PR: Marcelo assume cinco missões e rejeita « messianismos presidenciais »

Marcelo Rebelo de Sousa assumiu hoje cinco missões para o seu segundo mandato como Presidente da República – melhor democracia, combate à covid-19, recuperação económica, coesão social e protagonismo internacional do país – e rejeitou « messianismos presidenciais ».

Na sua intervenção perante a Assembleia da República, após tomar posse para um segundo mandato, Marcelo Rebelo de Sousa declarou ser « o mesmo de há cinco anos », com « independência, espírito de compromisso e estabilidade, proximidade, afeto, preferência pelos excluídos », a pensar em primeiro lugar « nos que mais necessitam », como « os sem-abrigo, os com teto, mas sem habitação condigna » e também os idosos « que vivem em lares ou em casa em solidão ou velados por cuidadores formais ou informais ».

O chefe de Estado prometeu continuar a atuar « com independência, espírito de compromisso e estabilidade, proximidade, afeto, preferência pelos excluídos, honestidade, convergência no essencial, alternativa entre duas áreas fortes, sustentáveis e credíveis, rejeição de messianismos presidenciais, no exercício de poder ou na antecipada nostalgia do termo desse exercício ».

Ao longo do seu discurso, de cerca de vinte minutos, Marcelo Rebelo de Sousa elencou « cinco missões nacionais e presidenciais para os próximo cinco anos » e considerou que correspondem, no seu conjunto à afirmação de « um sempre renovado patriotismo, um patriotismo das pessoas, e não apenas do lugar, da memória, dos usos, das instituições, um patriotismo do futuro ».

Como « primeira prioridade », elegeu a defesa de uma « melhor democracia », em que « a tolerância, o respeito por todos os portugueses, para além do género, do credo, da cor da pele, das convicções pessoais, políticas e sociais não sejam sacrificados ao mito do português puro, da casta iluminada, dos antigos e novos privilegiados »

« Queremos uma democracia que seja ética republicana na limitação dos mandatos, convergência no regime e alternativa clara na governação, estabilidade sem pântano, justiça com segurança, renovação que evite rutura, antecipação que impeça decadência, proximidade que impossibilite deslumbramento, arrogância, abuso do poder », completou.

Como « segunda prioridade e a mais imediata », apontou o combate à propagação da covid-19 em Portugal, « em espírito da mais ampla unidade possível », para que haja menos mortos e casos de infeção e mais vacinação, testagem e rastreio. O chefe de Estado disse que é preciso « desconfinar com sensatez e sucesso » e « evitar nova exaustação das estruturas de saúde e dos seus heróis ».

« A terceira missão prioritária do Presidente da República cobre não apenas 2021, mas também os anos que se seguem. Durante esse tempo inevitavelmente mais longo, teremos de reconstruir a vida das pessoas, que é tudo ou quase tudo: emprego, rendimentos, empresas, mas também saúde mental, laços sociais, vivências e sonhos. É mais, muito mais do que recuperar, ou seja, regressar a 2019 ou a fevereiro de 2020. E essa é a terceira lição deste ano », acrescentou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, para isso, há que « manter e aperfeiçoar as medidas para a sobrevivência imediata do tecido social, do tecido económico e sua mais rápida reconstrução » e « usar os fundos europeus com clareza estratégica, boa gestão, transparência e eficácia, na resiliência social, na qualificação, na transição energética, no digital ».

« Só haverá, porém, verdadeira reconstrução se a pobreza se reduzir, os focos de carência alimentar extrema desaparecerem, as desigualdades se esbaterem, a exclusão diminuir, a clivagem entre gerações e entre territórios for superada », sustentou, apontando a coesão social como a sua « quarta missão prioritária ».

O Presidente da República assumiu como « quinta missão » aprofundar o protagonismo de Portugal no plano internacional como « plataforma entre culturas, oceanos e continentes, simbolizada pela eleição e pela desejável reeleição e António Guterres e pela abertura a todos os azimutes da presidência portuguesa no Conselho da União Europeia ».

Depois de elencar as suas cinco missões, Marcelo Rebelo de Sousa realçou o seu empenho na salvaguarda da « unidade nacional, com a salutar especificidade das regiões autónomas dos Açores e da Madeira », na valorização das Forças Armadas e deixou uma palavra para a « diáspora construtura de Portugais fora do território físico, mas dentro do território espiritual ».

Em seguida, referiu-se aos jovens, considerando que « não se satisfazem com as cinco missões nacionais e presidenciais » elencadas e nomeou mais « três causas concretas », também elas « nacionais e urgentes ».

« Desde já, num Portugal desigual e envelhecido, esperam mais e melhor Serviço Nacional de Saúde (SNS), peça chave da nossa democracia social. Num Portugal pouco competitivo, esperam mais e melhores condições às empresas para usarem em pleno os fundos europeus, atraírem investimento e enfrentarem com sucesso a competição externa, cá dentro e lá fora. Num mundo em aceleração, esperam ainda mais e melhor liderança portuguesa na luta pela ação climática », afirmou.

 

Com Agência Lusa.

Máquinas industriais roubadas em França encontradas num camião em Barcelos

GNR apanha camião em Barcelos com duas máquinas industriais roubadas em França, segundo informam os jornais O Minho e o JN.

A GNR recuperou, no sábado, em Barcelos, duas máquinas industriais, no valor de 48 mil euros, que haviam sido furtadas em França. Um homem de 27 anos foi constituído arguido e outros dois foram identificados.

Em comunicado, o Comando Territorial de Braga refere que, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Barcelos, no seguimento de uma denúncia em França, os militares foram informados que uma máquina industrial teria sido furtada e transportada para o norte de Portugal.

“Na sequência desta informação, foram realizadas diligências policiais que culminaram com a localização do veículo pesado de mercadorias que a transportava, acabando por ser intercetada na Circular de Barcelos”, refere a GNR.

Foto: GNR

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No camião, além da referida máquina industrial estava uma outra “que se suspeita ter sido furtada nos mesmos moldes”, tendo sido ambas apreendidas.

“As máquinas industriais serão restituídas aos legítimos proprietários”, realça a GNR.

Um homem de 27 anos foi constituído arguido e dois homens de 45 e 48 anos foram identificados.

Os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Barcelos.

 

Brasil. Condenações de Lula anuladas. Anne Hidalgo « feliz »

Anne Hidalgo, PR Argentino e outros políticos internacionais celebram anulação de condenações de Lula

PR Argentino e outros políticos internacionais celebram anulação de condenações de Lula

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O Presidente da Argentina, Alberto Fernández, e outros políticos internacionais como a autarca parisiense, Anne Hidalgo, ou a deputada do Bloco de Esquerda Joana Mortágua, comemoraram hoje a anulação das condenações do ex-mandatário brasileiro Lula da Silva.

« Celebro que Lula tenha sido reabilitado em todos os seus direitos políticos. Foram anuladas as condenações contra si, que foram ditadas com o único fim de persegui-lo e eliminá-lo da carreira política foram. Fez-se justiça! Lula Livre », escreveu Fernández na rede social Twitter.

Já a deputada portuguesa Joana Mortágua indicou que a prisão de Lula faz parte do « golpe contra a democracia no Brasil ».

« A anatomia completa do golpe contra a democracia no Brasil está por conhecer, mas é certo que passou pela decisão política de prender Lula da Silva. Passo a passo, essa injustiça vai sendo denunciada e corrigida », disse a deputada do Bloco de Esquerda, cuja mensagem foi republicada por Lula.

Do lado francês, a presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, declarou estar « muito feliz » por ter sido feita « justiça para Lula da Silva ».

« Após cinco anos de perseguição, todas as ações judiciais contra Lula da Silva foram anuladas! Lula está livre. O ‘juiz’ Moro e sua gangue repudiados. A magistratura brasileira recusa-se a fazer o trabalho político sujo », escreveu, por sua vez, o líder do partido de esquerda França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon.

De Espanha, o líder do Podemos, Pablo Iglesias, disse que Lula foi afastado da política para « abrir caminho para a extrema-direita ».

« O ‘lawfare'[uso estratégico do Direito para fins ilegítimos] contra Lula, para impedi-lo de ser candidato e abrir caminho para a extrema-direita, exemplifica o novo ‘modus operandi’ das grandes potências. No final das contas não deu em nada, mas hoje manda Bolsonaro no Brasil. Agora é para ganhar Lula. Punho levantado », indicou Iglesias.

O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro anulou hoje todos as condenações do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná, relacionadas com as investigações da Operação Lava Jato.

A decisão foi tomada pelo juiz Edson Fachin, que é o relator dos casos da Lava Jato no STF.

A anulação foi decretada na sequência da decisão de Fachin, de declarar a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos processos sobre a posse de um apartamento de luxo no Guarujá, estado de São Paulo, e de uma quinta em Atibaia, também em São Paulo, que haviam levado a duas condenações do ex-chefe de Estado brasileiro, em decisões das primeira e segunda instâncias.

Isto não quer dizer que o antigo chefe de Estado brasileiro tenha sido inocentado já que os processos serão remetidos para a justiça do Distrito Federal, que vai reavaliar os casos e pode receber novamente as denúncias e reiniciar os processos agora anulados.

Com a decisão, porém, Lula da Silva voltou a ser elegível e recuperou seus direitos políticos.

Lula, de 75 anos e que governou o Brasil entre 2003 e 2010, chegou a cumprir 580 dias de prisão, entre abril de 2018 e novembro de 2019 e, desde então, o ex-presidente recorre da sua sentença em liberdade condicional.

Em comunicado, o Instituto Lula indicou que, “infelizmente, a decisão tomada hoje chega tarde demais e depois de causar prejuízos irreparáveis não apenas ao Instituto e ao ex-presidente, mas também ao país e à própria Justiça”.

“Há cinco anos, já se sabia que a vara de Curitiba não era competente e que Lula jamais cometeu crime algum. Moro [ex-juiz da Lava Jato] criou uma farsa com promotores para criminalizar o Instituto, o ex-presidente e afastá-lo das eleições. É lamentável que o Brasil e a democracia tenham pagado um preço tão alto antes que essa injustiça fosse reconhecida. A verdade vencerá”, concluiu o Instituto.

Bolsonaro diz que brasileiros não querem Lula na corrida presidencial de 2022

 

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O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, afirmou hoje que acredita que o povo brasileiro não quer Lula da Silva a concorrer nas eleições presidenciais de 2022, após a anulação de todas as condenações do ex-chefe de Estado.

« Eu acredito que o povo brasileiro não queira sequer ter um candidato como esse em 2022, muito menos pensar numa possível eleição dele [Lula da Silva] », disse Bolsonaro, em declarações à rede televisiva CNN Brasil.

« As bandalheiras que esse Governo [do Partidos dos Trabalhadores, PT] fez estão claras perante toda a sociedade. (…) Os roubos, desvios na Petrobras foram enormes, na ordem de dois mil milhões de reais (290 milhões de euros, no câmbio atual) que o pessoal na delação premiada devolveu. Então foi uma administração realmente catastrófica do PT no Governo », argumentou o atual chefe de Estado.

Em causa está uma decisão ditada hoje pelo juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que anulou todas as condenações do ex-presidente Lula da Silva na Lava Jato.

Nesse sentido, Bolsonaro disse « não estranhar » a decisão de Edson Fachin, uma vez que o magistrado « sempre teve uma forte ligação » com o PT, do qual Lula é um dos fundadores.

« O juiz Fachin sempre teve uma forte ligação com o PT, então não nos estranha uma decisão nesse sentido. Obviamente é uma decisão monocrática, mas vai ter quer passar pela turma (outros juízes do STF) ou pelo plenário, para que tenha a devida eficácia », avaliou o mandatário à chegada ao Palácio da Alvorada, a sua residência oficial em Brasília.

Bolsonaro também destacou que a bolsa de valores de São Paulo caiu com a notícia da anulação das condenações de Lula e o dólar registou uma subida.

« A bolsa foi lá para baixo e o dólar foi para cima. Ou seja, todos nós sofremos com uma decisão como essa aí », frisou Bolsonaro, acrescentando que espera que o plenário do Supremo reverta a decisão de Fachin.

Efetivamente, o índice Ibovespa, principal referência da bolsa de São Paulo, caiu hoje 3,98%, num dia marcado pela anulação das condenações de Luiz Inácio Lula da Silva.

O STF brasileiro anulou hoje todos as condenações de Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná, relacionadas com as investigações da Operação Lava Jato.

A decisão foi tomada pelo juiz Edson Fachin, que é o relator dos casos da Lava Jato, e que foi indicado para o cargo de magistrado do Supremo pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

A anulação foi decretada na sequência da decisão de Fachin, de declarar a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos processos sobre a posse de um apartamento de luxo no Guarujá, estado de São Paulo, e de uma quinta em Atibaia, também em São Paulo, que haviam levado a duas condenações do ex-chefe de Estado brasileiro, em decisões das primeira e segunda instâncias.

Isto não quer dizer que o antigo chefe de Estado brasileiro tenha sido inocentado já que os processos serão remetidos para a justiça do Distrito Federal, que vai reavaliar os casos e pode receber novamente as denúncias e reiniciar os processos agora anulados.

Com a decisão, porém, Lula da Silva voltou a ser elegível e recuperou seus direitos políticos. No Brasil está em vigor a chamada lei da « ficha limpa », que proíbe condenados em segunda instância de disputarem eleições.

Lula, de 75 anos r que governou o Brasil entre 2003 e 2010, chegou a cumprir 580 dias de prisão, entre abril de 2018 e novembro de 2019 e, desde então, o ex-Presidente recorre da sua sentença em liberdade condicional.

Marcelo Rebelo de Sousa toma hoje posse para segundo mandato

PR Marcelo Rebelo de Sousa toma hoje posse para segundo mandato

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 Marcelo Rebelo de Sousa toma hoje posse para um segundo mandato como Presidente da República, pelas 10:30, perante o parlamento, com assistência reduzida devido à covid-19, e à tarde estará no Porto.

Reeleito nas eleições presidenciais de 24 de janeiro com 60,67% dos votos expressos, o professor catedrático de direito jubilado, de 72, antigo deputado constituinte, irá prestar a juramento sobre o original da Constituição da República Portuguesa.

Nos termos da Constituição, o Presidente da República eleito toma posse perante o parlamento, prestando a seguinte declaração de compromisso: « Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa ».

A cerimónia de posse e juramento na Assembleia da República terá uma assistência na Sala das Sessões reduzida a menos de cem pessoas, com 50 dos 230 deputados, seis membros do Governo e os convidados limitados às mais altas precedências do Protocolo do Estado Português.

Após a leitura e assinatura do auto de posse, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues usará da palavra, para saudar o chefe de Estado, e em seguida Marcelo Rebelo de Sousa fará a primeira intervenção do seu segundo mandato.

De São Bento, o Presidente da República seguirá para o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde irá depositar coroas de flores nos túmulos de Luís de Camões e Vasco da Gama.

A chegada ao Palácio de Belém, com guarda de honra junto ao portão principal, está prevista para as 12:15. Na Sala das Bicas, Marcelo Rebelo de Sousa receberá a banda das três ordens, símbolo do Presidente da República e grão-mestre das ordens honoríficas portuguesas.

Durante a tarde, Marcelo Rebelo de Sousa estará no Porto, onde terá um encontro com o presidente da Câmara Municipal, Rui Moreira, pelas 14:30, antes de presidir a uma cerimónia ecuménica com representantes de várias confissões religiosas presentes em Portugal, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelas 15:30.

Marcelo Rebelo de Sousa irá ainda visitar o Centro Cultural Islâmico do Porto, às 16:30, antes de regressar a Lisboa.

Quando tomou posse como Presidente da República, há cinco anos, em 09 de março de 2016, Marcelo Rebelo de Sousa chegou a pé à Assembleia da República, furando o protocolo.

O programa da sua posse teve um formato original, que se prolongou durante todo o dia, incluindo um encontro ecuménico na Mesquita de Lisboa e um concerto na Praça do Município – e na altura estendeu-se também ao Porto, mas dois dias mais tarde, com visitas à Câmara, ao bairro do Cerco e a uma exposição.

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a sua recandidatura ao cargo de Presidente da República em 07 de dezembro do ano passado, sozinho, numa pastelaria junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, espaço onde funcionou a sua sede de campanha nas presidenciais de 2016.

No atual quadro de pandemia de covid-19, e com o país em estado de emergência, declarou que nunca sairia a meio desta « caminhada exigente e penosa » e que era « exatamente o mesmo que avançou há cinco anos », empenhado em estabilizar e unir os portugueses, para vencer a atual crise.

A sua recandidatura foi apoiada formalmente por PSD e CDS-PP, enquanto o PS no Governo optou por não dar apoio a nenhum candidato, mas aprovou uma moção com uma « avaliação positiva » do seu primeiro mandato.

Durante a campanha para as presidenciais de 24 de janeiro, o antigo presidente do PSD disse em entrevista à TVI que esperava um segundo mandato « mais difícil », identificando « mais pulverização » no sistema partidário, quer à esquerda, quer à direita.

No seu discurso de vitória na noite eleitoral, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou « ter a noção de que os portugueses, ao reforçarem o seu voto, querem mais e melhor » em proximidade, estabilidade, exigência, acrescentando: « Entendi esse sinal e dele retirarei as devidas ilações ».

Benfica vence Belenenses SAD com ‘bis’ de Seferovic

O Benfica venceu hoje o Belenenses SAD por 3-0, com um ‘bis’ de Seferovic, e mantém-se próximo do terceiro lugar, em jogo da 22ª jornada da I Liga de futebol.

Após uma primeira parte sem golos, os ‘encarnados’ entraram com outra atitude na segunda metade e, no espaço de 10 minutos, construiram o resultado, com golos de Seferovic (55 e 58) e Lucas Veríssimo (65), defesa-central reforço no mercado de inverno e que assim se estreou a marcar pelas ‘águias’.

Com esta vitória, o Benfica mantém-se no quarto lugar, agora com 45 pontos, menos um do que o Sporting de Braga, terceiro, mas que apenas cumpre o seu jogo da ronda na terça-feira, na receção ao rival Vitória de Guimarães, e dois do que o FC Porto, segundo, enquanto o Belenenses SAD é 12º, com 22.

 

Resultados da 22.ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 05 mar:

Paços de Ferreira – Nacional, 2-1 (2-0 ao intervalo)

Sporting – Santa Clara, 2-1 (1-0)

 

– Sábado, 06 mar:

Portimonense – Tondela, 3-0 (2-0)

Gil Vicente – FC Porto, 0-2 (0-1)

Boavista – Famalicão, 3-0 (1-0)

 

– Domingo, 07 mar:

Marítimo – Moreirense, 0-2 (0-1)

Rio Ave – Farense, 2-0 (1-0)

 

– Segunda-feira, 08 mar:

Belenenses SAD – Benfica, 0-3 (0-0)

 

– Terça-feira, 09 mar:

Sporting de Braga – Vitória de Guimarães, 22:45

 

Com Agência Lusa.

 

Covid-19/França. 2 milhões de pessoas vacinadas com 2 doses. Mais 359 mortos em 24h

Covid-19: Quase 2 milhões de pessoas em França já foram vacinadas com duas doses. Mas há mais 359 mortos em 24 horas.

Covid-19: Quase 2 milhões de pessoas em França já foram vacinadas com duas doses

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Em França 1.988.752 pessoas já receberam as duas doses de vacina contra a covid-19, mas os números continuam da pandemia continuam a degradar-se com 359 mortos registados hoje, segundo anunciaram as autoridades francesas de saúde.

 

No total, a França já vacinou 3.978.421 pessoas com a primeira dose da vacina, o que representa cerca de 5,9% da população total do país. Maioritariamente trata-se de pessoas com mais de 75 anos, muitas delas que vivem em lares e outras instituições de acolhimento.

No entanto, e apesar da progressão do esforço de vacinação, os números em algumas regiões como Île-de-France, onde se situa Paris, ou Hauts-de-Seine, também junto à capital, continuam a degradar-se.

Com a morte de 359 pessoas registada hoje, o número total de óbitos devido à pandemia é de 88.933.

Há atualmente 25.195 pessoas internadas nos hospitais devido ao vírus e 3.849 desses pacientes estão nos cuidados intensivos, um aumento de 106 pessoas face à véspera.

O número de novos casos em França desde domingo foi de 5.327, fazendo assim com que já tenham sido registados 3.909.560 casos positivos em todo o país.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.593.872 mortos no mundo, resultantes de mais de 116,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Milton Mendes abandona comando técnico do Marítimo, Famalicão despede Silas e contrata Ivo Vieira

O brasileiro Milton Mendes abandonou o comando técnico do Marítimo, atual último classificado da I Liga de futebol, disse hoje o próprio treinador à saída de uma reunião com o presidente ‘verde rubro’.

O técnico, que esteve reunido com Carlos Pereira, deixa o clube insular no último lugar da tabela, com 18 pontos, e constitui a segunda ‘chicotada’ no Marítimo, depois da saída de Lito Vidigal, à oitava jornada.

O treinador brasileiro orientava a formação de sub-23 do conjunto ‘verde rubro’ quando assumiu o comando técnico da equipa principal em dezembro, tendo se mantido no cargo depois de ter alcançado alguns resultados positivos.

A derrota 2-0 na receção de domingo ao Moreirense, em jogo da 22.ª jornada do campeonato, ditou o fim da linha para Milton Mendes, que viu o Marítimo somar a oitava jornada consecutiva sem vencer.

O técnico já não orientou o treino de hoje, mas subiu ao relvado para se despedir da equipa.

Entrtanto, o Famalicão anunciou a rescisão de contrato com o treinador Jorge Silas e a contratação de Ivo Vieira para o comando da equipa principal, atual 17ª e penúltima classificada da I Liga de futebol.

Em dois comunicados quase simultâneos, os minhotos deram conta de um acordo para a rescisão com o técnico que tinha contratado no início do mês de fevereiro, e que comandou a equipa apenas em seis jogos, e a contratação de Ivo Vieira, de 45 anos.

O novo treinador do Famalicão, que conta com mais de 130 jogos no principal escalão do futebol nacional, estava sem clube desde o início de fevereiro, quando deixou o comando do Al-Wehda, da Arábia Saudita

Ivo Vieira conta ainda no seu currículo com passagens por Marítimo, Desportivo das Aves, Académica de Coimbra, Estoril Praia, Moreirense e Vitória de Guimarães, este último o clube que orientou na época passada.

O emblema famalicense não revelou a duração do vínculo acertado hoje com Ivo Vieira.

O treinador vai herdar a equipa em lugar de descida de divisão [penúltimo classificado, com 19 pontos], sendo o terceiro técnico dos minhotos esta temporada, depois de João Pedro Sousa, que foi rendido por Silas.

Silas, contratado em fevereiro por época e meia, esteve apenas seis jogos no comando dos nortenhos, conseguindo nesse período uma vitória e dois empates, mas não resistindo a última derrota, no sábado, frente ao Boavista, que ditou o ponto final da ligação, que, segundo o clube, foi acertada por « mútuo acordo ».

 

Com Agência Lusa.

Covid-19/Portugal. Mais 25 mortos e 365 infetados. Números em sensível baixa

Covid-19: Portugal regista mais 25 mortes e 365 novos casos de infeção

 

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Portugal registou hoje 25 mortes relacionadas com a covid-19 e 365 novos casos de infeção com o novo coronavírus, o valor mais baixo desde 07 de setembro, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim da DGS revela que estão internados 1.403 doentes (menos 11 do que no domingo), o valor mais baixo desde 22 de outubro, dia em que estavam hospitalizadas 1.365 pessoas.

Nos cuidados intensivos Portugal tem hoje 342 doentes (menos 12 em relação a domingo), o valor mais baixo desde 06 de novembro, dia em que estavam 340 pessoas nestas unidades.

Pandemia. “Turistas e emigrantes introduzem novas variantes em Portugal”

Pandemia continua perigosa. “Turistas e emigrantes introduzem novas variantes em Portugal”. A Páscoa deverá continuar com limitações sérias à circulação, celebrações religiosas e reuniões de família.

 

 

Daniel Ribeiro, Alfa/Lisboa

 

 

Especialista João Paulo Gomes, do reputado Instituto Ricardo Jorge de Lisboa, alerta para que, com diversos países a desconfinar mesmo que ligeiramente (e também Portugal), as variantes já conhecidas do novo coronavírus estão a circular mais e novas variantes vão surgir e propagar-se novamente com mais incidência do que até agora.

 

O que « é preocupante », alertou hoje numa reunião do Infarmed, em Lisboa, que se destinava a preparar um provável desconfinamento parcial em Portugal.

 

O especialista, que foi ouvido designadamente pelo Presidente da República, Primeiro-ministro, diversos ministros e outros investigadores exige uma atenção redobrada em todo o processo de desconfinamento, referindo-se designadamente ao controlo das fronteiras e aeroportos tanto para estrangeiros como para emigrantes portugueses que entrem no país.

 

“Não tenho dúvidas de (as novas variantes) potenciaram o crescimento de casos nas últimas semanas. Em dezembro houve a ocorrência de um elevado número de introduções desta variante oriunda do Reino Unido, tanto através de turistas como de emigrantes portugueses. Tivemos acesso a muitas amostras no aeroporto e percebemos que muitos vieram infetados. Mas só conseguimos monitorizar isso a partir do momento em que os testes começaram a ser dirigidos às pessoas que vinham do Reino Unido, porque no início de dezembro não precisavam de ser testadas. Suspeitamos que durante as primeiras três semanas ocorreram muitas introduções sem serem detetadas e cada uma originou uma cadeia de transmissão”, declarou.

 

Segundo João Paulo Gomes, 65% dos casos de covid-19 em Portugal têm neste momento origem na variante britânica que é, segundo ele, muito mais transmissível que todas as outras », reforça especialista do Instituto Ricardo Jorge. “Cresceu cerca de 20% na última semana”, informou.

 

O especialista alertou para uma atenção redobrada em todo o processo de desconfinamento, referindo-se ao controlo das fronteiras e aeroportos e citou designadamente os viajantes vindos de França, da Grã-Bretanha, de Espanha e de Itália.

 

Segundo o que se prevê, depois da reunião de hoje, em Lisboa, Portugal poderá começar a desconfinar a 15 de março, mas muito parcialmente, apenas nas creches, escolas primárias e de primeiro ciclo.

 

A Páscoa deverá continuar com limitações sérias à circulação, celebrações religiosas e reuniões de família.

8 de março. Marcelo « das palavras aos atos ». Mais mulheres na sua equipa

Marcelo afirma que quis passar « das palavras aos atos » com mais mulheres na sua equipa

Marcelo afirma que quis passar das palavras aos atos com mais mulheres na sua equipa

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 O Presidente da República considerou hoje que os passos dados para salvaguardar a igualdade de género em Portugal não são ainda suficientes e afirmou que quis passar « das palavras aos atos » com mais mulheres na sua equipa.

Numa nota publicada no portal da Presidência da República na Internet, para assinalar o Dia Internacional da Mulher, Marcelo Rebelo de Sousa assinala que no seu segundo mandato terá mais de 60% de mulheres entre os consultores da sua Casa Civil.

Segundo o chefe de Estado, « muito foi feito » na democracia portuguesa « para mitigar a discriminação contra as mulheres ».

No seu entender, « os passos já dados para salvaguardar a igualdade na Lei, na Constituição, e na família, na revisão do Código Civil, na paridade no emprego, nos salários, nos cargos de direção, na política, nas responsabilidades familiares e domésticas, na proteção contra a violência, embora decisivos, não são, porém, ainda suficientes ».

Nesta nota a propósito do Dia Internacional da Mulher, ao fim de um « ano marcado tragicamente pela covid-19 », Marcelo Rebelo de Sousa começa por « exaltar o papel infatigável das mulheres nos serviços públicos e em todas esferas da sociedade no combate à doença ».

« No apoio às vítimas, no acompanhamento e conforto dos seus familiares em tempos particularmente exigentes, quando elas mesmas se sentem tantas vezes esgotadas pelas circunstâncias – e até confrontadas, nos seus lares, nos seus empregos, nos seus transportes, na via pública, com a discriminação, o assédio, a violência », acrescenta.

Dirigindo-se « a todas as mulheres e em especial àquelas cuja invisibilidade, medo e desânimo são sofridos em silêncio, não só ao longo deste ano, mas ao longo das suas vidas », o chefe de Estado expressa « o seu reconhecimento solidário, o seu agradecimento sincero e uma palavra de esperança ».

Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República nas eleições presidenciais de 24 de janeiro passado, com 60,67% dos votos expressos, e vai tomar posse para um segundo mandato na terça-feira, perante o parlamento.

Fonte de Belém disse à agência Lusa que, sem contar com o secretariado e com a equipa de imagem, a partir de 09 de março, passará a haver 21 mulheres e 12 homens na Casa Civil – que deixará de ter assessores e terá apenas consultores – e na Casa Militar serão três mulheres e quatro homens na Casa Militar, incluindo os chefes das duas casas.

Na Casa Militar não haverá mudanças na proporção por género. Na Casa Civil, neste final de primeiro mandato a maioria é masculina, com 16 homens e 11 mulheres, situação que se irá inverter.

A lista de 24 mulheres com estudos superiores na nova equipa de Marcelo Rebelo de Sousa, a que a Lusa teve acesso, inclui 12 que já estavam em Belém e 12 que irão entrar no segundo mandato, que começa na terça-feira.

Entre os novos rostos estão Djaimilia Pereira de Oliveira, escritora, doutorada em Letras, Inês Domingos, docente da Universidade Católica, mestre em Economia, ex-deputada do PSD, Isabel Aldir, médica, diretora do Programa Nacional contra o HIV e a Tuberculose, e Maria Amélia Paiva, diplomata, embaixadora em Moçambique.

Patrícia Fonseca, engenheira agrónoma, ex-deputada do CDS-PP, Zita Martins, professora do Instituto Superior Técnico, doutorada em Astrobiologia, Rita Saias, jurista, presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), e Ana Patrícia Pereira, major da GNR, são outros dos novos elementos femininos na equipa do Presidente da República.