Sistemas de Segurança Social fragilizados com milhares de novos pobres, incluindo emigrantes

Crise sanitária acrescenta milhares de novos pobres aos que já existiam, também entre os portugueses residentes no estrangeiro.

E fragiliza duramente os sistemas de Segurança Social que têm sido o cimento das nossas sociedades ocidentais.

Ouça aqui a última crónica de Daniel Ribeiro: 

 

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Isabel Jonet, do Banco Alimentar Contra a Fome
Bruno Simões Castanheira

 

Verde e Vermelho. Mapa do desconfinamento em França (7 de maio)

Zonas a vermelho – desconfinamento com fortes restrições

Coronavirus : votre département est-il en vert ou rouge ? Voici la carte définitive du déconfinement

 

 

Covid-19/França. Desconfinamento. Consulado português atende só com marcação e máscaras

« Passagem de nível » na Rádio Alfa-Apresentação e coordenação: Artur Silva

Domingo, 10 de Maio 2020 – Entre as 12h00 e as 13h30

Emissão especial:

-Covid-19: o desconfinamento a partir de 11 de Maio… Mais fácil dizer que fazer

-Consulado-Geral de Portugal em Paris retoma, 2ª feira, dia 11 de Maio, o atendimento presencial mas apenas por marcação e com uso de máscara obrigatório

Convidado: Carlos Oliveira, Cônsul-Geral de Portugal em Paris

-Os Municípios na frente do combate no terreno, contra o Covid-19, interrogam-se sobre as medidas decididas pelo governo e que os autarcas têm que traduzir em actos
Convidados:
Yannick Trigance, Director do Gabinete do Maire Neuilly-sur-Marne, Conselheiro Regional Île de France e Secretário Nacional do PS

Fabien Guillaud-Bataille, Secretário Departemental do PCF no Val-de-Marne (94)

-Livrarias vão abrir, mas dois meses de confinamento, provocaram estragos e elas necessitam do apoio dos leitores
Convidado:
Michel Chandeigne, das éditions Chandeigne e da Librairie Portugaise et Brésiliènne


-Salas de espectáculos fechadas, concertos anulados, músicos avançam com edições digitais
Convidada: Iréne Amata, do Duo Sambuca e o seu CD “Luz”

Um programa de Artur Silva

 

 

Covid-19: Costa diz que não há problema com comunidade cigana e que Ventura “foi de trivela”

 O primeiro-ministro salientou hoje que “não há nenhum problema” com a comunidade cigana e criticou o deputado André Ventura (Chega), que “foi de trivela” e levou “um baile do Quaresma”, em referência à resposta do jogador.

Durante o debate quinzenal que decorreu na Assembleia da República, em Lisboa, o deputado único do Chega questionou António Costa se “concorda ou não que há um problema com a comunidade cigana em Portugal”, questionado também o que pensa fazer “com o reiterado incumprimento” às normas de confinamento por causa da pandemia da covid-19.

“Não, não há um problema com a comunidade cigana em Portugal. Agora o senhor deputado é que tem um problema, é que já foi de trivela”, respondeu o primeiro-ministro, numa referência à resposta do jogador de futebol Ricardo Quaresma, cuja trivela (jogar a bola com a parte de fora do pé) é a sua ‘imagem de marca’.

António Costa concretizou que existem sim problemas “com pessoas que cumprem ou não cumprem as normas sanitárias”.

“E a resposta que temos que ter com qualquer dessas pessoas, qualquer que seja a sua etnia, qualquer que seja o seu local de vida, qualquer que seja a sua origem, qualquer que seja a sua religião, qualquer que seja a sua raça, é muito simples, a lei é para cumprir e deve ser aplicada a todos por igual”, salientou.

Depois de André Ventura ter insistido no assunto e ter acusado o chefe de Governo de fazer uma piada, o primeiro-ministro apontou que “não disse uma graça, mas disse mesmo aquilo que é verdade”.

“O senhor deputado resolveu criar um caso de uma parte importante dos portugueses, que é a comunidade cigana, como se eles fossem estrangeiros e não sabendo que há séculos que eles são tão portugueses como qualquer um de nós”, assinalou, considerando que aquilo que deputado do Chega “teve foi uma resposta à altura de um grande campeão nacional e de um grande jogador da nossa seleção”.

E Costa não ficou por aqui: “é ter muito mau perder quando, depois de levar um baile do Quaresma, a única resposta que teve para dar foi dizer que, sendo jogador da seleção nacional, só tinha obrigação de estar calado”, contrapondo que “o direito à palavra e o direito à opinião é uma liberdade de todos”.

Em comunicado divulgado no domingo, Ventura anunciou que, na sequência dos « episódios de violência e confrontação na Praia de Leirosa, Figueira da Foz », provocados alegadamente por um grupo de pessoas ciganas, apresentará « ao parlamento, já no decurso desta semana, um plano específico de abordagem e confinamento para as comunidades ciganas, face à pandemia de covid-19 ».

Na nota, o deputado defendia que « o cumprimento da lei não pode ser reservado apenas para alguns, que nenhuma minoria, étnica ou racial, pode considerar-se acima da lei, e que a força pública não pode recear intervir ou agir com o eterno pretexto do racismo e da xenofobia ».

Já na segunda-feira, André Ventura endereçou três cartas aos líderes do PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal nas quais pedia o apoio destes partidos « na redação de obrigações legais » que « consigam, de uma vez por todas, fazer cumprir as leis de forma igual a todos os cidadãos ».

Através de uma publicação na sua conta oficial da rede social Facebook o futebolista Ricardo Quaresma critica que « o populismo racista do André Ventura apenas serve para virar homens contra homens em nome de uma ambição pelo poder, que a história já provou ser um caminho de perdição para a humanidade ».

« Eu sou cigano, cigano como todos os outros ciganos e sou português como todos os outros portugueses, e não sou nem mais nem menos por isso », acrescenta o jogador, em declarações que André Ventura entretanto lamentou.

Este tema foi levantado durante o debate quinzenal pela coordenadora do BE, Catarina Martins, que disse a Ventura que “as ideias racistas” como o confinamento de ciganos “hão de ir parar ao caixote de lixo de onde nunca deviam ter saído”.

Começando a sua intervenção por responder à bloquista, o líder demissionário do Chega disse que “se o caixote do luco do lixo da história mandar o Chega para lá, se olhar para as sondagens de hoje e de ontem mais rápido a sua bancada vai toda para o caixote do lixo do que o Chega alguma vez irá para lá”.

 

Alfa/Lusa.

Entrevista/José dos Santos. Família portuguesa impedida de passar na fronteira para assistir a uma cerimónia fúnebre em Portugal

José dos Santos esteve em entrevista esta tarde na Rádio Alfa e contou a história por que passou no final do mês de abril. Ele e a sua família foram impedidos de entrar em Portugal para assisitir à cerimónia fúnebre de um ente querido.

 

 

 

Entrevista: Ricardo José.

Edição: Manuel Alexandre.

 

 

 

 

Edouard Philippe confirmou o levantamento do confinamento em toda a França a partir da segunda-feira 11 de Maio

O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, anunciou hoje que o confinamento em França vai mesmo chegar ao fim no dia 11 de maio, mas com mais restrições em quatro regiões incluindo a região parisiense.

« Na maior parte do país, conseguimos travar a vaga epidémica. Temos margem de manobra nos hospitais e estamos prontos para os testes. Noutras, o vírus ainda circula ativamente », referiu Édouard Philippe.

Assim, as quatro regiões do nordeste de França, Ile-de-France (região parisiense), Hauts de France, Bourgogne-Franche-Comté e Grand-Est, foram classificadas na cor vermelha, enquanto o resto do país foi classificado a verde.

Duas zonas foram assinaladas pelas autoridades francesas como especialmente a risco: a região parisiense, devido à sua densidade populacional e saturação dos hospitais, e Maiote, uma das regiões ultramarinas de França onde os casos continuam a aumentar. O confinamento vai continuar na Maiote até decisão em contrário.

Exceto Maiote, vai voltar a ser possível circular sem apresentar justificação desde que as deslocações sejam de menos de 100 quilómetros.

Acima daquela distância, será necessário apresentar uma justificação e os motivos aceites são profissionais ou assistência à família.

As fronteiras continuam fechadas com os outros países europeus pelo menos até 15 de junho e vão prolongar-se com pessoas vindas de outros países, indicou o ministro do Interior, Christophe Castaner.

A livre circulação vai ser mantida para os trabalhadores agrícolas vindos dos vários países europeus.

O desrespeito das medidas impostas tanto nas regiões verdes como vermelhas vai ser vigiado por 20 mil polícias que vão continuar a aplicar multas de 135 euros para quem as infringir.

Os transportes públicos vão ser reforçados, passando a oferecer em média 50% da oferta normal, com obrigação de máscara para todos os passageiros com mais de 11 anos.

Em Paris, os transportes nas horas de ponta vão estar reservados a quem apresentar uma justificação profissional para se deslocar.

A partir do dia 11 de maio, todos os comércios vão voltar a estar abertos, exceto locais de convívio como bares, cafés e restaurantes. Nas regiões verdes, estes estabelecimentos podem vir a ser reabertos já a partir do final de maio.

O ministro da Economia, Bruno Le Maire, que interveio juntamente com Philippe, anunciou que os encargos sociais das empresas vão ser suprimidos nos meses de março, abril e maio.

O IVA das máscaras vai passar a ser de 5,5%, anunciou ainda o ministro.

Esta segunda-feira vai assinalar também o regresso à escola para 130 mil professores com 80 a 86% das escolas a abrirem portas.

Quanto aos alunos, o ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer disse que vão regressar à escola um milhão de crianças de forma progressiva. Na região de Île-de-France, o ensino básico vai continuar fechado e os liceus estão encerrados em todo o país.

Como já tinha sido anunciado anteriormente, estão proibidas aglomerações de mais de 10 pessoas na rua ou em casa e eventos com mais de 5.000 pessoas só a partir de setembro.

A reabertura das praias ou lagos vai ser decidida caso a caso pelas autoridades locais de cada região.

Os cultos religiosos poderão voltar a acontecer no fim do mês de maio, dependendo da evolução da pandemia.

O Governo francês anunciou ainda que é possível começar « a testar maciçamente » a covid-19 a partir de 11 de maio.

Caso o teste seja positivo, após o fim do confinamento, a pessoa será aconselhada a ficar em casa ou pode fazer um período de quarentena num hotel para não contaminar a família e as autoridades vão contactar todos os indivíduos com quem o doente esteve em contacto.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 263 mil mortos e infetou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

 

Alfa/Lusa.

José Azevedo é o novo diretor desportivo da equipa francesa de ciclismo Nippo-Delko

O português José Azevedo é o novo diretor desportivo da equipa francesa de ciclismo Nippo-Delko, informa hoje o diário desportivo L’équipe.

O antigo ciclista, que foi quinto classificado na Volta a França (2004), enquanto gregário do norte-americano Lance Armstrong na US Postal, e na Volta a Itália (2001), a representar a ONCE, estava ‘desempregado’ desde o final da época passada, quando terminou uma ligação de seis anos com a Katusha-Alpecin.

Azevedo tinha desempenhado o papel de diretor-geral daquela formação nas últimas três temporadas, depois de ter começado o seu percurso como diretor desportivo na RadioShack, ‘papel’ a que agora regressa na Nippo-Delko, equipa francesa da segunda divisão do ciclismo mundial.

Enquanto ciclista, o vila-condense, de 46 anos, destacou-se como ‘gregário de luxo’ do pelotão internacional, primeiro na ONCE (2001-2003) e, depois, na US Postal/Discovery Chanel (2004-2006) de Armstrong, o homem que conquistou sete Voltas a França, que posteriormente as perdeu por doping.

Azevedo terminou a carreira de ciclista em 2008, no Benfica, para onde se tinha mudado na temporada anterior.

Segundo o diário desportivo francês, o português vai substituir Frédéric Rostaing, que se demitiu da equipa francesa em fevereiro. Na Nippo-Delko, Azevedo vai reencontrar José Gonçalves, que orientou na Katusha até ao ano passado.

 

Alfa/Lusa.

Três candidatos vão a votos nas eleições do FC Porto

Matos Fernandes, presidente da Mesa de Assembleia Geral do FC Porto, confirmou hoje a validação de três candidaturas aos órgãos sociais do clube e quatro ao Conselho Superior.

Pinto da Costa, José Fernando Rio e Nuno Lobo são os candidatos à presidência dos ‘dragões’ e, no próximo sábado (às 18:00), verão sorteadas as letras (A, B e C) com que as respetivas listas se apresentarão a eleições. A lista « Por um porto insubmisso, eclético e triunfante », que se apresenta apenas ao Conselho Superior, ficará com a letra D.

Matos Fernandes esclareceu, no entanto, em declarações à agência Lusa, que esta é « uma admissão condicionada, uma vez que os candidatos têm de completar as respetivas listas até 10 dias antes das eleições », já que até segunda-feira passada, último dia para a apresentação de candidaturas, só era obrigatório apresentar o candidato a cada um dos três órgãos sociais.

O dirigente falou ainda da nova data para as eleições, mas preferiu não avançar com um dia em concreto, tendo em conta a incerteza que ainda se vive devido à pandemia da covid-19, admitindo, no entanto, que será após o dia 1 de junho de acordo com a fase 3 de desconfinamento social.

« A ideia é que as eleições aconteçam tão depressa quanto possível, sabendo que a vida humana está em primeiro lugar. Neste momento, isso é o mais importante. Temos que ter em atenção que com três listas é provável uma grande afluência a um espaço fechado e isso tem que ser muito controlado », admitiu ainda.

As eleições estavam inicialmente marcadas para o dia 18 de abril, mas o estado de emergência associado à pandemia da covid-19 obrigou ao adiamento do ato eleitoral.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 260 mil mortos e infetou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Portugal contabiliza 1.089 mortos associados à covid-19 em 26.182 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

O país entrou no domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

Alfa/Lusa.

Covid-19/Portugal: mais 16 mortos, 533 infetados e mais 36 internados em 24 horas

Covid-19: mais 16 mortos, 533 infetados e mais 36 internados em 24 horas;

Há 874 pessoas internadas, 135 delas nos Cuidados Intensivos.

533 infetados é o maior aumento de maio. Há 182 recuperados.

Informação oficial:

Covid-19: Portugal com 1.105 mortos e 26.715 infetados

Covid-19: Portugal com 1.105 mortos e 26.715 infetados

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Portugal regista hoje 1.105 mortes relacionadas com a covid-19, mais 16 do que na quarta-feira, e 26.715 infetados (mais 533), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de quarta-feira, em que se registavam 1.089 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1,5%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (26.715), os dados da Direção Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 533 casos do que na quarta-feira (26.182), representando uma subida de 2%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (634), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (230), do Centro (213) Algarve (13), dos Açores (14) e do Alentejo que regista um caso, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quarta-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Crise sanitária acrescenta milhares de novos pobres aos que já existiam, também entre os emigrantes. Opinião

Crise sanitária acrescenta milhares de novos pobres aos que já existiam, também entre os portugueses residentes no estrangeiro.

E fragiliza duramente os sistemas de Segurança Social que têm sido o cimento das nossas sociedades ocidentais.

Crónica de Daniel Ribeiro para ouvir, na Rádio Alfa, nesta sexta-feira, 08.