Ataque às Torres Gémeas chocou o mundo há 24 anos

Eram quase 15h00 em França quando o primeiro avião, dos quatro que foram sequestrados, embateu numa das torres do World Trade Center, no coração de Nova Iorque.

Perto de três mil pessoas morreram na sequência do ataque terrorista reivindicado pela Al-Qaeda.

Esta quinta-feira, assinalam-se os 24 anos da tragédia e, como é habitual, estão marcadas cerimónias de homenagem às vítimas em várias cidades dos Estados Unidos.

Donald Trump estará presente no memorial no Pentágono, na Virgínia, ao passo que o vice-presidente dos Estados Unidos vai estar no Ground Zero, em Nova Iorque.

A homenagem contará também com a presença de Joe Biden e Kamala Harris.

Na Pensilvânia, vai ainda ser tocado o tradicional sino da esperança.

 

Com SicNotícias e Fr3.

 

Portugueses mais preocupados com xenofobia que com imigração – sondagem

A maioria dos portugueses está mais preocupada com o aumento da xenofobia do que com a imigração, numa sondagem hoje divulgada que indica grande apoio ao reforço das verbas em defesa, solidariedade internacional e ajuda aos países mais pobres.

“O aumento da xenofobia e da rejeição dos imigrantes” foi considerado por cerca de um terço dos cidadãos como um dos três fatores mais preocupantes que ameaçam a solidariedade internacional”, refere a sondagem, a que a Lusa teve hoje acesso, feita pela Pitagórica e promovida pelo Clube de Lisboa.

Este é um sinal de que a “existência de políticas e práticas xenófobas é classificada como uma ameaça e não a imigração em si”, já que “a gestão das migrações” não está entre as áreas mais referidas como prioritárias » para existirem políticas mais fortes”, lê-se nas conclusões.

Este resultado “pode evidenciar uma dissonância no grau de preocupação, entre as perceções dos inquiridos e os posicionamentos políticos e espaço mediático dedicado à questão”, referem os autores.

Em declarações à Lusa, o diretor executivo do Clube de Lisboa, Fernando Jorge Cardoso, considerou que “os discursos políticos nacionalistas e xenófobos, que não são típicos de Portugal”, mas “uma sequela de vários países europeus e também dos EUA”, a que se somam “muita opinião publicada” e “muitas das opiniões dos ativistas nas redes sociais, que não correspondem às perceções da população portuguesa”.

No inquérito “o que pensam os cidadãos em Portugal sobre os desafios globais e a solidariedade internacional?”, os 700 entrevistados mostram uma visão menos pessimista sobre a imigração ou sobre a solidariedade internacional, ao contrário da “realidade que se pensava e está a ser adulterada pelo discurso público e pelas perceções publicadas”, explicou Fernando Jorge Cardoso.

Já Patrícia Magalhães Ferreira, uma das autoras da sondagem, referiu que existem diferenças entre o sentimento real das pessoas e a opinião pública, que dá eco ao crescimento dos extremismos e dos populismos.

“As pessoas acreditam mesmo que a solidariedade internacional é importante”, exemplificou a investigadora, considerando que existe aqui “uma pequena diferença em relação aos jovens”, que os coloca como mais céticos em relação a alguns problemas.

“ As mulheres são mais a favor nas respostas relativas aos direitos humanos” e os “jovens denotam um maior ceticismo mesmo em questões como as alterações climáticas” ou o impacto local das questões globais, explicou Patrícia Magalhães Ferreira.

No que respeita à imigração, de uma lista de sete ameaças que foi pedida aos entrevistados para hierarquizar, a imigração aparece apenas em quinto lugar e há mais preocupação com “o discurso de rejeição e xenófobo contra os imigrantes” e as “dificuldades de integração”, referiu Patrícia Magalhães Ferreira.

“Segundo a nossa amostra, a imigração não é o problema, não é o bicho-papão”, resumiu Fernando Jorge Cardoso.

Já a questão da guerra é transversal em todo o inquérito, e muitos admitem que “a Ucrânia mudou a perceção dos portugueses a favor de mais cooperação internacional” e de mais despesa, desde que isso não prejudique os “orçamentos nas áreas sociais”, disse Patrícia Magalhães Ferreira.

O objetivo do estudo é “aferir como os cidadãos em Portugal percecionam e se posicionam face a desafios globais e à solidariedade internacional, num mundo que se quer mais seguro, mais justo e mais sustentável”.

Cerca de 80% “reconhece a solidariedade entre os povos como uma forma eficaz para enfrentar os grandes desafios globais e implementar soluções concretas” e 58% consideram que as “principais ameaças apontadas à solidariedade internacional são, em primeiro lugar, as guerras, os conflitos armados e a violência”, pode ler-se no documento.

“A grande maioria da população (88%) afirma sentir-se bastante preocupada e afetada pelos desafios enfrentados pela humanidade, e a principal razão para essa preocupação é a perceção de que os desafios globais afetam, ou podem vir a afetar, o conjunto da humanidade (66%)”, referem os autores.

A maioria dos inquiridos também reconhece que, “nos últimos anos, se tornou mais favorável a cooperação e solidariedade, após a pandemia de covid-19 (51%) e, muito especialmente, após o início da guerra na Ucrânia (64%)”.

“As organizações internacionais multilaterais são apontadas como os principais agentes responsáveis por procurar e implementar respostas aos desafios globais (68%)”, responderam os inquiridos, que defendem a “participação individual na resolução dos problemas globais”, embora quase metade diga que “o nível de consciencialização sobre os desafios mundiais em Portugal é fraco, nulo ou inexistente”.

“A maioria dos cidadãos sente-se pessimista quanto ao futuro do mundo, considerando que o contexto global estará pior daqui a 10 anos (59%)”, sobretudo nas “áreas do ambiente e alterações climáticas, da pobreza e fome, e dos conflitos armados e violência”.

Quanto à situação pessoal, 42% crê que, dentro de 10 anos, viverá de forma semelhante a hoje, mas há mais quem espera uma degradação da qualidade de vida em vez de melhorias.

“Mais de dois terços da população acreditam que as alterações climáticas são um fenómeno real causado pela ação humana”e a “esmagadora maioria mostra-se a favor da transição verde e descarbonização das economias, tal como está expresso nas metas e objetivos acordados a nível internacional”, mas cerca de dois terços só apoiam esse processo “desde que sejam acautelados os impactos humanos e sociais”.

“A grande maioria dos cidadãos considera que uma multiplicidade de fatores constitui ameaças importantes à paz e segurança a nível mundial”, como o “terrorismo, as crescentes violações de direitos humanos, e o aumento do cibercrime e campanhas de desinformação”.

Uma grande maioria (85%) concorda com o reforço do investimento e da alocação de recursos à defesa no contexto da União Europeia, ainda que cerca de um terço condicione a sua concordância à ausência de impactos no orçamento e recursos para as áreas sociais.

Quanto à participação de Portugal em missões internacionais de paz, segurança e defesa, a maioria (55%) considera-a adequada, mas um terço entende que essa participação deveria ser aumentada.

Os inquiridos consideram que a redução da pobreza e da fome no mundo deve ser uma das principais prioridades globais (89%) e sem uma redução das assimetrias e desigualdades mundiais não existirá paz nem desenvolvimento (80%), defendendo mecanismos de responsabilização de sanções para o não cumprimento de acordos mundiais assinados (87%).

O Clube de Lisboa é uma ONG que tem como objetivo a reflexão e o debate sobre os desafios globais, procurando recolher dados que apoiem as políticas públicas. No total, a sondagem feita pela Pitagórica incluiu uma amostra de 700 pessoas e as respostas têm um grau de confiança de 95,5%.

 

Com Agência Lusa.

Presidenciais: Catarina Martins anuncia candidatura a Belém

A eurodeputada e antiga coordenadora bloquista Catarina Martins anunciou a sua candidatura às eleições presidenciais de janeiro do próximo ano, propondo-se a « juntar forças » e « cuidar da democracia ».

 

« A minha candidatura coloca no centro o cuidado. Quero cuidar da democracia, cuidar dos bens comuns, cuidar da paz. Cuidar da igualdade e da liberdade. Juntar forças para devolver a confiança da democracia », lê-se numa declaração da candidatura enviada à Lusa.

No texto, Catarina Martins lembra o apagão que atingiu a Península Ibérica em abril e a entreajuda entre os cidadãos: “Quando a grande distribuição fechou e os multibancos pararam, as lojas de bairro venderam fiado e os vizinhos ajudaram-se”.

“Neste verão, as pessoas uniram-se para fazerem frente ao fogo e salvaram as suas aldeias. Anónimos depositaram flores ao lado do Elevador da Glória. Famílias acolheram outras famílias que fugiram de guerras. Choramos com as mães de Gaza. A solidariedade é uma grande força de Portugal”, conclui.

Na opinião da ex-coordenadora bloquista, “há quem queira negar esta força”.

“Aqueles que escolhem o insulto em vez do argumento e que semeiam o ressentimento para tolher a esperança. Nunca como hoje sentimos o perigo desta rampa deslizante; não é uma questão de franjas da população nem mesmo de uma bancada parlamentar ruidosa. A voz da selvajaria está no centro da decisão política e a contaminar as instituições”, adverte a bloquista.

Catarina Martins considera ainda que o cenário atual “não é uma repetição do passado” mas sim um fenómeno “novo e veloz”.

“É global e é aqui, na nossa casa comum. Exige a nossa indignação, imaginação, coragem, ação. Sem hesitações, eu quero ajudar a mudar já os termos do debate em Portugal. A degradação a que assistimos não pode ser normalizada nem desvalorizada”, defende, salientando que “os direitos democráticos constitucionais são a defesa contra o autoritarismo e a arbitrariedade”.

Catarina Martins propõe-se a centrar o debate político “na exigência da dignidade do trabalho, no direito à habitação, no apoio nas diferentes etapas da vida, no acesso à saúde, à educação e à cultura, no combate a todas as desigualdades e discriminações, em serviços públicos de qualidade que nos tratem como iguais e em que possamos confiar”.

Na ótica da eurodeputada, “é urgente popularizar a democracia” e enfrentar “os poderes que se movem na sombra, porque é o povo e a sua vida que têm de estar no centro da decisão política”.

Catarina Martins defende ainda que “é urgente ousar o futuro”, sublinhando a importância de temas como a transição climática e a necessidade de um “novo modelo de economia, um território vivo e coeso e uma nova credibilidade interna e externa”.

Por último, Catarina Martins defende a urgência da paz, considerando que Portugal “pode ser no mundo uma voz determinante pelo direito internacional e o multilateralismo, sem duplos critérios nem transigências de conveniência”.

“Apresento a minha candidatura presidencial com estas urgências. Uma candidatura inspirada na nossa força solidária, que faz pontes, que ouve e aprende com quem constrói Portugal todos os dias, E, claro, com a combatividade da mulher que sou”, escreve a candidata.

 

Com Agência Lusa.

Cristiano Ronaldo distinguido como « melhor jogador de sempre » na gala da LPFP

O futebolista português Cristiano Ronaldo foi hoje distinguido como “The Best of All Time” (O melhor de sempre) na Gala da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, tendo agradecido o prémio com palavras de orgulho por ser reconhecido no seu país.

“Obrigado à Liga por este prémio. Ser distinguido como melhor jogador de sempre é um orgulho, sobretudo no meu país. Obrigado a todos os meus companheiros que ajudaram a conquistar este troféu e agradeço a todos os treinadores que me ajudaram na caminhada para ser cada vez melhor”, afirmou o capitão da seleção portuguesa.

Nesta terceira edição da ‘Liga Portugal Awards’, a LPFP prestou também homenagem póstuma a Jorge Nuno Pinto da Costa, ex-presidente do FC Porto e da própria Liga, distinção recebida pelo filho, Alexandre Pinto da Costa.

Nos prémios institucionais, a Fundação Benfica venceu na categoria de Responsabilidade Social, enquanto o ex-jogador e internacional português Pepe recebeu o galardão da Liga Portugal.

Já o atual selecionador nacional, Roberto Martínez, foi distinguido com o Prémio Prestígio, e não deixou de mencionar Diogo Jota, futebolista internacional português, que morreu num acidente de viação em 03 de julho passado.

 « É um orgulho enorme receber este prémio e ser o primeiro treinador não português a ganhar um título internacional para Portugal. É um título que traz responsabilidade porque queremos ganhar mais. Temos que honrar o sonho de alguém que nos faz falta, que é o Diogo Jota. Por ele, por todos os portugueses e pelo futuro da Seleção. Este último estágio foi difícil e muito emocional, mas o nosso balneário é diferente. Temos uma força que vamos usar até ao fim, com orgulho », frisou o selecionador nacional.

Gala da Liga Portuguesa de Futebol.

O premio Mérito Desportivo foi entregue aos jogadores Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos, bem como ao dirigente Luís Campos, todos a representar o clube francês Paris Saint-Germain.

Na categoria ‘Hall of Fame’, foram homenageados os internacionais portugueses Nani e Ricardo Quaresma, com símbolos de uma geração marcante do futebol nacional.

A Gala da Liga Portugal, que decorreu na sede da LPFP, no Porto, uniu diferentes gerações do futebol profissional nacional numa noite de distinções de carreira, mas também pela prestação desportiva na temporada de 2024/25.

 

Com Agência Lusa.

 

Tensão em França. Centenas de detidos nos protestos em todo o país

A França voltou a ser palco de protestos violentos. Mais de 500 pessoas foram detidas nos vários confrontos com a polícia registados nas manifestações desta quarta-feira.

Os manifestantes pegaram fogo a contentores e bloquearam estradas e rotundas.

De acordo com o Ministério do Interior, pelo menos 197 mil pessoas participaram no movimento « Bloquear tudo » hoje, com mais de 550 manifestações em todo o país.

Houve registo de cerca de 267 incêndios nas ruas em todo o país. Foram detidas 540 pessoas, incluindo 211 em Paris.

Há registos de confrontos em várias cidades e um cenário de destruição urbana.

O movimento de contestação « Bloquear tudo » nasceu nas redes sociais com o objetivo de contestar a proposta do rigoroso orçamento do agora demissionário primeiro-ministro, François Bayrou.

Nem a queda do Governo, nem a nomeação do novo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, travou o protesto.

Milhares de pessoas tomaram as ruas de várias cidades. Há mesmo quem diga que a decisão do presidente francês de nomear um aliado foi uma « bofetada na cara ».

« Precisamos de mudança » foi uma das frases de ordem que mais se ouviu nos protestos.

Em Paris, a polícia impediu que « mil pessoas » invadissem a estação Gare du Nord. Citadas pela France24, as autoridades foram obrigadas a intervir para evitar que “um grande grupo” entrasse na estação de comboios.

A CGT (Confederação Geral dos Sindicatos) afirma ter 250 mil pessoas e « centenas de iniciativas cidadãs diversas ».

No seu site, o sindicato celebra « o sucesso da mobilização », o que « confirma a exasperação social ».

Com Agências

Descarrilamento do Governo francês. Charlie Hebdo satiriza crise política com elevador da Glória

Na capa do jornal satírico, os principais políticos franceses estão a descarrilar no interior do Elevador da Glória, ilustrando a enorme crise política em que a França se vê mergulhada (e o impacto internacional da tragédia em Lisboa).

 

Com Jornal Expresso.

 

Vão lá dentro Emmanuel Macron (Presidente francês), François Bayrou (primeiro-ministro demissionário), Marine Le Pen (do Reagrupamento Nacional), Jean-Luc Melenchon (líder da França Insubmissa), e Bruno Retailleau (líder dos Republicanos): o jornal satírico “Charlie Hebdo” colocou na sua capa o Elevador da Glória desgovernado, transportando algumas das principais figuras políticas francesas.

No contexto da mais recente crise política em França, Sébastien Lecornu foi nomeado primeiro-ministro e admitiu vir a promover “mudanças profundas” e “não apenas superficiais” para tirar o país do impasse. Assumiu ainda que os franceses enfrentam “fraturas” na sociedade, num dia marcado por protestos sociais em várias cidades francesas.

Lecornu sucede ao centrista François Bayrou, destituído na segunda-feira pelo chumbo de uma moção de confiança parlamentar. Na cerimónia de transição, prometeu procurar consensos e “ser mais sério na forma de trabalhar com a oposição”. De saída, Bayrou falou de um “momento tão difícil”, “muito exigente e perigoso” para a França.

Para existir, o futuro Governo francês deverá obter pelo menos um voto de não censura do Partido Socialista, algo indispensável para adotar um orçamento para 2026, cuja preparação acabou de derrubar a equipa cessante, que tinha apresentado um plano de cortes de quase 44 mil milhões de euros.

Lecornu é o quarto primeiro-ministro que o Presidente francês, Emmanuel Macron, nomeia em apenas 12 meses. Nesta quarta-feira, mais de 200 pessoas foram detidas na França em ações de bloqueio de autoestradas e infraestruturas de transporte.

A nova edição do jornal satírico “Charlie Hebdo” combina a situação crítica em que a segunda maior economia europeia se encontra com o episódio do acidente na capital portuguesa. A ilustração mostra o Presidente francês e o primeiro-ministro demissionário no interior do ascensor em queda, com um cabo solto. Vários parafusos saltam em diferentes direções. Na capa, está escrito “desbloqueiem tudo”, numa alusão ao movimento reivindicativo de bloqueio (« Bloqueiem tudo ») em curso no território francês.

A tragédia do Elevador da Glória foi notícia na imprensa de todo o mundo. Morreram 16 pessoas, de várias nacionalidades, incluindo uma cidadã francesa.

 

***Artigo Jornal Expresso***

 

Mãe de Mbappé revela: «Kylian dizia que era português por causa do Ronaldo»

Kylian Mbappé cresceu a idolatrar grandes nomes do futebol mundial, mas, segundo a mãe, Fayza Lamari, houve um que o marcou de forma muito especial: Cristiano Ronaldo.

Em entrevista ao jornal francês L’Équipe, a mãe do capitão da seleção francesa revelou que o avançado chegou a assumir-se como português, tal era a paixão pelo craque luso.

«Ídolos? Começou com o Zidane, desde os 4 anos. Depois houve o Cristiano Ronaldo, quando chegou ao Manchester United e depois ao Real Madrid. Quanto ao Cristiano… o Kylian era português na sua cabeça. Para ele, era português. Ia a casa do pai de uma amiga para ver os jogos de Portugal e apoiar o Ronaldo. Estava apaixonado. Dizia: ‘Sou português’», contou Fayza, entre risos.

A mãe de Mbappé acrescentou que essa fase se prolongou até mais tarde do que muitos imaginam. «Não vou dizer a idade, porque ele vai insultar-me. Mas durou muito tempo», comentou.

Fayza Lamari explicou ainda que entende a forma como os jovens reagem quando encontram Mbappé, porque viu o filho viver emoções idênticas quando também conheceu Zidane.

«Quando o viu aos 14 anos, disse-me: ‘Mãe, ele tocou no meu casaco, não o lavo mais’», concluiu.

Com L’équipe e MaisFutebol.

Fayza Lamari contou que o filho vivia os jogos de Portugal como adepto.

Quase metade dos adultos portugueses só consegue compreender textos curtos, revela relatório da OCDE

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Quatro em 10 portugueses entre os 25 e 64 anos só conseguem compreender textos simples e curtos, segundo um relatório divulgado esta segunda-feira que mostra Portugal entre os países com níveis mais baixos de proficiência em literacia.

É preciso chegar quase ao final da tabela publicada no relatório « Education at a Glance 2025 », divulgado esta segunda-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), para encontrar Portugal.

Segundo entre 30 países com o nível mais baixo de proficiência em literacia, 46% dos portugueses com idades entre os 25 e 64 anos tem muita dificuldade em interpretar textos e só consegue compreender textos muito curtos e com o mínimo de informação irrelevante.

A conclusão resulta do inquérito às competências dos adultos, conduzido no âmbito do Programa para a Avaliação Internacional de Competências de Adultos (PIAAC, na sigla em inglês) da OCDE.

Com cinco níveis de proficiência, que variam entre a capacidade de identificar informação em textos curtos (nível 1) e de sintetizar e avaliar criticamente informações complexas (nível 5), perto de metade dos portugueses ficou no nível 1 ou abaixo, com uma percentagem muito superior à média da OCDE (27%). Atrás de Portugal, ficou apenas o Chile, onde 57% dos inquiridos também não foram além do nível 1.

Por outro lado, cerca de um terço dos inquiridos em Portugal consegue integrar informação de múltiplas fontes e 18% foram um pouco mais longe e mostraram ser capazes de interpretar e avaliar textos complexos.

Nos níveis mais elevados (4 e 5) pontuaram apenas 3% dos portugueses, percentagem idêntica na Polónia e Eslováquia e mais baixa apenas no Chile e Lituânia (ambos 2%), enquanto a média na OCDE é 12%.

A análise feita a estes resultados no âmbito do Education at a Glance 2025 revela ainda que o nível de escolaridade e as competências estão intimamente ligadas.

Em Portugal, por exemplo, os adultos com ensino superior demonstraram maior facilidade na compreensão e análise de textos, conseguindo, em média, obter mais 36 pontos do que aqueles que têm apenas o secundário e perto de 70 pontos acima dos inquiridos sem o 12.º ano concluído.

Os níveis de proficiência em literacia encontram também relação, por outro lado, com a aposta na formação, sendo que os adultos com melhores competências têm maior probabilidade de participar na educação ou formação.

De acordo com as conclusões do inquérito, em 2023, 80% dos adultos nos níveis 4 ou 5 de proficiência em literacia tinham integrado algum curso ou formação, formal ou informal, no último ano, algo que apenas 22% daqueles posicionados no nível 1 ou abaixo fizeram.

Rádio Alfa com SIC Notícias

Governo apoia candidatura da Serra da Estrela a Reserva da Biosfera da UNESCO

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A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou hoje o apoio do Governo à candidatura da Serra da Estrela a Reserva da Biosfera da UNESCO.

Num comunicado enviado hoje à agência Lusa, a governante considera a candidatura como um “instrumento estratégico para a valorização dos recursos endógenos, a preservação do património natural e cultural, e a promoção de um modelo de desenvolvimento territorial sustentável, resiliente e inclusivo”.

A proposta de candidatura da Serra da Estrela a Reserva da Biosfera da UNESCO entrou em abril, em consulta pública, nos seis municípios que integram o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e o projeto foi apresentado publicamente, na Guarda, pela Comissão de Cogestão da área protegida e pela Associação Geopark Estrela.

O processo é coordenado pelo diretor executivo do Geopark Estrela, Emanuel de Castro, juntamente com Helena Freitas, professora da Universidade de Coimbra.

A candidatura é uma das medidas do Plano de Cogestão do PNSE, aprovado em novembro de 2024, e vai incluir os seis municípios que integram esta área protegida: Covilhã (distrito e Castelo Branco), Celorico da Beira, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia (distrito da Guarda).

A ministra do Ambiente e Energia defende que a candidatura é, simultaneamente, uma aposta na valorização socioeconómica e um reforço da resiliência da Serra da Estrela, limitando as suas vulnerabilidades.

“A Serra da Estrela tem de ser preservada, valorizada e promovida através de políticas públicas de conservação da natureza, coesão social e desenvolvimento sustentável”.

Segundo Maria da Graça Carvalho, a Serra da Estrela é um território de excecional valor natural, cultural e social, reconhecido pela diversidade ecológica e paisagística, pela presença de habitats e espécies endémicas e ameaçadas, e guardiã de um património cultural único, o que a torna “um exemplo notável de integração entre natureza e cultura”.

Contudo, sublinha que os incêndios rurais que têm contribuído para a perda de biodiversidade e recursos naturais são vulnerabilidades que devem ser contrariadas por uma aposta na valorização socioeconómica e reforço da resiliência, de modo a garantir a recuperação dos serviços dos ecossistemas e das atividades desenvolvidas pelas populações.

Portugal já conta com 12 Reservas da Biosfera, localizadas no continente e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, e poderá ampliar a sua rede nacional de áreas classificadas no próximo ano.

Rádio Alfa com LUSA

Paris vibra com flashmob épico de Bohemian Rhapsody (Em Vídeo)

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As ruas de Paris foram palco de um momento inesquecível quando o pianista Julien Cohen conseguiu reunir 30 músicos e cantores de rua numa interpretação única de Bohemian Rhapsody, dos Queen.

Acostumados a atuar individualmente, estes artistas criaram em conjunto uma energia contagiante que surpreendeu transeuntes e emocionou todos os presentes. A performance transformou-se rapidamente em fenómeno nas redes sociais, onde o vídeo se espalhou em poucas horas, somando milhares de partilhas e comentários.

Um flashmob que ficará na memória de Paris e que já é apontado por muitos como a melhor recriação de sempre desta canção icónica.