Conselho das Comunidades na Europa pede ao Governo apoios para o ensino da língua e para associações

 O Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa (CRCPE) reuniu on-line esta segunda-feira dia 27 de abril, e enviou duas moções à Sra. Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, sobre:
– Apoio às associações portuguesas neste período de pandemia mundial
– Apoio à rede oficial do Ensino de Português no Estrangeiro no atual contexto de pandemia mundial

 

  1. Moção: apoio à rede oficial do Ensino de Português no Estrangeiro no atual contexto de
    pandemia mundial.

Exma. Sra. Berta Nunes,
Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas,
(c/cópia ao Chefe do Gabinete do Ministro da Educação)

A pandemia de COVID-19 obrigou ao encerramento generalizado de escolas, faculdades e
universidades em vários países da Europa, o que também levou o Instituto Camões a
suspender as aulas presenciais da rede oficial do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE), e
recorrer posteriormente ao ensino à distancia como principal alternativa.
Quer seja no ensino integrado ou no ensino paralelo, existem grandes incertezas quanto às
inscrições de alunos para o próximo ano letivo.
De facto, as inscrições dependem não só do bom e normal funcionamento das escolas dos
países de acolhimento, mas também da possibilidade, para muitos pais, de encontrar
presencialmente os professores de modo a proceder à inscrição dos filhos. Por estes motivos,
o número de inscrições para o próximo ano letivo está hoje muito aquém do habitual, mesmo
que a data limite para as inscrições tenha sido prolongada para o dia 31 de maio.
Todo este contexto poderá levar a uma dramática redução do número de alunos no próximo
ano letivo e, consequentemente, do número de professores que compõem a rede do EPE.
Ao abrigo da Lei n°66-A/2007, de 11 de dezembro do Conselho das Comunidades
Portuguesas, nomeadamente do artigo 2° respeitante às suas competências, o Conselho
Regional das Comunidades Portuguesas na Europa vem por este meio e por iniciativa própria,
propôr ao membro do Governo responsável pelas áreas da emigração e das comunidades
portuguesas os seguintes 6 pontos:
– Definir, para o fim do presente ano letivo, um enquadramento claro para os
professores e os alunos do EPE, nomeadamente para aqueles que estejam em países
em que as aulas irão proximamente recomeçar;
– Concertar medidas com as autoridades competentes dos países de acolhimento, mais
particularmente no que diz respeito à garantia das condições de segurança para alunos
e professores, que proporcionem a oportuna reabertura das aulas do EPE quando a
conjuntura assim o permitir;

– Providenciar, no ensino paralelo, em concertação com as autoridades dos países de
acolhimento, todo o material sanitário necessário e comunicar a logística apropriada
para um bom desenrolar das aulas, caso for decidido o recomeço destas;
– Prolongar a data limite das inscrições no sentido de se evitar uma drástica redução do
número de alunos inscritos para o próximo ano letivo e consequentemente, uma não
menos drástica redução do número de docentes;
– Disponibilizar gratuitamente, aos alunos do EPE, a plataforma Português Mais Perto
para o ano letivo em curso;
– Promover a criação, à imagem do que acontece em Portugal, do ensino à distância
através da televisão, nomeadamente da RTP Internacional, com o objetivo de
responder às necessidades dos alunos que não têm recurso às novas ferramentas
tecnológicas em casa, ou idade suficiente para lidar com tais ferramentas.

Pedro Rupio
Presidente do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa

 

2. Moção: apoio às associações portuguesas neste período de pandemia mundial.

Exma. Sra. Berta Nunes,
Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas,

A pandemia de COVID-19 tem tido efeitos consideráveis no dia-a-dia de inúmeras sociedades
do mundo. Na Europa, muitos são os Governos que tomaram medidas que obrigaram os
cidadãos a uma nova vida repleta de limitações e contigencias.
Algumas dessas medidas levaram que grande parte das associações de portugueses residentes
no continente europeu tivesse que fechar temporariamente as portas de modo a respeitar as
recomendações dos Governos dos países de acolhimento.
O sucedido tem colocado muitas associações em situação precária, tendo sido alguns casos
comunicados a este Conselho Regional.
Ao abrigo da Lei n°66-A/2007, de 11 de dezembro do Conselho das Comunidades
Portuguesas, nomeadamente do artigo 2° respeitante às suas competências, o Conselho
Regional das Comunidades Portuguesas na Europa vem por este meio e por iniciativa própria,
propôr ao membro do Governo responsável pelas áreas da emigração e das comunidades
portuguesas que uma especial atenção seja dada a esta problemática pela importancia que
representam as nossas associações no estrangeiro, nomeadamente como espaços de
participação, de cidadania e de divulgação da língua e cultura portuguesas junto das
comunidades portuguesas emigradas na Europa.
Consideramos fundamental que o Governo da República Portuguesa possa prestar todo o
apoio possível de modo a limitar os constrangimentos pelos quais as associações irão
provavelmente passar nos próximos tempos. Desta forma, acreditamos que as nossas
associações terão maiores possibilidades de ultrapassar esta crise extraordinária e poder assim
continuar a desenvolver um importante e imprescindível papel social e cultural junto das
portuguesas e dos portugueses residentes na Europa. Nestes termos, solicitamos a Vossa
Excelencia a criação de uma linha de apoio financeiro ao associativismo português na
Diáspora.

Pedro Rupio
Presidente do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa

Covid-19. Acabaram os beijos e os abraços. Um olhar pode transmitir todo o amor do mundo

Pelo menos durante algum tempo, vamos todos andar de máscara nos locais públicos e ter de nos cumprimentar à distância, como os japoneses.

Não tenham problema: Um olhar pode transmitir todo o amor do mundo.

Ouça aqui a última crónica de Daniel Ribeiro:

Governo não tem “números fiáveis” de quantos portugueses estão infetados no estrangeiro

Governo não tem “números fiáveis” de quantos portugueses no estrangeiro estão infetados. Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma ter conhecimento de alguns casos e sublinha que, por vezes, os casos não são reportados aos postos consulares – não há “qualquer obrigação legal de o fazer”.

Aeroporto de Lisboa TIAGO MIRANDA

Alfa/Expresso. Por Marta Gonçalves

O Governo não sabe ao certo quantos portugueses no estrangeiro estão infetados com a covid-19. Questionado pelo Expresso, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) confirma ter conhecimento de alguns casos, no entanto “não é possível dispor de números fiáveis” para fazer um balanço.

“Esta situação deve-se, em primeiro lugar, ao facto de grande parte dos países não distinguirem os infetados por critérios de nacionalidade. Por outro lado, os cidadãos ou as famílias também não comunicam os casos de infeção aos postos consulares, nem têm qualquer obrigação legal de o fazer”, explica fonte do MNE.

Esta semana, a SIC deu conta do caso de pelo menos oito portugueses – dois deles infetados pelo novo coronavírus – que estão a bordo do navio de cruzeiro Costa Atlântica, de bandeira italiana, atracado em Nagasaki, no Japão.

O mais recente boletim da Direção-Geral da Saúde dá conta de 24.322 pessoas infetadas em Portugal desde que começou a pandemia. Destas 936 estão internadas (172 nos cuidados intensivos). Morreram 948 pessoas. Registam-se 1.389 recuperações.

Covid-19/Guiné Bissau: Primeiro-ministro e outros membros do Governo infetados

Covid-19: Primeiro-ministro da Guiné-Bissau e outros membros do Governo infetados

Covid-19: Primeiro-ministro da Guiné-Bissau e outros membros do Governo infetados

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O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Nabian, e pelo menos mais três membros do seu Governo estão infetados com a doença covid-19, disse hoje o ministro da Saúde, António Deuna, na televisão pública do país.

Segundo fonte governamental contactada pela Lusa, além do primeiro-ministro, testaram também positivo ao novo coronavírus o ministro do Interior, Botche Candé, o secretário de Estado da Ordem Pública, Mário Fambé, e a secretária de Estado do Ambiente e Biodiversidade, Mónica Buaro.

A mesma fonte disse que vai requisitar uma unidade hoteleira para instalar as pessoas do elenco governamental que estão infetadas com covid-19.

MSE // SR

Covid-19: Retoma do futebol em Portugal decidida nos próximos dias – Fernando Gomes

A retoma das competições de futebol profissional em Portugal será decidida « nos próximos dias », garantiu hoje o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, após uma reunião com o primeiro-ministro.

À saída do encontro com António Costa e os presidentes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, bem como os presidentes de FC Porto, Benfica e Sporting, Gomes garantiu que a decisão será analisada « entre técnicos da FPF, com a Liga e as autoridades de saúde ».

A postura final poderá ser anunciada na quinta-feira, avançou, pelo primeiro-ministro, quando este revelar ao país « um conjunto de medidas para diminuir o confinamento », mas apenas « se os trabalhos com a Direção-Geral da Saúde » conduzirem os técnicos de saúde, liderados por Adalberto Campos Fernandes, a uma « posição definitiva ».

A possibilidade de usar menos estádios, e fazê-lo numa localização geográfica mais confinada, « enquadra-se na avaliação do risco », explicou Fernando Gomes em São Bento, e na tentativa de aferir « a prudência da retoma ».

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 212 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 832 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 948 pessoas das 24.322

confirmadas como infetadas, e há 1.389 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

 

Alfa/Lusa.

 

Futebol/França. Fim da temporada 2019-2020 na Ligue 1 e Ligue 2

O Estado francês decretou o final da temporada 2019-2020 da Ligue 1 e Ligue 2. As decisões sobre os campeões, subidas e acesso à Europa serão tomadas pelas instituições que regem o futebol francês.

A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro Edouard Philippe e terá efeito imediato.
Desta forma, a Ligue 1 e Ligue 2 já só regressarão, à partida, para a temporada de 2020-2021.
Na data da suspensão das referidas ligas de futebol, o Paris Saint-German ocupava o primeiro lugar, enquanto o Marselha, de André Vilas-Boas, era o segundo da tabela e o Stade Rennais o terceiro.
Na Ligue 2, duas equipas lutavam pelo topo da classificação, o Lorient (primeiro lugar), o Lens (segundo), sendo o AC Ajaccio o terceiro da classificação.

Covid-19/França. Desconfinamento limitado. Museus, cafés, restaurantes e teatros fechados até junho

Covid-19/França

Desconfinamento progressivo. Museus, cafés, restaurantes e teatros fechados até junho

Alfa/Expresso (adaptação). Por Daniel Ribeiro

Primeiro-ministro, Édouard Philippe: “vamos ter de viver com o vírus entre nós”. Anuncia desconfinamento “geográfico” mais facilitado em regiões menos atingidas e reabertura de escolas, sob condição, a partir de 11 de maio. Experimentação e testes até 7 de maio poderão adiar reabertura de escolas e comércios de proximidade. Centros comerciais continuam fechados.

Se abrirem, como previsto no plano anunciado, as escolas terão de respeitar um máximo de 15 alunos por aula e máscaras serão obrigatórias para os alunos e professores, salvo para as crianças do pré-escolar.

Numa declaração de uma hora, na Assembleia Nacional, o chefe do Governo francês indicou que o lema é “proteger, testar e isolar”.

Uso de máscaras passará a ser obrigatório nos transportes, em espaços públicos e nos táxis e veículos de aluguer sem distintivo.

Comércios de “proximidade” vão abrir a partir de 11 de maio, incluindo as célebres feiras de rua nas cidades, mas será obrigatório o distanciamento social de pelo menos um metro entre as pessoas e o uso de máscara pelos clientes é recomendada.

Sobre a reabertura de cafés, restaurantes, cinemas, teatros e museus decisão será tomada no fim de maio. Campeonatos de futebol e outros acontecimentos desportivos só terão lugar em setembro.

Nos funerais serão aceites no máximo 20 pessoas depois de 11 de maio e o PM pediu que festas de casamentos sejam adiadas. Não terão lugar também cerimónias religiosas com presença de fiéis, em França, até dois de junho.

Manifestações estão proibidas em França até nova ordem.

Nos transportes públicos são obrigatórias regras de distanciamento – metros, comboios, autocarros, elétricos circularão com metade da lotação habitual e as máscaras serão obrigatórias.

Quando às visitas a idosos, Édouard Philippe pediu “paciência” e anunciou que serão tomadas precauções para as “visitas privadas”.

Praias francesas estarão fechadas até dois de junho e parques e jardins apenas serão abertos partir de 11 de maio mas só nas zonas geográficas menos atingidas pelo vírus.

Num tom grave, Édoaurd Philippe acrescentou que o teletrabalho é para continuar e que se mantêm restrições à circulação de pessoas, mesmo depois de 11 de maio. Sublinhou aliás que o fim parcial do confinamento previsto para este dia só acontecerá depois de estudos feitos alguns dias antes.

Covid-19: Fim do confinamento em França começa a 11 de maio com restrições até 2 de junho

O fim do confinamento em França deverá começar a 11 de maio, anunciou hoje o primeiro-ministro, afirmando que “é preferível” usar máscara, o teletrabalho é para continuar e certas restrições de deslocações mantêm-se até 02 de junho.

O primeiro-ministro, Édouard Philippe, apresentou hoje o seu plano para o fim do confinamento na Assembleia Nacional, perante cerca de 75 deputados e vários ministros do Governo.

Philippe afirmou que manter o confinamento poderia levar a « efeitos prejudiciais » para o país, mas avisou que a data prevista para o seu fim, 11 de maio, só acontecerá se estiverem reunidas as condições necessárias.

« Se os indicadores não forem o que esperamos até lá, não haverá fim do confinamento a 11 de maio », afirmou Edouard Philippe.

Uma das maiores dúvidas para os franceses é a política adotada face ao uso de máscaras. Philippe indicou que a compra de máscaras para o grande público por parte das regiões vai ser comparticipada em 50% pelo Governo e que máscaras laváveis vão ser postas à venda através do site da La Poste, os correios franceses.

 

 

 

Alfa/Lusa.

 

Covid-19/Portugal: 20 mortes em 24h, o mais baixo em 22 dias

Covid-19: Número de mortes mais baixo em 22 dias. Marcelo avisa: « Fim da emergência não é o fim do surto »

Informação oficial: 20 mortes na segunda-feira, o registo mais baixo desde 6 de abril.

O boletim da Direção-Geral da Saúde regista mais 20 mortes, 295 casos de covid-19 e 32 recuperações em Portugal, esta quarta-feira.

Desde 6 de abril, quando se registaram 16 óbitos, que o número absoluto não era tão baixo. Em termos relativos, trata-se da menor evolução em relação à véspera (2,2%), ligeiramente menor do que o registado há dois dias (2,6%).

No total, há agora 24.322 infetados, 948 mortos e 1.389 recuperados.

A taxa de crescimento dos infetados, é de 1,2%, superior à de ontem (0,7%), mas ainda assim abaixo da média dos últimos dias.

Em Portugal, no total, há agora 24.322 infetados, 948 mortos e 1.389 recuperados. Esta terça-feira registou-se a maior queda do número de internados em abril e voltaram a bater-se mínimos do mês em termos de infetados nos cuidados intensivos.

Pr Marcelo avisa: « Fim da emergência não é o fim do surto »

Covid-19. Vamos cumprimentar-nos à japonesa. Opinião

Covid-19. O mundo mudou. Vamos viver com o vírus no meio de nós.

Pelo menos durante algum tempo, vamos todos andar de máscara nos locais públicos e ter de nos cumprimentar à distância, como os japoneses.

Não tenham problema: Um olhar pode transmitir todo o amor do mundo.

Crónica de Daniel Ribeiro para ouvir na Rádio Alfa na quarta-feira, 29.

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