Zinedine Zidane sai do Real Madrid.

O francês Zinedine Zidane renunciou hoje ao cargo de treinador do Real Madrid, poucos dias depois de ter levado os ‘merengues’ ao terceiro título consecutivo na Liga dos Campeões de futebol.

« Tomei a decisão de não continuar como treinador do Real Madrid. (…) Penso que esta equipa necessita de continuar a ganhar, precisa de uma mudança, de outro discurso, e outra metodologia de trabalho », disse Zidane, em conferência de imprensa.

Zidane, de 45 anos, tinha chegado aos ‘merengues’ em janeiro de 2016, na sua primeira experiência numa equipa principal, para substituir o espanhol Rafa Benítez, e foi o primeiro técnico a conquistar de forma consecutiva três ‘Champions’.

Pelo Real Madrid, equipa do internacional português Cristiano Ronaldo, conquistou ainda dois Mundiais de clubes, duas supertaças europeias, uma Liga espanhola e supertaça de Espanha.

Alfa/Lusa.

Portugal procura fazer história em solo russo

Portugal, atual campeão europeu, apresenta-se no Mundial de futebol de 2018, que arranca em 14 de junho, na Rússia, praticamente na máxima força e com todas as condições para, pelo menos, chegar aos oitavos de final.

Para já, do lado da seleção nacional, o médio Danilo é único jogador que vai falhar a competição devido a lesão, num grupo que tem 10 alterações em relação à equipa que conquistou o Euro2016, com destaque também para as ausências de Éder e Nani, ambos por opção.

Éder, que foi o ‘herói’ da final de Paris, não entrou nas contas de Fernando Santos, enquanto Nani teve uma temporada com muitas problemas físicos na Lazio e acabou por não integrar também as escolhas do selecionador, apesar de ser o terceiro jogador com mais internacionalizações ‘AA’.

Se não acontecer alguma surpresa desagradável, a formação lusa chega à Rússia perto da máxima força e liderada por Cristiano Ronaldo que, aos 33 anos, poderá disputar o último Campeonato do Mundo da carreira, naquela que talvez seja a derradeira oportunidade para colocar Portugal pela primeira vez na final da prova. O máximo que a seleção nacional alcançou foi as meias-finais, em 1966 e 2006.

O mesmo acontece com outros ‘trintões’, como Beto, Pepe, Bruno Alves, José Fonte e Ricardo Quaresma, que deverão ter a última oportunidade de poder colocar Portugal pela primeira vez no topo do mundo.

Na sétima participação no campeonato do Mundo, quinta consecutiva, Portugal ficou integrado no Grupo B, com Espanha, Marrocos e Irão, e é favorito a assegurar a passagem até à fase a eliminar, juntamente com os campeões mundiais de 2010.

Logo na primeira jornada, a 15 de junho, em Sochi, Portugal defronta a Espanha, num encontro entre os dois favoritos do grupo e que poderá definir, na teoria, quem passa em primeiro lugar.

Mesmo que saia derrotada no duelo ibérico, a seleção nacional continua com todas as condições para seguir em frente, tendo para isso que puxar dos ‘galões’ frente a Marrocos, a 20 de junho, em Moscovo, e Irão, de Carlos Queiróz, a 25, em Saransk.

Nos oitavos de final, é certo que Portugal consegue fugir a aos ‘tubarões’, já que só pode ter pela frente a anfitriã Rússia, o sempre complicado Uruguai, o Egito, de Salah, ou a Arábia Saudita, que aparece como ‘outsider’ do Grupo A.

Caso siga em prova, os quartos de final podem ser uma das fases mais aguardadas da competição, com o possível duelo entre Portugal e Argentina, ou seja, entre Ronaldo e Messi, algo que nunca aconteceu em jogos oficiais a nível de seleções.

Além dos argentinos, a seleção nacional pode também ter pela frente a França, numa reedição da final do Euro2016, que Portugal ganhou, mas também das meias-finais dos Europeus de 1984 e 2004 e do Mundial de 2006, todas favoráveis aos gauleses.

No que respeita às escolhas de Fernando Santos, o meio campo é o setor em que surgem mais dúvidas, num ‘onze’ habitual em que Cristiano Ronaldo é presença garantida, assim como Rui Patricio, embora o guarda-redes chegue à seleção após um final de época muito conturbado no Sporting.

Na defesa, Pepe deverá ser o líder, ficando a dúvida se Fernando Santos vai colocar José Fonte ou Bruno Alves ao seu lado, ou então apostar na juventude de Rúben Dias.

No meio campo, William Carvalho, Adrien Silva, João Mário, Manuel Fernandes, João Moutinho e Bruno Fernandes lutam todos por um lugar, enquanto na frente fica a dúvida de quem será o companheiro de Ronaldo, com André Silva, Gonçalo Guedes e Bernardo Silva a serem os principais candidatos.

Alfa/Lusa.

CRÓNICA. Mamoudou Gassama, de imigrante clandestino a herói francês.

Volte a ouvir aqui a última crónica de Luísa Semedo
Mamoudou Gassama, salvou uma criança e é o novo herói de França. Luísa Semedo, presidente da sccção Europa do Conselho das Comunidades, comenta algumas estranhas reações ao ato humanista do maliano que, quando Luísa escreveu a crónica, ainda era um imigrante clandestino. Agora já tem « carte de séjour » e vai ser naturalizado francês.

Bernard Bouger é o novo treinador dos Lusitanos St Maur

Os Lusitanos de St Maur  já têm treinador para as próximas duas temporadas.

Depois da passagem de Carlos Secretário (actualmente treinador do Créteil-Lusitanos), e de Luis Loureiro, a direção do clube franco-português optou por um treinador francês, conhecedor a este nível, da realidade futebolística francesa, pode ler-se no comunicado emitido pelo clube.

Bernard Bouger antigo jogador de clubes como o Lorient, Valenciennes, Quimper, Sochaux ou ainda o US Créteil, rápidamente optou por uma carreira de treinador, tendo passado pelos ‘bancos’ do Fleury, Villemomble e Marseille Consolat.

Para o presidente da SASP, Artur Machado, homem forte do clube, a chegada de Bouger, « é uma aposta na estabilidade e experiência, para levar o clube, mais representativo da comunidade portuguesa de França, quem sabe, para outros patamares ».

Carlos Secretário novo treinador do Créteil-Lusitanos

Agora é oficial, Carlos Secretário, antigo internacional português e antigo jogador de FC Porto e Real Madrid, é o novo treinador do Créteil-Lusitanos.

Como  a Rádio Alfa tinha avançado na passada segunda-feira, Secretário, regressa assim a França depois da passagem pelos Lusitanos de St Maur e tem como principal objectivo a subida à terceira divisão francesa.

Treinador desde 2007, Carlos Secretário de 48 anos, teve também passagens pelo Maia, Lousada e Salgueiros.

Em declarações à Rádio Alfa, o treinador português, confessa-se « satisfeito e pronto para mais esta aventura francesa, numa região que conheço bem ».

Em relação ao principal objectivo, recolocar o Créteil-Lusitanos, na terceira divisão (Championnat National),  « a tarefa não se avizinha fácil, mas é possivel, todas as equipas a este nível podem subir, há muita competitividade… ».

Sobre o Créteil-Lusitanos, o antigo internacional português, diz que tem « excelentes condições de trabalho, o Créteil tem tudo de um clube profissional e o seu lugar não é nesta divisão… ».

Helena Sarmento em entrevista à Rádio Alfa: « O fado é uma sobrevivência da alma »

Lonjura é o terceiro álbum da fadista Helena Sarmento.

 

 

Esplendorosa e livre assim surge Helena Sarmento no seu mais recente trabalho discográfico.

Um álbum gravado no “ano mais difícil” da sua vida em que teve de lidar com a perda e com a entrega que uma missão destas exige.

Entre originais, versões e clássicos revisitados, Lonjura foi apresentado no Museu do Fado no dia 15 de Maio e vai estar em destaque na Rádio Alfa no próximo sábado no programa Back Stage com Ester de Sousa.

Música e entrevista a partir das 15h (FR).

Este « Fado jurídico-criminal » faz parte da alinhamento do disco Lonjura.

 

Maio de 68 foi uma festa mas o que deixou foi nada – Eduardo Lourenço

Maio de 68 foi uma « euforia estranhíssima » que redundou em nada

Em entrevista à Lusa, Eduardo Lourenço fala da forma como viveu o Maio de 1968, altura em que o filósofo e ensaísta era professor na Universidade de Nice. Olhando para trás, à distância de 50 anos, o que ficou daquele movimento foi « nada », além de « uma festa, uma festa de juventude ».

O Maio de 1968 foi para o filósofo e ensaísta, Eduardo Lourenço, uma euforia « estranhíssima », que começou por prometer muito, transformou-se numa revolta « negativa » e terminou como uma festa estudantil, que não deixou « nada », além de uma « memória », que talvez inspire o futuro.

« Eu estive na França do Maio de 1968, mas não estive em Paris em Maio de 68, eu estava em Nice. Vivia-se, e partilhei, essa espécie de euforia estranhíssima que durou uns 15 dias », disse à Lusa o ensaísta, a propósito dos 50 anos da revolta estudantil.

Eduardo Lourenço recorda que a « principal figura » do movimento foi « um jovem alemão », Daniel Cohn-Bendit, que ficou conhecido como « Dany le Rouge », e que aquela era uma revolta de estudantes franceses, numas certas circunstâncias, contra o tipo de poder que naquele momento era representado pelo general De Gaulle, o Presidente da República, que tinha liderado a resistência à ocupação nazi, na II Guerra Mundial, e de quem era « muito admirador ».

Além disso, considera que o Maio de 1968 não foi propriamente originário da cultura e do espaço francês, como o foi a Revolução Francesa, mas antes, de « outra grande referência do século XX », que chegava da América. « Era uma imitação do que se tinha passado na Califórnia, ou em parte na Califórnia, a contestação de valores, não propriamente de valores políticos – na América seria quase um pleonasmo –, mas de comportamentos de vária ordem – ordem ética, sexual –, que tiveram influência naquela época e que deixaram rasto, naturalmente », afirma.

Mas foi com as invasões e com as destruições promovidas quer pelos jovens quer pelas forças policiais que o seu entusiasmo se viria a « esbater muito », conta o ensaísta, que, na altura, era professor na Universidade de Nice, recordando a « invasão dos espaços universitários » por estudantes « rasgando cartazes, rasgando fotografias de Montaigne ». « Uma coisa que era incompatível com aquilo que eu podia aceitar de uma França que eu admiro e onde fui professor e onde sou aposentado », acrescentou.

Não esconde, contudo, a amargura que sente por o general De Gaulle ter apresentado a demissão, um ano mais tarde (depois de derrotado no referendo sobre o Senado como órgão consultivo da Assembleia Nacional): « Para mim não foi uma coisa positiva, foi uma coisa negativa, e ainda hoje o continua a ser ».

Olhando para trás, à distância de 50 anos, o que ficou daquele movimento foi « nada », além de « uma festa, uma festa de juventude », na opinião do filósofo.

Eduardo Lourenço recorda que « estes rituais vinham do mais profundo da História cultural europeia » e que a universidade sempre foi o foco de conflitos, de revoltas contra os professores, e não só, que « a universidade francesa nunca foi nenhum convento » e foi sempre um espaço « onde se jogavam aspectos fundamentais da cultura europeia, das suas contradições ou não contradições ».

« Mas enfim, chegou-me aquelas duas semanas para ver que aquilo não conduzia a parte nenhuma, a não ser como coisa memorial, para se repetir em condições talvez mais adequadas e que se chame propriamente uma revolução, no sentido profundo e positivo do termo ».

MUNDIAL: França anuncia proibição de transmissão de jogos em espaços públicos

O governo francês anunciou hoje a proibição da transmissão dos jogos do Campeonato do Mundo de futebol da Rússia em ecrãs gigantes em espaços abertos, em face da ameaça terrorista existente no país.

Em circular enviada aos responsáveis municipais, divulgada pela rádio France Info, o Ministério do Interior determina a proibição de ecrãs gigantes em ”espaços públicos abertos”.

De acordo com a imprensa, o documento interno foi também enviado para todas as unidades policiais, no sentido de serem tomadas medidas preventivas.

O Mundial2018 disputa-se de 14 de junho a 15 de julho na Rússia.

Alfa/Lusa.

Portugal/Eutanásia: Parlamento chumba despenalização

A Assembleia da República chumbou hoje os projetos de lei do PAN, BE, PS e PEV para a despenalização da eutanásia.

 

O Parlamento chumbou, esta terça-feira, todos os projetos-lei de despenalização da eutanásia. Entre o PS e o PSD houve deputados a remar contra a orientação partidária.

O diploma do PS foi o que esteve mais próximo de ser aprovado, ao receber 110 votos a favor. Foi reprovado com 115 votos contra e quatro abstenções. O projeto do PAN teve 107 votos a favor, 116 contra e 11 abstenções.

O projeto do BE recebeu 117 votos contra, 104 a favor e oito abstenções, os mesmos números obtidos pelo diploma do PEV. A votação foi acompanhada pelo Jornal de Notícias, em direto da Assembleia da República.

Seis deputados do PSD votaram a favor da despenalização da eutanásia, mas apenas duas parlamentares – Teresa Leal Coelho e Paula Teixeira da Cruz -o fizeram em relação aos quatro projetos em discussão.

Dos restantes, dois deputados sociais-democratas votaram apenas a favor do projeto do PS – Adão Silva e Margarida Balseiro Lopes -, um outro votou favoravelmente apenas o diploma do PAN, Cristóvão Norte, e outro ainda os projetos de BE e Verdes, Duarte Marques.

Pedro Pinto e Berta Cabral abstiveram-se em todos os projetos e Bruno Vitorino absteve-se no do PAN, votando contra os restantes.

Entre os deputados do PS, somente os deputados Ascenso Simões e Miranda Calha votaram contra todos os projetos.

O deputado Fernando Jesus absteve-se no projeto do PAN, João Paulo Correia absteve-se nos projetos do PAN e do PEV, Joaquim Barreto votou favoravelmente a iniciativa do PS e absteve-se nas restantes, tal como a deputada Lara Martinho e o deputado Pedro Carmo.

Miguel Coelho votou favoravelmente o projeto de lei do PS e votou contra os restantes, enquanto o deputado Renato Sampaio votou a favor do projeto do PS e do PEV e absteve-se nos restantes.

Mal o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, anunciou a votação, os deputados do CDS e grande parte da bancada do PSD aplaudiram o resultado.

Dos 230 deputados, 229 estiveram presentes na Assembleia da República. Faltou o parlamentar Rui Silva, que tinha solicitado escusa à direção da bancada por se encontrar ausente numa deslocação partidária à China.

A votação foi precedida de um debate de três horas, que segundo o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, decorreu de « forma elevada ».

Alfa/Lusa/JN

Som/Crónica. A Europa, vítima das suas divisões. Por Pascal de Lima

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A Europa, vítima das suas divisões, que já vêm de longe. Volte a ouvir aqui a última crónica do economista Pascal de Lima.