por isso, nós não podemos impor, […] eles têm de querer adotar”, afirmou Berta Nunes.

Um dos aspetos mais criticados do Programa Regressar, que consiste num conjunto de apoios e incentivos aos emigrantes portugueses que queiram voltar para Portugal, para trabalharem ou criarem o seu próprio emprego, é o facto de não abranger as regiões autónomas, como disse à Lusa o presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas, Flávio Martins.

Para a secretária de Estado, esta situação « tem uma justificação muito prática e importante, e que tem a ver com o artigo 150 da Lei do Orçamento do Estado, que trata das transferências para as políticas ativas de emprego e formação profissional nesta área. É deste orçamento que vem o pagamento do subsídio de transporte e instalação », no âmbito do Regressar no continente.

Verbas que também « existem para as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, 10,5 milhões de euros para os Açores e 12 milhões para a Madeira », acrescentou. Por isso, « podem, se o quiserem fazer (…), ter políticas ativas de emprego deste tipo e alocar uma parte deste orçamento a estas políticas, o que não fizeram até à data », salientou.

Para já, Berta Nunes espera que do diálogo com os colegas que tutelam as comunidades nas regiões autónomas abra caminho para ultrapassar a diferença que “as pessoas não compreendem”.

“O que temos de fazer é conversar e tentar que estas medidas, que o IEFP [Instituto do Emprego e Formação Profissional] nacional implementou, também possam ser implementadas pelos serviços de emprego dos Açores e da Madeira », realçou.

Por isso, irá ter uma reunião com os responsáveis das duas regiões autónomas ainda em setembro, adiantou.

« O que eu tenho de ver com as regiões Autónomas é se consideram que esta medida (…) tem interesse e é prioritária », sublinhou, lembrando que “há comunidades madeirenses e açorianos muito localizadas e muito fortes em alguns países.

Quanto às outras duas medidas do Regressar, a de isenção de 50% do IRS sobre o salário para jovens emigrantes que queiram regressar, « é universal”. “Toda a gente que paga IRS tem direito a essa medida » e “vai entrar no Orçamento do Estado e ter efeitos retroativos”, explicou.

Como o Programa Regressar foi renovado no final do ano passado, a medida não foi integrada no Orçamento do Estado para 2021, mas vai entrar no próximo, de 2022, referiu.

A terceira componente do Programa Regressar « é a linha de crédito Regressar », agora suspensa, que, logo que seja relançada, também se aplica a todo o território nacional, acrescentou.

Já o secretário de Estado do Emprego referiu que o que tem estado a acontecer desde o princípio do programa « é que, no continente, o IEFP lançou uma medida de apoio à mobilidade e ao regresso de emigrantes, que teve (…) bastante procura, e nas regiões autónomas terá havido uma opção de não avançar de imediato com uma medida semelhante, ou inspirada nessa, ou que até poderia ser diferente, tendo em conta a autonomia que têm”.

“Da nossa parte temos todo o interesse também em que possa haver uma expansão a todo o território nacional”, realçou Miguel Cabrita, que tutela o IEFP e é responsável pela coordenação do programa, que cabe agora ao Ministério do Trabalho.

Leia mais aqui:

Programa Regressar. Linha de Crédito reformulada para ser mais atrativa

Programa Regressar. Linha de Crédito reformulada para ser mais atrativa

Linha de Crédito Regressar reformulada para ser mais atrativa

 

Alfa/com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonA Linha de Crédito Regressar para apoio aos empresários portugueses e luso descendentes que regressam a Portugal, uma das componentes do Programa Regressar, vai ser reformulada para se tornar mais atrativa, anunciou hoje o Governo.

Em entrevista conjunta à Lusa, o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, e a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, disseram que a Linha de Crédito Regressar « está suspensa » e « a ser renovada », porque foi analisada e considerada « pouco atrativa ».

Com o objetivo de apoiar o investimento empresarial e a criação de novos negócios em território nacional, bem como os empresários portugueses e lusodescendentes que regressam a Portugal, proporcionando-lhes condições para a criação do seu próprio negócio, a Linha de Crédito Regressar tinha um limite de operação de crédito de um milhão de euros por empresa e de 500 mil euros por cidadão regressado a Portugal, segundo informação do site do Programa Regressar.

Mas “não houve acesso a essa linha desde o início deste ano”, afirmou Berta Nunes, porque « está a ser renovada », uma vez que « teve pouca adesão ». « Só aderiram os regressados da Madeira, provavelmente até venezuelanos, foram os que utilizaram a linha », afirmou.

Miguel Cabrita, por seu lado, sublinhou que a linha “será lançada com condições mais favoráveis para a tornar mais atrativa”.

Para os dois secretários de Estado aquela linha de crédito é um instrumento importante para atrair mais candidaturas para a criação de emprego, no âmbito do Programa Regressar.

« A medida da criação do próprio emprego e a linha de crédito Regressar, sendo bem divulgada, poderão trazer outro tipo de investimento que seja para criar emprego », afirmou Berta Nunes.

“Acho que esse tipo de instrumento de apoio ao trabalho independente, quer usando linhas de crédito, quer usando outros instrumentos, como os apoios ao investimento da diáspora, também disponíveis (…), são até instrumentos com uma força e consistência bastante significativa (…), são da maior importância », considerou, por seu lado, Miguel Cabrita.

Mas o governante defendeu que não se deve desligar a avaliação dos números do Regressar até julho deste ano, que revelam que houve apenas 99 candidatos à criação de emprego, do facto de o alargamento ao empreendedorismo ter sido feito pouco tempo antes do início da pandemia, após a qual « as dinâmicas de investimento e de criação de emprego” mudaram.

Antes da covid-19, o ‘ponto de contacto’, para onde os emigrantes ligam a pedir esclarecimento sobre o programa, foi muitas vezes questionado sobre a possibilidade de haver apoios para pequenos negócios e à criação do próprio emprego, referiu, lembrando que « uma parte significativa” das comunidades portuguesas “é justamente de empreendedores, pequenos comerciantes e pequenos negócios ».

Quando questionado porque é que a linha de crédito foi considerada pouca atrativa, o secretário de Estado respondeu: “porventura porque os instrumentos de crédito são sempre instrumentos que têm uma procura muito difusa, há muitas linhas de crédito, há também os apoios ao investimento da diáspora e eu volto a dizer que, poucos meses depois do programa ter começado, começou a pandemia e isso foi altamente desincentivador”.

Miguel Cabrita anunciou que serão “retomados os contactos presenciais com as comunidades, em paralelo também com uma nova etapa de divulgação do Regressar”, assegurando que, em breve, arrancarão as visitas às comunidades.

No final de julho último, o PSD questionou o Governo sobre algumas linhas de crédito do programa, e disse na altura que a Linha de Crédito Regressar encontrava-se fechada desde 24 de setembro de 2020.

O programa Regressar contempla apoios financeiros aos emigrantes ou familiares de emigrantes que iniciem atividade laboral em Portugal por conta de outrem ou que criem empresas ou o próprio emprego.

Também comparticipa despesas inerentes ao regresso destes emigrantes e proporciona um benefício fiscal, através do qual os contribuintes elegíveis pagam IRS sobre 50% dos rendimentos de trabalho dependente e empresariais e profissionais durante um período que pode ir, no máximo, até cinco anos.

Leia mais aqui: 

Candidaturas ao Programa Regressar já aprovadas envolvem 9ME de apoios do Estado – Governo

Portugal fecha Jogos Paralímpicos com sexto e oitavo lugares na maratona

Portugal fecha Jogos Paralímpicos com sexto e oitavo lugares na maratona

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Os portugueses Odete Fiúza e Manuel Mendes terminaram hoje nas sexta e oitava posições, respetivamente, a maratona dos Jogos Paralímpicos das classes T11 e T46, fechando a participação lusa na competição.

Na prova para atletas T11 (deficiência visual), Odete Fiúza, que somou a sua sétima participação em Jogos Paralímpicos, cronometrou 3:20.45 horas, ficando a 19.55 minutos da vencedora, a japonesa Misato Michishita (3:00.50).

Depois de há cinco anos ter sido bronze nos Jogos Rio2016, Manuel Mendes, que não tem parte do braço esquerdo, terminou a prova em 2:45,11 horas, a 19.21 minutos do vencedor, o chinês Chaoyan Li, que correu em 2:25.50 e estabeleceu novo recorde paralímpico.

Portugal sai dos Jogos Paralímpicos, que hoje terminam, com duas medalhas de bronze e 23 diplomas.

Candidaturas ao Programa Regressar já aprovadas envolvem 9ME de apoios do Estado – Governo

Candidaturas ao Programa Regressar já aprovadas envolvem 9ME de apoios do Estado – Governo

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Alfa/com Lusawhatsapp sharing buttonO total de 2.300 candidaturas aprovadas no âmbito do Programa Regressar, para apoio aos emigrantes que queiram voltar para Portugal, envolvem nove milhões de euros de ajudas do Estado, segundo os dados do Governo.

 

Em 31 de julho de 2021 havia “3.480 candidaturas, que abrangem mais cerca de 7.700 pessoas, e daquelas já estão aprovadas, ou em fase final de aprovação, 2.330, que abrangem mais de 5 mil pessoas, ou seja, cerca de dois terços das candidaturas foram já aprovadas”, disse o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, numa entrevista à Lusa conjunta com a Secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes.

Estas candidaturas já aprovadas implicam cerca de nove milhões de euros de ajudas do Estado, « dos quais seis milhões já efetivamente pagos”, salientou o responsável do Ministério do Trabalho pela coordenação do programa.

Ao contrário dos críticos do programa, que consideram o número de candidatos ao Regressar baixo para uma comunidade emigrante portuguesa tão grande, o secretário de Estado defendeu que, em pouco mais de dois anos de execução do programa e “mesmo com grandes restrições à mobilidade », causadas pela pandemia de covid-19, os dados do Regressar mostram que « manteve a sua atratividade”.

O secretário de Estado referiu que as quase 3 500 candidaturas que existem representam, se vierem a ser aprovadas, um volume global de 14 milhões de euros de ajudas do Estado.

« Três em cada quatro candidaturas » são de pessoas jovens, que emigraram a partir de 2008, realçou ainda Miguel Cabrita.

“Sociologicamente é compreensível, ou seja, temos aqui dois fatores, um deles a antiguidade do processo de emigração, portanto são os mais recentes que temos mais capacidade para reverter, e também, por isso, foi importante o Programa Regressar aparecer nesta altura, para de alguma forma reverter e captar pessoas que tinham saído recentemente”, afirmou.

Por outro lado, há “a questão da proximidade geográfica”, disse, referindo que é da Europa que estão a regressar mais pessoas.

Na opinião do responsável do Governo, estas candidaturas de países mais próximos terão a ver com « a ligação hoje em dia mais facilitada que as pessoas que emigraram para França, para a Suíça e para o Reino Unido têm, enquanto a emigração de países mais distantes tem menos ligação com o território, menos possibilidade de vir cá mais vezes”.

Já a secretária de Estado das Comunidades salientou o facto de a maioria dos que estão a querer regressar serem pessoas jovens, com idades entre os 25 e 44 anos e qualificadas.

« É uma emigração jovem, qualificada, na sua maioria » e que vem sobretudo de dez países, realçou Berta Nunes.

Segundo a governante, a grande maioria dos candidatos pertencem a uma emigração recente, « 45% possuem habilitações académicas de nível superior e 78% está no grupo dos 25 aos 44 anos”, explicou Berta Nunes.

Dos emigrados que querem voltar, a maioria são “especialistas em ciências matemáticas, engenharias e afins, o segunda são técnicos de nível intermédio e o terceiro são profissionais de saúde”, especificou.

No total, houve candidaturas de 79 países, sendo os que registaram candidatos o Reino Unido, seguido da França e da Suíça.

No top 10 estão ainda Brasil, Angola, Venezuela, Alemanha, Espanha, Luxemburgo e Bélgica.

Sobre o facto de Venezuela e África do Sul não estarem entre os três primeiros países, o que seria expectável pela situação que enfrentam, referiu que no primeiro caso « já vieram muitas pessoas » e agora há « uma situação relativamente estável” e no segundo “estão a regressar » e Berta Nunes estima que irão « utilizar mais o Programa Regressar ».

A secretária de Estado justificou que no Reino Unido o ‘Brexit’ levou a uma aceleração da vontade de regressar de uma comunidade mais recente.

Respondendo às críticas sobre a falta de informação sobre o programa junto das comunidades, Miguel Cabrita admitiu que “tem de haver” mais divulgação » e Berta Nunes referiu que “provavelmente será retomada” a candidatura para publicidade institucional nalguns órgãos de comunicação social.

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