Detidos da ‘Operação Sem Rosto’ podem ter vandalizado casa de Bruno Lage

 Os sete membros dos No Name Boys detidos pela PSP no âmbito da ‘Operação Sem Rosto’ podem estar ligados a atos de vandalismo registados em residências do treinador e futebolistas do Benfica, admitiu hoje o comissário Bruno Pereira.

Questionado em conferência de imprensa sobre se entre os suspeitos detidos poderiam estar os responsáveis pelos insultos inscritos nas paredes das casas de Bruno Lage e Pizzi, pelo menos, o agente da força policial responsável pela investigação assumiu que pode “haver uma relação direta ou, pelo menos, da mesma natureza com esses factos”.

“Não consigo concretizar que haja uma relação direta entre os arguidos detidos hoje com essa situação, mas esses factos estão sob investigação e existe a possibilidade de, entre os suspeitos detidos hoje e os que possam vir a ser identificados, haver uma relação direta ou pelo menos da mesma natureza”, disse o comissário da Polícia de Segurança Pública (PSP).

As ações de detenção resultaram de uma operação que visou vários crimes relacionados com a claque não oficial do Benfica, tendo sido detidas seis pessoas por factos diretamente ligados à investigação, enquanto outra foi detida de forma “colateral” à investigação, na noite de quarta-feira.

Os seis detidos relacionados com a investigação têm idades compreendidas entre os 22 e os 33 anos e serão presentes na sexta-feira ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, onde irão responder por um crime de homicídio na forma tentada, dois crimes de roubo, vários crimes de agressão e situações de dano e furto.

A pessoa detida colateralmente na noite de quarta-feira foi notificada para comparecer hoje no Tribunal da Amadora, para responder por posse de arma de fogo proibida e substâncias estupefacientes.

“Foram realizadas buscas domiciliárias nos espaços destes seis suspeitos e encontrados vários objetos de natureza proibida, um revólver [de calibre] 0.22, várias munições desse calibre, soqueiras, facas de diversa natureza e configuração, potes de fumo, balaclavas e vários outros artefactos que permitem identificar a sua ligação clubística e outros objetos, nomeadamente, sprays que eram utilizados para grafitar determinados locais com frases de intimidação e provocação”, detalhou o comissário Bruno Pereira.

De acordo com o responsável da força policial, a ‘Operação Sem Rosto’, que teve início em maio de 2019, incidiu sobre duas linhas de investigação, uma a “factos cometidos em estádios de futebol”, como “agressões a agentes e adeptos de outros clubes portugueses e estrangeiros”, outra sobre “ações planeadas com reconhecimento prévio junto de moradas, viaturas e rotinas” que permitiriam aos suspeitos “orquestrar ataques a adeptos rivais” em locais com maior probabilidade de sucesso.

A agressão a dois adeptos da Juventude Leonina na zona do Lumiar, em maio, está também “indiciada relativamente a estes factos”, confirmou o mesmo responsável da força policial que conduziu a operação.

“Havia ações claramente planeadas, orquestradas e é bem indicativo disso mesmo o facto de serem encontrados manuscritos com elementos de identificação e informações relacionados com jornalistas, pessoas com cargos de direção em clubes, comentadores de televisão, claramente demonstrativo daquilo que eram os impulsos que moviam estas ações e grau de planeamento prévio, que foge ao que é uma mera reação de oportunidade ou estímulo”, concluiu o comissário.

Os factos sob investigação reportam-se a “claramente mais de duas dezenas de vítimas” e o comissário não descartou a hipótese de virem a ocorrer mais detenções.

Todas as buscas foram realizadas na Área Metropolitana de Lisboa, nos concelhos de Lisboa, Amadora, Loures e Vila Franca de Xira.

Da operação “espera-se que resulte efeito dissuasor” para quem possa ter “potencial para realizar este tipo de atos”, referiu ainda o comissário.

Os No Name Boys são um grupo organizado de adeptos com ligação ao Benfica, mas não reconhecido de forma oficial pelo clube da Luz, enquanto a Juventude Leonina é uma claque oficial do Sporting, à qual foi retirado o apoio, esta época, pela direção do clube de Alvalade.

Em maio, um homem alegadamente pertencente à Juventude Leonina foi agredido por um grupo de mais de 30 indivíduos com camisolas dos No Name Boys.

Já este mês, após o empate 0-0 do Benfica com o Tondela, no Estádio da Luz, o autocarro que transportava dos jogadores ‘encarnados’ de volta ao centro de estágio, no Seixal, foi apedrejado na A2, causando ferimentos em Julian Weigl e Zivkovic.

Na mesma noite, as residências do treinador Bruno Lage e do ‘capitão’ de equipa Pizzi foram vandalizadas com frases intimidatórias inscritas em spray nas paredes exteriores.

Ambos os atos terão sido cometidos, alegadamente, por elementos de uma fação radical dos No Name Boys.

Alfa/Lusa.

Mathieu confirma fim da carreira devido a lesão no joelho

O defesa internacional francês Jérémy Mathieu decidiu terminar a carreira futebolística, aos 36 anos, após ter-lhe sido diagnosticada uma lesão no joelho esquerdo, confirmou hoje o Sporting.

“É difícil despedir-me assim. Queria jogar em casa um último jogo. Mas, bom, a vida continua. Foi um prazer vestir esta camisola, um prazer jogar com vocês e desfrutar cada momento”, disse o defesa central aos companheiros de equipa, segundo a informação publicada no sítio oficial na Internet do clube lisboeta.

Na quarta-feira, o Sporting revelou que o defesa francês sofreu uma lesão de alto grau do ligamento colateral medial do joelho esquerdo, durante um treino, antecipando o fim da temporada para o jogador, que terminava contrato com o clube.

Mathieu chegou ao Sporting em 2017/18, proveniente do FC Barcelona, ao serviço do qual conquistou a Liga dos Campeões de 2014/15, duas Ligas espanholas, três Taças do Rei e uma Supertaça de Espanha, assim como a Supertaça Europeia e o Mundial de clubes de 2015.

Antes, alinhou durante cinco temporadas no Valência e quatro no Toulouse, depois de ter cumprido a formação e chegado a sénior no Sochaux, clube com o qual ergueu uma Taça da Liga francesa.

Em Portugal, conquistou duas Taças da Liga e uma Taça de Portugal, com a camisola dos ‘leões’, que vestiu 106 vezes, tendo marcado nove golos.

“O Sporting foi, então, o último clube que ‘monsieur’ Mathieu representou em quase 20 anos de carreira e o último encontro foi em Alvalade, na passada quinta-feira, diante do Tondela (2-0). O central merecia despedir-se do Sporting e do futebol no relvado, com os sportinguistas a aplaudirem-no de pé, mas o destino assim o quis”, lê-se no comunicado do clube.

Sem a despedida desejada, o francês, que vestiu a camisola dos ‘bleus’ cinco vezes, deixou um desejo ao clube: “Espero que ganhemos todos os jogos até ao final do campeonato e que para o ano o Sporting seja campeão”.

“Merci, monsieur Mathieu!”, conclui o Sporting.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: Portugal com mais seis mortos e 311 novos casos confirmados

Covid-19: Portugal com mais seis mortos e 311 novos casos confirmados

Covid-19: Portugal com mais seis mortos e 311 novos casos confirmados

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Portugal regista hoje mais seis mortos relacionados com a covid-19 do que na quarta-feira e mais 311 infetados, a maioria na Região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os dados da DGS indicam 1.549 mortes relacionadas com a covid-19 e 40.415 casos confirmados desde o início da pandemia.

Em comparação com os dados de quarta-feira, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,4%. Já os casos de infeção subiram 0,8%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 17.767 casos confirmados, mais 240 do que na quarta-feira, o que corresponde a 77% dos novos contágios.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a que tem maior número de infeções (17.767) e a segunda com maior número de óbitos (453).

O Norte regista 17.372 infeções e 815 mortos, o Centro 4.055 casos confirmados e 248 óbitos, o Algarve 15 mortos e 574 pessoas infetadas e o Alentejo regista três mortos e 409 pessoas com covid-19.

Os Açores apresentam 146 casos de infeção pelo novo coronavírus SARA-Cov-2 e 15 mortes, enquanto a Madeira tem 92 pessoas infetadas e mantém-se sem qualquer óbito registado.

Do total de pessoas infetadas em Portugal, 436 estão internadas, mais sete do que na quarta-feira (+1,6%). O número de doentes internados em unidades de cuidados intensivos desceu para 67 (menos seis, -8,2%).

Na distribuição dos casos infetados por concelhos, Lisboa é o que regista o maior número de casos (3.277), seguido por Sintra (2.425), Loures (1.720), Vila Nova de Gaia (1.629), Amadora (1.546), Porto (1.414), Matosinhos (1.292), Braga (1.256), Odivelas (1039) e Maia (950).

Os dados do relatório da DGS indicam que, do total de mortes registadas até hoje, 779 são mulheres e 770 homens.

Por faixa etária, o maior número de mortes regista-se entre as pessoas com 80 ou mais anos (1.037), seguida pela faixa entre os 70 e os 79 anos (299). Entre a população com idades compreendidas entre os 60 e 69 anos há 142 mortes.

Os dados da DGS registam ainda 49 mortes na faixa etária entre os 50 e os 59 anos, 18 entre os 40 e os 49 anos, duas entre os 30 e os 39 anos e duas na faixa etária dos 20 aos 29 anos.

Relativamente ao total de casos de infeção, os dados apontam que 22.707 são mulheres e 17.708 homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (6.769), seguida da faixa entre os 50 e os 59 anos (6.423) e das pessoas com idades compreendidas entre os 30 e os 39 anos (6.390).

Nas faixas etárias mais jovens, entre os 20 e os 29 anos, registam-se 5.845 casos e, entre os 10 e os 19 anos, 1.598.

Nas crianças até aos nove anos verificam-se 1.116 casos, precisam os dados da Direção-Geral da Saúde.

Segundo a DGS, 37% dos doentes apresentaram tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória.

A aguardar resultado laboratorial de testes estão 1.524 pessoas e em vigilância pelas autoridades de saúde estão 31.113.

Desde o dia 01 de janeiro, Portugal registou 371.024 casos suspeitos, refere o boletim, adiantando que há 26.382 pessoas dadas como recuperadas, mais 299 do que na quarta-feira.

A pandemia de covid-19 já provocou a morte a mais de 482 mil pessoas e infetou 9,4 milhões em todo o mundo.

Mais de 4,6 milhões de casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Covid-19: Torre Eiffel reabre hoje ao público

A reabertura será feita com todos os cuidados, fortes medidas de segurança e sob alta vigilância.

Os percursos serão fixos e obrigatórios – assinalados com flechas – o número de visitantes será limitado, o distaciamento e o uso de máscaras serão obrigatórios.

 

Covid-19: Brasil regista 1.185 mortes nas últimas 24 horas

Covid-19: Brasil regista 1.185 mortes nas últimas 24 horas. Em relação ao número de infetados, o Brasil contabilizou 42.725 novos casos nas últimas 24 horas, num total de 1.188.631 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus

Covid-19: Brasil regista 1.185 mortes nas últimas 24 horas

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O Brasil registou 1.185 mortos devido à covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 53.830 vítimas mortais desde o início da pandemia, informou ontem à noite o Ministério da Saúde do país.

Segundo a tutela, 486 das 1.185 mortes ocorreram nos últimos três dias, mas foram incluídas nos dados, estando ainda a ser investigada uma eventual relação de 3.904 óbitos com a doença.

Em relação ao número de infetados, o Brasil contabilizou 42.725 novos casos nas últimas 24 horas, num total de 1.188.631 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus.

O país sul-americano já registou a recuperação de 649.908 pacientes infetados, sendo que 484.893 doentes continuam sob acompanhamento, segundo o Ministério da Saúde.

De acordo com o executivo, a letalidade da doença no Brasil, segundo país do mundo com mais mortos e infetados, desceu para 4,5%.

São Paulo, foco da pandemia no país, concentra oficialmente 238.822 casos de infeção e 13.352 vítimas mortais.

Seguem-se os estados Rio de Janeiro, que acumula 103.493 infetados e 9.295 vítimas mortais, o Ceará, que tem hoje 99.578 casos confirmados e 5.815 mortes, e o Pará, que contabiliza oficialmente 91.708 contágios e 4.726 óbitos devido à covid-19.

Em todo o território brasileiro, 25 das 27 unidades federativas do país já ultrapassaram a barreira dos 10 mil casos de contágio e nove já registaram mais de mil mortes.

O Brasil tem uma incidência de 25,6 mortes e 565,6 casos da doença por cada 100 mil habitantes, numa nação com uma população estimada de 210 milhões de pessoas, informou o Governo.

A pandemia de covid-19 já provocou quase 479 mil mortos e infetou mais de 9,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

O complicado plano de reestruturação da TAP. Plano de ajuda à empresa foi imposto por Bruxelas

Covid-19: Plano de ajuda à TAP foi imposto por Bruxelas – ministro Pedro Nuno Santos

Covid-19: Plano de ajuda à TAP foi imposto por Bruxelas - ministro Pedro Nuno Santos

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O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, disse hoje que o plano de auxílio à TAP foi uma imposição da Comissão Europeia (CE) e que o Governo português defendeu o “recurso ao quadro temporário” da pandemia de covid-19.

“[Este plano] foi o único que foi aceite [pela Comissão Europeia]. Não fomos nós que o propusemos, foi a CE que o impôs, sublinhou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, em entrevista ao ‘podcast’ “Política com Palavra”, do Partido Socialista.

O governante explicou que “os representantes do Estado português, nos contactos com a CE, defenderam o recurso ao quadro temporário” covid-19.

Contudo, o entendimento de Bruxelas “era que a TAP era uma empresa em dificuldades em 2019 e, como tal, não podia recorrer” a essa opção.

Por essa razão, “a opção que está em cima da mesa é a única” que Bruxelas “disse que estava disponível para a TAP”, prosseguiu Pedro Nuno Santos.

O ministro também foi questionado sobre se tem confiança na atual Comissão Executiva da TAP para fazer o plano de restruturação da empresa.

“Confio no Conselho de Administração [da TAP]”, respondeu.

Durante a entrevista, o ministro das Infraestruturas considerou que “o atual CEO [Antonoaldo Neves] da TAP valoriza em demasia a briga”, acrescentando que não acredita “que seja preciso brigar” com Bruxelas, mas “é preciso trabalhar”.

Pedro Nuno Santos disse ainda que lhe faz “muita confusão que o CEO de uma empresa que está de mão estendida ache que se possa relacionar com o Estado” desta maneira.

“Como se nos estivessem a fazer um favor”, criticou o governante.

Na terça-feira, o presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, admitiu que a Comissão Executiva da transportadora está disponível para aceitar um membro indicado pelo Estado, que atualmente só está presente no Conselho de Administração.

Antonoaldo Neves, que falava na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República, em Lisboa, sublinhou não ver “qualquer problema” que o Estado, enquanto acionista da TAP, esteja também representado na Comissão Executiva, considerando até uma opção “produtiva”.

O ministro acrescentou ao ‘podcast’ do PS que viu as declarações de Antonoaldo Neves com “alguma perplexidade”, já que quem “vai fazer a injeção” de capital na empresa é o Estado português, logo, não “era a atual Comissão Executiva que estaria a fazer um favor ao demonstrar disponibilidade para aceitar um membro da Comissão Executiva”.

Pedro Nuno Santos disse, no entanto, que o importante, “nesta fase”, é “garantir o que se faz a cada cêntimo” que vai ser injetado na TAP e que o sistema de controlo e de monitorização que foi proposto “é muito mais eficaz do que simplesmente ter um membro numa Comissão Executiva” onde o Estado não seria maioritário.

A Comissão Europeia aprovou em 10 de junho um “auxílio de emergência português” à companhia aérea TAP, um apoio estatal de 1.200 milhões de euros para responder às “necessidades imediatas de liquidez” com condições predeterminadas para o seu reembolso.

Porém, uma vez que a TAP já estava numa débil situação financeira antes da pandemia de covid-19, a empresa “não é elegível” para receber uma ajuda estatal ao abrigo das regras mais flexíveis de Bruxelas devido ao surto, que são destinadas a “empresas que de outra forma seriam viáveis”.

Aos deputados, Antonoaldo Neves disse que não esperava “nada menos do que uma Comissão Europeia extremamente dura” nas contrapartidas exigidas à companhia aérea pelo auxílio que vai receber e lamentou não ter sido dado à TAP auxílio estatal em forma de garantias, para pagamento de empréstimos com os bancos privados.

O presidente executivo considerou mesmo “injusta” a decisão da Comissão Europeia de não permitir que a TAP recorra ao mecanismo especial de apoio às companhias aéreas, no contexto da pandemia de covid-19, por considerar que a transportadora que lidera estava já com problemas antes do surto.

O presidente executivo também disse ser “óbvio” que a TAP não tem condições para pagar o empréstimo que vai receber de até 1.200 milhões de euros e que queria apresentar o plano de reestruturação em três meses.

Voltemos ainda ao absurdo da onda de vandalismo contra estátuas. Opinião

A onda de ataques e de vandalismo contra estátuas.

Um absurdo, porque esquece que o presente de agora é o passado do futuro e que as ideias, tudo,  evolui.

Crónica de Ricardo Figueira, jornalista da Euronews, para ouvir na Rádio Alfa, nesta sexta-feira, 26.

Na imagem, a estátua do Padre António Vieira vandalizada.

(Veja também na nossa página FB um vídeo esclarecedor do grande ator brasileiro Lima Duarte relacionado com o ataque à estátua do padre jesuíta, orador e escritor português)

Famalicão empata em Moreira de Cónegos e falha ‘colagem’ ao Braga

O Famalicão empatou hoje 1-1 em casa do Moreirense, em jogo da 28ª jornada da I Liga de futebol, e falhou a oportunidade de igualar o Sporting de Braga no quarto lugar da prova.

Os ‘cónegos’ adiantaram-se aos 69 minutos, pelo angolano Fábio Abreu, mas os famalicenses reagiram de pronto e igualaram volvidos quatro minutos, por intermédio do espanhol Toni Martinez.

Com este empate, a equipa de Famalicão sobe ao quinto posto, com 45 pontos, mais um do que o Rio Ave, sexto, enquanto o Moreirense ocupa o nono lugar, com 35.

Também hoje, o Paços de Ferreira venceu por 3-1 na deslocação ao terreno do Tondela e deu um passo importante rumo à manutenção frente a um adversário direto.

 

Resultados da 28ª jornada da I Liga de futebol:

 

– Domingo, 21 jun:

Gil Vicente – Desportivo das Aves, 3-0 (2-0 ao intervalo)

 

– Segunda-feira, 22 jun:

Portimonense – Marítimo, 3-2 (2-0)

 

– Terça-feira, 23 jun:

Vitória de Setúbal – Rio Ave, 1-2 (1-1)

Benfica – Santa Clara, 3-4 (0-0)

FC Porto – Boavista, 4-0 (0-0)

 

– Quarta-feira, 24 jun:

Tondela – Paços de Ferreira, 1-3 (0-2)

Moreirense – Famalicão, 1-1 (0-0)

 

– Quinta-feira, 25 jun:

Sporting de Braga – Vitória de Guimarães, 22:00

 

– Sexta-feira, 26 jun:

Belenenses SAD – Sporting, 20:15 (Cidade do Futebol)

 

Alfa/Lusa.

 

Covid-19: França regista 11 mortes nas últimas 24 horas

Covid-19: França regista 11 mortes nas últimas 24 horas

Covid-19: França regista 11 mortes nas últimas 24 horas

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A França registou 11 mortes ligadas à pandemia de covid-19 nas últimas 24 horas, situando o número total de óbitos em 29.731, enquanto continua a descida do número de doentes graves, indicou hoje a Direção Geral da Saúde francesa.

Daquele total, 19.243 mortes foram registadas em hospitais, enquanto os dados dos lares de idosos apenas serão atualizados no próximo dia 30, acrescentou a DGS em comunicado.

Desde o início da pandemia, 104.144 pessoas passaram pelos centros hospitalares, das quais 18.321 tiveram que ser internadas nas unidades de cuidados intensivos, com 75.127 a regressarem a casa.

Na atualidade, 9.299 pacientes recebem tratamento hospitalar, 97 dos quais nas últimas 24 horas, e 658 estão nas unidades de cuidados intensivos, menos 24 do que na véspera.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 477 mil mortos e infetou mais de 9,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Covid-19. Pandemia “está a crescer a um ritmo alarmante”, alerta OMS

Covid-19. Pandemia “está a crescer a um ritmo alarmante”, alerta OMS

DENIS BALIBOUSE/REUTERS

De acordo com o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, « demorou três semanas, no princípio da pandemia, a atingir o primeiro milhão de infetados, mas agora houve mais um milhão de infetados em apenas uma semana »

Alfa/Lusa

Odiretor-geral da OMS disse esta quarta-feira que a pandemia da covid-19 « está a crescer a um ritmo alarmante » e defendeu a necessidade de apostar nas infraestruturas necessárias à produção e distribuição de uma vacina.

De acordo com o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, « demorou três semanas, no princípio da pandemia, a atingir o primeiro milhão de infetados, mas agora houve mais um milhão de infetados em apenas uma semana ».

Falando num seminário organizado pela União Africana e pela OMS sobre a importância de uma vacina em África, Tedros Ghebreyesus salientou a necessidade de continuarem a ser cumpridas as regras de contenção da pandemia e salientou que, neste continente, já foram entregues 22 milhões de itens de uso pessoal e de proteção.

« Amanhã [quinta-feira] o Governo da República Democrática do Congo vai anunciar o fim da epidemia de Ébola no leste do país, depois de dois anos de luta que resultaram em quase 3.500 casos, 2.300 mortos e mil sobreviventes », disse Ghebreyesus, apontando que as lições têm de ser aprendidas.

« Muitas das medidas contra o Ébola são essenciais para combater a covid-19 », apontou, elencando a despistagem de casos, o isolamento, os testes e o mapeamento dos contactos.

« No entanto, não temos ainda uma vacina, e isto faz toda a diferença », lamentou o responsável, salientando a importância de os países do continente africano se prepararem para o momento em que uma vacina for descoberta.

Ghebreyesus defendeu que « o mundo precisa de uma colaboração global sem precedentes, uma ação hoje quer dizer mais vidas salvas e a economia a recuperar mais rapidamente », acrescentando que das 220 vacinas em desenvolvimento, « é certo que a maioria vai falhar ».

As mais promissoras, prometeu, vão receber o financiamento necessário, mas o principal desafio é garantir que haja poucos atrasos entre a produção e a distribuição.

« Quando a vacina ficar disponível, o critério tem de ser quem mais precisa e os profissionais de saúde, estas são duas das mais altas prioridades », argumentou o diretor-geral da OMS.

« A necessidade vai suplantar a capacidade de produção e tem de estar acima da capacidade de pagar; tem de haver princípios de alocação justos, com solidariedade global, empenho e participação de todos os países, numa altura em que os interesses nacionais vão ter de se curvar perante a necessidade global », concluiu.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 472 mil mortos e infetou mais de 9,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.