Ciclista Daniela Campos campeã europeia júnior e Iuri Leitão ganha prata em sub-23

Portugal brilhou hoje nos Europeus de ciclismo de pista, com o ouro da júnior Daniela Campos na prova de eliminação e a prata de Iuri Leitão na corrida por pontos de sub-23, em Fiorenzuola d’Arda, Itália.

Daniela Campos, que conquistou a sua primeira medalha de ouro em grandes competições internacionais, foi a mais forte em pista na corrida que ia eliminando as mais lentas.

“A Daniela Campos melhorou muito face à anterior corrida neste Europeu, controlando os fatores importantes da prova. É um título magnífico, muito importante para a Daniela, porque lhe dá um impulso de desenvolvimento futuro”, elogiou o selecionador nacional de pista, Gabriel Mendes.

A portuguesa foi acompanhada no pódio pela checa Gabriela Bartova e pela atleta dos Países Baixos Daniek Hengeveld.

Iuri Leitão, que neste evento já tinha sido vice-campeão europeu em eliminação, repetiu o lugar do pódio por pontos, depois de estar praticamente toda a corrida em posição de medalha e, apesar de ter baixado de rendimento no último terço da prova, foi o primeiro na última volta, com pontuação a dobrar.

O português totalizou os mesmos 34 pontos do alemão Richard Banusch, terceiro, e do suíço Mauro Schid, quarto, bem distantes do russo Gleb Syritsa, que se impôs com 66 pontos.

“O Iuri teve um momento de transcendência, fazendo 800 metros no máximo das suas capacidades. Ultrapassou os corredores que vinham em fuga e triunfou no último sprint, feito essencial para podermos chegar ao pódio. Foi o corolário de corrida muito dura, perante adversários muito fortes”, congratulou-se Gabriel Mendes

Em três dias de competição no velódromo ao ar livre italiano, Portugal soma já quatro medalhas, face à prata de Iuri Leitão na eliminação em sub-23 e ao bronze de Maria Martins em scratch no mesmo escalão etário.

A ribatejana, que vai competir nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, também competiu hoje, sendo 11.ª na corrida por pontos, em prova ganha pela italiana Silvia Zanardi.

O programa de competição de hoje e domingo foi alterado em virtude de o velódromo ser ao ar livre e de estar prevista chuva para domingo, quando competirem Maria Martins na eliminação e Iuri Leitão no scratch.

 

Com Agência Lusa.

Giro: Alex Dowsett ganha oitava etapa, João Almeida continua líder

O ciclista português João Almeida (Deceuninck-Quick Step) manteve hoje a camisola rosa, símbolo da liderança na volta a Itália, na oitava etapa ganha, em solitário, pelo britânico Alex Dowsett (Israel Star-up Nation).

Os 200 quilómetros que ligaram Giovinazzo a Vieste, com duas contagens de montanha, foram cumpridos em 4:50.09 horas, tendo Dowsett batido por 1.15 minutos um trio comandado pelo italiano Salvatore Puccio (INEOS).

João Almeida chegou no pelotão, liderado pelo australiano Michael Andrews (Sunweb), sétimo, a 13.56 minutos, e continua na frente do Giro.

Antes do início da tirada, o ciclista britânico Simon Yates acusou positivo à covid-19 e retirou-se do Giro, tornando-se no primeiro caso de um corredor em grandes voltas.

 

Com Agência Lusa.

Swiatek bate Kenin na final de Roland Garros e conquista primeiro ‘major’ em Paris

A jovem tenista Iga Swiatek, de 19 anos, conquistou o seu primeiro título do ‘Grand Slam’, ao vencer na final de Roland Garros a norte-americana Sofia Kenin, tornando-se na primeira polaca a ganhar um ‘major’ na Era Open.

Swiatek, que iniciou o terceiro ‘major’ da temporada no 54.º lugar do ‘ranking’ WTA, superou a também jovem e número seis mundial, de 21 anos, em apenas dois ‘sets’, pelos parciais de 6-4 e 6-1, em apenas uma hora e 24 minutos.

A jogadora natural de Varsóvia, a disputar pela segunda vez o quadro principal do torneio francês, até entrou melhor no encontro e rapidamente chegou ao 3-0, mas a campeã do Open da Austrália recuperou e igualou a contenda (3-3).

Ao terceiro ponto de ‘break’, Swiatek voltou a quebrar a adversária (5-3) e serviu para fechar, não sendo, contudo, capaz de levar a melhor à primeira diante a norte-americana, que salvou um ‘set point’, mas não evitou o segundo, cedendo o primeiro ‘set’ por 6-4.

Depois de três ‘breaks’ em cinco oportunidades na primeira partida, a jovem polaca entrou no segundo ‘set’ a ser quebrada, mas fez cinco jogos consecutivos para alcançar uma vantagem de 5-1 e servir para ‘selar’ o triunfo ao primeiro ‘match point’ que dispôs, por 6-1.

Feitas as contas, Iga Swiatek contabilizou 25 ‘winners’, 17 erros não forçados, seis ‘breaks’ em nove oportunidades e um total de 65 pontos, face aos 10 pontos ganhantes, 23 erros não forçados, três ‘breaks’ em três oportunidades e um total de 42 pontos da adversária, que chegou a ser assistida à perna esquerda na primeira pausa do segundo ‘set’, quando já estava em desvantagem no marcador (1-2).

Ao contrário de Sofia Kenin, que detém cinco títulos WTA, a jovem polaca estreou-se a vencer no WTA em plena catedral da terra batida, onde se tornou na primeira jogadora a ganhar Roland Garros sem ceder um único ‘set’, desde a belga Justin Henin em 2007, e a mais jovem desde Monica Seles em 1992.

Conquistada a Taça dos Mosqueteiros, Iga Swiatek, que no seu percurso até à final eliminou, entre outras, a romena Simona Halep, campeã de Roland Garros em 2018, e a checa Marketa Vondrousova, finalista em 2019, vai ascender à 17.ª posição do ‘ranking’ mundial, enquanto Sofia Kenin vai subir ao quarto lugar.

 

Com Agência Lusa.

Cimeira Ibérica: Portugal e Espanha afastam novo fecho de fronteiras devido à pandemia

Os chefes dos governos de Portugal e Espanha afastaram hoje a possibilidade de um novo encerramento das fronteiras, sublinhando a necessidade de mais responsabilidade individual no combate à pandemia covid-19.

O primeiro-ministro português, António Costa, afirmou que não se justifica encerrar as fronteiras e defendeu, na conferência final da Cimeira Lusa-Espanhola, na Guarda, que atualmente o que se exige é “mais responsabilidade individual”.

“Não contemplamos em absoluto o fecho das fronteiras”, disse também o presidente do governo de Espanha, Pedro Sánchez, clarificando que as medidas que vierem a ser tomadas serão em conjunto com Portugal e os restantes estados membro da União Europeia.

A pandemia foi um dos temas em discussão na 31ª Cimeira Luso-Espanhola, tanto na declaração conjunta no final dos trabalhos como na conferência de imprensa final dos dois chefes dos governos de Portugal e de Espanha.

Portugal atingiu hoje um número recorde de mais de 1.600 novos casos de infeções com o novo coronavírus e Espanha está a apertar as medidas de contenção em Madrid contra a pandemia.

Pedro Sánchez salientou que “a evolução da pandemia é preocupante em todo o continente europeu” com um aumento de contágios em todos os países.

“O que temos é de dar uma resposta comum, homogénia”, defendeu, clarificando que, por isso, Espanha não tem, nem contempla « em absoluto o encerramento de fronteiras ».

“Qualquer decisão que tomarmos será do ponto de vista homogénio e partilhado com o governo português e com os restantes governos europeus”, sustentou.

António Costa referiu-se também à segunda vaga de infeções que toda a Europa está a enfrentar, “por vezes com um maior número de novos casos do que na primeira vaga”, para acrescentar que agora “todos estão melhor preparados” e que não é possível repetir medidas como o confinamento obrigatório.

“Temos todos consciência que a sociedade, as famílias, as empresas não podem voltar a suportar o custo de uma paragem global como aquela que tivemos no princípio desta pandemia”, afirmou.

O primeiro-ministro português lembrou os custos sociais e económicos para defender que é preciso travar a pandemia “com novas armas, não pode ser parar outra vez tudo”.

“Essas novas armas têm de ser a responsabilidade individual de cada um de nós de sermos muito responsáveis na forma como mantemos as regras da disciplina”, concretizou.

António Costa salientou ainda que “os custos da pandemia não são só económicos, são custos sociais”.

“A violência que constitui para os idosos não poderem ser visitados nos lares, terem que estar isolados, não poderem ter contacto com as famílias, é algo que é uma violência e um custo social que temos dificuldade seguramente em medir”, exemplificou.

“Por isso, nós temos hoje de ter cada vez maior responsabilidade individual e menos imposição legal naquilo que diz respeito às regras que têm de ser cumpridas”, acrescentou.

Quanto à gestão das fronteiras, considerou que “Portugal e Espanha têm sido exemplares ao longo destes meses porque, ao contrário do que aconteceu noutros países, não houve decisões unilaterais”.

“Creio que, neste momento, não se justifica esse fecho de fronteiras, estamos numa situação completamente diferente da que estávamos em abril”, afirmou.

António Costa concretizou que a diferença não é relativa ao número de casos, mas ao que se sabe sobre o vírus, « à capacidade que os sistemas de saúde têm para enfrentar os casos mais graves », a « uma alteração significativa » na população que está hoje a ser mais atingida, « mais nova, com consequências menos gravosas, e a permitir que o Serviço Nacional de Saúde esteja a ter capacidade de responder com segurança”.

 

Com Agência Lusa.

Fernando Santos quer Portugal « no topo e ao melhor nível » para vencer França

O selecionador Fernando Santos afirmou hoje que Portugal vai ter de estar “no topo e ao melhor nível em todos os momentos” para poder vencer no domingo em França, na terceira jornada da Liga das Nações de futebol.

“Sabemos que vamos ter pela frente um adversário que nos vai dificultar e muito o jogo, mas vamos entrar em campo sabendo que temos as nossas armas e que também podemos ganhar. Para isso, temos de estar no topo e no nosso melhor nível em todos os momentos do jogo. Não vai ser fácil para Portugal, mas também não vai ser fácil para a França”, afirmou Fernando Santos.

O selecionador nacional falava aos jornalistas na Cidade do Futebol, em Oeiras, na conferência de antevisão do encontro da terceira jornada do Grupo 3 da Liga A da Liga das Nações, que vai decorrer no Stade de France, estádio em que Portugal se sagrou campeão europeu, em 2016.

“É um momento que vai estar sempre na nossa vida, mas este vai ser um jogo diferente. É um jogo de apuramento. Queremos fazer um bom jogo e vencer, como é sempre o nosso objetivo. Sabemos que a França é um adversário poderosíssimo. É o campeão do mundo. É das melhores equipas do mundo. Mas, nós também temos as nossas armas para jogar e ganhar”, disse.

No domingo, Fernando Santos vai tornar-se no selecionador com mais jogos de sempre por Portugal (75), ultrapassando o brasileiro Luiz Felipe Scolari, precisamente no mesmo estádio e no mesmo dia em que há seis anos fez a sua estreia.

“Não ligo a estatísticas. Nunca liguei e não tenho essa tendência. Não procuro conseguir mais jogos ou menos. Procuro ganhar e é isso que temos feito e que vamos continuar a fazer”, garantiu o técnico português, que cumpre hoje 66 anos.

Portugal defronta no domingo a França, naquele que será o regresso dos campeões europeus ao Stade de France, após o histórico triunfo de 2016, na final do Europeu, num embate entre os dois primeiros classificados do Grupo 3.

No agrupamento da Liga A, lusos e franceses somam seis pontos, com a formação das ‘quinas’ a ter vantagem na diferença de golos, enquanto Suécia e Croácia seguem sem pontos.

A equipa de Fernando Santos iniciou a janela de jogos de outubro na quarta-feira, com um empate a zero frente à Espanha, num Estádio José Alvalade, em Lisboa, que teve direito a 2.500 adeptos nas bancadas.

 

Com Agência Lusa.

Covid-19: Portugal com 5 mortos e 1.646 novos casos nas últimas 24 horas

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Portugal registou hoje mais cinco mortos relacionados com a covid-19 e um número recorde de 1.646 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, em março, este é o maior número de casos de infeção. O segundo maior registo aconteceu a 10 de abril, com 1.516, e o terceiro mais recentemente, nesta sexta-feira, com 1.394 novos casos.

Portugal já registou 2.067 mortes e 85.574 casos de infeção, estando hoje ativos 30.704 casos, mais 1.002 do que na sexta-feira.

A DGS indica que, das cinco mortes registadas nas últimas 24 horas, duas ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, duas na região Norte, onde agora se verifica o maior número de infeções (na sexta-feira liderava Lisboa), e uma no Algarve.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim revela que estão internadas 831 pessoas (mais 20 nas últimas 24 horas), das quais 122 em cuidados intensivos (menos três em relação a sexta-feira).

O número de recuperados aumentou para 52.803 (mais 639 do que na sexta-feira).

 

Com Agência Lusa.

Pongo, diva do kuduro, arrasa na Cité de la Musique, filme Ordem Moral e exposição de Vhils. Destaques em Paris

Cultura. Êxitos lusófonos em Paris com Pongo, a raínha da música Kuduro, que arrasou num concerto na Cité de la Musique – e ainda cinema L’Ordre Moral e a pintura de Vhils. Por João Pinharanda, diretor do Instituto Camões em Paris e conselheiro cultural da embaixada em França.

Crónica para ouvir, na Rádio Alfa, na segunda-feira, 12, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

Pongo:

 

Marie de Medeiros, extraordinária em Ordem Moral:

 

Vhils, com nova exposição esta semana:

 

João Pinharanda:

 

Já está pronta a Casa de Portugal em Villeneuve-le-Roi. Rádio Alfa é parceira da instituição

Já terminaram as obras na Casa de Portugal em Villeneuve-le-Roi. 

A Casa de Portugal de Villeneuve-le Roi (Val-de-Marne) já está pronta “mas, infelizmente, devido à situação ligada à pandemia de covid-19 vamos ter de esperar um pouco para dar início às atividades”, diz à Rádio Alfa, o “maire” da localidade, Didier Gonzales.

A nova Casa de Portugal da região parisiense (que custou no total cerca de 900 mil euros) assinou uma parceria com a Rádio Alfa, que organizará nas suas instalações alguns espetáculos e outros eventos culturais.

A Casa de Portugal está localizada no centro da localidade, no ângulo da avenue de la République e da rue Maréchal-Liautey, no lugar onde existia anteriormente a discoteca La Cigale.

 

Foto LP/Marine Legrand (cedida à Rádio Alfa pela « mairie »)

 

A ideia de adaptar as instalações já existentes para levantar aí a Casa de Portugal partiu do presidente da Câmara, Didier Gonzales (direita, LR), que a pôs à disposição da associação franco-portuguesa de Villeneuve-le Roi, que esteve desde que a ideia nasceu ao lado do autarca nesta iniciativa.

A compra do edifício custou à “mairie” 300 mil euros e as obras cerca de 600 mil.

A comunidade portuguesa local mobilizou-se desde o início para ajudar nas obras,  confirmou à Rádio Alfa, Adelino de Pinho, presidente da associação franco-portuguesa, durante uma visita recente que fizemos às instalações, na altura com as obras ainda por concluir.

A Casa de Portugal tem diversas dependências, incluindo cozinha e um espaço exterior, e sobretudo uma sala espaçosa com um palco de 70m2 e capacidade para receber, simultaneamente, mais de 200 pessoas.

Além de espetáculos, a associação luso-francesa pretende aí lançar, entre outras iniciativas, aulas de português e de francês.

« As instalações já foram oficialmente vistoriadas e aprovadas e a obra é de grande qualidade », informa Didier Gonzales.

Agora só falta que a crise sanitária se resolva de forma a permitir a inauguração e a abertura das instalações ao público.

A Rádio Alfa vai aí organizar alguns eventos no quadro da parceria assinada entre o “maire” e a direção da nossa estação.

Covid-19/Portugal. 79 estudantes de Erasmus na universidade do Porto infetados

Covid-19: Subiu para 79 o número de estudantes de Erasmus da U. Porto infetados

Covid-19: Subiu para 79 o número de estudantes de Erasmus da U. Porto infetados

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O número de estudantes do programa ERASMUS da Universidade do Porto infetados com covid-19 subiu para 79, revelou ontem a instituição, acrescentando que os casos positivos se “distribuem por várias faculdades e vários cursos”.

À Lusa, o gabinete de comunicação da Universidade do Porto (U. Porto) avançou que foram detetados hoje mais 38 casos positivos, passando de 41 para 79 o número de estudantes do programa ERASMUS [de mobilidade académica entre estudantes de todo o mundo] infetados.

Num comunicado divulgado na quinta-feira à noite, a U. Porto esclareceu que os seus casos positivos se “distribuem por várias faculdade e vários cursos”.

Isto “reforça a convicção das autoridades de saúde de que o contágio ter-se-á dado fora do contexto de aulas ou de outras atividades no interior da universidade”, acrescenta.

A U. Porto afirmou ainda que, até ao momento, não foram registados casos de contágio “dentro das instalações”.

Também em resposta à agência Lusa, no seguimento do surto de covid-19 entre os estudantes do ensino superior do Porto, o Instituto Politécnico do Porto (IPP) afirmou hoje ter 20 dos seus estudantes infetados, sendo que 14 são do programa ERASMUS e sete são nacionais.

O IPP, que desconhece se, para além dos 20 alunos infetados, há outros alunos ou professores em isolamento profilático.

A instituição diz estar “por iniciativa própria” a testar todos os estudantes de ERASMUS, num total de 195, e a seguir as recomendações das autoridades de saúde.

Na quinta-feira, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) revelou que 49 estudantes do ensino superior do Porto estavam infetados com covid-19.

Contactada hoje pela Lusa, a ARS-N disse não ter recebido nenhuma atualização dos dados divulgados na quinta-feira.

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