Covid-19/Portugal: Mais 225 mortos e 7.914 casos. Sinais de esperança

Covid-19: Portugal com 225 mortes e 7.914 casos de infeção nas últimas 24 horas – boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS)

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Registado hoje o número de mortos mais baixo em duas semanas. 

Boletim da DGS assinala 225 mortos – o valor mais baixo desde 21 de janeiro – e 7.914 novos casos, menos de metade dos 16.432 de há uma semana.

Há notícias melhores também sobre os internados nos hospitais: há menos 188 do que na quarta-feira, a redução mais significativa da pandemia em 24 horas. Há agora 6.496 hospitalizados.

 

Despacho da Lusa/Fonte DGS: 
Portugal registou hoje 225 mortes relacionadas com a covid-19 e 7.914 casos de infeção com o novo coronavirus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim da DGS revela também que estão internadas 6.496 pessoas, menos 188 do que na quarta-feira, das quais 863 em unidades de cuidados intensivos, menos 14.

Há quatro dias que o número total de mortos está a descer.

Os dados de hoje revelam ainda que 10.760 pessoas foram dadas como recuperadas, fazendo subir para 573.934 o número de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020. Hoje foi assim o quarto dia consecutivo em que o número de recuperados superou o de novas infeções.

Desde março de 2020, Portugal já registou 13.482 mortes associadas à covid-19 e 748.858 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 161.442 casos, menos 3.071 do que na quarta-feira.

O número de casos ativos em Portugal regista também um decréscimo nos últimos dias depois de um máximo atingido a 29 de janeiro de 181.811.

As autoridades de saúde têm em vigilância 204.336 contactos, menos 4.925 relativamente ao dia anterior.

 

Leia mais aqui:

Covid-19/Portugal. Confinamento reduziu contágios em 40% numa semana

 

Pandemia aumenta mortalidade e número de doentes graves não-covid. Opinião

Pandemia aumenta a mortalidade de pessoas com outras doenças e o número de doentes graves não-covid em todo o mundo.

O Dia Mundial contra o Cancro, esta quinta-feira, 04, serviu para sublinhar isto: é urgente reabrir espaços nos hospitais, relançar rastreios generalizados e não concentrar os meios apenas na guerra contra o covid.

Cirurgias, diagnósticos e operações de rastreio foram adiadas.

Crónica de Daniel Ribeiro para ouvir na Rádio Alfa, na sexta-feira, 05, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

 

Covid-19/Portugal. Confinamento reduziu contágios em 40% numa semana

Covid-19. Confinamento reduziu contágios em 40% numa semana, informa o jornal Público

Apesar de os números de internados e de óbitos continuarem elevados, a taxa de transmissibilidade diminuiu entre 35% e 40% no espaço de uma semana. “É raro termos uma situação em que se vê uma causa-efeito tão imediata”, admitiu Pedro Simões Coelho, coordenador do projeto covid-19 Insights, ao “Público”.

 « A eficácia de um confinamento vê-se pela queda da taxa de transmissibilidade », disse o perito ao jornal. « Essa taxa é o produto de dois elementos: taxa de contacto – sobretudo representada pela mobilidade – e a probabilidade de transmissão – representada pelas características do vírus e pelas barreiras de proteção que usamos », acrescentou.

Esta diminuição do número de novos casos diários verificou-se a partir do momento em que foram reforçadas as medidas restritivas, como o encerramento das escolas e se registou menor número de pessoas nos transportes públicos, diminuição da presença nos locais de trabalho e em zonas de restauração.

« É raro termos uma situação em que se vê uma causa-efeito tão imediata. », concluiu Pedro Simões Coelho.

Covid-19/Bélgica. Vacina da AstraZeneca não será administrada a maiores de 55 anos

Covid-19. Vacina da AstraZeneca não será administrada a maiores de 55 anos na Bélgica

A decisão belga foi anunciada pelo ministro da Saúde Pública do país, após um parecer provisório do Conselho Superior de Saúde considerar que não existem dados suficientes disponíveis sobre eficácia da vacina em idosos.

Outros países europeus também colocam reservas a esta vacina. Leia mais aqui:

Covid-19. França, Alemanha e outros países não recomendam a vacina AstraZeneca para maiores de 65 anos

Covid-19/Portugal. Números continuam a baixar. Mais 240 mortos e 9083 infetados em 24h

Números ainda são muito elevados, mas continuam nesta quarta-feira a baixar em Portugal.

Covid-19:  Mais 240 mortes, 9083 infetados e 11.218 recuperados em Portugal, segundo o boletim diário da DGS desta terça-feira, 03.

A principal preocupação continua a ser a região de Lisboa e do Vale do Tejo, onde se verificam as situações de crise mais difíceis e com números de casos mais altos.

Situação nos hospitais permanece saturada: o boletim da DGS indica que estão internadas 6.684 pessoas, menos 91 do que na terça-feira, das quais 877 em unidades de cuidados intensivos, mais 25.

Covid-19. Trafulhices, desvio de vacinas, egoísmo e nacionalismos nas vacinas. Opinião

Em Portugal, pessoas com poder passam à frente de outros (definidos como prioritários) na vacinação. É, no mínimo, uma trafulhice ou um egoísmo exasperantes.

Mas, no que respeita à distribuição de vacinas no mundo, também impera o egoísmo e o nacionalismo. Quem pode açambarca o maior número de vacinas possíveis. É, no mínimo, horrível.

Ouça aqui a última crónica de Daniel Ribeiro na Rádio Alfa:

 

 

 

Eleições portuguesas na diáspora. Deputados defendem interesses da emigração ou do partido? Opinião

O PSD, o PS e os votos no estrangeiro para as eleições em Portugal: o voto presencial, o por correspondência e o eletrónico.

Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, pergunta se os deputados eleitos na diáspora defendem os interesses da emigração ou os interesses dos seus partidos.

Crónica para ouvir, na Rádio Alfa, na quinta-feira, 04, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

O dilema do voto dos portugueses no estrangeiro. Opinião. Paulo Pisco

O dilema do voto dos portugueses no estrangeiro – artigo publicado pelo deputado socialista Paulo Pisco no jornal Público.

Apesar de ter havido progressos nas modalidades de voto e nas condições de votação, está ainda longe de ser ganha a batalha de conseguir que o exercício do direito de voto seja ao mesmo tempo universal e seguro, fundamental para a proteção da democracia.

De cada vez que se realizam eleições, os elevados níveis de abstenção dos eleitores no estrangeiro e a frustração de muitos cidadãos que não conseguiram votar são sempre tema de notícia e de preocupação. Merecem atenção, por isso, tanto as eleições presidenciais, cujo voto é exercido presencialmente nos consulados, como a votação para a Assembleia da República, que se realiza por correspondência, com a possibilidade, desde as últimas eleições, de opção pelo voto presencial, fundamental nos países onde os correios funcionam mal.

Apesar de ter havido progressos nas modalidades de voto e nas condições de votação, está ainda longe de ser ganha a batalha de conseguir que o exercício do direito de voto seja ao mesmo tempo universal e seguro, fundamental para a proteção da democracia. Por isso, estamos perante um grande dilema, porque os sistemas de voto atualmente utilizados apresentam tantos prós como contras.

O grande desafio para os legisladores é procurar as melhores formas de garantir a participação universal, a segurança técnica, o sigilo e a verdade eleitoral. E é evidente que os sistemas de votação podem sempre ser aperfeiçoados, em termos de fiabilidade, combate ao desperdício de votos e para evitar que tantos eleitores sintam a frustração de não conseguirem votar, seja qual for a razão.

Não obstante o recenseamento automático implementado em 2018 ter trazido para a cidadania mais de um milhão e cem mil novos eleitores, a verdade é que não se pode ignorar o facto de ter havido cerca de um milhão e duzentos mil eleitores que não votaram nas eleições legislativas e cerca de um milhão e quatrocentos mil que não votaram agora nas presidenciais, sendo que no primeiro caso o número de votantes foi cerca de seis vezes superior e no segundo um pouco mais que o dobro relativamente aos respetivos atos eleitorais anteriores.

Existem, portanto, duas modalidades de voto consagradas na Lei, a presencial, para a Presidência da República, que se realiza num círculo único que engloba os eleitores do território nacional e os do estrangeiro, e por correio, em que os quatro deputados ao Parlamento são eleitos em dois círculos eleitorais, Europa e Fora da Europa, entre os 22 círculos para elegerem 230 deputados.

Na votação por correspondência, há sempre maior participação (em torno dos 10%), mas há um enorme desperdício de votos, entre os que não chegam ao destino ou a tempo de ser contabilizados ou que são anulados na mesa de contagem, como aconteceu nas últimas legislativas, em que foram anulados 35 mil votos em 160 mil. Além disso, é preciso contar com a ineficiência ou perturbações nos correios em vários países.

Mas o mais preocupante são os casos recorrentes que põem em causa a verdade e transparência eleitoral, como a utilização privilegiada de endereços dos eleitores ou a recolha de votos porta a porta. O caso ocorrido nas legislativas de 2015 é paradigmático, visto um candidato totalmente desconhecido a concorrer pelo inexpressivo Nos! Cidadãos ter quase sido eleito de uma forma que levantou muitas suspeitas, por ter obtido, só em Macau/China, 2532 votos e apenas 99 em dezenas dos restantes países do círculo de Fora da Europa.

O voto presencial é o mais fidedigno de todos. Cada um é senhor do seu voto e os resultados são conhecidos no próprio dia, ao contrário das eleições para a Assembleia da República, em que só são conhecidos dez dias depois das eleições, atrasando a tomada de posse do Governo para além do razoável. Mas tem um enorme senão. Milhares de inscritos nos cadernos eleitorais ficam impossibilitados de votar devido às enormes distâncias que têm de percorrer para chegar ao posto consular. E isto é tão inaceitável do ponto de vista da igualdade de oportunidades eleitorais como a possibilidade de haver qualquer tipo de fraude com os votos.

Finalmente, existe uma terceira via, de que se tem falado muito, que é o voto eletrónico de forma remota, que, dada a dimensão e dispersão das comunidades portuguesas no mundo, seria a modalidade que melhor garantiria uma participação universal. Só por isso vale a pena tentar implementar um sistema de voto on line que garanta a inviolabilidade do sistema e a verificabilidade dos resultados, o que representa um grande desafio técnico. Pode parecer fácil, mas não é. Se fosse, não haveria apenas, atualmente, um único país no mundo com a votação por Internet, a Estónia.

Independentemente de tudo, os portugueses residentes no estrangeiro, merecem, todos eles, ter condições para participar nas eleições, tal como acontece em Portugal, em que só não vota quem não quer.

Covid-19: Banco Alimentar do Porto com aumento de 600% nos pedidos de ajuda

Covid-19: Banco Alimentar do Porto com aumento de 600% nos pedidos de ajuda

 

Alfa/Lusa

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 O Banco Alimentar do Porto registou um aumento de 600% dos pedidos de ajuda desde o início da pandemia, revelou hoje a responsável do serviço social, acrescentando que, neste momento, a instituição apoia 60.000 pessoas no distrito do Porto.

“Os pedidos de ajuda têm aumentado e o perfil das pessoas que pedem ajuda também mudou radicalmente”, afirmou hoje, em declarações à Lusa, Inês Pinto Cardoso.

Se antes da pandemia os pedidos eram, na sua maioria, provenientes de pessoas com o Rendimento Social de Inserção (RSI) ou reformados, neste momento, os pedidos que chegam ao Banco Alimentar Contra a Fome do Porto são, essencialmente, de “pessoas que perderam o emprego e que nunca se imaginaram a passar por esta situação”.

De acordo com a responsável, em 2019, o Banco Alimentar do Porto recebeu diretamente 71 pedidos de ajuda que, encaminhou para as instituições sociais do distrito, e em 2020, os pedidos ultrapassaram as “mais de 500 pessoas”.

“A maioria das pessoas que pede neste momento ajuda alimentar nunca a recebeu e nunca se imaginou nesta situação”, salientou a responsável, acrescentando que algumas pessoas “sentem vergonha em pedir ajuda”.

Segundo Inês Pinto Cardoso, a maioria das pessoas que pedem ajuda pertencem a faixas etárias mais jovens e em geral pedem porque « perderam os seus empregos ou tinham contratos de trabalho precário”.

“As faixas etárias dos pedidos também se alteraram. Neste momento, estamos a receber mais pedidos de ajuda de pessoas nas faixas etárias entre os 20 e 45/50 anos”, esclareceu, acrescentando que « já há pessoas em situação limite, que não têm alimentação em casa ».

Neste momento, o Banco Alimentar Contra a Fome do Porto está a ajudar mais de 60.000 pessoas, 25.000 das quais através de cabazes alimentares e as restantes através das 300 instituições que apoia e que servem refeições sociais à população mais vulnerável como idosos, crianças vítimas de maus-tratos, jovens grávidas e vítimas de violência doméstica.

Para dar resposta aos pedidos de ajuda, o Banco Alimentar do Porto têm feito um “enorme esforço diário para obter donativos e angariar as quantidades necessárias”.

“Para o mês de fevereiro vamos precisar de cerca de 93 toneladas só de alimentos secos, como o arroz, massa, bolachas, leguminosas, conservas e leite”, revelou.

Além de pedidos de ajuda alimentar, foram várias as pessoas que pediram também auxílio ao Banco Alimentar do Porto para fazer face a outras despesas como a luz, água, renda, sendo que nesses casos a instituição “sinaliza os pedidos”.

“Não podemos nem conseguimos auxiliar nessas áreas, o que fazemos é sinalizar os pedidos e ficar com esses registos para informar as instituições”, esclareceu.

À Lusa, Inês Pinto Cardoso admitiu temer que, devido ao novo confinamento, a situação se agrave, afirmando que “os próximos dois anos vão ser difíceis”.

O Banco Alimentar Contra a Fome do Porto é composto por uma equipa de 13 funcionários e mais de 600 voluntários.

O distrito do Porto contabilizou em dezembro 84.073 inscritos nos centros de emprego, mais 17.440 relativamente a fevereiro, mês que antecedeu o primeiro confinamento devido à covid-19, segundo as estatísticas do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

De acordo com as estatísticas mensais por concelho do IEFP, consultadas pela Lusa, os 18 concelhos do distrito do Porto contabilizaram em dezembro de 2020 um total de 84.073 desempregados inscritos, o que representa um aumento de 26% comparativamente a fevereiro.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.237.990 mortos resultantes de mais de 103,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 13.017 pessoas dos 731.861 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Covid-19. França, Alemanha e outros países não recomendam a vacina AstraZeneca para maiores de 65 anos

Comités científicos de vários dos países da União Europeia não recomendam a vacina de Oxford e AstraZeneca em pessoas que têm mais de 65 anos.

As autoridades espanholas preparam-se para decidir no mesmo sentido já esta quarta-feira.

Entre os países que fazem esta recomendação de não uso da vacina AstraZeneca por falta de provas da sua eficácia, figuram a França, a Alemanha, a Polónia, a Áustria, a Suécia, a Itália e a Holanda.

Já o Reino Unido não colocou quaisquer entraves de idade na distribuição da vacina da Astrazeneca.

Recorde-se que a autoridade europeia do medicamento aprovou esta vacina sem restrição de idades e que Portugal anuncia ir receber brevemente quase sete milhões de doses da AstraZeneca .