Em declarações à RTP, António Guterres, Secretário-Geral da ONU, mostrou-se muito pessimista sobre a evolução da Pandemia do Covid-19.
Ouça aqui as suas declarações nada otimistas:
O investimento captado através dos vistos ‘gold’ quase triplicou (192%) em maio, face ao mês homólogo de 2019, para 146 milhões de euros, segundo contas feitas pela Lusa com base nas estatísticas do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
No mês passado, o investimento total resultante da concessão de Autorização de Residência para Investimento (ARI) atingiu 146.168.473,40 euros, o que representa um aumento de 192% face aos 50 milhões de euros registados em maio de 2019.
Maio registou o valor mensal mais alto de investimento captado desde março de 2017, quando foram angariados 192,4 milhões de euros em ARI. Relativamente a abril (28 milhões de euros), o investimento captado mais do que quintuplicou (421%).
Nos primeiros cinco meses do ano, o total do investimento captado por via dos vistos ‘gold’ totalizou 293.903.059,01 euros, menos 1,7% do que um ano antes. Entre janeiro e maio, foram atribuídos 529 vistos ‘dourados’, dos quais mais de metade no mês passado.
Em maio, foram concedidos 270 vistos ‘gold’, dos quais 257 por via da aquisição de bens imóveis, dos quais 73 para reabilitação urbana, e 13 através do critério de transferência de capital.
A compra de bens imóveis totalizou 136,9 milhões de euros (a reabilitação urbana ascendeu a 26,2 milhões de euros) e a transferência de capitais 9,2 milhões de euros.
Do total das concessões de vistos ‘gold’ em maio, 68 foram provenientes da China, 30 do Brasil, 19 dos Estados Unidos, 19 da Índia e 17 da Turquia.
Em mais de sete anos – o programa ARI foi lançado em outubro de 2012 –, o investimento acumulado até março passado totalizou 5.286.156.889,96 euros, com a aquisição de bens imóveis a somar 4.775.165.734,06 euros.
Do total de investimento em compras de imóveis, 213.087.521,50 euros correspondem ao requisito de aquisição tendo em vista a reabilitação urbana.
Já os vistos atribuídos por transferência de capitais totalizaram 510.991.155,90 euros.
Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento estrangeiro, foram atribuídos 8.736 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018, 1.245 em 2019 e 529 em 2020.
Até maio, em termos acumulados, foram atribuídos 8.227 vistos ‘gold’ por via da compra de imóveis, dos quais 592 tendo em vista a reabilitação urbana.
Por requisito da transferência de capital, os vistos concedidos totalizam 492 e foram atribuídos 17 por via da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.
Por nacionalidades, a China lidera a atribuição de vistos (4.586), seguida do Brasil (925), Turquia (418), África do Sul (351) e Rússia (329).
Desde o início do programa foram atribuídas 14.936 autorizações de residência a familiares reagrupados, das quais 515 em 2020.
Em comunicado, a PJ adianta que, através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, procedeu à identificação e detenção do homem de 49 anos.
“Os factos ocorreram nos últimos anos, na residência do suspeito, tendo o presumível autor aproveitado a circunstância de manter relações de familiaridade e vizinhança com as vítimas”, refere a PJ.
A investigação teve início, de acordo com a PJ, após sinalização de uma das vítimas, por parte do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.
A PJ realizou, em dois dias, diligências que permitiram “recolher esclarecedores elementos de prova quanto à autoria”.
O homem foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
Na hora de salvar as grandes grandes transportadoras aéreas europeias. É o caso em França, onde se fala numa injeção de capital de bem mais de 10 mil milhões de euros.
No caso da TAP, em Portugal, o líder da oposição, Rui Rio, alertou numa entrevista à TVI para o que não quer e prevê discordância com plano do Governo:
Numa entrevista à RTP, o antigo primeiro-ministro português lembrou a falta de solidariedade e de unidade entre Estados que são importantes para garantir a segurança sanitária, salientando que essa é, infelizmente, a “grande conclusão” a retirar da pandemia de covid-19.
“A grande conclusão é a de enorme fragilidade do nosso mundo, das nossas sociedades, do planeta. Trata-se de um vírus microscópico e esse vírus pôs-nos de joelhos. Ao mesmo tempo sabemos que somos extremamente frágeis às alterações climáticas, à não proliferação nuclear – vemo-la ameaçada todos os dias – e que no ciberespaço se passam muitas coisas que não controlamos e que põem também em risco a nossa vida quotidiana”, frisou.
Para Guterres, a fragilidade em que o mundo caiu deveria levar a uma “grande humildade” que, por sua vez, se poderia transformar numa “grande unidade e grande solidariedade”.
“O que é dramático é que, quando olhamos para a covid-19, essa unidade falhou. Cada Estado desenvolveu a sua estratégia própria, as orientações da OMS [Organização Mundial de Saúde] não foram seguidas na maior parte dos casos e o resultado está à vista: uma pandemia que se move de país para país, que pode ter segundas vagas, numa forma completamente descoordenada a nível global, e a solidariedade não tem sido muita”, advertiu.
Salientando que os países mais ricos têm posto um “volume grande de recursos” para limitar o impacto económico e social da pandemia nos mais vulneráveis, sublinhou que tal não é suficiente, uma vez que os segundos têm tido “enormes dificuldades” para combater a doença e minorar os “terríveis problemas” das suas populações.
“Isto é uma grande lição. É de facto a maior crise que enfrentamos desde a Segunda Guerra Mundial e que demonstra que o mundo não está preparado para ela, que o mundo é demasiado frágil em relação às ameaças que se apresentam hoje para a humanidade”, frisou o secretário-geral da ONU.
De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, às 19:00 TMG (20:00 de Lisboa) de ontem, 7.065.200 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, nos finais de dezembro passado, na cidade chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 3.078.100 agora são considerados curados.
Contudo, a AFP avisa que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que alguns países estão a testar apenas casos graves que levem a internamento, outros usam o teste como uma prioridade para o rastreamento e muitos estados pobres têm capacidade limitada de rastreamento.
Desde a contagem realizada no dia anterior às 19:00 TMG de domingo, 3.577 novas mortes e 111.425 novos casos ocorreram em todo o mundo. Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são os Estados Unidos, com 734 novas mortes, o Chile (653) e o Brasil (525).
Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de óbitos e de casos, com 110.771 mortes e 1.951.111 casos.
Pelo menos 506.367 pessoas foram declaradas curadas até agora pelas autoridades norte-americanas.
Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 40.597 mortes e 287.399 casos, o Brasil, com 36.455 mortes (691.758 casos), a Itália, com 33.964 óbitos (235.278 casos) e a França, com 29.209 mortes (191.185 casos).
Entre os países mais atingidos, a Bélgica continua a observar o maior número de óbitos face à sua população, com 83 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido pelo Reino Unido (60), Espanha (58), Itália (56) e Suécia (46).
A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizava hoje oficialmente um total de 83.040 casos (quatro novos entre domingo e hoje), incluindo 4.634 mortes (zero novas) e 78.341 curas.
A Europa totalizava às 19:00 TMG 183.985 mortes e 2.291.003 casos, os Estados Unidos e o Canadá 118.641 mortes (2.047.260 casos), a América Latina e Caraíbas 65.889 mortes (1.335.035 casos); a Ásia 19.679 óbitos (700.719 casos), o Médio Oriente 10.640 mortes (488.737 casos), África 5.280 mortes (193.802 casos) e a Oceânia 131 mortes (8.645 casos).
Esta avaliação foi realizada usando dados coletados pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A AFP alerta que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os valores de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.
Portugal, com 1.485 mortes registadas e 34.885 casos confirmados até hoje é o 25.º país do mundo com mais óbitos e o 30.º em número de infeções.
Na Assembleia Geral desta segunda-feira, não houve qualquer pedido de demissão. Registaram-se, de resto, vários votos de apoio a Pedro Proença e ao trabalho realizado nos últimos cinco anos.
Verificou-se, contudo, o consenso generalizado sobre a necessidade de criar um novo modelo de governação, mais empresarial e com poderes reforçados, a fim de permitir que o presidente e a direção executiva possam implementar o plano estratégico traçado.
A possibilidade de serem feitas cinco substituições na I Liga foi aprovada por maioria dos clubes que validou também a promoção de Nacional e Farense ao principal escalão.
A medida aprovada por larga maioria, de acordo com a mesma fonte, vai entrar em vigor a partir da 26ª jornada, cujo primeiro jogo está marcado para esta terça-feira e vai opor Gil Vicente a Famalicão, em Barcelos.
A AG também aprovou a decisão tomada pela direção da LPFP em 05 de maio último de indicar como promovidos os dois primeiros classificados da II Liga, Nacional e Farense, e os dois últimos, Cova da Piedade e Casa Pia, como despromovidos ao Campeonato de Portugal, na sequência do cancelamento do segundo escalão devido à pandemia de covid-19.
O plano de apoio aos clubes do segundo escalão, através de um fundo de tesouraria da LPFP no valor de 1,52 milhões de euros (ME), complementar ao de um milhão criado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), foi igualmente aprovado.
Os dois fundos ascendem a 2,52 ME, o que pode representar individualmente para cada clube cerca de 170 mil euros, 108.500 euros através do mecanismo criado pela LPFP e 62.500 euros pelo da FPF.
Ainda em discussão na AG está o modelo de governação do organismo presidido por Pedro Proença, que vai apresentar um modelo com uma direção executiva, sem clubes representados.
Alfa/Lusa/abola/RTP.
Desde 01 de março, morreram no país 18.859 pessoas com covid-19 em hospitais. O número de mortos nos lares estagnou nos 10.350 e só será atualizado na terça-feira.
O número de pessoas hospitalizadas devido ao novo coronavírus caiu para 12.315 e desses pacientes, 1.024 estão nos cuidados intensivos. Estes dois indicadores continuam a cair de forma consistente desde 14 de abril.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 403 mil mortos e infetou mais de sete milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.