Covid-19. Alemanha coloca Lisboa na lista de regiões de risco

Alemanha coloca Lisboa na lista de regiões de risco.

Alfa/com Lusa, DN…

 

A Alemanha acrescentou ontem a Área Metropolitana de Lisboa à lista de regiões de risco devido ao aumento de infeções por covid-19, revelou o Ministério dos Negócios Estrangeiros germânico.

Além da Área Metropolitana de Lisboa, capital de Portugal, o ministério incluiu na sua ‘lista vermelha’ regiões de países como França, Dinamarca, Irlanda, Croácia, Países Baixos, Áustria, Roménia, Eslovénia, Hungria e República Checa, informa a agência AFP. Espanha, um dos destinos preferido dos turistas alemães, também está na lista de países a serem evitados.

Isto significa que os turistas que regressam destes territórios são obrigados a realizar teste à covid-19 e permanecer em quarentena enquanto aguardam o resultado.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, em informação publicada no seu sítio na internet, desaconselha ainda « viagens turísticas não essenciais » àquelas regiões, onde o número de novas infeções ultrapassa o limite de 50 casos por 100 mil habitantes em sete dias.

As autoridades alemãs multiplicaram nas últimas semanas os avisos sobre viagens para países europeus, devido a esse aumento de casos.

 

 

Horrível pena de morte ainda existe na Europa – na Bielorrússia do ditador Lukachenko. Crónica

A horrível pena de morte ainda existe no continente europeu – na Bielorrússia do ditador Alexandre Lukachenko, que tomou posse na passada quarta-feira numa cerimónia não anunciada previamente e sem a presença de diplomatas da União Europeia.

Opositores bielorrussos e líderes europeus denunciaram de imediato a tomada de posse como ilegítima.

« Defendemos os nossos valores, a nossa vida pacífica, a nossa soberania e a nossa independência, e temos muito mais a fazer neste âmbito », disse o ditador na posse.

Crónica de Ricardo Figueira, jornalista da Euronews, para ouvir na Rádio Alfa, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas. 

 

 

Morte de Juliette Gréco, ícone da canção francesa, é notícia em todo o mundo

A morte, ontem, da histórica intérprete de Jolie Môme e de Bonjour Tristesse, Juliette Gréco, ícone da canção francesa e musa do quarteirão parisiense Saint Germain des Près, é notícia em todo o mundo. Leia aqui um texto da Lusa sobre ela.

Morreu a cantora e ícone da canção francesa Juliette Gréco

facebook sharing button
twitter sharing button
A cantora e ícone da canção francesa Juliette Gréco, que cantou Léo Ferré, Jacques Prévert e Serge Gainsbourg, entre outros, morreu ontem, aos 93 anos, disse à Agência France-Presse (AFP) a sua família.

“Juliette Gréco morreu nesta quarta-feira 23 de setembro de 2020 rodeada pelos seus na sua amada casa de Ramatuelle [no sudeste de França]. A sua vida foi fora do comum”, declarou a família, num comunicado enviado à AFP, no qual salienta que, “aos 89 anos, ela ainda fazia a canção francesa brilhar”.

Juliette Gréco nasceu em 07 de fevereiro de 1927 em Montpellier, no sul de França, mas cresceu perto de Bordéus, no sudoeste, criada pelos avós maternos, após a separação dos pais.

Na sua autobiografia publicada em 1983, “Jujube”, diminutivo de infância, Gréco conta como, após a detenção da mãe, que pertencia à resistência, ela foi encarcerada durante 10 dias em Fresnes, em 1943, com a irmã mais velha, Charlotte. A mãe e a irmã foram deportadas para o campo de concentração de Ravensbrück, na Alemanha, mas sobreviveram.

Esse drama marcou-a e fez dela uma mulher livre e politicamente empenhada que, em 1981, num espetáculo no Chile, perante notáveis do regime ditatorial de Pinochet, apenas interpretou canções proibidas. Após o concerto, foi escoltada para o aeroporto por militares.

No final dos anos 1940, Raymond Queneau e Jean-Paul Sartre assinaram os primeiros êxitos de Juliette Gréco no cabaret Le Tabou: “Si tu t’imagines” e “La Rue des Blancs-Manteaux”.

Ela cantou também Pierre Desnos, Jacques Prévert, Bertolt Brecht, Boris Vian, Françoise Sagan, Charles Aznavour, Léo Ferré, Guy Béart, Serge Gainsbourg e Georges Brassens.

Depois de passar por outros cabarets míticos, como La Rose Rouge e Le Bouef sur le Toit, veio a consagração no Olympia, em 1954, e depois em Nova Iorque. Juliette Gréco tornou-se então num símbolo da canção francesa em todo o mundo.

Nos Estados Unidos, o seu companheiro, o produtor norte-americano Darryl Zanuck, conseguiu-lhe papéis nos filmes “Bonjour Tristesse” (1958), de Otto Preminger, “Raízes do Céu” (1958), de John Huston, e “Drama no Espelho” (1960), de Richard Fleischer.

Regressada a Paris, dedica-se à música: a canção “Déshabillez-moi”, um dos seus maiores êxitos, foi gravada em 1968.

Celebrizada pela sua interpretação de Belfegor em 1965, na série televisiva epónima, a cantora da Rive Gauche estreou-se no teatro em 1945, em “Victor ou les enfants du pouvoir”, e no cinema em 1949, em “Orphée”, de Jean Cocteau.

A glória nunca a abandonou e, em 2004, um ano depois do seu álbum “Aimez-vous les uns les autres” e 50 anos após o primeiro concerto, regressou ao Olympia.

Em julho de 2005, foi convidada de honra do festival Francofolies de La Rochelle e, em fevereiro de 2007, pelo seu 80.º aniversário, reencontrou o seu público no Théâtre du Châtelet, em Paris. Em agosto de 2013, aos 86 anos, cantou também no Festival de Ramatuelle.

Em Portugal, atuou por duas vezes, em 2001 e 2008, ambas no Centro Cultural de Belém (CCB), e em 2013, voltou a Lisboa, no dia em que completava 86 anos, não para cantar, mas para ser homenageada no Instituto Franco-Portugais, por ocasião do lançamento da coleção Chanson Française, editada pelo diário Público com selo da Levoir e da Le Chant du Monde.

Nos últimos anos da carreira, gravou discos com as novas gerações de autores, como Miossec, Benjamin Biolay, Olivia Ruiz e Abd Al Malik.

Juliette Gréco anunciou em 2015, aos 87 anos, que iria abandonar os palcos, após uma última digressão.

“É muito duro, é muito complicado para mim, é muito doloroso: é preciso saber sair em beleza”, disse na ocasião à estação televisiva RTL a intérprete de “Déshabillez-moi”, uma das suas mais célebres canções.

Embora admitindo que quando está em palco nunca se sentia cansada, explicou: “Vou fazer 88 anos daqui a 10 dias e não quero dar a imagem de uma velha mulher que se agarra ao passado, não quero ter vergonha, ir demasiado longe”.

Em 2016, ano em que perdeu a única filha, Laurence-Marie, teve um acidente vascular cerebral.

“Sinto muita falta. A minha razão de viver é cantar! Cantar é a totalidade, está o corpo, o instinto, a cabeça”, afirmou a cantora, numa entrevista publicada em julho na revista francesa Télérama.

Após uma longa relação com o trompetista do jazz Miles Davis, casou-se com o comediante Philippe Lemaire (em 1953), pai da sua filha, e com Michel Piccoli (em 1966), de quem se divorciaria em 1977. Em 1988, voltou a casar-se com o antigo pianista de Jacques Brel, Gérard Jouannest.

Venda do BES em França com desconto de 68,2% origina nova queixa sobre Novo Banco

A notícia é hoje dada em Portugal pelo jornal Público. Segundo este diário, o BES Vénétie foi vendido com um desconto de 68,2% numa operação cujos contornos voltaram a merecer uma queixa junto do regulador europeu, nomeadamente por alegado conflito de interesses.

O negócio foi visado na auditoria feita pela Deloitte, informa o jornal, que acrescenta:

« A venda no final de 2018 da subsidiária francesa do Novo Banco suscitou uma queixa junto das autoridades europeias, entre outros pontos, por ter decorrido com um desconto de 68,2% face ao preço de balanço e num quadro de conflitos de interesses, dado que o actual chairman da instituição, Byron Haynes, exerceu até Julho de 2017 o cargo de presidente-executivo (CEO) de um banco detido pelo fundo norte-americano Cerberus, o comprador do Banco Espírito Santo (BES) de la Vénétie ».

O BES Vénétie era um ativo do Novo Banco herdado do falido BES em França e foi vendido no final de 2018.

 

Covid-19/França. Situação agrava-se. Novas medidas restritivas. 43 mortos e 13.072 casos em 24h

Covid-19/França. Crise sanitária agrava-se. Governo decide novas medidas restritivas em diversas cidades. 43 mortos e 13.072 casos em 24 horas

Balanço diário oficial: mais 43 mortos em 24 horas em França (31.459 no total) e 13.072 novos casos (481.141 no total).
Há agora em França 675 pessoas em cuidados intensivos num total de 4244 internadas em hospitais.
Em Marselha e na Guadalupe, em alerta máximo, fecham totalmente os bares e restaurantes a partir de sábado.
Paris em alerta reforçado a partir de segunda-feira –  festas, designadamente de estudantes, proibidas, e bares fechados às 22 horas, ajuntamentos autorizados apenas até 10 pessoas e limite de mil pessoas para eventos autorizados.
Em alerta reforçado estão agora 69 departamentos e zonas designadamente de Bordeaux, Lyon, Nice, Lille, Toulouse, Saint-Etienne, Rennes, Ile de France, Rouen, Grenoble et Montpellier…
Ministro da Saúde, Olivier Véran, disse hoje que hospitais estão a ficar em rutura, ou estarão brevemente, designadamente em Paris e noutras cidades e apela de novo ao teletrabalho.
« A situação continua, globalmente, a degradar-se. As consequências sanitárias e o nível de tensão hospitalar exigem que tomemos medidas suplementares », explicou o ministro, em conferência de imprensa.
Confira o mapa da situação atual (hoje) em França:
(Em atualização)

Conselho das Comunidades quer plenário na Assembleia da República dedicado à diáspora

Conselho das Comunidades Portuguesas defende plenário na AR dedicado à diáspora

Conselho das Comunidades Portuguesas defende plenário na AR dedicado à diáspora

facebook sharing button
Alfa/com Lusatwitter sharing button
email sharing button
O Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) defendeu hoje no Parlamento a realização de um plenário na Assembleia da República para tratar o tema das comunidades.

“Um plenário dedicado às comunidades portuguesas seria algo que marcaria para sempre”, disse o presidente do CCP, Flávio Martins, aos deputados da comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas que hoje receberam este órgão consultivo do Governo.

Além desta proposta, os conselheiros partilharam com os diversos grupos parlamentares várias reivindicações, algumas já conhecidas dos deputados, como a mudança de tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros para a Presidência do Conselho de Ministros.

“Somos portugueses e não podemos ser vistos numa lógica de exterior”, disse o vice-presidente do CCP, Amadeu Batel.

Só com uma mudança de tutela é que o CCP poderá ser “um órgão de consulta a sério e não um simulacro de consulta”, acrescentou.

O CCP já tinha defendido esta ideia, e partilhado a mesma na forma de proposta, na anterior legislatura, assim como outras ideias que continuam a defender, como a obrigatoriedade da consulta do CCP sempre que os temas versem sobre as comunidades.

“Se podemos contribuir, gostaríamos de contribuir com propostas com impacto ou efeito junto das comunidades”, disse o presidente do CCP, defendendo ainda uma melhoria do orçamento já para o próximo ano.

Segundo Flávio Martins, este órgão necessita de pelo menos 205.000 euros de orçamento anual – este ano recebeu 170.000 – para poder realizar as atividades de que as comunidades necessitam.

Esta é uma matéria que, segundo Flávio Martins, é do conhecimento da secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, e também dos grupos parlamentares.

Outra ideia partilhada hoje com os deputados é a realização de um plenário a meio do mandato, a somar ao plenário por mandato que se realiza atualmente.

Os deputados revelaram conhecer o teor destas propostas, com José Cesário (PSD), antigo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas a recordar que no próximo ano irão realizar-se eleições para os conselheiros deste órgão.

O deputado manifestou-se profundamente preocupado com “os gravíssimos problemas sociais” que afetam as comunidades portuguesas e que “aumentaram imenso nos últimos meses devido à covid-19”.

José Cesário criticou “a falta de instrumentos de apoio” ou a limitação dos mesmos para fazer face a estas situações, alertando igualmente para a situação difícil que atravessam as cerca de 3.000 associações de portugueses no estrangeiro.

Para o social-democrata, o facto de ainda não existir um atendimento presencial na rede consular está “a penalizar” as comunidades que para muitos assuntos necessitam de uma resposta presencial”.

“Aqui em Portugal a situação também é semelhante, mas para quem está longe é muito mais difícil”, disse.

Paulo Porto (PS) defendeu uma “maior proximidade” entre os conselheiros e os deputados no Parlamento, considerando que tal é “essencial para conhecer a situação da diáspora”

Por seu lado, o deputado João Oliveira (PCP) sublinhou “o arrojo” da reflexão do CCP, espelhado nas propostas que enviaram aos grupos parlamentares.

Eleito pelo PSD Madeira, de onde é oriunda uma representativa comunidade portuguesa que vive na Venezuela e na África do Sul, o deputado André Neves deixou um apelo aos conselheiros: “Nunca tenham razões para se sentirem abandonados”.

“Os senhores não estão abandonados, continuamos a acompanhar-vos, com imensa atenção. São portugueses como qualquer português”, disse.

A reunião do CCP com os deputados da comissão oarlamentar dos Negócios Estrangeiros ocorre a meio dos três dias da reunião anual deste órgão, que terça-feira reconduziu a direção do Conselho Permanente e que prossegue hoje e quinta-feira uma série de encontros ao mais alto nível, além de reuniões internas e de trabalho.

 

7.200 autarcas lusodescendentes eleitos em França. Devagar se vai ao longe. Mas o que vai fazer Portugal com eles?

Mais de 7.200 autarcas lusodescendentes foram eleitos no último escrutínio municipal em França.

Perante este número incrível de autarcas da origem portuguesa eleitos (quase o dobro dos que tinham sido eleitos nas anteriores « municipais »), Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, pergunta:

« E, agora, o que vai fazer Portugal com eles? » – « Vai (Portugal) ficar a dormir à sombra da bananeira? » – « Ou vai ficar tudo em águas de bacalhau como aconteceu no passado? ».

« Há uma rede incrível (a construir) de portugueses nos municípios franceses? »….

Crónica de Carlos Pereira para ouvir, na Rádio Alfa, na quinta-feira, 24, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

(Números, que ainda não são definitivos, foram divulgados pela associação Cívica, de Paulo Marques, e o Lusojornal)

Covid-19/Portugal. Mais 802 novos casos e três mortos em 24h

Covid-19/Portugal. Mais 802 novos casos e três mortos em 24 horas. Mais 316 recuperados no mesmo período.

O boletim oficial diário de hoje, quarta-feira, 23, da Direção-Geral da Saúde regista mais 802 casos de covid-19, três mortos e 316 recuperrados em Portugal de ontem para hoje.

 

No total, há agora 70.465 casos confirmados de infeções, 1.928 óbitos e 46.290 recuperados em Portugal.

Covid-19/Europa. Pandemia agrava-se. Novas medidas restritivas em diversos países

A segunda vaga da epidemia já parece ter chegado a alguns países europeus, onde se fazem planos para o período outono/inverno, que se anuncia muito difícil.

 

Espanha é o país que enfrenta mais dificuldades com parte de Madrid e a sua região sul em confinamento. O país registou ontem 241 mortos em 24 horas – https://radioalfa.net/covid-19-espanha-241-mortos-e-mais-10-799-novos-casos-em-24h-uma-parte-de-madrid-em-confinamento/

Madrid é onde a situação é mais grave e foram adotadas medidas de confinamento em dezenas de bairros e zonas da periferia sul da cidade com limitações rigorosas à circulação de pessoas.  As autoridades espanholas antecipam já a perspetiva de próximas semanas ainda mais difíceis.

Em Inglaterra foram tomadas medidas de prevenção mais duras, designadamente em Londres e prevêem-se cenários de crise já para outubro.

Também em França, na BélgicaHolandaRepública ChecaÁustriaDinamarca e Roménia se adotam novas restrições. Em França, a situação era esta, ontem, segundo números oficiais – https://radioalfa.net/covid-19-franca-68-mortos-e-mais-de-10-mil-novos-casos-em-24h/

Todos este países tentam evitar um novo confinamento geral para travar a pandemia e por exemplo a Espanha – e igualmente a França – começam a ter os hospitais demasiado cheios de doentes.

Em Portugal a situação também pode piorar e o primeiro-ministro, António Costa, apelou à responsabilidade individual dos cidadãos, prevendo a breve prazo mais de mil casos diários de infeção. Portugal vai chegar brevemente aos dois mil mortos.

No Mundo, foram já ultrapassadas 30 milhões de infeções  e nos próximos dias será atingido o número de um milhão de mortes.

Ouça também, na Rádio Alfa, a crónica de hoje de Daniel Ribeiro sobre este assunto: https://radioalfa.net/a-segunda-vaga-de-covid-19-ja-esta-ai-mas-novo-confinamento-nao-e-solucao-opiniao/

Comunidades. Situação crítica da rede consular. Opinião, por Carlos Gonçalves

Opinião do deputado do PSD pelo círculo da Europa, Carlos Gonçalves, sobre a « situação crítica da rede consular » portuguesa publicada no Lux24 a 20/09.

A pandemia da covid-19 veio agravar a situação de quase rutura que a nossa rede consular enfrentava ainda antes do Mundo enfrentar esta grave crise sanitária.

Muitos dos nossos postos enfrentavam grandes dificuldades que, em face dos constrangimentos trazidos pela covid 19, se aprofundaram, com graves consequências para o atendimento de todos aqueles que a eles recorrem.

Por isso mesmo, apresentei uma Pergunta ao Governo sobre a situação critica da rede consular onde alertei para as enormes dificuldades que alguns dos nossos postos consulares registam no atendimento dos utentes e para a necessidade de reforço dos meios humanos ao dispor da nossa rede consular.

Tivemos, nessa pergunta, a oportunidade de retomar os alertas que tínhamos feito em final de 2019 sobre o que se passava em postos tão importantes como Paris, Rio de Janeiro, Toronto, Luxemburgo, São Paulo, Londres, Genebra ou Macau, apenas para citar aqueles com maior volume de atendimento, no que diz respeito aos atrasos para a emissão de documentos e ao processamento nos serviços em Portugal.

Estes são, infelizmente, apenas alguns dos exemplos da situação de rutura em que se encontra a nossa rede consular no Mundo provocada pela ausência de investimentos concretos nesta área, nos últimos quatro anos e, agora, agravada pela pandemia da covid-19.

Neste âmbito, O Sr. Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, em diversas ocasiões, nomeadamente em audição na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, anunciou, várias vezes, o reforço de funcionários para a rede consular, o que ainda não se concretizou efetivamente.

Acresce que a Sra. Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, na última audição na Assembleia da República e perante estes casos e, sobretudo pelo seu agravamento trazido pela pandemia, afirmou que o Governo ainda estava a avaliar a situação independentemente de, nessa altura, terem já passado mais de três meses do início da imposição das medidas restritivas.

NO ENTANTO, EM ENTREVISTA A UM ÓRGÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DAS COMUNIDADES, A SRA. SECRETÁRIA DE ESTADO VEIO DEPOIS RECONHECER QUE “NÃO TEMOS RECURSOS PARA REFORÇAR TODOS OS CONSULADOS, MAS ESTAMOS A TENTAR ACUDIR AQUELES QUE ESTÃO EM PIOR SITUAÇÃO” E ALUDIU MESMO À POSSIBILIDADE DE FAZER OS DOCUMENTOS EM PORTUGAL E RECEBÊ-LOS DEPOIS NAS MORADAS NO ESTRANGEIRO. COMO EXEMPLO, DEU MESMO O CASO DO LUXEMBURGO.

Ora, a pandemia do covid-19, com todas as limitações e constrangimentos que trouxe consigo para o atendimento presencial e para as deslocações entre países no espaço europeu, veio agravar ainda mais esta situação e obrigou mesmo o Governo a optar por soluções de recurso ao invés de medidas estruturais que permitam minimizar ou mesmo superar as lacunas das nossas estruturas consulares.

Mesmo postos que tradicionalmente não tinham problemas como Paris ou Lyon em França têm hoje dificuldades no atendimento dos utentes com os atrasos a acumularem-me. O mesmo se passa no Reino Unido e no Consulado-Geral de Portugal em Londres, onde quem recorre a esta estrutura acaba mesmo por desesperar até conseguir ver a sua situação resolvida.

Por tudo isto, temos defendido que perante a situação em que se encontra a rede consular o Governo tem de apostar no reforço efetivo dos meios humanos de forma a garantir a diminuição dos atrasos e constrangimentos no atendimento em muitas das nossas estruturas no estrangeiro.

Não podemos continuar a viver apenas com anúncios e boas intenções. São necessárias medidas concretas. É isso que temos defendido!

Flash Info

Flash INFO

0:00
0:00
Advertising will end in 

Journal Desporto

0:00
0:00
Advertising will end in 

x