António Costa contra « nervosismos » no 25 de abril: « Sigam o exemplo da Igreja »

António Costa contra « nervosismos » no 25 de abril: « Sigam o exemplo da Igreja » – Expresso, por Ângela Silva. António Costa encontrou-se com o cardeal Patriarca e saíu a aconselhar « o exemplo da Igreja ». O primeiro-ministro não quis tomar posição sobre a comemoração do 25 de abril no Parlamento: « Está tudo a ficar excessivamente nervoso », « não é momento de divisões ».

« Estamos a chegar a uma fase em que (…) em que está tudo a ficar talvez excessivamente nervoso para o que é recomendável, depois da forma exemplar como temos vivido ». À saída de um encontro com o Cardeal Patriarca de Lisboa, o primeiro-ministro recusou pronunciar-se sobre as comemorações do 25 de Abril no Parlamento – « não me quero pronunciar sobre a vida interna da Assembleia » – e sugeriu que se seguisse « o exemplo que a Igreja tem dado ».

« Não é momento de divisões, é momento de nos mantermos unidos e de seguir o exemplo que a Igreja Católica tem dado. Relativamente a como se deve viver a fé de cada um, cumprindo as regras contra a pandemia », afirmou António Costa.

Sobre a vida interna do Parlamento e sem querer dizer o que pensa da realização das comemorações do 25 de abril que está a alimentar acesa polémica, Costa limitou-se a dizer: « Registo que a Assembleia tem vindo a manter o seu funcionamento normal, com os condicionamentos próprios desta circunstância ».

Sobre a reunião com D. Manuel Clemente, o primeiro-ministro apontou que maio “é um mês particularmente importante para a Igreja Católica” e, por essa, razão, está a ser mantido o diálogo entre o Governo e a Igreja para perceber como acomodar celebrações com as medidas de distanciamento social necessárias, nomeadamente as celebrações do 13 de Maio, em Fátima.

Covid-19/Portugal: Aulas na televisão (Telescola) regressam hoje para 850 mil alunos

Covid-19: Aulas na televisão regressam hoje para 850 mil alunos – Lusa

Covid-19: Aulas na televisão regressam hoje para 850 mil alunos

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Mais de 850 mil alunos do ensino básico contam a partir de hoje e durante o terceiro período com aulas de apoio através da televisão, e vão aprender com professores à distância devido à pandemia de covid-19.

Entre as 9:00 e as 17:30, mais de uma centena de professores vão entrar nas casas dos alunos que poderão aprender sem sair do sofá.

São 112 docentes de seis escolas públicas, duas privadas e da ciberescola, no âmbito do programa #Estudo Em Casa, um conjunto suplementar de recursos educativos, criado pelo Ministério da Educação, e que hoje começa a ser transmitido diariamente pela RTP Memória.

As aulas começam às 9:00 para os mais pequenos e terminam às 17:30 depois das matérias dadas aos do 9.º ano. A grelha horária está disponível em https://www.rtp.pt/estudoemcasa-apresentacao/

A maioria dos alunos tem uma hora de aulas por dia, dividida em dois blocos de 30 minutos. Os professores dos alunos do 1.° e 2.° anos são os primeiros a aparecer no ecrã, surgindo depois as matérias para os do 3.° e 4.° anos.

Ao final da manhã, é a vez dos docentes das turmas do 5.º e 6.° anos. Durante a tarde, as primeiras matérias são para os do 7.º e 8.° anos e, finalmente, há um bloco só para os alunos do 9.° ano.

Desde 16 de março que todos os estabelecimentos de ensino estão encerrados, por decisão do Governo para tentar controlar a disseminação do novo coronavírus, que já infetou cerca de 20 mil pessoas em Portugal.

Mais de dois milhões de crianças e jovens, desde creches ao ensino superior, ficaram em casa e a maioria tem aulas à distância através de plataformas ‘online’ ou trocas de ‘emails’ com os seus professores.

No entanto, há quem não tenha Internet ou equipamentos para poder acompanhar as aulas. O problema é mais dramático entre os alunos até aos 15 anos.

Com base em dados do INE de 2019 sobre famílias com filhos com menos de 15 anos que vivem em habitações sem acesso à Internet, os economistas Hugo Reis e Pedro Freitas concluíram que, só no ensino básico, haverá cerca de 50 mil alunos nesta situação.

Os números constam de um artigo publicado no site da Iniciativa Educação, um projeto da família Soares do Santos.

Os diretores escolares acreditam que o projeto de ensino pela televisão será aproveitado pela grande maioria dos professores, mesmo os que não têm alunos “desligados”.

“É um complemento às aulas que estão a dar e acho que ninguém o vai desperdiçar. Vão usar os alunos que não têm Internet e os outros também”, contou à Lusa Filinto Lima, diretor de um agrupamento de escolas de Vila Nova de Gaia e presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

Há mais de 850 mil estudantes no ensino básico e os que estiverem a ter aulas com os seus professores durante o #Estudo em Casa poderão rever as matérias mais tarde através da RTPPlay.

Desta forma, o Ministério espera conseguir chegar aos alunos que estavam a ficar fora do sistema, repetindo um modelo semelhante ao que nasceu na década de 60, quando faltavam escolas e transportes públicos que permitisse a todos irem às aulas.

Na altura, a Telescola dirigia-se apenas para os alunos que queriam fazer o 5.º e 6.º anos, já que a maioria dos portugueses deixava de estudar quando terminava a “Primária” (1.º ciclo).

Em 1965, quando começaram as transmissões da Telescola, havia pouco mais de um milhão de alunos no ensino básico. Destes, apenas 72 mil estavam inscritos no 2.º ciclo. Agora são quase três vezes mais: há quase 200 mil alunos a frequentar o 5.º e 6.º anos.

Há meio século, milhares de crianças assistiam às emissões diárias a preto-e-branco que começavam depois do almoço nas primárias ou centros paroquiais. Os alunos tinham vários professores na televisão, mas apenas um de apoio na escola.

Agora, as aulas serão todas a cores: quer na televisão quer através dos computadores, telemóveis ou ‘tablets’, onde poderão encontrar diariamente os professores.

Os alunos do básico só deverão voltar a ter aulas presenciais em setembro, já que o Governo prevê apenas a hipótese de regresso às escolas este ano letivo para os alunos do 11.º e 12.º anos, assim como para os estudantes do ensino superior.

O Governo decretou o estado de emergência a 19 de março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 02 de maio. O diploma prevê a possibilidade de uma « abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais ».

25 e 27 de abril. Duas datas, revolução e Fernão de Magalhães. O papel de Portugal na história do mundo

25 e 27 de abril. Duas datas, revolução e aniversário da morte de Fernão de Magalhães, em combate numa ilha obscura do arquipélago das Filipinas.

Reflexão do curador e historiador de arte, João Pinharanda, sobre o papel de Portugal na história do mundo.

Ouça aqui a última crónica do diretor do Instituto Camões em Paris:

Covid-19: Costa e patriarca de Lisboa preparam hoje regresso de missas, peregrinações e catequese

Covid-19: Costa e patriarca de Lisboa preparam nesta segunda-feira, 20, regresso de missas, peregrinações e catequese – Alfa/Expresso/Lusa

Cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente Foto ANTÓNIO COTRIM

O primeiro-ministro vai reunir-se com o cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, esta segunda-feira, para « preparar o levantamento das limitações às celebrações religiosas ».

Esta segunda-feira pela manhã, o primeiro-ministro António Costa vai encontrar-se com o cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, para « perceber qual a melhor forma de preparar o levantamento das limitações às celebrações religiosas », disse à Lusa fonte do gabinete de António Costa. O encontro terá lugar no Seminário dos Olivais, pelas 09:00 e terá este como « tema único ».

A notícia foi avançada pela Rádio Renascença ao início da tarde (de domingo).

Em 13 de março, ainda antes de ser decretado o estado de emergência em Portugal, a Conferência Episcopal Portuguesa, presidida igualmente por Manuel Clemente, decidiu suspender as missas, catequeses e outros atos de culto até que esteja superada a atual crise sanitária devido à pandemia de covid-19.

Em 06 de abril, o Santuário de Fátima anunciou que a Peregrinação Internacional Aniversária de maio será este ano celebrada sem a presença física de peregrinos, mas que se mantêm as principais celebrações, que serão transmitidas pelos meios de comunicação social e digital.

O decreto do Governo sobre o terceiro período de estado de emergência em Portugal, que vigora desde sábado e até ao final do dia 02 de maio, mantém quase todas as restrições e regras estabelecidas há quase um mês. Entre elas, mantém-se a proibição da realização de celebrações religiosas e outros eventos de culto que impliquem uma aglomeração de pessoas.

Em Portugal, morreram 714 pessoas das 20.206 registadas como infetadas com covid-19.

Covid-19/França. Braço de ferro: Amazon fecha todos os centros de distribuição em França. Análise

Braço de ferro. Gigante americano, Amazon, fecha todos os centros de distribuição em França após decisão judicial, que empresa contesta.

Sindicatos reclamam falta de proteção contra coronavírus. Empresa diz que vai avaliar futuro e fecha temporariamente as suas atividades em França.

Ouça, esta terça-feira, 21, a análise de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo, sobre este braço de ferro em tempo de confinamento e quarentena, durante o qual as compras online se desenvolveram imenso. Trabalho de 10 mil funcinários também em suspenso.

Covid-19/Portugal. 714 mortos e mais de 20.000 infetados

Covid-19: Portugal com 714 mortos e mais de 20.000 infetados

Covid-19: Portugal com 714 mortos e mais de 20.000 infetados

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Informação oficial:  Portugal regista neste domingo 714 mortos associados à covid-19, mais 27 do que no sábado, e 20.206 infetados (mais 521), indica o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Comparando com os dados de sábado, em que se registavam 687 mortos, hoje constatou-se um aumento percentual de 3,9 por cento.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, os dados da DGS revelam que há mais 521 casos do que no sábado, representando uma subida de 2,6%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (409), seguida pelo Centro (164), pela região de Lisboa e Vale Tejo (126), do Algarve (10) e dos Açores (5), adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sábado.

Covid-19: Trump alerta China para possível responsabilização por pandemia

Covid-19: Trump alerta China para possível responsabilização por pandemia – Lusa

Covid-19: Trump alerta China para possível responsabilização por pandemia

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O Presidente dos Estados Unidos alertou, no sábado, a China para as possíveis consequências se for provado que este país foi « conscientemente responsável » pela pandemia da covid-19.

« Podia ter sido impedida antes de ter começado e não foi », disse Donald Trump durante a conferência de imprensa diária na Casa Branca.

« E agora o mundo inteiro está a sofrer por causa disso », salientou.

Questionado sobre se a China devia sofrer consequências por causa do surto, que surgiu em dezembro na cidade chinesa de Wuhan, Trump disse: « Se foram conscientemente responsáveis, certamente. Se foi um erro, um erro é um erro. Mas se foram conscientemente responsáveis, sim, então devia haver consequências ».

« Foi um erro incontrolado ou foi um erro deliberado? Há uma grande diferença. Em ambos os casos, deviam ter-nos avisado », acrescentou.

O Presidente norte-americano disse esperar para ver o que a investigação chinesa vai concluir, adiantando que os Estados Unidos estão também a fazer investigações.

A administração Trump disse ainda não poder excluir a possibilidade de o novo coronavírus ter sido espalhado acidentalmente a partir de um laboratório de investigação de morcegos em Wuhan.

Trump voltou também a questionar os dados oficiais chineses que mostram que o país sofreu apenas 0,33 mortes por 100 mil habitantes. « Esse número é impossível », sublinhou.

Os Estados Unidos registaram 11,24 mortes por 100 mil pessoas, contra 27,92 para a França e 42,81 para a Espanha, de acordo com um gráfico apresentado na conferência de imprensa.

A administração norte-americana tem acusado, nas últimas semanas, o regime chinês de « ter dissimulado » a gravidade da epidemia da covid-19.

« Nunca houve qualquer dissimulação e nunca autorizaremos qualquer dissimulação », garantiu um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Apesar de reconhecer « atrasos e omissões » no registo das vítimas mortais da covid-19, Zhao Lijian garantiu que as autoridades chinesas tiveram uma « resposta irrepreensível » à crise sanitária no país.

Na sexta-feira, as autoridades chinesas anunciaram que mais 1.290 pessoas morreram em Wuhan, o que eleva o número total de óbitos locais para 3.869. Com esta atualização, o número de vítimas mortais na China subiu para 4.632.

Estes casos não tinham sido ainda contabilizados nas estatísticas oficiais porque, no auge da epidemia na cidade, alguns pacientes morreram em casa, sem terem sido atendidos nos hospitais, então sobrelotados, afirmaram.

Os números oficiais só incluíam, até aqui, mortos nos hospitais, indicaram, na nota difundida nas redes sociais.

Em quase todos os países europeus e nos Estados Unidos, a taxa de letalidade é superior a 10%, quase o dobro do registado pela China, mesmo com esta atualização das autoridades de Wuhan.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 157 mil mortos e infetou mais de 2,2 milhões de pessoas.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (mais de 36 mil) e mais casos de infeção confirmados (mais de 700 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa quatro mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Covid-19: Mais de 100 mil mortos na Europa – AFP

Covid-19: Mais de 100 mil mortos na Europa – Contagem da AFP

Covid-19: Mais de 100 mil mortos na Europa - Contagem da AFP

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A pandemia causada pelo novo coronavírus já provocou mais de 100 mil mortes na Europa, perto de dois terços dos óbitos associados à covid-19 em todo o mundo, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais.

Com um total de 100.501 mortes (para 1.136.672 casos), a Europa é o continente mais duramente afetado pela pandemia de covid-19, que já matou 157.163 pessoas no mundo. A Itália (23.227 mortes) e a Espanha (20.043) são os países mais atingidos na Europa, seguindo-se a França (19.323) e o Reino Unido (15.464), refere o balanço da Agência France Presse (AFP) feito às 19:00 (hora de Lisboa).

Em todo o mundo foram registados pelo menos 2.281.334 casos de covid-19, o que não reflete o número real de contaminações, uma vez que muitos países estão a testar apenas os casos graves.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (37.079) e mais casos de infeção confirmados (mais de 706 mil).

Em Portugal, morreram 687 pessoas das 19.685 registadas como infetadas.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Covid-19: França ultrapassa 19.000 mortos

A França registou 642 mortos nas últimas 24 horas em meio hospitalar e nos lares, perfazendo assim um total de 19.323 mortos desde o início da pandemia, segundo fonte oficial.

Os números do avanço do vírus em França foram divulgados hoje através de comunicado das autoridades gaulesas.

Desde 01 de março, em meio hospitalar morreram 11.842 pessoas em meio hospitalar e nos lares foram registados 7.481 óbitos no mesmo período.

Em França há 30.639 pessoas hospitalizadas devido à covid-19 e 5.833 destes pacientes estão nos cuidados intensivos.

Tanto o número de pessoas hospitalizadas como os pacientes em estado grave tem vindo a descer.

A França registou até agora 111.821 casos de covid-19. Dos que foram tratados em hospital, quase 36 mil foram considerados curados.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 154 mil mortos e infetou mais de 2,2 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 497 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Alfa/Lusa.

Duas datas. 25 e 27 de abril, revolução e aniversário da morte de Fernão de Magalhães. Falemos de Portugal

« Falemos de duas datas »: 25 e 27 de abril.

A « Revolução dos cravos » e o aniversário da morte de Fernão de Magalhães. 

Portugal, o tempo, o presente e o passado.

Crónica de João Pinharanda, curador, historiador de arte e diretor do Instituto Camões em Paris, para ouvir na Rádio Alfa, nesta segunda-feira, 20.