#FicaEmCasa – Em tempos de confinamento Vitor Santos foi por telefone até casa de Tereza Carvalho
Santa Casa da Misericórdia de Paris cancela atividades
Cancelamento das atividades da Santa Casa da Misericórdia de Paris
Um comunicado da Santa Casa da Misericórdia de Paris:
« Os nossos votos de boa saúde e melhor serenidade nesta tão elevada e difícil fase da pandemia que não cessa de fazer vítimas e nos obriga a permanecer confinados em casa.
Prezados amigos da Santa Casa da Misericórdia de Paris
Como devem saber, a Santa Casa da Misericórdia de Paris foi obrigada a cancelar as atividades direcionadas ao público em geral, nomeadamente o lançamento do livro « Jubileu da Santa Casa da Misericórdia de Paris », previsto no Salão Nobre do Consulado de Portugal em Paris no passado mês de março, e a Corrida « Correr para a Misericórdia », que também não poderá ser organizada em 21 de junho próximo como estava programada.
Neste momento, com o confinamento obrigatório de quase todos os elementos mais ativos da Santa Casa da Misericórdia de Paris, não temos meios suficientes para continuar com as atividades de maior proximidade com a segurança sanitária indispensável durante este período mais crítico.
Enquanto esta situação perdurar, a Santa Casa da Misericórdia de Paris pede a cada um dos seus membros para fazer o que seja possível onde estiver sem se esquecer de cuidar de si. Logo que nos possamos reunir, pensaremos em moldes de novos alicerces para reforçar as solidariedades e gostaríamos de continuar a poder beneficiar do vosso apoio.
Com a melhor consideração e estima, enviamos aqui o nosso abraço fraternal.
Pelo Conselho de Administração,
O Provedor,
António Fernandes »
Covid-19/Mundo: Quatro em cada cinco trabalhadores suspensos total ou parcialmente
Covid-19: Quatro em cada cinco trabalhadores suspensos total ou parcialmente – OIT
O mais recente relatório da OIT sobre as repercussões da epidemia no emprego, divulgado hoje, prevê igualmente que 6,7 por cento das horas de trabalho desapareçam já no segundo trimestre de 2020, em todo o mundo. Essas horas equivalem a 195 milhões de trabalhadores a tempo inteiro (dos 3,3 mil milhões em todo o mundo).
Essa redução das horas de trabalho será mais elevada nos Estados Árabes (8,1 por cento, cinco milhões de trabalhadores), na Europa (7,8 por cento, 12 milhões de trabalhadores) e na Ásia e Pacífico (7,2 por cento, 125 milhões de trabalhadores).
A OIT identifica ainda os setores de atividade mais expostos ao risco: alojamento e restauração, manufatura, comércio e atividades comerciais e administrativas.
Esta atualização da OIT (que divulgou um primeiro relatório em 18 de março) estima que 38 por cento da força de trabalho global (1,25 mil milhões de trabalhadores) esteja empregada nos setores de maior risco, já com aumentos “drásticos e devastadores” nos despedimentos e na diminuição de salários e horas de trabalho.
A proporção de trabalhadores naqueles setores varia entre os 43,2 por cento nas Américas e os 26,4 por cento na Ásia e Pacífico, com a Europa a registar uma taxa de 42,1 por cento.
Outras regiões debruçam-se com a desproteção do trabalho informal, que envolve dois mil milhões de pessoas, na maioria em países em desenvolvimento e economias emergentes, e em particular em África.
Ainda que o aumento do desemprego mundial em 2020 dependa, consideravelmente, das “medidas políticas que venham a ser adotadas”, a OIT reconhece, desde já, o “risco elevado” de que a estimativa apontada para que este ano venha a ser “significativamente mais alta” do que a previsão inicial, que apontava para 25 milhões de desempregados.
“A pandemia de covid-19 tem um efeito catastrófico no tempo do trabalho e nos rendimentos, à escala mundial”, resume a OIT, reconhecendo que o seu impacto supera os efeitos da crise financeira de 2008-2009.
A OIT fala na “pior crise mundial desde a II Guerra Mundial”.
Todos os níveis de rendimento sofrerão “enormes perdas”, mas a OIT estima que o maior impacto recaia sobre os rendimentos médio-altos.
Os trabalhadores que continuam a laborar nos serviços públicos, especialmente os profissionais de saúde, estão expostos a “riscos sanitários e económicos significativos” atesta a OIT, reconhecendo ainda que, no setor da saúde, o impacto “afeta desproporcionadamente as mulheres”.
Face à atual situação, “é preciso adotar medidas políticas integradas e de grande escala, centradas em quatro pilares: apoiar as empresas, o emprego e os rendimentos; estimular a economia e o emprego; proteger os trabalhadores no local de trabalho; e utilizar o diálogo social entre governos, trabalhadores e empregadores para encontrar soluções”, recomenda a OIT.
“Os trabalhadores e as empresas enfrentam uma catástrofe, tanto nas economias desenvolvidas como nas economias em desenvolvimento”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, citado no comunicado.
“Temos de agir com rapidez, decisão e coordenação. As medidas certas e urgentes podem fazer a diferença entre a sobrevivência e o colapso”, assinalou, considerando que “este é o maior teste à cooperação internacional em mais de 75 anos”.
Guy Ryder acredita que “as medidas certas” poderão limitar o impacto da crise “e as feridas que deixará”, e defende que os novos sistemas de trabalho que surjam devem ser “mais seguros, mais justos e mais sustentáveis”.
Covid-19: Já regressaram 3/4 dos portugueses no estrangeiro que pediram para voltar
Covid-19: Já regressaram três quartos dos portugueses no estrangeiro que pediram para voltar – Governo (Lusa)
Numa mensagem no Twitter, Augusto Santos Silva fez o ponto da situação do “apoio ao regresso dos portugueses retidos no estrangeiro por voos cancelados, ligações encerradas ou mesmo fronteiras fechadas”.
Nas últimas semanas, prosseguiu o governante, o regresso destes portugueses exigiu um trabalho que envolveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros e toda a rede diplomática e consular portuguesa, um pouco por todo o mundo.
“Já resolvemos mais de três quatros dos pedidos de apoio que tinham sido solicitados. Isso significa cerca de 3.700 portugueses, viajantes ocasionais, turistas, que puderam regressar ao nosso país”, declarou.
Segundo Augusto Santos Silva, a diplomacia portuguesa dedicou “uma especial atenção aos estudantes Erasmus e, à data de hoje, mais de quatro centenas de estudantes que pediram apoio às autoridades portuguesas para regressar o conseguiram fazer”.
Isto significa, adiantou o ministro, que « a quase totalidade dos pedidos de apoio desses estudantes está hoje resolvida”.
“É um esforço muito importante porque implicou ajudar ao regresso de nacionais portugueses que estavam na Europa, como na América, África, na Ásia ou na Oceania”.
Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, “este trabalho ainda não está concluído”.
E ressalvou: “Só quando 100 por cento dos portugueses que pediram apoio tiverem a situação resolvida é que nós descansaremos”.
A covid-19 fez até hoje 345 mortos em Portugal e 12.442 infetados, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 73 mil.
Dos casos de infeção, cerca de 250 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu, com cerca de 696 mil infetados e mais de 53 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 16.523 óbitos em 132.547 casos confirmados até segunda-feira.
A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 13.798 mortos, entre 140.510 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos, com 10.994 mortos, são o que contabiliza mais infetados (368.449).
A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.740 casos e regista 3.331 mortes. As autoridades chinesas anunciaram hoje 32 novos casos, todos oriundos do exterior.
Além de Itália, Espanha, Estados Unidos e China, os países mais afetados são França, com 8.911 mortos (98.010 casos), Reino Unido, 5.373 mortos (51.608 casos), Irão, com 3.603 mortos (58.226 casos), e Alemanha, com 1.434 mortes (95.391 casos).
O número de mortes devido à covid-19 em África subiu para 487, num universo de 10.075 casos registados em 52 países, de acordo com a mais recente atualização dos dados da pandemia no continente.
Covid-19/Portugal. Mais 34 mortos em 24h
Covid-19: Portugal com 345 mortos e 12.442 infetados – oficial
Covid-19/Reino Unido. PM Boris Johnson internado em estado inquietante
O Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está infetado com o novo coronavírus e foi internado num hospital de Londres.
Está em « cuidados intensivos » desde segunda-feira à noite, segundo o seu porta-voz.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab, assumiu provisoriamente a chefia do Governo.
« Desde domingo à tarde, o primeiro-ministro tem estado sob o cuidado da equipa médica do St Thomas’ Hospital, em Londres, onde deu entrada após sintomas persistentes de coronavírus. No decorrer desta tarde, o estado de saúde do primeiro-ministro piorou e, no seguimento do conselho da equipa médica, foi transferido para a unidade de cuidados intensivos do hospital », informou o porta-voz do chefe de governo do Reino Unido.
Covid-19: Ministros das Finanças europeus ‘obrigados’ a entenderem-se hoje
Covid-19: Ministros das Finanças europeus ‘obrigados’ a entenderem-se hoje – Lusa
Esta é a quarta reunião por videoconferência, em pouco mais de um mês, dos ministros das Finanças europeus, sendo que desta feita é-lhes ‘exigido’ um compromisso, para ser apresentado aos líderes europeus.
No último Conselho Europeu por videoconferência, realizado em 26 de março, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, após uma longa e tensa discussão, mandataram o Eurogrupo para apresentar, no prazo de duas semanas, propostas concretas sobre como enfrentar as consequências socioeconómicas da pandemia, que “tenham em conta a natureza sem precedentes do choque de covid-19”, que afeta as economias de todos os Estados-membros.
Com o Conselho Europeu à espera do desfecho das discussões ao nível de ministros das Finanças para voltar a reunir-se e tomar enfim decisões, o Eurogrupo estará então sob especial pressão para chegar a um acordo político, o que significa que Mário Centeno terá de conseguir aproximar as posições entre os países do sul e do norte da Europa, que ficaram extremadas no anterior encontro, o das polémicas declarações do ministro holandês.
Os países do sul, entre os quais Portugal, Espanha e Itália, têm defendido como melhor solução a emissão de dívida conjunta (os chamados ‘eurobonds’, ou ‘coronabonds’), que continua a ser rejeitada por países como Alemanha, Holanda, Áustria e Finlândia, que defendem antes soluções que passem por linhas de crédito específicas, ou seja, empréstimos, em condições favoráveis e sem o ‘fantasma’ dos ‘resgates’, através do Mecanismo Europeu de Estabilidade.
O presidente do fórum de ministros das Finanças da zona euro e ministro das Finanças português, Mário Centeno, já defendeu publicamente o adiamento do debate sobre os ‘coronabonds’ para depois da crise, advogando que o foco agora deve estar em medidas capazes de gerar consenso no imediato, designadamente um pacote de três medidas que representarão, no seu conjunto, cerca de 500 mil milhões de euros.
Centeno referia-se ao plano de linhas de crédito do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), aos créditos do Banco Europeu de Investimento (BEI) para empresas e aos apoios para programas de suspensão de contratos de trabalho (‘lay-off’) apoiados pelo Estado, propostos pela Comissão.
Para depois ficará então o plano de recuperação das economias europeias, no qual a Comissão Europeia ficou de trabalhar, em conjunto com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que muitos apelidam de novo ‘Plano Marshall’, e que, esse sim, poderia vir a integrar a solução de emissão conjunta de dívida.
Mas para já, e como resposta de emergência, a palavra cabe aos ministros das Finanças, que já não têm mais espaço temporal de manobra, reunindo-se hoje sob o olhar atento dos chefes de Estado e de Governo, à espera de um compromisso sobre o qual se possam pronunciar numa cimeira que deverá ter lugar em breve.
A reunião de hoje tem início às 14:00 de Lisboa.
Covid-19: França contabiliza quase 9.000 mortos devido ao vírus
Covid-19: França contabiliza quase 9.000 mortos devido ao vírus
O ponto da situação pandemia da covid-19 foi hoje assegurado pelo ministro da Saúde, Olivier Véran, e o governante avisou que « o caminho continua a ser longo ».
O número total engloba 6.494 mortos em meio hospitalar e 2.417 mortos nos lares. O número de óbitos nos lares continua a ser contabilizado, tendo sido divulgadas mais 228 novos óbitos nas últimas 24 horas em casas de repouso em todo o país.
Há 29.722 pessoas hospitalizadas e 7.772 estão internadas nos cuidados intensivos.
O ministro referiu que « o número de camas aumenta a um ritmo mais baixo » nas unidades de cuidados intensivos, o que « é um indicador importante » para seguir a propagação do vírus.
O número de pessoas curadas do vírus em França é de 17.250.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.
Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.
13 de maio sem peregrinos em Fátima
Peregrinação de maio em Fátima não terá peregrinos
O Santuário de Fátima, em Portugal, anunciou hoje que a Peregrinação Internacional Aniversária de maio será este ano celebrada sem a presença física de peregrinos, devido à covid-19, mas que se mantêm as principais celebrações.
Apesar de esta peregrinação não poder ser vivida nos moldes habituais, vão realizar-se « as principais celebrações na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, que serão presididas pelo cardeal D. António Marto e transmitidas pelos meios de comunicação social e digital », explica.
O programa da peregrinação ainda não está totalmente decidido, mas já se sabe que, « na noite do dia 12 de maio, será recitado o rosário, com o lucernário, e, no dia 13 de maio, será celebrada a missa internacional ».


