Violência, confusão e cenas de caos em Paris

Publié le 1 décembre 2018

A zona alta da Avenida dos Campos Elísios tal como a área adjacente ao Arco de Triunfo estão a ser palco de confrontos violentos entre a polícia e manifestantes dos “coletes amarelos”. Já há dezenas de detidos e alguns feridos, entre eles polícias.

Alfa/Expresso: por Daniel Ribeiro

Toda a zona da célebre avenida, incluindo a praça da Concórdia, está cercada pela polícia e vêem-se “coletes amarelos” em grupos mais ou menos grandes um pouco por todo o lado. Os manifestantes mais radicais estão sobretudo concentrados na zona alta da principal “sala de visitas” de Paris, junto ao Arco do Triunfo. Os distúrbios começaram de manhã cedo, às 8h40 (menos uma hora de Lisboa), quando alguns manifestantes recusaram apresentar bilhetes de identidade e ser revistados na primeira barreira montada pela polícia na parte alta da avenida dos Campos Elísios.

Os confrontos, duros, continuavam depois das 11 horas locais e “coletes amarelos” mais radicais, que serão diversas centenas, montavam barricadas na zona, onde era difícil respirar devido à elevada quantidade de bombas lacrimogéneas disparadas pela polícia.

Mais de 40 manifestantes foram já detidos e o ministério do Interior disse que são 1500 os “coletes” mais radicais envolvidos nos confrontos.

Toda a zona da célebre avenida de cerca de dois quilómetros, incluindo a praça da Concórdia, está cercada por barragens da polícia e vêem-se “coletes amarelos” em grupos mais ou menos grandes um pouco por todo o lado.

Os incidentes, graves e com barricadas, continuavam quando estão marcadas para esta tarde, em Paris, pelo menos mais duas manifestações, uma delas sindical outra “esquerdista”, designadamente para as praças da República e da Bastilha.

A mobilização dos “coletes amarelos”, pelo terceiro sábado consecutivo, também se verificava um pouco por todo o país, aí sem registo de incidentes graves, mas com forte mobilização.

O movimento inédito dos “coletes”, nascido na internet sem ideologia nem líderes nacionais conhecidos, começou por protestar contra o aumento dos preços dos combustíveis: Mas hoje as suas revindicações são muito mais vastas e vão do poder de compra ao pedido de demissão do presidente Emmanuel Macron e à convocação de eleições legislativas antecipadas e ao fecho do Senado.


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