Covid-19: França ultrapassa os 24.000 mortos

A França registou nas últimas 24 horas 427 mortes associadas à covid-19 em meio hospitalar e nos lares, perfazendo um total de 24.087 mortos desde o início da pandemia, anunciou hoje fonte oficial.

Os números relativos à infeção pelo novo coronavírus em França foram divulgados pelas autoridades francesas em comunicado.

Desde 01 de março, em meio hospitalar morreram 15.053 pessoas e nos lares foram registados 9.034 óbitos.

Em França, 26.834 pessoas estão hospitalizadas devido à covid-19 e 4.207 destes pacientes encontram-se nos cuidados intensivos. Estes dois indicadores continuam a descer diariamente.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 218 mil mortos e infetou mais de 3,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 860 mil doentes foram considerados curados.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: Andebol, basquetebol, hóquei em patins e voleibol cancelam competições

As competições nacionais de andebol, basquetebol, hóquei em patins e voleibol foram hoje canceladas pelas respetivas federações, devido à pandemia de covid-19, anunciaram as estruturas num comunicado conjunto.

O cancelamento das provas deixa sem campeões ou descidas os campeonatos destas quatro modalidades de pavilhão, que tinham as provas suspensas desde 11 e 12 de março, seguindo o desfecho decidido para o futsal, em 08 de abril, pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

O Benfica liderava os campeonatos de voleibol e hóquei em patins, o FC Porto o de andebol e o Sporting o de basquetebol.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19/Portugal. Um artigo no Le Monde: a queda do turismo, angústias e esperanças

O vespertino Le Monde publica um interessante artigo sobre Portugal com o título: « Au Portugal, l’effondrement du tourisme soulève angoisses et espoirs »

Dizendo que o turismo foi fundamental para o país ultrapassar crises anteriores, o diário diz que a abrupta queda de número de visitantes devido à pandemia do coronavírus penaliza duramente o país, que aposta na sua reputação de destino « seguro » para voltar rapidamente a melhores dias.

A Lisbonne, le 23 avril 2020.
A Lisbonne, le 23 avril 2020. PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

« Trottoirs bondés, foule tapageuse, éclats de rire résonants dans les venelles pavées jusqu’à 3 heures du matin… Il y a quelques mois encore, l’invasion de touristes étrangers dans le Chiado et la Baixa, dans le cœur historique de Lisbonne, agaçait quelque peu les locaux, chassés du centre par la fièvre des locations Airbnb, escreve Le Monde.

Mas, depois do estado de emergência e do confinamento (desde 18 de março), as ruas da capital ficaram vazias, os turistas desapareceram e ouve-se de novo os pássaros a cantar.

Um situação indescritível, refere uma das pessoas que o jornal entrevistou.
O turismo era consideradon até agora como o « motor da atividade », escreve Le Monde. e os rendimentos do stor podem cair este entre 45 e 17 por cento, informa o diário francês.

« Pour une petite économie très ouverte comme le Portugal, la chute du tourisme est bien sûr douloureuse » Ricardo Reis, professeur à la London School of Economics.

 

Covid-19: Portugal sem casos de crianças com reação inflamatória rara – DGS

Covid-19: Portugal sem casos de crianças com reação inflamatória rara – garante DGS

Covid-19: Portugal sem casos de crianças com reação inflamatória rara - DGS

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As autoridades de saúde portuguesas estão atentas à situação verificada em alguns países, de crianças que apresentam uma reação inflamatória rara, disse hoje a diretora-geral da Saúde, assegurando que até à data não foi verificado nenhum caso em Portugal.

“Os pediatras acompanham esta situação, os médicos em geral, mas até à data não temos reporte de se ter verificado algumas destas situações em Portugal”, disse Graça Freitas durante a conferência de imprensa diária de atualização de informação sobre a pandemia em Portugal.

Associações de pediatria do Reino Unido, da Itália e de Espanha pediram aos médicos para estarem atentos a crianças que apresentem uma condição inflamatória rara porque a doença pode estar ligada ao novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

O primeiro alerta para esta situação partiu, no início da semana, da Associação de Pediatras de Cuidados Intensivos do Reino Unido, mas foi, entretanto, secundada pela Associação Espanhola de Pediatria e pela Sociedade Italiana de Pediatras.

Segundo as autoridades do Reino Unido, “nas últimas três semanas houve um aumento aparente, em Londres e também em outras regiões do Reino Unido, do número de crianças de todas as idades com um estado inflamatório multissistémico que requer cuidados intensivos”.

Os hospitais ingleses relataram alguns casos que apresentavam características da Síndrome do Choque Tóxico ou da Doença de Kawasaki, um distúrbio raro dos vasos sanguíneos.

Destes casos, apenas algumas crianças tiveram resultado positivo para covid-19, portanto, os cientistas não têm certeza se esses sintomas raros são causados pelo novo coronavírus ou por outra coisa.

Entretanto, a Associação Espanhola de Pediatria emitiu um aviso semelhante, alertando os pediatras de que, nas últimas semanas, houve várias crianças em idade escolar que apresentaram “um quadro invulgar de dores abdominais, acompanhadas de problemas gastrointestinais” que podem levar, em poucas horas, a um choque, com queda da pressão arterial e problemas cardíacos.

Também os pediatras italianos foram avisados da mesma preocupação pela Sociedade Italiana de Pediatria.

Os sintomas da Kawasaki incluem febre alta que dura cinco dias ou mais, erupções cutâneas e glândulas inchadas no pescoço.

Até agora, as crianças estão entre o grupo menos afetado pelo coronavírus. Dados de mais de 75.000 casos na China mostraram que os mais novos representavam 2,4% de todos os casos e apresentavam apenas sintomas leves.

A Organização Mundial da Saúde admitiu estar a tentar reunir mais informações sobre qualquer síndrome em crianças relacionada com o coronavírus através da sua rede global de médicos, mas adiantou não ter recebido ainda nenhum relatório oficial sobre a situação.

Portugal regista hoje 973 mortos associados à covid-19, mais 25 do que na terça-feira, e 24.505 infetados (mais 183), segundo a DGS.

Leia no nosso site o artigo relacionado: « COVID-19: GOVERNO FRANCÊS ADMITE PREOCUPAÇÃO COM SÍNDROME EM CRIANÇAS (DOENÇA INFLAMATÓRIA GRAVE) »

Football Leaks: Defesa de Rui Pinto pede afastamento do juiz Paulo Registo

A defesa de Rui Pinto pediu o afastamento do juiz do julgamento do processo, acusando-o de violar o direito de reserva e de já ter formulado um pré-juízo condenatório do criador do Football Leaks.

O incidente de recusa, assinado pelos advogados Francisco e Luísa Teixeira da Mota, a que a agência Lusa teve hoje acesso, surge na sequência da entrega pelo juiz (a quem foi distribuído informaticamente o processo) de um pedido de “escusa de intervir na tramitação e julgamento, por existir suspeita sobre a sua imparcialidade”, depois de surgirem notícias, fotografias e publicações nas redes sociais do magistrado a dar conta da sua ligação afetiva ao Benfica.

A defesa de Rui Pinto sustenta que a suspeita quanto à imparcialidade do juiz Paulo Registo “não se funda nem em suspeitas na distribuição dos processos, nem na sua mera filiação clubística, nem no clube do qual supostamente são adeptos os arguidos, nem sequer a circunstância de o denominado processo e-toupeira ter sido distribuído ao coletivo de integra”.

No entender dos advogados há outras razões, nomeadamente, “o facto de o juiz ser um ‘fanático ou um ‘fervoroso’ adepto do Benfica, sendo que ao arguido Rui Pinto é imputada, nestes autos, a autoria do blog ‘Mercado do Benfica’, que deu origem a processo (s) contra o Benfica e seus funcionários que correm pelos tribunais portugueses”.

Outro dos motivos invocados prende-se com a alegada violação do dever de reserva do magistrado.

“O Sr. Juiz, numa evidente violação do dever de reserva a que está obrigado, já ter tomado uma posição pública de condenação sobre o caso – apoiando publicações nas redes sociais que apelidam Rui Pinto de ‘pirata’ – e a ex-eurodeputada Ana Gomes – que tem sido uma das mais importantes vozes a apoiar a causa do arguido – como ‘Ana Heroína Gomes’, em tom evidentemente jocoso”, refere o documento.

O requerimento diz ainda que o facto de o juiz “ter apagado as publicações em causa e decidido ocultar a sua página na rede social Facebook, depois de conhecido o seu fanatismo desportivo ilustrado nas redes sociais, bem como quaisquer comentários por si realizados noutras páginas”, procurando assim “ocultar da opinião pública aquilo que foi divulgado na comunicação social e [nas] redes sociais, e tudo mais que pudesse vir a ser conhecido”, revela “uma inaceitável vontade de ocultar aquilo de que anteriormente se orgulhava”.

Para a defesa não se trata de o juiz ser do Benfica, e os arguidos, Rui Pinto e o advogado Aníbal Pinto, serem do FC Porto.

“Trata-se de o Sr. Juiz, publicamente, já ter feito o seu julgamento, o seu pré-juízo, em relação a, pelo menos, um dos arguidos e de ser um fervoroso adepto do Sport Lisboa e Benfica – e não um mero simpatizante como refere no pedido de escusa -, clube visado no blogue cuja autoria é imputada a Rui Pinto, o que, com grande probabilidade, lhe retira a capacidade de, num caso como os dos autos, ser equidistante e imparcial em relação ao objeto do processo e sujeitos processuais, como o deve ser o julgador”, vincam os advogados.

O requerimento sustenta que existem “motivos sérios e graves que tornam a intervenção do juiz suspeita aos olhos da comunidade”.

“Não se pretende afirmar, de forma alguma, que o Sr. Juiz voluntariamente, intencionalmente ou mesmo conscientemente afaste a imparcialidade no julgamento dos arguidos, mas que, além das legitimas suspeitas da comunidade sobre a impossibilidade da mesma, o próprio Sr. Juiz com a sua atuação após a revelação da sua atuação nas redes sociais, ao apagar e fazer desaparecer os seus ‘posts’ e a sua própria página do Facebook revela um irracionalidade comportamental e um desejo de ‘ficar’ com o processo que não é aceitável e que não é minimamente afastada da forma como apresentou o seu pedido de escusa », salienta a defesa de Rui Pinto.

Os advogados referem ainda que a atuação suspeita do juiz “é reforçada de forma particularmente grave » quando, no seu incidente de escusa perante o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), “omite tal factualidade, podendo, assim, induzir em erro o tribunal superior”.

Caberá agora ao TRL decidir se aceita os pedidos de escusa e de recusa.

Em janeiro deste ano, o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa decidiu levar a julgamento o advogado Aníbal Pinto (apenas pelo crime de tentativa de extorsão à Doyen), e Rui Pinto, que está em prisão domiciliária, por 90 crimes de acesso ilegítimo, acesso indevido, violação de correspondência, sabotagem informática e tentativa de extorsão, mas deixou cair 57 dos 147 crimes pelos quais o arguido havia sido acusado pelo Ministério Público.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: Bruxelas pede fim dos limites às viagens na UE “o mais rápido possível”

Alfa/Lusa

A Comissão Europeia pediu hoje aos Estados-membros para levantarem restrições às viagens na União Europeia (UE) “o mais rapidamente possível”, de forma a permitir a retoma do turismo europeu, estimando perdas de faturação de 50% devido à pandemia.

“De forma a permitir que o turismo seja retomado, o colégio [de comissários] considera que as restrições às viagens devem ser levantadas o mais rapidamente possível, evitando discriminações com base nas nacionalidades e tendo em conta os desenvolvimentos epidemiológicos”, declarou a vice-presidente da Comissão Europeia Věra Jourová, responsável pelas pastas dos Valores e Transparência, em conferência de imprensa a partir de Bruxelas.

Dando conta que os comissários debateram hoje, na sua reunião habitual de quarta-feira, os impactos da covid-19 no turismo, a responsável precisou que “este ecossistema pode perder até 50% da sua faturação em 2020”.

Este é um dos setores que mais pesa no Produto Interno Bruto (PIB) europeu, num total de 10%, representando 27 milhões de empregos diretos e indiretos.

Frisando que “é óbvio que não deve haver discriminação por nacionalidades e seleção de quem pode entrar no país e de quem não pode”, no período pós-pandemia, Věra Jourová indicou que “os serviços da Comissão estão a trabalhar em diretrizes concretas” para o setor do turismo, nomeadamente no que toca aos transportes, orientações que serão divulgadas nos próximos dias e a pensar no próximo verão.

“Estas diretrizes são necessárias para permitir que os operadores de mercado, especialmente as pequenas e médias empresas, se prepararam para o momento em que as restrições forem, gradualmente, levantadas”, apontou a vice-presidente do executivo comunitário.

Segundo Věra Jourová, “os maiores desafios” do setor são, atualmente, a liquidez das empresas, a confiança dos consumidores, as consequências das restrições e os impactos relacionados com o desemprego.

E, de acordo com a responsável, “há zonas [da Europa] mais afetadas do que outras, com particular impacto no sul”, incluindo países como Portugal, Espanha e Itália.

Věra Jourová defendeu, por isso, “grandes investimentos públicos e privados, a nível europeu e nacional”, no setor do turismo, bem como “apoios temporários” por parte dos países da UE.

Para a responsável pelas pastas dos Valores e Transparência, urge também “clarificar as regras aplicáveis aos reembolsos e ao uso de ‘vouchers’ em casos de cancelamentos devido à covid-19, no âmbito das legislações de direitos dos passageiros e das viagens turísticas”.

Além disso, “as ações para tornar os ‘vouchers’ mais atrativos podem atenuar a pressão junto dos operadores, enquanto se garante o total respeito pelos direitos dos passageiros”, adiantou Věra Jourová.

Com o turismo europeu estagnado devido às medidas restritivas adotadas pelos Estados-membros da UE para tentar conter a propagação da pandemia (incluindo limitações nas viagens entre países), este é um dos setores mais afetados pela covid-19, sendo estimada uma queda de 39% nas viagens de turismo para toda a Europa em 2020, comparando com o período homólogo anterior, o equivalente a menos 287 milhões de chegadas internacionais, segundo um estudo da Oxford Economics.

Assumindo que a covid-19 afeta o turismo europeu durante oito meses, entre alturas de confinamento e de levantamentos faseados das restrições, esta entidade prevê que Portugal seja um dos mais afetados pela paragem no setor, nomeadamente por ter 16,5% do PIB nacional afetado direta ou indiretamente pelos serviços turísticos.

De acordo com a Oxford Economics, em Portugal deverão registar-se menos sete milhões de entradas internacionais este ano, em comparação com 2019, o equivalente a uma queda de 40%.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 217 mil mortos e infetou mais de 3,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Covid-19/Portugal. Mais 25 mortos em 24h, 183 casos e 81 recuperados

Covid-19: continua o « planalto » em Portugal (mais 25 mortos, 183 casos e 81 recuperados).

Informação oficial: Covid-19: Portugal com 973 mortos e 24.505 infetados

 

Portugal regista nesta quarta-feira, 29,  973 mortos associados à covid-19, mais 25 do que na terça-feira, e 24.505 infetados (mais 183), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Um mundo melhor com os mesmos líderes? Opinião

OPINIÃO 

Um mundo melhor com os mesmos líderes?

Sim, o mundo precisa de mudar e as transformações que a pandemia está a causar nas nossas sociedades poderão constituir um momento único para corrigir muitas das distorções dos sistemas políticos, financeiros e de governação global, criando, acima de tudo, uma verdadeira ética da solidariedade e da cooperação entre nações e organizações multilaterais.

Há uma enorme vaga de esperança que o mundo pós-covid-19 vai renascer mais justo e harmonioso, porque os seres humanos terão aprendido as muitas lições desta crise. Este sentimento tão presente nos tempos que correm é um sinal evidente do caminho errado que o mundo estava a seguir, mergulhado em tensões e egoísmos nacionais, caótico e sem rumo, indiferente ao destino das pessoas, dos direitos humanos, da democracia e dos equilíbrios do planeta.

A julgar pelas reações à pandemia, as pessoas pareciam sentir-se como os ratos que seguiam sonambulamente o flautista de Hamelin, ignorando que estavam a ser conduzidos para o abismo, sem força cívica ou política para contrariar um caminho amplamente reconhecido como errado, mas impossível de inverter por esbarrar em líderes medíocres e autocráticos, amigos do confronto e da provocação, hostis à ética na política e aos avisos da ciência.

Esta crise mostra claramente que os países são incapazes de resolver sozinhos fenómenos globais, e são muitos os que não conhecem fronteiras, como o clima, a criminalidade, o terrorismo, as desigualdades económicas e sociais, o cibercrime. O mais razoável, por isso, seria aproveitar agora o momento para reconhecer que a melhor resposta a esta pandemia e a outros fenómenos globais é a cooperação e a solidariedade em todos os domínios, sem preconceitos geográficos ou políticos, entre nações, organizações multilaterais e potências.

O grande problema, porém, é que esta pandemia vai tirar centenas de milhares de vidas, devastar as economias e transformar as nossas sociedades, mas os atuais donos do mundo, que pautam muitas das suas ações pela falta de ética e de princípios, muito provavelmente vão continuar a mandar e a usar o seu poder com a mesma perversidade de sempre, apostados em derrotar o multilateralismo e em dividir para reinar.

Independentemente da devastação que a pandemia cause, continua a haver demasiados conflitos sangrentos e cinismo e indiferença perante o destino dos outros. Entre o nacionalismo narcisista de Trump que não quer saber do resto do mundo e a barbárie de Bashar al-Assad, que destruiu o seu povo e o seu país perante a ignominiosa indiferença da comunidade internacional, cabe um vasto leque de lideranças políticas que não auguram nada de bom para o futuro, como se depreende do aumento de regimes autoritários de várias matizes.

E é precisamente por ser este o estado do mundo que as organizações multilaterais como a ONU e as suas agências como a OMS, a FAO e os refugiados ou a OMC estão enfraquecidas e sem capacidade para desempenhar cabalmente o seu papel para combater os conflitos e a má governação, a pobreza, a carência alimentar, a debilidade dos sistemas de saúde e educação, o drama dos refugiados e dos migrantes, as alterações climáticas.

A própria União Europeia tem ainda muito trabalho a fazer para ultrapassar os egoísmos nacionais e os preconceitos entre o norte e o sul, entre os antigos e novos Estados-membros, não obstante ser, mesmo assim, uma das poucas organizações capazes de trazer uma ética humanista fundamental para o desenvolvimento global.

Sim, o mundo precisa de mudar e as transformações que a pandemia está a causar nas nossas sociedades poderão constituir um momento único para corrigir muitas das distorções dos sistemas políticos, financeiros e de governação global, criando, acima de tudo, uma verdadeira ética da solidariedade e da cooperação entre nações e organizações multilaterais.

O autor escreve segundo o novo acordo ortográfico

Covid-19 e as associações portuguesas em França. « Como bailar a um metro de distância? ». Opinião

O Covid-19 pode matar boa parte das associações portuguesas em França.

Como se vai bailar com os pares a mais de um metro de distância?, pergunta Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal.

Crónica de Carlos Pereira para ouvir nesta quinta-feira, 30, na Rádio Alfa.

Covid-19: Governo francês admite preocupação com síndrome em crianças (doença inflamatória grave)

Covid-19: Governo francês admite preocupação com síndrome em crianças

Covid-19: Governo francês admite preocupação com síndrome em crianças

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O ministro da Saúde de França, Olivier Véran, garantiu hoje levar “muito a sério” o aparecimento no país de casos de crianças com doença inflamatória grave, mas sublinhou não haver ainda provas que a associem ao novo coronavírus.

As autoridades de saúde britânicas lançaram na segunda-feira um alerta sobre um aumento do número de crianças com sintomas semelhantes à doença de Kawasaki, uma síndrome vascular que afeta crianças pequenas, cuja causa permanece desconhecida.

Foram também registados casos em Itália, Espanha e Suíça, disse Olivier Véran, referindo ter recebido o alerta de Paris, onde foram detetadas cerca de 15 crianças, de todas as idades, com sintomas da doença.

“Têm febre, distúrbios digestivos e inflamação vascular generalizada que pode causar insuficiência cardíaca [mas] que eu saiba, felizmente nenhuma criança morreu dessas doenças raras”, afirmou o ministro.

Algumas dessas crianças “em França e em Inglaterra, mas não todas, provaram ser portadoras do coronavírus”, admitiu Olivier Véran, reconhecendo que isso causa “uma certa preocupação e obriga a alguma vigilância”.

“Eu levo isso muito, muito a sério. Não temos absolutamente nenhuma explicação médica neste momento. Será que se trata de uma reação inflamatória que desencadeia uma doença preexistente em crianças infetadas com o vírus ou outra doença infecciosa? Há muitas perguntas” no ar.

“Quero mobilizar a comunidade científica e de saúde em França e no estrangeiro para obter o máximo de dados possível que permitam verificar se há motivos para estabelecer uma ligação entre o coronavírus e esta condição” que surge em algumas crianças.

O ministro confirmou ainda a reabertura das escolas em França, agendada para 11 de maio, lembrando ainda que, desde o início da pandemia, a covid-19 teve pouco impacto nas crianças e que casos graves só se desenvolveram em crianças com doenças subjacentes.

Na terça-feira, as associações de pediatria do Reino Unido, da Itália e de Espanha pediram aos médicos do setor para estarem atentos a crianças que apresentem uma condição inflamatória rara porque a doença pode estar ligada ao novo coronavírus.

O primeiro alerta partiu, no início da semana, da Associação de Pediatras de Cuidados Intensivos do Reino Unido, mas foi, entretanto, secundada pela Associação Espanhola de Pediatria e pela Sociedade Italiana de Pediatras.

Segundo as autoridades do Reino Unido, “nas últimas três semanas houve um aumento aparente, em Londres e também em outras regiões do Reino Unido, do número de crianças de todas as idades com um estado inflamatório multissistémico que requer cuidados intensivos”.

Segundo a Sociedade Britânica de Cuidados Intensivos Pediátricos, há “uma preocupação crescente” de que uma síndrome relacionada com a covid-19 esteja a surgir em crianças, consideradas, até agora, menos vulneráveis ao risco de desenvolver complicações ligadas ao novo coronavírus.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 215 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 840 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (58.351) e mais casos de infeção confirmados (mais de um milhão).

Seguem-se Itália (27.359 mortos, mais de 201 mil casos), Espanha (23.822 mortos, perto de 211 mil casos), França (23.660 mortos, cerca de 169 mil casos) e Reino Unido (21.678 mortos, mais de 161 mil casos).