Covid-19: Lisboa e Vale do Tejo com 78% dos novos casos. Mas não prejudica imagem externa do país, diz PR Marcelo

Covid-19: Lisboa e Vale do Tejo com 78% dos novos casos. Números do covid-19 na região de Lisboa, não prejudicam a imagem externa do país, que continua “muito positiva”, garante PR Marcelo.

Covid-19: Lisboa e Vale do Tejo com 78% dos novos casos

facebook sharing button
twitter sharing button
email sharing button
Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua a ser a região do país com mais casos diários de infeção por covid-19, com 78% dos 192 casos reportados hoje em três regiões e nos Açores, segundo a Direção-Geral da Saúde.

No relatório da situação epidemiológica em Portugal, LVT tem hoje 78% dos novos casos, depois de ter registado 75% das infeções no domingo, 90% no sábado, 89% na sexta-feira, 93,3% na quinta-feira e 91,5% na quarta-feira.

A região de LVT é onde se tem concentrado a realização de testes nos últimos dias.

Em relação aos 192 novos casos reportados desde domingo, a região de LVT regista 149, a região Norte 39, o Centro três e a Região Autónoma dos Açores um novo caso.

Não foram reportados novos casos no Algarve (continua com 389), no Alentejo (268) e na Região Autónoma da Madeira (90).

Quanto aos óbitos, o boletim hoje divulgado indica que foram registadas mais seis mortes, para um total de 1.485 desde o início da contagem em Portugal, cinco na região de LVT e um na região Norte.

Relativamente aos dados divulgados no domingo, LVT regista mais 149 casos, para um total de 13.222, a região Norte, com 39 novos casos, regista 20% dos novos infetados, para um total de 16.948, o Centro, com três novos casos, representa 1,6% para 3.826 e os Açores, com um novo caso, representa 0,5% para 142.

Lisboa continua a ser o concelho do país com mais infetados, num total de 2.640 (mais 26 do que no domingo).

Também na Área Metropolitana de Lisboa (AML), Sintra é agora o segundo concelho do país com mais infetados, contabilizando 1.615 casos, mais 57 do que no sábado (no domingo não tinham sido reportados novos casos).

Na AML, Loures está com 1.236 casos (mais 27 do que no domingo), a Amadora com 1.052 (+21), Odivelas com 689 (+11), Cascais com 653 (+3 do que no sábado, já que no domingo não tinham sido reportados novos casos), Oeiras com 501 (+6 do que no sábado, pois no domingo não se verificou nenhum aumento), Vila Franca de Xira com 491 (+6), Almada com 458 (+3) e Seixal com 454 (+4).

Pela primeira vez, o concelho de Sintra ultrapassou o número de infetados em Vila Nova de Gaia, o concelho com mais casos na região Norte e que desde sábado permanece com 1.592 infetados.

Além de Vila Nova de Gaia, os outros quatro concelhos do Norte com mais infetados são: Porto (1.414), Matosinhos (1.292), Braga (1.256) e Gondomar (1.093).

Tal como em Vila Nova de Gaia, desde sábado que o número de infetados nestes quatro concelhos não registou qualquer alteração.

Portugal regista hoje 1.485 mortes relacionadas com a covid-19, mais seis do que no domingo, e 34.885 infetados, mais 192, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em comparação com os dados de domingo, em que se registavam 1.479 mortes, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,4%. Já os casos e infeção subiram 0,6%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo (13.222), onde se tem registado maior número de surtos, há mais 149 casos de infeção (+1,1%).

A DGS realça que os números apresentados referem-se ao total de notificações médicas no sistema SINAVE (excluindo notificações laboratoriais), pelo que podem « não corresponder à totalidade dos casos por concelho”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 403 mil mortos e infetou mais de sete milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

(Leia as declarações do PR Marcelo em artigo relacionado, nesta página)

Covid-19: Marcelo defende que imagem externa de Portugal continua “muito positiva”

Covid-19: Marcelo defende que imagem externa de Portugal continua “muito positiva”

Covid-19: Marcelo defende que imagem externa de Portugal continua “muito positiva”

facebook sharing button
twitter sharing button
email sharing button
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que a “verdade e transparência” dos números sobre a covid-19 em Portugal, concretamente na região de Lisboa, não prejudica a imagem externa do país, que continua “muito positiva”.

Questionado pelos jornalistas no final da oitava reunião no Infarmed, em Lisboa, que junta especialistas, políticos e parceiros sociais para analisar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que a imagem externa do país é “genericamente muito positiva”.

De acordo com o Presidente da República, a opinião de outros chefes de estado, chefes do Governo, ou o “que se lê na imprensa estrangeira” são exemplo disso mesmo, apesar daquela que foi a “perceção interna” que “dominou as últimas semanas quanto à região de Lisboa e Vale do Tejo”.

“A perceção genérica é de tal maneira que eu ainda ontem estive nos Açores e em vários jornais internacionais se falava do paraíso que é os Açores”, referiu, destacando “a importância para o turismo” e a chegada ao Algarve dos primeiros grupos turísticos organizados.

Assim, na perspetiva de Marcelo Rebelo de Sousa “a verdade e a transparência que tem havido, e deve continuar a haver, quanto aos números na evolução do surto” não prejudicou “a imagem externa do país”.

“Não estou mais preocupado. Até direi que, eu não quero dizer que estou menos preocupado, que aí os portugueses interpretam-me mal, mas olhando para os números, inclusive da região de Lisboa e Vale do Tejo, eu diria que com aquelas pistas explicativas que dei, eu sinto que a descida do número de mortes, a situação de controlo no SNS – atual e a previsão potencialmente futura – tudo isso me leva a entender que se os portugueses continuarem num nível de responsabilidade que genericamente têm mostrado, que a evolução vai ser positiva e isso é bom para todos”, respondeu.

Para o Presidente da República, “os portugueses têm que perceber que Portugal não é uma realidade abstrata” e, por isso mesmo, “tudo o que correr bem, na compatibilização entre vida, saúde, economia e sociedade, emprego, situação salarial, arranque das empresas, é bom para cada um dos portugueses”.

“Se me pergunta estou mais preocupado, não estou. Não estou mais preocupado. Sinto que se está a acompanhar atentamente o que se passa e espero que os números confirmem nas próximas semanas uma evolução positiva por todo o país”, assegurou.

PSD pede « urgência » para controlar epidemia em Lisboa e mais controlo nos aeroportos

PSD alerta para « inversão da curva » e pede « urgência » para controlar epidemia em Lisboa

No final da reunião do Infarmed, o deputado Ricardo Baptista Leite pediu mais controlo nos aeroportos e maior coerência nas mensagens à população.

Affa/Lusa

Ricardo Baptista Leite, deputado do PSD. Foto: José Sena Goulão/Lusa
Ricardo Baptista Leite, deputado do PSD. Foto: José Sena Goulão/Lusa

O PSD pede « sentido de urgência » e ações concretas para controlar a epidemia de covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo, como mais controlo nos aeroportos, e maior coerência nas mensagens à população.

« Precisamos de menos conferências de imprensa e mais trabalho de saúde pública de terreno para garantir controlo da epidemia », defendeu o vice-presidente da bancada do PSD Ricardo Baptista Leite, em declarações aos jornalistas no final da sessão sobre a « situação epidemiológica da covid-19 em Portugal ».

O deputado e médico alertou que a situação na região de Lisboa e Vale do Tejo é, neste momento, « o foco de todas as preocupações » e está a fazer com que em Portugal esteja a haver « uma inversão da curva » da pandemia, em vez de uma diminuição de casos, como nos restantes países europeus.

Baptista Leite pediu ao Governo « mais ações concretas no terreno » e considerou indispensável que, « no mínimo », Portugal recolha os dados sobre as pessoas que entram no país pela via do transporte aéreo, apontando casos de outros países que ou impõem uma quarentena ou até proíbem entradas no país, como a Grécia.

« E precisamos de ter regras coerentes, não se compreendem o conjunto de regras para ajuntamentos como se têm visto nas últimas semanas em Lisboa », afirmou, estranhando que sejam permitidas cerca de 2.000 pessoas num espetáculo cultural num espaço fechado como o Campo Pequeno e não haja público em estádios de futebol.

Salientando que os portugueses deram sempre um bom exemplo de responsabilidade ao longo da pandemia, Baptista Leite deixou um aviso: « Se as mensagens não forem coerentes, não podemos esperar responsabilidade da parte de quem não compreende as mensagens que lhe são dadas ».

No final da reunião no Infarmed, o Presidente da República disse esta segunda-feira que « não existirem sinais de que o desconfinamento tenha provocado um agravamento do surto epidémico » de Covid-19 no país nas últimas semanas. Marcelo Rebelo de Sousa garantiu que não está « mais preocupado » e apontou alguns motivos para a subida do número de casos em Lisboa e Vale do Tejo (LVT).

Governo envia “palavra de conforto” a emigrantes afectados por pandemia e repete: « são bem-vindos no verão »

Governo envia “palavra de conforto” a emigrantes afectados por pandemia

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP), Berta Nunes, recordou hoje as famílias afetadas pela pandemia de covid-19, numa mensagem aos portugueses no estrangeiro, por ocasião do Dia de Portugal, que se assinala em 10 de junho.

“Quero deixar uma palavra de conforto para as famílias dos nossos conterrâneos que, em Portugal ou no estrangeiro, foram vitimados pela pandemia, bem como para aqueles que estão a sentir os seus efeitos negativos nas suas vidas”, pode ler-se na nota enviada pelo gabinete da SECP.

Na mensagem, dirigida “aos portugueses e lusodescendentes que vivem em mais de 190 países”, Berta Nunes lembra que se vivem “por estes dias, tempos de exceção”.

“Juntos, com o trabalho louvável do pessoal de saúde, das forças de segurança, dos professores, entre tantos outros profissionais valiosos, nos quais se incluem também os portugueses que vivem e trabalham no exterior, estamos a começar a retomar, com adaptações, o nosso dia-a-dia”, acrescentou a governante.

A secretária de Estado reiterou também que os emigrantes portugueses “são bem-vindos” nas férias de verão, depois de o primeiro-ministro, António Costa, ter assegurado em 29 de maio que “em Portugal Continental não irão vigorar normas de quarentena para quem venha de fora do país”, e de ter escrito na rede social Twitter, dez dias antes, que o país contava com a visita dos emigrantes, nomeadamente dos que vivem em França.

“Porque sei que muitos portugueses no estrangeiro querem vir de férias a Portugal, repito que são muito bem-vindos e tudo faremos para que possam reencontrar a família e amigos neste verão”, escreveu Berta Nunes.

Na mensagem, a secretária de Estado recordou ainda que “cerca de um terço da população com nacionalidade portuguesa – 5,3 milhões – vive fora de Portugal”, com comunidades “com mais de 75 mil pessoas” espalhadas pela “Europa, América, África e Ásia”, além de “núcleos relevantes na Oceânia”.

Berta Nunes elogiou ainda o “contributo” dos portugueses no estrangeiro “para a afirmação de Portugal no mundo”.

“Temos perto de 700 cidadãos portugueses e lusodescendentes eleitos, a desempenhar funções politicamente relevantes”, disse a secretária de Estado, elogiando ainda o papel das “cerca de 2.000 asociações de matriz portuguesa no mundo”, que cumprem “uma importante missão de promoção cultural e de natureza filantrópica e social, que deve ser reconhecida”, considerou.

A secretária de Estado endereçou também “uma saudação especial” à comunidade portuguesa na África do Sul, onde este ano deveriam realizar-se as cerimónias do Dia de Portugal, de Camões, e das Comunidades Portuguesas, “a par da região autónoma da Madeira”.

No final de março, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, comunicou por carta ao presidente da Assembleia da República, ao primeiro-ministro e às autoridades da Madeira a sua decisão de cancelar as comemorações na Madeira e na África do Sul, devido à pandemia da covid-19.

Mais tarde, anunciou que o 10 de Junho seria assinalado com uma “cerimónia simbólica” junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

O Presidente da República escolheu o teólogo e poeta madeirense José Tolentino Mendonça, entretanto elevado de arcebispo a cardeal, para presidir à comissão organizadora da edição deste ano das comemorações do 10 de Junho, que deverão limitar-se a uma “cerimónia simbólica” no Mosteiro dos Jerónimos, com apenas oito presenças.

Aeroportos de Lisboa e Porto na lista negra com riscos associados à Covid-19

Aeroportos de Lisboa e Porto na lista negra com riscos associados à Covid-19 – informação Antena1

A agência da União Europeia para a segurança na aviação colocou os aeroportos do Porto e de Lisboa como aqueles que têm riscos associados à Covid-19, informa a rádio Antena1.

A agência aconselha que os aparelhos que saiam desses territórios devem ser sujeitos a um desinfecção mais aprimorada.A Comissão Europeia confirma esta lista e diz que agora compete aos Estados membros agir em conformidade.A agência refere, na lista publicada, que para remover aeroportos da lista, é preciso realizar uma avaliação que inclua a política de testes e a verificação de certos critérios como o número de casos activos, a nível nacional e regional, e a curva de evolução diária, refere a rádio nacional portuguesa, Antena1.

Media player poster frame

Covid-19: Portugal com 1.485 mortos e 34.885 infetados

Covid-19: Portugal com 1.485 mortos e 34.885 infetados – informação oficial

Portugal regista hoje 1.485 mortes relacionadas com a covid-19, mais seis do que no domingo, e 34.885 infetados, mais 192, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de domingo, em que se registavam 1.479 mortes, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,4%. Já os casos e infeção subiram 0,6%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo (13.222), onde se tem registado maior número de surtos, há mais 149 casos de infeção (+1,1%).

Covid-19: Número de infetados no mundo ultrapassa os sete milhões

Covid-19: Número de infetados no mundo ultrapassa os sete milhões – AFP

Covid-19: Número de infetados no mundo ultrapassa os sete milhões

facebook sharing button
twitter sharing button
email sharing button
Mais de sete milhões de casos do novo coronavírus foram declarados oficialmente em todo o mundo, de acordo com uma contagem hoje feita às 08:00 (em Lisboa) pela agência de notícias AFP, a partir de fontes oficiais.

Até ao momento, foram contabilizados 7.003.851 casos de pessoas infetadas e registadas 402.867 mortes pela covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

Dois terços dos casos do novo coronavírus estão concentrados na Europa e nos Estados Unidos.

A Europa, o continente mais afetado, registou 2.275.305 casos e 183.542 mortes e nos Estados Unidos, o país mais atingido pela pandemia, foram contabilizados 1.942.363 casos e 110.514 mortes.

 

O número de casos relatados em todo o mundo duplicou em pouco mais de um mês e mais de um milhão de novos casos de covid-19 foram registados oficialmente nos últimos nove dias.

Este balanço foi realizado a partir de dados reunidos pela France-Presse junto das autoridades nacionais competentes e das informações recolhidas junto da Organização Mundial da Saúde.

No entanto, o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de contaminações, já que alguns países testam apenas os casos considerados ‘graves’, outros utilizam os testes em prioridade para o rastreamento e muitos países pobres não têm a capacidade para fazer esta despistagem.

Covid-19 limita comemorações do Dia de Portugal em Lisboa e Paris. Mas há mais para ver na capital francesa (Crónica)

Covid-19 limita ao mínimo as comemorações do Dia de Portugal em Lisboa e Paris. Mas há mais para ver na capital francesa.

Ouça aqui a última crónica de João Pinharanda, diretor do Instituto Camões em Paris:

Na quarta-feira, dia 10 de junho, às 11h00, o Embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira , vai depor uma coroa de flores em frente do busto de Camões, que fica no final das escadas da Avenue de Camões, Paris 16ème, perto dos jardins do Trocadero

 

Covid/Portugal. Rendas de casa já caíram 20% desde o início da pandemia

Rendas de casa já caíram 20% desde o início da pandemia. Preços para venda de casas também estão em baixa. No Porto, o custo médio do arrendamento baixou 4,3%, segundo o Jornal de Noticias, mas queda é maior no resto do país. Só Lisboa ainda resiste, mas tendência para recuo é geral em todo o país.

« Profissionais do imobiliário acreditam que tendência de queda de rendas vai aumentar durante, pelo menos, o próximo meio ano », escreve o JN.

Os preços médios de arrendamento de imóveis em Portugal já desceram quase 20% face aos valores praticados há um ano e deverão continuar a descer, mesmo com a entrada no mercado de apartamentos e moradias que estavam a funcionar como alojamento local, acrescenta este jornal.

Já o Jornal de Negócios indica que « Rendas de casa caem 18% com a pandemia de covid-19 »

O barómetro da Imovirtual relativo a maio aponta para recuo em todo o país, à exceção de Lisboa, acrescenta este último jornal, que destaca que voltou a “aparecer produto para o mercado médio e médio-baixo”.

Os preços das rendas médias em Portugal desceram 17,7% no último mês, em comparação com maio do ano passado, recuando de 1.353 para 1.113 euros, segundo o mais recente barómetro realizado pela página Imovirtual.

Citado pelo JN esta segunda-feira, 8 de junho, o estudo mostra que só Lisboa é exceção à regra nacional e que a maior queda (-42%) aconteceu no distrito de Portalegre. No Porto, os valores diminuíram 4,3%, para um valor médio de 997 euros.

 

« Já se notam descidas nos valores nos portais de anúncios de imóveis, mas – mais importante – tornou a aparecer produto para o mercado médio e médio-baixo », disse ao jornal o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima.

 

Lembrando os efeitos da pandemia e a retoma lenta do turismo que sustentava os preços mais elevados nos imóveis que estavam a funcionar como alojamento local, os especialistas arriscam que esta tendência de descida dos valores no arrendamento irá acentuar-se até ao final do próximo ano.

Covid-19: França regista 13 mortes, número mais baixo desde início do confinamento

Covid-19: França regista 13 mortes, número mais baixo desde início do confinamento

Covid-19: França regista 13 mortes, número mais baixo desde início do confinamento

facebook sharing button
twitter sharing buttonAlfa/Lusa
email sharing button
O número oficial de mortos em França por covid-19 caiu hoje para 13, o menor registo diário desde o início do confinamento, em meados de março, confirmando ainda a tendência das últimas semanas de redução de doentes hospitalizados.

Até ao hoje morreram em França 29.155 pessoas, sendo que as 13 vítimas mortais hoje anunciadas representam uma queda significativa em comparação com os dias anteriores: sábado (31), sexta-feira (46), quinta-feira (44), quarta-feira (83) e terça-feira (107), segundo um comunicado do executivo francês.

Apesar deste registo positivo, as autoridades francesas não incluem todos os dias as mortes que ocorrem nos lares. A última vez que o fizeram foi na terça-feira.

Em relação a pacientes hospitalizados, também foi verificada uma descida. São agora 12.461, menos 18 do que no sábado.

No auge da pandemia, no início de abril, França contabilizava quase 32 mil pacientes internados nos cuidados intensivos e hoje estão ‘apenas’ 1.053, menos seis do que nas últimas 24 horas.

Segundo Jean-François Delfraissy, presidente do Conselho Científico francês, a epidemia está controlada, pelo menos nas próximas semanas, embora o que possa acontecer depois do verão permaneça uma incógnita.

Em entrevista ao ‘Journal du Dimanche’, Delfraissy afirmou que a experiência das grandes pandemias por vírus respiratórios mostra que oito em cada dez regrediram durante o verão, mas metade reapareceu no outono.

O académico ressalva que o vírus continua em circulação, com uma menor velocidade do que quando o confinamento foi decretado em França, em 16 de março.

“Não era uma boa decisão, mas era a menos má”, sustentou, tendo em conta a capacidade limitada que o país tinha para a realização de testes.

De acordo com os número mais recentes, atualmente existem entre mil a duas mil infeções diárias em França, país com mais de 60 milhões de habitantes, motivo pelo qual Delfraissy mostra-se a favor da flexibilização dos protocolos sanitários impostos às escolas até ao final do mês, em particular no acesso às refeições, recreios e atividades desportivas.

Por de trás desta ideia está o facto de se saber agora que as crianças têm menos propensão em contrair o vírus e contribuir para a sua disseminação que um adulto, ao contrário do que era pensado.

O presidente do Conselho Científico francês salientou que um novo confinamento geral da população deverá ser evitado a todo custo, entre outras coisas, porque seria muito menos acatado.

No caso de uma nova onda pandémica, Jean-François Delfraissy acredita que se deveria deixar circular o vírus entre a população jovem e « tentar proteger, com o respetivo consentimento, as pessoas mais frágeis, doentes ou idosas ».

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 400 mil mortos e infetou mais de 6,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

Flash Info

Flash INFO

0:00
0:00
Advertising will end in 

Journal Desporto

0:00
0:00
Advertising will end in 

x