Regionais e Departamentais em França. Rádio Alfa entrevista candidatos (lista ainda não definitiva)

A Rádio Alfa inicia na terça-feira, dia 15, uma série de entrevistas a candidatos às regionais e departamentais francesas, que decorrem a 20 e 27 deste mês (primeira e segunda volta).

Todas as entrevistas, com duração máxima de 20 minutos, decorrerão depois das 10h e das 11h até à data do fecho da campanha para a primeira volta (no fim do dia 18), salvo alterações de última hora.

Contamos igualmente realizar entrevistas, no mesmo formato, durante a segunda volta.

Foram convidados candidatos de todos os quadrantes políticos, alguns não responderam e outros ainda não firmaram data.

Eis as entrevistas confirmadas até este sábado, 12, de manhã. (Nota: poderão verificar-se alterações de última hora, nomeadamente com novos candidatos que entretanto poderão confirmar data e hora da entrevista).

Dia 15, 11h – Laurent Saint-Martin, Emmanuelle Wargon e Philippe Pereira – LREM. île-de-France

Dia 16, 10h – Nathalie de Oliveira – socialista – Lista « L’Appel Inédit ». Grand Est

Dia 16, 11h – José Manuel Rosendo – jornalista, novo correspondente da RTP em Paris. Análise comparativa dos sistemas eleitorais em França e Portugal

Dia 17, 10h – Christian Favier – comunista – Departamentais. Lista « Val-de-Marne en commun »

Dia 17, 11h – Audrey Pulvar – feminista, ecologista, próxima dos socialistas. Lista « Ile de France en commun » 

Dia 18, 10h – Nathalie Péreira-Fordolone – independente, centro-direita  – Departamentais. Lista « Rassembler pour l’Avenir de la Seine-et-Marne », liderada por um deputado de LREM. 

Dia 18, 11h – Valérie Pécresse – direita, LR – Lista « Libres! et Les Répubicains »

Note bem. Entre os que manifestaram interesse na entrevista à Rádio Alfa e ainda não marcaram data figura designadamente Clémentine Autain (La France Insoumise), que deverá fazê-lo este fim de semana.

 

 

 

 

Óbito/António Torrado: Ministra da Cultura recorda “nome maior” da literatura

Óbito/António Torrado: Ministra da Cultura recorda “nome maior” da literatura

O escritor português António Torrado, autor de mais de uma centena de obras literárias, em particular para a infância, morreu ontem em Lisboa, aos 81 anos, revelou à Lusa o escritor José Jorge Letria.

Segundo José Jorge Letria, que disse ter perdido um amigo de mais de 50 anos, António Torrado morreu em casa, em consequência de doença prolongada.

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Alfa/com Lusaemail sharing button
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whatsapp sharing buttonA ministra da Cultura, Graça Fonseca, recordou o escritor António Torrado, que morreu aos 81 anos, como um “nome maior” e uma “referência incontornável” da literatura.

“A ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta profundamente a morte do escritor António Torrado (1939-2021), poeta, ficcionista, dramaturgo e nome maior da literatura infantojuvenil portuguesa”, lê-se numa nota divulgada pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais.

A governante classificou também o autor como “mestre da língua portuguesa”, destacando o seu sentido de humor e empatia “únicos”.

Para Graça Fonseca, António Torrado “é uma referência incontornável da literatura portuguesa das últimas décadas”, com uma “notável obra” que é testemunho “do valor transformador da imaginação e da fantasia” e da memória, constituindo ainda um repositório da tradição literária portuguesa.

“Através dos seus textos, o passado, o presente e o futuro da literatura portuguesa comunicam permanentemente, numa obra que ensinou muitos a ler e, mais do que isso, a sonhar e acreditar na realidade mágica dos mundos criados a partir das páginas e da tinta”, acrescentou, prestando condolências à família e amigos do autor.

Poeta e dramaturgo premiado, antigo professor do ensino secundário, António Torrado esteve desde cedo ligado à pedagogia, à produção literária para os mais novos, à recuperação e reinterpretação do conto tradicional e à promoção da leitura.

António Torrado nasceu em Lisboa, em 1939, formou-se em Filosofia em Coimbra e dedicou-se ao ensino na década de 1960, até ser afastado por motivos políticos.

Covid-19/Portugal. Variante Delta. Transmissão comunitária em Lisboa e Vale do Tejo

Covid-19: Variante Delta com transmissão comunitária e mais evidente em Lisboa e Vale do Tejo

 

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whatsapp sharing buttonAs autoridades de saúde confirmaram ontem a transmissão comunitária da variante Delta do novo coronavírus, mais evidente na região de Lisboa e Vale do Tejo, e que já foi identificada em 92 casos de covid-19 em Portugal.

“Até 9 de junho, foram identificados 92 casos da linhagem Delta (B.1.617.2 ou associada à Índia). Existe transmissão comunitária desta variante, mais evidente na região de Lisboa e Vale do Tejo”, adianta o relatório de monitorização das « linhas vermelhas » da pandemia divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

No anterior relatório, divulgado a 04 de junho, o INSA avançava que tinham sido registados 74 casos desta variante e admitia que, perante as várias introduções verificadas no país, se poderia estar perante transmissão comunitária, o que agora foi confirmado.

Um estudo publicado hoje pela Direção-Geral de Saúde de Inglaterra (Public Health England, PHE) assegurou que a variante Delta é 60% mais transmissível do que a Alpha, associada ao Reino Unido, ela própria mais transmissível do que as estirpes iniciais do novo coronavírus.

O relatório da DGS e do INSA, além de estimar que a variante Alpha seja responsável por 88,4% dos casos de infeção em Portugal, adianta que, até 09 de junho, foram identificados 111 casos da variante Beta, associada à África do Sul, e 142 casos da Gama, associada a Manaus no Brasil.

Existe transmissão comunitária dessas variantes, adiantam ainda as duas entidades.

A análise de risco da DGS e do INSA avança também que o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 83 casos, com “tendência crescente a nível nacional”.

O índice de transmissibilidade (Rt) apresenta valores superiores a 1 a nível nacional (1,07) e em todas as regiões de saúde, à exceção da região Norte, sugerindo uma tendência crescente, mais acentuada na região de Lisboa e Vale do Tejo, que regista um Rt de 1,12.

“Mantendo-se esta taxa de crescimento, o tempo para atingir a taxa de incidência acumulada a 14 dias de 120 casos por 100 mil habitantes será de 15 a 30 dias para o nível nacional, tendo sido ultrapassado esse limiar em Lisboa e Vale do Tejo”, alerta o relatório das linhas vermelhas.

De acordo com os mesmos dados, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 1,6, valor que se mantém abaixo do limiar definido de 4%, e observou-se um decréscimo do número de testes para deteção do vírus realizados nos últimos sete dias, para o “qual contribuiu o feriado do dia 3 de junho”.

Na última semana foram realizados 296.306 testes, menos 29.084 do que os 325.390 feitos nos sete dias anteriores.

O número diário de doentes de covid-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente, que na quarta-feira era de 72, revelou uma tendência crescente, correspondendo a 29% do valor crítico definido de 245 camas ocupadas.

“Nos últimos dias, este indicador tem vindo a assumir uma tendência crescente. A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 34 doentes internados em UCI, representa 47% do total de casos em UCI”, avança o relatório.

“Dado o intervalo de tempo esperado entre o aumento do número de infeções e o número de internamentos em UCI, a tendência crescente deste indicador impõe cautela na vigilância do aumento da incidência, em especial na população sem esquema vacinal completo”, concluiu o documento do INSA e da DGS.

Em Portugal, morreram 17.044 pessoas dos 855.951 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Covid-19: França com taxa de incidência abaixo de 100 no continente

Covid-19: França com taxa de incidência abaixo de 100 no território continental e os novos contágios diários estão abaixo dos 5 mil

 

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Alfa/com Lusa/AFPemail sharing button
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whatsapp sharing buttonTodos os distritos na França metropolitana têm agora menos de 100 casos por 100 mil habitantes e os novos contágios diários estão abaixo dos 5 mil, objetivo estabelecido pelo Governo em novembro passado e que só agora se verifica.

A única situação preocupante continua a ser nos territórios ultramarinos, nomeadamente na Guiana, onde esta taxa se eleva para 296. Esta região que faz fronteira com o Brasil tem em vigor um recolher obrigatório que começa às 19:00 e um confinamento ao fim de semana que vai das 19:00 de sábado até às 05:00 de segunda-feira.

Nas últimas 24 horas foram detetados 3.871 novos casos de covid-19, um número que se mantém estável abaixo dos 5 mil, e morreram 74 pessoas devido ao vírus.

Há atualmente 12.712 pessoas internadas nos hospitais e 2.163 pacientes estão nos cuidados intensivos, menos 82 do que na véspera.

A pandemia de provocou, pelo menos, 3.775.362 mortos no mundo, resultantes de mais de 174,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Itália vence Turquia no jogo de abertura do Euro2020

A Itália, campeã europeia em 1968, venceu hoje a Turquia por 3-0, no encontro inaugural do Euro2020 de futebol, disputado no Estádio Olímpico de Roma, a contar para a primeira jornada do Grupo A.

Merih Demiral, na própria baliza, aos 53 minutos, Ciro Immobile, aos 66, e Lorenzo Insigne, aos 79, apontaram os tentos da ‘squadra azzurra’.

A primeira ronda do agrupamento completa-se no sábado, com o embate entre o País de Gales e a Suíça, marcado para Baku, no Azerbaijão.

 

Com Agência Lusa.

Judo/Mundiais: Jorge Fonseca sagra-se bicampeão mundial em -100 kg

O português Jorge Fonseca sagrou-se hoje bicampeão mundial de judo em -100 kg, ao vencer na final dos Mundiais, a decorrem na Arena Laszlo Papp, em Budapeste, o sérvio Aleksandar Kukolj, por ippon.

Jorge Fonseca revalidou o título mundial que tinha conquistado em agosto de 2019, em Tóquio, o primeiro da história do judo português, então frente ao russo Niyaz Ilyasov.

Hoje, nos Mundiais, a pouco mais de um mês dos Jogos Olímpicos de Tóquio2020, Jorge Fonseca voltou a ter um ‘dia perfeito’ para chegar ao ouro, após vencer o uzbeque Muzaffarbek Turoboyev (45.º), o canadiano Kyle Reyes (26.º), o georgiano Ília Sulamanidze (31.º), o holandês Michael Korrel (3.º) e o sérvio Kukolj (54.º).

 

Com Agência Lusa.

Euro2020: Danilo diz que ambição de 2016 mantém-se mas recusa favoritismo de Portugal

O médio Danilo Pereira assegurou hoje que a seleção portuguesa de futebol tem a mesma ambição de 2016, mas recusou que seja a principal favorita a vencer o Euro2020, apesar dos “muitos talentos” que tem à disposição.

“Este é um grupo diferente, muitos jogadores jovens, que estão a ter esta experiência pela primeira vez. A ambição é a mesma do Euro2016, os jogadores têm fome de ganhar. Somos campeões da Europa e é um orgulho estar a defender o título, mas há muitos candidatos à vitória. Somos uma dessas seleções com ambição de ganhar, mas não somos o candidato principal”, afirmou, em conferência de imprensa.

O jogador do Paris Saint-Germain, que falava no estádio Illovszky Rudolf, antes do primeiro treino da equipa das quinas em Budapeste, considerou que a seleção de 2016 e a atual têm “jogadores com características diferentes”, mas com o mesmo objetivo: vencer o torneio.

“Em 2016, o grupo era muito coeso, vinha a jogar junto há muito tempo. Esta é uma seleção jovem, com muitos talentos recentes, mas não posso dizer que esta é mais talentosa do que a outra, porque a outra ganhou um título que Portugal nunca tinha ganho. É um grupo muito unido e todos pensam no mesmo, que é conseguir o mesmo feito de há cinco anos”, vincou.

De resto, Danilo apontou um dos grandes impulsionadores para a mudança de mentalidade na seleção nacional: “Desde que Fernando Santos chegou, passámos a privilegiar o ‘nós’ ao invés do ‘eu’. Mudou o paradigma e isso ajudou-nos a ganhar competições. Ele passa-nos essa mensagem, de que não podemos pensar só no ‘eu’, mas sim no grupo e todos têm de se sacrificar por esse lema.”

Com apenas três centrais entre os 26 jogadores convocados para o Euro2020, Danilo é visto por Fernando Santos como uma das alternativas a quarto elemento para o eixo defensivo, algo a que o jogador se habituou ao longo da última época, a primeira ao serviço do Paris Saint-Germain.

“Esta época ajudou-me a ser mais polivalente, deu-me outro estatuto na posição. Consigo fazer essa posição de uma forma mais eficaz e sinto que posso ajudar aqui na seleção, tal como fiz no clube”, referiu o jogador, de 29 anos.

O internacional luso disse que a temporada desgastante, com muitos jogos realizados, “não vai alterar muita coisa em termos físicos”, embora os jogadores tenham de “ter mais cuidados e mais foco no trabalho diário, para não haver lesões”.

A quatro dias da estreia no Europeu, Danilo antecipou o embate com a Hungria, considerando tratar-se de uma “seleção muito aguerrida, que não dá um lance por perdido”, razão pela qual Portugal tem de se “preparar bem, para que não haja surpresas”, ainda para mais numa Puskas Arena que vai contar com cerca de 60.000 adeptos nas bancadas.

“Depois de uma época sem público, voltar a ter pessoas no estádio vai ser emocionante e a Hungria vai estar motivada por isso. Acredito que vai ser um jogo excitante, porque todos nós precisamos de público e isso dá mais motivação a todos”, concluiu.

Portugal, que é o detentor do troféu, integra o grupo F do Euro2020, juntamente com Hungria, Alemanha e França, tendo estreia marcada na competição para terça-feira, 15 de junho, diante dos húngaros, em Budapeste, antes de defrontar os germânicos, em 19 de junho, em Munique, e os franceses, em 23 de junho, novamente na capital magiar.

O Euro2020, que foi adiado para este ano devido à pandemia de covid-19, realiza-se em 11 cidades de 11 países diferentes, entre hoje e 11 de julho.

 

Com Agência Lusa.

Judo/Mundiais: Jorge Fonseca está na final e garantiu já uma medalha

O judoca português Jorge Fonseca está na final de -100 kg dos Mundiais e garantiu já uma medalha na competição, depois de vencer no quarto combate disputado o holandês Michael Korrel, por ippon.

Jorge Fonseca, sétimo do ‘ranking’ mundial e que nos Mundiais em Budapeste defende o título mundial, tinha um registo equilibrado com Korrel, terceiro do mundo, com duas vitórias e duas derrotas, mas hoje voltou a ser superior.

Até chegar à final, o judoca português venceu, além de Korrel, o uzbeque Muzaffarbek Turoboyev (45.º), o canadiano Kyle Reyes (26.º) e o georgiano Ília Sulamanidze (21.º), todos por ippon, a pontuação máxima no judo.

Fonseca tem tido um dia perfeito em Budapeste, com o judoca a mostrar toda a sua força explosiva nos quatro combates que realizou, conseguindo vencer em todos por ippon e em quase todos antes de chegar à metade do combate.

A aparente maior dificuldade até foi no seu primeiro combate, com o ‘gigante’ uzbeque Turoboyev, que Jorge Fonseca projetou com 2.15 minutos de combate.

Depois, pleno de confiança, pontuou para waza-ari e de seguida com ippon diante do canadiano Kyle Reys, aos 1.07 minutos, com o georgiano Ília Sulamanidze aos 01.15 e com o holandês Michael Korrel aos 1.56, assumindo-se como o grande candidato.

No combate para atribuição do ouro, Jorge Fonseca vai encontrar o sérvio Aleksandar Kukolj, um ‘outsider’, 54.º do ‘ranking’ mundial e fora do apuramento olímpico, mas que chegou à final em Budapeste depois de afastar alguns favoritos.

Kukolj não é, ainda assim, um segundo plano do judo mundial, com o sérvio, de 29 anos, a estar mais abaixo no ‘ranking’ dos -100 kg depois de subir de categoria de peso, tendo sido campeão europeu em -90 kg e quinto classificado no Mundial, em 2017.

Será a primeira vez que o sérvio lutará com Jorge Fonseca, num combate em que o português terá de estar muito focado, alertado pelos desempenhos de Kukolj com o líder Varlam Liparteliani, derrotado nos quartos de final, por ippon, e com o canadiano Shady Elnahas (oitavo), já nas ‘meias’, por waza-ari.

Nos Mundiais, que decorrem até domingo e em que Portugal ainda terá Rochele Nunes (+78 kg) em competição no sábado, Anri Egutidze conquistou na quarta-feira a medalha de bronze em -81 kg, Joana Ramos foi quinta classificada em -52 kg, na segunda-feira, e Telma Monteiro sétima em -57 kg, na terça-feira.

 

Com Agência Lusa.

Paris vai ter espaço público com o nome de Aristides de Sousa Mendes

Pode ser uma rua, um jardim ou uma praça, mas até ao primeiro semestre de 2022, Aristides de Sousa Mendes vai ter um espaço com o seu nome na capital francesa, assim como uma placa comemorativa de homenagem ao cônsul português.

« Fiz a proposta porque Aristides de Sousa Mendes foi cônsul em Bordéus e as homenagens já são várias em França e em Portugal, mas Paris ainda não tinha feito, embora todos saibamos que entre as pessoas que ele salvou havia famílias parisienses », afirmou Hermano Sanches Ruivo, lusodescendente e vereador da Câmara de Paris, em declarações à agência Lusa.

Para dar nome a um espaço público, a proposta tem de passar pela Comissão de Denominação de Paris, algo que aconteceu no final do dia 09 de junho e foi aprovada, começando agora o processo de seleção do local.

Hermano Sanches Ruivo quer que o espaço, dada a missão de Aristides de Sousa Mendes em França, tenha alguma ligação com o Consulado Geral de Portugal em Paris, privilegiando assim uma localização entre o 8.º e 17.º bairros da capital francesa.

Esta homenagem será concretizada até ao início da Temporada Cruzada entre Portugal e a França, que vai arrancar em fevereiro de 2022 e vai trazer intercâmbios culturais e não só entre os dois países.

Um ponto a trabalhar entre as duas nações, segundo Sanches Ruivo, é a questão da memória e, nesse sentido, outras homenagens fariam sentido a Aristides de Sousa Mendes e outros portugueses que se envolveram em formas de resistência em França durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes, então cônsul de Portugal em Bordéus, França, emitiu vistos que salvaram milhares de pessoas do Holocausto, desobedecendo às ordens do então presidente do conselho, António de Oliveira Salazar, que liderava o governo.

 

Com Agência Lusa.