Mundial2022: Trincão substitui lesionado Pedro Gonçalves na seleção portuguesa 

O avançado Francisco Trincão foi hoje chamado à seleção portuguesa, substituindo na convocatória o médio Pedro Gonçalves, que foi dado como “indisponível” para os jogos com República da Irlanda, Qatar e Azerbaijão, informou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Segundo indicou o organismo no sítio oficial na Internet, o médio do Sporting, que integrava a lista inicial de 25 jogadores convocados por Fernando Santos, “apresentou queixas durante o aquecimento no treino de hoje e não participou na sessão”, tendo sido “sujeito a um exame médico”, cujo “resultado obriga a paragem nos próximos dias”.

O avançado do Wolverhamptom, de 21 anos, que esta temporada vai atuar no emblema inglês por empréstimo do FC Barcelona, conta com seis internacionalizações pela equipa principal das ‘quinas’ e foi o escolhido para render Pedro Gonçalves.

Esta é a terceira ‘baixa’ para Fernando Santos, que já tinha chamado Nélson Semedo, do Wolverhamptom, para render Ricardo Pereira, que se lesionou ao serviço do Leicester.

Na segunda-feira, o defesa do Sporting Gonçalo Inácio, que se estreou em convocatórias da seleção ‘AA’ portuguesa, não chegou a integrar os trabalhos com vista aos encontros com a República a Irlanda e Azerbaijão, do Grupo A de qualificação para o Mundial2022, sendo que, até agora, não foi chamado nenhum substituto.

Portugal e República da Irlanda defrontam-se na quarta-feira, a partir das 20:45, no Estádio Algarve, um encontro que será dirigido pelo esloveno Matej Jug, enquanto o italiano Paolo Valeri estará no videoárbitro (VAR).

No dia 07 de setembro, os lusos jogam com o Azerbaijão, em Baku e, pelo meio, vão defrontar o Qatar, num particular agendado para sábado, em Debrecen, na Hungria.

A fase de grupos da qualificação europeia para o Mundial2022 termina em novembro e o vencedor de cada um dos 10 grupos apura-se diretamente para a fase final. Os segundos classificados vão disputar os ‘play-offs’ de apuramento, aos quais se juntarão dois vencedores de grupos da Liga das Nações que não consigam qualificar-se diretamente para a fase final ou para os ‘play-offs’.

Lista dos 24 convocados:

– Guarda-redes: Anthony Lopes (Lyon, Fra), Diogo Costa (FC Porto) e Rui Patrício (Roma, Ita).

– Defesas: João Cancelo (Manchester City, Ing), Nelson Semedo (Wolverhampton, Ing), Domingos Duarte (Granada, Esp), Pepe (FC Porto), Rúben Dias (Manchester City, Ing), Nuno Mendes (Sporting) e Raphaël Guerreiro (Borussia Dortmund, Ale).

– Médios: Danilo Pereira (Paris Saint-Germain, Fra), João Palhinha (Sporting), Rúben Neves (Wolverhampton, Ing), Bruno Fernandes (Manchester United, Ing), João Mário (Benfica), João Moutinho (Wolverhampton, Ing) e Otávio (FC Porto).

– Avançados: André Silva (Leipzig, Ale), Bernardo Silva (Manchester City, Ing), Diogo Jota (Liverpool, Ing), Cristiano Ronaldo (Juventus, Ita), Rafa (Benfica), Gonçalo Guedes (Valência, Esp) e Francisco Trincão (Wolverhampton, Ing).

Com Agência Lusa.

Casa do Benfica de Paris lança um ‘SOS’ para se manter ‘viva’ na capital francesa

A Casa do Benfica de Paris lançou um ‘SOS’, um pedido de ajuda para se manter ‘viva’ na capital francesa.

Uma campanha de salvamento com o objectivo de angariar fundos para combater os problemas financeiros que atravessa muito por culpa da Covid-19.

A Rádio Alfa ouviu esta tarde o presidente Manuel dos Santos que explicou como fazer para que os benfiquistas de Paris continuem a ter uma representação oficial do clube na cidade luz.

Manuel dos Santos:

 

Para dar o seu contributo pode consultar a página oficial no facebook da Casa do Benfica de Paris. ou através do Site Oficial.

 

 

Mundial2022: Fernando Santos alerta para Irlanda “competente” e « sem jogadores desconhecidos »

O selecionador Fernando Santos afirmou hoje que Portugal terá de apresentar-se ao seu “melhor nível”, no encontro do Grupo A da qualificação para o Mundial2022 de futebol, diante da República da Irlanda, uma equipa “competente e sem jogadores desconhecidos”.

Além da Irlanda, o campeão da Europa em 2016 defronta o Azerbaijão, em Baku, em 07 de setembro, e, pelo meio, vai jogar com o Qatar, num particular agendado para sábado, em Debrecen, na Hungria.

Para esta ‘janela’ internacional, que incluiu um particular com o Qatar, no sábado, na cidade húngara de Debrecen, o técnico admitiu que “irá fazer alguma gestão para ter a equipa fresca”, visto que “não vai ser fácil para os jogadores”.

O jogo entre Portugal e a República da Irlanda está marcado para quarta-feira, a partir das 19:45, no Estádio Algarve, e será dirigido pelo esloveno Matej Jug, enquanto o italiano Paolo Valeri estará no videoárbitro (VAR).

A fase de grupos da qualificação europeia para o Mundial2022 termina em novembro e o vencedor de cada um dos 10 grupos apura-se diretamente para a fase final. Os segundos classificados vão disputar os ‘play-offs’ de apuramento, aos quais se juntarão dois vencedores de grupos da Liga das Nações que não consigam qualificar-se diretamente para a fase final ou para os ‘play-offs’.

Com Agência Lusa.

Cristiano Ronaldo assina contrato de duas épocas com o Manchester United

O internacional português Cristiano Ronaldo assinou um contrato de duas épocas com o Manchester United, com mais um ano de opção, revelou o clube da Liga inglesa de futebol, ao qual o avançado vai regressar.

“O Manchester United está feliz por confirmar a contratação de Cristiano Ronaldo com um contrato de duas épocas, com a opção de mais um ano”, referem os ‘red devils’ em comunicado.

Juventus, clube que Ronaldo representava desde 2018, anunciou hoje um acordo com o Manchester United para a transferência de Cristiano Ronaldo por 15 milhões de euros, existindo ainda oito milhões de euros que dependem de objetivos a atingir.

Cristino Ronaldo afirmou que o Manchester United sempre teve um lugar especial no seu coração e destacou as mensagens que recebeu desde sexta-feira, dia em que foi conhecida a transferência.

“Mal posso esperar por jogar num estádio de Old Trafford cheio e voltar a ver os adeptos outra vez. Estou ansioso por me juntar à equipa depois dos jogos internacionais e espero que tenhamos uma época de sucessos”, disse o jogador, citado pelo Manchester United.

Já o treinador Ole Gunnar Solskjaer referiu que lhe faltam palavras para descrever Ronaldo, destacando as qualidades futebolísticas, mas também humanas.

“Ter o desejo e a capacidade de jogar ao mais alto nível por um período tão longo de tempo exige que seja uma pessoa especial. Não temos dúvidas que vai continuar a impressionar e a sua experiência vai ser vital para os jovens jogadores do plantel”, salientou.

Cristiano Ronaldo, de 36 anos, vai regressar a Inglaterra e ao Manchester United, no qual alinhou entre 2003 e 2009, tendo conquistado uma Liga dos Campeões, três campeonatos, um Mundial de Clubes, uma Taça de Inglaterra, duas Taças da Liga inglesa e uma Supertaça.

O português, que tinha chegado aos ‘red devils’ proveniente do Sporting, rumou depois ao Real Madrid, clube no qual alinhou durante quase uma década, entre 2009 e 2018, alcançando quatro ‘Champions’, três Mundiais de Clubes, dois campeonatos, duas Taças do Rei, três Supertaças europeias e duas Supertaças de Espanha.

Seguiu-se a experiência na Juventus, desde 2018, tendo vencido dois campeonatos, uma Taça de Itália e duas Supertaças italianas.

No emblema de Old Trafford, ao serviço do qual Cristiano Ronaldo marcou 118 golos em 292 jogos, o avançado vai encontrar o internacional português Bruno Fernandes.

https://twitter.com/ManUtd/status/1432621751951925251

 

Com Agência Lusa.

Pastorinha de Fátima inspira moda elegante mas conservadora

Missionárias da ABC Prodein, na Venezuela criaram a Moda Jacinta, inspirada na pastorinha de Fátima, com a qual procuram vestir as venezuelanas de maneira elegante, mas conservadora, e ao mesmo tempo financiar projetos educativos para 2.000 crianças.

« Procuramos ajudar as mulheres em situações vulneráveis, ensinando-lhes o ofício de costura, para as ajudar a progredir através de um trabalho digno, e ao mesmo tempo promover uma moda modesta », explicou uma das irmãs missionárias à agência Lusa.

Segundo Andrea Acevedo Vargas, a primeira fase do projeto foi a formação, durante a qual houve um ‘workshop’ sobre costura, modelação, corte, empreendedorismo, vendas. Também sobre manequins feitos de material reciclado e um retiro espiritual, em três cantinas comunitárias que dirigem em dois bairros de Caracas.

Por outro lado, explicou que estão atualmente na fase de « produção da nova marca e linha de moda Jacinta », para o que elegeram algumas das mulheres que receberam formação, acrescentando que a aposta é fazer que o projeto seja autossustentável.

Sobre o uso do nome da pastorinha de Fátima, justificou que a escolha se deveu ao facto de Jacinta Marto ser « a santa, não mártir, mais jovem da Igreja Católica » e que « foi uma das crianças que viu Nossa Senhora de Fátima, em 13 de Maio de 1917 ».

« Antes de morrer, Jacinta teve várias ‘visitas privadas’ (aparições) de Nossa Senhora que lhe disse que viriam modas que ofenderiam muito a Deus. Então nós, respondendo à mensagem de Nossa Senhora de Fátima, através de Santa Jacinta, quisemos chamar assim ao projeto e promover uma moda elegante, bonita, mas que preserva a dignidade do corpo feminino, da mulher », explicou.

A irmã Andrea Acevedo explicou ainda que o slogan do projeto é « qualidade, elegância e autenticidade » e que por isso procuram, com ajuda de voluntárias, « um equilíbrio entre elegância, intemporalidade e funcionalidade ».

« Ainda estamos a trabalhar nos modelos para que sejam elegantes, mas juvenis, frescos e que possam ser utilizados em qualquer ocasião », frisou, precisando que a Jacinta « é uma marca que recicla », por isso usam entre « 80 e 90% de tecido novo » em cada peça de vestuário, « mas todas têm um detalhe estampado ou uma cor diferente, feito com material reciclado ».

Sobre as mulheres que confecionam as peças, explicou que muitas não concluíram os estudos básicos nem estavam a trabalhar, mas que « agora têm um emprego decente, recebem um ordenado e são capazes de manter as suas casas com o rendimento que recebem através da costura ».

Andrea Acevedo explicou ainda que « há muitas maneiras de ajudar o projeto » e quem sabe coser ou desenhar pode ajudar como voluntário, quem tiver roupa em bom estado, que já não usa, pode doá-la e quem quiser também pode financiar.

« Além de encontrar uma peça que gosta, quem compra faz uma doação ao mesmo tempo,porque uma percentagem das vendas da Jacinta vai para a educação. Temos duas escolas, onde atendemos mais de 2.000 alunos e 10% das vendas vão para a educação », explicou.

No atelier de costura, situado no oeste de Caracas, há alguns meses que a modista portuguesa Assunção Maria Gonçalves de Ramos colabora com o projeto, formando dois dias por semana as novas costureiras.

Em declarações à Lusa, explicou que « é muito importante que as raparigas tenham uma profissão, que aprendam a defender-se, a confecionar peças de vestir, para sustentar o projeto ».

« Começámos por fazer blusas, calças, saias e vestidos. Agora fazemos um pouco de cada coisa e um trabalho social para que gente com poucos recursos tenha um ofício », explicou.

Para Assunção Maria Gonçalves dos Ramos, é importante « ver a mulher bem vestida, elegante, mas conservadora, não tão destapada ».

Para Milay Torres, tem sido « uma experiência fabulosa ver que, a partir de um padrão simples, de uma peça de tecido, se pode fazer uma peça de roupa ». « E o facto de ser feita pelas minhas próprias mãos é fabuloso ».

Afirmou que é importante « resgatar essa parte da mulher que se tem perdido com o tempo e as modas » e agradece a Deus pela oportunidade, pois agora pode dar ao pai « os medicamentos de que precisa para o Alzheimer e a diabetes ».

A aluna Maria Elena Vera Villalba ganhou um concurso com um traje feito à mão e agora tem o desafio de aprender a coser à máquina.

Rádio Alfa / Lusa

Comboio vai circular de Lisboa a Paris através de 26 países e 33 fronteiras – 35 dias, 3 comboios. Imprensa

Alfa – revista de imprensa portuguesa (Público e DN) sobre os comboios na Europa. Viagem que começa em Lisboa e termina em Paris serve para “destacar o transporte ferroviário como um dos modos de transporte mais sustentáveis, inovadores e seguros”, de acordo com a Comissão Europeia, organizadora da iniciativa.

Comboio europeu vai circular de Lisboa a Paris através de 26 países e 33 fronteiras. 20 mil quilómetros de viagem, em três comboios diferentes e durante 35 dias. 

« Viagem de 35 dias vai ser realizada por três comboios diferentes demonstrando o fracasso das políticas europeias na interoperabilidade ferroviária » – escreve o Público de hoje.

« De Lisboa a Paris em três comboios. Bastava um » – acrescenta o Diário de Notícias.

« Já há tecnologia para as composições circularem em qualquer bitola, mas projeto da Comissão Europeia prefere replicar experiência dos passageiros. Portugal foi escolhido para a partida deste comboio », explica o DN.

O Público acrescenta: O Connecting Europe Express (CEE) vai partir na quinta-feira, 2 de Setembro, da estação do Oriente (Lisboa) para chegar a Paris no dia 7 de Outubro, após uma viagem de 20 mil quilómetros por 26 países com o objectivo de “destacar o transporte ferroviário como um dos modos de transporte mais sustentáveis, inovadores e seguros”, de acordo com a Comissão Europeia, organizadora da iniciativa.

« No Ano Europeu do Transporte Ferroviário, Bruxelas quer mostrar o potencial do comboio para todo o continente. A ligação entre Lisboa e Paris vai durar até 7 de outubro e passará por 23 Estados membros (e três países extracomunitários) » – DN.

O Público também escreve: « No Ano Europeu do Transporte Ferroviário, a Comissão quer evidenciar a ‘consciencialização sobre os benefícios do transporte ferroviário’ e a importância dos investimentos numa infra-estrutura que seja sustentável ».

 

França espera há um ano por ajuda de Rui Pinto. Ministério Público não aprova colaboração

Alfa

França espera há um ano por ajuda de Rui Pinto. Ministério Público (MP) português não aprova a colaboração pedida pelos franceses, informa o jornal Público na sua edição de hoje.

« Em 2019, franceses foram até Budapeste e copiaram ficheiros do hacker sem conhecimento da Polícia Judiciária portuguesa. Nas altas esferas do Ministério Público este comportamento é visto como muito reprovável. Denunciante é testemunha-chave em investigação de grande dimensão em França », lê-se no diário português.

« As autoridades francesas (des)esperam há um ano pela ajuda de Rui Pinto nas investigações que têm por base os documentos pirateados pelo denunciante. Esta colaboração, pedida em Setembro do ano passado, tem de ser obrigatoriamente aprovada pelo Ministério Público, algo que não se verificou. O PÚBLICO apurou que a ausência de “luz verde” é uma retaliação contra os franceses, que copiaram os conteúdos dos discos rígidos de Rui Pinto em Budapeste à revelia dos investigadores portugueses em 2019 ».

Segundo o jornal, o pedido dos franceses, que desejam designadamente os códigos dos discos rígidos para poderem aceder às cópias dos ficheiros (conteúdos) do responsável pelo « Football Leaks e « Luanda Leaks »,  tem a ver com o facto de Rui Pinto se ter transformado testemunha-chave de uma investigação de grande dimensão em França e em múltiplos países.

Antes de de ser detido na Hungria, o « Hacker » português já tinha revelado à França uma pequena parte, ínfima, dos documentos pirateados. Os franceses propuseram na altura mesmo colocá-lo num programa de proteção de testemunhas.

Rui Pinto quer colaborar com os franceses, segundo indica o seu advogado, mas esta colaboração depende da autorização do MP português, que ficou chocado com a operação « pirata » dos franceses na Hungria, sem autorização ou conhecimento dos portugueses. Pinto está neste momento a colaborar com as autoridades portuguesas, onde está também incluído num programa de proteção de testemunhas.

Em Portugal, Rui Pinto é acusado de 90 crimes, entre os quais 68 de acesso indevido, seis de acesso ilegítimo, uma tentativa de extorsão, 14 de violação de correspondência e um de sabotagem informática.

Covid-19: Pandemia reduziu natalidade, especialmente em Portugal, Espanha e Itália

Covid-19: Pandemia reduziu natalidade, especialmente em Portugal, Espanha e Itália

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Alfa/com Lusawhatsapp sharing buttonA pandemia tem sido acompanhada por uma queda significativa nas taxas de natalidade bruta em países de alto rendimento, com declínios particularmente acentuados no sul da Europa: Itália (-9,1%), Espanha (-8,4%) e Portugal (-6,6%).

Esta é a principal conclusão de um estudo conduzido pela Universidade Bocconi de Itália e publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, utilizando modelos numéricos e analisando dados de 22 países.

As pandemias são um motor fundamental das mudanças nas populações humanas, afetando tanto a mortalidade como as taxas de natalidade.

A maior pandemia do século passado, a chamada gripe espanhola (1918-1919), fez com que as taxas de natalidade nos Estados Unidos baixassem de 23 por 1.000 habitantes em 1918 para 20 por 1.000 em 1919 (-13%).

Efeitos comparáveis foram observados em países como Reino Unido, Índia, Japão e Noruega.

Os dados preliminares sugerem agora que a pandemia de covid-19 diminuiu a taxa de natalidade nos países de alto rendimento.

Para avaliar melhor o efeito desta doença, os autores do estudo recolheram dados mensais de janeiro de 2016 a março de 2021 de um total de 22 países de elevado rendimento.

Após vários cálculos comparativos, os cientistas utilizaram modelos para contabilizar a sazonalidade e as tendências a longo prazo.

Ao aplicar e aperfeiçoar os modelos, os dados mostram que a pandemia foi acompanhada por um declínio significativo nas taxas de natalidade bruta para além do previsto pelas tendências do passado em sete dos 22 países considerados.

Assim, as taxas de natalidade bruta caíram 8,5% na Hungria, 9,1% em Itália, 8,4% em Espanha e 6,6% em Portugal.

Além disso, Bélgica, Áustria e Singapura também mostraram um declínio significativo nas taxas de natalidade bruta, de acordo com esta análise.

Contudo, os autores sublinham que os dados disponíveis apenas fornecem informações sobre a primeira vaga e, portanto, « apenas dão uma ideia do declínio global durante a pandemia ».

Os dados fornecem informações sobre várias fases da primeira vaga e indicam que em alguns países, como França e Espanha, foi observada uma recuperação nas taxas de natalidade em março de 2021, quando comparadas com as de junho de 2020.

Para estes países, o mês de junho de 2020 marcou o ponto em que a primeira vaga da pandemia diminuiu, podendo assim refletir uma inversão.

De acordo com os autores, os resultados revelam o impacto da pandemia na dinâmica populacional e podem ter implicações políticas nos cuidados infantis, na habitação e no mercado de trabalho.

Afeganistão: EUA deixam país nas mãos dos talibãs 20 anos depois de os derrubarem

Afeganistão: EUA deixam país nas mãos dos talibãs 20 anos depois de os derrubarem

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Os Estados Unidos terminaram hoje a sua guerra mais longa com a retirada militar do Afeganistão, país que invadiram há 20 anos, logo após terem sofrido os ataques terroristas de 11 de Setembro.

Os EUA deixam o Afeganistão de novo nas mãos dos talibãs, cujo primeiro regime (1996-2001) tinham derrubado em dezembro de 2001, quando o grupo extremista se recusou a entregar o então líder da Al-Qaida, Osama bin Laden.

A Al-Qaida reivindicou os ataques de 11 de setembro de 2001, que provocaram quase 3.000 mortos em Nova Iorque, Washington e Pensilvânia.

A retirada das forças internacionais foi negociada com os talibãs, em fevereiro de 2020, e ocorre 15 dias depois de o movimento rebelde ter conquistado Cabul, depondo o Presidente Ashraf Ghani.

A vitória dos talibãs desencadeou uma operação das forças internacionais que permitiu retirar do país mais de 100.000 estrangeiros e afegãos a partir do aeroporto de Cabul.

Com a capital afegã controlada pelos talibãs, a operação foi marcada pelo desespero de milhares de afegãos a querer fugir do país e por ataques do grupo extremista Estado Islâmico, incluindo um atentado bombista que matou cerca de 200 pessoas.

A intervenção dos EUA e dos seus aliados no Afeganistão começou em 07 de outubro de 2001, e contou com o apoio no terreno de forças afegãs que combatiam o regime extremista.

Apesar do derrube do governo dos talibãs, os seus combatentes e elementos da Al-Qaida continuaram a enfrentar as forças afegãs e internacionais, sobretudo no sul do país.

Osama bin Laden, que tinha motivado a invasão, conseguiu escapar ao cerco de forças afegãs em dezembro de 2001, e refugiou-se no vizinho Paquistão.

O líder da Al-Qaida viria a ser morto no Paquistão quase 10 anos depois, em 01 maio de 2011, por militares norte-americanos.

A presença estrangeira no Afeganistão chegou a envolver um pico de 115.000 tropas de uma coligação de 38 países da NATO (sigla do nome inglês da Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Portugal participou com 4.500 militares desde 2002 até maio deste ano, e registou duas baixas.

Segundo dados da ONU citados pela agência France-Presse, mais de 38.000 civis foram mortos no Afeganistão desde 2009, quando a missão das Nações Unidas começou a registar as baixas, até 2020.

Globalmente, segundo dados citados pela Associated Press, a guerra no Afeganistão terá causado mais de 170.000 mortos, incluindo 47.000 civis afegãos, 66.000 membros das forças de segurança afegãs, e 51.000 combatentes dos talibãs e de outros grupos.

As forças internacionais registaram mais de 3.500 mortos, das quais mais de 2.300 norte-americanos.

Os 20 anos de guerra provocaram também mais de 2,7 milhões de refugiados e mais de 3,4 milhões de deslocados internos, segundo a ONU, num país com 37 milhões de habitantes.

Enforcados seis iraquianos condenados à morte, três deles por « terrorismo »

Enforcados seis iraquianos condenados à morte, três deles por « terrorismo » – Alfa/Expresso/Lusa/Agências

 

A ordem foi ratificada pelo Presidente da República, Barham Saleh, que se declara pessoalmente contra a pena de morte.

 

Seis iraquianos condenados à morte, três dos quais por « terrorismo », foram esta segunda-feira enforcados numa prisão do sul do Iraque, revelou uma fonte médica, citada pela agência francesa AFP. A execução destas sentenças decorreu na prisão de Nassiriya, para onde são enviados os condenados à morte, precisou a mesma fonte.

Três dos condenados foram executados por « terrorismo » e os outros três por « questões criminais » sem motivação política. Como acontece com todas as execuções no Iraque, a ordem foi ratificada pelo Presidente da República, Barham Saleh, que se declara pessoalmente contra a pena de morte.

O Iraque é o quarto país do mundo que mais pessoas executa, segundo a Amnistia Internacional. Esta organização internacional não-governamental de defesa dos direitos humanos diz ter contabilizado mais de 45 execuções no país em 2020, entre as quais as de muitos indivíduos acusados de ter pertencido ao grupo jiadista Daesh.

Segundo uma contagem da AFP, pelo menos 14 pessoas condenadas por « terrorismo » foram executadas desde o início deste ano no país. As execuções decorrem todas na prisão de Nassiriya, à qual os iraquianos chamam « Al-Hout », « a baleia » em árabe, porque de lá ninguém sai vivo.

Em novembro de 2020, a comunidade internacional levou a cabo uma campanha para tentar deter a máquina da morte no Iraque, após a execução de 21 condenados, quase todos por « terrorismo ». Fontes da Presidência iraquiana disseram no início deste ano que mais de 340 condenações à morte por « atos criminosos ou terroristas » foram ratificadas desde 2014 por Barham Saleh e pelo seu antecessor, Fuad Massum.

As execuções são exigidas por uma parte da população iraquiana que sofreu sob o jugo do Daesh, quando os jiadistas ocupavam mais de um terço do território iraquiano, entre 2014 e 2017, ou foi vítima dos seus atentados. Embora derrotado na arena militar no final de 2017, o Daesh continua a realizar pontualmente ataques e assassínios específicos, sobretudo no norte do país e na região de Bagdad.

O último atentado de grande envergadura reivindicado pela organização matou mais de 30 pessoas num mercado do bairro xiita de Sadr City, em Bagdad, no mês de julho.

Na justiça iraquiana, o « terrorismo » e os homicídios voluntários são punidos com a pena de morte por enforcamento. Na semana passada, um homem considerado culpado de ter abatido no meio da rua um responsável municipal em Kerbala, no centro do Iraque, foi condenado à morte.