Proteção Civil alerta que ordenamento e abandono do interior agravam extinção dos incêndios
Foto Ilustração - JOSÉ COELHO/LUSA
O Comandante Nacional da Proteção Civil admite à RTP Antena 1 que o ordenamento do território e o abandono do interior, combinados com as alterações climáticas trazem dificuldades acrescidas a quem tem de prevenir e travar os fogos.
« O ordenamento do território que temos » e « o abandono sobretudo do interior vai-nos causar cada vez mais problemas do ponto de vista da extinção dos incêndios », reconhece Mário Silvestre.
Estas dificuldades agarradas às condições meteorológicas, « fruto das alterações climáticas, darão cada vez mais complexidade » no combate aos fogos, acrescenta.
Com vários planos estipulados, o comandante nacional garante que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil está pronta para as próximas semanas.
No dia em que arranca a fase ‘Charlie’ de combate aos fogos, período que corresponde ao período de maior risco de incêndios rurais, afirma que as ignições são a maior preocupação das autoridades.
Mário Silvestre diz que o país tem de procurar baixar o número de situações em que começam incêndios, pedindo um comportamento responsável dos cidadãos.
A partir de hoje e até ao final do mês passam a estar disponíveis 13.335 operacionais que integram 2.265 equipas dos vários agentes presentes no terreno. No dispositivo incluem-se também 2.969 veículos e 78 meios aéreos, além de três helicópteros da AFOCELCA (empresa privada de proteção florestal vocacionada para o combate a incêndios rurais).
Há ainda dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea que vão estar este ano pela primeira vez ao serviço do combate aos fogos rurais.
Com RTP Antena 1.
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