Cesária Évora dá nome a escola em Paris

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Durante a reunião do Conselho de Paris, foi decidido que a escola pública localizada no número 141 do boulevard Macdonald, no 19º bairro da capital francesa, passará a chamar-se Escola Cesária Évora, em homenagem à consagrada artista cabo-verdiana.

Desde 2014, Paris já homenageava Cesária Évora com uma rua que leva seu nome no 19º distrito, perto do novo colégio nomeado em sua honra.

Rádio Alfa

Macron admite reconhecer Estado da Palestina em Junho

Presidente francês espera que nações árabes “que defendem a Palestina” também reconheçam o Estado de Israel em breve.

 

Emmanuel Macron admitiu esta quarta-feira, 9 de Abril, que a França poderá reconhecer formalmente o Estado da Palestina em Junho, esperando que alguns países do Médio Oriente reconheçam, por sua vez, o Estado de Israel.

« Precisamos de avançar para o reconhecimento [do Estado palestiniano]. É o que faremos nos próximos meses. Não o faço para agradar a alguém, mas porque, a dada altura, será correcto », disse, em entrevista ao canal televisivo francês France 5.

« E também porque quero fazer parte de uma dinâmica colectiva que deverá permitir aos que defendem a Palestina reconhecer, por sua vez, Israel — algo que muitos não estão a fazer », defendeu o Presidente francês.

Embora a Palestina seja já reconhecida como Estado soberano por mais de 140 países, a maioria das grandes potências ocidentais nunca reconheceu a sua independência. É o caso dos Estados Unidos, Canadá, França e Alemanha, mas também de Portugal, cujo Governo liderado por Luís Montenegro insiste que o reconhecimento da Palestina « não é oportuno ».

Entre os quase 30 países que não reconhecem o Estado de Israel encontram-se a Arábia Saudita, o Irão, o Iraque, a Síria e o Iémen, no Médio Oriente.

« O nosso objectivo é, algures em Junho, presidir, em conjunto com a Arábia Saudita, a uma conferência em que possamos concluir o processo de reconhecimento recíproco por parte de vários países », acrescentou ainda Emmanuel Macron.

Em visita ao Cairo esta semana, e depois de um encontro com os líderes do Egipto e da Jordânia, o chefe de Estado francês defendeu uma renovação do governo da Faixa de Gaza, afastando o Hamas, no poder há quase 20 anos, e dando lugar à Autoridade Palestiniana (que hoje administra, com diferentes graus de autonomia face a Israel, a Cisjordânia ocupada).

 

Com Jornal Público.

Trump sobe para 125% taxas à China e suspende por 90 dias a mais de 75 países

O Presidente norte-americano anunciou hoje um aumento imediato para 125% das tarifas aos produtos chineses e a suspensão por 90 dias da aplicação das taxas a mais de 75 países, enquanto decorrem negociações comerciais.

“Com base na falta de respeito que a China tem demonstrado para com os mercados mundiais, venho por este meio aumentar a tarifa cobrada à China pelos Estados Unidos da América para 125%, com efeito imediato”, escreveu Donald Trump na rede social, Truth Social.

“A dada altura, esperemos que num futuro próximo, a China perceberá que os dias de roubo aos EUA e a outros países já não são sustentáveis ou aceitáveis”, sustentou.

Por outro lado, Trump afirmou que “mais de 75 países chamaram representantes dos Estados Unidos, incluindo os Departamentos do Comércio, do Tesouro e o USTR [Escritório do Representante de Comércio dos EUA], para negociar uma solução para os assuntos que estão a ser discutidos em relação ao comércio, barreiras comerciais, tarifas, manipulação de moeda, e tarifas não monetárias”.

Para estes países, que, sob uma “forte sugestão” do Presidente norte-americano, não retaliaram “de qualquer forma ou feitio contra os Estados Unidos”, Trump autorizou uma pausa de 90 dias na aplicação das tarifas e a implementação imediata de “uma tarifa recíproca substancialmente reduzida durante este período, de 10%”.

 

Com Agência Lusa.

Benfica goleia Tirsense e está ‘praticamente’ na final da Taça de Portugal

O Benfica garantiu hoje, praticamente, um lugar na final da 85ª edição da Taça de Portugal em futebol, ao golear por 0-5 no reduto emprestado do Tirsense, do quarto escalão, na primeira mão das meias-finais.

Em Barcelos, João Pedro, aos 16 minutos, na própria baliza, João Rego, aos 26, o argentino Gianluca Prestianni, aos 67, o brasileiro Arthur Cabral, aos 72, e o norueguês Andreas Schjelderup, aos 84, apontaram os tentos dos ‘encarnados’, que não vencem a competição desde 2016/17.

A segunda mão realiza-se no Estádio da Luz, em Lisboa, estando prevista para 23 de abril, enquanto a final está agendada para as 17:00 de 25 de maio, no Estádio do Jamor, em Oeiras.

O Benfica soma 38 presenças na final da Taça de Portugal, e 26 troféus, ambos recordes da prova, enquanto o Tirsense, do Campeonato de Portugal, é a primeira equipa do quarto escalão a marcar presença nas meias-finais.

 

MEIAS-FINAIS

Primeira mão:

– Quinta-feira, 03 abr:

Sporting (I) – Rio Ave (I), 2-0

– Quarta-feira, 09 abr:

Tirsense (CP) – Benfica (I), 0-5

Segunda mão:

– Data por definir:

Rio Ave (I) – Sporting (I)

Benfica (I) – Tirsense (CP)

FINAL

– Domingo, 25 mai:

Tirsense (CP)/Benfica (I) – Sporting (I)/Rio Ave (I)

Notas:

I: I Liga.

CP: Campeonato de Portugal.

 

Com Agência Lusa.

Paris Saint-Germain ganha vantagem nos quartos de final da Liga dos Campeões

Os franceses do Paris Saint-Germain ganharam vantagem nos quartos de final da Liga dos Campeões, depois de ter vencido o Aston Villa na 1ª mão dos quartos de final, por 3-1, no Parque dos Príncipes.

 

O Aston Villa marcou primeiro, aconteceu aos 35 minutos por Morgan Rogers.

A equipa da capital francesa reagiu rápidamente e quatro minutos depois Desiré Doué empatava o encontro.

Aos 49 minutos Khvicha Kvaratskhelia finalizou com classe, fazendo o 2-1, e , perto do final do encontro também com um gesto certeiro, Nuno Mendes, rompeu na área dos ingleses aos 90+2 minutos, driblou Konsa, sentou Martínez e fechou a contagem (3-1). Três golos do PSG, três golos de belo efeito.

Nuno Mendes, Vitinha e João Neves foram titulares, Gonçalo Ramos entrou aos 90+3.

O Aston Villa ainda está dentro da eliminatória, mas o Paris Saint-Germain está agora bem encaminhado para chegar às «meias» da Champions.

Na próxima terça-feira, há duelo no Villa Park.

 

Resultados dos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol

Primeira mão:

– Terça-feira, 08 abr:

 Arsenal, Ing – Real Madrid, Esp, 3-0

 Bayern Munique, Ale – Inter Milão, Ita, 1-2

 

– Quarta-feira, 09 abr:

 Paris Saint-Germain, Fra – Aston Villa, Ing, 3-1

 FC Barcelona, Esp – Borussia Dortmund, Ale, 4-0

Segunda mão

Terça-feira, 15 abr:

 Borussia Dortmund, Ale – FC Barcelona, Esp, 21:00

 Aston Villa, Ing – Paris Saint-Germain, Fra, 21:00

– Quarta-feira, 16 abr:

 Inter Milão, Ita – Bayern Munique, Ale, 21:00

 Real Madrid, Esp – Arsenal, Ing, 21:00

 

Meias-finais (29 e 30 de abril e 06 e 07 de maio)

 Jogo 1: Arsenal, Ing/Real Madrid, Esp – Paris Saint-Germain, Fra/Aston Villa, Ing

 Jogo 2: FC Barcelona, Esp/Borussia Dortmund, Ale – Bayern Munique, Ale/Inter Milão, Ita

 

Final (31 de maio, na Allianz Arena, em Munique, na Alemanha)

 Vencedor Jogo 1 – Vencedor Jogo 2

 

Com Agência Lusa.

Panteonização do antigo ministro Robert Badinter que aboliu a pena de morte

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Robert Badinter entrará no Panteão dentro de seis meses, em homenagem ao seu papel na abolição da pena de morte. Um símbolo com um triplo poder num momento em que a justiça é atacada, a democracia enfraquecida e criticada, e o antissemitismo em pleno ressurgimento.

A entrada de Robert Badinter no Panteão terá lugar dentro de seis meses, no dia 9 de outubro, uma data simbólica. É o aniversário da promulgação da lei que aboliu a pena de morte, a 9 de outubro de 1981, há 44 anos. Uma reforma conduzida pelo advogado que se tornou ministro da Justiça e que fez com que a França entrasse na era das democracias modernas.

Emmanuel Macron abriu caminho para esta panheonização no ano passado, poucos dias após o falecimento de Robert Badinter. Mas o anúncio feito esta terça-feira ganha um eco particularmente forte. Quarenta e oito horas antes, Marine Le Pen bradava numa praça de Paris contra « a tirania dos juízes », acusados de ter tomado uma « decisão política » que « desrespeita o Estado de direito » e « o Estado democrático ». Ao exortar os militantes da Reunião Nacional a revoltar-se contra um « sistema » que teria « ativado a bomba nuclear » para « a fazer calar », a líder da extrema-direita seguia as pegadas do seu pai.

Ele próprio já tinha sido alvo de manifestações, nomeadamente na Place Vendôme, mesmo em frente ao Ministério da Justiça. Corria o ano de 1983, quando Jean-Marie Le Pen, em coro com algumas centenas de polícias indignados, gritava: « Badinter assassino! », « Badinter para Moscovo! ». O fundador da Frente Nacional chamava-lhe « o advogado dos assassinos » ou « o ministro da delinquência », enquanto a imprensa de extrema-direita o cobria de insultos, muitas vezes de teor antissemita, após cada crime violento. O homem que aboliu a pena de morte, descriminalizou a homossexualidade e encerrou os bairros de alta segurança nas prisões, foi alvo da extrema-direita durante décadas. E Marine Le Pen manteve viva essa chama anti-Badinter ao defender o restabelecimento da pena de morte até 2017. O antigo ministro da Justiça não tinha ilusões: « Jogar a carta da segurança é politicamente rentável. Há sempre alguém, como Marine Le Pen, para ir mais longe. A demagogia escorre… », escreveu ele sobre ela, em 2011. Isso não impediu Marine Le Pen de tentar, em vão, intrometer-se na homenagem realizada no ano passado.

Assim, esta cerimónia terá uma forte carga política — talvez ainda mais do que o habitual. Porque Robert Badinter foi também presidente do Conselho Constitucional, esse juiz supremo cada vez mais contestado pelos populistas de todos os quadrantes. Grande defensor da laicidade e crítico feroz do crescimento dos comunitarismos, ele é, por fim, a personificação da luta contra o antissemitismo, esse flagelo que ressurgiu com força no próprio coração da França. Em suma, uma certa ideia da República — a defender e a promover sem descanso. Tal como o grande historiador e resistente Marc Bloch, que se juntará também a este templo laico alguns meses depois, a 16 de junho de 2026, data do 82.º aniversário do seu assassinato pelos nazis.

Rádio Alfa

Nuno Borges nos « oitavos » de Monte Carlo

O português Nuno Borges apurou-se para os oitavos de final do Masters 1.000 de Monte Carlo, depois de bater o tenista espanhol Pedro Martínez num encontro decidido em três sets.

O maiato, número um nacional e 43º do ranking ATP, superou o 51º da hierarquia com os parciais de 7-5, 6-7 (4-7) e 6-4, num encontro disputado em terra batida e que teve a duração de três horas e 10 minutos.

No primeiro set, Borges sofreu um « break » no seu serviço logo na fase inicial do encontro e esteve a perder por 3-5, mas o luso recuperou e conquistou os quatro jogos de serviço seguintes, fechando em 7-5.

Já no segundo set, o português teve dois pontos de encontro, mas não conseguiu concretizar, com Martínez a levar o jogo para o « tie-break » e a superar o luso, forçando a um terceiro set para se saber quem seguia em frente na prova.

No set decisivo, Borges entrou mal, esteve a perder por 4-1 e chegou mesmo a ser assistido devido a queixas na coxa esquerda, mas acabou por conquistar cinco jogos de serviço seguidos, para fechar o encontro com um 6-4.

Nos oitavos de final, Nuno Borges vai enfrentar o grego Stefanos Tsitsipas, número oito do ranking mundial e sexto cabeça de série do torneio.

Com Agência Lusa.

Poeta, crítico e ensaísta português Fernando J.B. Martinho morre aos 87 anos

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O escritor, crítico literário e ensaísta Fernando J.B. Martinho, especialista em poesia portuguesa, morreu aos 87 anos, anunciou hoje a Casa Fernando Pessoa, numa nota publicada na sua página de Facebook.

“A equipa da Casa Fernando Pessoa lamenta a morte de Fernando J.B. Martinho (1938-2025), lê-se na publicação, que recorda o percurso profissional e literário do autor de “Tendências dominantes da poesia portuguesa da década de 50” (Prémio de Ensaio, ex-aequo, do Pen Clube Português).

Fernando J.B. Martinho destacou-se na carreira académica, a nível nacional e internacional, que acumulou com a publicação de obra própria, dois livros de poemas, em 1970 e 1980, “Resposta a Rorschach” e “Razão Sombria”, além de figurar em diversas antologias.

Como ensaísta e investigador, dedicou-se em particular ao estudo da Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.

Nascido em Portalegre, Fernando J.B. Martinho licenciou-se em Filologia Germânica e doutorou-se em Literatura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde lecionou, no Departamento de Literaturas Românicas, entre outras cadeiras, Teoria da Literatura e Estudos Pessoanos, tendo sido criador e diretor desta última.

Fernando J.B. Martinho foi leitor de Português nas Universidades de Bristol (Inglaterra) e da Califórnia, em Santa Bárbara (EUA), e enquanto crítico e ensaísta, dedicou-se especialmente à poesia portuguesa contemporânea e às literaturas africanas de expressão portuguesa.

O literato deixa uma colaboração crítica e ensaística dispersa por várias publicações, tais como Colóquio/Letras, Revista da Faculdade de Letras, Românica, África, Persona, Vértice, JL, Visão, Rassegna Iberistica, Indiana Journal of Hispanic Literatures, Loreto 13, Cadernos de Literatura, World Literature Today, Reasearch in African Literatures, Ler e A Cidade, bem como em atas de colóquios, encontros e congressos.

Participou ainda em diversos volumes coletivos, entre os quais “Luandino: José Luandino Vieira e a Sua Obra” (1980) e “Studies on Jorge de Sena” (Santa Bárbara, 1981), além de ter colaborado no “Dicionário de Literatura” (dirigido por Jacinto do Prado Coelho), no “Grande Dicionário de Literatura Portuguesa e de Teoria Literária” (dirigido por João José Cochofel) e no “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”.

Fernando J.B. Martinho deixa ainda a sua marca, enquanto autor de prefácios de livros de alguns dos mais destacados autores de língua portuguesa, como é o caso de Adolfo Casais Monteiro, António Ramos Rosa, Eugénio de Andrade, Francisco José Viegas, José Craveirinha, Luandino Vieira, Urbano Tavares Rodrigues, entre outros.

Como poeta, além dos dois livros publicados, está representado em diversas antologias de poesia portuguesa, designadamente, “Antologia de Poesia Universitária”, “Poesia Portuguesa do Pós-Guerra, “Hiroshima”, “Poesia 70”, “Poesia 71”, “800 Anos de Poesia Portuguesa”, “Antologia da Poesia Portuguesa: 1940-1977”.

Na década de 1990, foi presidente do Centro Português da Associação Internacional dos Críticos Literários e vice-presidente internacional da mesma associação sediada em Paris.

Coordenou, para o Camões Instituto, em 2004, o volume « Literatura Portuguesa do Século XX », em que também se ocupou do capítulo respeitante à Poesia.

Em 2015, recebeu o Tributo de Consagração da Fundação Inês de Castro.

Em 2017, coorganizou, com outros autores, uma edição poética bilingue, numa organização do Goethe-Institut Portugal e edição da Tinta-da-China, intitulada “Às Vezes São Precisas Rimas Destas. Poesia Política Portuguesa e de Expressão Alemã (1914-2014)”, que reúne cem anos de história de Portugal e dos países de língua alemã em poemas de grandes escritores do século XX.

Em 2022, publicou, na mesma editora, o que viria a ser o seu último livro, a obra ensaística “Aspetos do legado pessoano”, que ganhou o Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho.

Rádio Alfa com LUSA

Habitação. Portugal com o terceiro maior aumento de preços da UE

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Portugal apresentou a terceira maior subida dos preços das casas em toda a União Europeia durante o último trimestre do ano passado, em comparação com igual período de 2023.

A partir destes dados, divulgados esta terça-feira pelo Eurostat, André Escoval, do Movimento Porta a Porta, conclui que se está a “tornar impossível” conseguir uma casa a preços acessíveis para viver em Portugal.

Os maiores aumentos dos preços das casas entre o fim de 2023 e o fim de 2024 foram observados na Bulgária (18,3%), na Hungria (13,0%) e em Portugal (11,6%). A média na União Europeia fixou-se nos 4,9 %, ou nos 4,2% se considerados apenas os países da zona euro.

Rádio Alfa com RTP Notícias

Ucrânia: Capturados dois cidadãos chineses a combater nas fileiras russas

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Dois cidadãos chineses que lutavam nas fileiras do Exército russo foram capturados nas linhas da frente da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, anunciou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

“Temos informações que sugerem que há muitos mais cidadãos chineses nas unidades do ocupante”, acrescentou Zelensky na mensagem publicada nas redes sociais, em que relatou a captura dos dois primeiros soldados com passaportes chineses feitos prisioneiros pela Ucrânia desde que a guerra começou, a 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu o país vizinho.

O Presidente explicou que o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) e o Exército ucraniano estão a trabalhar em conjunto com outras estruturas de serviços secretos para obter mais pormenores sobre a participação de cidadãos chineses na guerra.

“Dei instruções ao Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano para contactar imediatamente Pequim e esclarecer como é que a China tenciona reagir a esta situação”, indicou Zelensky.

Os dois prisioneiros de guerra – que transportavam consigo os seus documentos de identidade, cartões bancários e outros objetos pessoais quando foram capturados – estão sob a custódia do SBU ucraniano.

“Seja direto ou indireto, o envolvimento da China, juntamente com outros países, nesta guerra na Europa é um sinal claro de que [o Presidente russo, Vladimir] Putin está disposto a fazer tudo menos a pôr fim à guerra”, afirmou Zelensky, acusando o homólogo russo de “procurar formas de continuar a combater” e apelando para uma resposta dos Estados Unidos, da Europa e do resto da comunidade internacional “que quer a paz”.

Na rede social X (antigo Twitter), o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano anunciou hoje ter chamado o encarregado de negócios chinês em Kiev para lhe pedir “explicações” sobre a presença de soldados chineses na Ucrânia a combater pela Rússia.

“Convocámos o encarregado de negócios da China na Ucrânia ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para condenar este ato e exigir explicações”, disse Andrii Sybiga.

Segundo a Ucrânia, a captura dos dois alegados soldados chineses em combate nas fileiras russas na frente “põe em causa” a posição declarada por Pequim de parte neutra no conflito.

“Os cidadãos chineses que combatem no Exército invasor russo na Ucrânia põem em causa a posição declarada da China a favor da paz”, escreveu ainda o chefe da diplomacia ucraniana na plataforma digital.

Rádio Alfa com LUSA

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