Portugal apresenta-se em França como “país fácil” para organizar festivais de música

Publié le 16 octobre 2019

Como país convidado do MaMa Festival, em Paris, Portugal abriu hoje as conferências deste encontro, que junta mais de 6.000 profissionais da música, promovendo os seus festivais e os novos sons que se fazem em território nacional.

 

 

A conferência “O mercado do ‘live’ português, um terreno fértil para a inovação da música” abriu hoje o MaMa Festival, que já vai na sua 10ª edição e decorre entre hoje e 18 de outubro, reunindo profissionais da música vindos de mais de 50 países e contando ainda com cerca de 120 concertos em várias salas do 18.º bairro de Paris.

Na conferência desta manhã sobre Portugal, houve curiosidade por parte da audiência sobre a facilidade em organizar festivais em Portugal, o que levou os participantes a responder com um “é fácil”, num país onde, em 2018, se realizaram 311 festivais.

“Ainda é fácil organizar festivais em Portugal. Mesmo no que diz respeito a licenças de trabalho. Aqui em França, se eu quiser organizar um concerto ou um festival tenho de contratar uma empresa francesa. Vocês protegem as empresas francesas, em Portugal é possível ser a mesma empresa a fazer tudo, em menos de um dia”, afirmou o diretor da Everything is New, Álvaro Covões.

Também João Gil, coordenador do projeto Portugal Muito Maior – que financia a presença de Portugal neste festival – concordou com esta noção. “Para os franceses então, é muito mais fácil. Há cada vez mais franceses a viverem em Portugal e o público está lá. As portas estão abertas”, indicou o músico.

Para além desta conferência, haverá cinco bandas/artistas portugueses que se vão apresentar ao vivo nesta edição do MaMa: Pongo, Venga Venga, Best Youth, Paus e Pedro Mafama. Concertos que, segundo António Miguel Guimarães, diretor da AMG Music, mostram o novo tipo de música que se faz no país.

“O fado é apenas uma parte da nossa música. Duas gerações de músicos depois da revolução temos portugueses com raízes culturais de todo o mundo e isso permite produzir um novo tipo de música. Música portuguesa mas muito internacional”, sublinhou o promotor musical.

Já em declarações à agência Lusa, António Miguel Guimarães afirmou que a presença de Portugal neste certame é “enorme” por ser um dos maiores festivais profissionais em França, com muitos agentes e programadores franceses e internacionais.

“A oportunidade de apresentar portugueses nos eventos para que os promotores os conheçam e a oportunidade de fazer a conferência para mostrar o que é o mundo da música em Portugal é crucial. É através deste tipo de relações que se ultrapassa as dificuldades permanentes de só alguns eleitos serem promovidos pelas grandes multinacionais”, declarou António Miguel Guimarães.

Hélio Morais, membro das bandas PAUS e Linda Martini, também participou no painel e disse que só recentemente é que começou a aparecer apoio institucional para a música em Portugal.

“Esta foi a primeira vez que tivemos apoio monetário de uma instituição estatal para vir fazer um ‘showcase’, através do Portugal Muito Maior. Do que eu conhecia até hoje, para músicos portugueses, o fado era privilegiado. E isso já ajuda, mesmo que não seja uma ‘tournée’, como eu vejo nas bandas da Escandinávia em que há um maior apoio do Estado à internacionalização da música”, detalhou Hélio Morais em declarações à agência Lusa.

No passado fim de semana no programa “Passagem de Nível” de Artur Silva, Fernando Ladeiro Marques da organização, explicou à Rádio Alfa o principal objetivo deste Festival:

 

 

Também João Gil, esteve em direto na Emissão ‘Passagem de Nível’, e explicou o porquê da sua presença:

 

 

Alfa/Lusa.


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