Dia de Portugal. « Não há viagens sem tempestades » – cardeal Tolentino

Num muito interessante discurso, nos Jerónimos, antes do PR Marcelo, o poeta, teólogo e cardeal Tolentino Mendonça evocou as raízes e falou nos Lusíadas e sobre a forma como Luiz de Camões, que segundo ele « desconfinou Portugal », descreveu a chegada à Índia.

A certa altura, o cardeal falou numa  forte crise (tempestade) que « sabiamente » o poeta descreveu (« Não há itinerários históricos sem crises », disse o teólogo). Um extrato do discurso de Tolentino Mendonça:

 

 

« Este 10 de junho é o exato momento para perceber que algo de grave aconteceu e acontece » – Marcelo

Dia de Portugal. 10 de Junho. Marcelo pede que o país (e a política) « acorde para a realidade »

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escolheu assinalar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas numa cerimónia simbóblica no Mosteiro dos Jerónimos com apenas seis convidados para garantir todas as condições de segurança, devido à crise do Covid-19.
Antes de Marcelo Rebelo de Sousa, discursou o poeta, teólogo e cardeal Tolentino Mendonça, que fez um forte pedido de atenção aos mais velhos: « É um erro pensarmos uma geração como um peso », disse, pedindo a integração entre as gerações e atenção aos mais pobres.
Um extrato do discurso de hoje, Dia de Portugal, do Presidente da República:

Bruxelas dá ‘luz verde’ a apoio urgente de 1,2 mil ME de Governo à TAP

Bruxelas dá ‘luz verde’ a apoio urgente de liquidez de 1,2 mil ME de Governo à TAP

Bruxelas dá ‘luz verde’ a apoio urgente de liquidez de 1,2 mil ME de Governo à TAP

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A Comissão Europeia aprovou hoje um “auxílio de emergência português” à companhia aérea TAP, um apoio estatal de 1,2 mil milhões de euros para responder às “necessidades imediatas de liquidez” com condições predeterminadas para o seu reembolso.

“A Comissão Europeia aprovou, ao abrigo das regras comunitárias em matéria de auxílios estatais, os planos de Portugal de conceder um empréstimo de emergência de 1,2 mil milhões de euros a favor da TAP”, anunciou o executivo comunitário, notando que a medida visa dotar a transportadora de bandeira “dos recursos necessários para fazer face às suas necessidades imediatas de liquidez, sem afetar indevidamente a concorrência no mercado único”.

Porém, uma vez que a TAP já estava numa débil situação financeira antes da pandemia de covid-19, a empresa “não é elegível” para receber uma ajuda estatal ao abrigo das regras mais flexíveis de Bruxelas devido ao surto, que são destinadas a “empresas que de outra forma seriam viáveis”.

“Por conseguinte, a Comissão apreciou a medida ao abrigo das suas orientações relativas aos auxílios de emergência e à reestruturação, que permitem aos Estados-membros apoiar empresas em dificuldade, desde que, em especial, as medidas de apoio público sejam limitadas no tempo e no âmbito e contribuam para um objetivo de interesse comum”, sustenta o executivo comunitário.

Em concreto, “as autoridades portuguesas comprometeram-se a reembolsar o empréstimo ou a apresentar um plano de reestruturação no prazo de seis meses, a fim de assegurar a viabilidade futura da TAP”, adianta a Comissão Europeia, explicando assim que deu o seu aval também tendo em conta que a aviação foi um setor particularmente atingido pela covid-19, dada a suspensão das viagens.

Covid-19/França. Fim do estado de emergência sanitária a 10 de julho, mas com reservas

Covid-19: França vai pôr fim ao estado de emergência sanitária no dia 10 de julho, que estava em vigor desde 24 de março.

A decisão será tomada em Conselho de ministros, será discutida no Parlamento  e porá fim às regras mais estritas do confinamento.

Mas, se achar necessário, o Governo poderá manter algumas medidas atualmente em vigor por uma duração de mais quatro meses, designadamente nos transportes e no uso de máscaras e pode fechar ou limitar a abertura de certos estabelecimentos comerciais.

Pode proibir igualmente reuniões e manifestações na via pública.

As manifestações recentes contra o racismo eram em princípio proibidas, mas foram « toleradas » pelas autoridades.

Covid-19: Vírus já matou mais de 407 mil pessoas e infetou 7,1 milhões no mundo

Covid-19: Vírus já matou mais de 407 mil pessoas e infetou 7,1 milhões no mundo  – AFP

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A pandemia de covid-19 já matou 407.914 pessoas e infetou 7,1 milhões em todo mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 TMG de terça-feira, baseado em dados oficiais.

De acordo com o balanço da agência noticiosa francesa, às 19:00 TMG (20:00 de Lisboa) de ontem, 7.169.550 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, no final de dezembro na cidade chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 3.148.200 agora são considerados curados.

Contudo, a AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que alguns países estão a testar apenas casos graves com internamento hospitalar, outros usam o teste como uma prioridade para o rastreamento e muitos estados pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Desde a contagem feita no dia anterior às 19:00 TMG de segunda-feira, 3.653 novas mortes e 102.424 novos casos ocorreram em todo o mundo. Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são o Brasil, com 679 novas mortes, os Estados Unidos (604) e o México (354).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou oficialmente até hoje um total de 83.043 casos (três novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes (zero novas) e 78.351 curas.

A Europa totalizava terça-feira às 19:00 TMG de hoje 184.807 mortes e 2.308.977 casos, os Estados Unidos e o Canadá 119.316 (2.064.835 casos), a América Latina e Caraíbas 67.191 mortes (1.365.632 casos), a Ásia 20.167 mortes (719.876 casos), o Médio Oriente 10.790 mortes (499.044 casos), África 5.512 mortes (202.345 casos) e a Oceânia 131 mortes (8.648 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados reunidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A AFP avisa que, devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia de dados, os valores de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

Portugal, com 1.492 mortes registadas e 35.306 casos confirmados é o 25.º país do mundo com mais óbitos e o 31.º em número de infeções.

Marcelo assinala Dia de Portugal em Lisboa com apenas 2 oradores e 6 convidados

Confirma-se a notícia aqui dada há dias. 10 Junho: Marcelo assinala Dia de Portugal em Lisboa com programa mínimo

10 Junho: Marcelo assinala Dia de Portugal em Lisboa com programa mínimo

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O Presidente da República assinala hoje o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas com um programa mínimo no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde estarão apenas os dois oradores e seis convidados.

Devido à pandemia de covid-19, Marcelo Rebelo de Sousa cancelou as comemorações do 10 de Junho que estavam previstas para a Região Autónoma da Madeira e África do Sul e optou por fazer em Lisboa uma cerimónia « pequena, simbólica », como seu entender deveriam ter sido celebrados o 25 de Abril e o 1.º de Maio.

A cerimónia terá início às 11:00, com o içar da bandeira e o hino nacional executado pela Banda da Força Aérea, no exterior do Mosteiro dos Jerónimos, onde haverá uma guarda de honra formada por cadetes dos três ramos das Forças Armadas, e está previsto que termine pelas 11:40, após a intervenção do chefe de Estado.

Antes, discursará o cardeal e poeta madeirense Tolentino Mendonça, escolhido por Marcelo Rebelo de Sousa para presidir a estas comemorações do Dia de Portugal. Os discursos serão proferidos nos claustros do mosteiro, depois de o Presidente da República depor uma coroa de flores no túmulo de Camões e prestar homenagem aos mortos em combate, na Igreja de Santa Maria de Belém.

Os seis convidados presentes correspondem aos primeiros lugares da lista de precedências do Protocolo do Estado, que é encabeçada pelo chefe de Estado, seguindo-se o presidente da Assembleia da República, o primeiro-ministro e os presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, do Tribunal Constitucional, do Supremo Tribunal Administrativo e do Tribunal de Contas.

Numa entrevista à TVI na semana passada, o primeiro-ministro, António Costa, considerou que o Presidente da República « quis dar um sinal de sobriedade especial na comemoração deste 10 de Junho, não só por razões de saúde pública, mas também porque o país vive um momento particularmente emotivo » e que a sua decisão « é um gesto de respeito por todos que é muito importante ».

Nos quatro anos anteriores do seu mandato, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou o 10 de Junho com um modelo inédito de duplas comemorações, em Portugal e junto de comunidades portuguesas no estrangeiro, lançado no ano da sua posse, 2016, em articulação com o primeiro-ministro, António Costa, e com a sua participação.

Este é o último Dia de Portugal do atual mandato presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa e contrasta com os formatos das cerimónias dos quatro anos anteriores. Logo no ano da sua posse, em 2016, o Presidente da República lançou um modelo inédito de duplas comemorações do 10 de Junho, em Portugal e junto de comunidades portuguesas no estrangeiro, em articulação com o primeiro-ministro, António Costa, e com a sua participação.

Em 2016 decorreram entre Lisboa e Paris, em 2017 entre o Porto e o Brasil, em 2018 entre os Açores e os Estados Unidos da América e em 2019 entre Portalegre e Cabo Verde. As cerimónias começavam no dia 09 de junho e estendiam-se por mais dois dias, ou mesmo três, com programas praticamente sem intervalos e complexas operações logísticas complexas para assegurar a atempada deslocação de todos os envolvidos.

Com este modelo, o chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas fazia dois discursos nesta data, um mais solene, de manhã, numa cerimónia militar em território português, e outro mais emotivo, ao fim do dia, perante comunidades portuguesas no estrangeiro – ou, como prefere dizer, no « território espiritual » da nação.

Marcelo Rebelo de Sousa dedicou as suas intervenções nesta data sobretudo à exaltação do povo e de Portugal, duas das palavras que mais repetiu, falando numa pátria de caráter « universal ». Dedicou sempre um elogio aos emigrantes e tornou-se uma marca sua engrandecer os portugueses e Portugal proclamando-os « os melhores ».

No seu primeiro 10 de Junho como Presidente da República, em 2016, fez uma intervenção no Terreiro do Paço, em Lisboa, a aclamar « o povo armado » e « não armado » construtor da identidade nacional e o papel das Forças Armadas para a liberdade e a independência.

No ano seguinte, a cerimónia militar decorreu no Porto, onde abriu o seu discurso defendendo um Portugal « independente do atraso, da ignorância, da pobreza, da injustiça, da dívida, da sujeição » e « livre da prepotência, da demagogia, do pensamento único, da xenofobia e do racismo ».

Em 2018, em Ponta Delgada, na ilha açoriana de São Miguel, o chefe de Estado afirmou Portugal como um país destinado a um « universalismo fraternal », que prefere « a paciência dos acordos, mesmo se difíceis, à volúpia das roturas, mesmo se tentadoras » e « o multilateralismo realista ao unilateralismo revivalista ».

Em 2019, em Portalegre, enalteceu a resistência de Portugal, salientando que está a menos de três décadas de comemorar 900 anos como nação independente, e disse que os portugueses são « muito mais do que fragilidades ou erros » e não têm complexos em relação ao seu passado.

Ao mesmo tempo, no entanto, avisou que não se pode nem deve omitir ou apagar « fracassos coletivos » e « erros antigos ou novos », acrescentando: « Não podemos nem devemos esquecer ou minimizar insatisfações, cansaços, indignações, impaciências, corrupções, falências da justiça, exigências constantes de maior seriedade e ética na vida pública »

A pandemia de covid-19, doença provocada por um novo coronavírus detetado em dezembro do ano passado no centro da China, atingiu 196 países e territórios.

Em Portugal, os primeiros casos foram confirmados no dia 02 de março e já morreram com esta doença 1492 pessoas, num total de 35.306 casos de infeção diagnosticados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

(NOTA DA RÁDIO ALFA . Programa mínimo também em Paris)

Na quarta-feira, dia 10 de junho, às 11h00, o Embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira , vai depor uma coroa de flores em frente do busto de Camões, que fica no final das escadas da Avenue de Camões, Paris 16ème, perto dos jardins do Trocadero

Viva o Dia de Portugal, o Dia de todos nós. SOM. Crónica

10 de junho, Dia de Portugal, Dia de Camões e das Comunidades.

Já foi no passado dia de muita coisa contraditória, mas hoje é – e bem –  o nosso DIA.

É o 10 de junho, é o Dia de todos os portugueses, estejam onde estiverem. Ponto final.

Pela escritora Luísa Semedo:

 

 

Busto de Camões, em Paris

Benfica e FC Porto tentam regressar às vitórias na I Liga

Benfica e FC Porto vão tentar hoje, na 26ª jornada, regressar às vitórias na I Liga de futebol e esquecer a primeira ronda após a suspensão da covid-19, que foi ‘desastrosa’ para os dois candidatos ao título.

Depois do empate caseiro com Tondela (0-0), num dia que terminou com o autocarro dos ‘encarnados’ apedrejado, os campeões nacionais jogam no Algarve com o Portimonense, penúltimo classificado, e entram em campo primeiro do que FC Porto, que recebe num Estádio do Dragão vazio o Marítimo, após o desaire no campo do Famalicão (2-1).

Com nove jornadas por disputar, Benfica e FC Porto estão empatados no topo da classificação, com 60 pontos, embora os ‘encarnados’ tenham vantagem na diferença de golos. Contudo, caso o campeonato terminasse assim, o FC Porto seria campeão, por ter vencido os ‘encarnados’ nos dois jogos disputados.

No clube da Luz, Bruno Lage tem praticamente todo o plantel disponível (apenas David Tavares, infetado com covid-19, está ausente) para a viagem ao Algarve, onde vai encontrar um Portimonense motivado pelo triunfo sobre o Gil Vicente (1-0) e obrigado a pontuar para continuar a sonhar com a manutenção na I Liga.

O jogo está agendado para as 20:15 e, pouco mais de duas horas depois, é a vez do FC Porto voltar a pisar a relva do Estádio do Dragão, perante um Marítimo que vem de um empate caseiro (1-1) com o Vitória de Setúbal e que ainda tem o ‘fantasma’ da despromoção, apesar de estar seis pontos acima da zona proibida.

A recuperar de grave lesão, Marcano é a única baixa na equipa de Sérgio Conceição, enquanto Alex Telles deverá regressar, depois de ter falhado o jogo com o Famalicão, por castigo.

No Bonfim, o Vitória de Setúbal recebe o Santa Clara, num duelo entre equipas do meio da tabela.

No arranque da ronda, na terça-feira, o Famalicão venceu por 3-1 na deslocação ao terreno do Gil Vicente e está no quinto lugar do campeonato, com 43 pontos, os mesmos que o Sporting, que é quarto com menos um jogo.

 

Programa da 26ª jornada:

– Terça-feira, 09 jun:

Gil Vicente – Famalicão, 1-3

 

– Quarta-feira, 10 jun:

Vitória de Setúbal – Santa Clara, 18:00

Portimonense – Benfica, 20:15

FC Porto – Marítimo, 22:30

 

– Quinta-feira, 11 jun:

Belenenses SAD – Vitória de Guimarães, 20:00 (Cidade do Futebol)

Tondela – Desportivo das Aves, 22:15

 

– Sexta-feira, 12 jun:

Moreirense – Rio Ave, 20:00 (Estádio D. Afonso Henriques)

Sporting – Paços de Ferreira, 22:15

 

– Sábado, 13 jun:

Sporting de Braga – Boavista, 22:00

 

Alfa/Lusa.

Covid-19. Mais 421 casos de infeção em Portual (386 em Lisboa). Mas 7 mortos em Portugal

Covid-19: Portugal com 1.492 mortos e 35.306 infetados

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Portugal regista hoje 1.492 mortes relacionadas com a covid-19, mais sete do que na segunda-feira, e 35.306 infetados, mais 421, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de segunda-feira, em que se registavam 1.485 mortes, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,5%. Já os casos e infeção subiram 1,2%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo (13.608), onde se tem registado maior número de surtos, há mais 386 casos de infeção (+2,9%).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 16.967, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 13.608, da região Centro, com 3.837, do Algarve (389) e do Alentejo (273).

Os Açores registam 142 casos de covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim hoje divulgado.

A região Norte continua também a ser a que regista o maior número de mortos (809), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (408), do Centro (244), do Algarve e dos Açores (ambos com 15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de segunda-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 755 vítimas mortais são mulheres e 737 são homens.

Das mortes registadas, 1.009 tinham mais de 80 anos, 284 tinham entre os 70 e os 79 anos, 131 tinham entre os 60 e 69 anos, 48 entre 50 e 59, 17 entre os 40 e os 49. Há duas mortes registadas entre os 20 e os 29 anos e uma na faixa etária entre os 30 e os 39 anos.

A caracterização clínica dos casos confirmados indica que 394 doentes estão internados em hospitais, mais 28 do que na segunda-feira (+7,7%), dos quais 65 em Unidades de Cuidados Intensivos (mais 10, +18,2%).

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (2.700), seguido por Vila Nova de Gaia (1.592), Sintra (1.701), Porto (1.414), Matosinhos (1.292), Loures (1.288) e Braga (1.256).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 342.060 casos suspeitos, dos quais 1.618 aguardam resultado dos testes.

Há 305.136 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados subiu para 21.339 (mais 183).

A DGS regista também 30.176 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Do total de infetados, 20.045 são mulheres e 15.261 são homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (5.929), seguida da faixa dos 50 aos 59 anos (5.753) e das pessoas com idades entre os 30 e os 39 anos (5.459).

Há ainda 4.874 doentes entre os 20 e os 29 anos, 4.699 com mais de 80 anos, 3.771 entre os 60 e 69 anos, e 2.724 entre 70 e 79 anos.

A DGS regista igualmente 827 casos de crianças até aos nove anos e 1.234 jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com a DGS, 39% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 11% dificuldade respiratória.

A pandemia de covid-19 já provocou a morte a pelo menos 406.466 pessoas e infetou mais de 7,1 milhões em todo o mundo.

Mais de 3,1 milhões foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Centeno sai, João Leão é o novo ministro das Finanças. Dá garantias “de continuidade”, defende Costa

Centeno sai, João Leão é o novo ministro das Finanças. Dá garantias “de continuidade”, defende Costa

Mário Centeno continua em modo de tabu sobre a sua saída, uma forma de evitar que comece já a competição pelo lugar

EMMANUEL DUNAND/GETTY IMAGES

Centeno aprovou o seu último orçamento, um retificativo, mas já não o vai defender na Assembleia. O ministro das Finanças abandona as funções. A escolha do sucessor e o timing foram concertados com Costa, a dúvida é se se segue a nomeação para governador do Banco de Portugal. Tomada de posse de João Leão será no dia 15. Mourinho Félix também sai e volta para o Banco de Portugal.

Expresso. Por Liliana Valente

Mário Centeno vai deixar de ser ministro das Finanças no dia 15 de Junho, dia em que será substituído por João Leão no cargo, até agora secretário de Estado do Orçamento. A escolha de António Costa recai sobre o secretário de Estado, preferência de Mário Centeno para o cargo. Todo o calendário foi acertado ao detalhe entre o primeiro-ministro e o ministro das Finanças. De saída também está Mourinho Félix, secretário de Estado adjunto e das Finanças, confirmou o Expresso. Mourinho irá para seu lugar de origem, o Banco de Portugal.

A exoneração foi confirmada hoje numa nota no site da Presidência da República, enquanto os ministros aprovavam em Conselho de Ministros o Orçamento Suplementar, que foi apresentado por Mário Centeno, mas já não será ele a defendê-lo na Assembleia da República. O debate de apresentação do Orçamento Suplementar está marcado para o dia 19 de Junho, Centeno sai antes disso.

« O Presidente da República recebeu do Primeiro-Ministro as propostas de exoneração, a seu pedido, do Ministro de Estado e das Finanças, Professor Doutor Mário Centeno, e de nomeação, em sua substituição, do Professor Doutor João Leão. O Presidente da República aceitou as propostas, realizando-se a cerimónia da posse no dia 15 de junho, às 10 horas », lê-se no site da Presidência.

João Leão foi a escolha de António Costa para suceder a Mário Centeno, escolha aprovada por Marcelo Rebelo de Sousa. O até aqui secretário de Estado do Orçamento era o nome preferido para o cargo pelo próprio ministro. O nome do economista andava a circular há semanas, tal como o Expresso lhe deu conta, até por ter um perfil semelhante ao do atual ministro no que toca à gestão das contas.

Leão chegou a ser apelidado de “artífice das cativações” por Mário Centeno por ser ele a gerir com mão de ferro os investimentos. “Tem uma gaveta muito funda”, desabafou um governante em conversa com o Expresso. Certo é que mesmo no Governo, o sucesso das contas de Centeno não é desligado do seu secretário de Estado que agora o substitui.

CONTINUIDADE, DIZ COSTA

A escolha de João Leão dá garantias de continuidade da política que tem vindo a ser seguida. « Tem sido, enquanto Secretário de Estado do Orçamento desde novembro de 2015, responsável pela política orçamental do anterior e do atual Governo. Constitui, portanto, um garante natural de continuidade dos bons resultados alcançados pela governação socialista em matéria de finanças públicas », diz o primeiro-ministro numa nota enviada às redacções dando conta da escolha do secretário de Estado do Orçamento para as Finanças.

Leão é o primeiro secretário de Estado a ser promovido no mesmo ministério, quebrando assim António Costa uma tradição que manteve desde o início do Governo. O único que tinha sido promovido na mesma pasta, Nelson de Souza, no Planeamento, viu o seu ministério ser partido. Na Nota, o gabinete do primeiro-ministro recorda ainda que João Leão « é um membro destacado da equipa económica de António Costa desde que, em 2015, integrou o grupo de economistas que preparou o cenário macroeconómico (“Uma década para Portugal”) que acompanhou o programa eleitoral do PS ».

Numa altura em que Costa tem vindo a defender mais economia, faz saber na nota que, apesar de Leão ter o controlo das contas públicas tem « um sólido conhecimento da economia portuguesa, tendo liderado o Gabinete de Estudos do Ministério da Economia durante cinco anos, durante a vigência de distintos governos ».
João Leão é doutorado em Economia pelo Massachusetts Institute of technology (MIT).

A decisão foi ainda anunciada antes de Mário Centeno comunicar aos seus pares europeus que não seria recandidato ao cargo de presidente do Eurogrupo. O ministro das Finanças vai lançar na quinta-feira a corrida à presidência do Eurogrupo, mas antes disso fez saber que sairá do Governo.