Ranking FIFA. Portugal sobe dois lugares e é quinto classificado

Portugal subiu duas posições e é quinto classificado no ‘ranking’ mundial da FIFA, hoje publicado e que continua a ser liderado pela Bélgica, após as vitórias no arranque da Liga das Nações de futebol, sobre Croácia e Suécia.

A progressão da seleção portuguesa no ‘ranking’ contrasta com a ‘queda’ da Croácia, atual vice-campeã mundial e adversária de Portugal na Liga das Nações, que perdeu, precisamente, com a equipa das ‘quinas’ e com a França.

A seleção orientada por Fernando Santos arrancou a competição, na qual é campeã em título, com triunfos diante dos croatas, por 4-1, em 05 de setembro, no Porto, e na Suécia, por 2-0, em 08 de setembro.

No ‘top 10’ da FIFA foram essas as principais mudanças, com Portugal em quinto – tendo ultrapassado também o Uruguai, que caiu para sexto – e a Croácia a descer do sexto para o oitavo, tendo sido ainda superada pela Espanha, atual sétima poscionada.

Com a Bélgica a manter-se na frente, seguem-se França (segunda colocada), Brasil (terceiro) e Inglaterra (quarta), mantendo-se a hierarquia dos últimos meses.

As seleções sul-americanas na ‘linha da frente’ mantêm-se nos mesmos lugares, com a Argentina em nono e a Colômbia, orientada por Carlos Queiroz, em 10.º, apesar de não terem ainda competição, com exceção do Uruguai.

Com a pandemia de covid-19 a condicionar o calendário mundial, foi a Liga das Nações que permitiu as primeiras mexidas substanciais, com a Rússia a ter duas vitórias na Liga B e a capitalizar a maior subida, da 38ª posição para a 32ª (seis lugares).

As antigas campeãs mundiais Itália e Alemanha tiveram subidas ligeiras, de um lugar, com os transalpinos em 12º e os germânicos em 14.º.

Em outras seleções lideradas por técnicos portugueses, a Coreia do Sul, de Paulo Bento, subiu um lugar e é 39ª, enquanto os Camarões, de António Conceição, e o Bahrain, de Hélio Sousa, mantiveram o 53º e 99º postos, respetivamente.

 

– ‘Ranking’ da FIFA em 17 de setembro:

1. (1) Bélgica, 1.773.

2. (2) França, 1.744.

3. (3) Brasil, 1.712.

4. (4) Inglaterra, 1.664.

5. (7) Portugal, 1.653.

6. (5) Uruguai, 1.645.

7. (8) Espanha, 1.642.

8. (6) Croácia, 1.628.

9. (9) Argentina, 1.623

10.(10) Colômbia, 1.622

(…)

39. (40) Coreia do Sul, 1.464.

53. (53) Camarões, 1.413.

78. (78) Cabo Verde, 1.318.

99. (99) Bahrain, 1.225.

105. (105) Moçambique, 1.200.

119. (118) Guiné-Bissau, 1.155.

124. (124) Angola, 1.136.

181. (181) São Tomé e Príncipe, 923.

182. (182) Macau, 922.

197. (196) Timor-Leste, 879.

Com Agência Lusa.

Português foi assassinado no sábado, na Suíça, em ato terrorista islâmico

O jovem português de 29 anos, João Azevedo, assassinado à facada em Morges (Suíça) no passado sábado, terá sido morto por motivações terroristas, indicaram as autoridades helvéticas.

A notícia é destacada hoje pelo Jornal de Notícias em Portugal e o alegado assassino, que tem dupla nacionalidade turca e suíça, já confessou o crime e as motivações.

Disse aos investigadores que agiu para se « vingar do Estado suíço » e para « vingar o Profeta ».

Segundo informa o Jornal de Notícias, o suspeito saiu da cadeia há pouco mais de um mês e « estava sob vigilância dos serviços secretos por atividades relacionadas com o Estado Islâmico ».

João Azevedo era natural de Vila Meã, Amarante, e estudou engenharia em Coimbra. Estava na Suíça a trabalhar há cerca de dois anos.

O português foi assassinado quando ia jantar com amigos num restaurante especializado em Kebab, em Morges.

O funeral deverá realizar-se no próximo sábado às 15 horas, em Vila Meã, Amarante, segundo ainda o JN.

 

UE. Ambicioso plano da Presidente da Comissão pode cair por terra. O inimigo não é apenas o vírus Covid-19. Opinião

Forte e positivo plano da Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, para a recuperação económica na Europa, pode cair por terra porque a União Europeia não enfrenta apenas a pandemia de Covid-19, enfrenta também o vírus de Estados populistas como a Hungria e a Polónia. 

Ratificação do ambicioso plano necessita de unanimidade e estes Estados podem não o ratificar porque não aceitam as regras políticas e democráticas básicas e fundamentais da UE, como a liberdade de expressão e de imprensa e a independência da Justiça.

Crónica de Daniel Ribeiro para ouvir, na Rádio Alfa, na sexta-feira, 18, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

 

 

 

 

 

Apoio de António Costa a Luís Filipe Vieira. Um surpreendente erro de palmatória. Opinião

O apoio do primeiro-ministro, António Costa, a Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, é um erro de palmatória que um político experiente como ele nunca deveria ter cometido.

Ouça aqui a última crónica de Daniel Ribeiro:

 

Covid-19/França. 46 mortos, 9.784 novos casos em 24 horas

Covid-19/França. 46 mortos, 9.784 novos casos em 24 horas e ainda mais 77 novos surtos de contágio no mesmo período.

Há agora 862 surtos ativos no país, 127 dentre eles em lares.

No total, a França conta agora  31.045 mortos devido à pandemia.

O novo balanço foi divulgado esta tarde pelas autoridades francesas.

 

Covid-19/Espanha. Mais 239 mortes e 11 mil novas infeções em 24 horas

Covid-19: Espanha regista mais de 11 mil novas infeções sendo um terço em Madrid

Alfa/com Lusa 

Espanha contabilizou hoje 11.193 novos casos de covid-19, um terço dos quais em Madrid, elevando para 614.360 o número total de infetados até agora, segundo números divulgados pelo Ministério da Saúde espanhol.

Por outro lado, o país registou mais 239 mortes com a doença nas últimas 24 horas, aumentando o total de óbitos para 30.243.

Madrid continua a ser a comunidade autónoma com o maior número de infeções, tendo registado mais 3.438 do que o número notificado na terça-feira.

Deram entrada nos hospitais com a doença nas últimas 24 horas 1.315 pessoas, das quais 470 em Madrid, 158 na Andaluzia e 141 na Catalunha.

Há em todo o país 9.810 pessoas hospitalizadas com a doença, das quais um terço, 3.207, em Madrid, e 1.281 pacientes estão em unidades de cuidados intensivos.

Covid-19. Pelo menos 77 jovens belgas infetados após férias no Algarve

Pelo menos 77 jovens belgas infetados após férias em Albufeira

Pelo menos 77 jovens belgas, entre os 18 e os 20 anos, estão infetados com covid-19 após terem regressado de férias em Albufeira no início do mês, estando a cumprir isolamento domiciliário na Bélgica, anunciaram esta quarta-feira as autoridades.

A notícia foi dada pelo governador da província da Flandres Ocidental, Carl Decaluwé, que citado pela imprensa belga refere que os jovens foram infetados em férias no Algarve entre os dias 2 e 12 de Setembro.

Cerca de metade destes 77 jovens infetados – que estão em isolamento domiciliário – participaram numa estadia organizada pelo operador turístico belga Summer Bash, especializado em viagens para jovens entre os 16 e os 24 anos, enquanto os restantes alugaram uma casa privada para as férias.

De acordo com Carl Decaluwé, “o número de jovens infetados deverá aumentar”, já que as autoridades belgas ainda não conseguiram rastrear todos os contactos dos que testaram positivo para a covid-19. Ao todo, foram 130 os jovens belgas que passaram férias na primeira quinzena em Portugal com o operador turístico Summer Bash, tendo a empresa recomendado a realização de testes e de quarentena.

Segundo a rádio Antena1, que contactou as autoridades belgas, o contágio poderá ter acontecido entre os próprios belgas em festas e encontros entre eles.

Portugal e o papel das diásporas na Europa. Opinião – Paulo Pisco

OPINIÃO

Portugal e o papel das diásporas na Europa – um artigo de Paulo Pisco, publicado no jornal Público

Procurar estabelecer uma política europeia para as diásporas é um passo muito relevante para dignificar as comunidades estrangeiras nas nossas sociedades e reconhecer a sua importância.

As diásporas são uma realidade bem presente em todas as sociedades do mundo, que sempre conheceu movimentos de populações de umas geografias para outras, na esperança de uma vida mais próspera ou para fugir de conflitos ou ditaduras, constituindo também, ao mesmo tempo, um inegável fator de progresso económico, social e cultural. As diásporas construíram nações, como os Estados Unidos, e reconstruiram países em ruínas, como a França do pós-Guerra, que se ergueu com o trabalho de milhões de Portugueses, Italianos, Espanhóis, Argelinos e de outros povos.

A grandeza dos números fala por si. Só no espaço da União Europeia, de acordo com o Eurostat, havia em 2019 cerca de 13,5 milhões de cidadãos comunitários a viver noutro Estado-membro e perto de 22 milhões de países terceiros, muitos deles oriundos de países membros do Conselho da Europa.

Daí que seja da maior importância ultrapassar os estereótipos e ideias negativas sobre os migrantes, eliminar preconceitos e criar as condições para que possam sentir-se cidadãos iguais em direitos, deveres e oportunidades, o que é determinante para que as sociedades sejam mais coesas, inclusivas e produtivas. E os governos têm aqui um papel determinante a desempenhar.

As diásporas, talvez por constituírem um domínio menos problemático e discreto no universo das migrações, constituem-se como grupos mais ou menos organizados de indivíduos de um mesmo país a viver no estrangeiro, mantendo fortes laços identitários, culturais e económicos com os países de origem, com mecanismos de integração espontâneos nas sociedades de acolhimento.

Mas, como refere o cardeal Tolentino de Mendonça, que também se debruçou sobre a diáspora portuguesa, a condição dos migrantes “é a de habitar ‘entre’, entre cá e lá, nem completamente cá, nem completamente lá”. E esta circunstância tanto se aplica aos emigrantes das primeiras gerações, como aos das segundas e terceiras, que muitas vezes vivem um fenómeno de dupla identidade, como bem se percebe pelo exemplo da emigração portuguesa.

Ora, este “cá e lá” significa um duplo desenraizamento, em relação ao país de origem e ao de acolhimento, o que implica perda de direitos e vantagens, relativamente aos dois, mesmo quando esses cidadãos adquirem uma segunda nacionalidade ou vivem em espaços privilegiados de cidadania, como é o caso da União Europeia. Daí que muitas vezes se ouçam migrantes dizer que se sentem estrangeiros tanto no seu país como no de acolhimento, a que não serão alheios os preconceitos, incompreensão e resistências que sempre existem em todas as sociedades relativamente às pessoas que vêm de fora.

Por estas razões, procurar estabelecer uma política europeia para as diásporas, que é o tema do meu relatório na Comissão das Migrações e Refugiados do Conselho da Europa, é um passo muito relevante para dignificar as comunidades estrangeiras nas nossas sociedades e reconhecer a sua importância.

Isto passa, necessariamente, por identificar um conjunto de políticas e de instrumentos nos países de origem e de acolhimento para que o imenso potencial das diásporas possa ser plenamente aproveitado. Passa por garantir a participação política das diásporas e a sua representatividade, por reforçar os laços com elas e cooperar mais com países e organizações internacionais.

E, claro, constitui um poderoso contributo para ultrapassar preconceitos, combater o racismo e a xenofobia, promover a integração de cidadãos e reforçar a coesão das nossas sociedades, hoje tão postas à prova com o aparecimento de partidos de extrema direita, que assentam a sua retórica num provincianismo anti-humanista, na estigmatização de outros grupos e na falta de sentido da história.

O relatório que agora começou a ser discutido no Conselho da Europa tem outra virtude. É que, não obstante Portugal ser um país em que as migrações são um fenómeno estrutural ao longo da nossa história e de onde emerge o humanismo, universalismo e cosmopolitismo que nos caracteriza, nunca teve o devido reconhecimento internacional pela já longa prática de relacionamento com as suas comunidades espalhadas pelo mundo, composta por milhões de portugueses e lusodescendentes fortemente ligados às suas origens lusitanas.

Desde o advento da democracia, em 1974, que os legisladores conferiram à diáspora portuguesa dignidade constitucional e o direito de representação através da eleição de quatro deputados na Assembleia da República, além de a estrutura dos sucessivos governos sempre ter tido uma Secretaria de Estado das Comunidades.

Por isso, a partir do momento em que Portugal surge claramente como uma referência pela relação com as suas comunidades num relatório do Conselho da Europa, está também a dar um importante contributo para que outros países melhorem a relação com os seus cidadãos expatriados e para que o mundo seja mais coeso e com menos discriminações.

Paulo Pisco é deputado do PS e membro do Conselho da Europa

Covid-19/Portugal. 10 infetados no Sporting, um deles o treinador, Rúben Amorim. Filhos de jogadores contagiaram os pais

Covid-19: Rúben Amorim é o 10.º infetado no Sporting Clube de Portugal, equipa onde há oito jogadores e dois elementos do « staff » que testaram positivo. Foco de contágio no Sporting partiu dos filhos dos jogadores, segundo informa o jornal Expresso.

Não se sabe por agora que consequências estes casos terão no próximo jogo (oficial) do Sporting com o Gil Vicente, marcado para sábado.

Este clube do norte de Portugal também esteve praticamente todo em quarentena com 15 pessoas (entre eles 10 jogadores) infetados, mas ontem, terça-feira, novos testes deram resultado negativo e a equipa regressou nesta quarta-feira aos treinos.

Lembre-se que, no último sábado, o Sporting – Nápoles, jogo que deveria ter servido de apresentação oficial da equipa de Lisboa, foi cancelado em virtude de alguns casos positivos no plantel.

 

Covid-19/Portugal. Mais 3 mortos e 605 novos casos nas últimas 24h

Covid-19/Portugal. Mais 3 mortos e 605 novos casos nas últimas 24 horas

 

Portugal regista hoje mais três mortos relacionados com a covid-19 e 605 novos casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico diário (de quarta-feira, 16) da Direção-Geral da Saúde (DGS).

No total, desde o início da pandemia, Portugal regista 1.878 mortes e 65.626 casos de infeção.

A DGS informa que os três mortos foram todos registados na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde também se verifica o maior número de infeções.

Os dados indicam ainda que 482 pessoas com covid-19 estão internadas nos hospitais – mais quatro em relação a terça-feira –  das quais 61 – mais duas do que ontem – hospitalizadas em unidades de cuidados intensivos.