Covid-19: Regras de acesso às praias definidas “até ao final da próxima semana”

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O manual de procedimentos sobre o acesso às praias na época balnear devido à pandemia de covid-19 deve estar concluído “até ao final da próxima semana”, disse hoje o ministro do Ambiente, indicando que “não há nenhuma medida decidida”.

“O guia está em preparação, está em construção, e estimamos tê-lo pronto até ao final da próxima semana”, afirmou o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, referindo que os contributos das entidades que participam na comissão técnica de acompanhamento das águas balneares têm de ser enviados “até ao final do dia de hoje à Agência Portuguesa do Ambiente (APA)”.

À margem da cerimónia de assinatura do contrato para a primeira empreitada do plano de expansão da rede do Metropolitano de Lisboa, o governante disse que a comissão técnica de acompanhamento das águas balneares, liderada pela APA, realizou “duas reuniões muito alargadas”, em que foram ouvidas “opiniões diversas”, contando “com uma grande participação de outras entidades públicas, mormente a Direcção-Geral da Saúde (DGS)”.

“Conversámos com um número muito alargado, 86 autarquias, com as associações de apoios de praia, com as entidades que fazem a fiscalização”, adiantou o ministro do Ambiente.

Quanto ao adiamento da reunião da comissão técnica, João Matos Fernandes explicou que o agendamento não foi confirmado, mas foi colocada a hipótese de haver uma reunião hoje.

“É verdade que há cerca de duas semanas foi aventada a possibilidade de haver uma reunião hoje, mas percebeu-se que não fazia sentido fazer essa reunião, porque havia ainda um trabalho de fundo a ser feito, que está a ser feito, vários contributos que vão chegar até ao final do dia de hoje à APA”, declarou o governante, referindo que, na semana passada, houve uma reunião que contou com a participação de mais de 85 pessoas.

A partir de quinta-feira, “a APA vai começar a, internamente, compilar esses mesmos trabalhos”, referiu João Matos Fernandes, revelando que “no final da próxima semana será apresentado” o manual de procedimentos sobre o acesso às praias na época balnear devido à pandemia de covid-19.

A época balnear começa em 01 de junho, mas ainda nada é certo: “É uma questão que vamos, naturalmente, também discutir com as autarquias, mas não vou adiantar conclusões de um trabalho que está a ser feito”.

“Quem toma essas decisões ainda nem conhece o trabalho, portanto não há nenhuma medida decidida”, reforçou o ministro do Ambiente, que tutela a APA.

Na terça-feira, uma das entidades que integram a reunião da comissão técnica de acompanhamento das águas balneares disse que a reunião agendada para hoje, para definir as regras da época balnear devido à pandemia de covid-19, foi adiada, sem explicação e sem nova data.

A Lusa questionou a APA, que disse que, nesta altura, « não tem nada a acrescentar ».

« Quando houver novidades daremos conta das mesmas », indicou a APA, sem adiantar qualquer informação sobre os trabalhos na comissão técnica de acompanhamento das águas balneares.

A comissão é liderada pela Agência Portuguesa do Ambiente e dela fazem parte mais 10 entidades, incluindo a DGS, a Autoridade Marítima Nacional, o Instituto de Socorros a Náufragos e a Associação Bandeira Azul.

Em 22 de abril, após outra reunião, a coordenadora nacional do Programa Bandeira Azul da Associação Bandeira Azul da Europa, Catarina Gonçalves, referiu à Lusa que o manual deveria estar pronto na primeira semana de maio, incorporando a « capacidade de carga » de cada praia.

Segundo a representante, as praias nacionais vão ter lotação máxima de banhistas, que vai ser calculada em função dessa capacidade, tendo em conta as recomendações da DGS, como o distanciamento entre as pessoas, a utilização de máscaras e os procedimentos de higiene, « obviamente muito mais apertados ».

Férias de verão em Portugal. Vamos para ficar de quarentena ou para suprir falta de turistas?

Covid-19. A questão das férias de verão, em Portugal, dos portugueses residentes no estrangeiro, continua a provocar debate.

Ouça aqui a última crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal:

 

 

Covid-19. EUA com 2.073 mortos em 24h. Brasil com novo recorde diário de 615 mortos

Covid-19: Estados Unidos registam 2.073 mortos nas últimas 24 horas. Brasil com novo recorde diário de 615 mortos

Covid-19: Estados Unidos registam 2.073 mortos nas últimas 24 horas

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Os Estados Unidos registaram 2.073 mortos causados pela covid-19 nas últimas 24 horas, indicou hoje a Universidade Johns Hopkins.

Estes novos óbitos, registados entre as 20:30 de quarta-feira (01:30 de hoje em Lisboa) e a mesma hora na véspera, elevam para 73.095 o número de vítimas mortais desde o início da epidemia no país, o mais afetado pela covid-19 no mundo, de acordo com os dados oficiais.

Na terça-feira, os Estados Unidos tinham registado 1.015 mortos, no balanço diário mais baixo em um mês.

Os Estados Unidos registam também o maior número de pessoas infetadas com a doença, com mais de 1,22 milhões de casos identificados, dos quais 190 mil foram já considerados curados.

As autoridades norte-americanas realizaram, até agora, 7,75 milhões de testes de despistagem da doença, indicou a mesma fonte.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 260 mil mortos e infetou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

Covid-19: Novo recorde diário de 615 mortos e 10.503 infetados no Brasil

Covid-19: Novo recorde diário de 615 mortos e 10.503 infetados no Brasil

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O Brasil registou 615 mortes e 10.503 infetados pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, num novo recorde diário desde o início da pandemia, informou hoje o Ministério da Saúde.

No total, o país sul-americano já ultrapassou a barreira dos oito mil óbitos, contabilizando 8.536 vítimas mortais e 125.218 casos confirmados da covid-19.

O aumento no número de mortes no Brasil foi de 7,7%, passando de 7.921 na terça-feira para 8.536 hoje. Em relação ao número de infetados, o crescimento foi de 9%, passando 114.715 para 125.218 casos confirmados.

Segundo o executivo brasileiro, a taxa de letalidade da doença no país está agora em 6,8%.

São Paulo, epicentro da covid-19 no país, totaliza agora 3.045 mortos e 37.853 infetados.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 260 mil mortos e infetou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Covid-19: França aproxima-se dos 26.000 mortos. Mais 278 mortes em 24h

Covid-19: França aproxima-se dos 26.000 mortos.

Covid-19: França aproxima-se dos 26.000 mortos

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Alfa/Lusa
A França anunciou ontem ao fim do dia mais 278 mortes associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, aproximando-se dos 26.000 óbitos desde o início da pandemia, segundo a Direção-Geral da Saúde francesa.

De acordo com os dados apresentados, o número total de óbitos provocados pelo novo coronavírus totaliza agora 25.809, dos quais 16.237 ocorreram em hospitais e 9.572 em lares.

França é, assim, o quinto país mais atingido no mundo, apenas atrás dos Estados Unidos da América (71.078 mortos), Reino Unido (30.076), Itália (29.684) e Espanha (25.857).

Há ainda 23.983 pessoas hospitalizadas devido à covid-19 e 3.147 destas estão em unidades de cuidados intensivos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 257 mil mortos e infetou quase 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Declaração de impostos em França e o caso das contas e rendimentos no estrangeiro. Explicações de um fiscalista

Não há dupla tributação (designadamente entre a França e Portugal) mesmo para as contas e bens que geram rendimentos no estrangeiro (em Portugal ou fora deste país, desde que pagamentos de impostos estejam em regra nesse ou em outros países).

No entanto, portugueses residentes em França devem declarar ao fisco francês tudo o que possuem em Portugal.  Há troca de informação entre os dois países, mas apenas as contas e bens que geram rendimentos (e não as contas à ordem) são especialmente visados. Mas mesmo neste caso não haverá dupla tributação – se tudo estiver em regra).

As explicações do fiscalista Paulo Lourenço, do gabinete do socilicitador Pedro Leal, entrevistado pela jornalista Olívia Vaz:

 

 

 

Afinal vamos ou não de férias de verão a Portugal? Opinião

Afinal vamos ou não de férias a Portugal?

Eis a grande questão que levanta embaraços e outros problemas: como possíveis quarentenas e suprir a falta de turistas no país.

Crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal para ouvir na Rádio Alfa nesta quinta-feira, 07. 

Covid-19: Portugal com 1.089 mortos e 26.182 infetados. Mais 15 mortos em 24h

Covid-19: Portugal com 1.089 mortos e 26.182 infetados

Mais 15 mortos e 480 infetados. Recuperados disparam, internados também sobem. Estes são os dados que constam no boletim epidemiológico desta quarta-feira da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Sabe-se ainda que há 2076 pessoas recuperadas, depois de um teste negativo (se estiverem a ser tratadas em casa) ou dois (se estiverem internadas num hospital). Mais 333 casos do que na terça-feira.

Há 838 pessoas internadas, 139 delas nos cuidados intensivos. De acordo com o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, 84,7% dos doentes está a ser tratado em casa.

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Informação oficial:
Portugal regista hoje 1.089 mortos relacionadas com a covid-19, mais 15 do que na terça-feira, e 26.182 infetados (mais 480), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de terça-feira, em que se registavam 1.074 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1,4%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (26.182), os dados da Direção Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 480 casos do que na terça-feira (25.702), representando uma subida de 1,9%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (623), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (226), do Centro (213) Algarve (13), dos Açores (13) e do Alentejo que regista um caso, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de terça-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Morreu Egídio Álvaro, crítico de arte, figura ímpar da arte alternativa em Paris nos anos 1970/80

Informa a SNBA que ele era membro da Associação Internacional dos Críticos de Arte (AICA), desde 1972, fundou e dirigiu a Revista Artes & Letras (1973-1977) e que fez muito mais coisas.
Ele ligava pouco ou nada a esses títulos. Fumava e bebia. Mas, sobretudo gostava de tertúlias e de conservar. Sabia muito de arte – aprendi muito com ele, sobretudo a ver Arte.Maginalizou-se, ou as instituições marginalizaram-no, a certa altura. Mas não deixou de ser quem era : um grande crítico de arte, um senhor de quem tive a sorte de ter sido amigo e admirador.Daniel RibeiroDiagonale/espace critique
Un combat culturel
Egídio Álvaro

Covid-19: Voos na Europa 50% mais caros com obrigação de deixar lugares livres – IATA

Covid-19: Voos na Europa 50% mais caros com obrigação de deixar lugares livres – IATA

Covid-19: Voos na Europa 50% mais caros com obrigação de deixar lugares livres – IATA

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A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) alertou hoje para o “aumento drástico” dos preços dos voos se as companhias forem obrigadas a operar com lugares livres entre passageiros para garantir distanciamento, falando numa subida de 49% na Europa.

“A IATA não apoia a imposição de medidas de distanciamento social que deixariam os assentos do meio vazios”, defende em comunicado a associação internacional, que representa cerca de 290 companhias aéreas de 120 países e 82% do tráfego aéreo mundial.

Alertando para o impacto deste tipo de medidas na viabilidade económica das operações, aquando da sua retoma após o levantamento das medidas restritivas relacionadas com a pandemia de covid-19, a IATA argumenta que, “com menos lugares para vender, os custos unitários [cobrados a cada passageiro] aumentariam drasticamente”.

E, segundo as contas da associação internacional, para poder cobrir os custos das operações e torná-las viáveis, as tarifas cobradas por lugar na Europa poderiam mesmo subir 49%, passando de um valor médio de 135 dólares (124 euros) para 201 dólares (184 euros).

De acordo com a IATA, para estas contas foi considerado um fator de ponderação de 79%, que contrabalança com taxas de ocupação mais baixas do que o habitual, dadas as grandes dificuldades financeiras das companhias aéreas resultantes da crise gerada pela covid-19.

Numa altura em que a Comissão Europeia se prepara para divulgar recomendações sobre a retoma das ligações aéreas, a IATA manifesta a sua oposição a estas medidas de distanciamento social a bordo, frisando desde logo que “as evidências sugerem que o risco de transmissão a bordo das aeronaves é baixo”.

Para esta entidade, é necessário antes assegurar que, temporariamente, tanto os passageiros como a tripulação das companhias aéreas utilizam equipamentos de proteção como máscaras faciais.

“O uso de máscaras por parte passageiros e tripulação reduzirá o já baixo risco, ao mesmo tempo em que evitará o aumento dramático dos custos das viagens aéreas que as medidas de distanciamento social a bordo trariam”, argumenta a IATA.

De acordo com a associação internacional, mesmo que os países instituíssem temporariamente a medida de deixar o lugar do meio livre, “não era possível assegurar a separação recomendada para que o distanciamento social seja eficaz”, uma vez que “a maioria das autoridades recomenda um a dois metros e a largura média dos assentos é inferior a 50 centímetros”.

Além das máscaras, a IATA recomenda que as transportadores meçam a temperatura de passageiros e trabalhadores, adotem processos de embarque e desembarque com menos contacto, limitem os movimentos dentro das aeronaves durante os voos, façam limpezas mais frequentes e profundas dos aviões e ainda simplifiquem os serviços de alimentação.

Esta posição do setor é semelhante à já manifestada pela Comissão Europeia.

Numa entrevista à agência Lusa publicada no passado domingo, a comissária europeia dos Transportes, Adina Vălean, recomendou que, quando os voos forem retomados, os passageiros utilizem equipamentos de proteção como máscaras, considerando esta medida “o mínimo que se pode fazer”.

Já questionada pela Lusa sobre a eventual colocação de assentos vazios entre passageiros para garantir o distanciamento social, Adina Vălean afastou esta medida como regra.

“Não recomendo, como norma, manter espaços livres [entre passageiros]”, disse.

Posição diferente manifestou o Governo português que, numa portaria publicada em Diário da República no passado fim de semana, determinou que o transporte aéreo de passageiros deve ser limitado a dois terços da lotação normalmente prevista para cada aeronave.

Entretanto, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, já veio assegurar que Portugal vai adaptar-se às regras europeias no restabelecimento das ligações aéreas entre os países.

Covid-19. A dupla pena das mulheres. Por Luísa Semedo

A escritora Luísa Semedo está de regresso às crónicas na Rádio Alfa, depois de ter sido infetada pelo Covid-19, doença que felizmente venceu.

Está de saúde e é com todo o prazer que a voltamos a ter como cronista convidada na nossa rádio.

Ouça aqui a sua última crónica sobre o Covid-19 e as mulheres, que sofrem com demasiada frequência uma dupla pena: