Entrevista/Joaquim Barros. « Nunca pensei que pudesse passar por uma situação destas »

O empresário português Joaquim Barros, um dos sócios gerentes da empresa « Batipose » foi um dos convidados das tardes na Rádio Alfa. Em destaque a Pandemia Covid-19.

Para Joaquim Barros, que é também presidente da Associação ‘Les Amis du Plateau‘ em Champigny-sur-Marne, ‘o mundo nunca mais vai ser como antes, houve um antes do Coronavírus e vai haver outro depois do Coronavírus’.

 

Joaquim Barros

 

 

Entrevista Ricardo José e Manuel Alexandre.

 

Entrevista/Suzette Fernandes. « Já distribuímos cerca de 400 máscaras »

A  Associação Hirond’Ailes em França está a confeccionar máscaras de tecido para ajudar os que lutam contra a pandemia Covid-19.

A presidente da Associação Hirond’Ailes, que também é representante dos utentes no hospital Henri Mondor – Albert Chenevier, em Créteil, nos arredores de Paris, contou à Rádio Alfa que já realizaram e enviaram cerca de 400 máscaras para trabalhadores do sector da saúde, para pessoas com saúde mais frágil.

 

Suzette Fernandes

 

Entrevista Ricardo José e Manuel Alexandre.

 

Le mystère portugais face au covid-19. Uma análise sobre Portugal (a ler – France Inter)

Le mystère portugais face au covid-19. Le Portugal est relativement épargné par l’épidémie… Les Portugais sont certes confinés, mais pas de sanctions, ni d’attestation de déplacement.

Portugais au balcon, le 28 mars 2020
Portugais au balcon, le 28 mars 2020 © AFP / Jorge Mantilla / NurPhoto / NurPhotoUm artigo da rádio France Inter. PorAnthony Bellanger

Il y a un mystère portugais que nous allons essayer de résoudre ensemble. Le mystère est le suivant : alors que l’Espagne est sévèrement confinée et que le gouvernement espagnol vient de décréter l’arrêt de toute activité économique non essentielle… les Portugais sont certes confinés, les lieux publics sont fermés mais pas de sanctions, ni d’attestation de déplacement. Interrogé, le Premier ministre portugais, António Costa, a répondu : « Les Portugais sont si disciplinés que la répression est inutile ».

On pourrait donc penser que le Portugal va au devant de la catastrophe. Rien ne serait plus faux : alors que l’Espagne compte 6 733 victimes du coronavirus, le Portugal n’en compte que 119, c’est-à-dire, en proportion de leur population respective, 11 fois moins.

La première explication est géographique : le Portugal est le seul pays du continent européen à n’avoir qu’un seul voisin, en l’occurrence l’Espagne. C’est donc le seul pays européen pour lequel la fermeture précoce de ses frontières a été efficace.

Deuxième explication : le pays vit beaucoup du tourisme. Or le covid-19 sévit hors période touristique. Donc, le Portugal n’a pas eu à affronter une vague de cas importés, juste à gérer un petit stock de visiteurs un peu esseulés en plein hiver.

Troisième explication, sa situation géographique à l’extrême-ouest de l’Europe a permis à Lisbonne de voir venir. C’est-à-dire que l’épidémie – et sa face ascendante – a commencé plus tard que pour l’Espagne, la France ou l’Italie.

Les Portugais ont profité des leçons des autres pays

Le Portugal s’est isolé en même temps que nous, le 13 mars, alors que nombre de cas sur son territoire pouvait encore se compter sur les doigts de deux mains. Mais surtout, António Costa a raison : les Portugais se sont auto-disciplinés.

En regardant les informations venues d’Italie, de France et surtout d’Espagne, dès la fin février, beaucoup de Portugais ont migré vers leurs maisons de campagne pour s’isoler, ont cessé de sortir dans les bars et les restaurants et ont retiré leurs enfants des écoles.

Du coup, beaucoup d’écoles étaient fermées avant même l’injonction gouvernementale faute d’élèves. Même chose pour certains commerces, notamment dans les centres des grandes villes du pays : il avaient devancé l’ordre de fermeture, faute de clients.

Les Portugais ont donc pris de l’avance… y-a-t-il des raisons plus structurelles ?

Il y a d’abord, une continuité gouvernementale dont les Espagnols ne peuvent se prévaloir. L’actuelle coalition de gauche est au pouvoir à Lisbonne depuis 2015. L’Espagne, dans la même période, ont connu quatre élections générales.

Sans même parler de la crise institutionnelle en Catalogne. Ensuite, contrairement à l’Espagne, le Portugal est sorti beaucoup plus tôt de l’austérité et avec succès. Moins d’austérité, moins de coupes claires dans la santé publique, un pays mieux préparé.

Ce qui autorise d’ailleurs Lisbonne à faire preuve de générosité : le 28 mars, Lisbonne a décidé de régulariser tous les migrants qui ont déposé un dossier de résidence et de renouveler automatiquement les titres de séjour qui arrivent à échéance.

Générosité mais aussi mesure de salubrité publique : en régularisant tout le monde, le gouvernement donne accès à toute la population résidant au Portugal au système de santé gratuit et universel : tout le monde protège tout le monde du Covid-19.

#FicaEmCasa – Com a Ana, que está de parabéns

Hoje fomos  simplesmente dar os parabéns mesmo se não é o seu  dia de aniversário, mas ela ganhou a batalha no passado sábado, sim a nossa Ana Nacional, a menina dos cabelos azuis que passou assim a esperada  prova das batalhas no programa The Voice.

 

 

 

Covid-19. Equacionado cerco sanitário à cidade do Porto

Equacionada criação de cordão sanitário no Porto: “Decisão será tomada esta segunda-feira”, avança DGS

Foto RUI DUARTE SILVA

Anúncio foi feito por Graça Freitas, diretora-geral da saúde. Também presente na mesma conferência de imprensa, o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda.

Está a ser equacionada a criação de um cordão sanitário no Porto, anunciou Graça Freitas, em conferência de imprensa. Segundo a diretora-geral da Saúde, será tomada uma decisão ainda esta segunda-feira. A hipótese de se avançar com esta medida está relacionada com o aumento de número de casos no concelho: de acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde, o número de casos de covid-19 passou de 417 no sábado para 941 no domingo.

Esta acabou por ser a informação mais relevante da comunicação oficial de hoje da DGS aos jornalistas.

Entretanto a Câmara do Porto não reconhece autoridade à DGS e rejeita cerco sanitário.

Com efeito, a Câmara do Porto respondeu dizendo que não aceita o cerco sanitário « absurdo » e « inútil » que está a ser equacionado pelas autoridades de saúde e anunciou que deixa de reconhecer autoridade à diretora geral da Saúde, Graça Freitas.

« Tal medida, absurda num momento em que a epidemia de covid-19 se encontra generalizada na comunidade em toda a região e país, não foi pedida pela Câmara do Porto, não foi pedida pela Proteção Civil do Porto e não foi pedida pela Proteção Civil Distrital. Nenhuma destas instituições e nenhum dos seus responsáveis, incluindo o presidente da Câmara do Porto foi contactado, avisado ou consultado pela Direção Geral da Saúde [DGS] », afirma a autarquia em comunicado.

« Assim sendo, a Câmara do Porto deixa de reconhecer autoridade à senhora Diretora Geral da Saúde, entendendo as suas declarações de hoje como um lapso seguramente provocado por cansaço », declara o município no comunicado

 

Tóquio2020. Jogos Olímpicos entre 23 de julho e 08 de agosto de 2021

Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 vão realizar-se entre 23 de julho e 08 de agosto de 2021, praticamente um ano depois das datas previstas, anunciou hoje o presidente da comissão organizadora japonesa, Yoshiro Mori.

Os Jogos Olímpicos estavam marcados para decorrerem entre 24 de julho e 09 de agosto de 2020, mas foram adiados em um ano, devido à pandemia de covid-19.

O anúncio foi feito por Yoshiro Mori, pouco depois de uma conversa telefónica com o presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

Na terça-feira passada, o COI e o Governo japonês “concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada em Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020 e nunca depois do verão de 2021”.

Esta decisão inédita foi tomada “para salvaguardar a saúde dos atletas, de toda a gente envolvida nos Jogos Olímpicos e da comunidade internacional”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 140 mortes e 6.408 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

 

Alfa/Lusa.

Covid-19/António Costa: « Com ou sem estado de emergência, medidas vão ser prolongadas »

O primeiro-ministro, António Costa, antecipou hoje que, com ou sem estado de emergência e devido ao « sucesso em baixar o pico da pandemia » da covid-19, vai ser preciso prolongar as medidas que têm vindo a ser adotadas.

Em declarações aos jornalistas na nova unidade de apoio hospitalar à pandemia da covid-19 da câmara e da universidade de Lisboa, na cidade universitária, António Costa afirmou que o Presidente da República « tomará esta semana a iniciativa de renovar ou não o estado de emergência », dando nessa altura o Governo a sua opinião a Marcelo Rebelo de Sousa, e depois haverá « uma decisão da Assembleia da República ».

« Creio que, sem fazer futurologia, que o que é expectável é que, sabendo nós que temos tido sucesso felizmente em baixar o pico desta pandemia – ou seja, o momento em que o maior número de pessoas estará infetado -, mas ao mesmo tempo prolongando a duração desta pandemia, isto significa que vamos ter que prolongar também as medidas que têm vindo a ser adotadas, com estado de emergência ou sem estado de emergência », antecipou.

Em relação às festividades que se aproximam, o primeiro-ministro deixou claro que « vai ter que ser mesmo uma Páscoa diferente » e que as « pessoas não podem ir à terra », nem podem ir ao Algarve, não podendo as famílias celebrar esta quadra festiva « todas reunidas ». É um sacrifício « essencial para nos salvarmos a todos », sublinhou António Costa.

« A melhor forma de estarmos juntos neste momento é estarmos mesmo separados », frisou.

Alfa/Lusa

Bruxelas/Economia: Sentimento económico na zona euro com maior recuo mensal de sempre

O indicador do sentimento económico registou, em março, o maior recuo mensal na zona euro (-8,9 pontos) desde que há registos, tendo ainda caído 8,2 pontos na União Europeia (UE), divulga hoje a Comissão Europeia.

Dados da Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia indicam que o maior recuo no indicador desde que há registos (1985), de 8,9 pontos para os 94,5, deveu-se à queda da confiança dos consumidores e em todos os setores de negócios na zona euro, particularmente nos serviços e no comércio de retalho.

O sentimento económico recuou nas cinco maiores economias da zona euro, com particular destaque para Itália (-17,6 pontos) e Alemanha (-9,8), seguindo-se França (-4,9), Holanda (-4,0) e Espanha (-3,4).

Na UE, o sentimento económico baixou 8,2 pontos para os 94,8.

Bruxelas adverte que os dados foram recolhidos entre 26 de fevereiro e 23 de março, tendo a maioria das respostas sido recebida antes de vários países terem adotado medidas de confinamento estritas para combater a pandemia da covid-19.

Bruxelas assinala ainda, no boletim, que o indicador das expectativas de emprego recuou 10,9 pontos para os 94,1 na zona euro e 9,7 pontos para os 94,8 na UE.

Alfa/Lusa

Covid-19/Portugal: Abriu hoje o apoio de emergência da Fundação Calouste Gulbenkian para a Cultura

Artistas independentes, técnicos e entidades culturais sem fins lucrativos podem concorrer, a partir de hoje, ao apoio de emergência criado pela Fundação Calouste Gulbenkian, por causa da pandemia da Covid-19.

A fundação revelou hoje que abriu o concurso para apoiar os profissionais de cultura, das áreas da música, dança, teatro e artes visuais, “que se viram privados de rendimento em virtude da suspensão da sua atividade”, por causa das medidas restritivas para conter aquela doença.

De acordo com o regulamento, será dado um apoio financeiro até 2.500 euros para artistas, profissionais e técnicos a título individual, e até 20 mil euros para estruturas de produção artística.

 Serão beneficiados os candidatos que comprovarem, com documentação, que a sua atividade cultural foi cancelada como consequência das medidas impostas pela pandemia Covid-19.

A fundação sublinha que podem candidatar-se os profissionais “mais jovens que exercem atividade há menos tempo”, “trabalhadores independentes há pelo menos seis meses” e técnicos especializados “contratados para concertos, espetáculos ou exposições, alvo de cancelamento”.

“As estruturas de produção artística” sem fins lucrativos também podem candidatar-se para “assegurar a manutenção dos postos de trabalho e as condições para um rápido retomar das atividades”, refere a fundação.

Os candidatos podem submeter candidaturas até 06 de abril.

Este apoio faz parte do Fundo de Emergência que a Fundação Calouste Gulbenkian criou, com um total de cinco milhões de euros, “para dar resposta à pandemia provocada pelo coronavírus” nas áreas da Saúde, Ciência, Sociedade Civil, Educação e Cultura.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 697 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 33.200.

Em Portugal, segundo o balanço mais recente da Direção-Geral da Saúde, registaram-se 119 mortes e 5.962 casos de infeções.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Alfa/Lusa

Covid-19: Quase 34 mil mortos e mais de 715 mil infetados em todo o mundo

A pandemia de covid-19 matou pelo menos 33.568 pessoas no mundo inteiro desde que a doença surgiu em dezembro na China, segundo um balanço da AFP às 08:00, a partir de dados oficiais.

De acordo com a agência de notícias francesa, já foram diagnosticados pelo menos 715.204 casos de infeção pelo novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, e a pandemia espalhou-se por 183 países ou territórios.

A Itália continua a ser o país mais afetado em número de mortes (10.779), seguido da China (3.304 mortes), o foco inicial do contágio. Os Estados Unidos registam 143.025 casos e 2.514 mortes.

A AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de infeções, já que um grande número de países está agora a testar apenas os casos que requerem atendimento hospitalar.

Alfa/Lusa

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