Covid-19/Europa. França e Espanha não excluem novos « confinamentos locais »

Madrid e Paris não excluem novos períodos de confinamento em zonas « críticas ».

A braços com novos surtos e aumento de casos de infeção com Covid-19 (ler em artigos relacionados nesta página), Espanha e França não escluem novos períodos de confinamento.

Por exemplo, em França, o presidente do Conselho Científico do país, François Delfraissy, que aconselha o Governo e que propôs há dois dias um encurtamento da quarentena de 14 para 7 dias, disse à rádio RTL: « Há que evitar confinamentos locais, embora eles não estejam excluídos se a situação for crítica ».

Em Madrid, são os próprios autarcas da capital que evocam esta possibilidade, designamente o presidente da Câmara e a vice-presidente.

« Nenhum cenário está descartado », disse a vice-presidente, Begoña Villacís, em entrevista à rádio « Onda Madrid », avisando que seria o resultado de os espanhóis não serem « suficientemente responsáveis ». Para esta autarca de Madrid, estamos perante um « vírus de cidades ».

 

Covid-19/Portugal. Dezenas de alunos de Escola Francesa do Porto e de Escola Alemã de Lisboa em quarentena

Dezenas de alunos da Escola Alemã de Lisboa em quarentena e, na Escola Francesa do Porto, também. Em ambas as escolas quarentena foi decidida por estabelecimentos terem detetado, cada um deles, um aluno infetado.

Um dos alunos testou positivo para a covid-19 depois do começo das aulas em cada um destes estabelecimentos privados. 

Em Portugal, o ano escolar na rede de ensino público apenas abre na próxima segunda-feira, mas algumas escolas do ensino privado já começaram as aulas presenciais e já há casos de crianças infectadas e turmas obrigadas a cumprir quarentena em casa.

Cerca de 70 alunos da Escola Alemã de Lisboa estão de quarentena preventiva, depois de um aluno ter testado positivo para a covid-19.

Um dos alunos, que esteve pesente no primeiro dia de aulas na Escola Alemã, foi diagnosticado com covid-19 no passado sábado, segundo informa o Jornal Público.

As três turmas que estiveram em contacto com este aluno estão a ter aulas à distância.

Também na Escola Francesa, no Porto, foi detectado, também no passado sábado, outro aluno contaminado com covid-19.

A direção desta escola da capital do norte de Portugal decidiu por isso, ontem, quarta-feira, que todos os alunos que estiveram em aulas com o aluno infetado devem ficar em isolamento profilático e não ir à escola até ao próximo dia 21.

Art Paris abre hoje portas com percurso de artistas portugueses e espanhóis limitado

Com Agência Lusa

A feira Art Paris, focada na arte contemporânea, abre esta quinta-feira na capital francesa com medidas de segurança reforçadas e a possibilidade de fazer testes ao vírus no Grand Palais, mas com presença reduzida dos artistas portugueses e espanhóis face à edição originalmente pensada em abril.

« Queria fazer alguma coisa para mostrar que, apesar de terem enfrentado a terrível crise de 2008, Portugal e Espanha tiveram uma transformação extraordinária. Não sei como se vai passar com a covid, mas a cena artística é excelente. Fiquei triste que a covid tivesse travado o nosso projeto », afirmou o comissário-geral da Art Paris, Guillaume Piens, em declarações à Agência Lusa.

Para além da vinda de várias galerias portuguesas e espanholas, havia a ideia de uma instalação à entrada do Grand Palais de uma artista portuguesa e ainda um ciclo de conferências para mostrar a cena vibrante das cidades ibéricas.

No entanto, a covid-19 levou a que a edição da Art Paris, que tinha previsto este foco na Península Ibérica fosse adiada de abril para setembro, ficando reduzida a presença dos artistas a um percurso de algumas galerias e com menos participações de galerias portuguesas e espanholas.

O contexto da pandemia e o seu impacto no setor, conduziram também, nos últimos meses, à troca de algumas obras de alguns artistas portugueses, por outras obras, de outros artistas, que « tinham mais urgência em vender », disseram à Lusa algumas galerias presentes.

Esta é a primeira feira de arte internacional na capital francesa após o início da pandemia, e a organização tomou precauções para garantir a segurança sanitária dos mais de 100 expositores vindos de 15 países (maioritariamente europeus), incluindo a possibilidade de se fazer testar numa célula especial instalada no Grand Palais.

« As feiras têm tido alguns problemas e as pessoas têm medo destes ajuntamentos. E nós temos de fazer um trabalho impecável em termos de segurança sanitária, para não sermos um ‘cluster’ de contaminação », indicou o comissário-geral, sublinhando que, ao mesmo tempo, esta « é uma edição que está a fazer as pessoas felizes, porque há um reencontro com uma vida social à volta da arte ».

Mesmo nestas condições especiais, a galeria Foco, fundada por Benjamin Gonthier há três anos, em Lisboa, disse ‘presente’ ao desafio de expor na Art Paris pela primeira vez.

« Para mim é um desafio gigante. Quando vi que haveria este foco na Península Ibérica, pensei que seria um bom ano. A nível de financiamento, investi as minhas poupanças e foi tudo antes da pandemia », contou o arquiteto francês, reconvertido em galerista.

Benjamin Gonthier vem à sua cidade natal em busca de « um novo público » e também de novos artistas para expor na sua galeria que, já no próximo ano, abrirá um espaço novo em Lisboa, querendo criar uma ligação entre França e Portugal.

A esta edição da Art Paris, a galeria Foco trouxe os artistas Inês Zenha, Manuel Tainha, Pauline Guerrier, todos com obras de « carácter de trabalho manual » e abaixo dos 30 anos.

Uma presença forte na Art Paris com artistas lusos é a galeria Jeanne Bucher Jaeger, a galeria de sempre da pintora Maria Helena Vieira da Silva, que abrirá o seu novo espaço em Lisboa, em 2021.

Esta galeria trouxe à feira os artistas Rui Moreira e Miguel Branco.

A Art Paris ficará aberta até 13 de setembro, com um horário dedicado a profissionais e outro ao público em geral, não podendo haver mais de três mil pessoas ao mesmo tempo a visitar o espaço.

WWF denuncia desperdício alimentar enquanto 820 milhões de pessoas passam fome

Com Agência Lusa

Mais de 820 milhões de pessoas no mundo passam fome ou insegurança alimentar, enquanto o desperdício de alimentos resulta em custos ambientais de 700 mil milhões de dólares e despesas sociais de 900 mil milhões, segundo a WWF.

“Reduzir o desperdício de alimentos representa uma oportunidade crucial para aliviar a pressão ambiental no nosso planeta”, defende a organização de conservação da natureza no relatório Planeta Vivo 2020, hoje divulgado.

A WWF (World Wide Fund for Nature) alerta que a perda e o desperdício de alimentos também contribuem para as alterações climáticas, com uma responsabilidade estimada em “pelo menos 6% do total de gases com efeito de estufa”, três vezes mais do que as emissões globais da aviação.

“Quase um quarto – 24% – de todas as emissões do setor alimentar vem de alimentos que são perdidos nas cadeias de abastecimento ou desperdiçados pelos consumidores”, lê-se no relatório.

As mudanças na utilização dos solos são atualmente o mais importante vetor na perda de biodiversidade, de acordo com a WWF, seguindo-se as alterações climáticas, a sobre-exploração de recursos, a poluição e as espécies invasoras, “não muito atrás”.

“Até um quinto das espécies selvagens estão em risco de extinção neste século devido apenas às alterações climáticas”, segundo a organização.

A Associação Natureza Portugal (ANP) e a WWF preconizam um Novo Acordo para a Natureza e as Pessoas, destinado a proteger e restaurar a natureza até 2030, como suporte aos objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

As três metas deste novo acordo são “zero perda de habitat”, “zero extinção de espécies” e “reduzir para metade a pegada ecológica da produção e do consumo”.

Os dois documentos foram apresentados numa sessão ‘online’ em que participaram, entre outros, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, e o ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos.

Dizer não ao racismo ainda é controverso na comunidade portuguesa nos EUA – associação

Dizer não ao racismo ainda é controverso na comunidade portuguesa nos EUA – associação

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Alfa/Lusa
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A fadista lusodescendente Angela Brito-Baldwin defendeu num fórum de discussão que as reticências da comunidade portuguesa em relação ao movimento pela justiça racial nos Estados Unidos se devem em parte à sua associação com uma área política.

A Associação San Pablo Holy Ghost, da qual faz parte, foi uma das apenas duas organizações portuguesas na Califórnia a tomar uma posição pública antirracista desde que começaram os protestos, em maio.

« Dissemos ‘Racismo não’ e a quantidade de reações adversas que recebemos foi tão substancial que percebemos que isto tem de ser mais falado », afirmou a fadista, durante o terceiro fórum sobre o tema organizado pela Coligação Luso-americana da Califórnia (CPAC) e o Instituto Português Além-Fronteiras (PBBI).

« Dizer não ao racismo não devia ser tão controverso. Mas as pessoas estão a associar o Black Lives Matter com uma inclinação política específica e isso faz com que não queiram apoiar o movimento », explicou Brito-Baldwin.

Os oradores debateram a associação do movimento à esfera política da esquerda e o impacto dessa ligação numa comunidade que, na Califórnia, é predominantemente conservadora.

« Ultimamente assistimos ao vilipendiar do Black Lives Matter », notou a fadista. « É desanimador ver tanta gente que conhecemos a fazer estes comentários racialmente insensíveis ».

De acordo com David Rocha, licenciado em ciência política, « há um mal-entendido » sobre o que o movimento significa e sobre a expressão « privilégio branco », que muitos luso-americanos rejeitam. « Tive o privilégio de viver uma vida em que não fui oprimido pela cor da minha pele », disse o lusodescendente no debate. « Black Lives Matter não significa mandar abaixo outras raças, mas elevar as pessoas negras », afirmou.

Vanessa Freitas, que estuda Direito, sublinhou que « não é suficiente » não ser abertamente racista. « Temos de ser antirracistas. Ajudar esta comunidade e sermos aliados, porque é isso que nos estão a pedir ».

A cobertura mediática dos protestos tem incidido muito nos distúrbios e na destruição, o que, frisou o consultor político Victor Rocha, dá uma visão afunilada. « Há esta ideia de que o Black Lives Matter é violento, mas a estatística indica que 95% dos protestos que aconteceram foram pacíficos ».

O lusodescendente sublinhou que « o racismo institucional é prevalente em todas as nações » e ainda mais nos Estados Unidos, onde está enraizado. « Isso ajuda a perpetuar os estereótipos negativos sobre pessoas de cor, em especial negros », disse.

« Essa é a razão pela qual temos o movimento Black Lives Matter. Eles estão a apontar para as questões que os impediram de progredir », frisou.

Em Turlock, uma localidade rural do vale central da Califórnia onde quase 8% da população é de origem portuguesa, uma vigília contra o racismo reuniu 500 pessoas. « Apareceram portugueses », disse Victor Rocha. « Há pessoas na comunidade que apoiam o movimento e querem ver mudanças ».

Segundo Ashley Fagundes, conselheira na Universidade Estadual da Califórnia, em Fresno, parte dessa mudança tem de começar com a consciencialização.

« Seria ignorante dizer que a nossa comunidade não tem uma dose de racismo. Todas as comunidades e culturas têm algum tipo de racismo, seja flagrante ou nos bastidores », considerou. « A questão é reconhecer. Não se pode solucionar um problema se não admitirmos que ele existe », concluiu.

Para os oradores, a comunidade portuguesa deve abrir-se mais ao contacto com outros grupos étnicos, o que ajudaria a entender experiências e pontos de vista diversos.

« Não convidar outras etnias para trabalharem connosco nas festas está a manter-nos no quarteirão português em que gostamos de ficar », disse Angela Brito-Baldwin. « Casamos com portugueses, temos festas com portugueses, conhecemos outros portugueses, criamos organizações só para podermos dar-nos com outros portugueses e não convidamos outros ».

David Rocha disse que seria importante « abrir os círculos » da comunidade portuguesa. « Rodeamo-nos de pessoas que são parecidas connosco e por isso encontramos um espaço seguro onde podemos fazer piadas sobre os que são diferentes », afirmou.

A mudança poderá vir sobretudo dos jovens, que são mais inclusivos, defenderam alguns oradores.

« As pessoas estão em mais relações interraciais, têm filhos birraciais », afirmou Ashley Fagundes. « A diversidade está a acontecer de forma orgânica. A nossa geração está disposta a ir contra os estereótipos ».

Covid-19/França. Mais 30 mortos e 8.577 novos casos registados em França em 24 horas

Números de contágios de Covid-19 continuam muito elevados em França

 

A França registou 8.577 novos casos de contágio pelo novo coronavirus nas últimas 24 horas e 30 mortes devido a covid-19, revelaram ontem as autoridades francesas.

O número total de casos confirmados no país é agora de 344.101.

Ainda nas últimas 24 horas foram registados 30 mortes devido à Covid-19, elevando o número total de óbitos devido à pandemia para 30.794, dos quais 20.319 morreram nos hospitais.

O número de focos de contaminação está também a aumentar com 71 novos surtos a serem identificados nas últimas 24 horas, havendo atualmente 644 focos ativos em França.

Desde terça-feira, houve 386 novas hospitalizações, com 71 entradas nos cuidados intensivos. No total, há agora 5.003 pessoas hospitalizadas devido à covid-19 e 599 pessoas nos cuidados intensivos.

Veja aqui a infografia oficial sobre a Covid-19 divulgada ontem, 09, ao fim do dia:

11 de setembro. Evocação da maldade e do inexplicável ódio contra pessoas diferentes. Opinião

11 de setembro 2001-2020. Na data de um triste aniversário,  o cronista Ricardo Figueira, jornalista da Euronews, evoca na Rádio Alfa a maldade humana que atinge boa parte da sociedade, como o racismo ou o ódio inexplicável contra pessoas diferentes. 

Para ouvir nesta sexta-feira, 11 de setembro, na sua rádio.

As Presidenciais portuguesas e as Comunidades. E se a diáspora também apresentasse um candidato? Opinião

As eleições Presidenciais portuguesas e as Comunidades. A seis meses das eleições em Portugal, já se perfilam diversos candidatos. 

A diáspora também poderia apresentar um, para trazer para a praça pública, em Portugal, os problemas principais das comunidades, que são muitos e que raramente são discutidos no país e que têm grande importância para a vida de cerca de cinco milhões de pessoas.

É o que defende Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, na sua crónica desta semana, para ouvir na Rádio Alfa, na quinta-feira, 10.

 

Pelé felicita Cristiano Ronaldo e presidente da FIFA diz que Ronaldo é uma “lenda viva” do futebol mundial

O ex-futebolista internacional brasileiro Pelé felicitou na terça-feira Cristiano Ronaldo por ter ultrapassado os 100 golos ao serviço da seleção de Portugal.

 

 

« Eu pensava que iríamos comemorar 100 ‘gols’ [golos] hoje. Mas foram 101! Parabéns Cristiano, por cada passo adiante em sua jornada! », escreveu Pelé, na sua conta na rede social Twitter.

Cristiano Ronaldo, de 35 anos, alcançou na terça-feira os 101 golos pela seleção, ao marcar os dois golos que deram a Portugal a vitória sobre a Suécia em Solna, por 2-0, num jogo da Liga das Nações.

O madeirense, que se tornou o segundo jogador da história a somar 100 golos por uma seleção, está agora mais perto do recorde absoluto, os 109 de Ali Daei, atualmente com 51 anos, que teve como ponto alto da carreira a passagem pelo Bayern de Munique, em 1998/99.

O português deixou para trás grandes figuras do futebol como o próprio Pelé, que marcou 77 golos pelo Brasil.

Esta não é a primeira vez que Pelé mostra a sua admiração pelo craque português, que venceu recentemente o campeonato italiano com a Juventus.

Com 1.283 golos e três títulos mundiais, ‘o rei’ do futebol já tinha admitido que considerava Cristiano Ronaldo o melhor jogador do mundo da atualidade.

« Hoje, acho que o Cristiano Ronaldo é o mais estável, já faz uns 10 anos », disse Pelé, em resposta à questão de quem era o melhor jogador atual, numa entrevista concedida há seis meses ao canal ‘Pilhado’ do YouTube, sublinhando, no entanto, que também convém estar atento a Messi.

O argentino continua a ser o concorrente mais próximo de Cristiano Ronaldo, com 70 golos pela Argentina.

O português disse na terça-feira que ficou « muito feliz » pela vitória frente à Suécia (2-0), na Liga das Nações, e por ter chegado aos 101 golos pela equipa principal de Portugal.

« Claro que chegar aos 100 e depois 101 golos, com dois golaços, deixa-me muito feliz », afirmou na entrevista rápida após a partida.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, deu os parabéns a Cristiano Ronaldo pelos mais de 100 golos apontados ao serviço da seleção portuguesa, considerando um feito “só ao alcance de uma lenda viva” do futebol mundial.

O presidente do organismo que rege o futebol mundial enviou uma mensagem ao internacional português após o jogo na Suécia que foi divulgada pela FIFA.

“Parabéns, Cristiano! Mais de 100 golos pela tua seleção!! Um recorde fantástico que só está ao alcance de uma lenda viva do futebol mundial como tu és. Espero poder em breve dar-te os parabéns em pessoa. Forte abraço. Gianni”, escreveu o presidente da FIFA ao jogador da Juventus.

 

Com Agência Lusa.

 

Covid-19/Portugal. 3 mortos e 646 novos casos nas últimas 24h. Forte subida de novos casos

Covid-19. 646 novos casos, 3 mortos e 138 recuperados nas últimas 24 horas em Portugal

O boletim de hoje da Direção-Geral da Saúde regista uma sensível subida de novos casos, com os números de hoje, que são os mais altos desde 20 de abril, quando se registaram 657 novos infetados.

Os números de ontem registavam mais três mortos e 388 novos casos de infeção relacionados com a pandemia de covid-19.

No total, há agora em Portugal 1.849 vítimas mortais, 61.541 casos confirmados e 43.284 recuperados.