Covid-19: Costa diz que Estados da UE estão a fazer « grande esforço » para coordenar vacinação

O primeiro-ministro, António Costa, está hoje em Paris para um almoço com o Presidente francês, Emmanuel Macron, e considera que os Estados-membros estão a fazer « um grande esforço » para coordenar planos de vacinação nos 27 países da União Europeia.

« Estamos a fazer todos um grande esforço para coordenar, de forma a que no mesmo dia, em todos os Estados-membros possamos iniciar o plano de vacinação. A Comissão fez um grande trabalho ao assegurar a compra conjunta », disse o primeiro-ministro em resposta a questões dos jornalistas à entrada do Eliseu.

O porta-voz do Governo francês avançou esta manhã numa entrevista na televisão BFMTV que a França ia começar a vacinar « antes do fim do ano », após a aprovação da Agência Europeia do Medicamento e depois da luz verde das autoridades gaulesas.

Sem precisar datas, o primeiro-ministro português indicou apenas que antecipação da aprovação da vacina pelas instâncias europeias para dia 21 de dezembro « é ótima notícia » e que a Comissão fez « um grande trabalho » ao assegurar a compra conjunta das vacinas.

Tendo como principal temática a presidência da União Europeia que Portugal vai assumir já no início do próximo ano, António Costa quis reforçar antes do almoço de trabalho com Emmanuel Macron que a França é « um pilar fundamental » da União Europeia.

« A França é um pilar fundamental da União Europeia e se queremos uma União Europeia forte, precisamos contar com a França a 100% na União Europeia », disse António Costa.

O primeiro-ministro elencou ainda as prioridades da presidência portuguesa como a resposta à crise económica e social provocada pela covid-19, o desenvolvimento do pilar social e ainda o reforço das relações entre a Europa e outras partes do Mundo como a Índia e os Estados Unidos.

Do seu lado, o Presidente francês ressalvou o momento em que Portugal está a assumir esta presidência, nomeadamente « um momento em que a Europa dá resposta à crise ».

« Daqui a alguns dias, Portugal vai tomar posse da presidência rotativa do Conselho da União Europeia e esta presidência acontece no momento em que a Europa dá resposta à crise, com uma Europa social e verde », disse o Presidente.

Emmanuel Macron relembrou ainda que este momento de resposta à crise acontece no contexto « incerto do Brexit » e que tanto a França como Portugal querem que « as coisas se passem da melhor maneira possível », mas defendendo os interesses europeus.

O almoço de trabalho deve durar cerca de duas horas. O encontro no Palácio do Eliseu é o único ponto na agenda do primeiro-ministro nesta deslocação a França.

Com Agência Lusa.

Covid-19: Natal em Portugal com menos emigrantes devido às restrições, medo e crise – Governo

Covid-19: Natal em Portugal com menos emigrantes devido às restrições, medo e crise – Governo

Covid-19: Natal em Portugal com menos emigrantes devido às restrições, medo e crise - Governo

facebook sharing button
Ãlfa/Lusatwitter sharing button
email sharing button
 A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, acredita que Portugal terá este Natal menos emigrantes por causa das restrições e do receio de contágios, mas também devido às dificuldades económicas que muitos atravessam como consequência da pandemia.

“Virá menos gente, esta é a indicação que temos”, disse Berta Nunes em entrevista à agência Lusa, ressalvando que esta convicção não é, de todo, um conselho aos emigrantes e às comunidades portuguesas para não passarem esta quadra na terra de origem.

“A situação está pior. Há mais restrições em todos os países, muitos mais casos de infeção, muitos mais mortos, mais internamentos, mais pessoas em cuidados intensivos e todas as pessoas são atentas, ouvem as notícias, sabem que a situação está pior, apesar de, pelo menos em Portugal, já não estarmos a subir o número de casos”, referiu.

Em relação ao verão, quando menos emigrantes optaram por passar as férias em Portugal, a situação “é pior”, disse.

“A nossa expetativa é que venham menos pessoas, o que é perfeitamente compreensível dada a situação, em primeiro lugar por uma questão de proteção. Só diminuindo os contactos e as viagens não essenciais é que conseguiremos contribuir para diminuir o número de casos e isso certamente que, na altura de decidir sobre o Natal e o fim do ano, deverá levar as pessoas a viajar menos, a ter mais contenção”.

Berta Nunes reconhece que as pessoas querem “estar com a família”, mas, ao mesmo tempo, “sabem que é preciso protegê-la”.

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, médica de formação, aconselha, por isso, as pessoas para terem os mínimos contactos possíveis.

“É evidente que não estamos a dizer aos nossos emigrantes e às nossas comunidades que não venham a Portugal”, esclareceu, acrescentando: “Se vierem, estejam bem informados. Podem consultar o Portal das Comunidades [https://portaldascomunidades.mne.gov.pt/pt/], com conselhos aos viajantes que vamos atualizando sempre que é necessário, e podem contactar os consulados ou a Linha de Emergência Consular” (00351217929714 e 00351961706472).

Berta Nunes reconheceu que, nesta situação, em que as regras estão sempre a mudar, “é difícil fazer um planeamento, o que faz com que as pessoas não queriam vir nem arriscar”.

“Muitas pessoas também não querem pôr em risco os seus familiares, principalmente se forem mais idosos, que correm mais riscos de infeção pela covid-19. E há também a questão financeira que faz com que as pessoas não queriam gastar o dinheiro, que podem precisar mais adiante”.

A governante deixa “uma mensagem de esperança” às comunidades portuguesas que “têm sido muito resilientes nestas fases todas tão difíceis”.

“Sabemos até que há muitas pessoas a passar dificuldades e é importante a solidariedade, porque o Estado sozinho nunca vai responder a todas as necessidades e a sociedade deve organizar-se e ser solidária e as nossas comunidades deram muitos exemplos de solidariedade, que saúdo. Saúdo as pessoas que se organizaram para ajudar outras com mais necessidades. É assim que deve ser, independentemente das obrigações do Estado”, prosseguiu.

Berta Nunes deposita esperança na eficácia da vacina, enquanto “instrumento que poderá controlar esta pandemia e permitir uma retoma económica”.

“Estamos reféns desta pandemia e a vacina é uma esperança”, disse, defendendo cautela até esta poder atuar, mesmo que isso signifique que muitas das aldeias portuguesas terão este Natal menos gente do que nos anos anteriores e os comerciantes desses locais mais razões para fazer contas à vida.

Para o período do Natal, o Governo português determinou que a circulação entre concelhos é permitida. Em relação à circulação na via pública, e na noite de 23 para 24, é permitida apenas para quem se encontre em viagem.

Nos dias 24 e 25 é permitida a circulação na via pública até às 02:00 do dia seguinte e, no dia 26, até às 23:00.

Os restaurantes poderão funcionar até às 01:00 nas noites de 24 e 25 e no dia 26 até às 15:30 nos concelhos de risco muito elevado e extremo.

Nos dias 24 e 25 os horários de encerramento não se aplicam aos estabelecimentos culturais.

A pandemia de covid-19 provocou mais de 1,6 milhões de mortos resultantes de mais de 72,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 5.649 pessoas dos 350.938 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Natal. Sem ceia ou com ceia alternativa e outras soluções para passar festas sem Covid-19 – DGS

Devemos limitar os contactos com visitas rápidas sem refeição e  pensar em alternativas sem ceia de Natal para não juntar as pessoas todas no mesmo espaço da casa.

Ou cear com os diversos núcleos familiares espalhados por diversas divisões da casa ou do apartamento, se eles forem suficientemente grandes e arejados.

Ouça aqui os conselhos de Rui Portugal, subdiretor-geral da Saúde em Portugal, para tentar passar um Natal sem Covid-19, ontem, em conferência de imprensa, em Lisboa:

 

 

 

 

Alemanha é o país mais eficaz com as despesas ligadas à Covid

Há critérios para definir os estados mais eficazes com as despesas ligadas à crise da Covid.

Na zona euro, o mais eficaz é a Alemanha, diz Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo. 

Ouça aqui a sua última crónica:

Sporting vence Mafra e está na ‘final-four’ da Taça da Liga

O Sporting venceu hoje o Mafra, por 2-0, em jogo dos quartos de final da Taça da Liga de futebol, disputado no estádio José Alvalade, garantindo o apuramento para a ‘final-four’ da competição.

O Sporting, da I Liga, adiantou-se no marcador aos 64 minutos, com um golo do avançado esloveno Sporar, com o brasileiro Bruno Tabata a ampliar a vantagem, aos 70 minutos, frente à equipa da II Liga.

Os ‘leões’ são a primeira equipa a garantir o apuramento para a ‘final-four’ da competição, este ano num formato reduzido, devido à pandemia de covid-19, que vai decorrer entre 16 e 23 de janeiro, em Leiria.

 

Resultados dos quartos de final da Taça da Liga de futebol:

– Terça-feira, 15 dez:

(+) Sporting (I) – Mafra (II), 2-0

– Quarta-feira, 16 dez:

FC Porto (I) – Paços de Ferreira (I), 18:45

Benfica (I) – Vitória de Guimarães (I), 21:00

– Quinta-feira, 17 dez:

Sporting de Braga (I) – Estoril Praia (II), 20:15

(+): Apurado para a ‘final four’, que vai decorrer em Leiria, entre 16 e 23 de janeiro.

 

Com Agência Lusa.

Covid-19/França: Mais 314 mortos em 24h

Covid-19: França regista 314 mortos nas últimas 24 horas

Covid-19: França regista 314 mortos nas últimas 24 horas

facebook sharing button
twitter sharing button
email sharing button
A França registou nas últimas 24 horas 314 novas mortes em meio hospitalar devido à covid-19, elevando o número total de mortos desde o início da pandemia para 59.079, segundo dados avançados hoje pelas autoridades de saúde.

Desde terça-feira, morreram nos lares de idosos em França 483 pessoas devido ao vírus. Estes números são atualizados duas vezes por semana.

Há ainda 25.240 pessoas hospitalizadas no país devido à covid-19 e 2.881 desses pacientes estão internados nos cuidados intensivos.

De forma a travar a propagação da doença, o Governo francês anunciou hoje que as crianças podem ​​​​​​​não ir à escola quinta e sexta-feira, partindo assim de férias mais cedo.

Uma tolerância para reforçar a necessidade de auto-confinamento em período festivo.

Nas últimas 24 horas foram diagnosticados 11.532 novos casos, tendo assim sido já confirmados 2.391.447 casos de covid-19 no país desde o início da pandemia.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.621.397 mortos resultantes de mais de 72,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Covid-19. Morreu Carlos Vieira, o ciclista-bombeiro de Leiria aos 68 anos

Carlos Vieira, o « bombeiro-ciclista » que bateu o recorde do mundo de resistência em bicicleta, morreu esta terça-feira devido a complicações resultantes da Covid-19 depois de ter sido hospitalizado.

Carlos Vieira, de 68 anos, estava internado há cinco dias no Hospital Santo André, em Leiria, depois de se ter sentido subitamente cansado. A situação foi revelada numa das suas publicações no Facebook, dia 12, em que dava a entender ter acusado positivo à covid-19 e pedia forças para “vencer esta terrível maratona”.

Segundo um familiar, o ciclista e bombeiro estava debilitado por um quadro clínico que o tinha obrigado a várias intervenções nos últimos tempos, não tendo resistido ao contágio do novo coronavírus responsável pela pandemia de covid-19.

José Oliveira antigo presidente da Associação ‘União Desportiva Ibérica do Pléssis-Trévise’ na região de Paris e amigo pessoal do malogrado ciclista falou esta tarde à Rádio Alfa confessando estar ‘muito chocado’ com o falecimento de um ‘bom amigo’.

 

 

Carlos Vieira ganhou fama em 1983, ao bater o recorde do mundo de resistência em bicicleta: durante 191 horas pedalou sem parar, perfazendo quase três mil quilómetros no antigo Estádio Municipal de Leiria.

Em 1990 Carlos Vieira fixou novo recorde do Guinness de resistência em bicicleta, mas sobre rolos, marca realizada em New Jersey, nos Estados Unidos da América.

Novamente em Leiria, em 2014, pedalou 15 horas e 14 minutos sobre rolos em cima de um carro de bombeiros e, em 2018, garantiu novo recorde, guiando a bicicleta durante oito horas apenas com uma mão.

Religioso convicto, Carlos Vieira realizou ainda ligações entre Leiria e o Vaticano de bicicleta, sendo recebido pelos papas João Paulo II e Francisco.

Efetuou também a ligação a várias cidades geminadas com o Município de Leiria, como Olivença, Saint-Maur-des-Fossés, Quint-Fonsegrives e Rheine, em bicicleta.

Enquanto ciclista de estrada, competiu por vários clubes, tendo representado ao longo da carreira o FC Alverca, Sporting Clube de Portugal, Flores do Lis, GD Cela, Bairro dos Anjos, Núcleo Sportinguista de Leiria, Casa do Benfica de Leiria e União de Ciclismo de Leiria.

Em nota hoje divulgada, o município de Leiria manifesta “profundo pesar” pela morte de Carlos Vieira. O presidente da autarquia considera que o concelho fica “mais pobre com a partida de um membro muito querido”.

“Carlos Vieira foi um cidadão exemplar e um grande embaixador de Leiria. Seja como bombeiro, seja como grande campeão que era, projetou, como poucos, a imagem de Leiria por todo o mundo. Onde quer que fosse, Carlos Vieira falava sempre com grande orgulho da sua cidade, Leiria”, afirma Gonçalo Lopes.

 

Com Agência Lusa.

Homicídio de emigrante ucraniano no aeroporto de Lisboa provoca polémica em Portugal. Opinião

Nove meses depois da morte por espancamento de Ihor Homenyuk, um ucraniano candidato a emigrante, no aeroporto de Lisboa, numa sala privada do Serviço dos Estrangeiros e das Fonteiras (SEF), provoca forte polémica no país e mal estar no Governo.

Reagindo à polémica, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse que a morte de Ihor Homenyuk nas instalações do SEF « é um rombo » que Estado tem « de superar ». 

Crónica de Daniel Ribeiro para ouvir na Rádio Alfa na quarta-feira, 16, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

 

Covid-19/Europa: Vacina Pfizer pode ser aprovada na UE já a 21 de dezembro

Covid-19: Regulador europeu antecipa reunião sobre aprovação de vacina para 21 de dezembro

Covid-19: Regulador europeu antecipa reunião sobre aprovação de vacina para 21 de dezembro

facebook sharing button
twitter sharing button
Alfa/Lusa/AFPemail sharing button
A Agência Europeia de Medicamentos anunciou hoje que antecipou a reunião de revisão da vacina Pfizer-BioNTech contra a covid-19 para 21 de dezembro, o que significa que deverá aprovar nesse dia o uso da vacina na União Europeia.

A entidade, que regula a aprovação de medicamentos na União Europeia, tinha agendado a reunião para 29 de dezembro, mas decidiu antecipar justificando que o fez depois de ter recebido dos laboratórios que a produzem informação adicional sobre a vacina.

A antecipação da data da reunião surge, contudo, depois de o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, ter pressionado o regulador europeu a acelerar a aprovação da vacina.

O ministro considerou a situação “especialmente irritante” porque o uso da vacina desenvolvida pela BioNTech, da Alemanha, e pela farmacêutica norte-americana Pfizer foi autorizada em países como o Reino Unido, Estados Unidos ou Canadá, mas ainda está à espera de aprovação da Agência Europeia de Medicamentos, não podendo, por isso, ser usada na Alemanha ou em qualquer um dos 27 países da UE.

Hoje, Jens Spahn aumentou a pressão, juntando-se a uma importante associação de hospitais e legisladores para exigir que a agência aprove uma vacina contra o coronavírus antes do Natal.

“O nosso objetivo é que haja uma aprovação antes do Natal para que ainda possamos começar a vacinar este ano”, disse hoje o ministro.

“Uma vacina que foi desenvolvida na Alemanha não pode ser aprovada e ministrada (no país) só em janeiro”, reforçou a deputada federal do Partido Democrata Livre, Christine Aschenberg-Dugnus.

Também a Associação Alemã de Hospitais divulgou hoje um comunicado, exigindo que a União Europeia encurte o longo processo de aprovação e emita uma autorização de emergência para a vacina Pfizer-BioNTech.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.621.397 mortos resultantes de mais de 72,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se na Itália (65.011 mortos, mais de 1,8 milhões de casos), seguindo-se Reino Unido (64.402 mortos, mais de 1,8 milhões de casos), França (58.282 mortos, mais de 2,3 milhões de casos) e Espanha (48.013 mortos, mais de 1,7 milhões de casos).

Portugal contabiliza 5.649 mortos em 350.938 casos de infeção.

Covid-19/Portugal: Restrições nos voos de fora da UE prolongadas até final do ano

Covid-19: Restrições nos voos de fora da UE prolongadas até final do ano

Covid-19: Restrições nos voos de fora da UE prolongadas até final do ano

facebook sharing button
twitter sharing button
Alfa/Lusa/ e AFP
email sharing button
O Governo prolongou até ao final do ano as medidas restritivas em vigor ao tráfego aéreo de fora da União Europeia e do Espaço Schengen, que continua limitado a “viagens essenciais” e sujeito a teste prévio negativo à covid-19.

O despacho n.º 12202-A/2020, hoje publicado em Diário da República, prorroga a partir das 00:00 de quarta-feira até às 23:59 do dia 31 de dezembro o regime restritivo previsto no despacho n.º 3427-A/2020, de 18 de março, que tem desde então vindo a ser sucessivamente prorrogado “atendendo à avaliação da situação epidemiológica em Portugal e na União Europeia e às orientações da Comissão Europeia”.

Segundo o Governo, “tendo em consideração a tendência de crescimento do número de casos de contágio da doença covid-19 nas últimas semanas em Portugal e a evolução epidemiológica verificada no presente”, “mantém-se a necessidade de prorrogação das medidas restritivas do tráfego aéreo, devidamente alinhadas com as preocupações de saúde pública do momento atual”.

Estas medidas podem ser revistas “em qualquer altura, em função da evolução da situação epidemiológica” e “os ministros da Administração Interna e da Saúde podem adotar, através de despacho conjunto, medidas específicas de controlo sanitário que se mostrem necessárias em função da origem dos voos […] e a avaliação da situação epidemiológica pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças”.

O tráfego aéreo com destino e a partir de Portugal de todos os voos de e para os países que integram a União Europeia vai continuar autorizado, assim como dos países associados ao Espaço Schengen (Liechtenstein, Noruega, Islândia e Suíça) e do Reino Unido, voos de apoio ao regresso dos cidadãos nacionais ou com autorização de residência, bem como voos de e para países que não integram a União Europeia ou que não sejam países associados ao Espaço Schengen, exclusivamente para “viagens essenciais”.

Mas os passageiros destes voos essenciais, à exceção dos passageiros em trânsito que não obrigue a abandonar as instalações aeroportuárias, têm de apresentar, antes do embarque, comprovativo de realização de teste laboratorial (RT-PCR) para rastreio da infeção por SARS-CoV-2, com resultado negativo, realizado nas 72 horas anteriores ao momento do embarque, « sem o qual não poderão embarcar ».

Como viagens essenciais são consideradas as destinadas a permitir a entrada ou saída de Portugal de cidadãos nacionais da União Europeia, nacionais de Estados associados ao Espaço Schengen e membros das respetivas famílias e nacionais de países terceiros com residência legal num Estado-Membro da União Europeia.

Dentro desta categoria estão também as deslocações de “nacionais de países terceiros em viagem por motivos profissionais, de estudo, de reunião familiar, por razões de saúde ou por razões humanitárias”.

O diploma continua também a autorizar os voos de apoio ao regresso dos cidadãos nacionais ou titulares de autorização de residência em Portugal, os voos de natureza humanitária que tenham sido reconhecidos pelos serviços competentes da área governativa dos negócios estrangeiros e pelas autoridades competentes em matéria de aviação civil e os voos destinados a permitir o regresso aos respetivos países de cidadãos estrangeiros que se encontrem em Portugal, “desde que tais voos sejam promovidos pelas autoridades competentes de tais países, sujeitos a pedido e acordo prévio, e no respeito pelo princípio da reciprocidade”.

Ainda permitidos são “os voos de e para países e regiões administrativas especiais, cuja situação epidemiológica esteja de acordo com a Recomendação (UE) 2020/1551 do Conselho, de 22 de outubro de 2020, respeitantes a ligações aéreas com Portugal” e constantes de uma lista anexa ao despacho, bem como “a entrada em Portugal de residentes em países que figuram da lista, sempre que tenham efetuado unicamente trânsitos ou transferências internacionais em aeroportos situados em países que não constem da mesma”.

Integram esta lista a Austrália, China, Coreia do Sul, Japão, Nova Zelândia, Ruanda, Singapura, Tailândia e Uruguai e as regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.612.297 mortos resultantes de mais de 72,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 5.649 pessoas dos 350.938 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.