FC Porto fecha I Liga com goleada frente ao Belenenses SAD

O FC Porto venceu hoje o Belenenses SAD por 4-0, em jogo da 34ª e última jornada da I Liga de futebol, terminando a época com uma goleada e no segundo lugar, de acesso direto à Liga dos Campeões.

Já com a sua situação na tabela resolvida, o FC Porto adiantou-se no marcador no estádio do Dragão com um golo do iraniano Taremi, aos 14 minutos, ampliando a vantagem aos 28, pelo sérvio Grujic. Na segunda parte, o espanhol Toni Martínez (50) fez o terceiro e Diogo Leite (81) fechou a contagem.

Com esta vitória, a terceira consecutiva, o FC Porto termina a I Liga no segundo lugar, com 80 pontos, enquanto o Belenenses SAD, já com a manutenção garantida, sofreu a sua derrota mais ‘pesada’ no campeonato e está à condição em 10.º, com 40.

 

Com Agência Lusa.

Ça c’est Paris! Parisienses esgotam esplanadas e prometem viver « um dia de cada vez »

Parisienses esgotam esplanadas e prometem viver « um dia de cada vez »

 

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Alfa/com Lusaemail sharing button
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whatsapp sharing buttonOs habitantes da Cidade Luz há sete meses que estavam privados das esplanadas, museus, cinemas e restaurantes e nem a chuva ou o frio os dissuadiram hoje de esgotar cafés e restaurantes, prometendo viver um dia de cada vez.

« Não sabemos o que se vai passar amanhã e, por isso, temos de viver cada dia como se fosse o último. Um dia de cada vez », disse à agência Lusa Isabel, que veio esta manhã até à esplanada do Café Marly, junto ao Louvre.

Instalada confortavelmente com a amiga Julia, as duas apressaram-se a pedir um copo de vinho para celebrar a segunda fase do desconfinamento em França que permite a reabertura de bares, restaurantes e cafés no exterior, criando em Paris centenas de esplanadas efémeras.

O Café Marly, instituição no 1.º bairro de Paris e essencial nos roteiros dos cafés mais chiques da capital, estava completamente reservado para almoço e assim ficará nos próximos dias.

Segundo a empresa de sondagens Ifop, cerca de 65% dos franceses vão marcar presença numa esplanada até ao fim da semana.

« É o primeiro dia em que temos esplanadas, em que os cafés e restaurantes reabrem e temos tido muito cuidado até agora. Fomos vacinadas e queremos celebrar », sublinhou Julia, já com as duas doses da vacina contra a covid-19.

Nem Emmanuel Macron escapou a este consenso geral, fazendo-se fotografar e filmar logo de manhã a tomar um café com o primeiro-ministro, Jean Castex, e difundido a fotografia e o vídeo nas redes sociais.

« Aqui estamos! Esplanadas, cinemas, teatro… Encontremos de novo a nossa arte de viver. Sempre dentro do respeito dos gestos barreira », escreveu o chefe de Estado francês.

E nem as fortes chuvas ou o frio, cerca de 15 graus, dissuadiram os parisienses de acorrer a estes espaços, com a ida aos muitos cafés a serem acompanhada de guarda-chuvas.

Ao lado do Café Marly, os amantes das artes voltavam ao seu lugar de eleição. Com mais de 72 mil metros quadrados, o Louvre é o maior museu do mundo e também um dos mais visitados.

« Nunca tinha vivido um período assim, não podemos preencher este vazio. Eu trabalho com a arte e não há o que substitua a proximidade com as obras de arte. Faz parte da minha vida », disse Marie enquanto entrava apressada no Louvre, que só pode ser visitado com marcação e com um perímetro de 8 metros quadrados por pessoa.

Esta galerista veio primeiro ver os clássicos, mas já tem outros encontros com a arte marcados para esta semana, confidenciando que o período de confinamento teve um impacto positivo no mercado da arte.

« O mercado de arte vai muito bem, é incrível. Temos novos clientes e pessoas a quem nunca teríamos chegado nas salas de venda tradicionais », explicou.

Marie quer agora que acabe a obrigação de manter a máscara no interior e no exterior. Algumas regiões em França, como Ardeches, Creuse, ou até periferias da capital já pensam em aligeirar esta obrigação no exterior.

Michel, que vive no 8.º bairro de Paris, não quis perder a oportunidade de voltar às lojas, fechadas desde o início de abril, data do terceiro confinamento que durou até ao início de maio.

« Para esta noite já tenho reservas para jantar numa esplanada e decidi passar o dia a fazer compras », afirmou o parisiense à saída das Galerias Lafayette, nos Campos Elísios.

A resposta para o regresso à vida normal, segundo este parisiense é a vacinação: « Há muitas pessoas que já estão vacinadas e vamos ter de viver com este problema, portanto mais vale vivermos o que conseguimos », concluiu.

A próxima fase do desconfinamento com os restaurantes a poderem acolher clientes no interior acontece a partir de 03 de junho, tendo em conta a evolução da pandemia em França

A imagem que está a ‘correr’ mundo

Juan Francisco é o nome do agente do Grupo Especial de Atividades Submarinas da Guardia Civil que segura com as duas mãos um bebé de meses que estava numa bóia, evitando que ele se afogue

As imagens partilhadas da praia do Tarajal, em Ceuta, com o desespero de milhares de migrantes vindos de Marrocos que tentam alcançar terra firme, estão a correr mundo.

https://twitter.com/guardiacivil/status/1394650130985455624

 

Um abraço emocionante entre um migrante marroquino e uma voluntária da Cruz Vermelha em Ceuta. Esta imagem é da agência internacional Associated Press:

 

https://twitter.com/LaVanguardia/status/1394976196937535495

Entretanto, a polícia marroquina encerrou esta quarta-feira a passagem de fronteira de Tarajal, interrompendo o êxodo migratório que nos últimos dois dias permitiu que 8.000 migrantes ilegais entrassem em Ceuta, noticia a agência de notícias EFE.

Na terça-feira, centenas de pessoas concentraram-se em frente à passagem de Tarajal, aproveitando qualquer distração policial ou qualquer oportunidade para cruzar a fronteira.

Hoje, as pessoas estão a fazer o caminho inverso, para o sul, depois de se convencerem de que os acessos estão mesmo encerrados.

Como a EFE pôde verificar, o último pontão que separa Ceuta de Castillejos (por onde entraram milhares de pessoas nos últimos dias) está vazio, enquanto os migrantes que entraram em Ceuta estão a ser devolvidos a Marrocos.

Forças antimotim marroquinas não permitiram que ninguém se aproximasse do pontão, apesar das tentativas ocasionais de grupos de pessoas de avançar.

Segundo depoimentos recolhidos de candidatos à migração que pernoitaram no local, as autoridades marroquinas não lhes permitiram subir a colina para tentar entrar na parte mais próxima do bairro El Príncipe.

Até ao momento, o Marrocos aceitou o retorno de 4.800 pessoas, cerca da metade das pessoas que entraram entre domingo e terça-feira em Ceuta.

Cerca de 1.500 menores não acompanhados encontram-se provisoriamente acolhidos em Ceuta.

Ceuta e Melilla, as únicas fronteiras terrestres da União Europeia com África, são regularmente palco de tentativas de entrada de migrantes, mas a maré humana que ocorreu desde segunda-feira não tem precedentes.

A origem desta última crise entre Espanha e Marrocos está relacionada com a permanência em Madrid do secretário-geral da Frente Polisário, Brahim Ghali, por motivos de saúde.

A Frente Polisário, considerada como um grupo terrorista por Rabat, reivindica o direito à autodeterminação no Saara Ocidental, território que foi colónia espanhola e posteriormente ocupado pelo Marrocos.

O governo espanhol convocou o embaixador de Marrocos em Madrid para exprimir « insatisfação » sobre a abertura das fronteiras que provocou a entrada em Ceuta de milhares de pessoas.

Entretanto, Marrocos chamou a embaixadora em Madrid para « consultas » em Rabat.

 

Com Rádio Comercial.

 

Rali de Portugal: Despedida de uma era com regresso ao passado e à espera de um recorde

A 54ª edição do Rali de Portugal, que começa sexta-feira, marca a despedida de uma era do Mundial de ralis, num ano em que regressa uma especial histórica e em que pode ser batido o recorde de vitórias.

A partir de sexta-feira, os motores exclusivamente de combustão interna vão ouvir-se pela última vez nos troços portugueses pois, a partir de 2022, as novas regras ditam a entrada do campeonato do mundo na era híbrida, com carros movidos a combustão interna e energia elétrica em simultâneo.

Até lá, os 80 pilotos (eram 81 mas o norueguês Andreas Mikkelsen não viajou para Portugal por ter contraído covid-19) enfrentam 21 especiais cronometradas, incluindo uma superespecial na zona da Foz do Douro, no Porto, a disputar ao final da tarde de sábado, e o regresso do troço de Mortágua, ausente da prova há duas décadas, num ano em que o francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris) pode bater o recorde de vitórias, que detém em igualdade com o finlandês Markku Alen (cinco cada um).

A prova do Automóvel Club de Portugal (ACP) é a quarta de 12 rondas do campeonato do mundo, com um total de 346,26 quilómetros cronometrados divididos por 21 especiais a percorrer ao longo de três dias de prova, de sexta-feira a domingo, no centro e norte do país.

Depois do cancelamento da edição de 2020 devido à pandemia de covid-19, o Rali de Portugal regressa ao centro do país, com sete troços naquela região. Lousã, Góis e Arganil recebem duas passagens de cada concorrente, ficando Mortágua com uma passagem antes da superespecial em Lousada encerrar o dia, com um total de 122,88 quilómetros.

No sábado, os concorrentes enfrentam o dia mais longo, com 165,16 quilómetros divididos por sete especiais, incluindo uma superespecial de 3,30 quilómetros traçada na Foz do Douro, com os participantes a partirem aos pares.

As restantes são desenhadas entre Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Amarante, o troço mais longo do rali, com 37,92 quilómetros de extensão.

Para domingo, estão reservados mais seis troços, terminando com a ‘Power Stage’ de Fafe. Pelo meio, os pilotos têm de percorrer ainda os troços de Felgueiras e Montim.

Este ano, as autoridades de saúde permitiram a presença de público nos troços, mas nos locais devidamente assinalados e em respeito pelas regras de segurança sanitária, como o distanciamento entre grupos, o uso de máscara e a lavagem frequente das mãos.

Ogier chega a esta ronda com a liderança do campeonato, com 61 pontos, após dois triunfos nas três rondas já disputadas (Monte Carlo e Croácia) e um ponto somado na Finlândia depois de um despiste comprometer as aspirações a lutar pelos primeiros lugares.

O belga Thierry Neuville (Hyundai i20) é o segundo, com 53 pontos, mais dois do que o britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris), enquanto o estónio Ott Tanäk (Hyundai i20), último vencedor da prova portuguesa, é quarto, com 40 pontos.

Ao todo, haverá 10 carros da categoria principal, os WRC (World Rally Cars), numa prova que pontua ainda para os campeonatos de WRC2, WRC3, JWRC, Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e Peugeot Rally Cup Ibérica.

Em 2019, o estónio Ott Tanak, em Toyota Yaris, venceu a 53.ª edição do Rali de Portugal, acabando por conquistar o primeiro e único campeonato do mundo da sua carreira no final do ano.

 

 

 

Pode acompanhar toda a informação no site oficial clicando aqui.

Com Agência Lusa.

Portugueses de França são rezingões. Sobre o Consulado de Paris têm razão. Opinião

Os portugueses de França têm a fama de ser refilões.

Sobre os serviços do Consulado-Geral de Paris têm razão.

Crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir, na Rádio Alfa, na quinta.feira, 20, às 2h30 – 5h45 – 6h45 – 10h30 – 13h15 – 16h15 – 20h00.

Ou aqui:

 

Vitória de Marine le Pen em 2022 « não é impossível » – Entrevista governante francês

Presidência portuguesa da UE. Numa entrevista ao Expresso, a Daniel Ribeiro (Expresso e Rádio Alfa), em Coimbra, onde participou numa Conferência de Alto Nível sobre o Estado de Direito na Europa, o secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus, Clément Beaune, falou da Europa e da situação política em França.

Neste extrato da entrevista, o governante francês, fala da hipótese – « não impossível », diz – da líder nacionalista francesa, Marine le Pen, ganhar as eleições presidenciais para o Eliseu, em 2022, e da forma como a travar:

Ouça aqui:

 

Pepa despede-se do Paços de Ferreira com vitória em Tondela

O Paços de Ferreira venceu hoje na visita ao Tondela por 3-2, em jogo de abertura da 34ª e última jornada da I Liga portuguesa de futebol, com o técnico Pepa a despedir-se com uma vitória.

Os dois golos do Tondela foram ambos apontados por João Pedro, aos dois e aos 34 minutos, enquanto para o Paços de Ferreira marcaram Douglas Tanque, aos cinco e 36 minutos, e Hélder Ferreira, aos 58, garantindo a 15.ª vitória da equipa pacense esta época no campeonato.

Com este triunfo, no último jogo de Pepa como treinador da equipa, o Paços de Ferreira regressou aos triunfos e termina a I Liga no quinto lugar, com 53 pontos, lugar que vale a presença na terceira pré-eliminatória da Liga Conferência Europa.

Já o Tondela, que somou o sexto jogo seguido sem vencer (quatro derrotas e dois empates), está no ‘tranquilo’ 12.º lugar, com 36 pontos, já com a manutenção garantida.

 

Resultados da 34ª e última jornada da I Liga de futebol (horas em Paris):

– Terça-feira 18 mai:

Tondela – Paços de Ferreira, 2-3 (2-2 ao intervalo)

 

– Quarta-feira, 19 mai:

FC Porto – Belenenses SAD, 19:00

Santa Clara – Farense, 21:00

Moreirense – Famalicão, 21:00

Vitória de Guimarães – Benfica, 21:00

Gil Vicente – Boavista, 21:00

Portimonense – Sporting de Braga, 21:00

Nacional – Rio Ave, 21:00

Sporting – Marítimo, 22:45

 

Com Agência Lusa.

Covid-19/França. Hospitalizações continuam a diminuir. Mas há mais 228 mortes em 24h

Covid-19: Hospitalizações em França continuam a diminuir. Mas há mais 228 mortes em 24h

 

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Alfa/com Lusa/AFPtwitter sharing button
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whatsapp sharing buttonO número de infetados com covid-19 hospitalizados em França continua a diminuir, fixando-se hoje nos 22.058 pacientes, menos 691 do que na véspera, o mesmo sucedendo nos internamentos em unidades de cuidados intensivos, que baixou para 4.015 (menos 171).

Segundo as autoridades sanitárias francesas, hoje, na véspera do dia previsto para a reabertura dos bares, restaurantes, estabelecimentos comerciais e museus no país, foram contabilizados 17.210 novos casos do novo coronavírus, número que também tem mantido uma tendência de baixa nos últimos dias.

Depois de mais de sete meses de encerramentos prolongados, em especial os bares, restaurantes, museus, salas de cinema e outros locais públicos, os franceses poderão regressar quarta-feira às esplanadas e a centros culturais.

Também nas últimas 24 horas foram contabilizados 228 mortes, com o total de óbitos provocados pela pandemia no país a chegar a 108.040.

Em França, referem as autoridades sanitárias locais, cerca de 21 milhões e pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19, enquanto 9,1 milhões foram inoculadas com a segunda dose.

O Governo francês indicou que a reabertura será progressiva e definitiva, confiando numa aceleração da campanha de vacinação que permita deixar para trás a pandemia.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.391.849 mortos no mundo, resultantes de mais de 163,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Euro2020. Karim Benzema regressa à seleção francesa

O avançado do Real Madrid faz parte dos 26 convocados de Didier Deschamps para a fase final do Euro-2020, onde a atual campeã do mundo terá pela frente Portugal, Alemanha e Hungria na fase de grupos.

 

Didier Deschamps na TF1.

 

Guarda-redes: Hugo Lloris (Tottenham), Steve Mandanda (Marselha), Mike Maignan (Lille);

Defesas: Benjamin Pavard (Bayern Munique), Léo Dubois (Lyon), Raphael Varane (Real Madrid), Kurt Zouma (Chelsea), Presnel Kimpembe (PSG), Clément Lenglet (Barcelona), Lucas Hernandez (Bayern Munique), Lucas Digne (Everton), Jules Koundé (Sevilha);

Médios: N’Golo Kanté (Chelsea), Paul Pogba (Man. United), Adrien Rabiot (Juventus), Corentin Tolisso (Bayern Munique), Moussa Sissoko (Tottenham), Thomas Lemar (Atlético Madrid);

Avançados: Marcus Thuram (Borussia Monchengladbach), Kingsley Coman (Bayern Munique), Kylian Mbappé (PSG), Antoine Griezmann (Barcelona), Olivier Giroud (Chelsea), Karim Benzema (Real Madrid), Wissam Ben Yedder (Mónaco), Ousmane Dembélé (Barcelona)

https://twitter.com/equipedefrance/status/1394720179997839362

 

Didier Deschamps sobre a chamada de Benzema. (TF1)

Boavista quebrou monopólio dos ‘grandes’ há 20 anos com inédito título na I Liga

O Boavista conquistou o único título de campeão da I Liga portuguesa de futebol há 20 anos, replicando uma proeza exclusiva do Belenenses, que, 55 anos antes, se intrometera na hegemonia de Benfica, FC Porto e Sporting.

Em 18 de maio de 2001, os ‘axadrezados’ venceram na receção ao já despromovido Desportivo das Aves (3-0), com um autogolo de José Soares e tentos dos brasileiros Elpídio Silva e Whelliton, confirmando o cetro a uma jornada do final do campeonato.

Depois de cinco Taças de Portugal e três Supertaças, o Boavista lograva erguer o maior troféu do futebol nacional em 117 anos de história, com 23 vitórias, oito empates e três derrotas, uma das quais nas Antas, à 34.ª e última ronda, já com a festa consumada.

Esse ‘Boavistão’ de Jaime Pacheco proporcionou meses de grande frustração nas hostes dos três clubes mais titulados do futebol português, que fixaram um recorde conjunto de 26 desaires, suplantando o então recorde vigente de 20 na longínqua época de 1949/50.

O Boavista contabilizou 77 pontos, um acima do FC Porto, segundo, que se ressentiu da venda do brasileiro Mário Jardel – ‘artilheiro’ da I Liga de 1996 a 2000, e, depois, em 2001/02 – aos turcos do Galatasaray e ficou-se pelo triunfo na Taça de Portugal, numa final com o Marítimo (2-0).

Quebrado um ‘jejum’ de 18 anos, o Sporting partia como principal favorito ao título e viu João Vieira Pinto mudar-se da Luz para Alvalade, mas nunca alcançou o topo, falhou o ‘bicampeonato’, que persegue desde 1953/54, e terminou em terceiro, com 62 pontos.

Já o Benfica, selou a sua pior época de sempre, em sexto, com 54 pontos, atrás de Sporting de Braga (quarto, com 57) e União de Leiria (quinto, com 56), ficando ausente das provas continentais pela primeira vez desde 1959/60, época anterior ao primeiro cetro europeu.

A equipa de Jaime Pacheco teve um arranque irregular e, apesar de ter derrotado as ‘águias’ (1-0), era sétima à sexta jornada, na qual o Sporting de Braga, líder desde a terceira, foi superado pelo FC Porto, que, à 12.ª, já tinha mais oito pontos face ao rival citadino.

Afastado na segunda eliminatória da Taça UEFA pela Roma, que se sagraria campeã italiana em 2000/01, o Boavista empatou nessa ronda em Alvalade (0-0), mas, logo a seguir, capitalizou a derrota ‘azul e branca’ em Braga (2-1) na receção ao Alverca (5-1).

Se os ‘axadrezados’ encarrilaram três vitórias seguidas, incluindo o regresso aos triunfos fora ao fim de quase quatro meses (2-0 ao Gil Vicente, à 14.ª jornada), o FC Porto voltou, uma semana depois, a perder, em Leiria (3-1), e encurtou a vantagem para dois pontos.

O dérbi da Invicta assinalou o final da primeira volta em 13 de janeiro de 2001, em pleno dia de abertura do evento Porto – Capital Europeia da Cultura 2001, quando um golo solitário de Martelinho assinalou a passagem de testemunho no comando da I Liga.

A equipa de Jaime Pacheco voltava ao lugar que dividira com vários clubes nas duas jornadas iniciais e somava 38 pontos, um acima do FC Porto, segundo, dois face ao Sporting, terceiro, seis sobre o Braga, quarto, e mais sete do que o Benfica, quinto.

O Boavista manteve a cadência na segunda metade da prova e respondeu de pronto ao desaire em Braga (3-1), único ‘carrasco’ na primeira volta, com um ‘nulo’ na Luz, à 22.ª ronda, que arruinou a recuperação do Benfica, que surgia em segundo, a dois pontos.

Se as ‘águias’ já distavam 11 pontos do topo três jornadas depois, as ‘panteras’ juntaram outros tantos triunfos e beneficiaram nesse fim de semana da igualdade a duas bolas entre ‘dragões’ e ‘leões’, que deixou ambos a seis pontos da formação do Bessa.

Essa vantagem foi reduzida logo a seguir para quatro com um empate no Marítimo (1-1), ‘carrasco’ nas meias-finais da Taça de Portugal, à 26.ª jornada, quando João Loureiro assumiu a candidatura ao título, depois de ter conversado com treinadores e jogadores.

Com sete vitórias seguidas, o Boavista afastou o Sporting da corrida à 29.ª jornada (1-0), com Martelinho de novo em evidência, e resistiu à pressão do FC Porto, que seguia na expectativa de algum deslize alheio para poder selar o título no segundo dérbi da época.

Tal não sucedeu e a equipa das ‘camisolas esquisitas’, epíteto projetado além-fronteiras nos anos noventa, eternizava um conto aos quadradinhos ‘axadrezados’ repleto de tostões, alma guerreira e superação numa cidade afeiçoada a festejar de azul e branco.

Pacheco apostou no tradicional 4-3-3, privilegiando os defesas Rui Óscar, Litos, Pedro Emanuel e Erivan à frente do guarda-redes Ricardo, os médios Petit e Rui Bento na cobertura a Erwin Sánchez e os alas Martelinho e Duda perto do avançado Whelliton.

O Boavista serviu-se da defesa menos batida face às cinco principais Ligas europeias (22 golos sofridos), das bolas paradas de Erwin Sánchez (10 tentos e 10 assistências) e do ‘pistoleiro’ Silva (11), longe dos 22 de Pena (FC Porto), ‘artilheiro’ desse campeonato.

As ‘panteras’ seriam vice-campeões na época seguinte, atrás do Sporting, repetindo 1998/99 e 1975/76, e somariam a terceira presença na Liga dos Campeões em 2002/03, numa época em que atingiram as meias-finais da Taça UEFA, arrebatada pelo FC Porto.

Na presidência desde 1997, em substituição do seu pai, Valentim, João Loureiro amealhava o título da I Liga à Taça de Portugal (1996/97) e à Supertaça (1997), além de ter vencido campeonatos nacionais em todos os escalões jovens e no futebol feminino.

A era dourada do Boavista seria abalada por influências judiciais, que afastaram o então líder máximo de 2007 a 2013, administrativas, ditando a descida à II Liga em 2008, no âmbito do processo ‘Apito Final’, revertida seis anos depois, e financeiras, na origem de uma travessia de cinco épocas (de 2009/10 a 2013/14) pelas divisões não profissionais.

https://twitter.com/boavistaoficial/status/1394620837731487752

 

 

Com Agência Lusa.