Covid-19: Mais 63 mortes e 2.436 novos casos nas últimas 24 horas

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Portugal contabiliza hoje mais 63 mortes relacionadas com a covid-19 e 2.436 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da DGS revela que estão internadas 3.095 pessoas, menos 63 do que na segunda-feira, das quais 508 em cuidados intensivos, ou seja, mais seis.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 6.254 mortes e 378.656 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 67.577, menos 2.849 do que na segunda-feira.

 

Com Agência Lusa.

OE2021: Descontos nas ex-SCUT são “erro” que beneficia estrangeiros – concessionárias

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O presidente da Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas ou Pontes com Portagem (APCAP) considerou hoje que os descontos nas ex-SCUT aprovados no Orçamento do Estado para 2021 são “um erro” que vai beneficiar estrangeiros.

“Compreendo a questão de alguma discriminação positiva que se queira fazer, designadamente ao nível regional, mas não deve ser feita ao nível das portagens, porque isso é um erro”, afirmou António Nunes de Sousa, numa audiência com a comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Inovação.

Segundo o responsável, no caso da A22 (mais conhecida como Via do Infante, a principal autoestrada do Algarve), “quem vai beneficiar largamente do desconto de 50%” no valor da portagem são “os nossos amigos espanhóis” e os estrangeiros que alugarem carro para circular em naquela região.

Já a A23 (autoestrada da Beira interior que liga Torres Novas à Guarda), prosseguiu, é uma estrada de tráfego internacional, muito utilizada pelos veículos pesados de mercadorias que se deslocam para a zona de Lisboa.

“Estamos a beneficiar pessoas que não têm nada a ver com isto e estamos a deitar fora receita do Estado que devia seguir o princípio do utilizador pagador”, acrescentou, argumentando que a alteração à lei do Orçamento aprovada abre uma porta para que aquele mesmo princípio “seja posto em causa”.

Em causa está a aprovação, em 25 de novembro, de parte das propostas do PSD para descontos nas portagens na A22, A23, A24 e A25 e nas concessões da Costa de Prata, do Grande Porto e do Norte Litoral, no âmbito das votações na especialidade das propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

As propostas do PSD foram aprovadas no que diz respeito à aplicação de descontos nestas autoestradas, em que os utilizadores usufruem de « um desconto de 50% no valor da taxa de portagem, aplicável em cada transação », e, para veículos elétricos e não poluentes, o desconto é de 75%.

Na ótica de António Nunes de Sousa, “valeria a pena” a Administração Pública “perceber como é que devia fazer as compensações que porventura algumas regiões necessitem”, em vez de aplicar descontos que não considera “um bom princípio”.

O responsável apontou ainda o problema da cobrança de portagens a estrangeiros, que resulta todos os anos em “muitos milhões” de receita perdida.

“É um tema que preocupa as concessionárias e eu sei que também preocupa o Governo, mas que não está resolvido”, disse.

A parte das propostas do PSD que foi rejeitada em sede de Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) referia que « o Governo fica autorizado a proceder às alterações orçamentais, se necessário, para compensar a eventual perda de receita », no âmbito da aplicação dos descontos no valor da taxa de portagem nestas autoestradas.

As propostas sociais-democratas rejeitadas estabeleciam ainda que o Governo podia, « se necessário, renegociar os contratos com as concessionárias das supramencionadas autoestradas até ao dia 01 de julho de 2021, salvaguardando sempre o interesse do Estado », e que as alterações produzem « efeitos a partir de 01 de julho de 2021 ».

Assim, os descontos nas autoestradas da Costa de Prata, Grande Porto e Norte Litoral vão iniciar-se em 01 de julho de 2021.

Já a redução das portagens nas autoestradas A22, A23, A24 e A25, que integram, respetivamente, as concessões do Algarve, da Beira Interior, do Interior Norte e da Beira Litoral/Beira Alta, terá início em janeiro.

 

Com Agência Lusa.

‘Dou porque qualquer um de nós pode também precisar de ajuda, amanhã’. Comunidade exemplar na solidariedade

Santa Casa da Misericórdia de Paris. A nova grande campanha de recolha de bens de primeira necessidade para os mais necessitados foi um sucesso. e teve momentos particularmente emocionantes.

« Foi impressionante, uma senhora disse-nos, a mim e a ao repórter Guilherme Monteiro (da SIC) – ‘Dou porque qualquer um de nós pode precisar também de ajuda, amanhã’, explicou Fernando Lopes, diretor geral da Rádio Alfa.

Com a pandemia de covid-19 a agravar ainda mais duramente a crise e as condições em que muitos vivem, a Comunidade portuguesa e lusófona mobilizou-se de forma importante e exemplar e a Santa Casa da Misericória de Paris (dirigida agora pela Provedora Ilda Nunes) anuncia a recolha, até ao passado fim de semana, de 15 toneladas de bens alimentares e essenciais recolhidos até ao passado sábado!

Fernando Lopes contou que, a certa altura, ia pegar no saco de plástico com compras de uma outra senhora e ela respondeu: ‘Não! Este  saco é meu, para vocês é este carrinho do supermercado que está cheio ».

« Vivemos momentos emocionantes, que nos comoveram realmente, acrescentou ».

A Rádio Alfa, que como todos os anos participou ativamente na operação de solidariedade, agradece a todos os doadores e a todos os que ajudaram e se envolveram nesta grande operação humanitária, muitos destes que nem eram nossos conhecidos até essa data.

Comunidade Solidária. 15 toneladas de bens essenciais recolhidos. Campanha de ajuda da Santa Casa foi um êxito

Covid-19/França. Mais 351 mortos e 5.797 novos casos

Covid-19: França regista 5.797 novos casos e 351 óbitos

Covid-19: França regista 5.797 novos casos e 351 óbitos

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Alfa/Lusa/AFP
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A França registou 5.797 novos casos de covid-19 em 24 horas, e mais 351 óbitos em meio hospitalar no mesmo período, segundo dados divulgados ontem ao fim do dia pelas autoridades sanitárias.

No domingo, a França registou 12.799 casos e 131 óbitos.

Com os novos números divulgados, a França totaliza 2,47 milhões de contágios desde o início da pandemia, enquanto os óbitos situam-se nos 60.900, acrescentou a agência de Saúde Pública.

O número de pacientes hospitalizados aumentou para 25.233 (mais 240 relativamente a domingo), enquanto os internados em Unidades de Cuidados Intensivos diminuíram ligeiramente para 2.746 (menos oito).

Com o país sob um rígido recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00, a taxa de positividade continua a cair para 4,7% dos testes realizados, quando comparados com os 5,2% de domingo e 5,6% de sábado.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.685.785 mortos resultantes de mais de 76,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Vitória SC vence nos Açores e é quarto provisoriamente

O Vitória de Guimarães venceu hoje o Santa Clara nos Açores por 4-0, em jogo da 10.ª jornada da I Liga de futebol, resultado que lhe permite ocupar provisoriamente a quarta posição da prova.

Com uma primeira parte dominadora, os vitorianos chegaram ao intervalo a vencer já por 3-0, depois dos golos de André André, aos seis minutos, Ricardo Quaresma, aos 27, e Óscar Estupiñán, aos 30. O colombiano ‘bisou’ na partida, aos 54.

A equipa açoriana ainda dispôs de uma excelente oportunidade de reentrar na discussão do resultado no arranque da segunda parte, mas Osama Rashid falhou a grande penalidade de que dispôs a sua equipa. Num primeiro momento, permitiu a defesa do guarda-redes Varela, o árbitro Rui Costa mandou repetir o castigo máximo, mas o iraquiano atirou a bola ao lado.

Com este triunfo, o Vitória subiu provisoriamente ao quarto lugar, com 19 pontos, mais um do que o Sporting de Braga, quinto, que na terça-feira fecha a ronda na receção ao Rio Ave, enquanto o Santa Clara é sétimo, com 13 pontos.

 

Resultados da 10ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 18 dez:

Portimonense – Famalicão, 0-0

 

– Sábado, 19 dez:

Marítimo – Belenenses SAD, 1-0 (0-0 ao intervalo)

Tondela – Moreirense, 0-0

Sporting – Farense, 1-0 (0-0)

 

– Domingo, 20 dez:

Paços de Ferreira – Boavista, 1-1 (0-0)

Gil Vicente – Benfica, 0-2 (0-0)

FC Porto – Nacional, 2-0 (2-0)

 

– Segunda-feira, 21 dez:

Santa Clara – Vitória de Guimarães, 0-4 (0-3)

 

– Terça-feira, 22 dez:

Sporting de Braga – Rio Ave, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Covid-19: Mais 57 mortes e 2.099 novos casos nas últimas 24 horas

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Portugal contabiliza hoje mais 57 mortes relacionadas com a covid-19 e 2.099 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da DGS revela que estão internadas 3.158 pessoas, mais 131 do que no domingo, das quais 502 em cuidados intensivos, ou seja, mais 19.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 6.191 mortes e 376.220 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 70.426, menos 328 do que no domingo.

 

Com Agência Lusa.

Covid-19: Aprovação da vacina é “passo decisivo no combate” à pandemia – Infarmed

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O Infarmed saudou hoje a aprovação da vacina da Pfizer-BioNTech contra a covid-19, classificando a decisão da Agência Europeia do Medicamento (EMA) como um “passo decisivo no combate” à pandemia.

“A etapa hoje concluída com a avaliação favorável desta primeira vacina para prevenir a covid-19 constitui um passo decisivo no combate a esta pandemia que nos afeta a todos”, sublinhou o presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

Citado em comunicado, Rui Santos Ivo deixou elogios à agência europeia, considerando que a decisão hoje anunciada é mais um exemplo ilustrativo de como o sistema europeu de avaliação de medicamentos é uma mais valia.

A EMA aprovou hoje a utilização da vacina da Pfizer-BionNTech contra a covid-19, que poderá assim começar a ser administrada na União Europeia ainda este ano.

Em reação à aprovação da vacina ‘Comirnaty’, o presidente do Infarmed saudou também os peritos do regulador português que participaram no processo de avaliação.

“O Infarmed reconhece publicamente o contributo de todos os seus peritos que de forma dedicada participam nesta avaliação para podermos dar confiança aos nossos concidadãos na qualidade, segurança e eficácia da vacina e que agora continuarão a trabalhar na monitorização da sua utilização”, sublinha Rui Santos Ivo.

A vacina desenvolvida conjuntamente pelos laboratórios Pfizer e BioNTech (Alemanha) é a primeira a ser aprovada para utilização na UE. Esta mesma vacina já começou a ser administrada em vários países ocidentais, como por exemplo no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Para que a esta vacina possa começar a ser comercializada e administrada na UE, resta agora a aprovação pela Comissão Europeia, o que deverá acontecer no espaço de 48 horas, permitindo assim que a campanha de vacinação arranque nos Estados-membros a partir de 27 de dezembro, como anunciara a presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen.

Além da ‘Comirnaty’, a Comissão Europeia já tem uma carteira com seis outras potenciais vacinas, desenvolvidas pela AstraZeneca, Sanofi-GSK, Johnson & Johnson, CureVac e Moderna.

Esta última deverá ser a próxima a receber ‘luz verde’ da EMA, estando o parecer da agência europeia provisoriamente agendado para 06 de janeiro, revelou hoje mesmo a diretora-executiva da EMA, Emer Cooke.

Com Agência Lusa.

Filhos de emigrantes passam a poder ser registados e pedir nacionalidade ‘online’

Os filhos de portugueses residentes no estrangeiro passam, a partir de hoje, a poder ser registados e pedir a nacionalidade ‘online’, numa nova medida de simplificação administrativa do Governo para as comunidades portuguesas apresentada em Lisboa.

Já está disponível no nosso site (radioalfa.net) o Podcast da totalidade da entrevista da secretária de Estado da Comunidades,  Berta Nunes, no domingo passado à Rádio Alfa, onde esta e outras medidas foram anunciadas.

 

 

O serviço de registo de nascimento ‘online’ no estrangeiro irá abranger, numa primeira fase, os filhos dos residentes em França e no Reino Unido, com menos de 01 ano de idade e com dois progenitores de nacionalidade portuguesa, como explicaram durante a apresentação pública da medida as secretárias de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, e da Justiça, Anabela Pedroso.

A medida deverá abranger mais de 1,2 milhões de portugueses com residência registada nestes dois países e terá « impacto direto » em sete consulados-gerais de Portugal: Londres, Manchester, Bordéus, Estrasburgo, Lyon, Marselha e Paris.

Na mesma ocasião do registo, será possível também pedir a nacionalidade, uma vez que os descendentes de nacionais nascidos no estrangeiro têm de manifestar vontade de ter nacionalidade portuguesa.

O acesso é feito através do Portal da Justiça, de forma gratuita e a partir de casa, adiantaram.

« A partir de hoje os cidadãos portugueses que vivem no Reino Unido e na França e que tenham filhos com menos de 01 ano podem fazer o registo de nascimento ‘online’ com pedido de nacionalidade sem terem de se deslocar aos consulados », disse a secretária de Estado das Comunidades.

Berta Nunes considerou que esta medida é « particularmente importante » nesta altura devido a « todos os problemas de mobilidade » causados pela pandemia de covid-19, mas lembrou que, em circunstâncias normais, há « nas comunidades, cidadãos que vivem a muitos quilómetros dos consulados e têm de se deslocar, por vezes, até de avião ».

O pedido ‘online’ de registo de nascimento e de nacionalidade apenas pode ser feito mediante autenticação com Chave Móvel Digital ou com Cartão de Cidadão.

Esta medida vem juntar-se à possibilidade que já existe de os portugueses residentes no estrangeiro renovarem o Cartão de Cidadão ‘online’, alternativa que, segundo Berta Nunes, « ainda não está a ser utilizada no seu potencial ».

« Temos de fazer uma grande campanha da Chave Móvel Digital e dos serviços a que as pessoas podem ter acesso » com ela, disse, adiantando que está igualmente em preparação a entrega do Cartão de Cidadão no domicílio.

A responsável sublinhou a importância destas medidas na redução de agendamentos e na retirada de pressão dos consulados, bem como os ganhos de comodidade para os utentes.

A secretária de Estado da Justiça, Anabela Pedroso, defendeu, por seu lado, que não faz sentido ter medidas em Portugal que não possam depois ser aplicadas às comunidades portuguesas.

De acordo com dados oficiais, entre 13 de abril e 13 de dezembro de 2020 deram entrada nos serviços de registo um total de 70.090 declarações de nascimento, das quais 22.196 foram submetidas online (31,7%).

A responsável assinalou a simplicidade de um processo que « em seis passos » permite registar um bebé e fazer o seu pedido de nacionalidade, que será posteriormente confirmado por email e o assento de nascimento enviado por correio.

Em 2019, foram registados nos postos consulares 77.240 menores portugueses nascidos no estrangeiro.

Destes, 41.486 na Europa, dos quais 24.176 na rede em França e no Reino Unido.

O registo de nascimento e o pedido de nacionalidade ‘online’ inserem-se no quadro do Novo Modelo de Gestão Consular do Governo, no âmbito do qual está em análise a curto e médio prazo a entrega de Cartão de Cidadão por via postal no estrangeiro, medida que o executivo estima concretizar no primeiro semestre de 2021.

O lançamento do serviço para registo de filhos de cidadãos portugueses no estrangeiro é uma iniciativa conjunta dos Negócios Estrangeiros e da Justiça, e prevê abranger progressivamente todas as comunidades portuguesas residentes no estrangeiro.

Esta medida sobre os registos das crianças online já tinha sido anunciada, entre outras, como sobre o Cartão do Cidadão e as viagens dos portugueses a Portugal durante as férias, no domingo passado no programa Passagem de Nível (Passage à Niveau) pela secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes. Volte a ouvir a envtrevista com a governante portuguesa na secção Podcast da Rádio Alfa – programa Passagem de Nível (Passage à niveau) de 20/12.

https://radioalfa.net/podcast-passage-a-niveau/

Alfa e Lusa.

Sporting-FC Porto e Sporting de Braga-Benfica nas meias-finais da Taça da Liga

O Sporting vai defrontar o FC Porto, enquanto o Sporting de Braga enfrenta o Benfica nas meias-finais da Taça da Liga de futebol, ditou hoje o sorteio realizado na sede da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

O Sporting, líder da I Liga, vai defrontar o FC Porto, campeão nacional e terceiro no campeonato, na terça-feira dia 19 de janeiro, em Leiria, um dia antes de o Sporting de Braga, detentor do troféu e quarto colocado, enfrentar o Benfica, que ocupa a segunda posição do campeonato.

A final está marcada para sábado dia 23 de janeiro, igualmente em Leiria.

O Sporting de Braga é o detentor do troféu, que já tinha conquistado em 2013, tantas vezes quanto o Sporting, vencedor em 2018 e 2019, enquanto o Benfica é o recordista de triunfos, com sete (2009, 2010, 2011, 2012, 2014, 2015 e 2016), e o FC Porto ainda não tem qualquer troféu.

 

Programa das meias-finais da Taça da Liga de futebol, que vão decorrer em janeiro em Leiria:

 

Terça-feira, 19 de janeiro:

Sporting – FC Porto

 

Quarta-feira, 20 de janeiro:

Sporting de Braga – Benfica

 

Sábado, 23 de janeiro:

Final

 

Com Agência Lusa.

Reino Unido foi o principal destino dos emigrantes portugueses em 2019

Reino Unido foi o principal destino dos emigrantes em 2019

Reino Unido foi o principal destino dos emigrantes em 2019

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O Reino Unido foi o país para onde emigraram mais portugueses em 2019, cerca de 25.000 das 80.000 saídas de Portugal nesse período, seguindo-se a Espanha e a Suíça, segundo o Relatório da Emigração, divulgado hoje em Lisboa.

Elaborado pelo Observatório da Emigração, um centro de investigação do ISCTE -Instituto Universitário de Lisboa, o documento dá conta de uma “estabilização do volume da emigração portuguesa”, indicando que em 2019 terão saído de Portugal cerca de 80.000 portugueses, número semelhante ao ano anterior e ligeiramente inferior aos 85.000 que saíram em 2017.

O relatório, apresentado hoje durante uma cerimónia no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, destaca o aumento da emigração para o Reino Unido, “contrariando a tendência decrescente verificada desde 2015”.

Em 2019, o número de entradas de portugueses no Reino Unido totalizou 24.593, mais 30,3% do que em 2018, um aumento que “foi mais marcado do que no conjunto das entradas de migrantes no Reino Unido (+21%)”.

Os autores do relatório sublinham que “a evolução da emigração portuguesa acompanhou a tendência geral de inversão do decréscimo das entradas no Reino Unido em vésperas do ‘Brexit’”.

“Este crescimento, além de poder incluir alguns casos de regularização de situações de emigração anterior, dever-se-á provavelmente à perceção de que, depois do ‘Brexit’, poderá ser mais difícil emigrar para o Reino Unido”, lê-se no documento.

No ano passado, “as entradas de portugueses representaram 3,2% das entradas totais no Reino Unido, o que fez desta emigração a sétima maior para aquele país” que “continua a ser o principal país do mundo para onde mais portugueses emigram”.

No mesmo ano, o número de portugueses emigrados no Reino Unido totalizou 165.000, mais 17% do que em 2018. Em 2000, esse valor era de 34.000, o que representa um crescimento de 385% nesse período.

Apesar de os portugueses serem “uma minoria entre os nascidos no estrangeiro a residir no Reino Unido em 2019, representando apenas 1,7% do total”, no contexto da emigração portuguesa, este país é o terceiro do mundo onde residem mais portugueses emigrados.

O relatório hoje divulgado indica que, em 2019, o número de portugueses que adquiriu a nacionalidade britânica totalizou atingiu os 2.227 (mais 16.8% do que em 2018).

“Este aumento pode ser explicado pelo voto positivo na saída do Reino Unido da União Europeia (UE)”, apontam os autores do documento.

A Espanha foi o segundo país para onde emigraram mais portugueses no ano passado (10.155), ainda assim uma diminuição de 4,5% relativamente a 2018.

“A tendência de crescimento que se verificava desde 2014 foi interrompida em 2019, voltando o número de entradas de portugueses em Espanha a diminuir, embora o número de entradas totais de estrangeiros continue a aumentar (+14.9%)”.

No terceiro lugar das escolhas dos portugueses para emigrarem está a Suíça, com 8.443 entradas, menos 3.3% do que no ano anterior, sendo o sexto ano consecutivo em que a emigração para a Suíça diminuiu significativamente que atingiu o valor máximo em 2013. O relatório sublinha que desde 2001 que o número de portugueses entrados na Suíça não era tão baixo.

Para França – o país do mundo com o maior número de portugueses emigrados, devido à grande vaga de emigração dos anos 60/70 – emigraram cerca de 8.000 portugueses, seguindo-se a Alemanha, com 5.785. Ambos os Estados registaram uma diminuição de entradas de portugueses em relação ao ano anterior.

No caso da Alemanha, a diminuição da entrada de portugueses foi na ordem dos 19,7%, um valor que “vem confirmar a tendência de decréscimo nos últimos anos, comum à maior parte dos destinos da emigração portuguesa”.

A Holanda, com cerca de 2.400 entradas de portugueses por ano, tem registado um aumento contínuo de emigrantes portugueses nos últimos anos.

Na análise ao impacto dos fluxos de portugueses nos países de destino, os autores do relatório apuraram que estes continuam a ser bastante representativos no Luxemburgo, onde, entre os novos emigrantes, os portugueses foram no ano passado a segunda nacionalidade mais representada.

Estes valores confirmam que a emigração portuguesa se mantém “essencialmente realizada no interior do espaço europeu”, tendo em conta que, “dos 23 países de destino mais escolhidos pelos portugueses para emigrar, mais de metade (14) são europeus e de, entre os 10 principais países de destino da emigração portuguesa, apenas dois se localizam noutro continente: Angola e Moçambique”.

Fora da Europa, os principais países de destino da emigração portuguesa integram o espaço da CPLP: Angola (cerca de 2.000 em 2019) e Moçambique (1.000 em 2016).

A emigração portuguesa para Angola desceu significativamente desde 2015: -42% em 2016, -24% em 2017, -36% em 2018 e -11% em 2019.

“Provavelmente, os efeitos recessivos da crise dos preços do petróleo e suas consequências sobre os setores do mercado de trabalho para onde se dirigia a emigração portuguesa terão feito sentir-se em pleno a partir de 2016”, explicam os autores.

O relatório posiciona Angola como o nono país do mundo para onde mais portugueses emigram.

As entradas de portugueses no continente americano – Brasil e Estados Unidos – aumentaram em 2019.

No Brasil, a emigração portuguesa cresceu 5% e 11,7% em 2018 e 2019, respetivamente. “Este crescimento contraria a tendência de decréscimo das entradas de portugueses em território brasileiro que se registava desde 2014”.

“Apesar desta mudança, o número de portugueses entrados no Brasil está ainda muito longe do observado em 2013: 2.904, o valor mais alto do período em análise”.

Para os Estados Unidos emigraram no ano passado 940 portugueses, mais 5,7% do que em 2018.

No mesmo período, registou-se uma diminuição de entradas de portugueses em Macau, que totalizaram 115, menos 1,7% do que no ano anterior.

A informação disponibilizada neste relatório aponta ainda para a diminuição da percentagem de portugueses que deixaram Portugal com caráter permanente, superior a um ano.

Em 2019, “do total de portugueses que saíram do país, apenas 37% o fizeram com caráter permanente, sendo, pela primeira vez desde 2011, menos de 30 mil pessoas”. Em 2013, a percentagem de saídas permanentes foi de 42%, correspondendo a mais de 53.000 dos 128.000 nacionais que deixaram Portugal nesse ano.