Portimão recebe segunda corrida de MotoGP com cancelamento da prova na Austrália

O Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, vai voltar a receber uma etapa do Mundial de MotoGP, em 07 de novembro, após o cancelamento da etapa australiana, devido às restrições nas viagens devido à pandemia, anunciou hoje a organização.

O circuito algarvio, que acolheu o Grande Prémio de Portugal, em 18 de abril, na terceira etapa do campeonato do mundo de motociclismo de velocidade, vai acolher a 18ª prova do ano, uma semana antes da corrida em Valência, que encerra a competição.

Em comunicado, a Dorna, promotora da competição, dá ainda conta da antecipação do Grande Prémio da Malásia em uma semana, para 24 de outubro.

Esta vai ser a terceira vez que a categoria ‘rainha’ do motociclismo de velocidade passa pelo Autódromo Internacional do Algarve, depois da estreia em 2020, com a vitória de Miguel Oliveira (KTM).

Paulo Pinheiro, diretor do Autódromo, em declarações à Antena 1, estava bastante satisfeito desejando mais uma vitória para o piloto português Miguel Oliveira:

O português ocupa o sétimo lugar da classificação de pilotos, com 85 pontos, menos 71 do que o francês Fabio Quartararo (Yamaha), que lidera o mundial após nove corridas.

Com Agência Lusa e RDP Antena 1.

Covid-19: Alemanha retira Portugal da lista de interdições de viajantes

Covid-19: Alemanha retira Portugal da lista de interdições de viajantes

linkedin sharing button
Alfa/com Lusawhatsapp sharing button
A Alemanha retirou ontem Portugal da lista de países com interdição de entrada no país devido a alta prevalência da estirpe Delta do vírus covid-19, anunciaram as autoridades.

A interdição de entrada na Alemanha foi levantada para cinco países, também o Reino Unido, a Índia, a Rússia e o Nepal, além de Portugal, anunciou o Instituto Robert-Koch de Vigilância Sanitária, e entrará em vigor na quarta-feira.

Portugal está classificado pela Alemanha como uma zona com “variantes de preocupação” no que toca à pandemia, nomeadamente devido à propagação da estirpe Delta, o que na prática resulta numa proibição de viagens em vigor desde a semana passada, devido à ativação do mecanismo travão da União Europeia para fazer face a situações preocupantes.

Aquele país apenas permite que viajem de Portugal cidadãos alemães ou quem resida naquele país, que ainda assim têm de ser submetidos a uma quarentena de 14 dias após a chegada.

De acordo com as novas normas hoje anunciadas pelo Instituto Robert-Koch, Portugal e os outros quatro países vão ser removidos para o segundo nível de risco, designado por « áreas de incidência elevada » da variante do covid-19.

Os viajantes provenientes das áreas nesta categoria não são obrigados a fazer quarentena se conseguirem provar que já estão totalmente vacinados, ou que contraíram a doença e já recuperaram.

Os restantes podem ter uma quarentena reduzida de dez dias se testarem negativo após cinco dias.

Onze países vão continuar na lista vermelha da nova variante: Brasil, Moçambique, Botswana, Eswatini, Lesoto, Malawi, Namíbia, Zâmbia, Zimbabué, África do Sul e Uruguai.

Já na quinta-feira da semana passada a Alemanha tinha admitido um desagravamento da avaliação de Portugal.

A interdição alemã às viagens de Portugal é a única proibição na União Europeia quando entra em vigor o certificado digital covid-19.

A Comissão Europeia havia considerado que a interdição a viagens não essenciais para Portugal adotada pela Alemanha não está “totalmente alinhada” com o recomendado por Bruxelas e fonte do executivo comunitário disse à Lusa que seria analisado se a medida “é proporcional”.

Teatro. Tiago Rodrigues é o novo diretor do Festival d’Avignon

Tiago Rodrigues é o novo diretor do Festival d’Avignon, a partir de setembro de 2022

Tiago Rodrigues, no Teatro D. Maria II, de que é diretor desde 2014

O encenador, ator e autor português Tiago Rodrigues vai dirigir o Festival d’Avignon, um dos mais importantes eventos de teatro do mundo, a partir de setembro de 2022

Alfa/Com Lusa e jornais

O encenador, ator e autor português Tiago Rodrigues vai dirigir o Festival d’Avignon, um dos mais importantes eventos de teatro do mundo, a partir de 2023, anunciou hoje a organização.

Numa das edições mais especiais do Festival d’Avignon, que assinala o regresso do certame após o cancelamento da edição de 2020 devido à pandemia, Tiago Rodrigues foi escolhido como o próximo diretor deste encontro de teatro e artes performativas à escala global, sucedendo a Olivier Py, cujo mandato termina no próximo verão.

A estreia da mais recente peça de Tiago Rodrigues marca hoje o arranque da 75.ª edição do festival naquela localidade francesa.

O festival desenrola-se até dia 25 e « O Cerejal », de Anton Tchekhov, com encenação do diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II, vai fazer mais 10 récitas, para lá da estreia, até dia 17 de julho.

A apresentação da sua peça vai acontecer no emblemático e recém-restaurado Cour des Palais des Papes, o coração do Festival d’Avignon, onde Tiago Rodrigues vai dirigir, entre outros atores, a francesa Isabelle Huppert.

Em 1946, o Festival d’Avignon começou por ser uma mostra de artes plásticas organizada por René Char, Christian Zervos e Yvonne Zervos, à qual se juntou Jean Vilar, ator e encenador, com três peças de teatro.

Leia mais aqui:

Destaque no Le Monde. Tiago Rodrigues dirige Isabelle Huppert no festival d’Avignon

TEMPESTADE 2.1 Podcast 3 de julho 2021

TEMPESTADE 2.1
O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes. Todos os Sábados, entre as 15h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa,  Julie,  Damien e o Antonin agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.

O convidado foi Bruno Sanches, actor.

Aqui fica a emissão.

O Livro da Semana. Os dois próximos programas – Domingos Lobo e Natália Timerman

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (12h30), aos domingos (14h30) e às terças (01h30). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris. Um programa de Nuno Gomes Garcia.

Próximos programas:

7 e 11 julho: DOMINGOS LOBO, autor de “ORIGENS E DERIVAÇÕES DO NEO-REALISMO PORTUGUÊS”

14 e 18 julho: NATÁLIA TIMERMAN, autora de “COPO VAZIO”

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (12h30), aos domingos (14h30) e às terças (01h30). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque esta semana: DOMINGOS LOBO, autor de “ORIGENS E DERIVAÇÕES DO NEO-REALISMO PORTUGUÊS”.

Domingos Lobo é poeta e romancista – é autor, por exemplo, de “Os navios negreiros não sobem o Cuando”, um dos grandes romances portugueses sobre a Guerra Colonial, mas também é contista, crítico literário, dramaturgo, encenador, programador cultural e ensaísta. E é como ensaísta que lançou há pouco um livro muito necessário: “Origens e Derivações do neo-realismo português”.
Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Domingos Lobo e redescubra os autores de um movimento literário que marcou o século XX português.

Na Rádio Alfa, na quarta-feira às 12h30 (versão curta) e no domingo às 14h30 (versão longa). Repetição na terça-feira à 01h30 (versão longa).

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (12h30), aos domingos (14h30) e às terças (01h30). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque na próxima semana: NATÁLIA TIMERMAN, autora de “COPO VAZIO”.

Natália Timerman, médica psiquiatra e doutoranda em literatura, lançou este ano “Copo Vazio”, o seu primeiro romance. Uma escritora que não receia experimentar géneros diferentes: ela foi finalista do Prémio Jabuti com “Rachaduras”, uma coletânea de contos, e, em 2017, estreou-se com “Desterros, histórias de um hospital-prisão”, uma obra de não-ficção que relata as vivências dos doentes de um centro hospitalar penitenciário.
Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Natália Timerman e descubra a história de Mirela, uma mulher bem-sucedida que se apaixona por Pedro, um amor que lhe preenche um certo vazio, mas que se transformará em obsessão. O sumiço repentino do amante fará com que Mirela tenha a sua descida aos infernos.

Na Rádio Alfa, na quarta-feira às 12h30 (versão curta) e no domingo às 14h30 (versão longa). Repetição na terça-feira à 01h30 (versão longa).

Um programa do escritor Nuno Gomes Garcia

Português morre esfaqueado em festa no sul de França. Mais seis feridos graves – imprensa

Português morre esfaqueado durante festa ilegal com cerca de 200 pessoas na praia em França – informa o jornal Correio da Manhã, citando a AFP e o jornal La Dépêche.

« Foram registados outros seis feridos graves de nacionalidade portuguesa e cabo-verdiana », acrescenta a notícia.

« Uma festa ilegal numa praia francesa com cerca de 200 pessoas resultou na morte de um português na madrugada deste sábado », avançou a AFP.

 

« A vítima tinha 37 anos e foi apunhalado com uma facada no peito, perfurando o coração. Outros seis homens sofreram ferimentos graves e foram transportados para hospitais de Nice, Cannes e Antibes, informa o La Dépêche ».

« As vítimas são de nacionalidade portuguesa e cabo-verdiana. Cerca de cinquenta bombeiros foram mobilizados, assim como a polícia que está a investigar o incidente ».

Destaque no Le Monde. Tiago Rodrigues dirige Isabelle Huppert no festival d’Avignon

 

Foto de abertura. O Cerejal, com encenação de Tiago Rodrigues e Isabelle Huppert como protagonista, tem honras de abertura do Festival – foto CHRISTOPHE RAYNAUD DE LAGE/FESTIVAL D’AVIGNON

Jornal francês Le Monde publica uma entrevista com o encenador português que vai dirigir Isabelle Huppert na peça O Cerejal, na célebre « Cour d’honneur du Palais des papes » de Avignon.

 

Extrato da entrevista de Le Monde: 

Tiago Rodrigues au festival d’Avignon : « Tchekhov est le meilleur ami des acteurs »

Avec « La Cerisaie », présentée au festival d’Avignon du 5 au 17 juillet, le metteur en scène monte pour la première fois une pièce de l’auteur russe, auquel il voue un culte depuis l’adolescence.

Tiago Rodrigues au Théâtre D. Maria II à Lisbonne, en 2018.

A 44 ans, l’auteur et metteur en scène portugais Tiago Rodrigues, connu notamment pour sa pièce By Heart, entre dans la Cour d’honneur du Palais des papes d’Avignon, où il dirige Isabelle Huppert dans La Cerisaie.

Quand Tchekhov est-il entré dans votre vie ?

Tard. J’ai entendu son nom à l’adolescence, mais je le découvre à 18 ans, au conservatoire de Lisbonne. Aussitôt, j’éprouve une passion absolue à la lecture, mais je n’aime pas du tout la façon dont on nous le présente dans les cours d’interprétation. Je quitte le conservatoire avant la fin de mes études, et la première pièce que je joue, à 21 ans, en 1998, est une adaptation de Platonov par le tg STAN. Avec cette troupe, je comprends qu’on peut jouer Tchekhov d’une manière libre, détachée du poids de la tradition qu’on nous enseignait au conservatoire. A partir de là, moi qui suis athée, je choisis Tchekhov comme un de mes saints. Jusqu’à aujourd’hui, je ne l’ai pas mis en scène, ni réécrit, ni travaillé, mais il m’a toujours guidé : il est la lumière qui éclaire mon chemin dans l’écriture.

Lire aussi cet article de 2019 :Théâtre : Tiago Rodrigues dialogue à la vie, à la mort avec Anna Karénine

Qu’est-ce qui vous passionne dans son œuvre ?

Son portrait acide et tendre de l’espèce humaine. Il était médecin, il a un regard clinique sur ses personnages, mais toujours animé par une curiosité qui traduit de la tendresse. Même envers les êtres les plus désagréables. C’est un regard très complexe, sans moralisme. Dans son écriture, Tchekhov a une capacité incroyable à « encapsuler » tout un monde en très peu de mots. J’utilise cette expression de « capsule » qu’employait le poète russe Joseph Brodsky pour dire qu’il y a, dans une phrase de Tchekhov, même la plus banale en apparence, une quantité énorme de couches, de significations. Cela vient de sa capacité à observer : il voit la vie plus profondément que nous ne la voyons. Ou il la voit mieux.

Vous mettez en scène « La Cerisaie ». Pourquoi cette pièce-là ?

« C’est une pièce très particulière : Tchekhov l’écrit en sachant que c’est la dernière, qu’il va mourir »

C’est une pièce très particulière : Tchekhov l’écrit en sachant que c’est la dernière, qu’il va mourir. Je ne suis pas professeur ni chercheur, mais la connaissance que j’ai de Tchekhov me fait penser qu’avec La Cerisaie il commence une nouvelle phase d’écriture. C’est à la fois une pièce sur la fin, et sur le changement. Pour en parler, Tchekhov a besoin d’une métaphore, d’un protagoniste collectif qui ne soit pas un personnage. C’est la cerisaie, synonyme du changement social, mais aussi intime, et de la perte qui l’accompagne toujours. La cerisaie est le symbole d’un passé idyllique et tragique à la fois, et cela, on le comprend à travers Lioubov : quand elle revient dans son domaine, elle proclame son bonheur d’une façon exagérée parce qu’elle essaie de se cacher à elle-même que c’est l’endroit où elle a perdu son enfant. Pour elle, la cerisaie est le lieu de la plus grande beauté, et de la plus grande souffrance.

Leia a totalidade desta entrevista no Le Monde

 

O teletrabalho não é positivo para todas as empresas nem todos os países. Análise

O teletrabalho ganhou importância e protagonismo com a pandemia.

Mas não é positivo para todas as empresas, designadamente para as PME, nem para todos os países, nomeadamente para os que têm menos possibilidades de acesso às novas tecnologias.

Crónica de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo, para ouvir, na Rádio Alfa, na terça-feira, 06 – às 2h30 – 5h45 – 6h45 – 10h30 – 13h15 – 16h15 – 20h00.

Ou ouça aqui:

 

Lusodescendente recolhe fundos para comprar medalha portuguesa da I Guerra Mundial em França

 Tiago Martins adquiriu, com a ajuda de outros lusodescendentes, uma medalha atribuída a um soldado português na I Guerra Mundial vendida em França e que agora vai integrar o espólio do Museu Municipal de Porto de Mós.

« Já tinha tentado comprar uma, mas escapou-me. Fiquei em contacto com o vendedor, especializado em artefactos de guerra, e ele encontrou outra e lancei a angariação de fundos », explicou o lusodescendente Tiago Martins, em declarações à agência Lusa.

Ao ver à venda uma « Medalha Comemorativa das Campanhas » entregue pela República Portuguesa aos soldados portugueses que participaram na I Guerra Mundial em França, o lusodescendente pensou que este objeto pertencia a um museu, mas queria provocar um movimento entre lusodescendentes.

« Eu posso pagar a medalha, mas queria mesmo que fosse um movimento de recolha de fundos porque queria sentir que não sou o único a querer coisas boas para a cultura e para a memória », indicou.

A angariação de fundos atingiu esta semana o valor total da medalha, 326 euros, e o objeto vai agora ser entregue ao Museu Municipal de Porto de Mós, museu próximo das terra dos pais de Tiago Martins, e de onde saíram vários soldados que combateram na I Guerra Mundial.

« Ficaram muito contentes e responderam-me muito rápido. Eles recebem algumas doações, mas normalmente são coisas relacionadas à vida no campo. Coisas da I Guerra Mundial é muito raro », referiu.

Apesar de não se saber ao certo a quem foi originalmente atribuída esta medalha, o objeto tem três chapas que permitem traçar o perfil do soldado português: uma diz « França 1917-1918 », outra menciona a Batalha de la Lys, principal batalha onde participaram os contingentes portugueses, e ainda « Grande Inválido », ou seja, foi atribuída a alguém que ficou gravemente ferido na guerra.

« Isto é muito interessante. Podemos contar uma história através desta medalha », assegurou Tiago Martins.

A recolha de fundos foi maioritariamente apoiada por franceses de origem portuguesa que agora vão receber uma mensagem personalizada por terem ajudado na compra desta medalha e também de um jornal da época e um postal.

Amante e colecionador de artefactos portugueses, Tiago Martins é também o fundador da página Portuguese Facts, no Instagram, onde dá a conhecer a cultura portuguesa em francês, inglês e português.

Com Agência Lusa.